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  • Rio Grande do Sul inicia semana com alerta para forte tempestade

    Rio Grande do Sul inicia semana com alerta para forte tempestade

    Na manhã desta segunda-feira (17), a região do litoral-sul até o sudoeste do estado do Rio Grande do Sul está sob alerta vermelho de grande perigo para tempestade, com risco de alagamentos e transbordamentos de rios, além de deslizamentos de encostas, alerta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    O restante do estado também está sob alerta que diminui de intensidade ao norte. No leste do Paraná e de Santa Catarina, o dia começa com nevoeiro, mas a nebulosidade deve se dissipar rapidamente, dando lugar a um dia ensolarado e quente.

    De acordo com a Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul durante a madrugada apenas três municípios reportaram ocorrência de dados ocasionados por granizo, com um total de 92 pessoas afetadas no estado.

    A temperatura mínima registrada em Porto Alegre é 18 °C, com máxima prevista em Curitiba de 28 °C.

    No Sudeste do país, o dia começa com nevoeiro no leste de São Paulo, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo. Predominam muitas nuvens em toda a região litorânea. No interior de São Paulo e Minas Gerais, o dia será ensolarado, com temperaturas elevadas e baixa umidade do ar.

    A mínima para esta segunda-feira é 15 °C, em Belo Horizonte, enquanto a máxima pode alcançar 32 °C no Rio de Janeiro.

    Na região Norte do Brasil a previsão é instabilidades para o noroeste do Amazonas e de Roraima, onde são previstas pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Também pode chover de forma isolada no norte do Amazonas e na faixa litorânea entre o Amapá e o Pará.

    O Sul da região Norte permanece afetado pelas condições de baixa umidade do ar, com temperaturas elevadas. A mínima prevista é 22°C em Rio Branco, enquanto a máxima pode alcançar 38°C em Palmas.

    O calor intenso e poucas nuvens também predominam em parte da região Nordeste do país, especialmente no oeste da Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e em grande parte do Maranhão.

    As instabilidades aumentam no leste da Bahia, Sergipe e Alagoas, com previsão de pancadas de chuva. Também há possibilidade de chuva isolada no litoral de Pernambuco e do Maranhão. A nebulosidade avança até o centro da Bahia e de Pernambuco, mas sem previsão de chuva nessas áreas.

    A temperatura mínima esperada é de 21 °C em Salvador, enquanto a máxima pode alcançar 37 °C em Teresina.

    No Centro-Oeste do país o tempo permanece ensolarado e quente, com predomínio de poucas nuvens. As condições de tempo firme favorecem a continuidade do calor e dos baixos valores de umidade relativa do ar.

    A maior parte da região permanece sob o alerta laranja de perigo para umidade relativa do ar variando entre 20% e 12%, com risco à saúde, por ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

    A temperatura mínima prevista é 17°C em Brasília e a máxima pode alcançar 40°C em Cuiabá.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Surto de ebola na República do Congo é o mais mortal do país

    Surto de ebola na República do Congo é o mais mortal do país

    O surto de ebola na República Democrática do Congo matou 2.325 pessoas, segundo dados do governo divulgados nesse domingo (16), ultrapassando o número de mortes no período 2018-2020 e se tornando o mais mortal da história do país.

    O Instituto de Saúde Pública do Congo informou em seu último relatório que os casos confirmados subiram para 4.945, incluindo 101 novos casos detectados nas últimas 24 horas.

    O surto, o 17º no Congo, já era o maior da história do país em número de casos – um marco alcançado no final de julho. Os dados mais recentes do governo mostram que o número total de mortes ultrapassou as 2.299 registradas no surto de 2018-2020, que até então era o pior da história do país.

    Três meses após o anúncio formal, o surto agora só é superado pelo ebola de 2014-2016 na África Ocidental, no qual foram registrados 28.616 casos e 11.310 mortes na Guiné, Libéria e Serra Leoa, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

    Foram necessários quase cinco meses desde a declaração daquele surto para atingir 1.000 mortes, enquanto o surto atual chegou a 2 mil mortes em menos de três meses.

    Não há tratamento

    O surto atual é causado pela espécie Bundibugyo do vírus ebola, para a qual não existem vacinas ou tratamentos aprovados. O surto ganhou força desde que foi declarado em 15 de maio, uma vez que a fragilidade da infraestrutura de saúde, a resistência da comunidade e a instabilidade dificultam os esforços para identificar e responder aos casos.

    A proporção de pessoas que morrem em decorrência do surto após uma infecção confirmada, conhecida como taxa de letalidade, subiu de cerca de 20% no início de junho para 46%, de acordo com dados do governo, o que significa que quase um em cada dois casos confirmados agora é fatal.

    Especialistas afirmam que a tendência não indica que o vírus se tornou mais letal. Em vez disso, aponta para deficiências persistentes na vigilância, na detecção de casos e no acesso aos cuidados médicos.

    “Normalmente, à medida que um surto progride, a taxa de letalidade deveria cair, pois o rastreamento de contatos melhora e os pacientes são identificados e tratados mais cedo”, disse Thomas Parisch, especialista em saúde pública recentemente destacado para a República Democrática do Congo com a organização Médicos Sem Fronteiras.

    “Em vez disso, ainda vemos muitos casos detectados muito tarde, quando o tratamento tem menos probabilidade de sucesso, e muitos são identificados apenas depois de morrerem na comunidade.”

    Um pequeno número de vacinas e terapias experimentais está sendo avaliado, enquanto as autoridades de saúde globais avaliam se os tratamentos existentes contra o ebola podem oferecer proteção. As evidências, até o momento, se limitam a estudos com animais.

    O surto se espalhou anteriormente para a vizinha Uganda, mas as autoridades locais conseguiram limitar as mortes a duas e os casos confirmados a 20 antes de declararem o fim do surto naquele país no mês passado.

    O ebola se espalha por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, vivas ou mortas. Pode causar febre, vômitos, diarreia e, em casos graves, hemorragias internas e externas.

    * É proibida a reprodução deste conteúdo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Defesa Civil reconhece situação de emergência em oito municípios do RS

    Defesa Civil reconhece situação de emergência em oito municípios do RS

    A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em oito municípios do Rio Grande do Sul afetados por desastres naturais.

    A Portaria nº 2.606, publicada nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União, abrange municípios atingidos por chuvas intensas, granizo e inundações nos meses de julho e agosto. Veja a lista completa.

    Com a medida, as prefeituras podem solicitar recursos federais para ações de assistência à população, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação das áreas afetadas.

    Entre os municípios que tiveram a situação de emergência reconhecida por causa de chuvas intensas estão Água Santa, Anta Gorda, Ernestina, General Câmara, Porto Xavier e Vila Maria. O município de Redentora foi afetado por queda de granizo, enquanto São José do Hortêncio registrou inundações.

    Recursos

    O reconhecimento federal é uma etapa necessária para que os municípios tenham acesso a apoio complementar da União. 

    Após a aprovação dos planos de trabalho apresentados pelas administrações locais, os recursos podem ser destinados a medidas como distribuição de cestas básicas, fornecimento de água potável, kits de limpeza e higiene, além da recuperação da infraestrutura pública danificada.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fenômeno das bikes elétricas é tema do Caminhos da Reportagem

    Fenômeno das bikes elétricas é tema do Caminhos da Reportagem

    Em oito anos, o número de bicicletas elétricas, autopropelidos e ciclomotores em circulação no país cresceu 37 vezes, saltando de 7,6 mil em 2016 para 284 mil em 2024, segundo dados do setor. O programa, que vai ao ar nesta segunda-feira (17) às 23h na TV Brasil, mostra o que está por trás desses números impressionantes e como as cidades estão lidando com o fenômeno.

    Esses veículos, que já fazem parte do dia a dia das grandes cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, podem ser encarados como solução para pequenos deslocamentos nesses locais, mas também representam riscos para quem convive com esse novo meio de transporte.

    “A população, de forma espontânea, foi comprando e utilizando cada vez mais e aí a gente entra nas discussões de como é que tá sendo esse uso, que tem crescimento muito grande e acaba tendo conflitos em relação ao uso, diz Luiz Saldanha, diretor executivo da Aliança Bike, que representa organizações do setor, como lojistas e fabricantes.

    Para ele, a população já entendeu que é um veículo que soluciona problemas. “Falta entender como é que a gente consegue encaixar esses veículos e ordená-los no dia-a-dia”.

    Os conflitos entre esses veículos mais leves e outros mais pesados já gerou tragédias, como a morte do menino Chico, de 9 anos, e sua mãe, em uma rua da zona norte do Rio de Janeiro. Eles estavam em um autopropelido quando foram atropelados por um ônibus, em março deste ano.

    “Muitas vezes a gente pensa: “Ah, isso acontece muito pouco.  Quantos casos você sabe? Mas basta ser o seu que vai ser doloroso, né? Então, acho que a gente perde isso de perspectiva, que um dia pode ser a gente”, conta o pai de Chico, o roteirista Vinicius Cacofonias.

    O uso desses veículos é regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A resolução mais atual data de 2023. Ela diferencia os veículos em três categorias principais. A primeira dela é a das bicicletas elétricas, que precisam da propulsão humana e oferecem apenas o chamado pedal assistido que, com um motor, ajuda o ciclista a acelerar o veículo.

    A segunda é a dos autopropelidos, com pedal ou não, que não necessitam da propulsão humana para acelerar e cuja velocidade não pode ultrapassar os 32 km/h. Por fim, os ciclomotores também prescindem da propulsão humana, mas podem chegar até os 50 km/h.

    As duas primeiras categorias não exigem habilitação do condutor nem licenciamento do veículo. Já os ciclomotores exigem habilitação categoria A ou autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC), além de demandar registro e licenciamento do veículo.

    Para Raphael Pazos, da Comissão de Segurança do Ciclismo do Rio de Janeiro, uma organização não governamental carioca que advoga por um trânsito mais seguro para ciclistas, acredita ser um erro não exigir habilitação para conduzir um autopropelido.

    “A resolução do Contran 966 de 2023 alterou a nomenclatura de certos dispositivos de mobilidade, autorizando o que antigamente era proibido. O que antes era um ciclomotor, da noite para o dia virou um autopropelido e foi autorizado a ser utilizado em calçada e em infraestruturas cicloviárias”, afirma. “Agora qualquer um, principalmente crianças de 13, 14, 15 anos, podem adquirir esse equipamento e pior, conduzi-los numa pista”.

    Professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcus Quintella diz que as cidades precisam se adaptara  esses veículos. “As cidades não estão prontas. Elas não foram planejadas para essas modernidades. Então, o que está acontecendo hoje são adaptações”, ressalta. “A bicicleta, desde a convencional até o ciclomotor, já representa uma fatia muito importante da matriz de transporte urbano. Você não pode também ser rigoroso de forma que vá impedir a micromobilidade, mas também não pode deixar que isso caia numa situação descontrolada”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Busca por memória e justiça marca três anos da morte de Mãe Bernadete

    Busca por memória e justiça marca três anos da morte de Mãe Bernadete

    Manter a memória e o legado de Mãe Bernadete vivos e também buscar justiça inspiram familiares, amigos e instituições em defesa dos direitos humanos três anos após o assassinato brutal da liderança quilombola.

    A ativista foi morta com 25 tiros (a maioria no rosto) quando estava no sofá de casa, na comunidade de Pitanga dos Palmares, na cidade de Simões Filho (BA).

    Para marcar a data, uma missa no Santuário do Senhor do Bonfim da Bahia, a Igreja do Bonfim, em Salvador (BA), está marcada para esta segunda-feira (17), às 9h. 

    “Acredito que, apesar dos desafios cotidianos, que existem em muitas comunidades quilombolas, a gente tem feito um bom trabalho ao preservar o legado dela”, afirma o neto, Wellington Pacífico, de 25 anos de idade, em entrevista à Agência Brasil. 
     


    Simões Filho/ Bahia 19/08/2023 Casa da Mãe Bernadete, liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, assassinada na Bahia. Foto Janaína Neri.
    Simões Filho/ Bahia 19/08/2023 Casa da Mãe Bernadete, liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, assassinada na Bahia. Foto Janaína Neri.
    Casa de Mãe Bernadete, liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, na Bahia. Foto Janaína Neri.

    Feridas

    Wellington estava na casa, com mais duas crianças da família, quando a avó foi assassinada. A morte de Bernadete foi a segunda grande perda do rapaz. O pai dele, o também ativista Flávio Pacífico, o Binho, de 36 anos, também foi assassinado no ano de 2017. 

    “São feridas que não foram reparadas. Para a nossa comunidade, é uma dor perder minha avó, perder meu pai e ainda por cima viver, conviver com a impunidade de não haver justiça.”

    Ele recorda que a avó buscava justiça por Binho. “Apesar dessa injustiça, a gente se esforça para motivar as boas memórias, semear novas expectativas e ressignificar tudo o que aconteceu”. 

    Faz parte dessa ressignificação transformar o luto em luta. “Entendo que eu devo me qualificar cada dia mais para que eu possa ajudar de alguma forma as pessoas.”

    Direito

    Wellington, que está no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH), resolveu ingressar no curso de direito em uma faculdade da Bahia, para lutar por justiça por sua família e pelas comunidades quilombolas no Estado. 

    “Tive minha família destruída, atravessada por tragédias, tendo que se reconstruir a cada dia. Essas vivências me fizeram ter outro olhar para o direito”, afirmou.

    Ele conta que os acusados pela morte da avó estão presos. Dois dos acusados tiveram julgamento em abril. Arielson da Conceição dos Santos (o executor) foi condenado a mais de 40 anos de prisão e Marílio dos Santos, um dos envolvidos no planejamento do crime, recebeu pena de 29 anos e 9 meses. 

    Outros três acusados aguardam julgamento, que deve ocorrer em outubro, segundo estimativa da família. O processo tramita em segredo, e o Tribunal de Justiça da Bahia não confirmou a data do julgamento.

    “A gente espera que a justiça seja feita. Toda vez que falarmos da Mãe Bernadete, a gente tem que falar do Binho do Quilombo. Suspeitos foram presos e depois soltos. Eu diria até que há risco de vitimar outras lideranças.”

    Wellington afirma que é necessário manter esses crimes sob visibilidade no País. “A gente aprende muito quando os holofotes se apagam.”

    Legado

    Ainda na intenção de manter o legado de Mãe Bernadete, a família deve promover um novo festival de cultura e arte quilombola. À frente da iniciativa, está o filho dela, Jurandir Pacífico. Ele diz que o legado da mãe e do irmão o inspira a trabalhar em projetos que mobilizem a própria comunidade e também outros quilombos.

    Ele acrescenta que busca parcerias para os projetos a fim de que nada seja interrompido, como os festivais, os cursos de artesanato e a cozinha solidária. “Estamos buscando políticas públicas para as comunidades quilombolas”.
     


    Salvador (BA), 17.08.2024 - Evento na casa de Dona Bernadete. Foto: Alberto Lima/Divulgação
    Salvador (BA), 17.08.2024 - Evento na casa de Dona Bernadete. Foto: Alberto Lima/Divulgação
    Evento na casa de Mãe Bernadete destaca legado da ativista e pede justiça por sua morte.  Alberto Lima/Divulgação

    Proteção

    A ativista Selma Dealdina, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) conhecia de perto o trabalho de Mãe Bernadete. Ela estará nesta segunda na missa em homenagem à amiga. Emocionada, ela contextualiza que a brutalidade da morte de Bernadete deixa um recado dolorido. 

    “A gente espera mais do Estado Brasileiro na proteção dos defensores e defensoras de direitos humanos, das lideranças quilombolas que fazem a luta pela terra, que fazem a luta para salvaguardar os territórios.”

    A Conaq emitiu nota em que exige a responsabilização dos acusados da morte de Bernadete e medidas efetivas para garantir a segurança das lideranças quilombolas. 

    “Lembramos a mulher que cuidava, liderava, ensinava, acolhia e enfrentava as injustiças. Lembramos a ialorixá que carregava a força de sua ancestralidade”, informa o documento. 

    A entidade acrescenta que Bernadete fez de sua existência uma “trincheira” em defesa de seu povo e que, três anos depois do assassinato, a voz da ativista continua ecoando nos quilombos. 

    “Sua memória está nas mulheres quilombolas que seguem ocupando espaços de decisão, está nas comunidades que resistem às ameaças e lutam pelo direito de existir com dignidade.”

    Cor e gênero

    A historiadora baiana Valdecir Nascimento, fundadora do Odara – Instituto da Mulher Negra, destaca que as mulheres negras, defensoras de direitos humanos, são vítimas do racismo, da violência doméstica e de outras violações. “As desigualdades no Brasil têm cor e gênero. Esse conjunto de violências nos deixa acuada na luta por garantia de direitos.” 

    O racismo, articulado com o sexismo, mantém as mulheres negras em uma condição de vulnerabilidade. Levantamento da Conaq mostrou que o assassinato de Bernadete não foi isolado. Pelo menos 22 mulheres foram mortas entre 2016 e 2024 e outras 33 foram ameaçadas apenas entre os anos de 2021 e 2023. 

    Somente 12,6% dos mais de 1 milhão de brasileiros quilombolas estão em territórios demarcados. “Precisamos estar seguros no nosso território”, diz Selma Dealdina.

    Diante da situação, a Conaq apresentou um plano emergencial de proteção de mulheres quilombolas a fim de ser apresentado ao poder público. “Para que as pessoas não sintam medo de fazer a luta pela terra”, defendeu a ativista da Conaq.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • COP17 começa na Mongólia com foco em seca, terra e financiamento

    COP17 começa na Mongólia com foco em seca, terra e financiamento

    Começou nesta segunda-feira (17), em Ulaanbaatar, na Mongólia, a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Até o dia 28 de agosto, representantes de 196 países e da União Europeia buscarão soluções para desafios que afetam a vida de todos: combater a seca, restaurar ecossistemas, garantir acesso universal à água e aos alimentos, valorizar povos e territórios tradicionais.

    A terra é o elemento que une todas as discussões. Em torno dela, giram as negociações entre representantes dos governos e da sociedade civil. O evento deste ano traz expectativas por ações mais concretas de proteção da terra e também carrega a missão de resolver pendências deixadas pela última conferência, a COP16, em Riad, na Arábia Saudita, em 2024.

    A principal questão envolve avançar na criação de um novo instrumento internacional para fortalecer a governança sobre secas, tema sobre o qual não se teve acordo em Riad.

    Outro ponto central são as metas de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN, na sigla em inglês). A previsão é que os países participantes apresentem relatórios sobre como têm agido para garantir que a quantidade e a qualidade dos recursos vindos da terra se mantenham estáveis ou avancem.

     


    Manaus (AM), 22/11/2023, Chão rachado devido ao nível baixo do rio Igarapé Tarumã-açu, na maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Manaus (AM), 22/11/2023, Chão rachado devido ao nível baixo do rio Igarapé Tarumã-açu, na maior seca em 121 anos que Manaus vem sofrendo. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Chão rachado devido ao nível baixo do rio Igarapé Tarumã-açu, na maior seca em 121 anos que Manaus sofreu em 2023. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    A ampliação do financiamento global para combater a degradação da terra; o fortalecimento das novas estruturas de participação social ,como grupos de gênero, juventude e povos indígenas; e a maior articulação entre as três convenções ambientais da ONU, a do clima, a da biodiversidade e a da desertificação, completam a lista de demandas principais.

    A secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD, na sigla em inglês), Yasmine Fouad, disse à Agência Brasil que espera resultados concretos na COP17.

    “Há um reconhecimento crescente entre as Partes de que terras saudáveis ​​são a base para a segurança alimentar e hídrica, a resiliência econômica e o desenvolvimento sustentável”, disse Fouad.

    “A COP17 oferece uma oportunidade não apenas de avançar nas negociações, mas também de demonstrar que a Convenção está se tornando, cada vez mais, uma plataforma para a entrega de soluções práticas e resultados mensuráveis”, complementou.

    A conferência também terá o lançamento de novos relatórios globais como o The Drying Planet – Drought in Numbers 2026 (O Planeta que Seca – A Seca em Números),  a terceira edição do Global Land Outlook 3 (Perspectiva Global da Terra) e o primeiro Índice Mundial de Resiliência à Seca.

     


    Desertificação no Brasil ameaça água, alimento, clima e biodiversidade.  Nordeste brasileiro é o mais afetado pelos processos de seca e desertificação. Crédito: ASA / Divulgação
    Desertificação no Brasil ameaça água, alimento, clima e biodiversidade.  Nordeste brasileiro é o mais afetado pelos processos de seca e desertificação. Crédito: ASA / Divulgação
    Nordeste é região mais afetada pelos processos de seca e desertificação. Crédito: ASA / Divulgação

    Regime global das secas

    A COP de Combate à Desertificação também ainda precisa firmar um mecanismo político de peso equivalente ao das outras conferências globais pelo meio ambiente ─ a Convenção do Clima conta com o Acordo de Paris, que orienta o combate ao aquecimento global, e a Convenção da Biodiversidade tem o Marco Global Kunming-Montreal, para deter e reverter perdas da natureza.

    O que mais se aproxima disso é a proposta de criar um instrumento global de combate às secas. Ele foi defendido em 2024, por países africanos, que esperavam um protocolo juridicamente vinculante, ou seja, com obrigações legais de cumprimento pelos governos. Não houve consenso por causa da resistência de alguns países desenvolvidos, que queriam algo menos rígido.

    Segundo a secretária-executiva Yasmine Fouad, há motivos para otimismo nesta nova rodada de negociações. Segundo ela, desde 2013, o número de países com planos nacionais de seca passou de apenas alguns para mais de 70.

    “Embora continuem avançando as discussões sobre a governança da seca, a COP17 coloca ênfase especial na implementação. Espera-se que a conferência fortaleça as ferramentas práticas, os mecanismos de financiamento e as parcerias necessárias para transformar planos de combate à seca em ações concretas”, diz Fouad.

     


     Caatinga, principal bioma brasileiro ameaçado pela desertificação. Crédito: ASA / Divulgação.
     Caatinga, principal bioma brasileiro ameaçado pela desertificação. Crédito: ASA / Divulgação.
    Caatinga, principal bioma brasileiro ameaçado pela desertificação no Brasil. Crédito: ASA / Divulgação.

    Financiamento

    A diretora-gerente do Mecanismo Global da UNCCD, Louise Baker, aponta o financiamento como um dos principais desafios da conferência. Segundo ela, seriam necessários cerca de US$ 1 bilhão por dia até 2030 para alcançar os objetivos da Convenção de proteção da terra.

    “O investimento atual fica muito aquém desse patamar. O financiamento público desempenha um papel essencial na redução de riscos e na viabilização de fluxos muito maiores de investimento privado. É por isso que o financiamento é um foco central na COP17”, disse Baker.

    Para a executiva, uma das estratégias para ampliar os recursos é aproximar o setor privado da agenda de combate à degradação da terra. Segundo ela, empresas dos setores de alimentos e bebidas, moda, farmacêutico e cosméticos dependem diretamente de matérias-primas produzidas em áreas saudáveis e, por isso, passam a ter interesse econômico na conservação e restauração.

    “Cada dólar investido na restauração de terras pode gerar entre sete e 30 dólares em benefícios econômicos, tornando-a um dos investimentos de maior retorno disponíveis”, afirma.

    “As discussões explorarão como o financiamento misto, as garantias e outros instrumentos podem reduzir os riscos de investimento, juntamente com abordagens comuns de valoração da natureza que podem ajudar governos, bancos de desenvolvimento e investidores privados a canalizar mais capital para a restauração de terras e a resiliência à seca”, complementa.

     


    Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17. Rio seco no Semiárido Nordestino. Crédito: ASA / Divulgação
    Da Amazônia à Europa, seca avança e movimenta debates na COP17. Rio seco no Semiárido Nordestino. Crédito: ASA / Divulgação
    Rio seco no Semiárido Nordestino. Crédito: ASA / Divulgação

    Neutralidade da Degradação da Terra

    Mais de 130 países já adotaram metas voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN, na sigla em inglês), que buscam equilibrar a degradação e a restauração do solo, para que a quantidade de terras saudáveis e produtivas se mantenha estável ou aumente. A estratégia segue uma hierarquia: evitar, reduzir e reverter a degradação.

    Segundo a secretária-executiva Yasmine Fouad, as metas não podem ser vistas apenas como soluções para o meio ambiente, mas também como investimentos em economias resilientes, sistemas alimentares mais robustos e um futuro mais seguro para comunidades em todo o mundo.

    “Até 2050, a agricultura precisará produzir pelo menos 50% mais alimentos, mesmo enquanto o mundo continua perdendo cerca de 100 milhões de hectares de terras saudáveis ​​e produtivas a cada ano — uma área ligeiramente maior que o estado de Mato Grosso”, disse Fouad.

    “Visto que as terras agrícolas representam cerca de 60% das terras degradadas em nível global, melhorar a forma como são manejadas é fundamental para alcançar a Neutralidade da Degradação da Terra”, complementou.

     


    Alto Paraíso (GO) -  Queimadas em área de cerrado do município de Alto Paraíso . Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Alto Paraíso (GO) -  Queimadas em área de cerrado do município de Alto Paraíso . Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Queimadas em área de cerrado do município de Alto Paraíso . Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O governo brasileiro deve apresentar à comunidade internacional seu primeiro conjunto de metas da LDN.

    Segundo o diretor do Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (DCDE) no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Alexandre Pires, um levantamento realizado em parceria entre órgãos do governo e instituições de pesquisa identificou cerca de 55 milhões de hectares de terras em processo de degradação em 2020.

    “O Brasil tem uma contribuição muito grande em iniciativas para evitar, reduzir ou reverter a degradação. Entre elas, estão políticas de conservação de unidades de conservação, de garantia de direitos territoriais de povos indígenas e comunidades tradicionais”, diz o diretor. “Vamos apontar várias outras iniciativas que estão vinculadas ao conceito de restauração, para que possamos contribuir globalmente com as metas”.

    Participação

    Além das negociações multilaterais, a programação oficial prevê debates sobre restauração de áreas de pastagens, segurança hídrica, sistemas alimentares, saúde dos solos e resiliência à seca, além de fóruns voltados a povos indígenas, comunidades locais, juventude, setor privado e pastoralistas.

    Durante a COP16, em 2024, foi aprovada uma proposta brasileira para a criação do “Caucus Indígena e de Comunidades Tradicionais”. Caucus são espaços oficiais de articulação política e troca de experiências dentro da convenção. Na Mongólia, portanto, será a primeira vez que os indígenas terão esse lugar de destaque na agenda oficial.

    O diretor Alexandre Pires vê isso como um dos grandes avanços do evento.

    “São os povos indígenas e comunidades tradicionais que estão nos territórios semiáridos sendo afetados pela degradação da terra, pela desertificação e pelas secas. Eles precisam ter voz dentro da Convenção”, diz Pires.

    Cobertura na Mongólia

    A partir desta semana, a Agência Brasil acompanha a COP17 da Desertificação diretamente da Mongólia. A viagem é uma parceria com a UNCCD, que selecionou seis repórteres de diferentes continentes com uma bolsa de jornalismo para cobrir o evento.

     


    Paisagem campestre na Mongólia, sede da COP17 da Desertificação. Crédito: Divulgação UNCCD
    Paisagem campestre na Mongólia, sede da COP17 da Desertificação. Crédito: Divulgação UNCCD
    Paisagem campestre na Mongólia, sede da COP17 da Desertificação. Crédito: Divulgação UNCCD

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Visitantes abrem vantagem na briga por acesso ao Brasileirão Feminino

    Visitantes abrem vantagem na briga por acesso ao Brasileirão Feminino

    Três das quatro melhores campanhas da primeira fase da Série A2 (segunda divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol deram um passo importante na luta pelo acesso. Vasco, Minas Brasília e Atlético-PI venceram os jogos de ida dos respectivos confrontos pelas quartas de final, mesmo fora de casa – somente o Itabirito não abriu vantagem como visitante.

    Os clubes que se classificarem garantem lugar na elite da modalidade em 2027. Os jogos das semifinais e da decisão do Brasileirão A2 terão transmissão ao vivo da TV Brasil.

    Vascaínas na boa

    De olho no retorno à Série A1 (primeira divisão) após 11 anos, o Vasco foi ao Joaquinzão, em Taubaté (SP), e bateu as donas da casa por 2 a 0 nesse domingo (16). A atacante Nayara e a meia Tefah balançaram as redes.

    O Cruzmaltino, que fez a melhor campanha da primeira fase, avança às semifinais e garante o acesso mesmo se perder por até um gol de diferença na partida de volta. As equipes se reencontram no sábado (22), às 18h (horário de Brasília), em São Januário, no Rio de Janeiro.

    Confronto aberto

    Também nesse domingo, Sport e Itabirito não saíram do zero na Ilha do Retiro, no Recife. As pernambucanas, que se classificaram na quinta posição, tentam voltar à elite depois da queda no ano passado.

    As mineiras miram o segundo acesso seguido. Em 2025, elas disputaram a Série A3 (terceira divisão). Por terem avançado de fase na segunda colocação, as Gatas do Mato serão as anfitriãs do jogo de volta no próximo domingo (23), às 16h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG).

    Triunfo piauiense

    Outra equipe a vir do Brasileirão A3, o Atlético-PI se classificou com a quarta melhor campanha. No último sábado (15), as piauienses, atuais campeãs da terceira divisão, venceram o 3B – rebaixado no Brasileirão de 2025 – por 2 a 0 na Arena da Amazônia, em Manaus.

    A meia Dani e a atacante Eduarda Balbino marcaram para o time auriverde, que é dirigido pela ex-zagueira Renata Costa, vice-campeã mundial pela seleção brasileira em 2007. As atleticanas sobem mesmo em caso de derrota por um gol no próximo domingo, às 16h, no Estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina.

    Minas em vantagem

    O Minas Brasília, dono da terceira melhor campanha da primeira fase, foi outro a se dar bem fora de casa. No sábado, as visitantes superaram o Ação-MT, sexto colocado, por 1 a 0 no Estádio Dito Souza, em Várzea Grande (MT).

    A lateral Rhayssa fez o gol das brasilienses, que buscam o retorno à elite após cinco anos ausentes. O Minas tem a vantagem do empate no reencontro de sábado, às 16h, no Bezerrão, no Gama (DF).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rodada ajuda e Flamengo volta a depender apenas de si no Brasileirão

    Rodada ajuda e Flamengo volta a depender apenas de si no Brasileirão

    A goleada por 5 a 1 sobre o Mirassol, fora de casa, na noite desse domingo (16), já bastaria para o torcedor do Flamengo acordar satisfeito nesta segunda-feira (17). Mas a 23ª rodada do Campeonato Brasileiro como um todo foi motivo de comemoração para os rubro-negros. Afinal, a equipe voltou a depender apenas de si para ser campeã.

    A vitória no Maião, em Mirassol (SP), levou os cariocas a 45 pontos, apenas três pontos atrás do líder Palmeiras e com um jogo a menos. O time de Leonardo Jardim ainda teve uma “ajuda” do rival Fluminense, que bateu os alviverdes no último sábado (15) por 3 a 2, no Maracanã, de virada.

    Com o revés no Rio de Janeiro, o Palmeiras viu o Flamengo encurtar a diferença que, antes da pausa da Copa do Mundo, era de sete pontos. As equipes terão confronto direto somente na 36ª e antepenúltima rodada, na terceira semana de novembro. O mando será do time de Abel Ferreira, no Nubank Parque, em São Paulo.

    Na quarta-feira (19), os rivais, em cenários bem distintos, decidem o futuro nas oitavas de final da Libertadores, principal objetivo de ambos na temporada. Às 19h (horário de Brasília), o Palmeiras visita o Cerro Porteño no La Nueva Olla, em Assunção (Paraguai), uma semana após os times empatarem por 1 a 1 em São Paulo.

    Mais tarde, às 21h30, o Flamengo recebe o Cruzeiro no Maracanã, depois de as equipes também ficarem no 1 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte. A Rádio Nacional transmite a partida ao vivo.

    Festa carioca no interior

    O triunfo rubro-negro no Maião começou a ser construído no primeiro tempo, com o meia Jorge Carrascal abrindo o placar. Os cariocas deslancharam na etapa final. Os atacantes Luiz Araújo, Samuel Lino e Pedro (duas vezes) marcaram e transformaram o resultado em goleada. O zagueiro João Victor descontou para o Mirassol.

    O Leão Caipira, que esboçava uma reação no pós-Copa, sofreu a segunda derrota seguida pela competição e o maior revés em casa desde 2017. Os paulistas ainda aparecem na 16ª colocação, mas estarão de volta à zona de rebaixamento – que engloba as quatro piores campanhas (o Z-4) – ao final da rodada.

    Isso porque Internacional (17º) e Remo (18º) se enfrentam nesta segunda, às 20h, no Beira-Rio, em Porto Alegre. O Colorado soma os mesmos 23 pontos do Mirassol, mas fica atrás por ter uma vitória a menos. O Leão Azul tem 22 pontos.

    Quem vencer, ultrapassa os paulistas na tabela e os envia ao Z-4. Em caso de empate, o Inter vai a 24 pontos e também manda o Leão Paulista para a zona de rebaixamento.

    Vitória e Cruzeiro vencem

    Outro rubro-negro a se dar bem na 23ª rodada foi o Vitória. Também no domingo, o Leão bateu o Botafogo por 1 a 0 no Barradão, em Salvador, graças a um gol de pênalti do meia Matheuzinho.

    Sob pressão após novo revés e ainda sob efeito da goleada por 6 a 1 sofrida para o Cienciano, na altitude de Cusco (Peru), pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, o Glorioso permaneceu com 30 pontos e caiu duas posições, aparecendo em 11º. Os baianos, com um ponto a menos, subiram um degrau e estão logo atrás, em 12º.

    A noite de domingo, definitivamente, não foi boa para os alvinegros. O Corinthians foi superado pelo Cruzeiro, na Neo Química Arena, em São Paulo, por 2 a 1. O Timão, em nono com 32 pontos, perdeu a chance de se aproximar da zona de classificação à Libertadores de 2027, que reúne os cinco primeiros colocados (o G-5). Em contrapartida, a própria Raposa assumiu o quinto lugar, com 36 pontos.

    Mesmo poupando titulares de olho na decisão de quarta contra o Flamengo, o time mineiro saiu na frente com Bruno Rodrigues. O zagueiro Gustavo Henrique empatou, mas o também atacante Wanderson garantiu o triunfo celeste.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Candidatos iniciam campanha presidencial em redutos eleitorais

    Candidatos iniciam campanha presidencial em redutos eleitorais

     

    Os candidatos à presidência da República iniciaram neste domingo (16) a campanha nas ruas do país, que está liberada

     a partir de hoje pelo calendário da Justiça Eleitoral.

     

    De acordo com a

     Lei das Eleições

     e resoluções do

     Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os atos estão permitidos até 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno. Os comícios estão autorizados entre as 8h e a meia-noite, até 1° de outubro.

     

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou oficialmente sua busca do quarto mandato em comício no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo.

    “A partir de hoje, só vamos dormir direito em 5 de outubro. Cada militante nosso tem de andar com a comparação do que nós fizemos e do que os outros fizeram”, discursou a um estádio cheio, conclamando a participação ativa da militância na campanha.

    O local foi escolhido justamente pela relação com sua história política. Palco das assembleias de operários das metalúrgicas do ABC, teve greves importantes para pressionar uma ditadura militar que já dava sinais de cansaço, em 1979.

     

     


    São Paulo - 16/08/2026 - São Bernardo do Campo (SP)-16/08/2026 . Primeiro ato de campanha do presidente Lula, no estádio 1º de Maio.
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo - 16/08/2026 - São Bernardo do Campo (SP)-16/08/2026 . Primeiro ato de campanha do presidente Lula, no estádio 1º de Maio.
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    Primeiro ato de campanha do presidente Lula, no estádio 1º de Maio. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

    O evento adiantou as linhas gerais de campanha, com destaque para a defesa da soberania, pautas sociais e as questões em disputa com os partidos de direita, como o papel da mulher e as diferenças de abordagem em relação à segurança pública.

    Em sua sétima candidatura à presidência, Lula disse que “enquanto for vivo não vai permitir que uma direita responsável pela morte de crianças sem remédio e pela morte de 400 mil pessoas sem vacina volte”.

    O comício emprestou palanque para outros estados, com participação de políticos do partido de todas as regiões. Coube a Benedita da Silva, que concorre ao Senado no Rio de Janeiro, representar os candidatos ao legislativo.

    Em relação à segurança pública, defendeu propostas em andamento, como o ministério de segurança pública e a possibilidade de aprovação da lei de combate ao crime organizado, dando destaque à importância de buscar os grandes beneficiários do crime.

     

    Flávio Bolsonaro (PL)

    Flávio Bolsonaro começou a campanha pela Presidência da República na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O local recebeu uma série de manifestações bolsonaristas nos últimos anos, incluindo aquelas contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.

    Flávio subiu ao carro de som por volta das 11h30, usando uma camiseta com os dizeres “Meu Partido é o Brasil”, nas cores da bandeira nacional. Ele estava acompanhado do candidato a vice, Alfredo Gaspar, da mãe, Rogéria, também candidata, e da esposa, Fernanda.

     

     


    Rio de Janeiro (RJ), 16/08/2026 – Lançamento da campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República, com vice Alfredo Gaspar, em comício do Partido Liberal (PL) na praia de Copacabana.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 16/08/2026 – Lançamento da campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República, com vice Alfredo Gaspar, em comício do Partido Liberal (PL) na praia de Copacabana.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Lançamento da campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República, com vice Alfredo Gaspar, em comício do Partido Liberal (PL) na praia de Copacabana. Foto:

     Fernando Frazão/Agência Brasil

    Flávio tocou áudios do pai refletindo sobre a família, depois do atentado que sofreu, e prometeu levar à frente o legado do presidente que governou o país entre 2019 e 2022.

    “Sei que pareço com ele [Jair, pela semelhança física]. Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”, disse Flavio, no início do discurso, para um público de milhares de pessoas, na praia.

     

    O candidato defendeu o pai e afirmou que Jair foi preso injustamente. Prometeu, se eleito, indicar os novos quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre “homens e mulheres”. Atualmente, a Corte conta com apenas uma mulher, a ministra Cármen Lúcia.

     

    A pauta da segurança pública

     esteve entre os principais tópicos do discurso. Flávio prometeu classificar milícias e organizações do tráficos de drogas como “terroristas”, reduzir a idade penal, enfrentar roubos e furtos, além de diminuir os

     altos índices de feminicídio no país.

     

    No tema economia, ele criticou a alta taxa de juros no país, com a Selic a 14% ao ano, e prometeu aliviar a inflação para a classe média. Propôs um “tesouraço”, nos primeiros dias, além de cortes de gastos e de cargos.

    Ronaldo Caiado (PSD)

    O candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) escolheu começar a campanha em Goiás, estado que governou de 2019 a março deste ano e onde, segundo pesquisas eleitorais, lidera as intenções de votos.

    Acompanhado por apoiadores, o candidato percorreu municípios goianos do entorno do Distrito Federal. Ele passou por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental, encerrando o ato em Luziânia.

    Caiado, que diz estar disputando o pleito deste ano “para tirar o PT do poder”, assegurou que, caso não passe para o segundo turno, não apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição. A manifestação é contrária à declaração do presidente do PSD e vice de Caiado, Gilberto Kassab, que disse no sábado que os partidos do chamado Centrão “estão com Lula”.

    O ex-governador de Goiás disse ser o único político com mandato no Brasil que nunca apoiou Lula e acrescentou que, no primeiro turno, a população vai escolher o candidato de oposição que vai enfrentar o atual presidente no segundo turno.

    “Não adianta lançar um candidato [de oposição] que, ao chegar lá, vai ter que ficar explicando seus problemas. Este não ganha a eleição”, comentou o goiano ao responder a perguntas de jornalistas sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que supera Caiado nacionalmente nas pesquisas de intenção de votos.

     


    Brasília - 14/08/2026 - Candidato Ronaldo Caiado (PSD). Foto: PSD
    Brasília - 14/08/2026 - Candidato Ronaldo Caiado (PSD). Foto: PSD
    Candidato a presidente da República Ronaldo Caiado (PSD). Foto: PSD

    Caiado garantiu que, durante sua gestão à frente do governo de Goiás, entregou melhorias na segurança pública, na educação e na saúde. E destacou a importância dos eleitores analisarem as propostas dos candidatos para promover a responsabilidade orçamentária e o equilíbrio fiscal.

    Romeu Zema (Novo)

    Romeu Zema, candidato à presidência pelo Partido Novo, foi a Montes Claros, Norte de Minas Gerais, para iniciar a campanha à presidência da República neste domingo.

     

    Ele participou de uma missa na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José. Depois, esteve em um almoço com candidatos de seu partido a cargos de deputado federal.

     

    Em discurso na cidade, o ex-governador de Minas criticou o governo Lula e

     disse que acredita que estará no segundo turno das eleições. Zema defendeu propostas sobre segurança pública e combate à corrupção.

    “O que eu fiz aqui [em Montes Claros] eu vou fazer no Brasil. Sem roubalheira, sem corrupção e com gente competente”, discursou.

     


    Brasília - 24/05/2023 - O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante entrevista coletiva, após reunião com o ministro da Fazenda Fernando Haddad, para tratar sobre o regime de recuperação fiscal. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
    Brasília - 24/05/2023 - O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante entrevista coletiva, após reunião com o ministro da Fazenda Fernando Haddad, para tratar sobre o regime de recuperação fiscal. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
    O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante entrevista coletiva. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

    Renan Santos (Missão)

    O primeiro ato de campanha de Renan Santos, candidato pelo Missão, aconteceu no Largo São Francisco, no centro de São Paulo.

     

    O evento teve a participação do deputado federal Kim Kataguiri, do ex-deputado estadual Arthur do Val, Amanda Vettorazzo, entre outros apoiadores.

     

    Santos criticou o assistencialismo, falou sobre empreendedorismo, segurança pública e outros temas de sua campanha.

    “Nós estamos aqui para colocar o nosso nome na história como a geração que alterou o destino de uma das maiores nações do mundo”, disse ao público presente.

     


    Missão oficializa Renan Santos como 1º candidato à Presidência da República deste ano no país. Foto: Bartholomeu Ferreira da Cruz/ CNM
    Missão oficializa Renan Santos como 1º candidato à Presidência da República deste ano no país. Foto: Bartholomeu Ferreira da Cruz/ CNM
    Renan Santos na oficialização de sua candidatura à Presidência da República

      Foto: Bartholomeu Ferreira da Cruz/ CNM

    Augusto Cury (Avante)

    Augusto Cury, do Avante, também iniciou sua campanha à presidência neste domingo.

     

    Ele esteve em Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG) e defendeu seu plano de governo, citando

     projetos que pretende implementar na área da Saúde. O candidato prometeu

     que seu mandato vai “escutar as pessoas”.

     

    Em conversa com a imprensa e com o público presente, Cury descreveu

     sobre como encara a política no Brasil hoje:

    “Nós não estamos em dois barcos, direita e esquerda, esquerda e direita. Estamos num barco só chamado família brasileira. Quem dirige esse barco tem de dirigir com responsabilidade”.


    São Paulo- 04/08/2026 - O presidenciável Augusto Cury — Foto: Divulgação/Avante
    São Paulo- 04/08/2026 - O presidenciável Augusto Cury — Foto: Divulgação/Avante
    O presidenciável Augusto Cury — Foto: Divulgação/Avante

    Hertz Dias (PSTU)

    Professor da rede pública e ativista do movimento negro, o candidato do PSTU, Hertz Dias, caminhou com correligionários e apoiadores pela Avenida Paulista, em São Paulo, e por ruas de São José dos Campos, no interior paulista.

    O socialista apresentou aos eleitores com quem conversou uma de suas principais propostas de governo: a reestatização das empresas estratégicas do país.

     

    “O Brasil produz riquezas imensas. O problema é que essa riqueza está nas mãos de uma minoria de banqueiros, [empresas] multinacionais e grandes empresários”, disse o maranhense.

    Dias defendeu que sua campanha está ao lado dos trabalhadores, que são quem produz toda a riqueza do país e se propôs a construir uma alternativa à concentração de riqueza, que impõe sacrifícios para a maioria.

     


    Brasília - 14/08/2026 - Candidato Hertz Dias (PSTU), . Foto:Matheus Soares/PSTU
    Brasília - 14/08/2026 - Candidato Hertz Dias (PSTU), . Foto:Matheus Soares/PSTU
    Candidato Hertz Dias (PSTU), . Foto:

     Matheus Soares/PSTU

    Outros candidatos

    Em São Paulo, Samara Martins, da Uidade Popular (UP), fez

     um evento de lançamento de campanha com militantes do partido.

    Edmilson Costa, do PCB, participa de uma live em seu canal no YouTube nesta noite de domingo.

    Não divulgaram agenda para este domingo os candidatos: Clariana Barão, do DC; Rui Costa Pimenta, do PCO; Wilson Grassi, do Democrata; e Pablo Marçal, do PRTB.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: “Retrocesso”

    Tifanny se pronuncia após regra que veta trans no vôlei: “Retrocesso”

    A oposta Tifanny, que defende a equipe do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se, pela primeira vez, sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que restringe a participação nas competições entre mulheres a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer.

    A jogadora, de 41 anos, a primeira transgênero a atuar na Superliga, considerou um “enorme retrocesso” e afirmou que não desistirá de seguir jogando.

    “A CBV está tirando tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que eu venho exercendo todos esses anos. Mas isso não afeta só a mim. Afeta o meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim e o direito de todas as pessoas trans. É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e pela inclusão. Voltamos para a forma vexatória como se testavam as atletas nos anos 60 e 70”, disse Tifanny, em pronunciamento compartilhado pela assessoria de imprensa do Osasco.

    “Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão”, emendou a oposta, que atua no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, sendo a primeira trans a conquistar o principal torneio do país na modalidade.

    O pronunciamento foi feito após a estreia do Osasco no Campeonato Paulista da modalidade, na noite do último sábado (15), em casa, no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros.

    Apesar dos 19 pontos de Tifanny, muito festejada pela torcida osasquense, as visitantes levaram a melhor e venceram por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, após pouco mais de duas horas de partida.

    A participação da oposta no jogo, mesmo depois de a nova política da CBV ser anunciada, ocorreu após a Federação Paulista de Volleyball (FPV) informar que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. Segundo a entidade, “eventuais medidas” serão tomadas “para as próximas competições […] após análise e manifestação das áreas jurídica e de saúde”.

    O novo critério de elegibilidade foi anunciado pela CBV na última sexta-feira (14). Segundo a entidade, a meta é estar em conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). De acordo com a confederação, as atletas deverão atender a critérios estabelecidos pela nova política, que incluem a apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

    Antes, mulheres trans podiam atuar desde que os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de determinado limite. A nova determinação é válida já para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original