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  • Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17

    Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17

    A seca deixou de ser um problema apenas das regiões áridas do planeta e passou a atingir lugares antes considerados menos vulneráveis. Segundo a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), a frequência e a duração das secas aumentaram quase 30% desde 2000.

    Essa face da crise climática será um dos temas centrais da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que acontecerá em Ulaanbaatar, na Mongólia, entre este domingo (17) e 28 de agosto. Para a secretária executiva da UNCCD, Yasmine Fouad, o momento pede urgência na aplicação de soluções concretas nos territórios.

    “A questão já não é reconhecer a seca como um risco global, mas agir cedo o suficiente para evitar que seus impactos se espalhem pelas comunidades, economias e fronteiras”, afirma Fouad em entrevista à Agência Brasil.

    As projeções são de que, até 2050, três em cada quatro pessoas no mundo poderão ser afetadas, enquanto a demanda global por água deve superar a oferta em até 40% até 2030.

    No Brasil, todas as cinco regiões tiveram registros de seca, com diferentes intensidades, em julho de 2026. Pelo menos 157 municípios foram classificados em situação de “seca severa”, o que significa que sofreram queda acentuada de umidade no solo e estresse hídrico na vegetação, com perdas na agricultura. 

    O fenômeno no país é acompanhado pelo Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), e por boletins mensais do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O coordenador-geral de pesquisa e desenvolvimento do Cemaden, José Antonio Marengo, explica que o problema deve se intensificar nos próximos meses.

    “O que observamos em todo o país é uma tendência de ressecamento. Vemos a diminuição dos totais de chuvas e o aumento da temperatura. Há um risco de que o desequilíbrio entre precipitação e evaporação leve a situações de agravamento das secas”, analisa Marengo.

    Problema global

    Ao redor do mundo, o Observatório Global da Seca destacou que, em julho, a Europa registrou temperaturas acima da média, com uma onda de calor prolongada. Mas o problema é mais amplo.

    As condições de seca se apresentam de forma mais intensa nas seguintes regiões:

    • Europa: Reino Unido, Itália, França, Alemanha, Hungria e Romênia; 
    • África: Sul e Centro do continente, como Sudão, Etiópia, Zâmbia e Magadascar;
    • Oriente Médio: Irã e Omã;
    • Ásia: Centro e Sudeste, como Cazaquistão, China e Filipinas.

    O fenômeno pode assumir diferentes formas, como a seca meteorológica, que ocorre quando as precipitações permanecem abaixo da média durante um período prolongado.

    A seca agrícola, por sua vez, reduz a umidade disponível para as plantas e compromete lavouras e pastagens.

    Já a seca hidrológica afeta rios, reservatórios e aquíferos, e provoca impactos sobre o abastecimento humano, a geração de energia, a navegação e a biodiversidade.

     


    Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17. Seca impacta agricultura, alimentação e segurança hídrica no Brasil. Crédito: ASA / Divulgação
    Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17. Seca impacta agricultura, alimentação e segurança hídrica no Brasil. Crédito: ASA / Divulgação
    Seca impacta agricultura, alimentação e segurança hídrica no Brasil. Crédito: ASA / Divulgação

    Impacto desigual

    Não dá mais para tratar o problema como algo isolado, alerta o diretor do Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Alexandre Pires.

    “Se pegarmos dados do Cemaden, que faz o monitoramento das secas no Brasil, nos últimos 30 anos, nós tivemos secas severas nas cinco macrorregiões do país”, diz o diretor.

    “É claro que, em determinadas regiões, o problema é mais grave, como é o caso da Região Nordeste e do Norte de Minas Gerais. Entre 2012 e 2017, tivemos uma seca muito impactante no semiárido do ponto de vista das reservas hídricas e da alimentação para os animais”.

    A seca costuma atingir com maior intensidade populações que dependem diretamente dos recursos naturais para sobreviver, como indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.

    O caso da Amazônia é emblemático. Com a maior floresta tropical e a maior bacia hidrográfica do planeta, a região passou a enfrentar secas históricas. Em 2023 e 2024, rios de diversos municípios da região atingiram os menores níveis já registrados. Comunidades ficaram isoladas, transporte fluvial foi interrompido, houve dificuldades com o abastecimento de alimentos e de medicamentos.

     


    Tefé (AM) 21/10/2023 – Um indigena obserna o leito do rio Amazonas em Tefé (AM) praticamnete seco.
 Foto: Alex Pazuello/Secom
    Tefé (AM) 21/10/2023 – Um indigena obserna o leito do rio Amazonas em Tefé (AM) praticamnete seco.
 Foto: Alex Pazuello/Secom
    Um indigena observa o leito do Rio Amazonas em Tefé (AM) praticamnete seco, em 2023. Foto: Alex Pazuello/Secom

    Para alertar sobre o tema, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) lançou um boletim no fim do ano passado em que alerta para os efeitos sobre os povos tradicionais da região.

    Segundo o coordenador-geral da Coiab, Toya Manchineri, secas e queimadas ameaçam os territórios e modos de vida que sustentam o planeta.

    “O que vivenciamos não foi uma estiagem isolada, mas um colapso ambiental em curso”, destacou Toya Manchineri quando o boletim foi lançado.

    “A crise climática se manifesta no cotidiano das comunidades. Quando o rio seca, o peixe desaparece, o barco não chega e a floresta, antes úmida, passa a queimar”.

    No monitoramento recente feito pelo Cemaden, os territórios indígenas afetados pela seca severa passaram de três, em junho, para 17, em julho. O órgão destaca o agravamento do problema nos distritos sanitários especiais indígenas de Alto Rio Negro (AM), Parintins (AM), Kaiapó do Pará (PA), Tocantins (TO) e Araguaia (MT e TO).

    Em relação aos assentamentos rurais, houve aumento de duas para 44 áreas afetadas pela seca extrema, e crescimento de 102 para 309 áreas afetadas pela seca severa. Pará, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas concentram a maior parte das áreas afetadas.

     


    Porto Jofre (MT) 17/11/2023 – Detalhe de arvores queimadas durante incêndio florestal que atige o Pantanal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Porto Jofre (MT) 17/11/2023 – Detalhe de arvores queimadas durante incêndio florestal que atige o Pantanal.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Detalhe de arvores queimadas durante incêndio florestal que atingiu o Pantanal em 2023. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

    Seca relâmpago

    Além de mudanças na frequência e na intensidade, as secas passaram a apresentar diferenças expressivas também na duração. Impulsionadas pelo aquecimento global, essas estiagens severas estão mais longas, explica o pesquisador Humberto Alves Barbosa, coordenador e fundador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

    Humberto destaca também os impactos identificados mais recentemente de um tipo de seca de curta duração, conhecido como seca-relâmpago.

    “Essas secas costumam ocorrer durante o verão, acompanhadas de aumento do calor, com início rápido e forte intensidade. O fenômeno dura apenas alguns dias ou semanas. Porém, o efeito combinado da redução da cobertura vegetal e do aumento das temperatura durante as secas piora ainda mais a condição de aridez da região”, explica o pesquisador.

    El Niño

    Preocupações sobre a seca aumentaram este ano, com a previsão de chegada de um El Niño mais intenso do que os anteriores. Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o fenômeno costuma alterar a circulação atmosférica em diferentes partes do planeta e modificar a distribuição das chuvas.

    Segundo as previsões mais recentes da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o El Niño deve ficar mais forte entre agosto e outubro de 2026. O padrão esperado de chuvas indica condições mais secas que o normal principalmente na Índia e partes do sul da Ásia, na Austrália Meridional e Oriental, na América Central e Caribe, no Noroeste da América do Sul e no Norte da Europa.

    No Brasil, o fenômeno pode provocar secas mais severas em algumas regiões, alerta o pesquisador Humberto Barbosa.

    “Historicamente, um El Niño de intensidade muito forte está associado à redução das chuvas e ao aumento das temperaturas no Norte, Nordeste e áreas do Centro-Oeste. Ele deve afetar tanto a umidade do solo quanto a vazão dos rios. Estas regiões ficam mais vulneráveis às secas prolongadas ou às secas relâmpagos e às queimadas”, diz Humberto.

    O Programa Mundial de Alimentos (PMA) estima que a seca e os demais impactos climáticos associados ao El Niño podem agravar significativamente a insegurança alimentar em 45 países.

    A análise mais recente aponta que a população em insegurança alimentar aguda pode aumentar de cerca de 225 milhões para 275 milhões de pessoas, caso os impactos previstos se concretizem. Os maiores aumentos são esperados nas Américas Central e do Sul, no Caribe e no Sul da África.

     


    Brasília (DF) 26/08/2024- Brasília amanhece encoberta por fumaça de queimadas.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília (DF) 26/08/2024- Brasília amanhece encoberta por fumaça de queimadas.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
    Brasília amanhece encoberta por fumaça de queimadas em 2024. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

    Seca na COP17

    Em vez de concentrar esforços apenas na resposta às emergências, governos têm sido estimulados a investir em monitoramento, sistemas de alerta precoce, recuperação de áreas degradadas, gestão integrada da água e fortalecimento da capacidade de adaptação das populações.

    A expectativa é que o tema ganhe força na conferência, prevê o diretor do Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.

    “Existe hoje um fórum político, a Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (IDRA, na sigla em inglês), da qual o Brasil passou a fazer parte em 2024. A expectativa é que essa articulação influencie as negociações e estimule os países a investir mais recursos para enfrentar as secas, porque esse é um problema que precisa ser tratado antes de virar uma emergência ainda maior”, diz Alexandre.

    Criada durante a COP27 do Clima, em 2022, a IDRA reúne governos e organizações internacionais. A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre os países, ampliar o compartilhamento de informações e incentivar investimentos em ações de adaptação.

    Cobertura na Mongólia

    A Agência Brasil vai acompanhar as duas semanas da COP17 da Desertificação diretamente da Mongólia. A viagem é uma parceria com a UNCCD, que selecionou seis repórteres de diferentes continentes com uma bolsa de jornalismo para cobrir o evento.

    Nos próximos dias, a Agência Brasil publica uma série de matérias com informações sobre a conferência e como os temas debatidos nela afetam o Brasil.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Campanha eleitoral nas ruas e propaganda virtual começam neste domingo

    Campanha eleitoral nas ruas e propaganda virtual começam neste domingo

    A campanha eleitoral para as Eleições 2026 está liberada a partir deste domingo (16). Os candidatos podem participar de carreatas, passeatas e panfletagem entre as 8h e as 22h. Estão permitidos também as propagandas na internet e os anúncios pagos na imprensa escrita.

    De acordo com a Lei das Eleições e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os atos estão permitidos até 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno. Os comícios estão autorizados entre as 8h e a meia-noite, até 1° de outubro. 

    As mobilizações devem manter distância mínima de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, além de tribunais, quarteis militares, hospitais, escolas e igrejas.

    A propaganda eleitoral gratuita no rádio e televisão será permitida entre 28 de agosto e 1° de outubro.

    Votação

    O primeiro turno do pleito ocorrerá no dia 4 de outubro, para a escolha de deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e do presidente da República.
     
    O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. 

    Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

    Veja a seguir, em ordem alfabética, os nomes dos candidatos ao cargo de presidente da República e seus perfis na página do TSE:

    1. Augusto Cury (Avante)
    2. Clariana Barão (DC)
    3. Edmilson Costa (PCB)
    4. Flávio Bolsonaro (PL)
    5. Hertz Dias (PSTU)
    6. Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    7. Renan Santos (Missão)
    8. Romeu Zema (Novo)
    9. Ronaldo Caiado (PSD)
    10. Rui Costa Pimenta (PCO)
    11. Samara Martins (UP)
    12. Wilson Grassi (Democrata)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fluminense encerra jejum e bate Palmeiras de virada no Brasileirão

    Fluminense encerra jejum e bate Palmeiras de virada no Brasileirão

    O Fluminense encerrou jejum de oito jogos sem vencer e, de quebra, atrapalhou os planos do Palmeiras, que podia disparar na liderança do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (15), o Tricolor superou o Verdão por 3 a 2, de virada, no Maracanã, em confronto que abriu a 23ª rodada da competição.

    A equipe carioca foi comandada pelo auxiliar Marcão. Ele dirigiu o time de forma interina após a demissão do técnico Luís Zubeldia na última quinta-feira (13), logo depois do 0 a 0 com o Independiente Rivadavia (Argentina) na terça-feira passada (11), também no Rio de Janeiro, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.

    Os tricolores, que vinham de sete empates e uma derrota na sequência negativa, foram a 38 pontos e se mantêm na quarta posição, na zona de classificação à Libertadores de 2027, que reúne os cinco primeiros (o chamado G-5).

    O Palmeiras, em contrapartida, permanece com 48 pontos e pode ver a diferença para o vice-líder Flamengo, de seis pontos no início da rodada, cair a apenas três. O Rubro-Negro vai ao Maião, em Mirassol (SP), enfrentar o time da casa neste domingo (16), às 18h30 (horário de Brasília).

    Os visitantes saíram na frente logo aos nove minutos, com Gustavo Gómez. O paraguaio subiu mais que o também zagueiro Jemmes, depois de cobrança de escanteio do lateral Joaquín Piquerez pela esquerda, e a cabeçada encobriu o goleiro Fábio.

    O Fluminense conseguiu empatar pouco antes do intervalo. Aos 42, Agustín Canobbio recebeu pela direita e cruzou para o também atacante Hulk, de cabeça, mandar para o gol do Palmeiras. Foi a segunda vez que ele balançou as redes pelo Tricolor.

    Na etapa final, aos 36 minutos, o atacante Flaco López desviou de cabeça o chutão do goleiro Carlos Miguel e deixou Maurício na cara de Fábio. O meia – que tinha entrado em campo um pouco antes, no lugar do volante Andreas Pereira – bateu na saída do goleiro, recolocando o Verdão à frente.

    A vantagem alviverde, contudo, durou três minutos. Aos 39, o lateral Guga cruzou pela direita, Germán Cano cabeceou a bola na trave direita e, na sobra, o também atacante Kevin Serna completou para as redes.

    Nos acréscimos, o Fluminense decretou a virada. Aos 46 minutos, Guga foi lançado na direita por Martinelli e cruzou praticamente em cima da linha. O próprio volante entrou na área para escorar e Cano surgiu no meio da finalização para, de cabeça, tirar do alcance de Carlos Miguel e dar a vitória aos donos da casa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasileirão Feminino A3: Juventude-SE sai na frente da Portuguesa-AP

    Brasileirão Feminino A3: Juventude-SE sai na frente da Portuguesa-AP

    O Juventude-SE saiu na frente da Portuguesa-AP no confronto pelas semifinais da Série A3 (terceira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Neste sábado (15), a equipe do interior de Sergipe derrotou o time rubro-verde do Amapá por 2 a 0 no Estádio Augusto Antunes, em Santana (AP). A TV Brasil transmitiu a partida ao vivo.

    A partida de volta será no Batistão, em Estância (SE), na próxima sexta-feira (21), às 21h (horário de Brasília), novamente com transmissão da TV Brasil. As sergipanas podem até perder por um gol de diferença que, ainda assim, vão à final. As amapaenses têm de ganhar por três gols ou mais de saldo para se classificarem no tempo normal. Se a soma dos placares ficar empatada, a decisão será nos pênaltis.

    A outra semifinal reúne Planalto-GO e Realidade Jovem. O jogo de ida será na segunda-feira (17), às 21h, no Estádio Aníbal Toledo, em Aparecida de Goiânia (GO). A volta está marcada para o outro domingo (23), às 11h, no Teixeirão, em São José do Rio Preto (SP). As duas partidas também serão exibidas pela emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    Os quatro semifinalistas têm vaga assegurada na próxima edição da Série A2 (segunda divisão) do Brasileirão. A competição terá 18 clubes no ano que vem. Os rebaixados ao Brasileirão A3 de 2027 foram a União Desportiva Alagoana (UDA) e o Itacoatiara.

    Invictos

    Tanto Portuguesa quanto o Juventude chegaram invictos às semifinais. Em dez jogos, a Lusa do Muca (bairro da zona sul de Macapá) atingiu seis vitórias e teve quatro empates, com 29 gols marcados e 19 sofridos. A vaga no Brasileirão A2 veio com dois triunfos sobre o Tiradentes-PA: 5 a 2 em casa e 3 a 2 no Estrelão, em Augusto Corrêa (PA).

    Do lado sergipano, o Tricolor da Piauitinga (nome do rio que abastece 70% da cidade de Estância) ganhou nove vezes e empatou uma, com 25 gols anotados e quatro cedidos. Nas quartas de final, o clube bateu o Prosperidade, vencendo por 2 a 0 no Estádio Humberto Scaramussa, em Vargem Alta (ES), e por 2 a 1 no Batistão.

    O forte calor em Santana, com a temperatura na casa dos 33ºC e a baixa umidade (54%), dificultou as ações no primeiro tempo. As visitantes, apesar de mais presentes no ataque, tiveram apenas uma oportunidade clara. Aos sete minutos, Fernanda recebeu na área e chutou na saída da goleira Kadja, que conseguiu fazer a defesa.

    As donas da casa assustaram somente nos acréscimos, em cobrança de falta pela esquerda. A meia Loura Soure buscou o ângulo e mandou muito rente à trave.

    A Portuguesa tentou sair mais para o jogo no segundo tempo, mas foi o Juventude quem, enfim, abriu o placar. Aos 15 minutos, a atacante Laureen recebeu de Fernanda dentro da área, à direita da marca do pênalti, girou com liberdade e finalizou. Um golaço.

    Aos 31, a lateral Sara avançou pela direita e, pouco depois da linha do meio-campo, lançou na área. A bola surpreendeu Kadja e foi direto para o gol, encobrindo a goleira.

    Nos acréscimos, aos 52 minutos, a própria Sara derrubou a atacante Aninha Belém na área. A penalidade cobrada por Loura Soure, porém, foi fraca e a goleira Monique fez a defesa, mantendo a boa vantagem do Juventude para o jogo de volta.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Publicação lembra 50 anos do atentado à sede da ABI na ditadura

    Publicação lembra 50 anos do atentado à sede da ABI na ditadura

    Na próxima quarta-feira (19), um dos atentados que tentaram calar vozes democráticas que lutavam contra a ditadura militar (1964-1985) completa 50 anos: a explosão da bomba no prédio-sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio de Janeiro. Para marcar a data, a instituição lançou neste sábado uma edição especial do Boletim da ABI. 

    A explosão ocorreu no sétimo andar do edifício número 71 da Rua Araújo Porto Alegre. O atentado de 19 de agosto de 1976 destruiu dois banheiros próximo à sala da presidência da entidade. Houve estragos em salas vizinhas, no elevador e em outros dois andares. Ninguém se feriu.

    A publicação especial é fundamentada em documentos históricos e relatórios confidenciais que, além de relembrarem o atentado, a repercussão e a reação da sociedade civil, destaca a importância da imprensa livre para resistência em períodos autoritários e vigilância contra a censura e a violência política.

    Documentos históricos

    Uma das principais fontes de pesquisa para a publicação foi a edição de julho-agosto de 1976 do Boletim ABI, publicada logo após o atentado terrorista. A ABI traz detalhes também de documentos produzidos pelos órgãos de informação da ditadura militar. 

    Entre eles, um informe confidencial do Serviço Nacional de Informações (SNI), de setembro de 1976, disponibilizado pelo projeto Memórias Reveladas, do Arquivo Nacional.

    De acordo com a ABI, o registro do SNI impressiona pelo grau de informação de que dispunham os órgãos de segurança sobre acontecimentos, reuniões e movimentações da entidade.

    “Esse registro ajuda, assim, a dimensionar o aparato de vigilância política que atuava naquele período”, afirma a associação.

    A publicação, editada pelo conselheiro da associação Geraldo Cantarino, traz fotografias de como ficaram as áreas atingidas do prédio de 13 andares, inaugurado em 1938, considerado referência da arquitetura moderna brasileira. Até hoje o endereço é sede da ABI.
     


    Cinquenta anos do atentado a bomba na ABI. Foto:Divulgação/ ABI
    Cinquenta anos do atentado a bomba na ABI. Foto:Divulgação/ ABI
    A bomba destruiu dois banheiros próximo à sala da presidência da entidade. Foto: Divulgação/ ABI

    Contexto político

    O grupo paramilitar de extrema-direita Aliança Anticomunista Brasileira (AAB) assumiu a autoria do atentado em um panfleto deixado no prédio após a explosão.

    A organização acusava a ABI de estar “totalmente dominada pelos comunistas” e afirmava que a entidade havia sido escolhida para receber a “primeira advertência”.

    “Ao defender a liberdade de imprensa, os direitos humanos e a livre manifestação do pensamento, tornou-se também alvo da intolerância de grupos radicais de extrema-direita, contrários aos incipientes movimentos de abertura política – a chamada ‘distensão’ do regime ditatorial”, explica o atual presidente da ABI, Octávio Costa.

    À época, a AIB era presidida pelo jornalista Barbosa Lima Sobrinho. No corpo da instituição havia nomes como Alberto Dines, Maurício Azêdo, Marcelo Beraba e Odylo Costa Filho.

    Outros atentados

    Para a ABI, o atentado de 50 anos atrás não deve ser visto isoladamente. Fazia parte de um cenário de violência e intimidação política “que buscava conter qualquer possibilidade de avanço das liberdades democráticas”.

    Naquele mesmo dia, uma bomba atribuída à mesma organização clandestina foi colocada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Rio de Janeiro. O artefato não explodiu por causa de uma falha no mecanismo de detonação.

     A publicação lançada neste sábado contextualiza que o país sofreu outros atentados que tinham o objetivo de impedir a distensão da ditadura militar. O general Ernesto Geisel, que tinha assumido a Presidência em 1974, defendia uma abertura “lenta, gradual e segura”.

    No dia seguinte, 20 de agosto, duas bombas do tipo coquetel molotov foram jogadas de madrugada na 1ª Auditoria da 3ª Circunscrição Militar de Porto Alegre, provocando princípio de incêndio.

    Cerca de duas semanas depois, em 4 de setembro de 1976, uma bomba de fabricação caseira explodiu de madrugada no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em São Paulo.

    O Jornal do Brasil, um dos periódicos mais importantes da época, informou que, entre agosto e novembro de 1976, aconteceram nove atentados terroristas no Rio de Janeiro, oito deles assumidos pela AAB. “Apesar disso, o aparato de inteligência e repressão nunca chegou aos autores dos atentados”, acrescenta a ABI.

    Ato em homenagem

    No dia 19, às 17h, a ABI fará um ato no sétimo andar o prédio-sede para lembrar os 50 anos do atentado. Também será colocada uma placa com frase de repúdio ao terrorismo e de valorização da democracia.

    “A Casa do Jornalista permanecerá vigilante diante de qualquer ameaça ao Estado Democrático de Direito”, conclui Octávio Costa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Show exclusivo resgata clássicos do cancioneiro nacional na TV Brasil

    O flautista Rafael Beck e o pianista Felipe Montanaro apresentam o show inédito Fantasia Brasil com um repertório repleto de composições de grandes nomes da música nacional neste sábado (15), às 23h59, no programa Cena Musical, da TV Brasil.

    A produção, realizada pela emissora pública, celebra sucessos de personalidades como Dominguinhos, Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Jacob do Bandolim, João Bosco, Chico Buarque, Djavan, Ivan Lins e Guilherme Arantes, entre outros.

    A performance exclusiva combina clássicos do repertório nacional como os hits Jade, Sapato Velho, Aprendendo a Jogar, Pedras que Cantam, Isso Aqui Tá Bom Demais, Beatriz e Frevo Novo. O espetáculo inclui, ainda, obras autorais do duo: Tema pro Ricardo e 20.23.

    Rafael Beck toca flauta transversal e piano elétrico. Já Felipe Montanaro mostra seu talento no piano e na sanfona. Eles começaram a tocar juntos em 2023 e, desde então, têm destaque como representantes da nova geração da música instrumental brasileira. Com arranjos inovadores e interpretações que unem técnica e sensibilidade, os artistas conquistaram reconhecimento no país e no exterior.

    O show gravado no palco do Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro, pode ser acompanhado no app TV Brasil Play e no Youtube do canal. A produção apresentada pela jornalista e cantora Bia Aparecida tem direção de Waldecir de Oliveira.

    A nova temporada do Cena Musical reúne os depoimentos dos convidados e de bastidores das gravações. A sequência traz performances de nomes como Áurea Martins, Cristóvão Bastos, Lula Queiroga e Marcos Sacramento, entre outros astros do cancioneiro do país.

    Sobre a produção

    Lançado em 2007, o Cena Musical é um programa da TV Brasil que traz para o público performances inéditas da música nacional. Desde 2017, os shows são gravados no Espaço Cultural BNDES. 

    A produção com janela semanal traz espetáculos que revelam e celebram a diversidade e a riqueza da sonoridade brasileira. Na nova leva de episódios, a atração exibe performances exclusivas de personalidades de vários gêneros.

    “Estou muito feliz em celebrar a estreia de uma nova temporada do Cena Musical na TV Brasil. É muito especial apresentar um programa que acredita na força e na diversidade da música nacional e abre espaço, de forma democrática, para diferentes sons, sotaques, histórias e gerações”, conta Bia Aparecida.

    A apresentadora considera a música uma das maiores riquezas culturais do país. “Ela é sofisticada, inventiva e profundamente conectada com quem somos. Os convidados mostram a grandeza e a diversidade desse cenário. O programa Cena Musical é esse lugar de encontro, descoberta e celebração da nossa cultura e estou bem animada para dividir essa nova temporada com o público”, completa.

    Diretor artístico da atração, Waldecir de Oliveira explica a proposta da nova temporada. “O Cena Musical reafirma a sua importância como um espaço plural e necessário para a música brasileira. O programa amplia a visibilidade de artistas de diferentes regiões, estilos e trajetórias para valorizar a riqueza cultural do país e fortalecer a circulação da produção nacional para novos públicos”, afirma.

    Ao vivo e on demand

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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 38 milhões neste domingo

    Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 38 milhões neste domingo

    A Mega-Sena sorteia neste domingo (16) prêmio estimado em R$ 38 milhões. As seis dezenas do concurso 3.045 serão sorteadas a partir das 11h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) de hoje (15) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    No último concurso, foram sorteados os números 04, 15, 17, 40, 55 e 58 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TV Brasil exibe Botafogo x São Paulo pelo Brasileirão Feminino A1

    TV Brasil exibe Botafogo x São Paulo pelo Brasileirão Feminino A1

    O duelo entre Botafogo e São Paulo agita a manhã deste domingo (16) na tela da TV Brasil. Válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro Feminino Série A1, a partida será transmitida ao vivo pela emissora pública a partir das 10h45, direto do Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. 

    Na lanterna da competição, o Botafogo recebe o São Paulo em casa e tenta quebrar um longo jejum e reencontrar o caminho dos três pontos. A última vitória da equipe carioca aconteceu em fevereiro, diante do Juventude-RS. Do outro lado, o São Paulo faz uma grande campanha, somando 11 vitórias em 15 rodadas. Atual vice-líder com 35 pontos, o Tricolor entra em campo de olho no topo da tabela, estando a apenas dois pontos de distância do líder Corinthians. 

    As exibições fazem parte da estratégia da TV Brasil, a tela do futebol feminino, para ampliar a visibilidade da modalidade no país. Pelo terceiro ano consecutivo, o canal público exibe os jogos da elite feminina. Também serão transmitidos os confrontos decisivos das Séries A2 e A3, a partir das semifinais. Além disso, o público poderá acompanhar as decisões das categorias de base pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20.  

    A equipe de profissionais que comanda as transmissões do Brasileirão Feminino conta com um time formado por mulheres, com a narradora Luciana Zogaib, as comentaristas Brenda Balbi e Rachel Motta e as repórteres Marília Arrigoni e Verônica Dalcanal.     

    As competições ganham ainda mais visibilidade por meio da parceria com os canais que formam a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que podem retransmitir a programação da TV Brasil em seus estados.     

    Brasileirão Feminino    

    A edição de 2026 do campeonato mobiliza 18 equipes que se enfrentam em turno único na fase de classificação. Os oito primeiros avançam para a segunda fase. As etapas a partir das quartas de final são disputadas no formato de mata-mata com duelos de ida e volta.     

    Os times reunidos na Brasileirão Feminino Série A1 são: América (MG), Atlético Mineiro, Bahia, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Ferroviária, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Juventude, Mixto (MT), Palmeiras, Red Bull Bragantino, Santos, São Paulo e Vitória.  

    Prêmio  

    Aproveite a rodada importante da Série A1 e ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas. A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026. A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados! Acesse ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro.    

    Ao vivo e on demand     

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.     

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.     

    Serviço     

    Brasileirão Feminino Série A1 – Botafogo X São Paulo – Domingo (16), a partir das 10h45, na TV Brasil.     

    TV Brasil na internet e nas redes sociais       

    • Site – https://tvbrasil.ebc.com.br     
    • Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil     
    • YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil     
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    • TV Brasil Play – http://tvbrasilplay.com.br 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Prédio desaba em São Bernardo do Campo e deixa cinco feridos

    Prédio desaba em São Bernardo do Campo e deixa cinco feridos

    Um prédio residencial, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, desabou neste sábado (15) e deixou cinco pessoas sob os escombros – entre elas uma adolescente de 15 anos. 

    Duas famílias viviam no local, totalizando oito moradores.

    Os feridos foram retirados com vida do local do acidente e encaminhados para dois hospitais da região. O prédio fica na rua Jorge Amado, no bairro Jardim Calux.

    Duas pessoas já tiveram alta. As demais estão estáveis, sob cuidado médico.

    O Corpo de Bombeiros chegou ao local da ocorrência às 6h. Chovia forte na região. Mesmo assim, ainda não se sabe as causas do desabamento. A prefeitura de São Bernardo do Campo informou que, como medida preventiva, interditou três imóveis vizinhos. Com isso, vinte pessoas ficaram desabrigadas e receberão assistência do município, sendo encaminhadas para hotéis próximos.

    Uma jovem de 21 anos, também resgatada, sofreu trauma na face.

    O incidente provocou a interdição de duas faixas da Via Anchieta, que liga a capital ao litoral paulista.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Nova regra da CBV afeta participação de Tifanny na Superliga de vôlei

    Nova regra da CBV afeta participação de Tifanny na Superliga de vôlei

    O Osasco São Cristóvão Saúde se manifestou após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciar, na sexta-feira (14), uma nova política de elegibilidade segundo a qual somente atletas do sexo biológico feminino podem disputar as competições femininas da entidade. A oposta Tifanny, primeira atleta trans a disputar a Superliga, em dezembro de 2017, representa o clube paulista desde 2021 e conquistou com a equipe o título da temporada 2024/2025.

    Em nota, o Osasco afirmou ter sido “surpreendido” pela decisão da CBV. Segundo o clube, a medida foi tomada “sem qualquer participação ou opinião prévia do clube”. O caso foi encaminhado ao departamento jurídico, que “está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos”. O Osasco também declarou “integral apoio a Tifanny”.
     


     Osasco apoia Tifanny após mudança que veta trans no vôlei feminino. Foto: Osasco - @carol__fotografia
     Osasco apoia Tifanny após mudança que veta trans no vôlei feminino. Foto: Osasco - @carol__fotografia
    Osasco apoia Tifanny após mudança que veta trans no vôlei feminino. Foto: Osasco – @carol__fotografia – Osasco – @carol__fotografia

    Quem também se pronunciou foi a Federação Paulista de Volleyball (FPV). A entidade informou que, como o Campeonato Paulista teve início antes da publicação da nova política, “eventuais medidas” serão tomadas “para as próximas competições […] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde”.

    Assim, Tifanny segue liberada para disputar o Campeonato Paulista. Neste sábado (15), a equipe do Osasco estreia na competição contra o Pinheiros, às 21h30 (horário de Brasília), no Ginásio José Liberatti, em Osasco (SP).

    Nova política

    Segundo a CBV, o novo critério de elegibilidade busca estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). As atletas deverão cumprir os critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

    A norma anterior previa que mulheres trans poderiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação entra em vigor nas próximas edições da Superliga, nas duas principais divisões, e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

    Em fevereiro deste ano, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar que permitiu a participação de Tifanny na Copa Brasil, em Londrina (PR), atendendo a pedido da própria CBV. Antes da decisão, a Câmara de Vereadores da cidade aprovou, em regime de urgência, um requerimento relacionado à participação de atletas trans em eventos esportivos no município.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original