Tag: eleições 2026

  • Saiba quais são os candidatos na disputa ao governo de Roraima

    Saiba quais são os candidatos na disputa ao governo de Roraima

    Cinco candidatos concorrem ao governo de Roraima nas eleições de 2026. No estado, 401.496 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 51% são mulheres e 49%, homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 62,91% são pessoas pardas; 15,71%, indígenas; 14,67%, brancas; 6,27%, pretas; e 0,43%, amarelas.

    O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, será no dia 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Arthur Henrique – Arthur Henrique Brandao Machado (Unidos por Roraima) 

    Clébio Genuíno – José Clébio Genuíno do Nascimento (PCO)

    Farah Mesquita – Farah Mesquita (Federação Renovação Solidária – PRD/Solidariedade)

    Rosi Aires – Rosimayre Patrícia Aires da Silva (Roraima da Esperança)

    Soldado Sampaio – Francisco dos Santos Sampaio (Roraima Segue em Frente)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Eleições 2026: veja quem são os candidatos ao governo de Rondônia

    Eleições 2026: veja quem são os candidatos ao governo de Rondônia

    Seis candidatos concorrem ao governo de Rondônia nas eleições de 2026. No estado, 1.267.105 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 52% são mulheres e 48%, homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 65,3% são pessoas pardas; 23,79%, brancas; 8,44%, pretas; 1,85%, indígenas; e 0,62%, amarelas.

    O primeiro turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro. Em eventual segundo turno, os eleitores voltam às urnas em 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Adailton Furia – Adailton Antunes Ferreira (Gente que Gosta de Gente) 

    Expedito Netto – Expedito Goncalves Ferreira Netto (Fé Rondônia) 

    Hildon Chaves – Hildon de Lima Chaves (Rondônia com a Força do Trabalho e da União)

    Marcos Rogério – Marcos Rogerio da Silva Brito (Juntos por Rondônia)

    Pedro Abib – Pedro Abib Hecktheuer (Experiência Fé e Autoridade Rondônia Forte de Verdade – PDT/MDB)

    Samuel Costa – Samuel Costa Menezes (PSB)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Conheça os candidatos a governador do Pará nas eleições de 2026

    Conheça os candidatos a governador do Pará nas eleições de 2026

    Seis candidatos concorrem ao governo do Pará nas eleições de 2026. No estado, 6.265.355 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 51% são mulheres e 49%, homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 76,59% são pessoas pardas; 12,79%, brancas; 9,29%, pretas; 0,89%, indígenas; e 0,44%, amarelas.

    O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro. Se houver segundo turno, será em 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Araceli – Araceli Maria Pereira Lemos (Federação PSOL Rede) 

    Dr. Daniel – Daniel Barbosa Santos (O Pará é do Povo!)

    Gal Leite – Gualdina Maria Menezes Leite (UP) 

    Hana Ghassan – Hana Ghassan Tuma (O Pará Tá Junto) 

    Ruth Reis – Ruth Helena Ferreira Reis (Democrata)

    Well Macedo – Wellingta Josyane Siqueira Macedo (PSTU) 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sete candidatos concorrem ao governo do Amazonas; veja quem são

    Sete candidatos concorrem ao governo do Amazonas; veja quem são

    Sete candidatos concorrem ao governo do Amazonas nas eleições de 2026. No estado, 2.801.182 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 51% são mulheres e 49% homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 75,93% são pessoas pardas; 10,53%, brancas; 9,27%, indígenas; 3,81%, pretas; e 0,46%, amarelas. 

    O primeiro turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro. Em eventual segundo turno, os eleitores voltam às urnas em 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais. 

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Cabo Daciolo – Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos (Mobiliza)

    David Almeida – David Antônio Abisai Pereira de Almeida (Pra Cima Amazonas)

    Gilberto Vasconcelos – Gilberto Vasconcelos da Silva (PSTU)

    Isael Munduruku – Isael Franklin Gonçalves (Federação PSOL Rede)

    Omar Aziz – Omar Jose Abdelaziz (Força Amazonas)

    Professora Maria do Carmo – Maria do Carmo Seffair Lins de Albuquerque (Mudar É Urgente)

    Roberto Cidade – Roberto Maia Cidade Filho (União Pelo Amazonas)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Conheça os candidatos ao governo do Amapá nas eleições deste ano

    Conheça os candidatos ao governo do Amapá nas eleições deste ano

    Cinco candidatos concorrem ao governo do Amapá nas eleições de 2026. No estado, 577.534 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 51% são mulheres e 49%, homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 72,15% são pessoas pardas; 13,91%, brancas; 11,53%, pretas; 1,93%,indígenas; e 0,47%, amarelas.

    O primeiro turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro. Em eventual segundo turno, os eleitores voltam às urnas em 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Carlos Cley – Carlos Cley Ramos Paiva (PSTU) 

    Clécio – Clécio Luís Vilhena Vieira (Juntos por Todo o Amapá)

    Delegado Marcos – Marcos José Reategui de Souza (DC)

    Dr. Furlan – Antonio Paulo de Oliveira Furlan (Trabalhar para Transformar o Amapá)

    Jairo Palheta – Jairo Palheta da Silva Marques (PCO)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Eleições 2026: saiba quem são os candidatos ao governo do Acre

    Eleições 2026: saiba quem são os candidatos ao governo do Acre

    Seis candidatos concorrem ao governo do Acre nas eleições de 2026. No estado, 614.375 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 52% são mulheres e 48%, homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 72,28% são pessoas pardas; 14,53%, brancas; 8,29%, pretas; 4,34%, indígenas; e 0,89%, amarelas.

    O primeiro turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro. Em eventual segundo turno, os eleitores voltam às urnas em 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Alan Rick – Alan Rick Miranda (Trabalho da Esperança)

    Dr. Luisinho – Francisco das Chagas Conceição Da Silva (Agir)

    Eudo Raffael – Eudo Raffael Lima da Silva (PCB)

    Mailza Assis – Mailza Assis Cameli (Avança Acre)

    Thor Dantas – Thor Oliveira Dantas (Frente Ampla pelo Acre)

    Tião Bocalom – Sebastião Bocalom Rodrigues (Produzir para Empregar)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja como foi a quarta-feira (23) dos presidenciáveis

    Veja como foi a quarta-feira (23) dos presidenciáveis

    A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (23) incluiu debates, entrevistas e encontros com apoiadores, além de visitas a instituições e atividades de campanha.

    >> Veja como foi o dia dos candidatos a presidente

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa participou do ato do comando de greve dos bancários, em Belo Horizonte, manifestando apoio aos grevistas.

    Ele visitou o Memorial de Direitos Humanos (antigo Dops) na capital mineira.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro fez live pelo canal TV Celular Flávio Bolsonaro no YouTube.

    Hertz Dias (PSTU)
    Em Belo Horizonte, o candidato participou de panfletagens na região da Escola Estadual Cecília Meireles e na avenida Sinfrônio Brochado.

    Ele participou de assinatura da carta compromisso com os candidatos do partido.

    Leonardo Avalanche (PRTB)
    O candidato Leonardo Avalanche não teve agenda pública de campanha.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    No Rio de Janeiro, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva participou de ato com artistas, lideranças políticas e personalidades da cultura para debater propostas para o setor. 

    Lula defendeu que é necessário mudar as leis para evitar interferências dos governantes nas políticas culturais. 

    “Colocar na Constituição é a forma mais segura de garantir a cultura”, disse. 

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos participou de encontro com apoiadores nas cidades de Sorocaba, Americana, Nova Odessa e Campinas, no estado de São Paulo.

    Ele disse que, em um eventual governo, trabalhará para a reindustrialização do país e que pretende enfrentar o tráfico internacional de drogas.

    “Temos que desmontar as bases operacionais de funcionamento do PCC, em que ele pega a droga que chega, coloca dentro de contêineres e manda para exportação”, disse.

    Romeu Zema (Novo) 
    O candidato Romeu Zema participou de debate da Revista Veja, em São Paulo. 

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Em São Paulo, o candidato Ronaldo Caiado visitou a Biblioteca Mario de Andrade e defendeu investimentos em cultura. 

    “Eu quero cada vez mais reafirmar que cultura é liberdade. Cultura não é propriedade de partido algum”, disse.

    Ele participou de debate na Revista Veja.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta não teve agenda pública de campanha.

    Samara Martins (UP)
    Em Salvador, a candidata Samara Martins fez panfletagem em frente ao complexo fabril Bahia Têxtil. Ela participou de plenária sobre educação pública na Frente da Biblioteca da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e de reunião com movimentos sociais da Bahia.

    “Nossas propostas foram muito bem recebidas, em especial o aumento de 100% do salário mínimo e o fim do bolsa banqueiro”, afirmou.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    O candidato Wilson Grassi concedeu entrevista ao programa Minuto Micheletto.

    Ele defende a proposta de construir hospitais veterinários públicos em todo o Brasil, reformar o Supremo Tribunal Federal e a oferta de toxina botulínica (botox) para mulheres de baixa renda como política de valorização da autoestima e da saúde emocional.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury visitou o Instituto Bacarelli, na capital paulista. Ele acompanhou uma aula de musicalização infantil, ensaio do coral e da orquestra. Cury participou do podcast Os Sócios, em Barueri, região metropolitana.

    O candidato cancelou sua participação no debate da Revista Veja hoje para viajar a Belo Horizonte, onde será realizado nesta sexta-feira (24) o velório do empresário Bruno Avelar, que morreu no acidente de helicóptero que também tirou a vida do cantor Rick e de mais três pessoas.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão não teve agenda pública de campanha.

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Isabela Vieira (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e redação de São Paulo

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Entidades denunciam agressões às mulheres que disputam cargos

    Entidades denunciam agressões às mulheres que disputam cargos

    As denúncias sobre violência política de gênero têm crescido, especialmente em ano de eleição. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que de 2022 a 2024 os processos relacionados a esse tipo de crime aumentaram 11 vezes. 

    Em Pernambuco, uma deputada estadual recebeu uma pedrada durante compromisso de campanha no interior do estado e foi parar no hospital. No Espírito Santo, um artefato explosivo foi lançado contra integrantes da campanha de uma candidata a deputada federal. Outra candidata, desta vez em Minas Gerais, recebeu ameaças de estupro na internet e teve dados de familiares expostos. No Rio de Janeiro, a ameaça foi de morte, inclusive com citação direta ao assassinato da ex-vereadora Marielle Franco.

    Todas essas denúncias foram recebidas por movimentos sociais que, diante da gravidade dos relatos, redigiu um documento pedindo medidas do Estado para coibir as agressões. O relatório foi entregue ao TSE.

    Enfrentamento

    A coordenadora de Incidência Política da organização Terra de Direitos, Gisele Barbiere, diz que o enfrentamento à violência política de gênero passa pela responsabilização dos agressores.

    “A impunidade, a falta de respostas para esses casos faz com que esses algozes se sintam mais encorajados a intimidar e violentar as mulheres dessa forma”, diz.

    A cooperação com as plataformas digitais e campanhas de conscientização das próprias vítimas sobre o que é a violência política também são apontadas pelos movimentos sociais como estratégias para tentar conter a violência.

    A coordenadora de Programas e Estratégia do Instituto Marielle Franco, Larissa Amorim, destaca que essa violência acaba atacando a própria democracia brasileira.

    “Quando você expõe dados pessoais, ou quando você ameaça a família daquela parlamentar ou daquela gestora pública, isso ameaça, inclusive, o direito ao exercício do seu mandato, ou exercício da sua ocupação de carácter político. O que, por sua vez, ameaça o princípio de representação política. Então, é um problema da nossa democracia”, diz.

    Mulheres negras

    Uma pesquisa do Instituto Marielle Franco publicado em 2025 mostra que a violência política não atinge todas as mulheres da mesma forma. O estudo analisou 77 casos de violência política entre 2021 e 2025. O resultado mostrou que 87% das vítimas eram mulheres negras.

    “O que a gente vê quando se trata dessa violência de gênero com esse recorte racial é uma violência muito mais perversa, porque ela sempre vai diretamente em críticas ao corpo, à aparência. São xingamentos comparando as mulheres a animais”, conta Barbieri.

    Larissa Amorim destaca que, uma forma de ajudar a combater o problema é inserir a perspectiva de raça na lei 14.192/2021, que estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher.

    “E por que isso é importante? Porque se ela (a lei) não traz uma dimensão racial na sua estrutura, essa certamente não é uma dimensão que será incorporada pelas políticas construídas a partir da lei. E é uma coisa que precisa ser feita pra gente qualificar a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento à violência política de gênero e raça. Porque as mulheres negras, as mulheres trans negras, inclusive, são alvo prioritário dessa violência”, diz.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Comunidade científica alerta para risco de interferência nas eleições

    Comunidade científica alerta para risco de interferência nas eleições

    A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestaram preocupação com a possibilidade de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro, mais notadamente por parte dos Estados Unidos.

    O temor expressado pelas entidades é de haver uma interferência de tal modo que afete “a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a livre formação de vontade dos eleitores”.

    O texto divulgado enfatiza a necessidade de independência e autonomia do brasileiro para fazer suas escolhas políticas.

    “A escolha dos governantes brasileiros pertence exclusivamente ao povo brasileiro. Nenhum Estado, governo, poder econômico ou ator externo deve buscar condicionar essa decisão, seja por pressões políticas ou econômicas, seja pela manipulação do ambiente informacional ou pelo uso indevido de tecnologias e plataformas digitais”, dizem as entidades.

    No fim de agosto, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elaborou um relatório em que aponta risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano. O documento reservado alerta ainda para uma tendência de escalada da pressão estadunidense sobre o Brasil.

    A ABC e a SBPC pediram mobilização das instituições da República, bem como da comunidade científica e acadêmica e da sociedade civil, em prol de uma eleição livre de ingerência internacional.

    “Cabe a todos contribuir, em suas respectivas responsabilidades, para um ambiente público baseado em informação confiável, respeito às instituições, liberdade de escolha e rejeição a qualquer tentativa de interferência externa na vontade soberana da população brasileira.”

    As entidades também apoiaram o gesto do Instituto Vladimir Herzog, que levou às Nações Unidas uma carta chamando atenção para os riscos de interferência estadunidense nas eleições brasileiras e pedindo o rápido reconhecimento internacional do resultado, independente do vencedor.

    Em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também abordou o assunto. Ele defendeu a soberania dos países e citou tentativas de influência estrangeira sobre processos políticos nacionais, sobretudo na América Latina e no Caribe.

    “Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais. A divisão do mundo em zonas de influência e investidas neocoloniais com recursos estratégicos constituem gestos anacrônicos”, disse, ao citar contextos recentes registrados na Venezuela, na Nicarágua, no Haiti e em Cuba.

    As eleições estão marcadas para o dia 4 de outubro. Nesse dia, os eleitores votarão em candidatos para os cargos de deputado estadual/distrital, deputado federal, senador, governador e presidente da República.

    Confira na íntegra a nota da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC):

    Soberania e democracia: o Brasil decide seu futuro

    A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestam preocupação diante dos alertas sobre possíveis interferências externas no processo eleitoral brasileiro de 2026, em particular dos alertas sobre eventuais pressões provenientes dos Estados Unidos que possam afetar a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a livre formação da vontade dos eleitores.

    ABC e SBPC consideram relevante, nesse contexto, a iniciativa do Instituto Vladimir Herzog de levar às Nações Unidas preocupações relacionadas a possíveis ingerências no processo eleitoral brasileiro e de solicitar atenção internacional à defesa da soberania, do princípio da não intervenção e do respeito ao resultado oficialmente proclamado pela Justiça Eleitoral, independentemente de quem seja o vencedor.

    A escolha dos governantes brasileiros pertence exclusivamente ao povo brasileiro. Nenhum Estado, governo, poder econômico ou ator externo deve buscar condicionar essa decisão, seja por pressões políticas ou econômicas, seja pela manipulação do ambiente informacional ou pelo uso indevido de tecnologias e plataformas digitais.

    Em um mundo marcado pela circulação transnacional de informações, dados e tecnologias, a proteção da democracia exige atenção também às novas formas de interferência. Eventuais ações dessa natureza devem ser identificadas e apuradas com base em evidências, transparência e respeito ao Estado Democrático de Direito.

    A defesa da democracia também diz respeito à comunidade científica. Ela depende do acesso ao conhecimento, da liberdade de pensamento, da integridade da informação e da possibilidade de que cidadãs e cidadãos formem suas convicções sem manipulações ou condicionamentos indevidos. Soberania política, soberania científica e soberania digital são dimensões cada vez mais interdependentes da capacidade de uma nação decidir seu próprio futuro.

    ABC e SBPC conclamam as instituições da República, a comunidade científica e acadêmica, as organizações da sociedade civil, os meios de comunicação, as plataformas digitais e toda a sociedade brasileira a permanecerem vigilantes na defesa da integridade do processo democrático. Cabe a todos contribuir, em suas respectivas responsabilidades, para um ambiente público baseado em informação confiável, respeito às instituições, liberdade de escolha e rejeição a qualquer tentativa de interferência externa na vontade soberana da população brasileira.

    ABC e SBPC reafirmam, portanto, princípios que não pertencem a qualquer candidatura, partido ou governo: a soberania nacional e a autodeterminação; eleições livres e íntegras; a não intervenção externa; o respeito à Constituição e às instituições democráticas; a integridade do ambiente informacional; e o reconhecimento do resultado oficialmente proclamado pela Justiça Eleitoral, qualquer que seja a escolha soberana das urnas.

    Defender a democracia brasileira é defender o direito do Brasil de decidir, livremente e sem interferências externas, o seu futuro.

    Rio de Janeiro, São Paulo, 21 de setembro de 2026.

    HELENA BONCIANI NADER
    Presidente da ABC

    FRANCILENE PROCÓPIO GARCIA
    Presidente da SBPC

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Maior colégio eleitoral do país, SP terá mais de 114 mil urnas

    Maior colégio eleitoral do país, SP terá mais de 114 mil urnas

    Cerca de 114,5 mil urnas eletrônicas do estado de São Paulo começaram nesta quarta-feira (23) a ser preparadas para o primeiro turno das eleições deste ano, que será realizado no dia 4 de outubro.

    Somente na capital paulista, mais de 28 mil máquinas serão utilizadas.

    Uma cerimônia pública, realizada na primeira zona eleitoral da capital paulista, marcou o início da preparação, quando cada urna passa a receber as informações oficiais das eleições, como os dados do eleitorado, as seções eleitorais e as candidaturas.

    Na primeira zona eleitoral, por exemplo, há 449 seções eleitorais, e serão preparadas 505 urnas eletrônicas. As urnas a mais são necessárias para uma situação emergencial, para substituição de algum equipamento com problema durante a votação.

    “O tribunal estabeleceu para que isso [preparação] seja feito até a antevéspera da eleição, no dia 2 de outubro, sexta-feira”, explicou Erick Viana, chefe de cartório da primeira zona eleitoral de São Paulo.

    Preparação das urnas

    O processo de preparação das urnas têm início com a geração das mídias que contém os sistemas eleitorais e dados do eleitorado e das candidaturas.

    As mídias são dispositivos semelhantes a pen drives, em que são gravadas as informações necessárias para o funcionamento das urnas.

    Na sequência, os dados das mídias são inseridos nas máquinas correspondentes a cada seção eleitoral.

    Nessa etapa, as urnas também passam por um teste de funcionamento, sendo posteriormente lacradas para a votação.

    “Cada urna chega nos cartórios eleitorais vazias, sem dados. E agora começamos a inserir esses dados”, disse Viana. “Após essa etapa, fazemos uma verificação por amostragem da integridade dos sistemas e as urnas são então lacradas e preparadas para o dia da votação”, afirmou.

    >> Veja as etapas: 

    • Urnas lacradas são identificadas por município, local de votação e seção eleitoral.
    • Depois, são armazenadas em caixas devidamente lacradas e assinadas pelas autoridades presentes, como os juízes eleitorais, promotores e representantes de partidos e coligações.
    • É feita a auditoria por amostragem, que garante a segurança, a transparência e a confiabilidade do sistema eletrônico no país.
    • Urnas serão distribuídas para os locais de votação na véspera das eleições.

    Todo o processo de preparação da urna, segundo Viana, respeita protocolos e procedimentos rigorosos de segurança.

    “Historicamente, tem-se provado que as urnas são extremamente seguras. Não houve comprovações de fraude em toda a história de funcionamento das urnas eletrônicas”.

    Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), não é possível utilizar os equipamentos antes de 4 de outubro, porque os sistemas são programados para iniciar o funcionamento durante o dia e horário da votação.

    Segurança

    Em entrevista à imprensa, o presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, destacou a segurança do sistema eleitoral do Brasil.

    “Podemos reiterar que as urnas eletrônicas são seguras. O voto dado é o voto computado”, disse.

    “O protagonista das eleições, que é o eleitor ou eleitora, pode votar com toda a segurança e serenidade porque todas as providências estão sendo tomadas pela Justiça Eleitoral para que, mais uma vez, haja segurança e confiança da sociedade [no sistema eleitoral do país]”.

    Primeiro turno

    No dia 4 de outubro, os eleitores vão escolher os candidatos para presidente da República, governador, senadores (duas vagas), deputado federal e deputado estadual ou distrital.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original