Tag: eleições 2026

  • Veja como foi a segunda-feira (21) dos candidatos a presidente

    Veja como foi a segunda-feira (21) dos candidatos a presidente

    A agenda dos candidatos à Presidência nesta segunda-feira (21) incluiu sabatina, atos políticos, encontros com apoiadores e atividades de campanha em diferentes cidades.

    >> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:

    Augusto Cury (Avante)
    Em São Paulo, o candidato Augusto Cury participou de um encontro com influenciadores digitais.

    Em conversa com a imprensa, Cury disse que há atualmente uma indústria que promove o ódio entre eleitores e políticos de direita e esquerda. Segundo ele, essa polarização precisa acabar e que, se eleito, irá governar para todos. 

    Clariana Barão (DC)
    Em Imperatriz (MA), a candidato Clariana Barão fez adesivaço.

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa participou de programa do PCB no Youtube.

    Ele afirmou que uma de suas principais bandeiras é intensificar a democracia por meio da formação de conselhos populares.

    “Os conselhos populares têm como função proporcionar a atuação do povo na gestão da economia e do Estado. Esses conselhos podem ser eleitos nos locais de trabalho, de moradia, de estudo e funcionariam como uma espécie de estrutura permanente da democracia direta”, disse. 

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Natal (RN), onde participou de uma moto-carreata e fez um comício.

    Flávio Bolsonaro disse que irá manter o benefício do programa Bolsa Família, aliado a uma política de corte de impostos.

    “Vou estender a mão para que possam se qualificar, se capacitar, concluir seus estudos, possam ter na palma da mão a possibilidade de saber onde tem emprego compatível com o que ela sabe fazer perto de onde mora. Como dar um financiamento barato, de longo prazo, e ensinando as pessoas como é que abre o seu próprio negócio”, afirmou.

    Hertz Dias (PSTU)
    Em São Paulo, o candidato Hertz Dias teve encontro com o professor e comunicador Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, e participou de lançamento de livro. 

    Leonardo Avalanche (PRTB)
    O candidato Leonardo Avalanche não divulgou agenda pública de campanha.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Em viagem a Nova York (EUA), o presidente Lula, candidato à reeleição, defendeu as urnas eletrônicas usadas no sistema eleitoral brasileiro. 

    “Estou muito tranquilo com relação ao processo eleitoral. A nossa urna é muito séria. Aliás, o mundo inteiro deveria adotar o sistema eletrônico do Brasil. Não tem nenhum problema de contestação nas nossas eleições”, disse em entrevista à emissora de televisão CNN.

    Ele afirmou que o eleitor irá escolher em outubro entre quem defende “uma política de preservação ambiental, ou de desmatamento; uma política de inclusão social ou abandono das pessoas pobres. O fortalecimento da cultura, ou o fim da cultura. É isso que está em jogo”.

    Lula afirmou que já pediu para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não interferir nas eleições brasileiras e que a relação entre os dois países é “sólida”, sem nenhum sentimento de aversão aos Estados Unidos.

    Renan Santos (Missão) 
    O candidato Renan Santos participou de sabatina no jornal SBT Brasil. 

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema participou, na capital paulista, de debate do Flow Podcast.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado participou de debate no Flow Podcast.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta não teve agenda pública de campanha.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins não teve agenda pública de campanha.

    Wilson Grassi (Democrata)
    O candidato Wilson Grassi não teve agenda pública de campanha.

    A ordem de apresentação da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Luciano Nascimento (São Luís), Marcelo Brandão (Brasília) e redação de São Paulo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Escolas privadas fora de locais de votação terão aulas normais no DF

    Escolas privadas fora de locais de votação terão aulas normais no DF

    O governo do Distrito Federal (GDF) alterou o decreto publicado no dia 11 de setembro sobre a suspensão das aulas nas duas sextas-feiras que antecedem o primeiro e o segundo turno das eleições deste ano, dias 2 e 23 de outubro.

    Com a mudança, as escolas privadas que não forem requisitadas como locais de votação devem permanecer em funcionamento regular, com a manutenção integral das atividades escolares e das aulas. A alteração foi publicada no Diário Oficial do DF desta segunda-feira (21). 

    Já as escolas públicas continuam com as aulas suspensas nos dias 2 e 23 de outubro, assim como as escolas particulares que forem locais de votação. Se não houver segundo turno, a medida será cancelada no dia 23 de outubro.   

    A norma anterior suspendia as aulas em toda a rede de ensino pública e privada do DF, em virtude da realização das eleições gerais.

    No caso das creches, as atividades permanecem sem alterações. 

    A reposição de horas-aula na rede de ensino pública deve seguir as diretrizes da Secretaria de Estado de Educação. Nas instituições privadas que tiverem as aulas suspensas, a reposição fica a critério de cada instituição de ensino.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Maioria do TSE mantém suspensão da campanha de Deltan ao Senado

    Maioria do TSE mantém suspensão da campanha de Deltan ao Senado

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria de votos, nesta segunda-feira (21), para manter a suspensão da campanha eleitoral do candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo).

    Os votos foram proferidos durante o julgamento virtual que delibera sobre a manutenção da decisão individual do ministro Floriano de Azevedo Marques, que suspendeu a campanha.

    Até o momento, o placar da votação está 4 votos a 0 pela manutenção da decisão. Além do relator, os votos foram proferidos pelos ministros Dias Toffoli, Villas Bôas Cueva e Estela Aranha.  

    Faltam os votos de André Mendonça, Nunes Marques e Sebastião Reis Júnior. A sessão será encerrada às 23h59.

    No sábado (19), além de determinar a suspensão da campanha, o ministro também interrompeu as aparições do candidato no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV e proibiu o acesso ao fundo eleitoral de campanha.

    Marques atendeu ao pedido de suspensão feito pela Coligação Paraná para Todos, formada pelo PT, e entendeu que Deltan está inelegível. 

    A coligação recorreu ao TSE depois de o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná ter deferido o registro de candidatura de Deltan, na semana passada, por 4 votos a 3, por considerá-lo elegível.

    Entenda 

    Antes de entrar para a política, o candidato atuou como procurador da República e chefiou a força-tarefa das investigações da Operação Lava Jato. 

    Em 2023, Deltan teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE. A decisão apontou que Deltan pediu exoneração do cargo de procurador do Ministério Público Federal (MPF) para evitar a perda do cargo e ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

    Quando deixou o MPF, Deltan já havia sido condenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) à pena de censura e de advertência e ainda tinha 15 procedimentos disciplinares em tramitação contra ele no órgão.

    Pela legislação, são inelegíveis, pelo prazo de 8 anos, membros do Ministério Público que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração durante a tramitação de processo disciplinar.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Caminhos da Reportagem: importância do voto para jovens e idosos

    Caminhos da Reportagem: importância do voto para jovens e idosos

    Intitulado Do primeiro ao último voto, o próximo episódio do programa Caminhos da Reportagem, que será exibido nesta segunda (21), às 23h30, na TV Brasil, dá voz à parcela dos eleitores brasileiros para quem votar é facultativo e não obrigatório. Jovens com 16 e 17 anos e idosos com 70 anos ou mais estão entre os quase 159 milhões de cidadãos aptos a votar nas eleições de 2026, marcadas para os dias 4 e 25 de outubro.

    O programa busca entender por que a maioria dessas pessoas faz questão de ir às urnas para exercer o direito reconquistado após o fim da ditadura militar e a volta da democracia no Brasil.

    “A gente vai decidir o que vai acontecer no começo da nossa vida adulta, como as políticas sobre estágios e faculdade”, opina o estudante Brayan de Sousa, de 17 anos.

    “Quem tem 70 anos ou mais e vota é uma pessoa que tem consciência da importância do voto”, afirma a pesquisadora Ana Amélia Camarano.

    Além de jovens e idosos, a equipe do programa entrevistou ativistas e especialistas no assunto. A jornalista Manuela Pinho, que lutou pelo voto dos adolescentes no fim dos anos 1980 na  campanha “Se liga, 16”, conta que fez mobilizações nas ruas e no Congresso.

    “Em 1988 foi a Constituinte e em 1989 teve a primeira eleição presidencial do período democrático, e esse foi um caldo que favoreceu discutir participação e a defesa da democracia. A gente fez abaixo-assinado e conversou com parlamentares. Quando o direito foi conquistado, o momento foi de divulgar”, lembra Manuela.

    Há poucos anos, ela reviveu essa história. Foi quando a filha de Manuela, então adolescente, tirou o título de eleitor. “Foi uma vontade dela e eu achei muito interessante. Ela tomou a decisão dela, foi pesquisar e escolheu”, diz.

    Quem também não deixa de comparecer às urnas é o fiscal de finanças Manoel de Matos. Com deficiência visual, auditiva e física, ele entende que votar é lutar pelos seus direitos. “Nós nos tornamos muitas vezes invisíveis perante a sociedade. E o voto é uma maneira de nós nos colocarmos como cidadãos para dizer: eu tenho deficiência, mas posso contribuir com a democracia desse país.”

    Com o envelhecimento da população brasileira, o perfil do eleitorado também envelheceu. Em 2022, mais de 14,8 milhões de eleitores tinham 70 anos ou mais, em 2026 são mais de 17,2 milhões. Ao mesmo tempo, o número de eleitores com 16 e 17 anos diminuiu em quase meio milhão.

    Ficha técnica

    • Reportagem: Marieta Cazarré
    • Reportagem cinematográfica: André Rodrigo Pacheco, Rogerio Verçoza e Sigmar Gonçalves
    • Auxílio técnico: Alexandre Souza, Edivan Viana e Marcelo Vasconcelos
    • Produção: Cintia Vargas e Patrícia Araújo
    • Edição de texto: Paulo Leite
    • Edição de imagem e finalização: Márcio Stuckert
    • Arte: Aleixo Leite, Caroline Ramos e Wagner Maia

    Sobre o programa

    No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileiras mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos. Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.

    Exibido às segundas, às 23h30, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 3h. A produção disponibiliza as edições especiais no site http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem e no YouTube da emissora pública em https://www.youtube.com/tvbrasil. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site http://tvbrasilplay.com.br.

    Ao vivo e on demand

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.
    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone.

    O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

    Serviço

    Caminhos da Reportagem – Do primeiro ao último voto: segunda-feira (21/9), às 23h30, na TV Brasil – com reprise na madrugada às 3h.

    TV Brasil na internet e nas redes sociais

    Site – https://tvbrasil.ebc.com.br

    Facebook – https://www.facebook.com/tvbrasil

    Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil

    YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil

    X – https://x.com/TVBrasil

    TikTok – https://www.tiktok.com/@tvbrasil

    TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta segunda-feira (21)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta segunda-feira (21)

    A agenda dos candidatos à Presidência nesta segunda-feira (21) inclui sabatina e atos políticos. Também estão previstos encontros com apoiadores e atividades de campanha em diferentes cidades.

    Clariana Barão (DC)
    Em Imperatriz (MA), faz adesivaço na Maçonaria da Rua Alagoas.

    Edmilson Costa (PCB)
    Às 19h, Participa, junto com Cleusa Santos, candidata à Vice-Presidência, de conversa sobre educação, trabalho, cultura, lazer e os direitos da juventude brasileira, no YouTube.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Participa de moto-carreata e faz comício em Natal (RN).

    Hertz Dias (PSTU)
    Em São Paulo, faz encontro com o professor e comunicador Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, e participa lançamento de livro. 

    Renan Santos (Missão) 
    Participa de sabatina no jornal SBT Brasil. 

    Romeu Zema (Novo)
    Às 19h, participa do debate do Flow Podcast.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Em São Paulo, participa de debate no podcast Flow.

    Augusto Cury (Avante)
    Às 14h, tem encontro com influenciadores digitais no Itaim Bibi, em São Paulo (SP).

    Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Wilson Grassi e Samara Martins (UP) não têm agenda pública de campanha.

    Os candidatos Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) não divulgaram agenda pública de campanha até o momento desta publicação. 

    A ordem de apresentação da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Eleitores de religiões afro se sentem invisíveis em campanha eleitoral

    Eleitores de religiões afro se sentem invisíveis em campanha eleitoral

    Os brasileiros adeptos de religiões de matriz africana e afro-brasileira não se sentem representados nas campanhas políticas de 2026, avaliam praticantes, religiosos e estudiosos.

    O número de brasileiros que afirmou seguir uma fé afro-brasileira triplicou entre 2010 e 2022, de acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número chegou a 1,8 milhão de pessoas. 

    Porém, ao contrário dos eleitores cristãos, alvo intenso de disputas, os de matriz afro são deixados de lado na corrida eleitoral.

    A falta de interesse das campanhas e a baixa representatividade na política refletem preconceito, analisam especialistas e religiosos de matriz afro, como a advogada e umbandista Lívia dos Santos. Ela atribui o problema à intolerância religiosa.

    “É muito difícil a gente, que é de religião de matriz africana, se ver representado pelos políticos.”

    “A gente tá falando, em uma última análise, de uma sociedade que não se permite conhecer essas religiões, justamente por todo o histórico de marginalização, criminalização dos povos que sempre cultuaram o orixá”, analisa ela.

    Para o segmento, o combate à intolerância é uma das agendas mais importantes para a democracia. O Artigo 208 do Código Penal protege o sentimento e a liberdade religiosa e atribui pena de um a três anos para o crime de discriminação religiosa.

    Os praticantes de religiões de matriz africana representam uma parcela menor da população quando comparados aos católicos e evangélicos, cerca de 80% dos brasileiros. 

    No entanto, não é por ser em número inferior que o eleitorado deva ser negligenciado, reforça o pai de santo e pesquisador do Grupo de Pesquisas sobre Povos de Terreiro da Universidade Federal Fluminense (UFF), Leonardo Vieira.

    “Há nichos da política que ainda concebem os povos de terreiro como inferiores.”

    Organização política

    Segundo Vieira, prevalece a concepção errônea de que os povos de terreiro não são capazes de se organizar politicamente, quando, na verdade, a política é parte da sua existência. 

    “Essa organização política começa dentro dos terreiros nas suas relações comunitárias e coletivas de organização, economia, de saúde, de educação, de tecnologia, e que é uma forma de fazer política diferente.”

    De acordo com ele, os postulantes a cargos públicos que são de matriz afro ou que se aproximam do segmento, no entanto, são aqueles capazes de obter o apoio e votos desses eleitores.


    Brasília (DF), 07/09/2025 - Manifestação Exu, celebra resistência dos povos de terreiros e pede o fim da intolerância religiosa. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
    Brasília (DF), 07/09/2025 - Manifestação Exu, celebra resistência dos povos de terreiros e pede o fim da intolerância religiosa. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
    Manifestação Exu celebra resistência dos povos de terreiros e pede o fim da intolerância religiosa. Bruno Peres/Agência Brasil

    Em tempos de campanha eleitoral, grandes eventos religiosos são frequentemente explorados por candidatos e transformados em agenda. No caso dos povos de terreiro, arquitetar mobilizações desse tipo não é tão simples, afirmam os pesquisadores. 

    Eles explicam que, no Brasil, a intolerância religiosa ainda faz com que seja um risco sofrer violências por se assumir praticante de religiões afro.

    Disque 100

    Números do Disque Direitos Humanos (Disque 100) evidenciam a necessidade de enfrentamento ao problema. Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o serviço registrou 2.774 denúncias de casos do tipo.

    O serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania funciona por 24 horas, incluindo sábados, domingos e feriados. O atendimento é gratuito e imediato.

    As denúncias de violações de direitos humanos, incluindo as de intolerância religiosa, são registradas e analisadas pela equipe do Disque 100 e, posteriormente, encaminhadas aos órgãos competentes. Em situações de emergência, a Polícia Militar local deve ser acionada pelo telefone 190.

    *Colaborou Isabela Vieira, da Agência Brasil

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja como foi o fim de semana dos candidatos a presidente

    Veja como foi o fim de semana dos candidatos a presidente

    Neste final de semana, os candidatos à Presidência da República visitaram os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, onde participaram de atos de campanha, caminhadas e entrevistas. Entre os temas abordados estiveram as prioridades para a saúde, mudanças no sistema prisional, o combate ao crime organizado, direitos do trabalhador, empreendedorismo e a proibição das bets.  

    >> Veja como foi o fim de semana dos presidenciáveis:  

    Augusto Cury (Avante) 

    O candidato participou de sabatina do Jornal da Record.

    Clariana Barão (DC) 

    A candidata não teve compromissos oficiais de campanha neste final de semana 

    Edmilson Costa (PCB) 

    O candidato concedeu entrevista ao SBT News. 

    Flávio Bolsonaro (PL) 

    O candidato passou o sábado (19) em Santa Catarina. Em discurso ao desembarcar em Joinville, Flávio afirmou que o estado catarinense “é a prova do Brasil que deu certo”.  

    “O povo de Santa Catarina é um povo trabalhador, um povo produtivo, um povo que tem a mentalidade de correr atrás pelos seus méritos”, destacou Flávio. 

    Ainda na cidade, em outro evento de campanha, disse que o modelo do sistema prisional catarinense será implantado em seu futuro governo.  

    “Tem um programa junto aos presos de menor periculosidade aqui e, todos os que querem trabalhar, conseguem emprego. Temos que ter uma parceria do sistema penitenciário junto a empresas para que esses egressos do sistema penitenciário trabalhem, paguem pela sua estadia. Mas, também, saiam daqui com uma profissão e reduzam a taxa de reincidência”, avaliou. 

    Hertz Dias (PSTU) 

    Neste sábado (19), o candidato esteve no bairro de Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, onde fez uma caminhada e conversou com moradores. Segundo ele, é preciso ampliar investimentos em educação, cultura, esporte e geração de emprego, além de oferecer perspectivas de futuro para a juventude trabalhadora. 

    “A juventude negra das periferias é a principal vítima da violência no país. Milhares de jovens têm suas vidas interrompidas todos os anos, enquanto outros tantos são empurrados para o desemprego, a precarização do trabalho ou o encarceramento. É preciso acabar com essa política que transforma os jovens pobres em alvo permanente da repressão”, defendeu. 

    Leonardo Avalanche (PRTB)

    Não houve divulgação de agenda pública do candidato neste fim de semana. 

    Lula (PT) 

    Durante comício em Florianópolis, neste sábado (19), o candidato à reeleição reforçou que pretende acabar com as bets no Brasil. Segundo ele, as apostas online estão levando muitas pessoas ao endividamento, causando perda de patrimônio e até da própria vida.  

     “O país proíbe briga de galo, passarinho, cassino, mas as bets entram na nossa casa pelo celular e tem muita gente que não consegue parar de apostar porque as propagandas os induzem a acreditar que vão ganhar. Se depender da minha vontade, eu quero acabar com as bets”, disse.  

    Ele ressaltou que, para começar com esse processo, é importante estar preparado porque há muito dinheiro para financiar a propaganda desse mercado.    

    “Os times de futebol fizeram uma carta essa semana dizendo que, se eu acabar com as bets, vou acabar com o futebol. É mentira, porque o São Paulo foi três vezes campeão do mundo sem ter a bet, assim como também foram campeões o Flamengo, o Corinthians, o Internacional, o Grêmio, a Seleção Brasileira”.   

    Lula afirmou que os times de futebol não podem querer sobreviver às custas do povo, que já é torcedor e frequenta os estádios. Segundo ele, quem não quer que as bets acabem são as emissoras de TV, os influenciadores e empresários.

    Renan Santos (Missão) 

    O candidato passou mais um dia no Rio Grande do Sul. Neste sábado (19), cumpriu agenda em Capão da Canoa. Em discurso aos apoiadores, Renan falou que “nós vamos militarizar o Brasil e juntos libertar a América do Sul do crime organizado”. 

    Disse ainda que, caso eleito, seu governo vai investigar o envolvimento de políticos com o crime organizado. 

    Sobre a polarização entre Flávio e Lula, Renan firmou que esta é a eleição da desistência: “ambos querem que você não tenha nenhuma esperança de nada diferente”.  

    Romeu Zema (Novo) 

    No sábado (19), o candidato foi a Contagem (MG), onde defendeu estímulos ao microempreendedorismo. Afirmando querer tornar menos burocrática a legislação, Zema propõe mudanças nas atuais regras de autorização de funcionamento de estabelecimentos comerciais.  

    “Quero que tenhamos, no Brasil, o mesmo que fizemos em Minas Gerais: confiar no empreendedor. Que ele passe a operar e, depois, o Estado fiscaliza. Hoje, parte-se do princípio de que ele é um criminoso, que o estabelecimento dele tem que ser aprovado antes dele começar a funcionar. Sou totalmente contrário”, comentou o ex-governador mineiro.  

    “Se alguém quiser abrir uma lanchonete, que abra. Aí, então, o Estado vai lá e fiscaliza. Se não estiver adequado, fecha. Hoje, às vezes, ele fica aguardando por meses para alguém ir lá fazer uma vistoria”, acrescentou. 

    Ele defendeu a redução do chamado “custo-Brasil” e destacou a preocupação com o nível de endividamento da população. “E quando eu falo de custo-Brasil, são vários, principalmente a taxa de juros que, hoje, é altíssima. Qualquer empreendedor que for a um banco pegar dinheiro vai estar pagando 25% ao ano. Lá fora, na Ásia, na Europa, na América do Norte, entre 6% e 7%.” 

    Ronaldo Caiado (PSD) 

    No sábado (19), o candidato esteve em Barretos, no interior de São Paulo, onde participou do Encontro Nacional de Muladeiros do Bem. Entrevistado por jornalistas, o político goiano prometeu que, se eleito, priorizará a saúde e, em particular, a prevenção ao câncer, promovendo o diagnóstico precoce da doença.  

    “A saúde terá prioridade total no sentido de fazer com que o atendimento básico seja de melhor qualidade e eficiência”, declarou. 

    O plano de governo de Caiado propõe a criação, no Sistema Único de Saúde (SUS), da chamada “via rápida do câncer”, estratégia que prevê o atendimento prioritário dos pacientes conforme a gravidade do caso.  

    “Para que as pessoas não cheguem ao hospital já em fase terminal”, explicou. O candidato também apontou algumas das demandas que vem recebendo de empresários do agronegócio.  

    “Mais do que nunca, o setor pede por um seguro rural. E um plano plurianual para que possa sobreviver às intempéries climáticas e às situações de mercado. Além da pacificação o campo”, concluiu Caiado, antes de seguir para Osasco, na região metropolitana da capital paulista, onde concedeu entrevista para uma emissora de TV. 

    Rui Costa Pimenta (PCO) 

    Não houve divulgação de agenda pública do candidato neste fim de semana. 

    Samara Martins (UP) 

    A candidata participou de uma caminhada com panfletagem neste sábado (19), em Madureira, bairro da zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Samara apresentou suas propostas para os trabalhadores, com aumento de 100% nos salários, redução da jornada de trabalho e fim da escala 6 por 1. 

    “Esse bairro é proletário, é dos trabalhadores, do povo negro. Vimos muitos trabalhadores concordando com o nosso programa e cansados da exploração que sofrem no capitalismo”, disse. 

    Wilson Grassi (Democrata) 

    No sábado (19), o candidato participou do Rocky Mountain Games, no Pico do Jaraguá,  na capital paulista. 

    * Colaboraram Alex Rodrigues (Brasília), Douglas Correa (Rio de Janeiro), Flávia Albuquerque e Vitor Abdala (Rio de Janeiro).

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TSE suspende campanha de Deltan ao Senado pelo Paraná

    TSE suspende campanha de Deltan ao Senado pelo Paraná

    O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu suspender a campanha eleitoral do candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo).

    Pela decisão liminar, proferida na noite deste sábado (19), os atos de campanha devem ser suspensos até decisão final do tribunal.

    As aparições do candidato no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV e o acesso ao fundo eleitoral de campanha também ficam interrompidos.

    Deltan é alvo de ações de outros candidatos que disputam uma cadeira no Senado e que contestam sua elegibilidade.

    Antes de entrar para a política, o candidato atuou como procurador da República e chefiou a força-tarefa das investigações da Operação Lava Jato.

    Manobra

    Em 2023, ele teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE. Conforme a decisão, Deltan pediu exoneração do cargo para evitar a perda do cargo e ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

    O ex-procurador pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF) quando já havia sido condenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) à pena de censura e de advertência e ainda tinha 15 procedimentos diversos em tramitação contra ele no órgão.

    Pela legislação,  são inelegíveis, pelo prazo de 8 anos, membros do Ministério Público que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração durante a tramitação de processo disciplinar.

    Na semana passada, por 4 votos a 3, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná reconheceu que Deltan está elegível e deferiu o registro de candidatura.

    Em seguida, parlamentares ligados ao PT estadual recorreram ao TSE para barrar a candidatura.

    Outro lado

    Pelas redes sociais, Deltan afirmou que vai recorrer e que a suspensão da campanha foi aceita em um “processo sigiloso e sem direito à defesa”.

     

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Wilson Grassi defende imposto único e mais rigor contra facções

    Wilson Grassi defende imposto único e mais rigor contra facções

    O candidato à Presidência da República Wilson Grassi, do Partido Democrata, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o programa de governo intitulado Brasil em Primeiro Lugar. O documento de 58 páginas é dividido em uma carta ao eleitor e 14 eixos de propostas, além de um cronograma de realização para os 100 primeiros dias de um eventual governo.

    >> Veja a íntegra do documento:

    A Agência Brasil publicou matérias com os programas de governo de todos os candidatos à Presidência nas eleições deste ano. Os textos foram liberados seguindo a ordem alfabética do nome do candidato. Neste domingo (20), serão publicadas as matérias referentes aos candidatos Romeu Zema, Samara Martins e Wilson Grassi.

    Entre as principais propostas elaboradas pela candidatura de Wilson Grassil está a criação do Imposto Único Federal (IUF). A ideia é que haja um único imposto cobrado automaticamente sobre movimentações bancárias, em substituição de nove tributos federais sobre folha, faturamento e produção.

    O plano de governo também prevê isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e o fim da tributação sobre o emprego, com a extinção da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento para desonerar a contratação formal.

    Também estão previstos cursos financiados pela União e executados com o Sistema S e rede técnico-federal com oferta condicionada à demanda real de contratação na região.

    Segurança e combate ao crime

    Para o isolamento de facções e asfixia financeira, o documento propõe a expansão do sistema penitenciário federal de segurança máxima para lideranças criminosas com bloqueio efetivo de sinal telefônico, somada à integração de inteligência financeira para confisco de bens. Wilson Grassi sugere a realização de um plebiscito sobre o modelo penitenciário no país. A proposta é que a consulta decida sobre a adoção de um modelo de confinamento de segurança máxima em grande escala (nos moldes de El Salvador), sem supressão de garantias individuais.

    Saúde

    O candidato defende a unificação das saúdes humana, animal e ambiental, com vigilância de zoonoses e participação de médicos-veterinários na política de saúde. Na atenção primária, propõe a expansão da cobertura de equipes de saúde da família com repasses federais estáveis fora da barganha política e criação de carreiras para a fixação de profissionais em áreas remotas. A candidatura também pretende criar uma fila nacional pública para cirurgias e exames eletivos, organizada por critérios clínicos e consultável pelo próprio paciente.

    Educação

    Na área educacional, Wilson Grassi promete adotar ações para possibilitar a alfabetização na idade certa, com a condicionalidade do apoio técnico e financeiro federal aos resultados de alfabetização aferidos em avaliações externas. No ensino médio e técnico, o plano de governo prevê a expansão da rede federal de educação profissional orientada pela demanda produtiva regional e integrada aos programas de qualificação.

    Se eleito, o candidato pretende enviar ao Congresso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Pesquisa, para transformar pesquisadores bolsistas em servidores públicos concursados com carreira federal, previdência e salário compatível, exigindo um período de contrapartida de permanência no país.

    Habitação

    Outra proposta do programa de governo é a portabilidade do aluguel para financiamento: o histórico comprovado de pagamento de aluguel será usado como comprovação de renda para acesso a financiamento habitacional, com parcelas iniciais equivalentes ao valor do aluguel já pago. O documento prevê também a titulação em massa de moradias em áreas consolidadas e prestação de assistência técnica pública gratuita para reforma e ampliação.

    Infraestrutura, energia e meio ambiente

    O candidato também pretende implementar o programa Brasil nos Trilhos, para conclusão dos corredores ferroviários de carga prioritários e incentivo ao regime de autorização ferroviária para investimentos privados, integrando ferrovia, portos, hidrovias e cabotagem.

    Na área de saneamento e licenciamento, haverá, segundo o plano de governo, cobrança rigorosa das metas do Marco Legal do Saneamento e fixação de prazos com responsáveis nomeados para processos de licenciamento ambiental.

    Sobre a atividade de mineração em terra indígena, a candidatura promete enviar projeto de lei ao Congresso para regulamentar o Artigo 231, Parágrafo 3º da Constituição, exigindo três condições inegociáveis: consentimento da comunidade via consulta prévia (como prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, a OIT), participação econômica paga diretamente aos indígenas e licenciamento ambiental com proibição do uso de mercúrio.

    Defesa

    O plano prevê apoio à PEC 55/2023 para elevar gradualmente o orçamento da área de defesa a 2% do Produto Interno Bruto (PIB), vinculando no mínimo 35% desses recursos à modernização de equipamentos e tecnologias.

    Agropecuária

    Outra proposta do programa de governo é a rastreabilidade bovina antecipada, com apoio financeiro e antecipação voluntária da identificação individual de bovinos nos corredores de exportação antes do encerramento do cronograma oficial em 2032, visando atender a exigências de mercados compradores internacionais.

    O candidato também se compromete com a recomposição do quadro de fiscais do serviço veterinário oficial por concurso público e a manutenção dos status sanitários internacionais para febre aftosa, influenza aviária e peste suína.

    O documento prevê ainda um programa nacional de boas práticas de manejo, transporte e abate, oferta de crédito simplificado para a agricultura familiar e priorização das compras públicas de alimentos produzidos localmente.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Samara Martins propõe dobrar salário mínimo e instituir escala 4×3

    Samara Martins propõe dobrar salário mínimo e instituir escala 4×3

    Sob o título Unidade Popular pelo Socialismo, o programa de governo da candidata a presidente Samara Martins, do partido Unidade Popular (UP), apresenta explicitamente um projeto de transformação estrutural do modelo econômico e político brasileiro. O objetivo declarado no documento é superar as desigualdades do capitalismo e construir uma sociedade socialista.  

    >> Veja a íntegra do documento:

    A Agência Brasil publicou matérias com os programas de governo de todos os candidatos à Presidência nas eleições deste ano. Os textos foram liberados seguindo a ordem alfabética do nome do candidato. Neste domingo (20), serão publicadas as matérias referentes aos candidatos Romeu Zema, Samara Martins e Wilson Grassi. 

    Partido criado em 2016 e identificado com o campo da esquerda radical, a UP disputa a Presidência da República em 2026 com uma candidatura formada exclusivamente por mulheres. Cabeça da chapa, Samara, 38 anos, é cirurgiã-dentista e trabalhadora do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte. Foi candidata a vice-presidente pela legenda em 2022, com Leonardo Péricles, atual presidente do partido. A candidata a vice é Raquel Brício, 34 anos, guarda portuária e dirigente sindical no Pará, que já disputou eleições para deputada estadual e para a prefeitura de Belém.

    “O Brasil é um dos países mais ricos do mundo, mas o povo vive na pobreza. Essa desigualdade não é natural. Ela resulta de um modelo econômico que coloca os interesses dos capitalistas acima das necessidades populares”, diz o programa, que faz um diagnóstico extremamente crítico da economia de mercado e propõe medidas radicais para modificar o sistema em vigor.

    “Defendemos que saúde, educação, água, energia, saneamento, moradia, transporte, cultura e comunicação sejam direitos, e não mercadorias. Defendemos o fim da escala 6×1, a redução da jornada com aumento salarial, a elevação em 100% do salário mínimo, a reindustrialização, a reforma agrária, a soberania nacional, o fortalecimento da ciência e a recuperação do controle público dos setores estratégicos”, prossegue o texto.

    Salário e emprego

    A UP também promete enfrentar “todas as formas de exploração”, como racismo, machismo, LGBTfobia, capacitismo e opressão, bem como assegurar territórios e proteção de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

    O programa de governo da UP, que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem 67 páginas e está organizado em 18 eixos temáticos. No tema de trabalho e salário, por exemplo, o partido propõe dobrar o valor atual do salário mínimo de forma imediata, o que significaria um acréscimo exato de R$ 1.621, fazendo o novo valor totalizar R$ 3.242. Também defende o fim da escala 6×1 e o estabelecimento da escala 4×3 para todos os trabalhadores do país, além de garantia de emprego para todas as pessoas adultas capazes de trabalhar.

    Economia

    Na área econômica, o programa propõe a suspensão imediata do pagamento da dívida pública e realização de auditoria cidadã. A UP afirma que os recursos liberados seriam redirecionados para políticas sociais e estima em cerca de R$ 2 trilhões o montante que poderia ser deslocado do serviço da dívida.

    O partido também se compromete com a nacionalização dos bancos e estatização do sistema financeiro, com fusão das instituições bancárias sob controle estatal e gestão dos trabalhadores. Propõe ainda o fim da autonomia do Banco Central (BC), submetendo as políticas monetária e cambial às diretrizes do governo ao que o programa denomina desenvolvimento social.

    O programa da UP ainda prevê reestatização de empresas privatizadas, citando expressamente Eletrobras e a Petrobras, que passariam a ter controle 100% estatal, e retomada de empresas como Vale, companhias que controlam ferrovias, e empresas de saneamento e telecomunicações. O programa também propõe monopólio público em geração de energia, mineração, produção e distribuição de combustíveis e indústria de defesa.

    O texto também estabelece o fim de novas privatizações e dos leilões de petróleo e revisão e eventual revogação das concessões privadas de portos, aeroportos e rodovias. No transporte urbano, prevê estatização das frotas, criação de empresas públicas e reestatização de linhas privatizadas de metrô e trem, incluindo o fortalecimento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa pública federal que administra linhas férreas em diferentes estados.

    Na parte tributária, a UP propõe isenção do Imposto de Renda para trabalhadores, retirada de impostos sobre itens da cesta básica e produtos essenciais e instituição de tributação progressiva sobre grandes fortunas, lucros, dividendos e heranças de bilionários. Também propõe mudanças nos impostos ICMS/IVA, com redução de alíquotas e isenções para determinados produtos.

    Direitos humanos

    A candidatura de Samara Martins cita ainda propostas de criminalização da misoginia, ampliação da rede de atendimento às mulheres, igualdade salarial com homens, rede pública de cuidados e descriminalização e legalização do aborto.

    Para a população negra, o plano de governo fala em ampliação das ações afirmativas e titulação de territórios quilombolas. A demarcação e a titulação de terras indígenas também são pontos abordados no programa. O documento propõe também realização de ampla reforma agrária e “nacionalização da terra”.

    O programa cita reforma urbana, com produção pública de moradias, urbanização de favelas, regularização fundiária, utilização de imóveis públicos ociosos e desapropriação de propriedades que não cumpram função social.

    Segurança pública e Justiça

    Na área de segurança, o programa da UP prevê desmilitarização das polícias, reorganização das carreiras policiais e mudança do modelo de segurança. O Poder Judiciário passaria a ter eleição direta de juízes e tribunais superiores, com o fim dos chamados “penduricalhos” que aumentam os salários muito acima do teto constitucional. O plano também defende o fortalecimento da Justiça do Trabalho e reforma do sistema penitenciário.

    Cultura e comunicação

    No setor de comunicações, o programa prevê o que chama de “estatização dos monopólios de TV e rádio” e apoio à imprensa comunitária e alternativa. Já as políticas culturais teriam como prioridade o incentivo à cultura popular e uma proposta de nacionalização de grandes gravadoras e produtoras cinematográficas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original