Categoria: Meio Ambiente

  • Estudo prevê até 13,3 mil mortes no Brasil com calor do Super El Niño

    Estudo prevê até 13,3 mil mortes no Brasil com calor do Super El Niño

    O calor extremo causado pelo Super El Niño pode provocar 13,3 mil mortes no Brasil, a maioria nas regiões Norte e Nordeste, de acordo com relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago, divulgado nesta quarta-feira (23).

    O país deve ser o mais afetado na América Latina pelo fenômeno, caracterizado pelo aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico.

    >> Sob El Niño, primavera deve ter calor, seca e tempestades severas

    Ao todo, são esperadas, até fevereiro de 2027, 451 mil mortes no planeta com a ocorrência mais intensa do El Niño nos últimos anos.

    “Há muito tempo, conseguimos prever os impactos das temperaturas nas colheitas e agora podemos prever o impacto no pior cenário possível: a morte”, afirma Michael Greenstone, cofundador do Laboratório de Impacto Climático e professor na Universidade de Chicago.

    “Esse número (…) inclui pais e filhos, avós e vizinhos, pessoas que vão trabalhar, cuidam de suas famílias e vivem suas vidas”, complementou o cientista norte-americano, ao alertar sobre a mortalidade.

    Pela projeção dos cientistas, por causa do Super El Niño, que começou em junho de 2026, os dias extremamente quentes devem quase dobrar até fevereiro de 2027, ficando pelo menos 1,2 grau Celsius (ºC) acima do normal, em comparação com anos anteriores, o que pode se intensificar no verão.

    Sul global será mais afetado

    Segundo o relatório, as regiões que tendem a ser as mais afetadas pelo Super El Niño estão concentradas no Sul global.

    O Brasil está entre os cinco países com maior número estimado de mortes, na quinta posição do ranking, segundo o relatório. O período mais crítico no país deve ser o verão, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

    O levantamento chama atenção para estimativas mais altas de mortalidade no Norte e Nordeste, com destaque para o Pará, com a morte estimada de 2,3 mil pessoas, Maranhão, com mais 1,3 mil, além de Amazonas e Bahia, com 1,2 mil cada.

    O país se prepara com a instalação de bases do Ministério da Saúde, chamadas de Força Nacional do Sistema Único de Saúde, que contam com equipamentos e pessoal para atuar durante emergências e desastres.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 26/12/2025 – Pessoas se protegem do sol no centro da cidade em dia de calor no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 26/12/2025 – Pessoas se protegem do sol no centro da cidade em dia de calor no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
     Pessoas se protegem do sol no centro da cidade em dia de calor no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Na lista dos países em situação mais crítica, o Brasil é antecedido por Índia, Sudão, Indonésia e Nigéria.

    No continente americano, o país mais próximo do Brasil são os Estados Unidos, com 3,5 mil mortes a mais do que em um ano normal. Venezuela, com 2,3 mil mortes adicionais, e Colômbia, com 2,2 mil, também se destacam.

    No continente africano, o relatório projeta 67 mil mortes, sendo a maior parte de vidas a serem perdidas no Sahel, região de transição entre o Saara, ao norte, e as savanas, ao sul.

    Quase metade dessa estimativa de vítimas deve se concentrar na Nigéria. O país sofrerá com 31,4 mil mortes, à frente do Sudão, que enfrentará 17,5 mil mortes adicionais por calor, do Níger, 10 mil, e do Chade, 8 mil.

    No sudeste asiático, Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja podem chegar a 19,4 mil mortes acima do normal. E, na Índia, mais 15,8 mil.

    Amostra do futuro

    Os números estimados podem aumentar ainda mais caso o El Niño se prolongue, analisam os pesquisadores. Eles afirmam que o fenômeno é uma amostra das temperaturas que serão mais comuns daqui para frente, uma espécie de “cartão-postal do futuro”, do que o planeta se tornará com o avanço das mudanças climáticas.

    Para diminuir a mortalidade, os especialistas recomendam esforços humanitários multilaterais em ações comprovadamente eficazes, como alertas de calor, instalação de centros de resfriamento e pontos de hidratação, além de proteção da população mais vulnerável e trabalhadores. As medidas devem ser iniciadas desde já.

    “Aumentar a capacidade de resposta a emergências e direcionar melhor nossos esforços pode salvar muitas vidas este ano. Mas, daqui a 20 anos, quando as temperaturas extremas de hoje se tornarem a nova normalidade, não queremos estar em constante estado de emergência”, disse Tamma Carleton, coautora do relatório.

    Chefe de pesquisa do Laboratório de Impacto Climático e professora assistente da Universidade da Califórnia, Berkeley, ela alerta: “Precisamos mobilizar recursos agora para projetar, implementar e avaliar as ferramentas de preparação e planejamento que salvarão vidas nos próximos anos.”

    Para calcular os números de mortos, os pesquisadores utilizaram estudos anteriores que relacionaram temperatura e mortalidade em diferentes regiões, considerando na conta o clima local, vulnerabilidade da população e capacidade de adaptação de cada país e região.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cidade do Rio vive o setembro mais chuvoso em quase 30 anos

    Cidade do Rio vive o setembro mais chuvoso em quase 30 anos

    A cidade do Rio de Janeiro vivencia o mês de setembro mais chuvoso em 29 anos. O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) informou que a marca foi atingida nesta quarta-feira (23) ─ sete dias antes do fim do mês.

    Com base em dados do Sistema Alerta Rio, serviço de meteorologia da prefeitura, a cidade somou o volume de 171,9 milímetros (mm) de chuva até o início da tarde desta quarta-feira.

    Para se ter uma ideia do que essa quantidade significa, é preciso comparar que 1 mm de chuva equivale a 1 litro de água para cada metro quadrado de uma localidade.

    A prefeitura ressalta ainda que setembro de 2026 registra 19 dias seguidos de chuva. De acordo com o Alerta Rio, a chuva de setembro está relacionada à atuação de frentes frias e ao transporte de umidade do oceano em direção ao continente.

    Previsão de mais chuva

    O recorde de mês mais chuvoso deve se acentuar. Para os próximos dois dias (24 e 25), a previsão é de céu encoberto a parcialmente nublado, com chuva fraca a moderada isolada ao longo do período.

    A marca recorde anterior pertencia a setembro de 2025, com 157,7 mm. Já o período mais seco foi registrado no ano anterior, 2024, com apenas 6,9 mm. A série histórica começa em 1997.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Pesquisadores descrevem nova espécie de rã-de-vidro no Cerrado

    Pesquisadores descrevem nova espécie de rã-de-vidro no Cerrado

    Uma nova espécie de rã-de-vidro foi descrita e nomeada de Vitreorana micaelae após ser localizada em Luziânia, no estado de Goiás. A descoberta científica é resultado de esforço integrado de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade de Brasília (UnB).

    A pequena rã esverdeada e quase transparente chamou a atenção do grupo de pesquisadores liderados pelo biólogo Wilian Vaz-Silva nas matas de galeria que margeiam os pequenos riachos afluentes Rio Corumbá, no bioma Cerrado. Mesmo parecendo com outras espécies existentes, eles decidiram investigar.

    “Depois que esses animais foram encontrados, e o canto gravado, a gente partiu para avaliação, a comparação com outros grupos das rãs-de-vidro, porque essas rãs de vidro são, de modo geral, mais restritas à Mata Atlântica e Amazônia”, diz um dos biólogos autores do estudo, Reuber Brandão, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza da Fundação Grupo Boticário.

    Espécie

    A partir de trabalho integrado de diferentes áreas do conhecimento: morfologia, bioacústica, genética molecular e o próprio trabalho de campo, os pesquisadores concluíram que se tratava da 11ª espécie do gênero rã-de-vidro, das quais, apenas quatro são encontradas no território brasileiro e esta é a segunda que só ocorre no Cerrado.

    Segundo Brandão, além de um material molecular diferente das espécies já conhecidas pela ciência, foram identificadas características únicas nos indivíduos analisados. “Do ponto de vista bioacústico, é um bicho com muito menos notas de canto. Tem diferenças sutis, mas consistentes, na forma da íris, na pigmentação dorsal e na morfologia, especialmente da região próxima à cloaca [orifício terminal para excreção e com fins reprodutivos]”, explica.

    De acordo com os pesquisadores, a ausência de maiores conhecimentos sobre a espécie, inclusive entre a comunidade local é justificada pelos hábitos da Vitreorana micaelae.

    “Esse bicho canta no alto de árvores em barrancos inclinados na beira do rio, e só quando está chovendo intensamente. Então, mesmo para a gente que está em campo procurando esses animais ativamente, leva tempo até encontrar populações na região”, diz.

    Essa dificuldade de acesso, somada ao tamanho de pouco mais de 2 centímetros e a ocorrência espalhada de indivíduos, não permitiu a associação da espécie a um nome popular já utilizado pelas comunidades locais.

    “As pessoas têm mais nomes populares para anfíbios que cantam de forma mais evidente, como sapo-martelo, sapo-cachorro. Então, são espécies que quando você vai ver nem sapo é, é perereca ou é uma rãzinha”, diz Brandão.

    Relato anterior

    Durante o estudo, os pesquisadores também puderam compreender melhor o processo reprodutivo da espécie, bastante similar ao das outras espécies que pertencem ao mesmo grupo Vitreorana.

    “O casal coloca os ovos em cima de folhas de árvores, árvores altas. Os ovos ficam grudados sobre a folha. O macho toma conta. E após a eclosão, esses girinos caem no riacho que fica lá embaixo. E aí eles se enterram no sedimento dos riachos.”

    Essa similaridade é o que pode ter levado outros pesquisadores que relatarem indivíduos nessa região do Cerrado, em 2013, terem a identificado como uma espécie já descrita. “Eles identificaram como [Vitreorana] eurygnatha e não perceberam que era uma espécie nova”, conta o pesquisador.

    Classificação

    O estudo que descreveu a espécie foi publicado na edição de setembro da revista científica ZooKeys e recomenda a classificação da Vitreorana micaelae, no sistema da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) como Dados Insuficientes (DD, na sigla em inglês), devido a necessidade de conhecer tamanho populacional e ameaças à espécie.

    “Depois desse estudo nós já identificamos mais uma localidade no Cerrado com a presença da espécie. Até agora são três, mas isso é novidade, está em estudo e não foi publicado ainda”, acrescenta Brandão.

    O nome escolhido para a espécie demonstra a colaboração entre os cientistas que trabalharam no estudo, sendo uma homenagem à também bióloga Micaela de Jolepian L. Vaz, esposa de Wilian Vaz-Silva.

    Ameaça

    O esforço conjunto representa uma corrida contra o tempo, já que mudanças climáticas que mudam o regime hídrico e a interferência do homem no Cerrado, com o desmatamento e o represamento de rios para pequenas hidrelétricas, impactam diretamente nos habitats de anfíbios como a pequena Vitreorana micaelae.

    Essas ameaças podem extinguir espécies que ainda nem mesmo foram conhecidas pela ciência. “Menos chuva, menos riachos, menos sapos e rãs e menos descobertas”, conclui Reuber Brandão.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • DF promove mobilidade ativa na semana do Dia Mundial Sem Carro

    DF promove mobilidade ativa na semana do Dia Mundial Sem Carro

    Menos veículos motorizados nas ruas e mais mobilidade ativa, com segurança para pedalar e caminhar. Essas são algumas propostas do Dia Mundial Sem Carro, celebrado em 22 de setembro e comemorado ao longo desta semana em diversas cidades de todo o mundo.

    A iniciativa estimula uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel. Aos condutores que dirigem todos os dias, é proposta uma reflexão sobre a dependência em relação aos veículos motorizados e a adoção de formas alternativas de mobilidade, como transporte público, bicicleta, patinete ou mesmo a caminhada.

    Nesta semana, no Distrito Federal, a organização não governamental Rodas da Paz tem realizado atividades com o tema “Cidades Mais Humanas começam com escolhas diferentes”, o que representa um convite para a sociedade experimentar, discutir e defender mais possibilidades de deslocamento, segurança e espaço para as pessoas.

    O coordenador-geral da Rodas da Paz, Raphael Barros Dorneles, explica que, para promover o uso de bicicletas, é necessário adotar uma estratégia dupla.

    Um ponto necessário é o investimento na melhoria da infraestrutura cicloviária, com segurança, iluminação, sinalização, conectividade viária, conforto e arborização. O outro é a implementação de medidas que desestimulem o uso de veículos automotores, como cobrança de estacionamento, fiscalização rigorosa de infrações e priorização do transporte público e de ciclistas no trânsito.

    “Não basta somente estimular o uso da bicicleta. Tem que desestimular o uso do carro, se não as pessoas não migram. Só o fato de ser dada prioridade à fluidez do trânsito para o transporte público e para a bicicleta já desestimula o uso do carro”, disse o representante da ONG Rodas da Paz, Raphael Dorneles.

    Ganha-pão mais seguro

    Nesta quinta-feira (24), a ONG planeja doar itens de segurança a entregadores por aplicativos que fazem uso de bicicletas. São espelhos retrovisores, campainhas, luzes, fitas refletivas e kits de remendo de pneus que serão disponibilizados, conforme a necessidade individual.

    Ítalo Santos Vieira, de 25 anos, trabalha há seis meses como entregador, por sete a oito horas diárias, transportando principalmente comidas e bebidas. O jovem relata que, por falta de recursos, trabalha sem itens essenciais de segurança, mesmo após já ter sofrido quedas durante o serviço sobre duas rodas.

    “Eu tenho que pagar, senão, não tenho. Ainda estou sem espelho e cotoveleira”, lamenta.

     


    Brasília (DF) 23/09/2026 - O Entregador de bike Ítalo Alves, fala com a Agência Brasil sobre os desafios da profissão  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
    Brasília (DF) 23/09/2026 - O Entregador de bike Ítalo Alves, fala com a Agência Brasil sobre os desafios da profissão  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
    O entregador de bike Ítalo Alves Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Adicionalmente, Ítalo aponta que sua maior dificuldade é lidar diariamente com a falta de infraestrutura urbana e a falta de redes cicloviárias conectadas – com ciclovias e calçadas em boas condições – o que o obriga a pedalar disputando espaço com carros e ônibus.

    Essa realidade é semelhante à de Ivan Gabriel, de 31 anos, que há cinco meses tem como principal fonte de renda as entregas na bicicleta. Todos os dias, ele se desloca ao centro de Brasília, combinando o metrô e a bicicleta, para trabalhar por seis horas, em média.

    Ivan Gabriel conta que também comprou o capacete, o cadeado e até a caixa térmica de isopor para levar as refeições, já que os itens não são fornecidos pela plataforma de delivery.

    Outra dificuldade relatada por Ivan é não encontrar um lugar seguro para guardar o veículo enquanto vai ao balcão dos estabelecimentos buscar os produtos a serem transportados.

    “Há muitos roubos nesta área. A gente sempre tem que estar atento”.

     


    Brasília (DF) 23/09/2026 - O Entregador de bike Ivan Gabriel, fala com a Agência Brasil sobre os desafios da profissão  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
    Brasília (DF) 23/09/2026 - O Entregador de bike Ivan Gabriel, fala com a Agência Brasil sobre os desafios da profissão  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
    O entregador Ivan Gabriel Foto:  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    Ocupação das ruas

    Dentro da programação do Dia Mundial Sem Carro, no Distrito Federal, a ONG apoiou a realização, na noite de terça-feira (22), da Bicicletada. No evento, dezenas de condutores de bicicletas partiram da Universidade de Brasília (UnB) e percorreram cerca de 15 quilômetros nas vias da Asa Norte.

    A Rodas da Paz promoveu, na última segunda-feira (21), a edição 2026 do Desafio Intermodal de Brasília. O teste prático de mobilidade urbana compara a eficiência de diferentes meios de transporte, que partem juntos de um mesmo local em direção a um mesmo destino.

    O objetivo é avaliar a alternativa de deslocamento mais inteligente e sustentável nas grandes cidades. São considerados fatores como o tempo real de percurso, o impacto ambiental, a emissão de poluentes por passageiro, a emissão de ruídos e o custo financeiro da viagem, que inclui o custo social e o investimento de recursos públicos na mobilidade urbana.

    A última atividade prevista dentro da Semana do Dia Mundial Sem Carro será no próximo domingo (27), no Eixão do Lazer Sul, em Brasília. Será o lançamento da Carta-Compromisso da Mobilidade Sustentável, criada por organizações da sociedade civil.

    O documento será entregue aos candidatos nas eleições de 2026, para que, se eleitos, assumam compromissos práticos por um trânsito mais seguro, inclusivo e ecologicamente responsável nos espaços urbanos.

     


    23/09/2026 -  ONG Rodas da Paz apoia realização da Bicicletada, evento que marca o Dia Mundial Sem Carro. Foto: ONG Rodas da Paz/ Divulgação
    23/09/2026 -  ONG Rodas da Paz apoia realização da Bicicletada, evento que marca o Dia Mundial Sem Carro. Foto: ONG Rodas da Paz/ Divulgação
    ONG Rodas da Paz apoia realização da Bicicletada, evento que marca o Dia Mundial Sem Carro. Foto: ONG Rodas da Paz/ Divulgação

    Controle social na mobilidade

    Raphael Dorneles explicou à Agência Brasil que um dos objetivos da ONG é a criação de um conselho deliberativo de mobilidade urbana sustentável e transporte.

    “Queremos ter um espaço estrutural deliberativo dentro da estrutura do GDF [Governo do Distrito Federal]. Brigamos pela participação popular, pelo controle social, pela governança e transparência de todo o processo da mobilidade urbana.”

    Coletivos urbanos defendem ainda que o uso da bicicleta como meio de transporte, lazer e esporte pode trazer diversos benefícios para a saúde e para o bolso do ciclista, incluindo também a redução de emissões de gases de efeito estufa e da poluição.

    O coordenador-geral da Rodas explica que a bicicleta é um modal muito menos poluidor e tem um impacto ambiental muito menor.

    “Até a própria construção da bicicleta, a quantidade de material necessário para a construção, é muito menor do que para a fabricação de um carro. Além da estrutura viária necessária para a bicicleta ser muito menor do que para outros veículos, sobrando espaço para as pessoas, para casas, para comércio, para a área verde.”

    O especialista em mobilidade ativa projeta que o uso de bicicletas deve ser incentivado para tornar as cidades mais resilientes às crises climáticas.

    Ministério das Cidades

    O Ministério das Cidades informou à Agência Brasil que tem, entre outras iniciativas, o Programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana, para a melhoria da circulação urbana e segurança viária.

    A iniciativa financia ações de mobilidade urbana voltadas ao transporte não motorizado (transporte ativo), ao transporte público coletivo e à elaboração de planos de mobilidade urbana municipais e metropolitanos, estudos e projetos básicos.

    Segundo a pasta, o Avançar Cidades recebeu investimentos federais de R$ 4,7 bilhões. Entre os projetos financiados estão a construção de calçadas acessíveis, ciclovias, iluminação pública e sinalização viária.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fim de tarde e noite serão de céu encoberto e garoa em São Paulo

    Fim de tarde e noite serão de céu encoberto e garoa em São Paulo

    A cidade de São Paulo segue com céu encoberto e chuva nesta quarta (23), segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da capital.

    No período do fim da tarde até a noite, a previsão aponta para céu encoberto, garoa pontual e temperaturas por volta dos 13°C. 

    A madrugada registrou média de temperatura mínima de 12,9°C nas estações meteorológicas automáticas.

    O início da manhã na capital paulista foi marcado por chuviscos, céu encoberto e sensação de frio.

    Na região de Parelheiros, no extremo da zona sul, foi registrada a mínima absoluta de 10,4°C. Por outro lado, a maior mínima ocorreu na Sé, no centro, onde os termômetros marcaram 13,7°C.

    A quinta-feira (24) continuará com o tempo nublado, com ventos vindos de sudeste, e terá pequena variação de temperatura. Não é esperada chuva expressiva. Garoa deve predominar na madrugada e no início da manhã. A temperatura deve variar entre 13°C e 18°C.

    Sol

    Na sexta-feira (25), as primeiras horas do dia terão céu encoberto e névoa úmida. No entanto, a nebulosidade deve se dissipar até o fim da manhã, dando lugar ao predomínio do sol e favorecendo a rápida elevação dos termômetros.

    Sem expectativa de chuva, a tarde promete ser ensolarada e agradável, com temperaturas oscilando entre a mínima de 14°C e a máxima de 26°C. 

    De acordo com CGE, o cenário indica fim de semana ensolarado e com termômetros em alta.

    *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sudeste pode ter grande volume de chuva nesta quarta-feira

    Sudeste pode ter grande volume de chuva nesta quarta-feira

    Um alerta laranja de perigo, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), avisa sobre grande acumulado de chuva que pode levar volumes de até 100 mm/dia a grande parte da Região Sudeste nesta quarta-feira (23). As áreas mais afetadas incluem todo o estado do Rio de Janeiro, grande parte de São Paulo, o centro-sul de Minas Gerais e do Espírito Santo.

    A temperatura começa a diminuir na região com a chegada do ar frio. Os termômetros devem marcar mínima de 13°C em São Paulo e máxima de 28°C, em Belo Horizonte.

    Na Região Nordeste do país, o tempo quente e seco mantém a baixa umidade relativa do ar no interior dos estados. O Inmet também mantém alerta amarelo de perigo potencial que inclui o Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, a Paraíba, Pernambuco e a Bahia.

    Há possibilidade de chuva isolada no litoral do Maranhão, do Ceará e do Rio Grande do Norte, além do extremo sul da Bahia. Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 21°C em Recife e a máxima deve chegar a 38°C em Teresina.

    Parte da Região Norte também está sob alerta amarelo de baixa umidade relativa do ar, com destaque para o sul do Pará e grande parte do estado do Tocantins.

    Durante o dia, estão previstas tempestades no centro e sul de Rondônia. Em Roraima, no Amazonas, no Acre e em Rondônia, tem previsão de pancadas de chuva com trovoadas isoladas.

    O calor também predomina nas capitais da região, com temperatura máxima de 39°C em Palmas e mínima de 22°C em Rio Branco.

    No Centro-Oeste do país, chuvas acompanhadas de trovoadas atingem Mato Grosso, o nordeste de Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal. Nas demais áreas de Mato Grosso do Sul, principalmente no sul do estado, o tempo permanece firme, com a presença de ar frio

    A temperatura fica amena em Mato Grosso do Sul, inclusive na capital Campo Grande, onde os termômetros devem marcar mínima de 17°C. A máxima prevista entre as capitais é de 32°C em Goiânia.

    Uma massa de ar frio sobre a Região Sul do Brasil deixa o céu com poucas nuvens na maior parte dos estados. A exceção é para as regiões norte e leste do Paraná e nordeste de Santa Catarina, onde o céu fica com muitas nuvens e há possibilidade de chuva isolada.

    Pode gear no Rio Grande do Sul e nas serras de Santa Catarina na madrugada e no começo da manhã. Entre as capitais, a menor temperatura prevista é de 6°C em Porto Alegre e a máxima de 17 °C em Florianópolis.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Defesa Civil do Rio alerta para risco de enchentes e deslizamentos

    Defesa Civil do Rio alerta para risco de enchentes e deslizamentos

    A Defesa Civil Estadual do Rio de Janeiro divulgou, na manhã desta quarta-feira (23), alerta para riscos moderados de enchentes e deslizamentos em diversos pontos do estado, devido à chuva.

    Nesta manhã há registros de chuva fraca a moderada no Grande Rio e nas regiões sul, norte e serrana fluminenses, com rajadas de vento fraco a moderado.

    Em relação às enchentes, há risco moderado para as regiões metropolitana, sul, serrana, noroeste e na Baixada Litorânea. Os riscos de moderados de deslizamento são nos municípios de São José do Vale do Rio Preto, Teresópolis, Bom Jardim, Trajano de Moraes, Natividade, Varre-Sai e Porciúncula.

    O sistema de alertas da Defesa Civil Nacional também divulgou um alerta, na noite de terça-feira (22), sobre a possibilidade de chuvas intensas na cidade do Rio de Janeiro ao longo desta quarta-feira.

    O maior acumulado de chuva no estado, nas últimas 24 horas, foi observado em Santa Maria Madalena (80 mm).

    Rio Grande do Sul

    Os fortes temporais que atingiram o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (18) deixaram 703 pessoas desabrigadas, segundo balanço divulgado no final da tarde dessa terça-feira (22) pela Defesa Civil estadual.

    Os dados mostram ainda que 3.231 pessoas ficaram desalojadas, ou seja, conseguiram ir para casa de parentes ou conhecidos. Segundo o órgão, mais de 560 mil pessoas foram afetadas pelos eventos climáticos em 145 municípios gaúchos. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Defesa Civil emite alerta de tempestade e rajadas de vento no DF

    Defesa Civil emite alerta de tempestade e rajadas de vento no DF

    A Defesa Civil emitiu alerta, na noite desta terça-feira (22), sobre a possibilidade de chuvas intensas e rajadas de vento no Distrito Federal. Moradores de regiões administrativas como Águas Claras, Ceilândia e Sobradinho confirmaram a ocorrência de ventos fortes, mas sem registro de precipitação.

    A velocidade dos ventos, segundo o alerta, poderia variar entre 40 km/h e 60 km/h.  

    Segundo previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o céu fica com muitas nuvens em quase toda a região Centro-Oeste com o início da primavera no Hemisfério Sul, que começa oficialmente às 21h05 desta terça. O tempo fica ensolarado, com poucas nuvens apenas no sul de Mato Grosso do Sul, onde a presença da massa de ar frio deixa as temperaturas mais baixas. 

    A menor temperatura entre as capitais será registrada em Campo Grande (MS), com 17 °C, onde a máxima não passa dos 24 °C. Em Brasília (DF) e Cuiabá (MT), a máxima chega a 31 °C. Em Goiânia (GO), a máxima chega a 32 °C.

    As instabilidades devem se intensificar sobre o centro do país, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, ao longo dos próximos dias.

    Orientações

    Em caso de rajadas de ventos, as autoridades recomendam que as pessoas fechem bem janelas e portas, evitando fluxos de ventos no interior das casas, que podem derrubar objetos ou quebrar vidros.

    Também orienta-se desligar aparelhos elétricos e fechar registro de água e gás e evitar estacionar veículos sob árvores ou próximos de torres de transmissão.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Temporais no RS deixam mais de 700 pessoas desabrigadas

    Temporais no RS deixam mais de 700 pessoas desabrigadas

    Os fortes temporais que atingiram o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (18) deixaram 703 pessoas desabrigadas, segundo balanço divulgado no final da tarde desta terça-feira (22) pela Defesa Civil estadual.

    Os dados mostram ainda que 3.231 pessoas ficaram desalojadas, ou seja, conseguiram ir para casa de parentes ou conhecidos. Segundo o órgão, mais de 560 mil pessoas foram afetadas pelos eventos climáticos em 145 municípios gaúchos. 

    De acordo com o boletim, foram confirmadas quatro mortes: três em Caxias do Sul e uma em Pelotas. Há ainda uma pessoa desaparecida na Serra Gaúcha. O número de casas destruídas totaliza 22; enquanto 463 ficaram danificadas; 2.177, destelhadas; e 852, alagadas.   

    A Defesa Civil estadual emitiu, também nesta terça-feira, alerta vermelho que aponta risco muito alto de inundação do Rio Caí em Montenegro, a cerca de 42 quilômetros de Novo Hamburgo. O comunicado é válido até as 14h30 desta quarta-feira (23).

    “A orientação é para que as pessoas busquem informações junto à Defesa Civil da cidade e consultem o Plano de Contingência municipal para saber como agir. Em caso de emergência, devem entrar em contato com a Brigada Militar (190) ou com o Corpo de Bombeiros Militar (193)”, diz o alerta.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sobe para quatro o número de mortos em decorrência dos temporais no RS

    Sobe para quatro o número de mortos em decorrência dos temporais no RS

    O estado do Rio Grande do Sul já registra quatro mortes decorrentes do forte temporal que atingiu o estado nesta segunda-feira (21), sendo três vítimas em Caxias do Sul e uma em Pelotas. As informações são da Defesa Civil estadual.

    A primeira morte registrada foi de um motociclista, atingido pela queda de fios de alta tensão no momento do temporal na cidade de Pelotas. De acordo com a prefeitura, o evento climático, caracterizado principalmente por um forte vendaval que chegou a alcançar 89 km/h, provocou destelhamentos, quedas de árvores e de postes e falta de energia em diversos pontos da cidade.

    Em Caxias do Sul, cidade que chegou a registrar 159,4 milímetros de chuva somente nesta segunda-feira, foram encontradas mortas duas vítimas que estavam em um veículo arrastado pela enxurrada. São elas uma adolescente de 13 anos e uma criança de quatro anos. A mulher de 43 anos que também estava no veículo segue desaparecida.

    Além disso, também em Caxias do Sul, foi encontrado o corpo de um homem que foi arrastado pela água no bairro De Lazzer, enquanto limpava uma galeria.

    Balanço divulgado nesta manhã (22) pela Defesa Civil apontou que, desde a última sexta-feira (18), foram registradas 151 ocorrências relacionadas a fortes ventos e chuvas em 146 municípios do estado.

    No total, mais de 527 mil pessoas de todo o estado foram afetadas pelos eventos climáticos dos últimos dias, sendo que 413 delas estão desabrigadas e 2.732, desalojadas. Os fortes ventos e chuvas também provocaram danos em 38 estabelecimentos de ensino e em 17 estabelecimentos de saúde.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original