Categoria: Meio Ambiente

  • Rio recebe base da Força Nacional do SUS para enfrentar El Niño

    Rio recebe base da Força Nacional do SUS para enfrentar El Niño

    Para reforçar o atendimento em saúde durante emergências sanitárias e desastres causados por mudanças climáticas, como ondas de calor e enchentes, o Ministério da Saúde instalou nesta quarta-feira (9), uma base na cidade do Rio de Janeiro. A unidade tem capacidade de cobrir estados e municípios da Região Sudeste do país.

    Vinculada à Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), a base contará com equipamentos de comunicação via satélite, drones, veículos e suporte para deslocamento de equipes, além de um posto médico avançado, instalados na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na Gloria, zona sul. Nas emergências, a capacidade de atendimento pode ser ampliada, com adesão de equipes e voluntários, junto com estados e municípios.

    A intenção do ministério é reduzir o tempo de resposta em emergências e articular ações entre o poder público, principalmente, diante do El Niño. O fenômeno climático que se aproxima deve provocar temporais, chuvas intensas e ondas de calor no Sudeste, já foram confirmados em projeções para 2026. Em outras regiões, a expectativa é de seca, incêndios e inundações, que podem sobrecarregar uma resposta de saúde local.

    “Agora, com a base do Rio de Janeiro, conseguimos chegar em até 12 horas em qualquer localidade da Região Sudeste”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota enviada à imprensa, durante a inauguração da base.

    A unidade da Força Nacional do SUS, no Rio, é a terceira do tipo em todo o país. Duas já funcionam em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Até o fim do ano, a intenção do ministério é inaugurar mais seis pontos em diferentes regiões do país.

    As unidades funcionam integradas ao Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), que coletam e reúnem dados sobre meio ambiente, clima e demografia, com a intenção de antecipar e planejar o trabalho de vigilância em saúde, prevenção de doenças e respostas na área de saúde, diante dos graves impactos de eventos extremos.

    O Brasil contabiliza a morte de 120 mil pessoas, em 20 anos, por inação em ondas de calor, segundo pesquisa da Fiocruz, divulgada em junho.

    As principais vítimas são idosos, mulheres e crianças. Ao divulgar os resultados da pesquisa, a Fiocruz recomendou a ativação pelo SUS, de sistemas de monitoramento e de alerta antecipados, que oferecessem orientação e atendimento à população.

    A medida foi reforçada, logo depois, em nota técnica da Fiocruz sobre a chegada do El Niño.

    “Enchentes, secas e queimadas produzem tanto efeitos imediatos quanto prolongados, desorganizam serviços, deslocam populações, ampliam exposição a agentes infecciosos e ambientais, interrompem tratamentos e agravam o sofrimento mental”, diz a nota técnica.

    A resposta deve incluir agenda preventiva do SUS, da Defesa Civil, dos serviços de saneamento e de assistência social, segundo o texto.

    A instalação da base atende a recomendações de pesquisa sobre a vulnerabilidade de cidades a ondas de calor, da Universidade Oxford, no Reino Unido. No Brasil, 11 dos 15 municípios com mais de 1 milhão de habitantes foram considerados vulneráveis ao problema. Goiânia e Manaus lideram o ranking, mas o Rio de Janeiro também está na lista.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Chuvas e trovoadas no centro-sul estão previstas para esta quarta

    Chuvas e trovoadas no centro-sul estão previstas para esta quarta

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para esta quarta-feira (9) e quinta-feira (10) áreas de baixa pressão no interior da América do Sul e um cavado sobre a Região Sul que favorecem um ambiente atmosférico instável ao longo da semana, com condições para chuvas e trovoadas no Centro-Oeste, na Região Sul e em áreas do Sudeste e do Norte.

    Os estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul ficam entre as áreas com maior potencial para tempestades, com possibilidade de ocorrência de granizo e rajadas de vento.

    No Nordeste, as chuvas ficam mais concentradas e fracas na faixa litorânea, enquanto o tempo seco, quente e com baixa umidade do ar predomina na região agrícola do Matopiba, entre os estados do Tocantins, centro-sul do Maranhão e Piauí e oeste da Bahia.

    Região Sudeste

    Para esta quarta-feira e quinta-feira, estão sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades os estados de São Paulo, grande parte do Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais. Os avisos incluem as capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

    Nesta quarta-feira, há ocorrência de muitas nuvens em toda a Região Sudeste. Logo pela manhã, ocorrem pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas no centro-oeste de São Paulo e no oeste do Triângulo Mineiro. Nas demais áreas de São Paulo, no centro-sul e leste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, ocorrem pancadas de chuva.

    A partir da tarde e no período da noite, as chuvas acompanhadas de trovoadas avançam sobre a região e atingem todo o estado de São Paulo, o Triângulo Mineiro, o sul de Minas Gerais e o centro-oeste do Rio de Janeiro. As capitais São Paulo e Rio de Janeiro estão nessas áreas.

    O Inmet informou que na região central de Minas Gerais e do Espírito Santo há possibilidade de chuva isolada. Não há previsão de chuva apenas para o extremo norte de Minas Gerais, mas o céu permanece com muitas nuvens. 

    Entre as capitais do Sudeste, a temperatura mínima será de 14 °C em São Paulo, e a máxima, de 27 °C no Rio de Janeiro e em Vitória.

    Na quinta-feira (10), o tempo segue instável em grande parte da região. Ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas em São Paulo, no Rio de Janeiro e no centro-sul de Minas Gerais. Não há previsão de chuva apenas para o norte de Minas Gerais. Nas demais áreas, há possibilidade de chuvas isoladas. 

    A temperatura mínima será de 15 °C em São Paulo e Belo Horizonte, e máxima de 29 °C em Vitória.

    Região Sul

    Para esta quarta-feira e quinta-feira, estão vigentes avisos amarelos de perigo potencial para tempestades no Paraná, em Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul, incluindo as três capitais da região. Apenas o extremo sul do Rio Grande do Sul fica fora da área dos avisos.

    Segundo o Inmet, nesta quarta-feira as instabilidades retornam com intensidade sobre a Região Sul. No Paraná, chove com trovoadas ao longo de todo o dia. No período da noite, essas instabilidades provocam chuvas acompanhadas de trovoadas em Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul.

    Nas demais áreas do Rio Grande do Sul, predominam muitas nuvens, com chuva ao longo do dia. Entre as capitais, a temperatura mínima será de 12 °C em Porto Alegre e Curitiba, enquanto a máxima chega a 24 °C em Florianópolis. Em Curitiba, devido ao tempo chuvoso, a máxima não passa de 16 °C.

    Na quinta-feira, a chuva persiste sobre a Região Sul. No Paraná, em Santa Catarina e no noroeste do Rio Grande do Sul, o dia será chuvoso, com trovoadas. Nas demais áreas, ocorrem pancadas de chuva. A mínima será de 14 °C em Curitiba e máxima de 22 °C em Porto Alegre.

    Para o extremo sudoeste do Pará e o leste de Rondônia, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades nesta quarta-feira.

    No litoral sul da Bahia, há aviso amarelo de perigo potencial para chuvas intensas nesta quarta-feira, na região de Porto Seguro.

    Para esta quarta-feira e quinta-feira, há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar durante a tarde em grande parte dos estados do Piauí e do Ceará, ficando apenas a faixa norte dos dois estados fora da área do aviso. 

    O aviso também abrange o extremo leste do Maranhão, na divisa com o Piauí; o sudoeste do Rio Grande do Norte, na região do Seridó; o oeste da Paraíba; o centro-oeste de Pernambuco; e o norte e noroeste da Bahia.

    Nesta quarta-feira, grande parte de Mato Grosso, do sul de Goiás e todo o estado de Mato Grosso do Sul estão sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. Na quinta-feira, Mato Grosso do Sul, o sul de Mato Grosso e o sul de Goiás permanecem sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Nepal: especialistas apontam necessidade de monitoramento conjunto

    Nepal: especialistas apontam necessidade de monitoramento conjunto

    A continuidade das chuvas desde o desastre de 26 de agosto, nas montanhas do Nepal, mantém a região em alerta para novos deslizamentos, inundações ou avalanches, indica o Centro Internacional de Desenvolvimento Integrado de Montanhas (ICIMOD, na sigla em inglês). 

    Embora a possibilidade de novas enchentes não seja imediata, a criosfera (áreas da Terra cobertas por gelo) da região de Kiyrong-Rasuwa sofreu profundas mudanças com o colapso da geleira do pico Langtang Lirung.

    Houve formação de lagos em áreas elevadas, além de impacto desconhecido sobre outras geleiras próximas, com o abalo secundário causado pelo desastre de agosto. 

    Os impactos levaram a uma queda rápida e brusca de sedimentos, de um patamar de 5 mil metros de altura para 2 mil metros, onde fica a região do vale do rio Lhende Khola. A área transformou-se num mar de lama e detritos e foi destaque nos noticiários há duas semanas. 

    Especialistas ouvidos pela Agência Brasil citam a ocorrência de novos desastres e o monitoramento conjunto dessas condições naturais como as principais preocupações no momento. 
     


    Mud covers houses and a road following a flash flood at Trishuli in Nuwakot district, Nepal, August 26, 2026. REUTERS/Navesh Chitrakar
    Mud covers houses and a road following a flash flood at Trishuli in Nuwakot district, Nepal, August 26, 2026. REUTERS/Navesh Chitrakar
    Mar de lama na região de Kiyrong-Rasuwa, no Nepal  – REUTERS/Navesh Chitrakar/ Proibido reprodução

    Novas ocorrências

    É necessário observar as rochas e o gelo do glaciar ao redor da fonte, as paredes íngremes dos vales perturbadas pela avalanche, os bloqueios temporários de rios e o grande volume de sedimentos soltos depositados ao longo do vale, que podem ser movidos em chuvas fortes futuras ou novas enchentes.

    O pesquisador sênior e especialista em monitoramento Sher Muhammad, do ICIMOD, explica que análises preliminares com base em registros de satélites foram o suficiente para reconstruir a fonte e o caminho da cascata. Além disso, dois trabalhos são úteis para analisar os colapsos, mas ainda não passaram pela revisão de pares.

    “A dinâmica é semelhante àquela do desastre de Chamoli, em 2021, na porção indiana do Himalaia. Os estudos da época mostraram como um grande colapso envolvendo rochas e glaciar pode rapidamente se transformar em uma enchente com impactos devastadores.”

    Embora os eventos sejam muito parecidos, Muhammad alerta para a necessidade de confirmar os dados iniciais e só então comparar, definitivamente, os cenários de Chimodi e Rasuwa. A hipótese de um colapso na ligação entre rocha e glaciar (geleira) é a mais aceita internacionalmente. 

    Segundo o especialista Jefferson Simões, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera (INCT Criosfera), a piora nas condições climáticas pode levar à perda de aderência entre o glaciar e a rocha que o sustenta, acumulando água e contribuindo para a quebra das rochas.

    “São eventos conhecidos, ocorrem de tempos em tempos, porque são geleiras em montanhas com vertentes muito íngremes”, explica Simões, que também é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS).

    O problema maior é quando há proximidade entre zonas habitadas e estes locais. Um evento semelhante, na região de Yungay, no Peru, matou cerca de 20 mil pessoas. 

    “O Instituto Nacional de Geleiras e Ecossistemas de Montanha do Peru monitora quase 60 geleiras que apresentam graus diferentes de risco. Vales de origem glacial são muito íngremes. Quando provoca uma queda aquela mistura de água, gelo, lama, rocha, tudo vem ladeira abaixo, e vem arrasando tudo. A diferença dessa vez é que se filmou.”

    Outro ponto destacado por Simões é que a água de derretimento geralmente forma lagoas na frente da geleira.

    “Isso se dá porque o próprio gelo transporta sedimentos que formam uma barreira e vai acumulando água. Quando essa massa enorme de gelo e rocha invade esse lago há o estouro da barreira natural”. 

    Hoje, na região de Rasuwa, o governo nepalês mantém dois lagos glaciais sob vigilância. Embora recentes, já estiveram perto do ponto de extravasamento há cerca de uma semana.

    Aquecimento global

    Embora as autoridades locais e da Organização das Nações Unidas (ONU) já tenham indicado o perigo do aquecimento global para a condição das geleiras, tanto Simões quanto Muhammad foram taxativos ao afirmar que não há elementos suficientes para atribuir o desastre em Rasuwa exclusivamente ao fenômeno.


     aquecimento global Mudança climática jovens mobilização
     aquecimento global Mudança climática jovens mobilização
    Aquecimento da Terra altera a condição climática global. Reuters/Eric Gaillard/Direitos Reservados

    “O aquecimento está claramente afetando o gelo em todo o Himalaya e alterando as condições gerais lá. Esse processo pode afetar a estabilidade das montanhas e levando à infiltração de água em fraturas do gelo ou das rochas. Apesar disso, não podemos dizer que o aquecimento é causa direta do colapso”, pondera Muhammad.

    O especialista paquistanês destacou ainda a importância cada vez maior de mapeamento e acompanhamento das condições locais. De acordo com ele, embora não seja possível impedir colapsos naturais, é possível reduzir suas consequências combinando melhorias no monitoramento, melhor uso das terras em áreas de risco e estratégias de aviso precoce e evacuação.

    “Precisamos de um monitoramento sistemático por satélite de geleiras e encostas potencialmente instáveis em toda a região, de forma regular, seguido por uma observação mais intensa dos pontos críticos identificados usando câmeras, sensores sísmicos, instrumentos de campo e medidores de rios. Essas observações devem estar diretamente conectadas aos sistemas de alerta prévio.” 

    Para Muhammad, a principal lição do colapso de agosto é que monitorar geleiras, encostas e rios separadamente não é mais suficiente.

    “Eles precisam ser tratados como um sistema de risco conectado.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Amazonas ganha quatro reservas de desenvolvimento sustentável

    Amazonas ganha quatro reservas de desenvolvimento sustentável

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto criando quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas. A medida protege a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas das populações locais, em categoria de unidade de conservação que admite o uso sustentável dos recursos pelos moradores.

    As reservas são Tupana Igapó-Açu I, no município de Borba; Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá; Canaã, em Careiro e Arautazes; e Mirari, em Humaitá. Somadas, as reservas chegam a cerca de 669 mil hectares.

    Lula também assinou decreto que amplia em 7.192 hectares o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí,  totalizando a área em 13.502 hectares. Em discurso, o presidente disse que a proteção total do meio ambiente só ocorrerá quando a sociedade perceber o quão lucrativo é o turismo em áreas preservadas para “descansar e conhecer a nossa riqueza”.

    “[A sociedade] vai ter o dinheiro suficiente para justificar que a floresta em pé é mais rentável que uma floresta derrubada ou queimada”. A assinatura dos decretos ocorreu em alusão ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.

    Na ocasião, o Serviço Florestal Brasileiro assinou os contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá, no Amazonas, com prazo de 40 anos. Os contratos abrangem 162,7 mil hectares e concluem a concessão das três unidades da Flona de Humaitá, que totalizam 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.

    Quilombolas

    O evento também marcou a destinação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia, em recursos não reembolsáveis, ao projeto Naturezas Quilombolas. A verba deverá apoiar a gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal, com previsão de elaboração e implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios. O projeto, com prazo de 60 meses, será executado pela Fundação Guamá.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Amazônia tem mais de 2,7 mil espécies de peixes, aponta estudo

    Amazônia tem mais de 2,7 mil espécies de peixes, aponta estudo

    A Bacia Amazônica abriga mais de 2,7 mil espécies de peixes de água doce, cerca de 15% de todas as espécies conhecidas no mundo. Aproximadamente dois terços delas são encontradas exclusivamente na região. Os dados fazem parte da quarta edição do relatório Peixes Esquecidos da Amazônia, liderado pela The Nature Conservancy (TNC), que reúne informações de mais de 50 especialistas de 30 organizações.

    Segundo os autores, a Amazônia é uma das últimas grandes bacias hidrográficas do mundo em que ainda é possível evitar uma perda de biodiversidade em larga escala e manter extensos sistemas de rios conectados. Para isso, porém, é preciso intensificar as ações antes que sejam necessários processos de restauração mais complexos e caros, explica a cientista da TNC e autora principal do relatório, Fernanda Silva.

    “Em todo o mundo, os esforços de conservação estão cada vez mais voltados à restauração dos ecossistemas depois que os danos já ocorreram. A Amazônia oferece uma oportunidade diferente: proteger um sistema de água doce de importância global enquanto ele ainda está em pleno funcionamento”, disse Fernanda.

    O relatório combina evidências científicas com conhecimento ecológico tradicional. A abordagem mostra que os peixes estão diretamente relacionados à manutenção dos ecossistemas, à segurança alimentar, às culturas, aos meios de subsistência e às economias das populações que vivem na região.

    Peixes ajudam a manter a floresta

    Segundo o levantamento, os peixes são indicadores de uma Amazônia saudável e contribuem para o funcionamento da floresta.

    Tambaquis, pacus e matrinxãs, por exemplo, entram em áreas de floresta alagada para se alimentar de frutos e podem dispersar sementes por grandes distâncias. Outras espécies transportam nutrientes e energia entre os ambientes aquáticos e terrestres. A redução dessas populações pode provocar efeitos em cadeia sobre a vegetação e sobre animais que dependem dos peixes, como botos, ariranhas e aves.

    A conectividade dos rios é outro elemento central. A dourada, uma das espécies analisadas, realiza a mais longa migração exclusivamente em água doce já registrada. Um único indivíduo pode percorrer mais de 11 mil quilômetros durante seu ciclo de vida, conectando as cabeceiras próximas aos Andes ao estuário do Amazonas.

    Quando essas conexões são interrompidas, os impactos podem ser grandes. No rio Madeira, por exemplo, barragens bloquearam antigas rotas migratórias da dourada e contribuíram para a redução dos estoques de peixes e para o desaparecimento, na prática, de uma atividade pesqueira histórica na região da Cachoeira do Teotônio.

    Biodiversidade sob pressão

     


    14/05/2026 - Belterra - Floresta 
Nacional do Tapajós - Pará - Na comunidade de Piquiatuba, dentro da Floresta 
Nacional do Tapajós, Elton Vasconcelos criou um 
negócio que une culinária regional, turismo de 
experiência e desenvolvimento comunitário.
A Casa do Eltom virou referência para visitantes que 
buscam viver a Amazônia real: sabores locais, trilhas, 
hospitalidade e conexão com a floresta. E é exemplo 
vivo do turismo de base comunitária.
O empreendimento agora amplia sua atuação com 
passeios turísticos e hospedagem, incluindo a 
implantação de chalés após conseguir aporte de R$ 
200 mil de investidores e alta demanda já na fase 
inicial. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    14/05/2026 - Belterra - Floresta 
Nacional do Tapajós - Pará - Na comunidade de Piquiatuba, dentro da Floresta 
Nacional do Tapajós, Elton Vasconcelos criou um 
negócio que une culinária regional, turismo de 
experiência e desenvolvimento comunitário.
A Casa do Eltom virou referência para visitantes que 
buscam viver a Amazônia real: sabores locais, trilhas, 
hospitalidade e conexão com a floresta. E é exemplo 
vivo do turismo de base comunitária.
O empreendimento agora amplia sua atuação com 
passeios turísticos e hospedagem, incluindo a 
implantação de chalés após conseguir aporte de R$ 
200 mil de investidores e alta demanda já na fase 
inicial. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Belterra – Floresta Nacional do Tapajós  – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Apesar da riqueza, o estudo aponta lacunas importantes no conhecimento sobre as espécies amazônicas. A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) reúne 144 espécies ameaçadas na região, enquanto outras 334 estão classificadas como Dados Insuficientes. A falta de monitoramento e de colaboração entre os países da bacia pode fazer com que os riscos sejam maiores do que os atualmente conhecidos.

    As ameaças atuam de forma combinada. Hidrelétricas, desmatamento, poluição e pesca excessiva podem interromper a conectividade dos rios, fragmentar habitats, modificar os regimes naturais de vazão e deteriorar a qualidade da água.

    As mudanças climáticas tendem a agravar esse cenário. Projeções reunidas no relatório indicam que a descarga anual dos rios pode diminuir mais de 40% em algumas regiões importantes, como as cabeceiras do Madeira. Secas prolongadas podem prejudicar a reprodução e a migração dos peixes, reduzir o oxigênio disponível na água e concentrar contaminantes. Nos Andes, o aumento das temperaturas também ameaça espécies endêmicas adaptadas a águas frias.

    O garimpo acrescenta outra pressão. Segundo dados reunidos no estudo, a mineração não industrial de ouro responde por 83% das emissões causadas por atividades humanas de mercúrio na América do Sul. O contaminante se acumula na cadeia alimentar, e o consumo de pescado é apontado como a principal via de exposição humana ao mercúrio na Amazônia.

    Peixe e segurança alimentar

     


    Brasília (DF),  19/03/2026 - Peixes contaminados trazem riscos à saúde de ribeirinhos na Amazônia.
Foto: Nayara Jinknss/Greenpeace
    Brasília (DF),  19/03/2026 - Peixes contaminados trazem riscos à saúde de ribeirinhos na Amazônia.
Foto: Nayara Jinknss/Greenpeace
    pesca também movimenta a economia regional e impacta segurança alimentar das populações. Foto: Nayara Jinknss/Greenpeace – Nayara Jinknss/Greenpeace

    A conservação dos rios também tem impacto direto sobre as populações amazônicas. Em algumas comunidades ribeirinhas remotas, o consumo de pescado ultrapassa 600 gramas por pessoa por dia. O peixe está entre as fontes de proteína animal mais acessíveis para famílias de baixa renda e fornece nutrientes importantes para o desenvolvimento e a saúde.

    A pesca também movimenta a economia regional, embora parte significativa da atividade não apareça nas estatísticas oficiais por ser artesanal, de pequena escala ou voltada à subsistência. Pelo menos 200 espécies são capturadas comercialmente, enquanto a pesca ornamental exporta dezenas de milhões de exemplares por ano e sustenta milhares de famílias. O relatório destaca ainda a participação das mulheres nas diferentes etapas da cadeia e em associações comunitárias.

    Conhecimento indígena

    O estudo dá destaque ao conhecimento de povos indígenas e comunidades tradicionais sobre os rios. Segundo a coordenadora-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), Fany Kuiru Castro, práticas locais de governança ajudam a proteger os rios e a manter sua conectividade diante das pressões crescentes.

    “Para os povos indígenas, os peixes não são simplesmente um recurso. Eles fazem parte da nossa identidade, dos nossos sistemas alimentares, das nossas histórias e da nossa relação com os rios vivos”, afirmou Fany.

    Ela ressaltou que Qualquer estratégia para conservar a Amazônia deve reconhecer os direitos territoriais indígenas, além de “respeitar os conhecimentos ancestrais e fortalecer a liderança indígena na proteção das águas que conectam toda a bacia”.

    O relatório identificou pelo menos 155 iniciativas de manejo comunitário da pesca no Brasil, Peru, Bolívia e Colômbia. Juntas, elas abrangem quase 13 milhões de hectares e envolvem mais de 1,2 mil comunidades e 21 mil pescadores. Segundo o estudo, essas experiências estão associadas ao aumento da abundância de peixes e da riqueza de espécies, além de benefícios econômicos e sociais.

    Entre as medidas apontadas estão a proteção de rios de fluxo livre, a recuperação de regimes naturais de vazão, a restauração de habitats e espécies, a melhoria da qualidade da água e a prevenção da expansão de espécies não nativas.

    Como rios, peixes, sedimentos e nutrientes atravessam fronteiras nacionais, os autores defendem que as ações sejam articuladas em escala de toda a bacia, com participação formal de povos indígenas e comunidades locais na gestão dos rios. Para a diretora administrativa regional da TNC para a América Latina, Paula Caballero, a conservação traz benefícios para diferentes setores.

    “O relatório deixa claro que proteger os sistemas de água doce da Amazônia não é apenas um imperativo ambiental, mas também uma necessidade econômica e social”, afirmou.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Após frente fria, temperaturas voltam a subir nesta terça-feira (8)

    Após frente fria, temperaturas voltam a subir nesta terça-feira (8)

    Após a passagem de uma forte frente fria para esta época do ano, que derrubou as temperaturas e provocaram instabilidades no fim de semana e no feriado, a terça-feira (8) será marcada pela elevação gradual dos termômetros no Centro-Oeste e pela redistribuição das chuvas pelas demais regiões do país.

    Centro-Oeste

    No Centro-Oeste, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pancadas de chuva com trovoadas isoladas ainda estão previstas para o norte, leste e sudeste de Mato Grosso, além de grande parte de Goiás. No Distrito Federal e nas demais áreas do MT ocorrem chuvas isoladas.

    Após o frio do feriadão, as temperaturas entram em elevação na região. A mínima será de 17 °C em Campo Grande (MS) e a máxima chega a 35 °C em Cuiabá (MT). A temperatura segue amena no Distrito Federal, com máxima de 27 °C em Brasília.

    Sul

    Em grande parte da Região Sul será mais um dia de sol e poucas nuvens, com o frio começando a diminuir. No Paraná, a nebulosidade aumenta. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o predomínio será de poucas nuvens e temperaturas baixas.

    Há previsão de geada durante a madrugada e ao amanhecer no centro-leste do Rio Grande do Sul e nas serras de Santa Catarina. Entre as capitais, a mínima será de 8 °C em Curitiba (PR) e a máxima de 22 °C em Porto Alegre (RS).

    Sudeste

    A volta do feriadão no Sudeste terá pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Triângulo Mineiro. Chuvas isoladas ocorrem no centro-norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Nas demais áreas da região, o céu fica com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada.

    O frio começa a diminuir no Sudeste. Entre as capitais, a mínima será de 11 °C em São Paulo. As máximas voltam a superar a marca dos 20 °C em todas as capitais, chegando a 25 °C no Rio de Janeiro (RJ).

    Norte

    No Norte, a terça-feira segue com instabilidades sobre grande parte dos estados do Amazonas, Tocantins e no sudeste do Pará, onde ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas. Há possibilidade de chuvas isoladas em outras localidades e tempo com muitas nuvens no norte do Pará e no Amapá. Em relação às temperaturas, a mínima será de 20 °C em Rio Branco (AC), e a máxima, de 36 °C em Rio Branco, Manaus (AM) e Palmas (TO).

    Nordeste

    Já no Nordeste, as condições para pancadas de chuva isoladas persistem sobre o centro-sul e oeste da Bahia, no sul e noroeste do Maranhão. Também há possibilidade de chuvas isoladas no centro-sul do Piauí e do Maranhão e na faixa litorânea da região Nordeste. Nas demais áreas, o dia terá muitas nuvens, mas sem chuva.

    Entre as capitais, a temperatura mínima será de 23 °C em Aracaju (SE) e Maceió (AL), e a máxima chega a 33 °C em São Luís (MA) e 39 °C em Teresina (PI).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rio de Janeiro tem aviso de ressaca; ciclovia Tim Maia é fechada

    Rio de Janeiro tem aviso de ressaca; ciclovia Tim Maia é fechada

    O Rio de Janeiro segue com aviso de ressaca no mar. De acordo com a Marinha do Brasil, até o final da tarde desta segunda-feira (7), as ondas podem chegar a até 2,5 metros de altura. 

    Por isso, a Prefeitura da capital interditou a ciclovia Tim Maia no trecho entre a praia de São Conrado e a passarela metálica do Vidigal. A medida não afeta o tráfego na Avenida Niemeyer, paralela à ciclovia.

    Como a estrutura para ciclistas fica rente ao mar, sempre que são verificadas condições adversas mais intensas, a via é fechada pela Prefeitura. Em 2016, poucos meses após ser inaugurada, parte da ciclovia desabou durante um temporal matando duas pessoas. 

    A Marinha também emitiu as seguintes orientações durante o período de ressaca: 

    • evite banho de mar e a prática de esportes aquáticos em áreas com condições de ressaca;
    • não permaneça em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar durante o período do aviso;
    • os frequentadores de praias devem seguir rigorosamente as orientações das equipes do Corpo de Bombeiros;
    • pescadores devem evitar navegar enquanto a ressaca estiver ativa;
    • evite pedalar de bicicleta na orla se as ondas estiverem alcançando a ciclovia;
    • em caso de acidentes no mar, não tente resgatar vítimas por conta própria. Acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

    Meteorologia

    O tempo permanece instável na cidade do Rio de Janeiro nesta segunda-feira devido ao transporte de umidade do oceano para o continente. O céu está encoberto e chove de forma fraca a moderada em locais isolados ao longo do dia.

    Os ventos podem ficar moderados, chegando até a 51 quilômetros por hora (km/h) e as temperaturas variam entre 12 graus Celsius (°C) e 20°C. A previsão é do sistema Alerta Rio, da Prefeitura. O tempo deve continuar nublado, com chuva fraco pelo menos até sexta-feira (11).

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Convivência da cidade e vida selvagem é tema do Caminhos da Reportagem

    Convivência da cidade e vida selvagem é tema do Caminhos da Reportagem

    O episódio “Cidade Selvagem, Fauna Urbana”, do programa Caminhos da Reportagem, vai ao ar nesta segunda-feira (7), às 23h30, na TV Brasil, com uma análise sobre a vida silvestre que ainda resiste, adaptando-se aos impactos da expansão urbana da cidade de São Paulo (SP). A premiada atração da emissora pública mostra algumas das iniciativas para recuperação e preservação da fauna e flora nativas na maior metrópole da América Latina.

    Apesar da prevalência já estabelecida da espécie humana ter transformado profundamente a paisagem, a capital paulista ainda abriga vida selvagem sob o asfalto e acima dos prédios, sendo que registros históricos e os nomes próprios de alguns lugares mantêm viva a memória da fauna nativa.

    Os povos originários davam nomes para as áreas usando os animais como referência: M’Boi Mirim significa cobra pequena (como a Dormideira, Dipsas mikanii); o Rio Tamanduateí rememora o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla); o Tatuapé, o caminho do tatu (Dasypus novemcinctus). 

    Na edição, o Caminhos da Reportagem mostra que essa relação ancestral com a fauna é preservada na Terra Indígena Jaraguá, onde 45 famílias Guarani mantêm relação sustentável com o território e forte vínculo espiritual com os animais. Liderança tradicional da Tekoa Yvy Porã, Márcio Mendonça Boggarim, ou Guarani Karaí Werá Mirim, em tupi-guarani, destaca a relevância das abelhas nativas sem ferrão para a cultura local: 

    “Todos os animais, para nós Guarani, são considerados sagrados. O Guarani se fortalece mentalmente por meio dessas espécies nativas, principalmente a Jataí [Melipona rufiventris]. A gente utiliza a cera, a própolis e o mel para fazer batismo e curar pessoas doentes”, afirma.

    Outro entrevistado é o ornitólogo Luís Fábio Silveira, diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP), que comenta que a região era marcada por uma transição geográfica singular:  “Tinha essa mescla de Mata Atlântica com campos naturais, tanto que a cidade, antes de chamar São Paulo, se chamava São Paulo dos Campos de Piratininga”, informa.

    A degradação histórica das matas também motivou iniciativas privadas de restauração. No extremo sul da cidade, dentro da APA Capivari-Monos, Jayme Roso reconstruiu, na década de 1960, uma área desmatada que deu origem à Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sítio Curucutu. “Quando eu cheguei aqui não tinha nada. Acredito que tenha plantado umas 650 mil mudas”, ilustra. Sua filha e gestora da reserva, Ana Roso, explica que esse trabalho é feito hoje pelos próprios animais: “Meu pai reflorestou no passado, mas depois a anta [Tapirus terrestris] fez o trabalho dela: ela come frutos maiores e vai dispersando as sementes, ajudando a reflorestar”, contextualiza.

    Fauna silvestre em São Paulo

    De acordo com o Inventário da Fauna Silvestre de São Paulo, o município conta com 1.475 espécies de animais catalogadas, das quais 223 estão ameaçadas de extinção. Para socorrer a fauna vitimada pelo tráfico e por atropelamentos, choques elétricos e linhas de pipa com cerol, o Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (Cemacas) opera em duas unidades: uma no Parque do Ibirapuera e outra no Refúgio de Vida Silvestre Anhanguera. 

    O médico veterinário Felipe Lucato, ouvido pela atração jornalística, aponta a dimensão do trabalho realizado pela instituição. 

    “O número anual de animais que a gente recebe é em torno de 13 mil. Na alta temporada, chegamos a receber até 2 mil animais por mês”, conta.

    Contudo, nem todos os espécimes conseguem retornar ao seu habitat natural. O manejo humano inadequado e as sequelas do tráfico ilegal impedem a soltura.

    A preservação da fauna também ganha força com a participação ativa da sociedade por meio da ciência cidadã. A fotógrafa e educadora Paula Romano transforma registros de insetos em dados para pesquisadores na plataforma iNaturalist. Com mais de 24 mil postagens, ela já auxiliou na descrição de espécies e no mapeamento de animais ameaçados de extinção.  “Felizmente, agora, a gente tem visto muitos pesquisadores usando esse material. A minha autoestima é lapidada a partir disso”, enfatiza.

    A observação atenta do ambiente urbano pode, ainda, converter cenas comuns em grandes manifestações artísticas. Ao registrar pássaros pousados em fios elétricos na cidade de Santana do Livramento (RS), o repórter fotográfico Paulo Pinto capturou uma imagem que chamou a atenção do diretor de arte e músico Jarbas Agnelli. “Cinco fios é o mesmo número de linhas numa partitura. Fui pro piano e interpretei aquilo”, menciona. A composição e o vídeo resultantes alcançaram milhões de visualizações.

    Quinze anos depois, Jarbas e Paulo voltaram para Santana do Livramento para fazer nova sinfonia. O projeto, que ficou conhecido como Sinfonia da Energia e contou com outras 60 fotografias de diversos lugares do mundo, foi feito em parceria com a Agência África Creative e com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). Neste ano, a campanha conquistou o Leão de Ouro no Festival Internacional de Criatividade de Cannes. “Qual não foi nossa surpresa ao verificar que os pássaros já não estavam mais lá, porque o dono da casa que alimentava os passarinhos já tinha ido embora também. E a mãe que indicou também já não estava mais aqui. Então, diante de tudo isso, o  que ficou de lição? Que nós temos que aproveitar o momento”, reflete Paulo.

    Sobre o programa

    No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileiras mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos. Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.

    Exibido às segundas, às 23h30, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 3h. A produção disponibiliza as edições especiais no site do programa e no YouTube da emissora pública. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site.

    Ao vivo e on demand

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize.
    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras

    Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras

    No Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), especialistas destacam a urgência de investimento na restauração de terras degradadas em territórios indígenas, o que significa ir além do plantio de árvores ou da recomposição da vegetação perdida.

    A recuperação pode proteger nascentes, aumentar a segurança alimentar, trazer de volta espécies usadas pelas comunidades, fortalecer conhecimentos tradicionais e gerar renda.

    A discussão ganha mais importância no momento em que o Brasil amplia suas metas de recuperação de áreas degradadas. Durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia, o país apresentou o compromisso de restaurar mais de 163 mil quilômetros quadrados até 2030.

    Parte do esforço deverá alcançar territórios indígenas.

    Dados do TerraClass de 2022 indicam que as terras indígenas da Amazônia concentram 952,3 mil hectares de áreas degradadas, predominantemente ocupadas por pastagens. Outros 24,4 mil hectares estão destinados à agricultura e 18,9 mil hectares à mineração.


    Brasília (DF), 05/09/2026 - Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras, Diana Nascimento especialista em restauração indígena da TNC Brasil.
Foto: Diana Nascimento/Arquivo pessoal
    Brasília (DF), 05/09/2026 - Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras, Diana Nascimento especialista em restauração indígena da TNC Brasil.
Foto: Diana Nascimento/Arquivo pessoal
    Para a líder do povo Kaingang, Diana, a participação indígena muda até a definição do que é restaurar. Foto: Diana Nascimento/Arquivo pessoal

    Também foram identificados 840,5 mil hectares de vegetação secundária. Somadas às áreas degradadas, elas representam um potencial de restauração estimado em 1,79 milhão de hectares dentro de terras indígenas da Amazônia.

    Apesar das pressões, esses territórios continuam entre as áreas mais conservadas do país. Segundo o Relatório Anual do Desmatamento do MapBiomas divulgado em 2026, apenas 1,7% de toda a perda de vegetação nativa registrada no Brasil entre 2019 e 2025 ocorreu dentro de terras indígenas.

    A indígena do povo Kaingang e especialista da The Nature Conservancy Brasil (TNC), Diana Nascimento, diz que os números de hectares recuperados não são suficientes para medir o sucesso de uma iniciativa. É preciso também participação ativa dos que vivem nos territórios.

    “Quando os povos indígenas assumem o protagonismo da restauração, o território deixa de ser visto apenas como uma área onde precisamos recuperar vegetação e passa a ser entendido a partir de sua relação com as pessoas, a cultura, a alimentação, os conhecimentos tradicionais e os modos de vida”, afirma.

    Segundo Diana, a participação indígena muda até mesmo a definição do que é restaurar.

    “Não se trata apenas de quantos hectares foram restaurados ou quantas árvores foram plantadas, mas de entender quais espécies são importantes para aquele povo, quais alimentos e conhecimentos precisam ser recuperados, quais áreas são prioritárias e o porquê, e ainda como essa restauração pode contribuir para fortalecer a gestão e a autonomia do território”, explica Diana.

    Onde restaurar

    A definição das áreas prioritárias é um dos desafios diante da extensão dos territórios e da limitação de recursos. Uma área muito degradada, por exemplo, não será necessariamente aquela capaz de produzir os maiores benefícios para uma determinada comunidade.

    Para ajudar nesse planejamento, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) desenvolveu um sistema integrado de informações para apoiar decisões sobre conservação e restauração em terras indígenas.

    A iniciativa reúne dados sobre degradação, segurança hídrica, biodiversidade, mudanças climáticas, governança territorial, sustentabilidade, educação e saúde, entre outros fatores. O sistema foi desenvolvido em parceria com a TNC Brasil, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e o programa britânico UK PACT.

    Guillermo Florez Montero, líder de Ciência de Dados da TNC Brasil, explica que a ferramenta permite combinar diferentes variáveis e atribuir pesos a elas conforme os objetivos de cada projeto. Uma terra indígena com áreas de preservação permanente, cabeceiras de rios ou matas ciliares degradadas pode receber prioridade mesmo sem apresentar o maior nível de degradação.

    “Podemos considerar áreas localizadas em regiões com maior insegurança hídrica, a partir do índice de segurança hídrica, ou mais ameaçadas pelo fogo, outro critério presente no sistema. Dessa forma, conseguimos construir modelos customizados”, explica.

    O sistema utiliza uma metodologia de análise multicritério, pela qual o usuário seleciona as variáveis e estabelece a importância relativa de cada uma. O resultado é um índice comparativo que ajuda a indicar quais territórios merecem maior atenção diante de determinado objetivo.

    Florez ressalta, entretanto, que o resultado matemático não substitui a decisão das comunidades.


    Brasília (DF), 05/09/2026 - Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras, Guillermo Florez Montero da TNC Brasil
Foto: Guilhermo Florez Montero/Arquivo pessoal
    Brasília (DF), 05/09/2026 - Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras, Guillermo Florez Montero da TNC Brasil
Foto: Guilhermo Florez Montero/Arquivo pessoal
    Guillermo, da TNC Brasil, ressalta que resultado matemático não substitui decisão das comunidades. Foto: Guilhermo Florez Montero/Arquivo pessoal

    “O modelo pode indicar uma terra indígena específica para a implementação de determinado projeto. Mas, se a liderança não quiser, não estiver interessada ou se a iniciativa não estiver entre as prioridades da gestão daquele território, isso deverá ser respeitado”, garante.

    A ferramenta pode ser utilizada, por exemplo, quando surgirem recursos destinados à recuperação de áreas degradadas ou projetos de restauração com finalidade produtiva.

    “Se tenho um território com altíssima insegurança alimentar, por exemplo, posso priorizar a restauração socioprodutiva nessa área, desde que as demais condições necessárias também sejam atendidas”, diz.

    Restaurar cultura e alimento

    Segundo Diana, povos indígenas acumulam conhecimentos transmitidos entre gerações sobre sementes, espécies nativas, ciclos naturais, períodos de plantio e colheita, manejo dos solos, plantas medicinais e alimentos tradicionais.

    As mulheres indígenas, acrescenta, têm papel especialmente importante em muitos territórios por sua atuação na produção de alimentos, conservação de sementes e transmissão de conhecimentos.

    “Valorizar esse conhecimento pode contribuir para recuperar espécies e alimentos tradicionais, fortalecer a segurança alimentar, aumentar a resiliência das comunidades, ao mesmo tempo que conservam grandes áreas de biodiversidade”, afirma.

    Para ela, o conhecimento tradicional não deve ser colocado em oposição ao conhecimento técnico.

    “Quando conhecimentos tradicionais e conhecimentos técnicos dialogam, podemos encontrar soluções mais adequadas às características de cada território”, diz.

    “A restauração, portanto, pode ser também um processo de recuperação de conhecimentos, práticas culturais, sementes, alimentos e relações com o território”, complementa Diana.

    Prevenção

    Mineração, fogo, expansão de pastagens e outras formas de alteração do uso da terra atingem de maneiras diferentes cada território. Por isso, as ações de restauração precisam estar associadas à prevenção de novos impactos e ao fortalecimento da gestão territorial.

    A existência de instrumentos de gestão ambiental e territorial indígena, a disponibilidade de água, a vulnerabilidade às mudanças climáticas e as condições de saúde das comunidades estão entre os critérios considerados pelo sistema desenvolvido pela Funai e parceiros.

    A proposta está alinhada à Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) e também dialoga com o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que prevê recuperar 12 milhões de hectares até 2030.

    Para Diana, fortalecer as próprias comunidades deve ser entendido como parte do processo.

    “Um território com uma governança fortalecida e comunidades mais resilientes tem maior capacidade de conservar seus recursos naturais, enfrentar as pressões externas e responder aos impactos das mudanças climáticas”, avalia.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Feriadão: fim de semana deve ser de chuva em boa parte do país

    Feriadão: fim de semana deve ser de chuva em boa parte do país

    O fim de semana que antecede o feriado do Dia da Independência será de possibilidade de chuva e trovoadas do oeste a sul da Região Norte, passando por todo o Centro-Oeste e por grande parte do Sudeste.

    De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), para essas áreas, não se descarta a ocorrência de tempestades. A instabilidade é resultado da passagem de uma forte frente fria, que deve causar queda acentuada da temperatura desde o extremo sul do Brasil até o sul da Amazônia.

    “No Sul, em especial, a presença do sistema de alta pressão que acompanha o avanço da massa de ar frio, garante estabilidade durante o feriadão no Rio Grande do Sul e em grande parte de Santa Catarina. Apesar do tempo firme nessas áreas, a temperatura será muito baixa, com possibilidade de geada no Rio Grande do Sul e em regiões de serra de Santa Catarina, além do sul do Paraná”, destacou o Inmet.

    >> Confira a previsão do tempo por região:

    Norte

    Neste sábado (5), a previsão inclui áreas de instabilidade que atuam sobre o oeste e sul da região. Com isso, ocorrem chuvas acompanhadas de trovoadas no centro-sul do Pará, no Tocantins, em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas. Em Roraima e nas demais áreas do Amazonas, há possibilidade de chuva isolada.

    Nas demais áreas, incluindo Belém e Macapá, a previsão é de muitas nuvens, mas sem chuva. No Amazonas e em Roraima, o dia será quente com temperaturas muito altas, com máximas de 37°C em Manaus e Boa Vista. A temperatura mínima entre as capitais será de 22°C em Palmas.

    Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul de Rondônia.

    Já o domingo (6), véspera do feriado, será marcado com muita instabilidade, pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Acre, em Rondônia, no Amazonas e no sudoeste do Pará. No centro-oeste de Roraima, no norte e leste do Amapá, no sudeste do Pará e no centro-norte do Tocantins ocorrem chuvas isoladas.

    Não chove no norte do Pará, incluindo a capital Belém, onde o céu fica com muitas nuvens. O calor não dá trégua na região Amazônica e aumenta no Pará. Em Manaus, a máxima pode chegar a 37°C. Em Boa Vista, 36°C. Em Belém, 35°C. Em Porto Velho, onde a nebulosidade predomina, a máxima fica em 32°C.

    Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no leste do Acre, sul do Amazonas e em Rondônia. Também há aviso amarelo de perigo potencial para declínio de temperatura no sudeste do Acre e no sudoeste e sul de Rondônia.

    Nordeste

    O sábado registra áreas de instabilidade que se formam na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e causam chuvas acompanhadas de trovoadas no oeste da Bahia. No sul do Maranhão e do Piauí, ocorrem chuvas isoladas ao longo do dia. Na região central do Maranhão, há possibilidade de chuva isolada.

    O tempo fica ensolarado, com poucas nuvens, em grande parte da região central da Bahia, no sul do Ceará, no sudoeste da Paraíba e no centro-oeste de Pernambuco. Nas demais áreas, o sábado terá muitas nuvens, mas sem chuva. Entre as capitais, a temperatura varia entre a mínima de 22°C em João Pessoa e a máxima de 39°C em Teresina.

    No sábado, há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar durante a tarde no Piauí, centro-sul do Ceará, sudoeste do Rio Grande do Norte, oeste de Pernambuco e de Alagoas e grande parte do estado da Bahia, exceto a faixa litorânea.

    Já no domingo, o tempo seco persiste, com poucas nuvens, no leste do Maranhão, centro do Piauí, centro-sul do Ceará, extremo oeste da Paraíba, oeste de Pernambuco e norte da Bahia. Nas demais áreas da região, a véspera de feriado terá sol entre muitas nuvens.

    Ocorrem pancadas de chuva isoladas no leste da Paraíba, de Pernambuco e no litoral norte de Alagoas. Outra área com chuvas isoladas é o extremo oeste da Bahia, nas regiões de Luís Eduardo Magalhães (BA) e Correntina (BA), e no sul do Maranhão, na região de Balsas (MA) e Alto Parnaíba.

    O calor será intenso – a temperatura máxima passa dos 30°C em todas as capitais nordestinas, incluindo máxima de 32°C em Salvador, Maceió, Recife e Fortaleza; 33°C em São Luís; e 39°C em Teresina.

    Centro-Oeste

    No sábado, a passagem da frente fria pela região deve formar fortes áreas de instabilidade que causam chuvas acompanhadas de trovoadas no Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul e em Goiás. No Distrito Federal, o sábado terá muitas nuvens e pancadas de chuva. A mínima entre as capitais será de 19°C em Goiânia e a máxima de 37°C em Cuiabá.

    Há perigo potencial para tempestades no sudoeste e sul de Mato Grosso e de Goiás e para todo o estado de Mato Grosso do Sul.

    Já no domingo, a previsão é de forte instabilidade. Em toda a região, ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas. As chuvas devem ser isoladas apenas no extremo nordeste de Mato Grosso e no sul de Mato Grosso do Sul.

    A temperatura entra em forte declínio em Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, mínima de 15°C e máxima de apenas 19°C. Em Cuiabá, a máxima não passa dos 26°C. Entre as capitais, a temperatura máxima será de 31°C em Goiânia.

    Ainda no domingo, permanece vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades entre o norte e leste de Mato Grosso do Sul, centro-sul de Goiás e Distrito Federal, e para grande parte do Mato Grosso, exceto a faixa nordeste do estado, que fica fora da área do aviso.

    Também há aviso amarelo de perigo potencial para declínio de temperatura no sudoeste e sul de Mato Grosso, sul de Goiás e em todo Mato Grosso do Sul.

    Sudeste

    O sábado começa com poucas nuvens no leste e nordeste de Minas Gerais. Muitas nuvens no centro-norte do Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Pela manhã, ocorrem pancadas de chuva isoladas em São Paulo, no oeste e sul de Minas Gerais, enquanto no centro-sul do Rio de Janeiro, há possibilidade de chuva isolada.

    No período da tarde, o avanço de uma frente fria aumenta a instabilidade sobre a região Sudeste. Com isso, o tempo fica chuvoso, com trovoadas, em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Triângulo Mineiro e no sudeste de Minas Gerais. No noroeste de Minas Gerais e no sul do Espírito Santo, ocorrem pancadas de chuva isoladas. A tarde ainda terá tempo firme no nordeste de Minas Gerais, com poucas nuvens.

    A mínima entre as capitais será de 15°C em São Paulo e Belo Horizonte. A máxima não passa dos 23°C em São Paulo. Já em Belo Horizonte e em Vitória, a temperatura máxima chega a 33°C.

    Para sábado, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades em São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul do Espírito Santo e no centro-sul de Minas Gerais. Para o norte de Minas Gerais, há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar durante a tarde.

    No domingo, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em grande parte da região. Apenas no extremo nordeste de Minas Gerais e no extremo norte do Espírito Santo não há previsão de chuva. O frio aumenta em São Paulo – a mínima chega a 10°C e a máxima não passa dos 17°C.

    A temperatura cai também no Rio de Janeiro, com mínima de 16°C e máxima de 24°C. A temperatura máxima entre as capitais será de 28°C em Belo Horizonte.

    Ainda no domingo, segue vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no centro-norte e leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul do Espírito Santo e no centro-sul de Minas Gerais, incluindo todas as capitais da região.

    Também há aviso amarelo de perigo potencial para declínio de temperatura em São Paulo, no Rio de Janeiro e no centro-sul de Minas Gerais.

    Sul

    No sábado, o dia registra chuva e trovoadas no Paraná e pancadas de chuva isoladas em Santa Catarina. Essa instabilidade deve ocorrer principalmente nos períodos da madrugada, manhã e começo da tarde.

    A partir da tarde, o avanço de uma forte massa de ar frio, que acompanha a frente fria, começa a dissipar as nuvens, e a temperatura entra em acentuado declínio na região.

    No Rio Grande do Sul, só há possibilidade de chuva no extremo noroeste do estado, mas, ao longo do dia, a nebulosidade diminui e, até a noite, o céu fica com poucas nuvens no centro, no sul e no oeste gaúcho, antecipando uma madrugada de domingo muito fria nas áreas de tempo mais aberto.

    As capitais registram temperaturas muito baixas – a máxima não passa dos 19°C em Porto Alegre, 16°C em Florianópolis e apenas 15°C em Curitiba.

    No sábado, está vigente aviso amarelo de perigo potencial para tempestades para grande parte do Paraná, ficando apenas a faixa de divisa com Santa Catarina fora da área do aviso.

    Para o domingo, a previsão é de chuvas acompanhadas de trovoadas isoladas no norte e leste do Paraná. No noroeste paranaense e na faixa litorânea do Rio Grande do Sul, o céu fica com muitas nuvens e há possibilidade de chuva isolada. Nas demais áreas, não chove.

    O frio será intenso na região. O dia começa com geada no sul e no sudoeste do Paraná, no meio-oeste e nas serras de Santa Catarina e no centro-sul do Rio Grande do Sul. Haverá frio intenso também nas capitais, com mínima de 6°C em Curitiba e Porto Alegre. A máxima não passa dos 17°C em Florianópolis e dos 14°C em Curitiba.

    No domingo, toda a região está com aviso amarelo de perigo potencial para declínio da temperatura.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original