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  • Festival em Tiradentes celebra laços da cozinha mineira com Portugal

    Festival em Tiradentes celebra laços da cozinha mineira com Portugal

    Cerca de 70 mil pessoas circularam nos dez dias da 29ª edição do Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, que se encerrou no último domingo (30) na cidade histórica de Minas Gerais. Visitantes, chefes de cozinha e produtores locais puderam trocar experiências e aprender novas técnicas em aulas de cozinha ao vivo, palestras e espaços interativos.

    Em 2026, esse encontro de sabores, histórias e culturas teve como tema Minas Lusitânia – um elo entre culturas, que revelou como ingredientes, técnicas, costumes e modos de preparar os alimentos com referências portuguesas se tornaram parte da identidade gastronômica mineira.

    O curador gastronômico Rusty Marcellini conta que suas viagens a Portugal o fizeram perceber as similaridades da gastronomia lusitana com Minas Gerais. Para ele, um festival deve ter como objetivo ensinar para o público sobre a cultura gastronômica e estimular o intercâmbio de ingredientes e técnicas entre os chefes.

    “Existe uma identidade muito grande entre Portugal e Minas Gerais, e as pessoas não têm essa consciência. A cultura dos quintais e das hortas, a cultura do porco, como o caso do leitão a pururuca. No Alentejo, é muito forte a cultura do porco, a charcutaria”, disse Rusty.

     


    Tiradentes (MG), 30/08/2026 –  O curador Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, Rusty Marcellini, na praça Santíssimo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Tiradentes (MG), 30/08/2026 –  O curador Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, Rusty Marcellini, na praça Santíssimo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    O curador do Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, Rusty Marcellini, na praça Santíssimo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    A plataforma Fartura Brasil, organizadora do evento, também realiza ações em Portugal desde 2018, com expedições de pesquisa gastronômica, uma edição do Festival Fartura em Lisboa e participação no Essência do Vinho na capital portuguesa e na cidade do Porto.

    Para a 30ª edição do Festival de Tiradentes, em 2027, ainda não há um tema definido. Rusty afirma que gostaria muito de homenagear as pessoas que mais participaram do evento ao longo dos anos.

    “Talvez falar também da América Latina, sair um pouco da Europa e voltar às nossas origens. Será uma grande festa. É o festival gastronômico mais longevo do Brasil. Depois do Festival de Tiradentes, vimos esse modelo sendo seguido por outros festivais pelo Brasil. Ele inspira outros festivais”.

    Gastronomia na praça

    O Largo das Forras, principal praça da cidade mineira, foi ocupado pelo Espaço Conhecimento e Espaço Interativo do Sistema Fecomércio de Minas Gerais. Um dos eventos mais concorridos eram os desafios culinários, competição do público para fazer o prato proposto por um chefe que o preparava ao vivo. Os participantes aprendiam várias técnicas ao longo da prova e os três melhores eram premiados.

    No domingo (30), o chefe Ronie Peterson, especialista em gastronomia do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Minas Gerais, em Belo Horizonte, ensinou uma galinhada. Ele conta que participa do festival desde a primeira edição como estudante de gastronomia do Senac.

    “Tive a oportunidade de estar aqui crescendo, aprendendo. Faz muito parte da minha jornada professional, conhecendo outros chefs, novidades da área. A gente tem a oportunidade de trocar. É um grande congresso em que todos os chefs se reúnem para trazer o melhor da gastronomia. Eu aprendo o tempo todo”, disse Ronie.

     


    Tiradentes (MG), 30/08/2026 –  O chef Ronie Peterson (e) ensina o preparo de uma galinhada aos participantes do Desafio Culinário no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Tiradentes (MG), 30/08/2026 –  O chef Ronie Peterson (e) ensina o preparo de uma galinhada aos participantes do Desafio Culinário no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    O chef Ronie Peterson (e) ensina o preparo de uma galinhada aos participantes do Desafio Culinário no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    A primeira colocada neste desafio foi Zoraide Santos, de 58 anos, que atua na culinária em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Ela conta que participa há cinco anos do festival de Tiradentes.

    “Eu acho fundamental a gente estar sempre atrás de conhecimentos novos. A gente sempre aprende uma técnica nova que facilita nossa vida”.

    A professora de gastronomia na Universidade de Lavras e criadora de conteúdos de receita para a internet Juju Guerra participou de um Cozinha ao Vivo, apresentação em que os chefes cozinham em tempo real, compartilhando técnicas e histórias com o público. Ela preparou o risoni das Gerais com pato, paio, cachaça e torresmo no sábado (29).

    Juju Guerra conta que já frequentava o festival como estudante de gastronomia, mas que participou como chef convidada pela primeira vez no ano passado.

    “O festival é um lugar que todo cozinheiro gostaria de estar, porque aqui você se conecta com as pessoas. A gente troca ideias e vivências”, afirmou Juju.

     


    Tiradentes (MG), 29/08/2026 – A chef Juju Guerra cozinha ao vivo para o público no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, em sua 29ª edição, na praça Santíssimo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Tiradentes (MG), 29/08/2026 – A chef Juju Guerra cozinha ao vivo para o público no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, em sua 29ª edição, na praça Santíssimo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
     A chef Juju Guerra cozinha ao vivo para o público no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, em sua 29ª edição, na praça Santíssimo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Mar e montanha

    O evento também contemplava estandes de restaurantes. O Bar do Zezé, de Barreiro, em Belo Horizonte, preparou seu consagrado torresmo de rolo. Vitor José Martins conta que trouxe uma tonelada de barriga de porco para dar conta dos pedidos. O bar começou como uma mercearia e virou restaurante familiar em 1999.

    “A gente faz amigos, conhece a técnica deles, vê o que funciona. Meu vizinho de estande, o Ilhote, já falou que ano que vem vamos criar um prato de frutos do mar com torresmo. Vamos casar mar e montanha”, disse Vitor.

    O chefe Rafael Pires, do restaurante Ilhote Sul, em Macaé, no Rio de Janeiro, filho do fundador do festival, Ralph Justino, frequenta o evento desde os 10 anos de idade e gostava de participar das aulas.

    “Fui crescendo vivenciando o festival e a gastronomia até o momento em que fui me formar no Senac. Depois, voltei a participar do festival de outra forma, dando aula, com participação no estande, ajudando grandes chefes”.

     


    Tiradentes (MG), 30/08/2026 – O chef Rafael Pires, do restaurante Ilhote Sul, serve pratos com frutos do mar no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, na praça Santíssimo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Tiradentes (MG), 30/08/2026 – O chef Rafael Pires, do restaurante Ilhote Sul, serve pratos com frutos do mar no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, na praça Santíssimo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    O chefe Rafael Pires, do restaurante Ilhote Sul, serve pratos com frutos do mar no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, na praça Santíssimo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Rafael conta que trouxe quase uma tonelada de frutos do mar para servir 3 mil porções. Um dos sucessos do cardápio foi o pão de queijo recheado com polvo e molho romesco.

    “Aqui é um ponto de encontro para conhecer novos cozinheiros e novas tendências”.

    Enoturismo

    Na Vinícola Trindade, foi lançado um guia com as rotas do vinho e das vinícolas do Brasil, da Argentina, do Chile e do Uruguai. A publicação é promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) Turismo e visa a dar visibilidade ao enoturismo.

    Segundo o diretor de investimentos do escritório para as Américas da ONU Turismo, Daniel Nepomuceno, a iniciativa privada brasileira investe R$ 20 bilhões no setor.


    Tiradentes (MG), 29/08/2026 – Lançamento do Guia Adega de Rotas  de Vinhos das Américas, em parceria com a ONU Turismo, no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, durante degustação de vinhos na Vinícola Trindade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Tiradentes (MG), 29/08/2026 – Lançamento do Guia Adega de Rotas  de Vinhos das Américas, em parceria com a ONU Turismo, no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, durante degustação de vinhos na Vinícola Trindade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Lançamento do Guia Adega de Rotas de Vinhos das Américas, em parceria com a ONU Turismo, no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes, durante degustação de vinhos na Vinícola Trindade. Foto:  Fernando Frazão/Agência Brasil

    “Catalogamos todas as experiências turísticas que já estão no mercado para auxiliar os turistas para que reconheçam quem está investindo no enoturismo, como uma maneira de colocar o Brasil na rota do vinho mundial.”, afirmou.

    *A reportagem viajou a convite do Fartura Brasil.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PIB brasileiro tem 5º maior crescimento no segundo trimestre

    PIB brasileiro tem 5º maior crescimento no segundo trimestre

    O crescimento de 0,5% da economia brasileira na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026 coloca o país como dono da quinta maior alta do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) nessa comparação entre trimestres imediatamente seguidos, à frente de países como Estados Unidos e China.

    O ranqueamento foi divulgado pela agência classificadora de risco de crédito Austin Rating, com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), órgão ligado às Nações Unidas.

    O ranking leva em consideração 50 países que já divulgaram o resultado do PIB do segundo trimestre. O topo é ocupado pela Irlanda, com expansão de 1%.

    Além de figurar na quinta posição, o Brasil apresenta desempenho superior à média dos países (0,2%), dos países da Zona do Euro (0,1%) e do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido).

    De acordo com boletim da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, a variação positiva do PIB no segundo trimestre veio acima das expectativas de mercado, que acreditava em alta de 0,4%. 

    Confira os 20 países mais bem colocados no ranking de crescimento de PIB no segundo trimestre:

    Irlanda: 1%

    Indonésia: 0,9%

    Angola: 0,7%

    Malásia: 0,6%

    Brasil: 0,5%

    Eslovênia: 0,4%

    Lituânia: 0,4%

    Suécia: 0,4%

    Estados Unidos: 0,4%

    Sérvia: 0,4%

    Suíça: 0,4%

    Singapura: 0,3%

    México: 0,3%

    Tunísia: 0,3%

    Taiwan: 0,3%

    Colômbia: 0,3%

    Turquia: 0,3%

    Polônia: 0,2%

    China: 0,2%

    Canadá: 0,2%

    Maiores economias

    O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.

    A Austin Rating compara também os países por tamanho do PIB. O Brasil era a 11ª maior economia em 2025. Em 2026, subiu para a décima posição. A projeção é que ultrapasse a Rússia e alcance o nono lugar em 2027.

    Veja o tamanho das 15 maiores economias do mundo

    1º Estados Unidos: US$ 32,38 tri

    2º China: US$ 20,85 tri

    3º Alemanha: US$ 5,45 tri

    4º Japão: US$ 4,38 tri

    5º Reino Unido: US$ 4,26 tri

    6º Índia: US$ 4,15 tri

    7º França: US$ 3,60 tri

    8º Itália: US$ 2,74 tri

    9º Rússia: US$ 2,66 tri

    10º Brasil: US$ 2,64 tri

    11º Canadá: US$ 2,51 tri

    12º Austrália: US$ 2,12 tri

    13º México: US$ 2,12 tri

    14º Espanha: US$ 2,09 tri

    15º Coreia: US$ 1,93 tri

    A melhor posição já alcançada pelo Brasil foi sétima maior economia, de 2011 a 2014.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Pesquisa analisa propostas dirigidas às mulheres em planos de governo

    Pesquisa analisa propostas dirigidas às mulheres em planos de governo

    Levantamento do Instituto Update sobre 12 candidaturas à Presidência da República mostra que propostas dirigidas às mulheres estão presentes em diferentes campos políticos e se concentram principalmente em quatro temas: violência, saúde e cuidado.

    No entanto, tiveram menos espaço questões ligadas à participação política, à presença das mulheres nos espaços de poder, à segurança no ambiente público ou autonomia. 

    “Os programas reconhecem problemas que afetam diretamente as mulheres, mas avançam menos quando se trata de incorporá-las como sujeitos de decisão e de pensar sua experiência cotidiana de forma mais ampla”, afirmou Carol Althaller, diretora executiva do Instituto Update.

    A análise considerou apenas propostas explicitamente relacionadas às mulheres. Políticas universais de segurança, emprego, saúde, educação ou transporte não foram contabilizadas automaticamente como políticas para mulheres.

    “Outro ponto importante é diferenciar a presença de um tema de uma proposta de fato estruturada. Em vários casos, há referências relevantes, mas com pouco detalhamento sobre implementação, metas, instrumentos ou articulação com políticas já existentes”, destacou a diretora executiva.

    Participação política

    A pesquisa concluiu que as mulheres aparecem mais como destinatárias de políticas do que participantes do poder. Na pesquisa Mulheres em Diálogo (2025), do Instituto Update, 72% das entrevistadas concordam plenamente com o aumento da representação feminina em cargos políticos.

    Porém, apenas um candidato apresentou uma proposta específica sobre participação político-eleitoral feminina, incluindo combate à violência política de gênero, formação de candidatas e lideranças e regras relacionadas ao financiamento partidário. Uma das pautas com forte apoio entre as mulheres é uma das menos presentes nos programas presidenciais.

    Se o critério for ampliado para a presença de mulheres em espaços de liderança e decisão, um segundo candidato passa a contemplar o quesito, com propostas de incentivo à liderança feminina e o compromisso de indicar mulheres para vagas disponíveis no Supremo Tribunal Federal.

    “A segurança é um bom exemplo. Na pesquisa realizada este ano pelo Instituto Update e pelo Fogo Cruzado, 70% das mulheres concordam total ou parcialmente que mulheres têm melhores ideias e soluções para a segurança pública. O dado mostra que elas próprias reconhecem valor nas experiências e nas respostas formuladas por outras mulheres”, lembrou Carol.

    Ela ressalta, no entanto, que há uma distância entre o reconhecimento que as mulheres têm da própria capacidade de formular soluções e o espaço que essa dimensão ocupa nos programas. 

    Violência contra as mulheres

    Nove dos 12 planos analisados – ou 75% – têm propostas explícitas sobre violência contra mulheres, feminicídio ou proteção às vítimas. Se o critério incluísse toda proposta sobre violência doméstica independentemente do recorte de gênero, seriam 10 de 12 planos.

    Segundo a pesquisa, a violência contra mulheres é a agenda mais disseminada, ainda que as propostas para tratar do problema sejam diferentes. Elas incluem ampliação de redes de proteção e casas-abrigo; integração entre segurança, Justiça, saúde e assistência social; monitoramento eletrônico de agressores, medidas protetivas e endurecimento penal.

    Para o instituto, os programas reconhecem amplamente a mulher como vítima da violência, mas ainda incorporam pouco a insegurança que restringe sua circulação e o uso da cidade. Quando os planos de governo são observados a partir dessa experiência, surge uma diferença relevante: apenas um candidato relaciona explicitamente a segurança das mulheres à mobilidade e ao transporte urbano.

    A pesquisa Mulheres, Polícia e Facções (2026), feita pelo Instituto Update em parceria com o Instituto Fogo Cruzado, mostrou que 79% das mulheres sentem medo ao sair à noite, 59% já deixaram de frequentar determinados lugares por insegurança e 31,4% deixaram de utilizar algum meio de transporte pelo mesmo motivo. Para Carol Althaller, os resultados ajudam a ampliar a própria noção de segurança. 

    “Nos grupos qualitativos da pesquisa, quando as mulheres falam sobre o tema, aparecem questões como iluminação, transporte, prevenção da violência de gênero, cuidado com áreas abandonadas e fortalecimento das redes comunitárias. Ou seja, entram dimensões do cotidiano que muitas vezes ficam fora de uma agenda centrada apenas em policiamento e punição”, disse. 

    Autonomia econômica

    A autonomia econômica aparece em mais da metade dos planos, mas não significa a mesma coisa para todos os candidatos. Sete dos 12 planos, ou 58%, apresentam propostas específicas relacionadas a trabalho, renda, crédito, empreendedorismo ou independência econômica das mulheres. Em 5 deles aparece também a igualdade salarial ou remuneratória entre homens e mulheres.

    O tema encontra respaldo entre as próprias mulheres, segundo a pesquisa Mulheres em Diálogo (2025), cujos resultados mostraram que 94% das entrevistadas concordam que homens e mulheres devem receber o mesmo salário em cargos equivalentes.

    Os planos, no entanto, mostram diferentes formas de compreender a autonomia. Em alguns programas, ela aparece associada a salário, direitos, proteção social, creches e políticas públicas. Em outros, ganha maior peso o acesso ao crédito, a educação financeira, o empreendedorismo e a construção de patrimônio. 

    O Update concluiu que há, portanto, uma convergência em torno da ideia de autonomia das mulheres, mas uma disputa sobre os caminhos para atingi-la.

    Políticas de cuidado

    O levantamento mostrou ainda que 7 dos 12 planos, ou 58%, relacionam de maneira explícita creches ou políticas de cuidado à vida econômica e social das mulheres. Em alguns casos, o cuidado é tratado como infraestrutura pública capaz de liberar tempo das mulheres, ampliar sua participação no mercado de trabalho e reduzir desigualdades.

    Em outros, aparece mais associado à maternidade, à proteção da família ou ao apoio às responsabilidades familiares. Há ainda programas que propõem ampliar serviços públicos de cuidado como forma de reduzir a sobrecarga doméstica das mulheres. 

    De acordo com o instituto, o ponto de convergência é o reconhecimento de que o cuidado interfere diretamente na autonomia.

    “A diferença está em quem deve assumir essa responsabilidade e qual deve ser o papel do Estado. Essa disputa de significado também ajuda a compreender por que uma mesma palavra pode aparecer em projetos políticos bastante distintos”, analisou o Update.


    Brasília (DF), 31/08/2026 - Pesquisa analisa propostas dirigidas às mulheres em planos de governo. Foto: Instituto Update/Divulgação
    Brasília (DF), 31/08/2026 - Pesquisa analisa propostas dirigidas às mulheres em planos de governo. Foto: Instituto Update/Divulgação
    Propostas dirigidas às mulheres em planos de governo. Foto: Instituto Update/Divulgação

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • ANPD recebe contribuições para agenda regulatória 2027-2028

    ANPD recebe contribuições para agenda regulatória 2027-2028

    A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu, nesta terça-feira (1), o prazo para que os interessados enviem sugestões e contribuições para a elaboração da agenda regulatória do setor para os próximos dois anos (2027-2028).

    Os subsídios também ajudarão a agência reguladora responsável por zelar pela proteção de dados pessoais e fiscalizar a correta aplicação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) a preparar sua Agenda de Avaliação de Resultado Regulatório 2027-2030.

    Pesquisadores, empresas, organizações da sociedade civil, instituições públicas e cidadãos interessados no tema podem enviar suas contribuições até 16 de outubro, pela plataforma Brasil Participativo.

    A agenda regulatória da ANPD reúne os temas prioritários para a elaboração de regulamentos e orientações, além de metas e prazos a serem observados em cada projeto de regulamentação, sendo considerado o principal instrumento de planejamento da atuação da agência.

    Entre os eixos temáticos sugeridos para o próximo biênio destacam-se a promoção de um ambiente digital seguro, principalmente para crianças, adolescentes e mulheres. 

    As ações desse eixo temático serão voltadas à supervisão por pais e cuidadores; padrões de design seguro por parte das plataformas digitais; uso de inteligência artificial por crianças e adolescentes; transparência e prestação de contas das plataformas, além de combate à geração de conteúdos ilícitos por ferramentas de inteligência artificial. Também integra a proposta o eixo de privacidade e proteção de dados pessoais

    De acordo com a Portaria nº 16/202, a agenda regulatória deve ser aprovada até 1ª de fevereiro de seu primeiro ano de vigência, neste caso, 2027.

    Agenda

    A Agenda de Avaliação de Resultado Regulatório regula a aferição dos resultados alcançados no período e seus efeitos para a sociedade. Entre os normativos previstos para avaliação estão o Regulamento de Transferência Internacional de Dados e o Guia Orientativo sobre Mecanismos de Aferição de Idade, permitindo que a agência produza evidências para aperfeiçoar sua atuação regulatória e fortalecer a efetividade de suas decisões.

    Mais informações e documentos sobre as iniciativas regulatórias em andamento podem ser acessadas na página de Regulação da ANPD e no acompanhamento da Agenda Regulatória 2025-2026, ambos disponíveis no portal da agência. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta terça-feira

    Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta terça-feira

    Mais de 8 milhões de doses de vacinas foram aplicadas em todo o país durante a Campanha Nacional de Multivacinação de 2026, iniciada em 3 de agosto e que se encerra nesta terça-feira (1º).

    Realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, a campanha nacional combate doenças preveníveis por imunização. O público alvo é de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

    Somente no Dia D da Multivacinação, realizado em 22 de agosto, mais de 1 milhão de doses foram aplicadas.

    Os pais e responsáveis ainda podem aproveitar o último dia da mobilização e procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualização do Calendário Vacinal das crianças e adolescentes.

    Doenças que podem ser prevenidas

    Entre as enfermidades que podem ser evitadas pela vacinação ofertada pelo SUS estão:

    • sarampo,
    • dengue,
    • formas graves de tuberculose,
    • hepatites A e B,
    • difteria,
    • tétano,
    • coqueluche,
    • poliomielite,
    • infecções por rotavírus,
    • pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos,
    • influenza (gripe),
    • covid-19,
    • febre amarela,
    • caxumba,
    • rubéola,
    • varicela (catapora),
    • infecções pelo papilomavírus humano (HPV).

    Pela primeira vez, a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) foi ofertada em uma Campanha Nacional de Multivacinação, após ter sido incorporada, neste ano, ao Calendário Nacional de Vacinação.

    O novo imunizante conjugado protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae que causam doenças como pneumonias e meningites,

    Vacinação o ano inteiro

    Mesmo com o fim da Campanha Nacional de Multivacinação de 2026, as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação permanecem disponíveis regularmente durante todo o ano no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos pontos de vacinação organizados pelos estados e municípios.

    A vacinação é feita de acordo com o histórico de cada criança ou adolescente: após a avaliação da caderneta, os profissionais de saúde identificam quais vacinas são necessárias para iniciar, completar ou atualizar o esquema recomendado.

    Reforço contra o sarampo

    A vacinação contra o sarampo também foi intensificada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, em São Paulo.

    O reforço contra o sarampo foi adotado depois que a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou a ocorrência de casos da doença.

    Somente em 2026, até 27 de agosto, já são 26 ocorrências do tipo. Entre as pessoas infectadas, 19 delas não tinham se vacinado ou tinham esquema vacinal incompleto.

    Em 2025, foram registrados 38 casos de sarampo importados ou relacionados à importação no país.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Organizações criticam incentivo fiscal para data centers no Brasil

    Organizações criticam incentivo fiscal para data centers no Brasil

    Organizações da sociedade civil, sindicatos e movimentos sociais publicaram uma nota criticando o projeto de lei que cria o programa Redata, com incentivos fiscais para instalação, no Brasil, de data centers de grandes empresas de tecnologia, as big techs. As entidades pedem mais negociação e mudanças no texto para garantir a soberania digital do país.

    Os data centers são centros que reúnem equipamentos de computação usados pelas plataformas digitais para processar sistemas de inteligência artificial (IA) e armazenar os dados das “nuvens” das bigtechs. 

    Os data centers são criticados, entre outros motivos, pelo elevado consumo de energia e água.

    A nota pública contra o PL 278 de 2026 alega que as negociações não têm sido transparentes e excluíram as entidades da sociedade que estudam o tema.

    “Rejeitamos que esse movimento comece pela entrega de benefícios fiscais e privilégios tributários para acelerar a expansão das Big Techs e outras grandes empresas do setor antes mesmo que o país estabeleça diretrizes adequadas para planejamento territorial, salvaguardas socioambientais e contrapartidas capazes de proteger seus recursos naturais e interesses estratégicos”, afirma o documento. 

    Assinam a nota, entre outras entidades, a Coalizão Direitos na Rede, que reúne mais de 50 organizações do setor; o Laboratório de Políticas Públicas e Internet (Lapin); o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec); e a Rede pela Soberania Digital.

    As entidades dizem defender a atração de investimentos, mas destacam que é preciso garantir mais contrapartidas das empresas beneficiadas pela isenção fiscal que contribuam para promover as capacidades tecnológicas e científicas nacionais.

    “Sem contrapartidas proporcionais, o Brasil corre o risco de conceder benefícios fiscais e disponibilizar recursos estratégicos enquanto assume os custos ambientais e sociais de infraestruturas controladas por grandes grupos econômicos globais”, alertam as entidades.

    Senado

    O PL 278 de 2026, já aprovado na Câmara dos Deputados, entrou na pauta de votação do Senado esta semana. O projeto substitui a medida provisória que previa a criação do Regime Especial para Serviços de Data Center (Redata), que perdeu a validade em fevereiro.   

    O Redata, relatado no Senado pelo senador Cid Gomes (PDT-CE), prevê zerar impostos federais para importação de componentes eletrônicos e de tecnologia da informação destinados aos data centers como forma de incentivar a instalação desses equipamentos no Brasil.

    Como contrapartida, as empresas terão que usar energia de fonte limpa ou renovável, além de apresentar Índice de Eficiência Hídrica no uso da água para resfriamento dos equipamentos igual ou inferior a 0,05 litro/kWh em aferição anual.

    O PL ainda obriga as empresas beneficiadas a realizar investimentos no país equivalentes a 2% do valor dos produtos comprados com o benefício fiscal e reservar 10% dos serviços dos datacenters para o mercado interno.

    A estimativa do governo é de uma isenção em torno de R$ 5,2 bilhões ainda este ano e de R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes, segundo o parecer ao projeto na Câmara do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

    “O Redata garantirá ao país recursos para o desenvolvimento de tecnologia própria nos mais diversos ramos da economia moderna”, justificou Agnaldo Ribeiro em seu parecer.  

    Soberania digital

    De acordo com as entidades da sociedade civil que publicaram a nota, o projeto de lei não foi suficientemente debatido para garantir que possa aumentar a soberania digital do Brasil e reduzir a dependência externa de tecnologias da informação.

    “Soberania não se resume a instalar servidores em território nacional. Ela envolve capacidades tecnológicas e científicas nacionais, segurança e governança de dados, autonomia energética e proteção dos recursos naturais”, defendem as entidades na nota.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Bienal do Livro tem novo projeto para incentivar leitura no Brasil

    Bienal do Livro tem novo projeto para incentivar leitura no Brasil

    A Bienal do Livro do Rio de Janeiro inaugura neste mês de setembro um novo projeto, dentro da proposta de incentivar a leitura no Brasil e aumentar o alcance do festival mesmo em anos intermediários à sua realização. Trata-se do projeto Estação Bienal, que fará a aproximação dos leitores de seus autores preferidos e suas obras.

    A primeira parada da Estação Bienal está marcada para o dia 9 de setembro, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Nessa data, os fãs da escritora inglesa Alice Oseman, autora da série “Heartstopper”, terão a oportunidade de conhecê-la ao vivo e ganhar seu autógrafo. Esse primeiro programa da Estação Bienal tem a parceria da Companhia das Letras, por meio da Seguinte, selo jovem da editora.

    O diretor de Marketing e Conteúdo da GL events Exhibitions, que realiza a Bienal do Livro do Rio juntamente com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), Bruno Henrique, disse à Agência Brasil que a ideia, no primeiro momento, é trazer para o novo projeto somente autores internacionais, a quem o público tem mais dificuldade de acesso.

    “A gente quer criar esse produto para aproximar autores mais difíceis do seu público, com certa periodicidade que ainda será definida”.

    Depois, a ideia é ampliar o projeto, como ocorreu com a Bienal nas Escolas, que leva autores a unidades da rede pública de ensino ao longo do ano e acabou se tornando uma proposta permanente. “A gente pretende ir evoluindo”, garantiu Bruno Henrique.

    Escritores demandados

    O diretor da GL events Exhibitions informou que a organização da Bienal tem uma lista de escritores que são muito demandados pelos leitores e a escritora Alice Oseman é uma das mais pedidas. Junto à Companhia das Letras, percebeu-se a oportunidade de trazê-la agora, já que sua agenda permitia a vinda ao Brasil e, em especial, ao Rio de Janeiro, para uma ação específica.

    “Foi uma questão de oportunidade, casando com a grande demanda que a gente já tinha por esse nome nas bienais anteriores”, disse Bruno Henrique.

    Alice Oseman atende uma parcela significativa do público jovem da Bienal do Livro do Rio. A inglesa é considerada “best seller” (mais vendido) e, em seus livros, trata com delicadeza de temas ligados aos jovens, especialmente da população LGBTQIA+.

    Segundo Bruno Henrique, a mobilização dos fãs para a compra de ingressos para o encontro com a escritora estrangeira, inclusive nas redes sociais, sinaliza a existência de um recorte específico do público bastante abrangente de uma geração de milhares de seguidores que ela já tem no país. Não há prazo determinado para encerramento das vendas de ingressos, informou o diretor.

    Os ingressos podem ser adquiridos no site da Sympla ou no próprio teatro. Há três preços: Simples, de R$ 85 (meia entrada) e R$ 170 (inteira) para acesso somente ao bate-papo; Master (acesso ao bate-papo + um exemplar de Heartstopper 6 previamente autografado): R$ 175,00 (meia) e R$ 350,00 (inteira); e Full Experience (acesso ao bate-papo + um exemplar de Heartstopper 6 + participação na sessão de autógrafos, podendo tirar foto do momento): R$ 199,90 (meia) e R$ 399,90 (inteira).

    Bruno Henrique destacou que haverá também a meia entrada social, acessível a qualquer pessoa, desde que faça a doação de um livro, em bom estado, que será destinado a uma instituição apoiada pela Bienal do Livro Rio. “A ideia, disse, é fazer os livros girarem também, estimulando a leitura sob todas as perspectivas”.

    Itinerância

    A Estação Bienal pretende ser itinerante, abrindo a possibilidade de transformar teatros, centros culturais e outros espaços da cidade em pontos de encontro para vários locais e segmentos da população carioca. “Daí ser uma Estação Bienal, com o propósito de ir parando em vários locais diferentes, com obras e autores diversos”.

    O nome de um novo escritor estrangeiro já foi levantado para a próxima edição do projeto. A GL events Exhibitions já está em conversa com os agentes do autor e seu editor, mas não pode adiantar o nome, por se tratar de uma operação complexa, que depende da logística e agenda dos escritores estrangeiros.

    A ideia é conseguir fazer, “ainda este ano, mais uma Estação Bienal, com outro nome conhecido do público e cuja presença é bastante pedida nas bienais do Livro Rio”.

    Todos os participantes receberão um pin especial em cada edição da Estação Bienal. A peça é colecionável e a primeira terá a capa do sexto volume de “Heartstopper”. Cada nova parada terá seu próprio pin, com identidade exclusiva, para que os leitores possam guardar e colecionar as experiências vividas ao longo do projeto.

    Incentivo à leitura

    A trajetória de incentivo à leitura da Bienal do Livro do Rio é feita também no ano do festival e um pouco antes, por meio de parcerias, visando a doação de livros. Com o Hemorio, por exemplo, o resultado do projeto “Ler tá no Sangue” tem sido super positivo, resultando no aumento do número de doadores para o instituto.

    Com o Metrô Rio, são distribuídos livros pelos vagões, com a sugestão “Embarque na Leitura”. “Porque a gente entende que esse é um lugar de muita leitura. As pessoas usam livros como companheiros nessa locomoção diária”.

    Outro projeto, com o objetivo de estimular a leitura, denominado “Invasão dos Livros”, é realizado com a Voz das Comunidades, no Complexo do Alemão. “A gente retoma ali a questão de uma ação social com a distribuição de livros no local e o apoio da comunidade”.

    Para o diretor, isso significa tentar ampliar o propósito da Bienal para outros momentos, para mais lugares da cidade, em outros tempos, “para mais pessoas ficarem em contato com esse hábito da leitura, com os livros. O propósito é ir caminhando no sentido de tornar cada vez mais o Brasil um país leitor”, concluiu Bruno Henrique.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Calor foi responsável por 2.149 mortes na Espanha no mês passado

    Calor foi responsável por 2.149 mortes na Espanha no mês passado

    Estima-se que quase 2.150 pessoas tenham morrido por causas relacionadas ao calor na Espanha em agosto, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira (1º), após ondas de calor recordes terem assolado a Europa Ocidental durante o verão.

    Dados do sistema de monitoramento diário de mortalidade do Ministério da Saúde, o MoMo, mostraram 2.149 mortes atribuídas ao calor no mês passado, o segundo maior número notificado em agosto desde o início dos registros, em 2015, superado apenas pelo recorde do ano passado, de 2.184.

    O MoMo estimou que 5.234 pessoas morreram por causas relacionadas ao calor entre 15 de maio e 31 de agosto, o maior número registrado para o período de verão desde que o sistema de monitoramento foi lançado em 2015, mesmo sem os dados de setembro.

    O maior número de mortes em agosto ocorreu na região da Catalunha, com 1.164, segundo os dados, seguida pelas regiões de Valência e da Andaluzia, com 227 e 138 mortes, respectivamente.

    Entre os mortos, 1.283 eram mulheres e 866 eram homens, enquanto 2.064 tinham mais de 65 anos, incluindo 1.285 com mais de 85 anos.

    O calor extremo pode causar mortes ao provocar insolação ou agravar doenças cardiovasculares e respiratórias, sendo os idosos um dos grupos mais vulneráveis.

    A agência meteorológica espanhola Aemet informou que um período de calor atípico para o início de setembro se iniciaria a partir de quinta-feira (3) e, provavelmente, persistiria até o fim de semana, com temperaturas subindo bem acima das médias sazonais. A previsão é de que as máximas ultrapassem 35 graus Celsius em grande parte do interior da Espanha, acompanhadas por noites tropicais generalizadas, com temperaturas permanecendo acima de 20°C.

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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (1º)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (1º)

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta terça-feira (1º) inclui visitas a instituições e eventos, entrevistas à imprensa e encontros com representantes da sociedade. 

    Também estão previstas caminhadas e panfletagens pelas ruas, além de atividades voltadas a temas como educação e saúde.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    Em Brasília, concede entrevista ao Poder 360, e às 18h, ao Metrópoles.  

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de café da manhã no Centro das Indústrias em Cachoeirinha (RS) e de visita à 46ª edição da Expointer, em Esteio (RS). À noite, participa da inauguração da primeira Casa Cury em Belo Horizonte (MG). 

    Edmilson Costa (PCB)
    Faz caminhada pelo centro de São Paulo, iniciando no Teatro Municipal.  

    Hertz Dias (PSTU)
    Em Santa Cruz do Sul (RS), participa de entrevista coletiva e almoço com militantes e convidados no Sindicato dos Comerciários. À tarde, faz caminhada pelo centro da cidade e panfletagens. 

    Romeu Zema (Novo) 
    Conversa com pais e representantes de Joinville (SC) para falar sobre educação em uma das escolas referência no Ideb em Santa Catarina. 

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Visita à Santa Casa de Misericórdia em São Paulo, com coletiva de imprensa ao final.

    Rui Costa Pimenta (PCO) 
    Viaja para Brasília, onde participa, às 12h, de panfletagem em frente ao restaurante universitário da Universidade de Brasília (UnB), com militantes e apoiadores. Às 16h30, concede entrevista ao Metrópoles e, às 19h, retorna para São Paulo.

    Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Samara Martins (UP) não têm agenda pública de campanha nesta terça-feira (1º). 

    Os candidatos Renan Santos (Missão) e Clariana Barão (Democracia Cristã) não divulgaram a agenda de campanha até o momento desta publicação. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre, mostra IBGE

    PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre, mostra IBGE

    A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o primeiro trimestre. 

     Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 2%.

    No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%. 

     Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).    

    De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre. 

    No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025.

    O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar com crescimento do PIB de 1,92%. 

    Componentes

    O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).

    Pela ótica da produção, a agropecuária foi destaque, com variação positiva de 2,8% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Em 12 meses, a alta chega a 6,2%.

    A indústria variou positivamente 0,1% do primeiro para o segundo trimestre e 1,4% em 12 meses.

    Dentro da indústria, o principal motor foi a indústria extrativa, que saltou 3,4% entre os trimestres seguidos.

    O setor de serviços, que mais emprega na economia, cresceu 0,2% entre os trimestres seguidos e 1,7% no acumulado de 12 meses.

    Detalhando os dados do setor, os segmentos de serviços que mais cresceram foram informação e comunicação (2,1%), transporte, armazenagem e correio (1,1%) e atividades imobiliárias (0,2%). O comércio ficou estável, ou seja, variação nula (0%).

    Houve variação negativa no segmento administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%).

    A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que representa os investimentos, cresceu 1,2% no trimestre.

    Pela ótica da demanda, o consumo do governo subiu 0,4%, enquanto o das famílias recuou (-0,4%).

    No setor externo, as exportações caíram (-0,8%), e as importações subiram 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

     O que é o PIB

    O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.    

    O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.  

    Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.    

    Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.   

    O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original