Categoria: Meio Ambiente

  • Agricultura ganha 11 milhões de hectares em 41 anos na Mata Atlântica

    Agricultura ganha 11 milhões de hectares em 41 anos na Mata Atlântica

    Em 41 anos, a Mata Atlântica perdeu quase 10 milhões de hectares, enquanto a área destinada à agricultura ganhou 11 milhões de hectares, é o que mostra levantamento do MapBiomas divulgado nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore. O levantamento mostra ainda que um em cada quatro hectares de vegetação nativa existentes hoje na Mata Atlântica corresponde a áreas que voltaram a crescer após terem sido desmatadas desde 1985.

    Os dados fazem parte da Coleção 11,  dos mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil do MapBiomas, rede colaborativa de universidades, organizações não governamentais (ONGs) e empresas de tecnologia, focadas em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil, e reúne informações de 1985 a 2025.

    No total, a Mata Atlântica perdeu, desde 1985, 9,7 milhões de hectares de vegetação madura (áreas mapeadas como vegetação nativa desde 1985). Por outro lado, no mesmo período, o bioma ganhou mais de 8 milhões de hectares de vegetação secundária, áreas que voltaram a crescer depois de terem sido desmatadas. 

    Apesar do crescimento, os dados evidenciam que o desmatamento passou a incidir mais sobre as áreas regeneradas, com vegetação secundária. Entre 2021 e 2025, foram suprimidos 1,2 milhão de hectares na Mata Atlântica: 700 mil hectares de vegetação secundária e 500 mil hectares de vegetação madura. Assim, 60% da supressão ocorrida nos últimos cinco anos atingiram áreas de vegetação secundária. 

    Ao mesmo tempo, os números mostram que, em relação à supressão da vegetação nativa, na Mata Atlântica há uma tendência de queda ao longo da série histórica. A partir dos anos 2000, a área de vegetação nativa suprimida ficou abaixo de 2 milhões de hectares em cada período de cinco anos. Segundo o MapBiomas, os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo foram os únicos que não apresentaram perda de vegetação nativa nos últimos 41 anos.

    A coordenadora técnica da Mata Atlântica do MapBiomas, Natália Crusco, destaca que apesar do avanço positivo registrado com a cobertura de áreas que haviam perdido a vegetação nativa, é preciso evitar o desmatamento no bioma, presente em 15 estados e considerado patrimônio nacional pela Constituição Federal.

    “A regeneração tem papel fundamental na recuperação da Mata Atlântica, seja por meio da restauração ou da recuperação natural de áreas degradadas”, disse Natália. 

    Segubdo ela, ao mesmo tempo, é essencial evitar novas perdas de vegetação nativa, tanto madura quanto secundária, especialmente em um bioma tão fragmentado e historicamente pressionado pela ocupação humana.

    Com área de aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados, a Mata Atlântica é o bioma brasileiro com a menor proporção de vegetação nativa. Em 2025, essa cobertura ocupava 32% do seu território, enquanto a agropecuária respondia por 63%. Os dados mostram ainda que a área ocupada pela agricultura corresponde a aproximadamente 20,5 milhões, o que representa 19% da área total do bioma. 

    Segundo o MapBiomas grande parte da expansão ocorreu sobre pastagens, que perderam cerca de 11 milhões de hectares no período. A conversão de pastagens em agricultura respondeu por 19% das mudanças de cobertura e uso da terra registradas entre o início e o fim da série histórica, em 1985.

    “A soja ganhou 8,7 milhões de hectares em 41 anos e passou a ocupar 11,11 milhões de hectares em 2025, uma área 4,6 vezes maior do que a área registrada em 1985.  A cana-de-açúcar avançou 5 milhões de hectares e alcançou 6,15 milhões de hectares,  5,3 vezes a área de 1985″, informou o MapBiomas.

    Em 2025, a Mata Atlântica concentrava 25% da soja, 50% da cana-de-açúcar, 68% do café (833 mil hectares)  e 34% do citrus (141 mil hectares) das áreas mapeadas no Brasil.

    Outro ponto de destaque no levantamento é o avanço da silvicultura, que apresentou aumento de 3,8 milhões de hectares, chegando a 4,9 milhões de hectares em 2025. Nesse ano, metade da silvicultura mapeada no país estava na Mata Atlântica. O Paraná e Santa Catarina concentravam 46% da área de silvicultura no bioma.

    Áreas urbanizadas

    No que diz respeito às áreas urbanizadas, na Mata Atlântica elas cresceram 2,5 vezes entre 1985 e 2025. O acréscimo foi de 1,3 milhão de hectares, e a área total chegou a 2,3 milhões de hectares. Mais da metade, 52%, de toda a área urbanizada do Brasil estavam no bioma em 2025.

    “Quanto à extensão das áreas urbanizadas, mais de 80% dos municípios da Mata Atlântica apresentavam menos de mil hectares urbanizados em 2025. Apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba ultrapassavam 30 mil hectares”, acrescentou o MapBiomas.

    Os estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais registraram os maiores aumentos absolutos de áreas urbanizadas entre 1985 e 2025.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Após dias de chuva, Rio tem fim de semana com tempo mais firme e calor

    Após dias de chuva, Rio tem fim de semana com tempo mais firme e calor

    Depois de ter chovido em 13 dos primeiros 15 dias de setembro, o final de semana dos cariocas e fluminense é de céu parcialmente nublado, com o sol aparecendo e a temperatura máxima prevista para este domingo (20) 32º C neste domingo (20) . No sábado, o sol apareceu e muita gente aproveitou para passar o dia na praia, com a máxima atingindo os 29º C.

    De acordo com o Sistema Alerta Rio, neste domingo (20), o céu irá variar entre parcialmente nublado a nublado e há previsão de chuva fraca durante a noite. Os ventos estarão entre moderados a ocasionalmente fortes (de 18,5km/h a 51,9km/h), principalmente nas zonas oeste e sudoeste da cidade. A temperatura mínima prevista é de 16°C e a máxima de 32°C. 

    Para esta segunda-feira (21) e terça-feira (22), o Rio terá temperaturas em elevação. A previsão do Alerta Rio prevê máximas, de 35º C na segunda-feira e de 36º C, na terça-feira.

    Já na quarta-feira (23), a temperatura entra em declínio, com chuva e a temperatura máxima não ultrapassará os 23º C, com previsão de chuva durante o decorrer do dia.

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Nova espécie de felino é identificada em florestas da Bolívia

    Nova espécie de felino é identificada em florestas da Bolívia

    Uma nova espécie de felino, batizado de Leopardus tilcayo, foi identificada em florestas montanhosas da Bolívia, em uma região conhecida como Nor Yungas.

    A descoberta foi feita por uma equipe de pesquisadores liderados pelo professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Eduardo Eizirik.

    A descrição científica de uma nova espécie de felino é a primeira em mais de um século. O trabalho, publicado na revista científica Current Biology, foi feito a partir da análise genômica de um animal conhecido pelo apelido de “Tigrino”.

    O macho foi encontrado ainda filhote, em 2016, por um morador da região de Nor Yungas, na Bolívia. Posteriormente, foi levado ao refúgio de animais La Senda Verde, onde permaneceu. 

    Os resultados genômicos publicados no estudo no dia 17 de setembro mostraram que o animal não pertencia à espécie que anteriormente se imaginava (Leopardus tigrinus), mas fazia parte de uma linhagem evolutivamente distinta que, até então, não havia sido reconhecida pela ciência. 

    “Este é um estudo que evidencia o quanto ainda há para se descobrir sobre a biodiversidade do planeta. Mesmo entre animais carismáticos e conhecidos como os felinos, espécies podem permanecer desconhecidas durante séculos. Descobrir e entender estas espécies é vital para que também saibamos como protegê-las”, destacou Eizirik. 

    De acordo com a PUCRS, o  artigo Phylogenomics and museomics reveal five distinct species of tiger cats in South America também produziu nova compreensão sobre a diversidade de gatos-do-mato conhecidos em inglês como “tiger cats”.

    Segundo a pesquisa, o grupo, até recentemente considerado uma única espécie, é, na realidade, composto por cinco espécies diferentes.

    A conclusão foi possível graças ao sequenciamento e à análise de genomas completos de 38 indivíduos provenientes de diferentes regiões da América do Sul. Entre os materiais analisados estavam oito exemplares históricos mantidos em museus da Europa e dos Estados Unidos. 

    Segundo Eizirik, os gatos-do-mato analisados podem ser classificados como espécies crípticas, conceito utilizado pela ciência para designar animais de aparência muito semelhante, mas que apresentam diferenças genéticas e trajetórias evolutivas independentes.

    “Essa semelhança visual fez com que diferentes espécies fossem, durante muito tempo, confundidas e classificadas como uma só”, afirma. 

    A pesquisa reuniu cientistas da PUCRS e de instituições parceiras do Brasil, Bolívia, Peru, Bélgica, Colômbia, Estados Unidos e Reino Unido. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Alerta de tempestade: frente fria amplia instabilidade na Região Sul

    Alerta de tempestade: frente fria amplia instabilidade na Região Sul

    Nova frente fria deve atingir nos próximos dias o sul do Brasil, contribuindo para o aumento da instabilidade em grande parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul e na região sul do estado de São Paulo.

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os ventos devem se intensificar depois que um ciclone extratropical passar pela Argentina entre domingo (20) e segunda-feira (21) e chegar ao Oceano Atlântico.

    Os meteorologistas não descartam a possibilidade de tempestades e granizo atingirem parcialmente a Região Sul e Mato Grosso do Sul. O instituto emitiu um aviso de perigo, alertando para a possibilidade de chover a partir de hoje (19) de 50 a 100 milímetros (mm), com ventos intensos, queda de granizo, queda de árvores e risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações e alagamentos.

    Áreas de instabilidade se formarão em toda a faixa oeste do Brasil entre hoje (19) e amanhã, favorecendo a ocorrência de pancadas de chuvas e de trovoadas desde o oeste da Amazônia até o sul do Brasil, passando pelo oeste e sul das regiões Centro-Oeste e Sudeste.

    Leia, a seguir, a previsão do Inmet para os próximos dias, por região.

    Norte

    A região enfrenta um forte contraste climático, dividido entre o oeste chuvoso e o leste seco, acompanhado por temperaturas intensas que variam de 23 °C a até 40 °C – cenário que se mantém entre sábado (19) e segunda-feira (21), com chuvas concentradas no oeste e norte da região, especialmente no Amazonas.

    Predomínio é de tempo firme, quente e seco com alerta de baixa umidade no Tocantins e sudeste do Pará.

    Nordeste

    Pelos próximos três dias, a região deve apresentar uma dinâmica marcada pela dualidade entre o litoral nublado e chuvoso e o interior ensolarado e de calor extremo.

    Hoje, as nuvens e as chuvas fracas e isoladas devem se concentrar no leste da Bahia, de Sergipe, Alagoas, Pernambuco e da Paraíba, enquanto será ensolarado e quente no centro e sul do Maranhão e do Piauí, no sudoeste e sul do Ceará, no centro e oeste de Pernambuco e no oeste e norte da Bahia.

    As temperaturas, neste sábado, devem variar entre 21ºC em Salvador (BA) e 39ºC em Teresina (PI). As nuvens devem começar a diminuir sobre a região a partir do domingo, com maior instabilidade apenas no litoral oeste do Maranhão, onde podem ocorrer chuvas com trovoadas isoladas.

    Centro-Oeste

    As áreas de instabilidade devem aumentar sobre a faixa oeste e sul da Região Centro-Oeste a partir de hoje. Hoje, em todo o Mato Grosso do Sul, devem ocorrer chuvas com trovoadas que, no sul do estado, podem favorecer a precipitação de granizo.

    Um alerta para o perigo de tempestades foi emitido para o sul do estado, abrangendo cidades como Ponta Porã, Amambai, Dourados, Ivinhema, Naviraí, entre outras, e valendo até o domingo.

    Já no centro de Goiás e no Distrito Federal, a formação de nuvens começa a aumentar, mas não há previsão de chuva.

    No domingo, as instabilidades persistem sobre o Mato Grosso do Sul, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no centro e sul do estado. Nas demais áreas de Mato Grosso do Sul e no sudoeste de Mato Grosso, ocorrem chuvas isoladas. Na segunda-feira, a semana deve começar ensolarada na maior parte do Centro-Oeste, com o calor se intensificando ainda mais na região.

    Sudeste

    Na região, o fim de semana começou instável, com previsão de chuvas isoladas no sudoeste e no sul paulista; no norte/nordeste mineiro, avançando com avisos de tempestade (laranja e amarelo) na divisa de São Paulo com o Paraná, além de chuvas isoladas na faixa leste e no Triângulo Mineiro.

    No domingo e na segunda-feira, a instabilidade persiste especialmente em São Paulo, que segue sob alerta de tempestade no sul, enquanto o Rio de Janeiro e o sul de Minas registram chuvas isoladas; em contrapartida, o Espírito Santo e o centro-norte mineiro entram em uma fase de menor nebulosidade e elevação das temperaturas, com máximas que podem alcançar até 35 °C no Rio de Janeiro no início da semana.

    A previsão é que, na região, a comece com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no sul do estado de São Paulo. Toda área de divisa de São Paulo com o Paraná segue sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestade.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Praias de cinco estados vão receber mutirões de limpeza em setembro

    Praias de cinco estados vão receber mutirões de limpeza em setembro

    Mutirões de limpeza de praias em diferentes pontos do litoral brasileiro estão programados para este mês de setembro. A população poderá participar das ações, que contam com a colaboração de escolas, comunidades, organizações locais, gestores públicos e voluntários. 

    Na manhã deste sábado (19), há ações planejadas em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda, Cumuruxatiba e Prado – todos na Bahia –, além de Macaé (RJ) e Maceió. A Praia de Copacabana, no Rio, também vai receber um mutirão. 

    A iniciativa é da Rede de Conservação da Biodiversidade Marinha (Biomar) em apoio ao World Cleanup Day, o Dia Mundial da Limpeza. As ações são articuladas pelos projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador e Meros do Brasil, patrocinados pelo Programa Petrobras Socioambiental, sob a liderança do Projeto Coral Vivo.

    Realizado anualmente, o World Cleanup Day é uma mobilização global voltada ao combate do lixo descartado de forma incorreta no meio ambiente. Nas ações organizadas pela Rede Biomar, os resíduos retirados passam por triagem, são pesados e registrados, em um trabalho que também inclui atividades de educação ambiental.

    Assim, a iniciativa não termina com a limpeza da faixa de areia: os dados coletados ajudam a qualificar diagnósticos ambientais, abastecer bases nacionais e internacionais e subsidiar pesquisas, campanhas educativas e políticas públicas para a proteção do oceano.

    Flavia Guebert, diretora do projeto Coral Vivo, conta que essa ação é uma forma de a sociedade acompanhar a quantidade de lixo que está chegando nas praias, de que tipo e onde se concentra.

    “A reflexão que queremos que as pessoas tenham é delas se movimentarem, aproveitarem a oportunidade e fazer algo em prol do meio ambiente. Principalmente de criarem essa consciência de que as pessoas tem o papel principal nesse movimento, como levar sua sacola retornável para fazer compras, levar sua garrafa de água. [É sobre] a reciclagem do lixo que eu produzo”, disse Flavia.

    A mobilização também pretende fazer um alerta para os impactos da poluição sobre a biodiversidade marinha.

    “Resíduos plásticos, em especial fragmentos e microplásticos, permanecem por longos períodos no ambiente, podem ser ingeridos por animais e afetam ecossistemas sensíveis, como os recifes de coral. Ao envolver a população na coleta e na classificação dos materiais, os mutirões transformam a participação comunitária em ciência cidadã e tornam visível a relação entre hábitos de consumo, descarte e poluição das praias”, diz a Biomar.

    Ação em números

    Desde 2018, as ações integradas da Rede Biomar já mobilizaram mais de 4,4 mil voluntários e retiraram cerca de 17 toneladas de lixo do litoral brasileiro.

    Somente em 2025, 1.813 pessoas participaram dos mutirões em cinco estados. As equipes percorreram 28 quilômetros de faixa litorânea, encheram 557 sacos e removeram 4,7 toneladas de resíduos, com 32.013 itens registrados. A triagem somou 127 horas e analisou o conteúdo de 194 sacos.

    Segundo a Biomar, o plástico voltou a ser o resíduo predominante em 2025. Representou 36,6% do peso coletado, o equivalente a 1,7 tonelada, e 51% dos itens registrados. Nas amostras submetidas à triagem detalhada, sua participação chegou a 85%.

    Na primeira limpeza deste ano, realizada em Prado (BA) no último domingo (13), o mutirão contou com a colaboração de 87 voluntários, que em 1 hora de coleta e 2 quilômetros percorrido, retiraram 59 sacos de resíduos das praias, totalizando 418 quilos e 3337 itens.

    O material mais expressivo foi o plástico com 2.536 itens, com destaque especial para as garrafas PETs com 516 itens, seguida pelas embalagens de alimento (485 itens) e plástico descartáveis (467 itens). A quantidade de garrafas de long neck também chamou atenção, um total de 314 garrafas.

    Achados inusitados

    Entre os achados que mais chamaram atenção estavam dois fardos de borracha da Segunda Guerra Mundial, localizados em Arraial d’Ajuda (BA) e em Barreiros (PE). Associados a cargas de navios alemães afundados no Atlântico em 1944, os blocos reapareceram nas praias mais de 80 anos depois.

    As equipes também recolheram garrafas PET com rótulos em chinês em Prado (BA) e Barreiros (PE), além de um assento sanitário, um garrafão plástico com validade de 1997, um botijão de gás e bonecas danificadas. Os itens evidenciam a persistência dos resíduos no ambiente e sua dispersão por correntes, ventos e pelo descarte local.

    Confira a programação: 

    • 19 de setembro, às 8h | Porto Seguro (BA): Em frente ao Quiosque Axé Moi, Avenida Beira-Mar, 6500, Praia de Taperapuan. Parceiros: Plogging Porto Seguro, Secretaria de Meio Ambiente e Causa Animal e Prefeitura de Porto Seguro.

    • 19 de setembro, às 9h | Arraial d’Ajuda, Porto Seguro (BA): Em frente ao quiosque Canto d’Alvorada, Praia de Araçaípe, Estrada do Arraial d’Ajuda, 1993. Parceiros: Arraial Quadri, Associação Filhos do Céu, Associação Gota do Óleo, Canto d’Alvorada, CEAD, COOEPS, Coletivo Jovem Muká Mukaú, Eco Parque Arraial d’Ajuda, Hina Va’a, Verdejar d’Ajuda, Secretaria de Meio Ambiente e Causa Animal, Prefeitura de Porto Seguro e Profit Academia.

    • 19 de setembro, a partir das 8h30 | Macaé (RJ): Praia dos Cavaleiros. Parceiros: Projeto Maré, Instituto BW, Projeto Corais do Saber, Projeto Pegada Positiva, SOS Praia do Pecado e Secretaria de Ambiente, Sustentabilidade e Clima da Prefeitura de Macaé.

    • 19 de setembro | Cumuruxatiba, Prado (BA) às 07h: Escola Algeziro Moura e APEC. Parceiros: Associação de Pescadores de Cumuruxatiba, Escola Algeziro Moura, Barraca Tradicional Pé Rachado, Associação de Moradores de Cumuruxatiba e RESEX Corumbau. Horário a confirmar.

    • 19 de setembro | Maceió (AL) às 8h: Praia do Trapiche da Barra. Realização do Coletivo Praia Limpa, com o Projeto Coral Vivo e outros parceiros. Horário a confirmar.

    • 25 de setembro | Mucuri (BA): Local: Eu amo Mucuri às 07h. Parceiros: Eu Amo Mucuri, ASACAM, Secretaria de Meio Ambiente de Mucuri, Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte de Mucuri e Mercado da Praça.

    •26 de setembro | Barreiros (PE) às 7h30: Praia do Porto de Nassau – Praça do Rosário . Realização da Secretaria de Meio Ambiente de Barreiros e do Instituto EcoEducar, com o Projeto Coral Vivo e outros parceiros.

    • 28 de setembro, às 8h30 | São Sebastião (SP): Praia da Barra do Sahy. Parceiros: Instituto Verde Escola, Instituto Baleia Jubarte, Cavalos-Marinhos, Amo Vila e Amigos do Sahy.

    Rio de Janeiro

    No Rio de Janeiro, a ação também ocorre neste sábado, a partir das 8h, na praia de Copacabana, na nona Sul. O Instituto Limpa Brasil lidera a mobilização por meio da campanha Seja os 5% que Vão Transformar o Mundo, com o patrocínio da Transpetro e da Solar Coca-Cola.

    A ação incentiva cidadãos, escolas, empresas, governos e organizações a deixarem de ser espectadores e se tornarem protagonistas da transformação ambiental.

    Para Edilainne Muniz, diretora executiva do Instituto Limpa Brasil, a ideia é deixar um legado permanente de participação cidadã:

    “Acreditamos que não é preciso esperar que 100% da população mude para transformar o planeta. Quando 5% das pessoas decidem agir, elas influenciam famílias, escolas, empresas, comunidades e governos. O Dia Mundial da Limpeza mostra que a transformação ambiental já começou e qualquer pessoa pode fazer parte dela.”

    Considerado o maior movimento cívico global em defesa do meio ambiente, o Dia Mundial da Limpeza mobiliza milhões de pessoas em mais de 212 países e territórios.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Expedição científica brasileira investiga abismos do Atlântico

    Expedição científica brasileira investiga abismos do Atlântico

    Uma expedição científica partirá neste domingo, 20, de Fortaleza (CE) para mapear e explorar a Zona de Fratura Romanche, uma formação submarina de aproximadamente 1 mil quilômetros de extensão, composta por uma sequência de montanhas e vales, localizada a meio caminho entre a Costa Nordeste do Brasil e Oeste do Continente Africano.

    Batizada de The Gap, a iniciativa usará um rover e um submarino autônomo, pilotados a partir do navio de pesquisa Falkor (too). Com eles, irão mapear duas áreas distintas e coletar amostras de rochas e vida em suas paredes, em profundidades de até 4mil e 500 metros.

    O grupo investiga a área com ocorrência de um fenômeno conhecido como ressurgência equatorial, que é a elevação de águas mais frias, cheias de nutrientes, para a superfície marinha. Sazonal e provocada principalmente pelos ventos alísios, é comum nas regiões intertropicais e importante pois leva a um aumento nas populações de animais microscópicos, base da cadeia alimentar marinha.

    “Nosso principal foco é identificar e mapear a relação da ressurgência com as comunidades profundas, além de estudar a dinâmica das correntes e a morfologia dos habitats de fundo, observando a influência dessa produção de alimentos na superfície sobre esse fundo”, explica o professor José Angel Perez, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

    Para Perez, que lidera a expedição, é importante conhecer estes mecanismos pois 70% da crosta do planeta está em regiões de oceano profundo, mas paradoxalmente é uma região da qual conhecemos menos de 1%. Ao levantar evidências científicas concretas desta riqueza e do impacto da ação humana, os cientistas pretendem subsidiar estudos futuros e mostrar a importância de áreas de preservação. 

    Outro ponto ao qual os cientistas estarão atentos são os impactos das mudanças climáticas nestas comunidades, pois os ventos na região tem apresentado alterações e isso influencia toda a cadeia. Somado ao processo de acidificação dos oceanos, ele ameaça importantes reservatórios de vida marinha, como os recifes de corais.

    O primeiro passo do grupo, que deve chegar na área por volta de 25 de setembro, será mapear o Romanche com uma sonda acústica do navio, por cerca de dois dias. Com este mapa, chega a hora de descer até os paredões e para isso, os cientistas vão usar o SuBastian, um robô operado remotamente (ROV), capaz de mergulhar até 4,5 mil metros de profundidade.

    O equipamento, considerado de alta performance, será responsável por coletar amostras submarinas e é pilotado por cabo a partir do navio de pesquisa. Sua operação será transmitida, ao vivo e com narração, pelo canal do Schmidt Ocean Institute, patrocinador da exposição que cedeu os equipamentos.

    “É uma coisa nova pra mim também, mas acho muito muito gratificante a gente poder trabalhar e mostrar para todo mundo, para o mundo inteiro, cada momento disso”, conta Perez. O grupo também fará algumas chamadas, em tempo real, com instituições de ensino já selecionadas.

    Para as áreas mais promissoras, utilizarão o submarino autônomo, capaz de se aproximar ainda mais do fundo e de detalhar com precisão de centímetros, construindo um mapa com nível de detalhamento muito melhor. A operação será repetida na segunda área, mais próxima da costa da África.

    A expectativa da equipe é que os primeiros resultados sejam sistematizados em cerca de dois anos.

    “Mas é claro que com todos os especialistas a bordo e todos os alunos que estão lá também estarão fazendo seus trabalhos, e podemos dizer que estes resultados devem render ainda por cerca de uma década”, aponta Perez. 

    O grupo liderado por Perez é composto por outros 5 professores universitários brasileiros (2 da Univali, 1 da USP, 1 da UFRGS e 1 da UFES), 7 estudantes, 1 pesquisador e a tripulação. No total, 25 especialistas de cinco nacionalidades farão parte da equipe, que deve desembarcar em Gana em 26 de outubro.

    Eles utilizam o navio de pesquisas Falkor (Too), cedido pelo Schmidt Ocean Institute (SOI), instituição que fomenta pesquisas sobre os oceanos. Em 2026 o SOI promove outras oito expedições no Atlântico Sul e Caribe, todas sem fins lucrativos e com o compromisso, por parte das equipes científicas, de disponibilização pública dos resultados das pesquisas.

    A Univali integra o Programa de Mar Profundo, do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo), tendo participado, desde 2009, de expedições desta natureza, com outras expedições nos anos de 2013, 2018, 2019, 2022 e 2025.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Prêmio reconhece pesquisas brasileiras sobre mudanças climáticas 

    Prêmio reconhece pesquisas brasileiras sobre mudanças climáticas 

    Pesquisadores que estudam os impactos das mudanças do clima em diferentes áreas podem se inscrever, até 2 de outubro, no Prêmio iCS de Economia e Clima.

    A iniciativa é promovida pelo Instituto Clima e Sociedade, em parceria com a Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (Anpec).  

    O objetivo é reconhecer estudos sobre os impactos econômicos das mudanças climáticas no Brasil. Os três melhores trabalhos receberão prêmios de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente. O resultado será divulgado em novembro. 

    Podem participar pesquisadores com título de doutorado que tenham publicado estudos entre maio de 2024 e maio de 2026 em periódicos científicos nacionais e internacionais, além de artigos apresentados em seminários da Anpec. 

    De acordo com a organização, o objetivo é fortalecer a produção científica brasileira sobre o tema, em um momento em que os efeitos da crise climática já impactam diferentes setores da economia e da sociedade. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Pesquisa mostra preocupação com clima, mas tema fica em segundo plano

    Pesquisa mostra preocupação com clima, mas tema fica em segundo plano

    Um levantamento feito com 1.800 brasileiros mostra que a 91% dos entrevistados considera importantes as mudanças climáticas e a adoção de medidas de preservação ambiental e defende que os candidatos às eleições de 2026 apresentem propostas para enfrentar o problema. Apesar disso, questões como segurança pública, custo de vida, saúde e educação aparecem à frente entre as principais preocupações da população.

    Entre os problemas apresentados aos entrevistados, segurança pública e criminalidade aparecem em primeiro lugar, citadas por 49%. Em seguida estão o aumento do custo de vida ou a inflação (41%), a violência contra as mulheres e os feminicídios (36%) e a qualidade da saúde pública (34%). As mudanças climáticas e a crise ambiental aparecem em nono lugar, com 19%.

    Segundo a pesquisa “Clima e meio ambiente na percepção dos brasileiros”, realizada pela Ipsos a pedido do Observatório do Clima, a maioria dos entrevistados consideram importante que os candidatos às próximas eleições apresentem propostas para enfrentar as mudanças climáticas. Para 62%, o tema é “muito importante”.

    Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (17) e mostram que 87% dos entrevistados concordam que as mudanças climáticas estão provocando secas, chuvas intensas e ondas de calor. Além disso, 85% consideram que o fenômeno afeta o cotidiano dos brasileiros; 79% defendem que o tema seja priorizado mesmo que isso implique custos econômicos; e 76% entendem que ainda é possível evitar os impactos mais graves caso medidas sejam adotadas imediatamente.

    Além das mudanças climáticas, apontadas por 35% como o principal problema ambiental, 21% citaram a gestão de resíduos e lixo. Qualidade do ar e poluição foram mencionadas por 15%, e escassez de água e secas, por 14%.

    “A maioria dos presidenciáveis tem planos fracos ou inexistentes para o tema. Um dos candidatos, inclusive, é um negacionista convicto. A pesquisa mostra que os brasileiros querem compromissos dos candidatos na agenda climática, mas infelizmente não é o que está acontecendo.”, avalia Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima.  

    Em relação ao clima e meio ambiente na agenda governamental, 90% dos brasileiros consideram muito importante que o governo e as políticas públicas se dediquem à proteção ambiental, enquanto apenas 3% a consideram pouco ou nada importante.

    A pesquisa também perguntou sobre as causas das mudanças climáticas. Para 58% dos entrevistados, o fenômeno é causado principalmente pela atividade humana; 36% atribuem o problema a uma combinação entre atividade humana e fenômenos naturais; e 5% consideram que as mudanças climáticas são explicadas principalmente por causas naturais. 

    Em relação à responsabilidade pelo enfrentamento das mudanças climáticas, 67% consideram que empresas e indústrias têm mais responsabilidade do que os cidadãos.

    O levantamento abordou ainda o conhecimento sobre o papel do gás metano no aquecimento global. Embora ele seja muito mais potente que o CO2 o conhecimento sobre sua atuação e principais fontes é restrito. A maioria (64%) atribuiu como sua principal fonte os aterros sanitários, lixões e à queima de combustíveis fósseis. No Brasil, o gás metano é emitido principalmente na pecuária.

    “O esforço a ser feito é para que essa preocupação se reflita em votos que assegurem a eleição de candidatos que realmente incorporem esse tema em sua atuação. Em plena crise climática, não dá para aceitar negacionistas, declarados ou disfarçados, nem no Executivo, nem no Legislativo”, afirma Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima.

    Entre as políticas ambientais abordadas com os entrevistados, uma das mais importantes é a das normas ambientais: 43% dos pesquisados rejeitam a flexibilização das normas ambientais e consideram que os investimentos devem se adaptar à regulamentação vigente. A percepção, portanto, é de que 4 em 5 pessoas defendem uma posição de proteção ou cautela ambiental.

    Além de indicar os temas prioritários, os participantes opinaram sobre como os diferentes atores agem em relação ao tema. O papel das pessoas em geral nas políticas ambientais foi avaliado como negativo por 78% dos pesquisados e apenas 6% lhes atribuíram avaliações positivas; em relação as empresas privadas houve 75% de avaliações negativas e 6% de positivas; e o governo brasileiro obtém 71% de avaliações negativas e 9% de positivas. Segundo o relatório do estudo, isso indica que o problema ambiental é percebido como um déficit sistêmico, não atribuído exclusivamente a uma única instituição. A pesquisa indicou, também, que a principal responsabilidade para liderar uma mudança em relação às políticas ambientais recai sobre o governo federal

    A pesquisa ouviu 1.800 pessoas de todo o país, com 18 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de agosto. O questionário, aplicado online, foi composto por 32 perguntas sobre clima e meio ambiente e a presença de tais temas na agenda pública e governamental, além de cuidados, atitudes e comportamentos relacionados a esses temas. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Chuvas deixam 152 famílias em abrigos no Vale do Ribeira (SP)

    Chuvas deixam 152 famílias em abrigos no Vale do Ribeira (SP)

    Ao menos 152 famílias seguem em abrigos temporários na região do Vale do Ribeira, sul do estado de São Paulo, após fortes chuvas atingirem a região entre sexta-feira (11) e domingo (13), causando inundações e transbordamento de rios.

    Segundo o governo do estado, três bairros de Barra do Turvo estão isolados, afetando 450 pessoas. Em todo o Vale do Ribeira e na região de Itapeva, 152 famílias tiveram que deixar suas casas. Foram montados 19 abrigos provisórios para receber as pessoas afetadas pelas cheias. Nesta segunda-feira (14), equipes da Defesa Civil estadual visitaram cinco comunidades quilombolas em Eldorado.

    As cidades de Barra do Turvo, Iporanga e Eldorado publicaram decretos de situação de emergência, medida que permite solicitar recursos estaduais e federais para ações de resposta e recuperação.

    Em visita à região, o governador do estado, Tarcísio de Freitas, anunciou reforço operacional, com a destinação de 16 barcos e dois helicópteros Águia, além de ajuda humanitária com alimentos e roupas, auxílio para recuperação de estradas, envio de medicamentos, apoio do Poupatempo para emissão de documentos e assistência aos agricultores locais.

    A Secretaria Estadual de Saúde encaminhou 159 mil frascos de hipoclorito de sódio para tratamento da água nos domicílios, além de remessas adicionais de soros contra animais peçonhentos e de soro antitetânico.

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) também monitora a rede assistencial e o estoque de medicamentos de Eldorado, Iporanga, Registro, Barra do Turvo, Sete Barras e Iguape, em articulação com as gestões municipais.

    Nas últimas 24 horas, foram registrados 38,80 milímetros de chuva acumulada média na bacia do Ribeira de Iguape. Das 29 estações monitoradas, cinco registram extravasamento, oito estão em alerta, uma em emergência e cinco em atenção. As 11 estações restantes permanecem em condição normal.

    Desabamento na capital

    A Prefeitura de São Paulo informou que ampliou de 30 para 120 dias o afastamento de uma servidora pública que havia atestado, em 2024, a conclusão da demolição do prédio em construção que desabou na madrugada deste sábado (12). O desabamento atingiu residências próximas e deixou seis mortos, dos quais cinco eram trabalhadores de origem boliviana.

    Segundo nota do município, a Controladoria-Geral do Município (CGM) determinou o embargo de todas as obras em andamento na cidade das construtoras relacionadas ao desabamento ocorrido na Rua Tequici, na Penha.

    “Os pedidos de alvarás que ainda estão em análise no Município solicitados por essas mesmas empresas também serão suspensos. O objetivo é resguardar o interesse público, enquanto são esclarecidos os fatos e eventuais responsabilidades relacionados ao caso”, informa a nota.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Setembro registra recorde de chuva na capital paulista

    Setembro registra recorde de chuva na capital paulista

    Os registros oficiais de chuvas na capital paulista já consideram este mês de setembro como o mais chuvoso desde o início dos registros, em 1943, segundo informações do governo do estado.

    O levantamento, que toma como referência a base de monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, zona norte da capital, registrou 253,8 milímetros (mm) de precipitação até as 9h desta segunda-feira (14).

    A média de chuvas para setembro na região é de 83,3 mm. O recorde anterior era de 243,1 mm, em 1983. Os outros anos considerados excepcionalmente chuvosos foram 1957, com 197,2 mm; 1993, com 206,7 mm; e 2015, com 201,7 mm. 

    Outras regiões do estado também registraram volumes excepcionais de precipitações. Na região de Campinas, entre o dia 1º e 13 de setembro, choveu 257,2 mm. O volume equivale a 3,1 vezes a média mensal de setembro, de 83,7 mm, e também estabelece recorde, na série iniciada em 1961.

    Na região de Registro, que enfrentou alagamentos severos neste final de semana, foram contabilizados 185,3 mm em setembro até o dia 13. O volume coloca setembro de 2026 como o terceiro mês mais chuvoso da série histórica na região, iniciada em 1961.

    Em São José dos Campos, o acumulado chegou a 161 mm, equivalente a 2,1 vezes a média mensal, que é de 76 mm. O volume é o terceiro maior registrado para setembro desde o início da série histórica, em 1977.

    Previsão

    A previsão para os próximos dias é de enfraquecimento e afastamento gradual do sistema, na terça-feira, mas devem ocorrer chuvas ao longo do dia, com pancadas isolada.

    As temperaturas caem em todo o estado devido à maior nebulosidade e à entrada de ar mais frio. Na quarta-feira (14) a chuva deve se restringir ao litoral e será fraca. 

    Mesmo com menores precipitações permanece o risco para alagamentos e deslizamentos, pois o solo está encharcado. Em regiões do Sul do estado, como Eldorado e a Barra do Turvo, alguns bairros seguem alagados.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original