Categoria: Cultura

  • Conceição Evaristo é homenageada do CineBH

    Conceição Evaristo é homenageada do CineBH

    Uma das mais importantes autoras da literatura brasileira contemporânea, Conceição Evaristo faz, aos 79 anos, sua estreia como atriz. Ela é protagonista do longa do diretor André Novais Oliveira Se Eu Fosse Vivo… Vivia, filme de abertura da 20º Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte. O festival começa nesta terça-feira (22) e vai até o dia 27 de setembro.

    No longa, Evaristo interpreta Jacira, uma mulher aposentada que compartilha com o marido, Gilberto, a rotina doméstica, os cuidados com a saúde, as conversas e os pequenos prazeres da vida. O filme acompanha a rotina desse casal por cinco décadas, desde a juventude. A vida do casal, porém, muda quando Jacira adoece e é internada. O filme ganhou o Troféu Candango de melhor longa-metragem pelo júri oficial da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

    Além de estrear o filme de abertura da mostra, Conceição Evaristo será uma das homenageadas do festival e receberá o Troféu Horizonte. A coordenadora-geral do CineBH, Raquel Hallak, afirma que a homenagem é um forma de destacar a trajetória da escritora na literatura e a chegada dela ao mundo do cinema.

    “É também mostrar a transversalidade do audiovisual e as suas conexões com o cinema e a música”, diz.

    Cinema latino-americano

    A edição deste ano do CineBH discute o futuro do cinema latino-americano.

    “A ideia é fazer a pergunta de forma aberta: que histórias estamos contando? Que histórias queremos contar? Qual o futuro do cinema na América Latina?” indaga Raquel Hallak.

    Além de Conceição Evaristo, a mostra homenageia a cineasta paraguaia Paz Encina. Nascida em Assunção em 1971, Encina começou a fazer audiovisual nos anos 1990 em um país de produção historicamente descontínua e sucessivos períodos autoritários. Mesmo assim, conseguiu fazer seus filmes circularem internacionalmente. As obras dela têm, quase sempre, uma temática que envolve a história do Paraguai.

    A programação completa da mostra está no site do festival. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Inscrição para eleição do Conselho de Política Cultural vai até dia 30

    Inscrição para eleição do Conselho de Política Cultural vai até dia 30

    As inscrições para eleição dos representantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) foram prorrogadas e podem ser feitas até o dia 30 de setembro de 2026. O prazo terminaria nesta terça-feira (22).

    O novo prazo foi publicado nesta segunda (21), no Diário Oficial da União. De acordo com o Ministério da Cultura, o período de análise de documentos previsto no Edital de Chamamento Público MinC nº 9 também foi alterado e será entre os dias 1º e 13 de outubro de 2026. 

    O processo continuar a ser realizado pela plataforma digital Vota Cultura.

    Serão escolhidos os membros para 21 colegiados nacionais de Participação Social e o Plenário do CNPC para o mandato de 2026 a 2029.

    Documentos e recursos 

    O Ministério da Cultura informou ainda que foram feitas mudanças nas comprovações documentais, permitindo a inclusão de novos documentos, como portfólios, vídeos e complementos, após finalizada a inscrição.

    Essa inclusão, segundo a pasta, é restrita à correção dos motivos que geraram a inabilitação pela comissão avaliadora durante a fase de recursos.

    Se um candidato precisar alterar dados cadastrais ou anexos, será possível fazer uma nova inscrição. Neste caso, o cadastro anterior será cancelado e todos os documentos deverão ser anexados novamente. A alteração dos dados ou anexos poderá ser refeita quantas vezes necessária, sendo válida apenas a última inscrição enviada.

    Validação de cotas e declarações coletivas 

    A confirmação complementar para pessoas negras poderá ser feita de forma remota e por meio do envio de fotos e vídeo. A sessão telepresencial por videoconferência prevista ocorrerá apenas para a resolução de eventuais problemas técnicos.

    Para povos e comunidades tradicionais, será permitido o uso de formulários de declaração de pertencimento em formato coletivo, ou seja, é possível utilizar uma única declaração com assinaturas das lideranças para atestar o pertencimento de várias pessoas. O nome e o CPF de cada uma delas deve constar na lista.

    Participação de servidores 

    Os servidores da União que atuam em áreas relacionadas à cultura não podem votar ou se candidatar. Já servidores de estados e municípios ligados à cultura podem se inscrever para votar, mas não podem concorrer.

    E os servidores, inclusive da União, vinculados a áreas que não são finalísticas estão liberados tanto para votar quanto para se candidatar.

    A promoção e a campanha eleitoral são permitidas imediatamente após a efetivação da inscrição do candidato. 

    As inscrições serão avaliadas e declaradas habilitadas, se cumprirem todos os requisitos. A lista deve ser divulgada no dia 14 de outubro.

    Os pedidos de informações e dúvidas podem ser enviados para vota.cnpc@cultura.gov.br

    >> Veja aqui materiais com orientação sobre a inscrição e a eleição

    * Com informações do Ministério da Cultura

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Primavera dos Museus busca ampliar acesso à cultura em todo o país

    Primavera dos Museus busca ampliar acesso à cultura em todo o país

    Apenas 16% da população brasileira visitou um museu nos 12 meses anteriores a 2025, segundo pesquisa da Fundação Itaú. No mesmo período, 26% das pessoas frequentaram um centro cultural. O acesso é ainda menor entre a população de renda mais baixa.

    Para ampliar o acesso a esses espaços, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) promove a Primavera dos Museus desta segunda-feira (22) até o dia 27 de setembro. A iniciativa busca incentivar as instituições culturais a se aproximarem da população e ampliar as oportunidades de visita a museus e pontos de memória.

    Com o tema Museus para todas as pessoas, a edição propõe ampliar o diálogo sobre o direito à memória, ao patrimônio cultural, à participação e ao pertencimento. O objetivo é estimular os visitantes a reconhecer nos acervos elementos de sua própria história e cultura.

    A programação fica a critério de cada instituição e inclui exposições, visitas guiadas e atividades educativas. A programação completa está na página do Ibram.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cine Inclusão 60+ traz filmes dedicados ao debate sobre envelhecimento

    Cine Inclusão 60+ traz filmes dedicados ao debate sobre envelhecimento

    Único festival audiovisual do país dedicado ao público idoso e acima dos 60 anos, o Festival Cine Inclusão 60+ teve início neste domingo (20). O evento é gratuito e segue até o dia 27 de setembro nas cidades de São Paulo, Campinas e em Santos.

    Voltado ao debate sobre o envelhecimento, o etarismo e a representatividade, o festival chega à sua sexta edição apresentando 21 produções nacionais e internacionais. São obras que valorizam pessoas idosas como seu tema central, seja como protagonistas ou como criadoras. A seleção deste ano reúne filmes produzidos no Brasil, além de curtas realizados no Reino Unido, Japão, Índia, Peru, Argentina e Estados Unidos.

    O recorte apresenta diferentes perspectivas culturais sobre o envelhecimento e aborda experiências relacionadas a desejos, conflitos, afetos, autonomia e relações sociais.

    Entre os filmes que serão apresentados no evento está Mulher Papaya, de Camila Tarifa, curta que conquistou os prêmios de melhor roteiro e de melhor filme pelo júri da crítica do Festival de Gramado.

    Entre as novidades deste ano está a realização de um fórum especial, que foi chamado de Brasil 60+ sob a Ótica das Mulheres do Audiovisual. A iniciativa parte do crescimento da população com 60 anos ou mais para discutir seus impactos no setor, incluindo novos públicos, mercado de trabalho, permanência e reconhecimento profissional, desigualdades e formas de representação do envelhecimento.

    Mais informações sobre o festival e a programação podem ser conferidos no site do evento. 

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Longa de André Novais vence o Festival de Brasília de Cinema

    Longa de André Novais vence o Festival de Brasília de Cinema

    O longa-metragem Se eu fosse vivo…vivia, dirigido por André Novais Oliveira, foi o grande vencedor do 59° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que terminou na noite deste sábado (19).

    O filme levou o Troféu Candango, principal prêmio do festival, e também ficou com os prêmios de melhor figurino e melhor roteiro.

    A escritora Conceição Evaristo e o ator Norberto Novais Oliveira receberam menção honrosa pela participação nas cenas.

    O drama conta a história do casal Gilberto e Jacira durante os anos de 1970, no interior de Minas Gerais. Após 50 anos de casamento, Jacira é internada, e Gilberto passa a viver experiências fora do comum.

    O mais longevo festival de cinema do país recebeu um recorde de 2 mil inscrições nesta edição. Desses, mais de 70 filmes foram selecionados em várias mostras. Além das mostras competitivas de longas e curtas, o festival contou com sesões paralelas e especiais para celebração de artistas e temáticas relevantes para o audiovisual brasileiro.

    Vencedores

    A partir deste domingo, o Cine Brasília, principal palco do festival, exibe os longas que venceram as mostras competitivas.  

    Se eu fosse vivo…vivia será reprisado nesta segunda-feira (21), às 20h. A entrada é gratuita.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Museu do Folclore recebe bordados do Vale do Jequitinhonha

    Museu do Folclore recebe bordados do Vale do Jequitinhonha

    Ao visitar a mostra Arte têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG, o público poderá ver de perto tecidos em algodão feitos manualmente com bordados e acabamentos ponto a ponto, típicos dessas duas cidades mineiras.

    A mostra gratuita ocorre até 29 de novembro no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular no Museu de Folclore Edison Carneiro, no Catete, Rio de Janeiro. Os visitantes poderão conhecer e comprar diversas peças.

    Marca da região, a arte têxtil atravessa séculos. Os itens de cama, mesa e vestuário trazem combinação de cores e acabamentos em crochê. A tecelagem, o bordado, a cerâmica e os trabalhos em couro e madeira são definidos como saberes e fazeres expressados ancestrais.


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Peças da mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG. Fernando Frazão/Agência Brasil

    Segundo a historiadora Ana Lima Kallás, responsável pela pesquisa de campo e o texto do catálogo, sobre bordados em peças para decoração, vestuário e diversos outros trabalhos manuais, o visitante encontra panorama documental único. 

    “A arte têxtil do Jequitinhonha é menos conhecida apesar de ser uma arte muito antiga naquele território. O bordado assumiu um lugar mais importante nessa produção têxtil do que os tecidos, há mais bordadeiras que tecelãs.”

    Ana Lima explica que a mostra chama o público a refletir sobre os impactos destrutivos dos empreendimentos naquela região, como o plantio extensivo de eucalipto que diminuiu a área da cultura de algodão na agricultura familiar.

    De acordo com ela, a mostra traz também o debate de gênero, porque o bordado foi sempre associado, num olhar patriarcal, a uma atividade doméstica das mulheres. 

    “Hoje há uma mudança significativa nesse cenário. Com a formação das associações de artesãs, esse trabalho deixou de ser visto apenas como uma atividade doméstica e passa a ser visto como uma atividade profissional que gera a renda principal.”

    O Vale do Jequitinhonha está localizado na porção nordeste de Minas Gerais e abrange também uma pequena parte do sudeste da Bahia. É formado por três porções: alto, médio e baixo. Turmalina e Veredinha estão situadas no Alto Jequitinhonha.

    Arte familiar


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – As artesãs Maria Aparecida das Graças Oliveira, Monique Sthefany Rodrigues Sobrinho e Ilma Gonçalves de Oliveira na mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, que exibe seus bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – As artesãs Maria Aparecida das Graças Oliveira, Monique Sthefany Rodrigues Sobrinho e Ilma Gonçalves de Oliveira na mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, que exibe seus bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    As artesãs Maria Aparecida das Graças Oliveira, Monique Sthefany Rodrigues Sobrinho e Ilma Gonçalves de Oliveira na mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG. Fernando Frazão/Agência Brasil

    A arte têxtil acompanha a vida de Maria Aparecida das Graças Oliveira, presidente da Associação de Artesãos de Turmalina (Astur). Cresceu ajudando mãe, avós e tias no ofício.

    “Desde cedo cresci com tecidos e bordados ao redor. Primeiro, eu ajudava a preparar o algodão para fazer o fio e depois tecer. Nos tecidos mais grossos, minha mãe fazia as iniciais de todos com ponto cruz, ela falava ponto de marca, para identificar os donos de cada item.”

    Para Maria Aparecida, que vem pela primeira vez ao Rio de Janeiro, a oportunidade de expor o trabalho das artesãs simboliza um momento especial para ampliar a visibilidade da arte têxtil do Jequitinhonha.

    Mobilização

    Ilma Gonçalves de Oliveira, presidente da Associação Comunitária dos Artesãos de Turmalina (Soarte), conta que a mobilização de mulheres e a consequente importância da geração de renda do artesanato no Vale do Jequitinhonha é um aspecto a ser ressaltado.

    “Percebo que aqui, não apenas no nosso município, Turmalina, mas no Vale do Jequitinhonha como um todo, o artesanato representa uma renda necessária. Garante o sustento de famílias.” 

    A pesquisadora Ana Lima entrevistou 40 mulheres para a montagem da exposição que retrata Turmalina e Veredinha. O associativismo forma uma força coletiva de especial significado entre as artesãs. 

    Pensam e agem coletivamente na compra de insumos, na participação em eventos, na venda, no desenvolvimento de novas coleções, na participação em cursos de capacitação, na busca coletiva por soluções aos desafios colocados.


    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 17/09/2026 – A mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha –  Jequitinhonha, MG, exibe bordados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu do Folclore Edison Carneiro, no Catete. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Peça da mostra Arte Têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Serviço

    Local: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular | Museu de Folclore Edison Carneiro – Rua do Catete, 179. Catete – RJ. Tel. 21 3032.6052.

    Dias e horários de visitação: Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Entrada franca.

    Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan) | Associação Cultural de Amigos do Museu do Folclore Edison Carneiro (Acamufec).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Roda de Choro celebra flautista Altamiro Carrilho na Rádio MEC

    Roda de Choro celebra flautista Altamiro Carrilho na Rádio MEC

    A Rádio MEC leva ao ar neste domingo (20), às 20h, mais um episódio inédito da nova temporada do Roda de Choro, que celebra álbuns emblemáticos do gênero musical. A edição, que também pode ser conferida pelos ouvintes na Rádio Nacional às sextas, às 22h, destaca os álbuns Choros Imortais, do flautista Altamiro Carrilho.

    Lançados em 1964 e 1965, os dois volumes de Choros Imortais figuram entre os melhores discos de choro de todos os tempos. Além de Altamiro Carrilho, as coletâneas contam com o grupo Regional do Canhoto no acompanhamento, Dino 7 Cordas e Meira ao violão, Canhoto no cavaquinho, Orlando Silveira no acordeon e Gilson Martins no pandeiro.

    O repertório apresentado durante o programa destaca músicas dos dois álbuns: Doce de Coco (Jacob do Bandolim), Naquele Tempo (Pixinguinha), Língua de Preto (Honorino Lopes), Harmonia Selvagem (Dante Santoro), Ubiratan (Pixinguinha), Evocação (Rubens Leal Brito), Chorei (Pixinguinha e Benedito Lacerda), Sofres Porque Queres (Pixinguinha), Cinco Companheiros (Pixinguinha), Cuidado, Violão (Zé Toledo), Carinhoso (Pixinguinha), Lamentos (Pixinguinha), Sonoroso (Kchimbinho e Del Loro), Arranca Toco (Jaime Tomas Florence), Aperitivo (Mario Rossi e Ayres da Costa Pessoa), Entre Amigos (Raul Silva), Espinha de Bacalhau (Severino Araújo e Fausto Nilo) e O Saci da Flauta (Aldo Taranto e José Mauro). 

    Ao longo da nova temporada, o Roda de Choro homenageia discos icônicos como Saudades de um clarinete, de K-Ximbinho, que será destaque da próxima edição do programa. A atração segue mesclando seleção musical e entrevistas ao ressaltar grandes nomes e obras do choro. 

    Sobre o programa                                                                           

    O programa Roda de Choro apresenta artistas clássicos e contemporâneos que fazem do choro um estilo musical brasileiro respeitado mundo afora por sua originalidade e sofisticação. A produção é feita com gravações de grupos, músicos e compositores, ao vivo no estúdio.

    A atração mescla seleção musical e entrevistas com instrumentistas e pesquisadores, destacando grandes nomes do choro, lançamentos fonográficos, clubes e festivais.

    Serviço

    Roda de Choro – domingos, às 20h, na Rádio MEC 

    Roda de Choro – sextas-feiras, às 22h, na Rádio Nacional

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    Belo Horizonte: FM 87,1 MHz

    Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz

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    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

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    Alto Solimões: FM 96,1 MHz    

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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ópera Completa, da Rádio MEC, apresenta composição de Carlos Gomes

    Ópera Completa, da Rádio MEC, apresenta composição de Carlos Gomes

    A Rádio MEC lembra os 130 anos de morte de Antônio Carlos Gomes e apresenta no programa Ópera Completa deste domingo (20) Salvator Rosa, obra em quatro atos do compositor. A gravação de uma das óperas de Carlos Gomes de maior sucesso na Itália, com regência de Maurizio Benini, vai ao ar na emissora pública às 17h.

    No elenco estão os solistas Mauro Pagano (tenor), como Salvator Rosa; Francesca Scaini (soprano), como Isabella; Francesco Ellero D’Artegna (baixo), como o duque D’Arcos;  Gianfranco Cappelluti (barítono), como Masaniello; e Sofiya Solovey (soprano), como Gennariello. A gravação transmitida pela Rádio MEC também conta com a Orchestra Internazionale d’Italia e o Coro da Camera di Bratislava.

    Composta em 1874, Salvator Rosa foi a quinta ópera de Carlos Gomes e surgiu depois do grande sucesso de O Guarani e da estreia de Fosca. A história se passa em Nápoles, durante a revolta popular de 1647, liderada por Masaniello contra o domínio espanhol. A ópera tem como protagonista o pintor e poeta Salvator Rosa, e combina a história política com um conflito amoroso. 

    Sobre a Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

    A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

    Serviço

    Ópera Completa – domingo, dia 20/09, às 17h, na Rádio MEC

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Livraria transforma vida cultural de pequeno município de São Paulo

    Livraria transforma vida cultural de pequeno município de São Paulo

    Na pequena cidade de Bom Jesus dos Perdões, a cerca de 65 quilômetros do centro de São Paulo, uma livraria nasceu com a missão de estimular a leitura, a paixão pelos livros e o debate público.

    Com população estimada em 22 mil habitantes, o município não contava com uma livraria sequer até 2016, quando Guilherme Moura e Fernanda Miquelino abriram a Casa do Leitor.

    O casal – ele, um psicólogo que sempre morou na cidade; ela, também psicóloga, uma nativa de Atibaia e que se mudou para lá depois do casamento – ouvia com frequência que os moradores não se interessavam por cultura. Daí vinha a conclusão que circulava pela cidade: não havia necessidade de que o Poder Público olhasse para isso. 

    Mas essa explicação não os conformava. Em 2016, Guilherme Moura abriu uma livraria. “Comecei de maneira virtual. Vendia livros para pagar a faculdade de psicologia. Me formei, segui no ramo, a venda foi crescendo. Tínhamos apenas um estoque, numa garagem”, conta.

    Quando a parte superior do estoque ficou disponível, Guilherme e Fernanda tiveram a ideia de montar uma loja física, já que não havia livrarias em Bom Jesus dos Perdões. Com este novo passo, a proposta não era mais apenas vender livros, mas criar um ponto de encontro para as pessoas interessadas em cultura.

    “Fizemos a inauguração com a vinda do professor Christian Dunker. Foi um sucesso. A partir disso percebemos que havia um interesse na região por atividades assim e seguimos fazendo com frequência”, acrescenta Guilherme.

    Movimentação em Bom Jesus dos Perdões


    São Paulo (SP), 18/09/2026 - Livraria em SP.
Foto: Casa do Leitor/Divulgação
    São Paulo (SP), 18/09/2026 - Livraria em SP.
Foto: Casa do Leitor/Divulgação
    Livraria promove leitura para crianças  – Casa do Leitor/Divulgação

    Desde então, a livraria promoveu eventos de diferentes formatos, de lançamentos com a presença dos autores, festivais, feiras de discos de vinil, rodas de conversa com mulheres, atividades voltadas aos idosos de um asilo e sessões de filmes.

    Ao longo dos anos, passaram pela Casa do Leitor nomes como Marcelo Rubens Paiva, Juca Kfouri, Aline Bei, padre Júlio Lancellotti, Jessé de Souza, Pedro Bandeira e José Roberto Torero.

    Embora já seja conhecida pelos moradores, a Casa do Leitor ainda enfrenta o desafio de atrair o público e manter uma programação cultural regular. “Temos atividades com muitas pessoas e outras com menos. Acredito que ainda falta empenho da administração pública para o fomento do espaço. As pessoas vêm porque poucas delas têm a oportunidade de conhecer convidados interessantes como os que nós trazemos, e também porque a região não oferece muitas atividades voltadas para cultura e educação”, afirma Guilherme.

    A iniciativa também conquistou frequentadores assíduos, que enxergam na Casa do Leitor uma novidade importante ao município. Aos 72 anos, Magda Machado Ribeiro Venancio, está entre as pessoas sempre presentes nos eventos.

    “A Casa do Leitor trouxe novos ares para Perdões e tornou a cidade mais conhecida e atrativa para os que moram nas cidades próximas”, diz.

    Magda, que é doutora em psicologia da educação, vive há mais de 30 anos em Bom Jesus dos Perdões. “Acompanho com muita satisfação a Casa do Leitor desde seu início e admiro não apenas a iniciativa, mas também a programação e a persistência de Guilherme e Fernanda. Para mim, além de ampliar minha visão e perspectiva, gosto da pluralidade e da diversidade que o espaço propicia”, conclui.

    Diversas gerações convivem nos eventos da livraria. Outro frequentador fiel é o jornalista Mario Casimiro Gonçalves, de 31 anos. Morador de Atibaia, ele costuma ir a Bom Jesus dos Perdões para participar da programação da Casa do Leitor. “Acho muito importante ter um espaço como esse, ainda mais em uma cidade que estava precisando urgentemente de um local cultural. Eu vejo a Casa do Leitor como um local de diversão, resistência, onde são realizados encontros e há circulação de ideias”, comenta.

    O impacto dos eventos promovidos pela livraria vai além da cultura e já alcança a educação. É o que afirma o professor Ricardo Augusto Pontes Moraes, secretário municipal da Educação de Bom Jesus dos Perdões.

    Segundo o professor, em 2025, os projetos contemplaram 240 alunos do 5º ano de cinco escolas municipais. “Depois da participação, os alunos relataram mais facilidade para compreender as histórias, em razão do mecanismo utilizado para trabalhar a leitura com eles. As escolas também nos relataram a importância do espaço da leitura e do acesso que a Casa do Leitor proporciona a alunos e professores”, explica.

    Guilherme Moura conta que a Casa do Leitor está com a agenda preenchida até novembro. Mas, apesar de o calendário cheio indicar o sucesso do projeto, ainda há obstáculos a enfrentar.

    “Nossa dificuldade hoje é engajar a administração pública e fazer com que cada vez mais pessoas conheçam o espaço. A equipe é pequena, nos faltam recursos, mas sinto que fazemos muito dentro daquilo que nossas possibilidades atuais permitem”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Diretor de Feito Pipa destaca relações familiares como centro da obra

    Diretor de Feito Pipa destaca relações familiares como centro da obra

    O filme Feito Pipa foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. Com direção de Allan Deberton e roteiro de André Araújo, o longa conta a história de Gugu, um menino de 11 anos criado pela avó materna, Dilma. Quando ela adoece, ele faz de tudo para evitar ter que ir morar com o pai. A Agência Brasil conversou com o diretor sobre a obra e a expectativa para o Oscar.

    O filme aborda temas como identidade de gênero, preconceito, a relação entre avó e neto e, de certa forma, a finitude. O que você quis mostrar e o que quer que fique para o espectador?

    Eu gostaria que o espectador encontrasse no filme um lugar de conexão com histórias que, no final das contas, eu acho que são íntimas de todos nós. Porque todos nós convivemos com os nossos avós. E as avós são essas figuras de segundas-mães, de pessoas que cuidam, que bajulam, que criam. E a história do Feito Pipa, ela surgiu de um olhar do roteirista, que é o André Araújo, para uma relação com essa criação por mulheres. Ele foi criado pela avó, foi criado por tias, assim como eu também fui em boa parte da minha infância. Eu tive uma presença muito grande da minha avó.

    E o nosso personagem Gugu é um personagem muito autêntico, que tem toda uma forma colorida de ver o mundo, de se posicionar, ele gosta de dançar, mas também quer ser jogador de futebol. E ele vive num mundo muito feliz com a sua avó até que percebe que ela está com sinais de Alzheimer. Então, imagine para uma criança de quase 11 anos, morando sozinho com a avó, ter que lidar com uma experiência de chegada dessa doença, que é uma doença muito triste, né? Então gera ali uma angústia, comoção, um lugar de atitude que esse personagem precisa ter, até porque dentro desse cenário, ele talvez tenha que morar com o pai, que não o compreende tão bem.

    Então é um filme que é sobre relação familiar, que também é sobre o lugar de ser criança, mas ao mesmo tempo de estar passando por muitos terrenos desconhecidos. E ele conta, o Gugu, com o apoio dos amigos para poder tentar escapar desses dilemas

    Você é cearense e não é a primeira vez que decide filmar no interior do estado. É uma escolha para mostrar um Brasil que muita gente não conhece?

    Eu sempre gosto de colocar a geografia do lugar onde se passa a história como personagem e como modificante narrativo. Feito Pipa foi filmado na cidade de Quixadá, no Ceará, e cidades ao redor. Muitos filmes cearenses foram feitos na cidade de Quixadá, inclusive, voltando lá atrás, filmes dos Trapalhões, então é um lugar de conexão minha, de quando eu era criança, com o cinema. A cidade também foi escolhida por conta da beleza de suas paisagens e do acolhimento de seu povo. Foi um projeto que a gente teve todo o carinho da população.

    É um filme que traz temáticas universais, mas também brasilidade…

    Com certeza. Eu gosto muito de filmar histórias simples, porém com profundidades afetivas, histórias que são focadas e fincadas em sentimentos. Porque eu acredito que os sentimentos são veículos que todos nós exploramos dentro das nossas experiências de vida, sejam situações de familiares, sejam questões profissionais, questões românticas.

    Mas é muito importante para mim que haja uma sinceridade dentro dessa construção que começa desde o roteiro. Porque eu acho que se algo nos toca intimamente, se algo nos afeta o suficiente para nos emocionar, se a gente percebe que ali tem um assunto que precisa ser debatido, a gente tem mais certeza, né? Feito Pipa nasceu assim. Quando o André Araújo, o roteirista, me mostrou o roteiro, eu fiquei totalmente apaixonado.

    Você já recebeu prêmios por outras produções, mas acho que Feito Pipa foi o filme com maior reconhecimento. Você também considera que é o seu melhor filme?

    Com certeza. A construção de uma carreira tem a ver com a própria trajetória, um lugar de aprendizado que é do cotidiano, do dia a dia. E eu acho que o Feito Pipa é um grande acerto, o encontro com esse roteiro, essa história tão bonita, e ter tido a chance de juntar pessoas tão especiais na sua construção, a equipe técnica e todo o seu elenco. A sorte de poder estar trabalhando com Teca Pereira, com o Lázaro Ramos e também num trabalho muito lindo com as crianças. Era importante que houvesse, dentro do projeto, crianças muito espontâneas e também muito francas, sem estar interpretando, mas colocando em tela o seu próprio ponto de vista das coisas.

    E agora o filme entra em uma maratona para chegar ao Oscar. Qual a expectativa?

    A nossa expectativa é das melhores. Antes dessa qualificação a gente já estava trabalhando nessa construção de circulação do filme, construindo a jornada com uma série de outros grandes festivais. Também com um grande volume de conversas com possíveis parceiros nos Estados Unidos. Mas é importante um trabalho não só focado no mercado americano mas, principalmente, fazendo o filme acontecer no Brasil, fazendo com que o público brasileiro se envolva com esse lançamento, torça por ele.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original