Categoria: Cultura

  • Com 78 galerias, ArtRio traz obras inéditas

    Com 78 galerias, ArtRio traz obras inéditas

    A Feira de Arte do Rio de Janeiro (ArtRio) chega à 16ª edição entre esta quarta-feira (16) e domingo (20) na Marina da Glória, no Rio de Janeiro com 78 galerias participantes.

    Segundo os organizadores, a cada edição, a feira conta com mais de 100 colecionadores e curadores que vêm ao Rio para o evento. Além de visitar a ArtRio, a programação para os convidados inclui visitas a museus e instituições, galerias, ateliês e coleções privadas.

    A estimativa é que 50 mil pessoas circulem nos quatro dias da feira.

    Laís Amorim, gerente de Relacionamento com Galerias da ArtRio, conta que esta edição tem novidades imperdíveis, como uma obra inédita em cerâmica de Adriana Varejão, uma das mais importantes artistas brasileiras contemporâneas.

    A feira também terá uma obra de Gabriel Massan perto do Jardim de Esculturas, que mede sete metros na área externa da feira.

    “O programa Brasil Contemporâneo vai trazer obras de arte que não costumam vir para o Rio com muitos artistas fora do eixo Rio-São Paulo e essas obras têm em comum o fazer com as mãos. Para mergulhar no universo dos artistas, teremos estandes exclusivos onde um ou dois artistas apresentam recortes de suas produções”, disse Laís Amorim.


    Rio de Janeiro (RJ), 16/09/2026 – ArtRio 2026, a Feira de Arte do Rio de Janeiro, traz galerias, artistas e obras de destaque para pavilhões de exibição na Marina da Glória. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 16/09/2026 – ArtRio 2026, a Feira de Arte do Rio de Janeiro, traz galerias, artistas e obras de destaque para pavilhões de exibição na Marina da Glória. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 16/09/2026 – ArtRio 2026, a Feira de Arte do Rio de Janeiro, traz galerias, artistas e obras de destaque na Marina da Glória. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Em 2026, o programa Solo_Duo apresenta galerias com projetos desenvolvidos por um ou dois artistas, sob curadoria de Ademar Britto.

    A ArtRio conta ainda os programas especiais: Brasil Contemporâneo, que reúne artistas cujas práticas privilegiam tecnologias manuais, com curadoria de Paula Borghi; o Jardim de Esculturas, destinado à exposição de obras tridimensionais de grandes dimensões, sob curadoria de Christiane Laclau; e o programa Mira de videoarte, com curadoria do MAM Rio.

    Em paralelo, a prefeitura do Rio promove a primeira Semana de Arte do Rio, de 16 a 27 de setembro. O evento inédito terá mais de 400 atrações, reunindo artistas, instituições, festivais, produtores e espaços que fazem parte da vida cultural carioca.

    Ao todo, serão 74 festivais, exposições, espetáculos e atividades, que somam mais de mil horas de programação. A proposta é fazer da própria cidade parte da experiência.

    Durante 12 dias, museus, centros culturais, teatros, galerias e outros equipamentos receberão uma programação que reúne projetos consolidados na cena cultural, de diferentes linguagens artísticas. A iniciativa busca ampliar a circulação de artistas e públicos, valorizar o patrimônio material e imaterial da cidade e fortalecer a economia da cultura.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Filme Feito Pipa é escolhido para representar Brasil no Oscar 2027

    Filme Feito Pipa é escolhido para representar Brasil no Oscar 2027

    O filme Feito Pipa, do diretor Allan Deberton, foi escolhido para disputar uma indicação de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Visuais, responsável por selecionar o título que representa o país na premiação. 

    A obra foi escolhida entre os seis longas-metragens pré-selecionados para representar o Brasil na disputa, anunciados no último dia 6 de setembro. Ao todo, 15 longas foram inscritos e habilitados para concorrer à vaga brasileira. 

    O longa-metragem foi rodado em Quixadá, no sertão do Ceará. O enredo acompanha a trajetória de Gugu, papel de Yuri Gomes, um menino de 11 anos apaixonado por futebol, que mora com a avó, Dilma, interpretada pela atriz Teca Pereira.

    Quando a saúde dela se fragiliza, ele tenta esconder a situação para não ter que se mudar para a casa do pai, Batista, personagem de Lázaro Ramos, em Brasília.

    O filme foi o mais premiado da edição deste ano no Festival de Gramado, com os prêmios de:

    • Melhor Direção, 
    • Melhor Atriz para Teca Pereira, 
    • Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos e 
    • Melhor Filme pelo Júri Popular, 
    • Menção Honrosa para Yuri Gomes, que interpreta o protagonista da história.

    “A emoção é gigante, porque dentro de tantos filmes bons que a gente teve esse ano, um monte de filme legal, um monte de trabalho rico, valioso, precioso, o Feito Pipa foi selecionado para tentar esse caminho, que é um caminho que, na verdade, começa em casa, de a gente mesmo valorizar o nosso cinema”, comemorou o ator Lázaro Ramos em uma rede social. 

    “Acho que é um filme que o Brasil precisa e merece pela linguagem, um jeito de fazer cinema, que só a gente aqui no Brasil sabe fazer, pelos temas que trata, pelas atuações, pela direção, pelo roteiro”, completou o ator. 

    A presidente da Comissão de Seleção, Clélia Bessa, também ressaltou a linguagem sensível do filme como um elemento forte na escolha. 

    “O filme Feito Pipa, de Allan Deberton, tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e ao mesmo tempo traz uma forte identidade brasileira a partir de uma cidade do interior do Ceará. É sobre família, cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude e já foi premiado em festivais internacionais importantes”, disse Clélia Bessa.

    A estreia no Brasil está marcada para 5 de novembro, mas antes o filme será exibido no Festival do Rio, em outubro.

    O Brasil já foi finalista em Melhor Filme Internacional no Oscar em seis ocasiões: as mais recentes, com os filmes O Agente Secreto, do diretor Kleber Mendonça Filho e Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, que acabou levando a estatueta pela primeira vez para o Brasil.

    A short list oficial de Melhor Filme Internacional para o Oscar 2027, com os 15 longas em língua não inglesa pré-selecionados, será divulgada em dezembro pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo prêmio. Já o anúncio dos cinco indicados oficiais para a categoria está previsto para 21 de janeiro do ano que vem.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Projeto musical retorna ao Museu Nacional de Belas Artes após 8 anos

    Projeto musical retorna ao Museu Nacional de Belas Artes após 8 anos

    Depois de oito anos, o projeto Música no Museu retorna ao seu local de origem: o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro. O projeto, criado em 1997, cresceu com o tempo e se espalhou para outros museus do Brasil.
     
    “Começamos com uma apresentação mensal, depois foi semanal e fomos ampliando. Aí chegou ao Brasil de Norte a Sul, a cidades de países de todos os continentes, inclusive ao Carnegie Hall em Nova York”, conta Sérgio da Costa e Silva, idealizador e diretor do Música no Museu.
     
    As últimas apresentações no MNBA ocorreram em 2018, quando o museu iniciou o planejamento para as reformas, que culminaram no fechamento total do espaço em 2020. O MNBA só começou a ser reaberto, gradativamente, em setembro de 2025.

    Semana de arte

    O retorno do Música no Museu ao local, com a versão latino-americana do 21° RioHarpFestival, coincide com a reabertura de três de suas galerias, que estavam fechadas para a reforma, e é parte da programação da 1ª Semana de Arte do Rio de Janeiro.

    “Vamos ter sempre uma apresentação mensal e vamos comemorar juntos em 2027 os 90 anos do Museu de Belas Artes e os 30 do Música no Museu”, explica Costa e Silva.

    A versão latino-americana do 21° RioHarpFestival será aberta nesta quarta-feira (16), às 12h30, no MNBA, com um recital do harpista argentino Walter Morato, e se estenderá até o dia 27 deste mês, com 23 concertos de harpistas e grupos do Brasil, Argentina, Paraguai, Venezuela, Chile e Uruguai.
     
    Apesar da abertura do festival ser no Museu Nacional de Belas Artes, a maior parte dos recitais ocorrerá no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

    Também estão previstas apresentações na Associação Comercial do Rio de Janeiro, no Museu da Justiça, no Espaço Cultural da Marinha, no Palácio Tiradentes, no Liceu Literário Português e na Igreja Santa Cruz dos Militares. A programação completa pode ser conferida na internet.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fotógrafo e etnólogo Pierre Verger lança livro nesta quarta em SP

    Mais conhecido no Brasil como fotógrafo, Pierre Verger também grande estudioso sobre as relações entre o Brasil – especialmente a Bahia e África Ocidental, a diáspora africana, a religião dos orixás e as tradições orais da cultura Iorubá.

    O livro Lorubahia – Escritos raros sobre a cultura iorubá e as relações entre Brasil e golfo do Benim será lançado nesta quarta-feira (16) em São Paulo. Uma parceria do Instituto Çarê e a Fundação Pierre Verger, a obra reúne 12 ensaios do autor, 4 deles inéditos, escritos entre os anos 1958 e 1972, período em que viveu entre Salvador e a Nigéria, quando mergulhou na pesquisa sobre o povo Iorubá.

    A coletânea foi organizada em 3 eixos: os aspectos históricos das relações transatlânticas, a religião Iorubá e a cultura, conhecimento e oralidade Iorubá. A organizadora da obra e coordenadora do Espaço Cultural Pierre Verger, Ângela Lühning, explica que a coletânea se propõe a trazer também um outro olhar sobre Verger.

    “Um Verger múltiplo, que vai além de uma categoria única do Verger, apenas fotógrafo ou apenas escritor voltado para temáticas históricas, o Verger, supostamente, apenas dedicado a estudos sobre o Candomblé e religião afro-brasileira de influência Iorubá. O Verger que dialoga com tudo isso e um pouco mais, de uma forma talvez um pouco surpreendente em vários textos”, explicou.

    Quem é Pierre Verger

    Pierre Fatumbi Verger nasceu em Paris em 1902 e iniciou sua trajetória profissional como fotógrafo viajante. Em 1946 se mudou para Salvador, cidade que nunca deixou de fazer parte de sua vida até sua morte em 1996. Especializou-se na fotografia documental e de campo nas áreas de antropologia, história, conhecimentos orais e botânica. Também foi um grande estudioso da cultura.

    Lançamento do livro

    Quando: 16 setembro, 19h

    Local: Biblioteca Mário de Andrade

    Entrada: gratuita, com retirada de ingressos 1 hora antes.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Evento de arte e tecnologia “alfineta” com bordado e reflete sobre IA

    Evento de arte e tecnologia “alfineta” com bordado e reflete sobre IA

    A primeira vez da potiguar Kaliane Martins, de 40 anos, em um museu foi para trabalhar em Brasília (DF). Ela se mudou para a capital, com a mãe, ainda criança, e adulta virou faxineira. Conseguiu emprego no Sesi Lab, na área central da capital, há quatro anos, deixou a vassoura e virou agente de portaria. Está encantada pelas artes que surgem de todos os lados. Inclusive, a mais recente tocou mais fundo o seu coração e a memória do bordado. 

    Trata-se da instalação “Bordaduras”, um vinil adesivo de 530 metros quadrados, com imagem de agulhas e uma série de bordados em ponto de cruz inacabados instalada sobre os vidros do museu do Sesi Lab. O trabalho está oficialmente aberto à visitação do público a partir desta terça (15).  


    Brasília (DF), 15/09/2026 - A agente de portaria e costureira, Kaliane Freire, duarnte entrevista para Agência Brasi.
Intervenção monumental no SESI Lab : 530 m² da fachada de vidro do museu com a obra  Bordaduras, obra da artista Regina Silveira, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília (DF), 15/09/2026 - A agente de portaria e costureira, Kaliane Freire, duarnte entrevista para Agência Brasi.
Intervenção monumental no SESI Lab : 530 m² da fachada de vidro do museu com a obra  Bordaduras, obra da artista Regina Silveira, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    A agente de portaria e costureira, Kaliane Freire, duarnte entrevista para Agência Brasil. Joédson Alves/Agência Brasil

    A obra da artista plástica Regina Silveira, de 87 anos de idade, professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), fez bem à memória da funcionária do espaço. 

    “Aprendi a bordar com a minha mãe e com minha avó. Vi as agulhas [da obra] e me fez recordar”, diz Kaliane Martins. Ela recordou que teceu não apenas as próprias roupas e as dos três filhos adolescentes, mas também a própria vida.

    “Nunca foi fácil costurar cada dia de batalha”, filosofou a agente de portaria em entrevista à Agência Brasil. Ela ficou entusiasmada ainda mais com a chegada da artista.

    Feminista

    Nas palavras da artista Regina Silveira, que tem extensa carreira internacional, o objetivo da obra de arte é justamente provocar reflexões. Ela contextualiza que os bordados estão historicamente ligados à alfabetização das mulheres, durante o Pré-Renascimento, quando elas se ocupavam em bordar letras em enxovais. 

    “No meu percurso, os bordados em pontos de cruz completos ou malfeitos se conectam ao repertório de padrões gráficos que venho utilizando desde o novo milênio com o suporte de meios digitais para dialogar com arquiteturas diversas.”
     


    Brasília (DF), 15/09/2026 - Artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília (DF), 15/09/2026 - Artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab. – Joédson Alves/Agência Brasil

    Ela percebeu, em viagens para diferentes países, revistas que ensinavam a fazer figuras bordadas. Em alguns espaços da instalação, os pontos incompletos têm relação com a ideia de um processo em execução. 

    Regina Silveira entende que essa é uma obra feminista por natureza. “Tem uma fatia do meu trabalho, nos anos 1980 e 1990, que trata da distorção dos objetos do cotidiano.” 

    Além disso, a artista diz que os seus trabalhos têm viés provocador e político.

    “Essa agulha, por exemplo, tem os significados dela. Eu sempre respeito muito a liberdade de interpretação. A pessoa vai entender o que quiser. Eu tenho quatro agulhas espalhadas. As agulhas são mais ilusionistas.”

    Além da obra nos vidros, do lado de dentro um painel de LED exibe “Dígito”, obra que Regina Silveira criou nos anos 1980. A artista, inclusive, faz palestra inaugural do 25º Encontro Internacional de Arte e Tecnologia, evento que debate a interseção entre as duas áreas. 
     

    Ancestralidade tecnológica 

    Até domingo (20), o próprio Sesi Lab e o Museu Nacional de Brasília recebem eventos, obras e experimentos de 41 artistas de diferentes regiões do País.

    Entre os destaques, estão são as palestras de:

    • Casé Angatu Xukuru Tupinambá, liderança indígena que falará sobre ancestralidade nas relações entre natureza, arte e tecnologia (nesta terça, às 14h);
    • Hauke Dorsh, que aborda o tema das tecnologias sociais na disseminação da música africana (quarta, às 14h);
    • Ive Rubini, que trará o conceito de tecnodiversidade e a importância de múltiplas perspectivas.

    Um dos temas que instiga os artistas e pesquisadores é a interferência da inteligência artificial nas obras. Para Regina Silveira, o olhar não precisa ser apocalíptico. Ela se refere ao fato que as tecnologias atuam com repertórios e memórias já existentes. “Nesse sentido, ela pode ajudar, mas não pode ajudar a criar ou a pensar.”

    Ela acrescenta que a IA pode facilitar a expansão. “Mas que não implique em invenção. Invenção é própria do cérebro humano. Uma conexão inesperada entre dados que já estavam incorporados. Não é inspiração que cai do céu.”

    Atualmente, ela exemplifica que trabalha em um projeto de uma sombra de um objeto artístico. “Eu nunca tive uma posição negativa em relação às tecnologias”. Para ela, é necessário conscientizar os mais jovens que eles têm que, antes de tudo, manejar a linguagem. “Os meios estão subordinados às linguagens”, acrescenta.

    Nada substitui o cérebro

    Uma das coordenadoras do evento, a artista e professora Suzete Venturelli também concorda que deve haver atenção com o uso das tecnologias generativas na arte e que nada substitui a criatividade humana, em que pesem os benefícios de experimentações. 
     


    Brasília (DF), 15/09/2026 - A coordenadora do 25 Art, Suzete Venturelli, fala sobre a exposição da artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília (DF), 15/09/2026 - A coordenadora do 25 Art, Suzete Venturelli, fala sobre a exposição da artista plástica Regina Silveira estreia obra no Sesi Lab
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    A coordenadora do 25 Art, Suzete Venturelli, fala sobre a exposição da artista plástica Regina Silveira, que estreia obra no Sesi. Joédson Alves/Agência Brasil

    “Muitos alunos nossos estão resistindo no uso. Experimentaram quando surgiram tecnologias e a gente percebeu que o banco de dados que eles usam tem um viés racista e eurocêntrico.”

    Para a professora, é necessário que a obra de arte alfinete a sociedade, inclusive as próprias tecnologias. É necessário que não se perca a capacidade de criar. Para lidar com a IA, será necessário, no entender dela, que se eduque para a sua boa utilização, que privilegie criatividade e bordar invenções. 


    Brasília (DF), 15/09/2026 - O malabarista e costureiro, Gabriel Martins durante entrevista para Agência Brasil.
Intervenção monumental no SESI Lab : 530 m² da fachada de vidro do museu com a obra  Bordaduras, obra da artista Regina Silveira, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília (DF), 15/09/2026 - O malabarista e costureiro, Gabriel Martins durante entrevista para Agência Brasil.
Intervenção monumental no SESI Lab : 530 m² da fachada de vidro do museu com a obra  Bordaduras, obra da artista Regina Silveira, um dos grandes nomes da arte contemporânea brasileira.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Malabarista e costureiro Gabriel Martins no Sesi Lab – Joédson Alves/Agência Brasil

    Crochê e malabares

    Na porta do museu, o professor de circo tocantinense Gabriel Coelho, de 21 anos, ensaiava com malabares de pinos coloridos. Ao observar a obra de arte no Sesi Lab, recordou que aprendeu com a mãe a costurar e a fazer crochê.

    “Eu arrumo todas as minhas roupas e calçados. Sou palhaço também. Lembrei, quando vi essa imagem, que desestresso com agulha e linha, e fico mais longe do celular.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Festival de Música Rádio Nacional apresenta novo cronograma

    Festival de Música Rádio Nacional apresenta novo cronograma

    O 17º Festival de Música Rádio Nacional apresenta novo cronograma para a edição de 2026. Com a reorganização das datas, o show da final, que coroa a trajetória dos artistas selecionados ao longo da edição, foi remarcado para 12 de dezembro, na Caixa Cultural Brasília.

    A partir de 30 de setembro, as 50 músicas semifinalistas passam a ser executadas na programação da Rádio Nacional e entram em votação pela internet. Essa etapa segue até 29 de novembro.

    Em seguida, entre 30 de novembro e 11 de dezembro, as 10 músicas finalistas serão veiculadas na programação da emissora e participarão de uma nova fase de votação online.

    A final do Festival será realizada em 12 de dezembro, na Caixa Cultural Brasília, com apresentação dos artistas finalistas e anúncio dos vencedores da edição.

    As categorias contempladas são Melhor Música, Melhor Intérprete, Melhor Letra, Melhor Arranjo e Música Mais Votada na Internet.

    Recorde de inscrições

    O 17º Festival de Música Rádio Nacional encerrou as inscrições deste ano com 1.512 músicas de todo o país. O número representa um novo recorde da iniciativa e supera a marca registrada em 2025. Em comparação com a edição anterior, foram 444 músicas a mais, um crescimento aproximado de 42%.

    O Festival de Música Rádio Nacional tem como objetivo revelar e divulgar gravações de obras musicais inéditas, abrindo espaço para novos talentos e para a diversidade da produção musical brasileira.

    Os finalistas em cada categoria receberão certificados de participação, e os vencedores ganharão troféus.

    Novo cronograma

    30 de setembro a 29 de novembro de 2026
    Execução das 50 músicas semifinalistas na programação da Rádio Nacional e votação pela internet

    30 de novembro a 11 de dezembro de 2026
    Execução das 10 músicas finalistas na programação da Rádio Nacional e votação pela internet

    12 de dezembro de 2026
    Show da final do Festival de Música Rádio Nacional, na Caixa Cultural Brasília

    Rádio Nacional na internet e nas redes sociais

    Site: https://radios.ebc.com.br
    Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr
    Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv
    YouTube: http://youtube.com/radionacionalbr
    Facebook: https://www.facebook.com/radionacionalbr
    X: https://x.com/radionacionalbr

    WhatsApp Nacional

    Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201
    Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536
    Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568
    Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966

    Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

    Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 kHz
    Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz
    São Paulo: FM 87,1 MHz
    Recife: FM 87,1 MHz
    São Luís: FM 93,7 MHz
    Amazônia: 11.780 kHz e 6.180 kHz OC
    Alto Solimões: FM 96,1 MHz

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ministério homologa tombamento de palacete histórico no Rio

    Ministério homologa tombamento de palacete histórico no Rio

    O Ministério da Cultura homologou o tombamento do Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado e de seus jardins, na cidade do Rio de Janeiro. 

    De acordo com a Portaria 314/2026, publicada nesta segunda-feira (14), a medida foi aprovada por unanimidade pelos integrantes do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em junho.

    O processo de tombamento tramita no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1990. A decisão agora passa a produzir os efeitos previstos no Decreto-Lei nº 25, de 1937, principal marco legal de proteção do patrimônio histórico e artístico nacional.

    Com a homologação, o imóvel e seus jardins passam a contar com proteção definitiva do patrimônio cultural brasileiro, o que assegura a preservação de suas características históricas, arquitetônicas e paisagísticas.

    Histórico

    O palacete foi erguido entre 1900 e 1906 e dado de presente de casamento a dois integrantes de famílias tradicionais da elite carioca: Celina Guinle e Linneo de Paula Machado, fundador do Jockey Club Brasileiro.

    O imóvel tem escadarias e estátuas de mármore, pisos em mosaico, além de um enorme jardim, uma das últimas áreas verdes da região. No total são mais de 1,1 mil metros quadrados e 30 cômodos.
     


    Sede da Casa Firjan, conhecida como Palacete Linneo de Paula Machado, em Botafogo, no Rio de Janeiro, abre a exposição “Transformação”, que ocupará o antigo edifício e os jardins, e fica em cartaz até dezembro.
    Sede da Casa Firjan, conhecida como Palacete Linneo de Paula Machado, em Botafogo, no Rio de Janeiro, abre a exposição “Transformação”, que ocupará o antigo edifício e os jardins, e fica em cartaz até dezembro.
    Escadaria do Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    O casarão que já havia sido tombado pelo município e pelo estado. Em junho deste ano, recebeu o tombamento do Iphan. Na decisão, o então Palacete Linneo de Paula Machado passou a incorporar o nome de Celina Guinle, como forma de resgatar a figura dela.

    O palacete foi comprado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que restaurou e construiu um anexo no terreno. O local abriga a Casa Firjan desde 2018.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rádio Nacional: 90 anos em sintonia com o Brasil

    Rádio Nacional: 90 anos em sintonia com o Brasil

    A Rádio Nacional completa 90 anos e sua trajetória é tema do programa Caminhos da Reportagem nesta segunda-feira (14). O legado da emissora está presente na cultura, na programação do rádio e da televisão brasileira.

    Hoje a emissora é um dos veículos públicos que formam a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e suas ondas alcançam as regiões mais remotas do país com informação, cultura, música, prestação de serviço e programação popular. 

    “Inaugura-se hoje a maior estação radiodifusora do país. No dia 12 de setembro de 1936 a estreia da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, era anunciada com alvoroço no Jornal A Noite, do mesmo grupo ao qual pertencia a emissora.”

    O Brasil daquela época experimentava o desenvolvimento industrial e a expansão das cidades. Mas a maior parte da população ainda morava na Zona Rural e não sabia ler. O rádio foi o primeiro meio de comunicação de massa a falar para os brasileiros de forma mais abrangente. E a Rádio Nacional se tornou símbolo deste fenômeno.

    A Rádio Nacional nasceu privada, mas foi estatizada pelo presidente Getúlio Vargas na década de 1940, quando passou a receber mais investimentos em transmissores e na programação. Assumiu então o posto de campeã de audiência, de acordo com os registros do Ibope. Os ouvintes tinham acesso a notícias, música, radionovelas, radioteatro, quadros humorísticos, transmissões esportivas, entre outras abordagens, de modo inovador.

    “A Rádio Nacional já traz um desenho profissional diferente”, explica a historiadora Lia Calabre. A emissora é pioneira ao selar contratos exclusivos, formar orquestra e elenco de artistas. “O que a Nacional faz? Ela cria as suas vozes”, afirma Calabre.

    O acervo da EBC guarda as fichas dos antigos funcionários, que atraiam uma multidão de fãs para os programas de auditório. Estrelas como Emilinha Borba, Marlene, Cauby Peixoto, Pixinguinha, Paulo Gracindo, Heron Domingues, o apresentador do programa jornalístico Repórter Esso, entre outros.

    Também estão preservados seis dos nove volumes originais dos roteiros de Em busca da Felicidade, a primeira radionovela transmitida no Brasil, que foi ao ar pela Rádio Nacional de 1941 a 1943. Pelo material, a EBC recebeu o certificado Memória do Mundo, concedido pela Unesco, em reconhecimento à importância histórica e cultural do acervo.

    Os roteiros estão em processo de tombamento pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan), que deve ser concluído até o fim do ano, de acordo com a gerente de acervo e pesquisa da EBC, Maria Carnevale. O passo seguinte será salvaguardar fotos, documentos e programas gravados.

    “A gente tem a perspectiva de que boa parte do acervo da Rádio Nacional seja tombado”, afirma Carnevale.

    Fã das cantoras da Rádio Nacional na adolescência, Mara Régia se tornou uma das apresentadoras mais queridas e longevas da emissora. Ela comemora 45 anos no ar com o programa Viva Maria, que aborda a valorização do universo feminino e os direitos das mulheres. Entre os maiores feitos do programa, Mara destaca as transmissões a partir da rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, que impulsionaram a criação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.

    A Rádio Nacional acompanhou as transformações do país e das comunicações. Ao longo da sua jornada se desdobrou em sete emissoras principais: Rádio Nacional do Rio de Janeiro (1936), Rádio Nacional de Brasília AM (1958) e FM (1976), Rádio Nacional da Amazônia (1977), Rádio Nacional do Alto Solimões (2006), Rádio Nacional São Luís e Rádio Nacional São Paulo, ambas criadas em 2021.

    Em 2007, com a implementação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a Rádio Nacional passou a ser um veículo público, ampliando seu compromisso com a cultura popular e a cidadania.

    Para o diretor-geral da EBC, Thiago Regotto, “a história da Rádio Nacional, com todo o aprendizado, toda a expansão que ela fez, contribui para que ela seja um dos pilares do campo radiofônico para fomentar a radiodifusão pública. Uma rádio que toque música brasileira, que faça um jornalismo mais amplo, independente, contraditório, para que você consiga estimular a formação crítica das pessoas”.

    O professor do Núcleo de Rádio e TV da UFRJ, Marcelo Kischinhevsky, destaca o papel da Rádio Nacional como uma das articuladoras da Rede Nacional de Comunicação Pública, que envolve mais de 140 emissoras públicas estaduais, universitárias ou ligadas a institutos federais. As parceiras compartilham conteúdo informativo, educativo e cultural sem foco comercial. “Esse movimento é muito bem-vindo para que a gente tenha informação de qualidade, verificada, com aval da ciência, para combater a desinformação que hoje é tão flagrante”, aponta Kischinhevsky.

    Nessas nove décadas a Rádio Nacional se mantém em sintonia com o Brasil. Na família de Hernandez Lopes, de 14 anos, já são várias gerações de ouvintes. O adolescente conta que aprendeu a ouvir a Rádio Nacional com o pai, que por sua vez, herdou da mãe a preferência pela programação da emissora.

    Hernandez mora em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e sempre participa do programa Revista Rio por telefone. “Eu peço as músicas que eu gosto e nunca decepciona”, diz. O estudante também descobriu a magia da escuta compartilhada. “Eu gosto desse estilo antigo, aquele que acaba com a solidão, porque não é só uma pessoa ouvindo uma música, são várias pessoas, e você ainda pode contribuir para a programação”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Viva Maria, da Rádio Nacional, presta serviço a mulheres há 45 anos 

    Viva Maria, da Rádio Nacional, presta serviço a mulheres há 45 anos 

    Segunda-feira, 14 de setembro. Neste mesmo dia, em 1981, a jornalista Mara Régia di Perna, de 30 anos de idade, estava ansiosa e com o “coração descompassado”. Seria âncora pela primeira vez em um programa que criou e com que sonhou, voltado aos direitos sociais das mulheres, o Viva Maria, da Rádio Nacional.

    “Eu estava em uma tremedeira e rouca. Sabia da responsabilidade que iria significar”, relembra a radialista, 45 anos depois. 

    A Rádio Nacional, da Empresa Brasil de Comunicação, exibe a partir de hoje uma série de 14 podcasts com a incrível história do programa que se tornou referência internacional de informação sobre cidadania, gênero e direitos humanos. 

    Nesses 45 anos, foram veiculadas 8,2 mil edições pelas emissoras da EBC.

    Pesquisa acadêmica

    Os resultados do programa atraíram também a atenção de pesquisadores de pós-graduação. Há pelo menos 30 estudos sobre o Viva Maria. 

    “O programa nasceu em uma década decisiva para a cidadania das mulheres do Brasil, particularmente com a promulgação da Constituição”, explica Mara. 

    Inclusive, ela participou da divulgação da Carta das Mulheres aos Constituintes – documento histórico entregue em 27 de março de 1987 com reivindicações dos movimentos feministas brasileiros por direitos civis, políticos e sociais. 

    “Toda essa articulação feita através do Fórum das Mulheres do Distrito Federal nasceu no auditório da Rádio Nacional com a força do Viva Maria”, recorda.

    Ela lembra decorado o anúncio do programa: “Quando entrar setembro, as Marias haverão de consolidar seu espaço na comunicação brasileira através de um programa que chega para fazer com que você seja ouvida nas suas reivindicações”.

    Busca de direitos

    Mercado de trabalho para mulheres, direitos sociais, saúde, educação. Os temas eram variados e passaram a ganhar repercussão de acordo com a participação dos ouvintes, sobretudo, das ouvintes, por telefone ou cartas. 

    Aos poucos, o tema do enfrentamento à violência contra a mulher passou a ocupar espaço especial no programa. Uma inspiração surgiu da própria história de vida. A mãe de Mara, Yolanda, foi vítima de violência doméstica nas mãos do pai, que era dependente de álcool. Isso revoltava a jornalista, que nasceu e se criou no Rio de Janeiro. 

    Na vida adulta, a radialista mudou-se para Brasília, onde cursou jornalismo e publicidade. Ela chegou a morar dois anos em Londres (Inglaterra) onde também buscou aperfeiçoamento nas temáticas relacionadas a gênero.   

    “Pensei que deveria fazer algo para as mulheres não sofrerem o que minha mãe estava sofrendo.”

    Enfrentar a violência

    As pressões vindas do Viva Maria no dia a dia foram fundamentais para implementação da primeira delegacia especial de atendimento à mulher em Brasília, em 1986. 

    “Nosso trabalho na rádio ficou reconhecido como um espaço de cidadania.”

    No entanto, Mara passou a receber ameaças por telefonemas e passou a ser protegida pela polícia local. Ela organizou para que os dois filhos morassem, por um tempo, com familiares de fora da capital. 

    “Nunca pensei em desistir.  Eu tinha que conseguir construir as políticas. Quando você abraça o seu destino, não pode traí-lo.”

    Mais do que personagens

    Ela ganhou a confiança de mulheres pelo Brasil inteiro. Mulheres entrevistadas transformaram-se em agentes do programa, multiplicadoras de histórias e esperança. 

    Pediam estradas, melhores infraestruturas para escolas, trabalho e cidadania. Mara Régia chama as mulheres participantes e entrevistadas de “Marias”. 

    Contatos empolgados por telefone, cartas manuscritas e caixas de e-mail lotadas fazem parte dessa troca entre equipe da rádio e as pessoas, principalmente mulheres, ouvintes assíduas.

    Além do reconhecimento do público, o programa Viva Maria enfileira mais de 30 prêmios nacionais e internacionais conferidos pela crítica especializada. 

    Missão de vida


    Rosinete Serrão - Foto: Maycom Gomes
    Rosinete Serrão - Foto: Maycom Gomes
    Rosinete destaca importância do Viva Maria em sua vida. Foto: Maycom Gomes

    Amor e devoção ao trabalho fizeram com que Mara Régia definisse o programa como uma missão de vida. Mais do que um serviço, cuidar do Viva Maria e das “Marias” transformou-se na dimensão de luta da jornalista. 

    Um exemplo dessa determinação foi o caso do Amapá, onde Mara fez campanha para ajudar com perucas as vítimas de escalpelamento.

    Ao ter a história revelada pelo programa Viva Maria, a professora Rosinete Serrão – vítima desse tipo de acidente com motores de embarcações – passou a ser uma voz para contar as histórias e mobilizar associações e pessoas.

    “Não só descobrimos que existiam outras mulheres, como também, ao ser entrevistada pelo Viva Maria, passamos a inspirar mulheres a não pararem diante do acidente”, afirma a professora. 

    Depois de conseguir uma peruca, Rosinete resolveu voltar para a escola, terminou o ensino fundamental e médio e chegou a se formar em pedagogia. 

    Inspirações


    Kennya Silva com o diploma de graduação em Letras
    Kennya Silva com o diploma de graduação em Letras
    Kennya Silva com o diploma de graduação em letras – Kennya Silva / Arquivo pessoal

    Também na Região Norte, o programa Viva Maria garantiu visibilidade para o trabalho das parteiras no interior do Acre, como é o caso de Maria Zenaide Carvalho. 

    “Lá no seringal, o rádio é o preferido. Nós parteiras do Acre e da Região Norte nos comunicamos por ele. O programa nos uniu.”

    Ela explica que a jornalista Mara Régia, a apresentadora do programa, sempre a inspirou.

    Inspirou também a trabalhadora rural Kennya Silva. “Seria um sonho que a Mara Régia lesse minha poesia, mas ela fez mais do que ler.”

    Ao receber a carta, a produção do programa procurou Kennya para uma entrevista. Os pedidos de entrevistas chegavam também pelo apelo das ouvintes. 

    A partir dali, Kennya voltou a estudar. Cursou letras, e o reconhecimento fez com que ela transformasse a vida. Do rádio, vinham músicas, informações, poesia e vida.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Conversa com o Autor, na Rádio MEC, será com Itamar Vieira Junior

    Conversa com o Autor, na Rádio MEC, será com Itamar Vieira Junior

    A Rádio MEC apresenta neste domingo (13), às 12h30, mais uma edição especial do Conversa com o Autor gravada diretamente da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2026). Comandada por Katy Navarro, a atração traz uma entrevista com Itamar Vieira Junior, um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea que transforma histórias marcadas pela memória, pela ancestralidade e pelas desigualdades sociais em obras de grande força literária. 

    Nascido em Salvador, o escritor é geógrafo e doutor em Estudos Étnicos e Africanos, formação que vai de encontro com sua escrita sensível e conectada às realidades do povo brasileiro. Vencedor dos prestigiados prêmios LeYa, Oceanos e Jabuti, Itamar tornou-se um dos autores nacionais mais traduzidos e lidos no Brasil e no exterior. 

    No programa ele conta sobre a forma como escreve e de onde vem a inspiração para suas histórias que ele, à princípio, não imaginava que fariam sucesso. Sua trajetória literária inclui os livros de contos Dias, A Oração do Carrasco, Doramar ou a Odisseia: Histórias, além dos romances Torto Arado, fenômeno editorial que ultrapassou um milhão de exemplares vendidos; Salvar o Fogo e Coração sem Medo, que encerra a chamada Trilogia da Terra. Também publicou o livro infantil Chupim, ampliando sua produção para diferentes públicos. 

    Autor    

    Apresentado e produzido pela jornalista Katy Navarro, são quase 30 minutos de uma conversa que gira em torno dos lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros. Em 2023, o programa completou uma década.    

    Os episódios da nova temporada também ficam disponíveis em formato de videocast no canal da emissora pública no YouTube.    

    Rádio MEC    

    Conhecida de norte a sul do país como A Rádio de Música Clássica do Brasil, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.    

    A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.    

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.    

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.    

    Serviço    

    Conversa com o Autor – Entrevista Itamar Vieira Junior – domingo, dia 13/9, às 12h30, na Rádio MEC AM    
        
    Rádio MEC na internet e nas redes sociais    

    • Site: https://radiomec.ebc.com.br    
    • Instagram: https://www.instagram.com/radiomec    
    • Spotify: https://open.spotify.com/user/radiomec    
    • YouTube: https://www.youtube.com/radiomec    
    • Facebook: https://www.facebook.com/radiomec    
    • X: https://x.com/radiomec    
    • WhatsApp: (21) 99710-0537    

    Como sintonizar a Rádio MEC    

    • Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz    
    • Belo Horizonte: FM 87,1 MHz    
    • Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz    
    • Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3    
    • Celular – App Rádios EBC para Android e iOS 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original