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  • Em 13 anos, MG tirou 5,6 mil pessoas de trabalho análogo à escravidão

    Em 13 anos, MG tirou 5,6 mil pessoas de trabalho análogo à escravidão

    Em 13 anos, de 2013 a 2026, a Superintendência Regional do Trabalho em Minas Gerais (SRTE/MG) resgatou 5.651 pessoas em trabalho análogo ao de escravo.

    Foram fiscalizadas 1.042 empresas e 43.806 empregados. Nesse período, 4.566 trabalhadores tiveram seus contratos formalizados no curso do ato fiscal, enquanto 7.731 casos de trabalho análogo ao de escravo foram identificados.

    Os auditores-fiscais do Trabalho lavraram 10.665 autos de infração que resultaram no pagamento de seguro-desemprego para 5.475 trabalhadores. Somente em 2026, foram resgatados 416 trabalhadores em situação análoga à escravidão.

    O trabalho escravo é um dos temas principais do seminário Entre a Norma e o Real: Desafios e Perspectivas do Mundo do Trabalho, que ocorre nos próximos dias 20 e 21, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.

    O evento é promovido pela Delegacia Sindical de Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (DS-MG/SINAIT), em parceria com a Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da Faculdade de Direito da UFMG (CTETP/UFMG).

    Autos de infração

    O diretor da Delegacia Sindical de Minas Gerais do SINAIT, auditor-fiscal do trabalho Rogério Lopes da Costa Reis contou à Agência Brasil que as empresas fiscalizadas têm prazo administrativo de dez dias para defesa, após o conhecimento do auto de infração, e mais dez dias para apresentar recurso, se a decisão for julgada procedente.

    No final, ficando caracterizado o trabalho escravo, o nome da empresa passa a figurar, pelo prazo de dois anos, na listagem de empregadores que submeteram trabalhadores a trabalho escravo. E pagam multas também.

    As multas são administrativas, representadas pelos próprios autos de infração lavrados. Esses autos incluem não só autuações referentes à irregularidade de ter trabalhadores na informalidade, que é a autuação por falta de registro, mas também a autuação por questões da segurança e saúde, como não entrega de equipamentos de proteção individual (EPIs), não fornecimento de banheiro, não fornecimento de água, dependendo de cada caso, disse Costa Reis. 

    Segundo o diretor, às vezes as empresas fazem um termo de ajustamento de conduta, na própria ação, com o Ministério Público do Trabalho (MPT), que também pode definir valores a serem quitados como dano moral individual ao trabalhador, bem como dano moral coletivo.

    No caso de falta de registro, por exemplo, uma pequena empresa paga multa de R$ 800 para cada trabalhador sem registro. Esse valor sobe para R$ 3 mil por trabalhador sem registro, para uma empresa de maior porte.

    Pela caracterização de trabalho escravo, porém, a multa é quase irrisória e não chega a R$ 500, disse o auditor-fiscal do Trabalho.

    Costa Reis adverte, por outro lado, que a empresa autuada e julgada procedente pela caracterização de trabalho escravo sofrerá repercussões negativas da parte das instituições financeiras ao ter seu nome incluído na lista de trabalho escravo.

    Para ele, o seminário vai aproximar a experiência da fiscalização do debate acadêmico e jurídico.

    “A legislação estabelece direitos e parâmetros fundamentais para a proteção de quem trabalha, mas a realidade encontrada pelos auditores-fiscais muitas vezes revela situações de extrema vulnerabilidade e violações, demonstrando assim que parte da sociedade está longe de promover a dignidade no mundo do trabalho”.

    Para Costa Reis, o evento vai aproximar fiscalização, universidade, operadores do Direito e a sociedade para discutir caminhos concretos de enfrentamento dessas violações.

    Tráfico de pessoas

    De 2013 a 2026, os auditores-fiscais do Trabalho de Minas Gerais libertaram 3.676 pessoas vítimas de tráfico. O auditor Costa Reis esclareceu que as ações tentam sempre evitar que a exploração acabe caracterizando trabalho análogo ao de escravo, além de exploração sexual.

    “Para ter o tráfico de pessoas, você tem que ter, pelo menos, uma oferta enganosa da coisa. Por exemplo, falam que você pode vir que vai receber tudo. Chega lá, é tudo diferente. O alojamento não é adequado, o contratante começa a cobrar, a pessoa começa a ter dívida. Aí caracteriza esse tráfico”.

    Os auditores-fiscais enfrentam também resistência da parte de mulheres vítimas de tráfico sexual, que não querem ser caracterizadas como prostitutas.

    Proteção policial

    A Auditoria Fiscal do Trabalho vem combatendo o trabalho escravo desde 1995, quando foram realizadas as primeiras ações, que eram centralizadas em Brasília.

    “Os grupos especiais de trabalho, a análise, a fiscalização móvel eram todos gerenciados, planejados e executados pelo órgão central, na capital federal”.

    Minas Gerais foi o primeiro estado do Brasil a ter uma equipe específica de combate ao trabalho análogo ao de escravo, o que ocorreu a partir de 2013. Costa Reis afirmou que, por isso, Minas Gerais sempre apresenta os maiores números frente aos demais estados brasileiros, “porque a gente tem uma grande experiência nesse período todo”.

    A auditoria adquiriu procedimentos a serem usados nas operações, porque não se trata de uma fiscalização normal.

    “Você tem que ir com proteção policial, porque nós já tivemos casos de colegas que foram assassinados em Unaí. Então, a gente sempre toma toda precaução para fazer essa fiscalização. Às vezes, há muita resistência da parte do empregador e, também, até do trabalhador pela caracterização de trabalho escravo”, explicou.

    A Chacina de Unaí ocorreu em 28 de janeiro de 2004, quando três auditores-fiscais do trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho foram assassinados em uma emboscada na zona rural de Unaí (MG) durante fiscalização de combate ao trabalho escravo.

    Pela instrução normativa, os auditores-fiscais do Trabalho são obrigados a fazer a comunicação ao empregador de que tem que paralisar as atividades dos trabalhadores que estão na condição de trabalho análogo ao de escravo, fazer o acerto dos contratos de trabalho, se eles estiverem na informalidade, e efetuar o pagamento das rescisões contratuais, como se fosse demissão sem justa causa.

    “Porque o trabalhador não tem culpa da situação em que ele foi encontrado. A culpa é toda do empregador e ele deve ser responsabilizado por isso. Na conversa com esses empregadores, eles sempre falam assim: ‘Eu estou fazendo um grande favor por dar emprego para essas pessoas, que não têm condição boa’”.

    Costa Reis argumenta que as pessoas têm de ter, no mínimo, o marco legal brasileiro de trabalho, que inclui o registro em carteira, a garantia de que a empresa vai fornecer os equipamentos para que o trabalhador realize suas tarefas.

    “É isso que acontece ainda, não só no meio rural, mas também no meio urbano, como os casos de trabalho escravo doméstico. A pessoa não recebe nenhum salário e, muitas vezes, é impedida até de ter contato com a família”. 

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Palacete Imperial acumula denúncias de abandono no centro do Rio

    Palacete Imperial acumula denúncias de abandono no centro do Rio

    Quem circula pelo centro do Rio de Janeiro, perto da região do Campo de Santana, pode observar um prédio centenário da cidade em completo estado de abandono. Uma situação que vem preocupando quem mora e frequenta a área todos os dias. 

    Interditado pela Defesa Civil desde 2008, o Palacete Imperial, localizado na esquina da Praça da República com a Rua Visconde do Rio Branco, abrigou diversas instituições desde a sua fundação em 1862. E testemunhou eventos importantes para a história do país, como a Proclamação da República, em 1889. 

    Porém, em 2026, o prédio acumula denúncias de depredação e ocupação irregular, além de problemas graves relacionados à estrutura. Moradores da área contam que o prédio está ocupado por pessoas em situação de rua, e que, apesar de promessas de revitalização, nenhum dos projetos foi finalizado. 

    O Palacete Imperial está sob propriedade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1978, e já foi sede da Escola de Comunicação e do Instituto de Eletrotécnica. Mas desde 2012 a edificação, patrimônio tombado da cidade, passou a ser responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

    Obras – O objetivo era instalar no prédio o Centro Nacional de Arqueologia (CNA), porém as negociações não avançaram. Em nota, o Iphan informou que realizou obras emergenciais no Palacete Imperial, e que cumpriu todas as intervenções que cabiam a instituição no acordo com a UFRJ, incluindo a limpeza da edificação. 

    “O Iphan esclarece que a finalidade prevista para o imóvel era exclusivamente a instalação do Centro Nacional de Arqueologia (CNA). No entanto, diante da atual estrutura organizacional da autarquia e da implantação do CNA na sede do Instituto, em Brasília, o edifício deixou de atender à finalidade originalmente estabelecida”, informou a nota. 

    O Iphan também esclareceu que entrou com um pedido para encerrar o contrato de responsabilidade com a UFRJ, e o processo segue em tramitação. 

    Defesa Civil – Em resposta, o Centro de Operações Rio informou que a estrutura segue interditada pela Defesa Civil por risco de desabamento, que foram realizadas cerca de dez vistorias no local desde 2008, e que tanto o Iphan quanto à UFRJ foram notificados acerca dos problemas estruturais. 

    Além disso, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento também emitiu vários atos de fiscalização para a tomada de providências. 

    Procurada pela a Agência Brasil para prestar esclarecimentos, a Universidade Federal do Rio de Janeiro não se manifestou até a publicação desta matéria. 

    *Estagiária sob responsabilidade da jornalista Mariana Tokarnia.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Anvisa aprova novas canetas de semaglutida, incluindo a 1ª genérica

    Anvisa aprova novas canetas de semaglutida, incluindo a 1ª genérica

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida obtida por via sintética. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União desta segunda (17).

    A semaglutida ficou conhecida por ser o princípio ativo das “canetas emagrecedoras” Ozempic e Wegovy, usadas no tratamento para a diabetes mellitus tipo 2. Médicos também receitam a substância para o controle da obesidade.

    Em maio, a farmacêutica EMS obteve o primeiro registro de semaglutida sintética no país, no medicamento Ozivy. Agora, a EMS foi autorizada a comercializar o genérico do Ozivy, que poderá chegar ao mercado com preços mais baixos. Como se trata de um remédio genérico, no entanto, a nova a caneta não pode ter um nome comercial.

    Medicamento similar

    A Anvisa também aprovou medicamento similar à base de semaglutida do laboratório Germed, vinculado à EMS. Neste caso, além do princípio ativo, a versão similar pode ter nome e caracteristicas próprias, sem alterar o princípio ativo, além de emblagem e rotulagem diferentes do remédio de referência. Este produto será vendido como Semaclique.

    O registro da agência reguladora reconhece o uso dos medicamentos aliado à dieta e aos exercícios físicos. Eles são administrados semanalmente e devem ficar armazenados em geladeira (em temperaturas de 2 °C a 8 °C) antes e depois de iniciado o tratamento.

    A agência reforça ainda a necessidade do acompanhamento médico para o uso das canetas de semaglutida: “Como todos os medicamentos do tipo GLP-1, a semaglutida sintética está sujeita à prescrição de receita médica em duas vias”.

    Apresentações dos medicamentos aprovadas pela Anvisa

    • Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml + 1 caneta + 6 agulhas;
    • Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml + 2 canetas +10 agulhas;
    • Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml + 1 caneta + 4 agulhas;
    • Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml + 2 canetas + 8 agulhas.

     

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Encceja é no próximo domingo; saiba como consultar locais de provas

    Encceja é no próximo domingo; saiba como consultar locais de provas

    As provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) serão aplicadas no domingo (23) em todos os estados e no Distrito Federal. Os candidatos podem consultar os locais de prova no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame.

    O Encceja é um exame gratuito, destinado a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada para cada nível de ensino. Os resultados do exame podem ser utilizados nos processos de certificação de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio.

    Data e horários

    As provas serão aplicadas nos turnos da manhã e da tarde do domingo.

    Pela manhã, os portões abrem às 8h e fecham às 8h45, no horário de Brasília. As provas começam às 9h e terminam às 13h.

    Já na parte da tarde, os portões serão abertos às 14h30 e fechados às 15h15. A aplicação se inicia às 15h30 e vai até as 20h30.

    Provas

    Para o ensino fundamental, haverá quatro provas objetivas que avaliarão conhecimentos em: ciências, matemática, língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física e redação, redação, inglês, espanhol, artes e educação física, história, geografia, filosofia e sociologia.

    Já o ensino médio cobrará temas de química, física e biologia, matemática, língua portuguesa com redação, inglês, espanhol, artes e educação física, história, geografia, filosofia e sociologia.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Petrópolis: ônibus não podia fazer transporte interestadual, diz ANTT

    Petrópolis: ônibus não podia fazer transporte interestadual, diz ANTT

    O ônibus de placa AKY-3454, envolvido no acidente que provocou a morte de 10 pessoa nestes domingo (16), não está habilitado nos sistemas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para fazer transporte interestadual de passageiros. A informação é do órgão regulador.

    “Diante das informações disponíveis até o momento, a operação é caracterizada como transporte clandestino de passageiros”, acrescentou em nota a ANTT.

    O coletivo com a identificação Estrela Guia Turismo saiu de Belo Horizonte e tinha como destino a capital Rio de Janeiro, quando tombou na descida da Serra de em Petrópolis, BR 040, na madrugada do domingo.

    De acordo com a Agência, o veículo está registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. “Nenhuma das duas empresas está habilitada pela ANTT”, indicou.

    Ainda conforme a ANTT, também não foi localizada empresa habilitada com o nome Estrela Guia Turismo, que seria a responsável pela viagem. “O ônibus apresenta ainda adesivo da ANTT em nome da empresa Samara, que também está inapta”, completou.

    Em resposta à nota da ANTT, o advogado Aroldo Leão Braz, da assessoria jurídica da Estrela Guia, informou que a empresa não fará manifestações sobre o caso. “Eventuais esclarecimentos e manifestações serão apresentados oportunamente nos autos dos processos dos quais a empresa venha a fazer parte”, relatou.

    Vítimas

    De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), 56 pessoas estavam a bordo, entre elas o motorista e dois ajudantes. O Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, informou que recebeu 11 vítimas do acidente. 

    “Do total, seis pacientes receberam atendimento e tiveram alta, com as devidas orientações médicas. Outros cinco permanecem internados e seguem sob os cuidados das equipes assistenciais”, acrescentou.

    Já a Prefeitura de Duque de Caxias disse que o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes recebeu 14 vítimas do tombamento. Segundo a unidade, Alessandra Pereira, 34 anos, morreu às 7h56, quando recebia os primeiros socorros. 

    A direção do HMAPN, disse também que dos 13 pacientes socorridos para a unidade, oito receberam alta hospitalar. “Seguem internados no HMAPN duas crianças (meninas) com quadro estável de saúde; três adultos (duas mulheres e um homem), todos com quadro estável de saúde”.

    Polícia Civil

    Na nota, a Secretaria de Estado da Polícia Civil (Sepol) apontou ainda que os corpos de nove vítimas foram encaminhados ao Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis, onde passaram por exames periciais.

    “Elas foram identificadas como: Jhennifer Ferreira Carvalho, de 33 anos, Lavinia Eduarda Souza Dias, de 7 anos, Luciana Ferreira Carvalho, de 53 anos, Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, de 19 anos, Keyla Perucci da Silva, de 35 anos, Priscilla de Souza Braz, de 33 anos, Natália Fimiano de Barros, de 34 anos, Dayanna de Lima Viana, de 36 anos, e Vânia Elida de Jesus Crispim, de 33 anos”, revelou.

    Segundo a Sepol, ainda não há a identificação da décima vítima. 

    Pesar e apoio

    Também em nota, a Estrela Guia manifestou “profundo pesar pelo grave acidente ocorrido e se solidariza com as vítimas, seus familiares e todos os envolvidos neste momento de profunda dor e consternação”.

    A empresa afirmou que presta apoio às famílias das vítimas, “inclusive colaborando com o translado dos corpos para seus locais de destino, bem como disponibilizando suporte para o transporte dos sobreviventes até suas respectivas residências, conforme as necessidades de cada família”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Pelo PT, Lula busca reeleição com foco em pautas sociais

    Pelo PT, Lula busca reeleição com foco em pautas sociais

    Nascido em Garanhuns (PE), Luiz Inácio Lula da Silva, 80 anos, tenta a reeleição à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Mantém como vice o médico Geraldo Alckmin (PSB). Antes de ingressar na vida pública, Lula trabalhou como metalúrgico e ganhou projeção nacional ao presidir o sindicato da categoria no ABC paulista durante o processo de redemocratização do país.

    Sem curso superior, formou-se torneiro mecânico pelo Senai. A liderança que exerceu nos grandes movimentos grevistas da década de 1970 e a defesa que fazia da democracia durante a ditadura militar no Brasil o inspiraram a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980.

    Nos anos seguintes, participou da campanha das Diretas Já e, em 1986, foi eleito deputado federal pelo PT. Lula construiu uma trajetória política voltada à defesa dos direitos dos trabalhadores; à ampliação de políticas sociais; ao combate à miséria e à fome; e à participação do Estado na promoção do desenvolvimento econômico.

    Ao longo da história política recente, consolidou-se como uma das principais lideranças da esquerda brasileira e do campo progressista. Disputou a Presidência da República em várias ocasiões, até vencer a eleição de 2002. Governou o país entre 2003 e 2010, voltou ao cargo em 2023 e tornou-se o primeiro presidente da República a exercer a ser eleito três vezes para o cargo. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PSTU tem o professor de história Hertz Dias como presidenciável

    PSTU tem o professor de história Hertz Dias como presidenciável

    O candidato pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), Hertz da Conceição Dias, tem 55 anos e é natural de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís (MA). Tem como vice a professora Vanessa Portugal, também do PSTU.

    É professor de história da rede pública no Maranhão e rapper. Mestre em educação, desenvolve pesquisas voltadas às relações entre cultura, juventude, racismo e organização popular. 

    Hertz Dias foi candidato a vice-presidente em 2018, na chapa de Vera Lúcia. Também concorreu ao governo do Maranhão, em 2022, e ao cargo de prefeito de São Luís em 2020.  

    Ligado historicamente aos movimentos sindical e de trabalhadores, atualmente o PSTU não tem deputados federais ou senadores eleitos no Congresso Nacional. Em 2024, o partido lançou candidatos, mas não elegeu vereadores em âmbito nacional. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Filho mais velho de Bolsonaro, Flávio disputa a Presidência pelo PL

    Filho mais velho de Bolsonaro, Flávio disputa a Presidência pelo PL

    Candidato do Partido Liberal à Presidência da República, Flávio Nantes Bolsonaro, tem 45 anos e nasceu no município carioca de Resende. Advogado, empresário e parlamentar, cumpre mandato de senador desde 2018. É o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Tem como vice na chapa o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

    Formado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, tem especialização nas áreas de políticas públicas e empreendedorismo. Ao longo da carreira, associou-se a pautas voltadas à segurança pública, à defesa de valores conservadores e a posições identificadas com a direita política brasileira.

    A estreia nas urnas ocorreu em 2002, quando exerceu mandatos como deputado estadual no Rio de Janeiro, entre 2003 e 2007. Durante os anos em que atuou em nível estadual, participou de debates e iniciativas relacionados principalmente à segurança pública e à atividade legislativa.

    Atualmente no Senado, teve ampliada sua projeção política e consolidou-se como uma das principais lideranças ligadas ao grupo político identificado com o bolsonarismo. Participou dos debates sobre temas econômicos e institucionais, sendo reconhecido pela influência política que teve durante o governo de seu pai.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios

    Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios

    A União pagou, em julho, R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios, na condição de garantidora de operações de crédito contratadas pelos entes subnacionais. Com isso, o valor desembolsado pelo Tesouro Nacional para cobrir parcelas não quitadas pelos devedores chegou a R$ 3,05 bilhões no acumulado de 2026.

    É o que mostra o Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Tesouro Nacional.

    De acordo com o relatório, desde 2016 a União desembolsou R$ 89,58 bilhões para honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios. No mesmo período, recuperou R$ 6,06 bilhões por meio da execução de contragarantias.

    Apenas em julho deste ano, foram recuperados R$ 5,13 milhões.

    O Tesouro Nacional informou que o principal fator para o baixo volume de recursos recuperados é a participação de diversos estados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), mecanismo que prevê a suspensão temporária da execução das contragarantias.

    Segundo o órgão, cerca de R$ 79,78 bilhões das garantias honradas desde 2016 referem-se a estados que participam ou participaram do regime. Além disso, há R$ 1,9 bilhão relacionado à compensação por perdas de arrecadação do ICMS decorrentes da Lei Complementar 194/2022.

    Outros R$ 516,74 milhões não podem ser recuperados em razão de decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Aplicativo do Tesouro Direto é desativado a partir desta segunda-feira

    Aplicativo do Tesouro Direto é desativado a partir desta segunda-feira

    O aplicativo do Tesouro Direto foi desativado nesta segunda-feira (17). Segundo o Ministério da Fazenda, a mudança faz parte do processo de desenvolvimento de uma nova experiência para os investidores, que será apresentada futuramente.

    A desativação do aplicativo não altera os investimentos já feitos pelos participantes do programa. Títulos adquiridos, valores aplicados, rentabilidade e demais informações permanecem preservados.

    A partir de agora, os investidores devem acessar os serviços do programa por meio do Portal do Investidor, disponível no site oficial do Tesouro Direto, ou pelo aplicativo da instituição financeira onde mantêm a conta de investimentos.

    – Tesouro Direto

    Pelos dois canais, é possível acompanhar a carteira de títulos, consultar a rentabilidade das aplicações, realizar compras e resgates, verificar o histórico de operações e gerenciar os investimentos.

    O Tesouro Nacional informa que não é necessário realizar qualquer procedimento em relação aos investimentos já existentes em razão da desativação do aplicativo.

    “Com a desativação do aplicativo, os investimentos dos participantes do programa permanecem inalterados, ou seja, títulos, valores investidos, rentabilidade e demais informações continuarão preservados”, informou o Tesouro.
     

    Em caso de dúvidas, os investidores podem buscar informações nos canais oficiais de atendimento do Tesouro Direto.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original