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  • Mineiro Romeu Zema concorrerá à Presidência pelo Novo

    Mineiro Romeu Zema concorrerá à Presidência pelo Novo

    Romeu Zema Neto é de Araxá, município do Triângulo Mineiro, e defenderá o partido Novo no pleito presidencial de 2026. Era até então governador de Minas Gerais, função da qual se afastou para participar da disputa. Ligado ao grupo empresarial criado por sua família, tornou-se conhecido pela experiência na administração de empresas e pela imagem de gestor.

    Tem 61 anos e desenvolveu sua carreira profissional no setor privado. Graduado em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), passou a defender na política propostas relacionadas ao equilíbrio das contas públicas, à redução da burocracia e à ampliação da participação do setor privado na economia. 

    Sua atuação é frequentemente associada ao liberalismo econômico e ao campo centro-direita. Compõe a chapa junto com o vice Eduardo Girão, também do Novo. A estreia em eleições ocorreu em 2018, quando ingressou na legenda e disputou o primeiro cargo eletivo. 

    Naquele ano, foi eleito governador de Minas Gerais após campanha marcada pela proposta de renovação política e pela defesa de uma gestão inspirada em práticas do setor empresarial. Reeleito em 2022 ainda no primeiro turno, ampliou sua visibilidade no cenário nacional ao longo dos dois mandatos à frente do governo mineiro. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Terremoto: Brasil doará 10 toneladas de arroz à Colômbia

    Terremoto: Brasil doará 10 toneladas de arroz à Colômbia

    O Brasil vai doar até 10 toneladas de arroz à Colômbia, depois de o país ser atingido por terremoto de magnitude 7,4 na escala Richter em 10 de agosto. Os grãos fazem parte do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

    De acordo com a autorização publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (18), os alimentos serão destinados ao país vizinho como parte de uma ação de assistência humanitária internacional.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ficará responsável por operacionalizar o repasse. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) coordenarão a iniciativa.

    PAA

    O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma política pública voltada à compra de produtos da agricultura familiar para abastecimento de instituições e ações de segurança alimentar.

    A autorização excepcional permite que alimentos adquiridos pelo programa sejam destinados à cooperação humanitária internacional.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Defensor do impeachment em 2016, Renan Santos é candidato do Missão

    Defensor do impeachment em 2016, Renan Santos é candidato do Missão

    Pela primeira vem em um pleito eleitoral, o partido Missão tem como candidato à Presidência da República o empresário Renan Antônio Ferreira dos Santos, de 42 anos. A sigla, criada por ele, deriva do Movimento Brasil Livre, um dos principais defensores do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff em 2016, em protestos pelo país.

    Renan Santos nasceu na cidade de São Paulo é é o atual e primeiro presidente do Missão, aprovado pelo TSE em novembro de 2025. O partido se define como de direita “altamente pragmático” e tem no Livro Amarelo sua base intelectual, defende o liberalismo econômico e o incentivo ao empreendedorismo. Tem como vice Coronel Medina, também do partido Missão.

    Filho de advogado, o empresário chegou a cursar direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não finalizou a graduação. Trabalhou com o pai na recuperação de empresas em situação de falência ou em dificuldade financeira. Além da atuação política, ele é vocalista e guitarrista de uma banda de rock.

    Entre 2010 e 2015, Renan Santos foi filiado ao PSDB. Em 2018, coordenou a campanha de Kim Kataguiri (Missão-SP) para a Câmara dos Deputados e de Arthur do Val pelo Democratas para a Assembleia Legislativa de São Paulo. Ambos foram eleitos. Em 2022, Arthur do Val teve o mandato cassado e foi considerado inelegível por oito anos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Área urbanizada no Brasil cresceu 12,3% de 2019 a 2022, mostra IBGE

    Área urbanizada no Brasil cresceu 12,3% de 2019 a 2022, mostra IBGE

    A área urbana no Brasil cresceu 12,27% no período de 2019 a 2022. Nesse intervalo, o país ganhou 5.954,99 quilômetros quadrados (km²) de malha urbanizada, isto é, uma área praticamente do tamanho do Distrito Federal (5.760 km²).

    Os dados de 2022 são os mais recentes disponíveis e revelam que o país tinha 53.925 quilômetros quadrados de área urbanizada, o que representa apenas 0,6% de todo o território brasileiro. É como se toda a área urbanizada do país ocupasse o tamanho da Paraíba (56,5 km²).

    Os dados fazem parte do levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil, divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O instituto chegou às informações com base em interpretação de imagens de satélite. Por questões de metodologia, a única comparação possível é com os dados de 2019.

    A analista da pesquisa, Andressa Rosas de Menezes, ressalta que o estudo não apresenta dados sobre número de população nas áreas mapeadas nem crescimento vertical das áreas.

    “A gente olha telhados, a gente vê de cima. Então essa pesquisa não traz nenhuma informação de verticalização”, diz.

    Áreas densas e vazios

    Veja como o IBGE detalha a extensão urbana do país:

    • Áreas urbanizadas (identificadas pela presença de moradias, comércio e indústrias): 48,8 mil km²
    • Outros equipamentos urbanos (estruturas não residenciais como aeroportos, portos, cemitérios, estação de tratamento de água e usinas fotovoltaicas): 1,6 mil km²
    • Vazios intraurbanos (áreas não edificadas dentro do tecido urbano, como parques e lagoas): 503 km²
    • Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas sem edificações suficientes para serem consideradas urbanizadas, representando vetores de expansão): 2,9 mil km²

    Outra classificação feita pelo instituto é relacionada à densidade das áreas urbanizadas:

    • Densa (forte concentração de edificações e pouca arborização ou espaços vazios): 70,66% do total
    • Pouco densa (construções mais espaçadas, comuns em periferias ou vetores de expansão): 23,88%
    • Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas ainda sem construções significativas): 5,46%

    A analista da pesquisa aponta que os objetivos do estudo são mapear e medir as formas urbanas e a sua distribuição em todo o território nacional, de forma a acompanhar a evolução do fenômeno urbano.

    “Isso possibilita retratar e projetar a distribuição da urbanização, fornecendo dados essenciais para o planejamento urbano para a implementação de políticas públicas e impactando análise de questões como mobilidade, habitação e sustentabilidade”, destaca.

    Concentração da urbanização

    O levantamento identificou a concentração da ocupação urbana em municípios costeiros. Essas cidades ocupam 5,02% do território do país, mas representam 19,5% de toda a área urbanizada.

    No outro extremo, a Amazônia Legal (abrange os estados de Rondônia, do Acre, Amazonas, de Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, de Mato Grosso e a maior parte do Maranhão) ocupa 59,11% da área do país, mas apenas 14,27% da extensão urbanizada.

    “Podemos notar uma forte concentração da urbanização no litoral brasileiro”, assinala Andressa Rosas. 
     


    Brasília (DF), 17/08/2026 - mapa ilustrativo do IBGE para a matéria
    Brasília (DF), 17/08/2026 - mapa ilustrativo do IBGE para a matéria
    As áreas com mais pontos vermelhos no mapa indicam as superfícies mais urbanizadas do país – Mapa IBGE

    Ela completa a análise destacando que, na faixa de fronteira e no interior do país, a ocupação é “mais rarefeita”. Ela acrescenta que a urbanização acompanha os principais eixos rodoviários do país.

    O IBGE revelou também que metade da área urbanizada (50,35%) está em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

    Apesar de não constar na lista das maiores áreas, o Distrito Federal figura como unidade da Federação com maior proporção de área urbanizada: 11,5% de seu território. De acordo com a analista, isso acontece por causa da “extensão diminuta do território e pelo planejamento coordenado para a urbanização e integração do interior brasileiro”. Na outra ponta, Amazonas tem apenas 0,05% de superfície urbanizada.

    Cidades com mais áreas urbanas

    Ao classificar as cidades pelo tamanho de área urbana, a pesquisa mostra que, das dez maiores extensões, apenas a última, Campinas, no interior paulista, não é capital.
     

    Cidades com maiores superfícies urbanizadas Área
    1. São Paulo 922,41 km²
    2. Brasília 662,54 km²
    3. Rio de Janeiro 644,36 km²
    4. Curitiba  338,41 km²
    5. Goiânia 312,71 km²
    6. Manaus 287,18 km²
    7. Belo Horizonte 279,09 km²
    8. Fortaleza 254,91 km²
    9. Campo Grande 254,29 km²
    10. Campinas (SP) 253,56 km²

    O instituto calculou também quais cidades têm maior proporção de área urbanizada. Em todo o país, 20 municípios têm mais de 60% do território ocupado pela urbanização, sendo 11 no estado de São Paulo:
     

    Cidades com maiores proporções de superfícies urbanizadas Área urbanizada
    1. São Caetano do Sul (SP) 100%
    2. São João de Meriti (RJ) 99,99%
    3. Olinda (PE) 96,36%
    4. Carapicuíba (SP) 94,29%
    5. Osasco (SP) 93,38%
    6. Taboão da Serra (SP) 91,44%
    7. Diadema (SP) 89,63%
    8. Belo Horizonte 84,23%
    9. Jandira (SP) 82,61%
    10. Poá (SP) 82,51%
    11. Fortaleza 81,61%
    12. Belford Roxo (RJ) 79,66%
    13. Curitiba 77,81%
    14. Mauá (SP) 69,99%
    15. Barueri (SP) 66,30%
    16. Recife 66,02%
    17. Hortolândia (SP) 62,44%
    18. Ferraz de Vasconcelos (SP) 61,28%
    19. São Paulo 60,64%
    20. Natal 60,34%

    Para Andressa Rosas, as áreas urbanizadas do Brasil apresentam dinâmicas heterogêneas que demandam “respostas integradas por meio do monitoramento geoespacial, além de indicadores socioambientais, no sentido de orientar políticas públicas de ordenamento territorial”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PRTB traz Pablo Marçal para disputar a Presidência

    PRTB traz Pablo Marçal para disputar a Presidência

    Candidato pelo Partido Renovador Trabalhista Nacional (PRTB), Pablo Henrique Marçal, 39 anos, é natural de Goiânia, Goiás. Tem formação em direito pela Universidade Paulista (Unip), é coach e influenciador digital. Tem como vice na chapa Leonardo Avalanche, da mesma legenda.

    Marçal ficou conhecido por promover cursos de desenvolvimento pessoal nas redes sociais. Em janeiro 2022, liderou a expedição motivacional de 32 pessoas que ficaram presas no Pico dos Marins, em São Paulo. O corpo de bombeiros precisou resgatar os participantes.

    Já foi pré-candidato à Presidência da República em 2022 e candidato à deputado federal por São Paulo na mesma eleição. Em 2024 concorreu à prefeitura de São Paulo, e foi condenado a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político, econômico, e uso indevido de meios de comunicação. Uma liminar viabilizou a atual candidatura.

    O PRTB é um partido fundado em 1994 e registrado em 1997 declarado de extrema-direita. Defende o trabalho participativo, no qual o capital interage com o trabalhador sem explorá-lo. Defende a liberdade econômica, mas é conservador no aspecto social.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasileira defende mais influência dos jovens nas decisões da COP17

    Brasileira defende mais influência dos jovens nas decisões da COP17

    A participação de jovens nas conferências internacionais sobre meio ambiente avançou nos últimos anos, mas ainda há um desafio: fazer com que eles sejam efetivamente integrados aos espaços de decisão. A avaliação é da advogada cearense Beatriz Azevedo, de 33 anos, uma das dez jovens reconhecidas em 2024 como Land Heroes (heróis da terra, em inglês) pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

    O título de Land Hero reconhece jovens e organizações de juventude que desenvolvem ações de enfrentamento à desertificação, à degradação da terra e à seca. A seleção busca dar visibilidade a agentes de mudança e aproximá-los dos processos da convenção.

    Para Beatriz, existe uma expectativa de que os jovens sejam parte da solução para a crise ambiental e climática, mas não são oferecidos estrutura, financiamento e oportunidades profissionais proporcionais a essa cobrança.

    Em entrevista à Agência Brasil, a advogada também fala sobre os desafios para transformar representatividade em influência política. Ela discute ainda o financiamento de iniciativas de restauração e as expectativas para a COP17 de Combate à Desertificação.

    A conferência começou na última segunda (17) e segue até 28 de agosto, em Ulaanbaatar, na Mongólia, sob o tema “Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança”.

    Participam representantes de 197 países, além de cientistas, empresas, organizações da sociedade civil, povos indígenas, pastores, agricultores familiares e jovens para discutir restauração de terras, seca, segurança alimentar, financiamento e resiliência.

    Beatriz também é presidente da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e fundadora da ABA Climate Solutions, uma empresa de consultoria especializada em financiamento climático.

    A expectativa da ambientalista é de que a COP17 represente mais uma oportunidade para ampliar a visibilidade sobre problemas que atingem diretamente o Nordeste brasileiro. Enquanto as negociações climáticas costumam concentrar a atenção sobre a Amazônia, Beatriz avalia que a conferência sobre desertificação permite colocar a Caatinga e o Semiárido no centro das discussões.

     


    Brasileira defende mais influência dos jovens nas decisões da COP17
Beatriz Azevedo é reconhecida pela ONU por trabalho contra desertificação. Foto; Arquivo pessoal
    Brasileira defende mais influência dos jovens nas decisões da COP17
Beatriz Azevedo é reconhecida pela ONU por trabalho contra desertificação. Foto; Arquivo pessoal
    Brasileira defende mais influência dos jovens nas decisões da COP17 Beatriz Azevedo é reconhecida pela ONU por trabalho contra desertificação. Foto: Arquivo pessoal

    Confira a entrevista de Beatriz Avezedo à Agência Brasil

    Agência Brasil: Como representante brasileira do Land Hero, de que maneira você conecta as agendas da UNCCD com a realidade do Nordeste, região historicamente afetada pela seca e desertificação?

    Beatriz Azevedo: Levamos a nossa realidade local para o espaço da ONU por conta dos acessos que nos são abertos. Estive em países como Arábia Saudita, China e Panamá, onde tive espaços de fala para compartilhar a realidade do Ceará e as soluções com as quais venho trabalhando. Já são 14 anos nessa trajetória, então cheguei a um ponto em que quero focar nas soluções, nas ecologias e projetos que funcionam.

    A convenção aborda muito a perspectiva de conter e compensar a degradação, tanto pela conservação quanto pela restauração. Hoje, minha empresa está em processo para entrar na coalizão Business4Land, coalizão de empresas que promovem negócios ligados à terra.

    Muitos jovens premiados atuam diretamente na ponta. Uma amiga tem um projeto de restauração com moringa na África. Outro colega atua com agricultores na Índia. A minha iniciativa atua no meio do processo: conectando financiadores às iniciativas. Eu foco no debate sobre financiamento e políticas públicas, além de acompanhar a implementação de políticas estaduais no Conselho Estadual do Meio Ambiente. O objetivo é sempre integrar o contexto local ao internacional.

    Agência Brasil: Você tem participado há anos de diferentes conferências da ONU. Como avalia a participação da juventude nos espaços de decisão?

    Beatriz Azevedo: A participação avançou bastante. Na primeira COP da Desertificação que fui, em 2013, não havia espaço para a juventude. Hoje, temos o Youth Forum, programas como o Land Heroes, o Ecopreneur (para empreendedores verdes) e o Youth Negotiators, que treina jovens negociadores. Em termos de participação e presença, demos um salto de qualidade.

    O desafio atual é como fazer com que as contribuições dos jovens sejam de fato incorporadas nas decisões finais que são tomadas pelos países. Para isso, os jovens precisam atuar diretamente com seus governos nacionais.

    O governo brasileiro historicamente se mostra muito aberto a esse diálogo com o Itamaraty e com os ministérios, o que é fundamental para fundamentar as posições do país.

    Agência Brasil: Por que é necessária uma participação específica da juventude nesses debates ambientais e quais são as principais demandas que ela apresenta?

    Beatriz Azevedo: Há um debate muito forte sobre justiça climática e representatividade das diferentes juventudes existentes. Os jovens se caracterizam por colocar a “mão na massa”, com muita energia, e por apresentar projetos de grande impacto direto na ponta.

    Por outro lado, a juventude é a geração que está sendo preparada para tomar decisões e liderar em um cenário de “novo normal”, marcado pela crise climática e por fenômenos mais severos, como o El Niño.

    Uma juventude consciente da ciência e dos processos de tomada de decisão está muito mais bem preparada. Além disso, esses espaços promovem a articulação em rede com o governo e a sociedade civil, fortalecendo a formação das lideranças.

    Agência Brasil: Quais são suas principais expectativas em relação às pautas que precisam avançar nesta COP da Desertificação?

    Beatriz Azevedo: Vejo que o governo brasileiro tem enfatizado a bioeconomia, a ideia de que a restauração da terra deve caminhar junto com benefícios socioeconômicos, como geração de emprego e renda.

    Na minha empresa, discutimos projetos nessa linha. Por exemplo, a cultura da macaúba para a produção do combustível sustentável de aviação (SAF) pode ser associada a projetos de restauração. Outra frente são os projetos de restauração financiados pelo mercado de carbono.

    Precisamos de decisões que promovam ações sustentáveis do ponto de vista econômico, ambiental e social. Não se pode exigir a conservação sem oferecer meios de subsistência para quem cuida do território.

    É claro que isso deve caminhar lado a lado com a demarcação de terras indígenas e a garantia de direitos. O caminho é viabilizar o financiamento justo para que chegue aos assentamentos rurais e comunidades locais, promovendo a repartição de benefícios.

    Agência Brasil: A COP da Desertificação costuma receber menos atenção do público do que as COPs do Clima e da Biodiversidade. Como você avalia essa diferença e a possibilidade de torná-la mais conhecida?

    Beatriz Azevedo: Ela é de fato menos conhecida. A do Clima vem em primeiro lugar, seguida pela de Biodiversidade e, por fim, a de Desertificação, até por ser um tema muito associado a regiões específicas, como o semiárido nordestino no Brasil.

    Porém, vejo isso como uma oportunidade. Enquanto na COP do Clima a atenção internacional sobre o Brasil se volta prioritariamente para a Amazônia, a COP de Desertificação dá visibilidade para a Caatinga e o Semiárido. É um espaço valioso para o Nordeste pautar suas demandas diretamente com o governo e outros países.

    Agência Brasil: Muitos jovens ativistas relatam uma sensação de sobrecarga e ansiedade. Como você vê esse cenário de pressão sobre os jovens por mais engajamento e resultados, enquanto precisam lidar com notícias frequentes sobre emergência climática, degradação ambiental e incertezas sobre o futuro da humanidade?

    Beatriz Azevedo: Essa reflexão é muito válida. Entre 2016 e 2021, eu me afastei do processo da ONU justamente por me sentir sobrecarregada ao participar das conferências, mas não ver as coisas mudarem no ritmo necessário. Decidi, então, focar no trabalho local.

    Existe uma narrativa forte de que “o jovem é a solução”, mas há pouca estrutura e financiamento dedicados a isso. O trabalho no terceiro setor muitas vezes é instável, apoia-se excessivamente no trabalho voluntário e oferece remunerações precárias. O ativismo abre portas e dá visibilidade, mas nem sempre se traduz em emprego e renda imediatos.

    Esse cenário impacta a saúde mental. Quando retornei para o espaço internacional, mudei meu foco para o financiamento, pois entendi que esse era o principal gargalo: como fazer os recursos chegarem a quem executa.

    Agência Brasil: Qual mensagem você deixaria para os jovens que desejam se engajar na pauta ambiental?

    Beatriz Azevedo: Gostaria de deixar uma mensagem de esperança e incentivo. Embora o tema pareça por vezes pesado, trabalhar com a agenda ambiental é uma oportunidade de atuar alinhado aos seus propósitos e gerar um impacto positivo na sociedade por meio de novas soluções, tecnologias e projetos. Vale a pena seguir esse caminho profissional e de vida.

    Cobertura na Mongólia

    A Agência Brasil acompanha a COP17 da Desertificação diretamente da Mongólia. A viagem é uma parceria com a UNCCD, que selecionou seis repórteres de diferentes continentes com uma bolsa de jornalismo para cobrir o evento.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Democracia e crescimento de organizações criminosas é tema de encontro

    Democracia e crescimento de organizações criminosas é tema de encontro

    O subprocurador-geral de Justiça de Atuação Especializada do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Cláudio Varela, defendeu o papel estratégico da população no auxílio aos órgãos responsáveis pelo combate às organizações criminosas.

    “Em 2009, quando coordenei o Gaeco [Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado], várias informações fornecidas pelos cidadãos, por meio do Disque-Denúncia, embasaram a CPI das Milícias e diversas investigações relacionadas a essa atividade criminosa. Para enfrentar a criminalidade precisamos nos unir e, cada vez mais, integrar dados”, afirmou.

    Varela participou de encontro entre o MPRJ e autoridades do sistema de Justiça e da área de segurança pública. Eles discutiram os desafios impostos à democracia pelo crescimento das organizações criminosas e a importância da colaboração da sociedade no combate à criminalidade. Também foi tema do encontro o papel das ouvidorias de órgãos públicos no recebimento de denúncias de crimes vinculados ao processo eleitoral, base do sistema democrático.

    O ouvidor do MPRJ, David Faria, ressaltou a importância do compartilhamento de informações para o fortalecimento do sistema democrático.

    “As ouvidorias são a porta de entrada das instituições, por onde chegam as demandas da sociedade. E se as demandas não chegarem aos órgãos responsáveis, o trabalho não será bem realizado, pois não irá atender aos anseios da população”, disse.

    Canais de atendimento

    Durante o período eleitoral, a Ouvidoria do MPRJ ampliou os canais de atendimento à população. Desde 8 de agosto, estão em funcionamento os plantões para as Eleições 2026, que seguem até 25 de outubro para o recebimento e acompanhamento de manifestações relacionadas ao processo eleitoral.

    A instituição também disponibilizou, no portal do MPRJ, uma página temática com informações e orientações sobre irregularidades que podem ser identificadas e denunciadas pelos cidadãos, como compra de votos, boca de urna, coação e transporte irregular de eleitores, violência política de gênero, caixa dois, propaganda eleitoral irregular, divulgação de fatos inverídicos e crimes contra a honra no contexto eleitoral.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Morre atriz Laura Cardoso aos 98 anos, em São Paulo

    Morre atriz Laura Cardoso aos 98 anos, em São Paulo

    A atriz Laura Cardoso morreu aos 98 anos em São Paulo. A informação foi confirmada nesta terça-feira (18) em seu perfil oficial na rede social Instagram.

    O velório começou às 8h e segue até as 14h na Funeral Home, localizada na Rua São Carlos do Pinhal, 376, bairro Bela Vista, na capital paulista.

    Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, Laura Cardoso faria 99 anos em setembro. Ao longo de sua carreira, interpretou mais de 60 personagens na televisão, incluindo dona Izaura, na novela Mulheres de Areia, Guiomar, em A Viagem, e Sinhana Coragem, em Irmãos Coragem. 

    As últimas aparições de Laura na televisão foram como dona Sinhá, em Sol Nascente, e como Caetana de Souza, em O Outro Lado do Paraíso, já aos 90 anos.

    Prêmios

    Com atuação no cinema, televisão e teatro Laura Cardoso recebeu vários prêmios por suas atuações. 

    Como atriz coadjuvante, levou o prêmio Grande Otelo em três ocasiões por sua atuação em Copacabana (2002), O Outro Lado da Rua (2005), De Onde Eu Te Vejo (2017).

    Recebeu o prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte, em cinco ocasiões. Na televisão, foi laureada como Melhor Atriz por Os Apóstolos de Judas (1977) e Irmãos Coragem (1995). No cinema, levou o prêmio de Melhor Atriz por Através da Janela (2001). Por fim, levou o APCA como Melhor Atriz em Teatro por Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1990) e Vereda da Salvação (1993).

    Pelo conjunto de sua obra, foi homenageada com o prêmio Guarani Honorário, em 2021, e o Troféu Oscarito, no Festival de Gramado, em 2023.

    Também foi laureada duas vezes com o Troféu Imprensa de Melhor Atriz por sua atuação em A Noite Eterna (1963) e Moulin Rouge, a Vida de Tolouse-Lautrec (1964)

    Homenagens

    Nas redes sociais, diversos nomes da dramaturgia brasileira lamentaram a morte de Laura e homenagearam a trajetória da atriz.

    “Laura era gigante, compulsiva e tinha um talento que não cabia em seu corpo pequeno”, escreveu o ator Miguel Falabella, ao postar uma foto ao lado da atriz.

    O ator Ary Fontoura se referiu à atriz como “amiga querida” e “companheira de tantas caminhadas”. “Essa luz, esse sorriso e esse brilho jamais serão esquecidas.”

    A atriz e cantora Zezé Motta postou uma foto de Laura e destacou que a arte brasileira se despede “de uma de suas maiores damas”. “Laura foi grande, foi inteira, foi eterna”.
     

    Texto ampliado às 8h40

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Grande parte do país tem temperaturas elevadas nesta terça-feira

    Grande parte do país tem temperaturas elevadas nesta terça-feira

    O tempo permanece hoje (18) predominantemente estável, com temperaturas elevadas e baixa umidade do ar na maior parte das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste. A previsão para esta terça-feira é que os termômetros cheguem a registrar 39°C em Cuiabá.

    Na Região Norte, há condições para pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Acre e oeste do Amazonas. No leste do Amapá, norte de Rondônia e no Pará pode ocorrer chuva isolada.

    O alerta laranja de perigo para baixa umidade do ar, que alcança quase todo o centro do país, inclui o leste de Rondônia, sudeste do Amazonas, centro-sul do Pará e  o Tocantins.

    Os termômetros devem registrar mínima de 21°C em Palmas e máxima de 38°C em Porto Velho.

    No Nordeste, o alerta de baixa umidade alcança o centro do Maranhão, centro-norte do Piauí, centro-sul do Ceará, região do Seridó, no Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba, de Pernambuco e região central da Bahia.

    No litoral norte da Bahia, em Sergipe, Alagoas e litoral sul de Pernambuco, a previsão é de pancadas de chuva. Já no nordeste da Bahia, oeste de Alagoas e centro-leste de Pernambuco há possibilidade de chuva isolada, assim como no noroeste do Maranhão, apenas pela tarde, e no leste da Paraíba e no litoral sul do Rio Grande do Norte, de noite.

    A amplitude térmica predomina no interior do Nordeste, com mínima de 20°C e máxima de 37°C em Teresina.

    No Centro-Oeste brasileiro, há dois avisos de baixa umidade relativa do ar. Um laranja de perigo, para todo o estado do Goiás, o Distrito Federal e áreas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e outro aviso amarelo de perigo potencial para o sudoeste de Mato Grosso, oeste e sul de Mato Grosso do Sul.

    A temperatura mínima prevista é de 15°C em Brasília e a máxima de 39°C em Cuiabá.

    Na Região Sudeste, o aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar alcança o oeste de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro e noroeste de São Paulo. Já o aviso amarelo de perigo potencial é para o centro-sul de Minas Gerais e grande parte do interior de São Paulo.

    Pela tarde, há possibilidade de chuva isolada no litoral sul de São Paulo. As nuvens continuam sobre o sul e leste de São Paulo, Rio de Janeiro e sudeste de Minas Gerais.

    Os termômetros devem marcar mínima de 13°C em Belo Horizonte e máxima de 31°C em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

    Chuva

    Na Região Sul, há aviso laranja de perigo para tempestades no sul do Rio Grande do Sul, principalmente em localidades mais próximas da divisa com o Uruguai, em municípios como Uruguaiana, Bagé, Pelotas e Rio Grande. Outro aviso amarelo de perigo potencial alerta para tempestades na região central do Rio Grande do Sul, em municípios como São Borja, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Camaquã e Mostardas.

    Há condições para pancadas de chuva e trovoadas no centro-sul do Rio Grande do Sul. O céu deve permanecer com muitas nuvens no norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no centro-sul do Paraná. Há condições para pancadas de chuva isoladas, nos períodos da tarde e noite, em Santa Catarina e no sudoeste do Paraná e de chuva isolada no centro-sul do Paraná.

    Os termômetros devem registrar mínima de 16°C e máxima de 27°C em Curitiba.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Justiça do Rio promove campanha pela paz em casa

    Justiça do Rio promove campanha pela paz em casa

    O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) promove, no mês em que são celebrados os 20 anos da Lei Maria da Penha, a 33ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, que começou nesta segunda-feira (17) e se estende até sexta (21). 1

    Ao todo, estão agendadas 1.798 audiências nos juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de todo o estado. Também estão previstos 11 plenários de júri de casos de feminicídio. 

    A campanha é promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com os tribunais de Justiça estaduais, e integra as ações da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. 

    A finalidade é ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha, intensificando a resolução de casos de violência doméstica, e incentivar as mulheres vítimas a denunciarem os agressores.  

    Iniciada em 2015, a Justiça pela Paz em Casa conta com três edições por ano (março, agosto e novembro). 

    De acordo com dados do CNJ, nos últimos 12 meses, mais de 675 mil decisões sobre medidas protetivas de urgência foram proferidas em todo o país, uma média de aproximadamente 1.800 por dia. Em 2025, o Brasil registrou 1.571 casos de feminicídio.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original