Categoria: Meio Ambiente

  • São Paulo mantém alerta de perigo para tempestades nesta segunda-feira

    São Paulo mantém alerta de perigo para tempestades nesta segunda-feira

    O estado de São Paulo se divide, nesta segunda-feira (14), em alerta laranja (perigo) e alerta amarelo (perigo potencial) para tempestades, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

    As áreas afetadas pelo alerta laranja são Campinas, Bauru, Piracicaba, Itapetininga, Ribeirão Preto, Macro Metropolitana Paulista, Marília, Araraquara, Vale do Paraíba Paulista, Metropolitana de São Paulo, Assis, Litoral Sul Paulista, São José do Rio Preto. O restante do estado segue em alerta amarelo.

    Para as regiões com alerta laranja, o Inmet indica possibilidade de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 mm por dia, ventos intensos de 60 a 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo. Há ainda riscos de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

    De acordo com as instruções do Inmet, em caso de rajadas de vento, a população não deve se abrigar debaixo de árvores por causa do risco de queda e descargas elétricas, nem estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Se possível, a orientação é desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

    Nas áreas em que o alerta é amarelo, há possibilidade de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm por dia, ventos intensos de 40 a 60 km/h e queda de granizo. O risco é baixo para corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos.

    Esta segunda-feira começou com registro de chuva fraca a moderada em vários pontos do centro-oeste e sul paulista, além da faixa leste, segundo informações da Defesa Civil estadual. O dia deverá seguir com muita nebulosidade e tempo bastante instável no estado.

    Segundo o órgão, a atenção continua voltada para os volumes de chuva especialmente na faixa leste, porque o solo já está encharcado, o que aumenta o risco de deslizamentos de terra. Além disso, vários rios já transbordaram, principalmente em áreas do sul do estado, colocando-as em risco de novos alagamentos.

    A população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Chuvas deixam ao menos oito mortos na Grande São Paulo

    Chuvas deixam ao menos oito mortos na Grande São Paulo

    As fortes chuvas que atingiram o estado de São Paulo de quinta-feira a sábado deixaram ao menos oito pessoas mortas e uma desaparecida, além de queda de árvores, alagamento e outras ocorrências.

    Na capital, um prédio em construção desabou sobre casas vizinhas, na madrugada de sábado (12), na Rua Tequeci, na Penha. Os bombeiros localizaram todas as vítimas. Uma criança e um homem, sobreviveram. Três mulheres, sendo uma gestante, dois homens e uma criança morreram.

    Segundo o governo do estado de São Paulo, morava na casa uma família da Bolívia. Cinco das pessoas que morreram eram bolivianas e uma paraguaia. Os corpos serão levados para sepultamento no país vizinho.

    Ainda ontem as casas do entorno foram vistoriadas e três seguem interditadas pela Defesa Civil do município.

    Construção irregular

    A construção que cedeu era um prédio residencial de 12 andares que estava embargado desde 2021.

    Segundo a Prefeitura, ainda naquele ano o município ingressou com uma ação judicial para demolição de uma construção irregular no local, após diversas ações fiscalizatórias da Subprefeitura Penha, ordem de interdição e multas aplicadas, uma delas no valor de R$ 119 mil.

    Em 2022, a empresa apresentou novo projeto que foi autorizado, com a demolição da estrutura antiga.

    Segundo a prefeitura, em fevereiro de 2024 uma fiscalização foi realizada e um laudo, assinado por uma servidora da Subprefeitura, afirmava que a demolição havia sido realizada.

    A situação está em investigação pela Controladoria Geral do Município. A servidora foi afastada de suas funções, por 30 dias, para não prejudicar as investigações. Apurações preliminares apontam que a demolição exigida pela Prefeitura para a construção do novo prédio não foi cumprida.

    O governo do estado informou que a polícia investiga o ocorrido e que um dos sócios da construtora New Home foi preso na manhã deste domingo.

    A Agência Brasil não conseguiu contato com a defesa do homem detido, mas está aberta a suas manifestações. Outros dois representantes da construtora são procurados e há contra eles mandados de prisão em aberto.

    Jandira

    Em outra ocorrência, na cidade de Jandira, na região metropolitana da capital, três pessoas foram levadas por uma enxurrada. Na noite de sexta-feira, uma mulher foi encontrada, já sem vida. Um homem foi encontrado neste domingo e outro segue desaparecido.

    Os bombeiros concentram as buscas em um piscinão, na cidade de Carapicuíba, que faz divisa com Jandira.

    Ainda na região metropolitana, em Vargem Grande Paulista, houve queda de um muro, queda de uma barreira, deslizamentos e o deslocamento de rochas.

    Uma residência teve a parede de um cômodo atingida, sem comprometimento estrutural. O morador não sofreu ferimentos. Outras cidades próximas, como Cotia, Osasco, Mogi das Cruzes e Itapecerica da Serra também tiveram registro de alagamentos e queda de árvores.

    Situação no estado

    Desde a 0h de sábado até 7h30 deste domingo, a Defesa Civil emitiu 21 alertas por SMS e 4 alertas por Cell Broadcast, em razão das condições meteorológicas.

    Equipes da Defesa Civil foram deslocadas para auxiliar na cidade de Eldorado, no Vale do Ribeira. O nível do Rio Ribeira de Iguape apresentou elevação de aproximadamente 9 metros, o que levou a inundações na área urbana da cidade. Cinquenta e quatro famílias, totalizando 173 pessoas, foram retiradas de suas residências.

    Em Sete Barras, o transbordamento do Rio Ribeira de Iguape inundou vias e propriedades rurais, afetando 50 moradias. 

    Em Itu, foram registrados queda de muro de arrimo sobre duas residências, deslizamentos de terra e rochas, queda de muro de divisa e três quedas de árvores. 

    Segundo a Defesa Civil o nível dos rios mantém algumas regiões sob atenção. Na Região de Registro, os cursos d’água permanecem elevados e apresentam tendência de aumento em alguns pontos, conforme dados registrados na manhã deste domingo (13).

    Segundo a agência SP Águas, na manhã de hoje, dos 20 pontos monitorados nos rios Tietê e Pinheiros, a tendência predominante observada é de estabilidade.

    Em quatro dos pontos monitorados houve extravasamento, nas regiões de São Paulo – Núcleo Itaim Biacica (0,91 metro acima da cota), São Paulo – Núcleo Jardim Helena (0,71m), Itaquaquecetuba  – Rio Tietê (0,41 m) e Mogi das Cruzes – Rio Tietê Estaleiro (0,02 m). 

    Na região do Ribeira de Iguape, a SP Águas registrou chuva de 26,1 milímetros (mm) nas últimas 24 horas. Das 29 estações, seis estão em extravasamento, uma em emergência (Registro), seis em estado de alerta e cinco em atenção.

    A região tem três rios, o Ribeira de Iguape, o Juquiá e o Itariri. A região de Piracicaba, onde correm os rios Atibaia, Capivari, Jaguari e Jundiaí, tem três de suas 39 estações de monitoramento indicando extravasamento, outras cinco em emergência e seis em alerta.

    Aqueles que precisarem circular pelo interior devem consultar as condições das estradas, pois diversas foram afetadas ao longo do final de semana, com liberação parcial ou total ao longo deste domingo.

    A Defesa Civil estadual orienta que a população acompanhe os alertas, se mantenha distante das margens dos rios e de suas proximidades e evite atravessar áreas alagadas.

    A previsão para domingo e segunda-feira (14) ainda é de chuvas volumosas no litoral, com possibilidade de até 150 mm nestes dois dias. As demais regiões seguem estáveis, com chuvas leves.

    Matéria ampliada às 17h40 para incluir o terceiro parágrafo.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Capital paulista já acumula quase 200 mm de chuvas em setembro

    Capital paulista já acumula quase 200 mm de chuvas em setembro

    A cidade de São Paulo registra alto volume de chuvas neste mês de setembro. Em apenas 12 dias, a chuva acumulada na estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no Mirante de Santana chegou a 198,2 milímetros (mm) até as 9h de hoje.

    O total é o segundo maior acumulado mensal registrado na cidade em 2026, atrás apenas dos 256,4 mm de janeiro.

    Na série histórica de medição do Mirante de Santana, iniciada em 1943, o volume já coloca setembro de 2026 na quarta posição entre os meses de setembro mais chuvosos já registrados, atrás de 1983 (243,1 mm), 1993 (206,7 mm) e 2015 (201,7 mm).

    Segundo a Defesa Civil estadual, como ainda há previsão de novas chuvas até o fim do mês, essa posição no ranking pode mudar.

    Além disso, o Mirante de Santana registrou 75,4 mm de chuva entre 9h de sexta-feira (11) e 9h deste sábado (12). Segundo o Inmet, esse foi o maior volume acumulado em 24 horas de todo o Brasil no período.

    “Números como esses mostram por que o monitoramento não pode parar. A informação e a percepção de risco são o que permite à população se proteger neste período”, afirmou, em nota, o coronel Araújo Monteiro, coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil de São Paulo. 

    Segundo o órgão, a população pode receber gratuitamente alertas diretamente no celular por meio do serviço de SMS da Defesa Civil. Para se cadastrar, é preciso enviar o CEP da localidade para o número 40199.

    Orientações da Defesa Civil do Estado de São Paulo:

    • evitar áreas alagadas ou com correnteza; 

    • não atravessar vias inundadas; 

    • ficar atento a sinais de risco em encostas e em áreas próximas a córregos; 

    • procurar local seguro em caso de temporais; 

    • acompanhar os boletins e alertas oficiais da Defesa Civil. 

    Em caso de emergência, a população pode acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo telefone 199.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • São Paulo está em estado de atenção devido às chuvas persistentes

    São Paulo está em estado de atenção devido às chuvas persistentes

    São Paulo está em estado de atenção por causa das chuvas persistentes e duradouras que atingem o território paulista. Segundo a Defesa Civil estadual, essa condição favorece deslizamentos de terra e sobrecarregam rios e córregos. O órgão descartou, neste momento, o risco de tempestade severa e tornado.

    Nas últimas 48 horas, foram registradas 26 ocorrências no estado, incluindo destelhamento, desabamento, deslizamento de terra e vendavais. Os ventos chegaram a 92km/h no interior do estado. Foram 100 milímetros de chuva em apenas um dia, segundo o órgão paulista.

    Em caso de enchentes e enxurradas, a Defesa Civil orienta que a população nunca atravesse áreas alagadas, seja a pé ou de carro, e evite ficar próximo a rios, córregos e áreas sujeitas a alagamentos.

    Nas áreas de risco de deslizamento, o órgão diz para observar sinais como rachaduras, inclinação de árvores ou postes e movimentação do solo. Se perceber algum risco, a orientação é sair imediatamente do local e procurar uma área segura.

    Em caso de emergência, a população pode acionar, por telefone, a Defesa Civil pelo número 199 e o Corpo de Bombeiros, no 193.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Devastação na Amazônia pode quebrar maior “máquina de chuva” do mundo

    Devastação na Amazônia pode quebrar maior “máquina de chuva” do mundo

    Uma máquina silenciosa trabalha constantemente para que milhões de pessoas na América do Sul tenham acesso a água, rios e plantações. Esse mecanismo se chama Amazônia e funciona da seguinte maneira: a umidade vinda do oceano produz chuva sobre a floresta; essa água é absorvida do solo pelas árvores, e lançada de volta na atmosfera em forma de vapor; o vento, então, espalha, esse vapor por todo o continente, fazendo chover em diversas regiões. 

    De acordo com a pesquisadora Julia Valentim Tavares essa é a principal infraestrutura hídrica da América do Sul e a maior “máquina de chuva” do planeta. Uma árvore adulta na Amazônia pode liberar para a atmosfera de 200 a 300 litros de água todos os dias. 


    Amazônia, 10/09/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Marielos Peñaclaros fala durante o TEDXAmazônia. Foto: Diego Aguilar/Divulgação
    Amazônia, 10/09/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Marielos Peñaclaros fala durante o TEDXAmazônia. Foto: Diego Aguilar/Divulgação
    Marielos Peñaclaros destaca a importância do bioma durante TEDXAmazônia. Diego Aguilar/Divulgação

    “Imaginem 400 bilhões delas trabalhando juntas todos os dias. Se pudéssemos tornar essa umidade possível, veríamos rios gigantes voando no céu. É o que nós cientistas chamamos de rios voadores.”

    Marielos Peñaclaros, copresidente do Painel Científico pela Amazônia, entidade que reúne mais de 350 cientistas dedicados a estudar o bioma, destaca que a floresta é a coluna vertebral dos ciclos de água, nutrientes e carbono a níveis local, regional e global. 

    “Em outras palavras, a Amazônia sustenta a vida, não só na região amazônica, mas no planeta como um todo.”

    As duas pesquisadoras participaram da última edição do TEDxAmazonia, no final de agosto, no Equador. 

    Alerta

    Além de frisar a importância desse sistema hídrico, as cientistas fizeram um alerta: a devastação da Amazônia já está afetando a “máquina de chuva”, e sua “quebra” seria catastrófica para todo o planeta.

    De acordo com Marielos, atividades como a mineração e o narcotráfico, em conjunto com o desmatamento e as queimadas têm atingido diretamente a conectividade amazônica, fator central para a conservação do bioma.

    “A Amazônia é um mosaico vivo de ecossistemas terrestres e aquáticos interconectados entre si, que abriga uma grande diversidade de culturas. Essas comunidades têm um relacionamento profundo e interdependente com os ecossistemas através dos seus modos de vida, práticas de manejo e conhecimento.”

    Segundo ela, os efeitos no clima já são mensuráveis, com evidências de que o desmatamento na Amazônia brasileira resulta em menos chuva em regiões do Brasil e da Bolívia. Em regiões desmatadas, a temperatura tem aumentado, e as épocas de seca estão ficando mais intensas e mais cumpridas.


    Amazônia, 10/09/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Julia Valentim fala durante o TEDXAmazônia. Foto: Rodrigo Duarte/Divulgação
    Amazônia, 10/09/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Julia Valentim fala durante o TEDXAmazônia. Foto: Rodrigo Duarte/Divulgação
    Durante o TEDXAmazônia, Julia Valentim explica o chamado arco do desmatamento. Rodrigo Duarte/Divulgação

    Julia Valentim Tavares também está medindo esses efeitos a partir do interior das árvores da borda sul da Amazônia, o chamado arco do desmatamento, onde o volume de chuvas já diminuiu e a temperatura aumentou na última década. Ela investiga por quanto tempo essas árvores podem resistir às secas, antes que suas “cordas” internas sejam danificadas.

    “Se o solo tem água, essa corda permanece intacta. Numa estação seca, o solo deixa de ter água e essa corda é tensionada. A atmosfera puxa para cima, o solo puxa para baixo, até a hora que essa corda se rompe. Se isso acontecer muitas vezes, em várias partes da árvore, essa árvore começa a literalmente morrer de sede.”

    Aquecimento global

    Nos últimos anos, a região também tem sofrido com os efeitos do aquecimento global. Em 2024, a Amazônia enfrentou a pior seca da sua história, por consequência do El Nino, fenômeno natural de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera a circulação atmosférica, e tem se tornado mais intenso. 

    Marielos destaca que 88% da bacia amazônia sentiu os efeitos dessa seca, que também interferiu na “máquina de chuva”. A capital da Colômbia, Bogotá, localizada na região dos Andes, sofreu desabastecimento de água. Em Quito, capital do Equador, que também está fora da Amazônia, a falta de água levou à cortes no fornecimento de energia elétrica. 

    “A pergunta que todos deveríamos estar fazendo é:  De onde nasce a água de inúmeras cidades latinoamericanas? De onde nasce a água que usamos na agricultura, pecuária, indússtria, produção de alimentos?”, provocou a copresidente do Painel Científico pela Amazônia.
     


    Seca na Amazônia deixa barcos encalhados e paralisa transporte pelos rios
10/11/2023
REUTERS/Bruno Kelly
    Seca na Amazônia deixa barcos encalhados e paralisa transporte pelos rios
10/11/2023
REUTERS/Bruno Kelly
    Seca na Amazônia deixa barcos encalhados e paralisa transporte – REUTERS/Bruno Kelly/Proibida reprodução

    A seca também deixou a Amazônia mais vulnerável às queimadas, que foram recordes naquele ano. Julia Valentim Tavares lembra que a fumaça dos incêndios chegou a se espalhar pelo país e alcançar até a Região Sudeste. 

    “Esse fato revelou duas coisas muito importantes. Primeiro: a Amazônia nunca esteve distante, o que acontece na floresta não permanece na floresta. E segundo: milhões de pessoas dependem da Amazônia, mas ainda assim não se sentem conectadas com ela.”

    A previsão de que um super El Niño ocorra este ano alarmou as pesquisadoras. “Quando existem essas secas, a floresta ou tem mortalidade por falha hidráulica, ou para de crescer, somado com os eventos de fogo. Então, a Amazônia deixa de funcionar como um sumidouro de carbono e passa a ser um emissor, aumentando o aquecimento global”, alerta Julia. 

    “A gente está esperando que seja tão ou mais forte do que em 2024, mas a principal diferença é que da outra vez aconteceram coisas que ninguém estava esperando. Como um rio poderia secar na Amazônia? Agora, todo mundo está falando sobre isso”, enfatizou Marielos. 

    De acordo com ela, a solução definitiva só será alcançada com a diminuição drástica das emissões de gases do efeito estufa, que depende sobremaneira da substituição dos combustíveis fósseis por fontes menos poluentes de energia. 

    “Temos também que investir na conectividade. Restaurar as áreas degradadas, recuperar aquelas que foram desmatadas para produção, fazer essa reconexão ecológica. Porque a Amazônia já está se aproximando do ponto de não retorno, e a perda total dessa conectividade seria catastrófica para o mundo todo.”

    *A repórter acompanhou o TEDxAmazia a convite da organização do evento.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dia do Cerrado: em um ano desmatamento do bioma cai 19%, diz Inpe

    Dia do Cerrado: em um ano desmatamento do bioma cai 19%, diz Inpe

    Nesta sexta-feira (11) em que se celebra o Dia do Cerrado, o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) divulgou uma boa notícia para o bioma brasileiro: os alertas de desmatamento caíram 18,9% no mês de agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

    Segundo o Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) do Inpe em agosto o Cerrado perdeu 238 quilômetros quadrados (km²) de vegetação nativa, enquanto em agosto do ano passado foram 294 km². Este foi o segundo melhor resultado para o bioma em um mês de agosto da série histórica, iniciada em 2018.

    O dado trimestral, que demonstra melhor a tendência, também houve queda:

    “No Cerrado, como um todo, a gente tem percebido, quando a gente olha para o dado trimestral, que essa redução vem com uma certa constância nos últimos três anos. Isso é fruto de um trabalho de engajamento do governo federal com os governos estaduais para reduzir esse desmatamento”, disse Cláudio de Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e demais Biomas do Inpe.

    Amazônia

    Enquanto o número foi positivo para o Cerrado, na Amazônia houve aumento de 12,1% na área desmatada em agosto, saltando de 319 km² no ano passado para 358 km² em 2026.

    No trimestre de junho a agosto o resultado demonstrou queda em relação ao ano passado e representou o segundo melhor resultado para o período na série histórica.

    Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do Inpe explicou que apesar de no trimestre ainda haver uma tendência de queda, o aumento em agosto demonstra certa preocupação.

    “Ainda é muito abaixo de níveis anteriores, mas é sempre uma preocupação de que isso saia do controle. O desmatamento é um eterno controle: você tem que estar sempre olhando para o que está acontecendo para evitar que você tenha um novo pico. Um mês [de variação] apenas pode ser simplesmente um período extraordinário, uma coisa diferente. Mas se isso se repete no mês seguinte, aí já acende uma luz amarela”, explicou.

    Presente à entrevista para divulgação do resultado de hoje (11) na capital paulista, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, celebrou a queda do desmatamento no Cerrado, mas demonstrou preocupação com a Amazônia.

    Ele ressaltou que esse aumento ocorreu principalmente no Pará, estado onde foram cessadas as ações de apoio da polícia com os órgãos de fiscalização ambiental.

    “Mesmo que nós saibamos que o dado de um mês no Deter não deva ser considerado como um indicador estruturado de tendência, já que três meses é o mínimo para a gente perceber um pouco como é que está essa avaliação, nós não podemos deixar de considerar que houve um aumento no mês de agosto e também não devemos deixar de considerar e de ter claro que esse aumento foi concentrado em um estado: no Pará”, disse o ministro.

    “Mas estamos reorganizando a ação federal para traçar uma ação imediata e reverter essas regiões onde houve aumento no mês de agosto”.

    Portarias

    Nesta sexta-feira, o ministro do Meio Ambiente assinou duas portarias. A primeira delas regulamenta as modalidades de pagamento por serviços ambientais. A segunda cria as Áreas Prioritárias de Recarga Hídrica no Bioma Cerrado (Aprhic), indicando as regiões onde serão concentrados os esforços de conservação e de restauração.

    “A portaria atualiza o paradigma da gestão dos recursos hídricos no Cerrado ao reconhecer, pela primeira vez em escala de bioma, o papel estratégico das áreas de recarga para a manutenção dos recursos hídricos e da segurança hídrica, especialmente nos períodos de seca”, explicou Yuri Salmona, doutor em Ciências Florestais pela Universidade de Brasília (UnB) e diretor executivo do Instituto Cerrados.

    Segundo ele, a portaria ajudará a transformar “o conhecimento científico em orientação oficial para políticas públicas”, contribuindo para a proteção e restauração dessas áreas e trazendo mais eficiência para a gestão dos recursos hídricos.

    “A grande dificuldade que nós temos é como otimizar o uso de recursos, tanto financeiros como humanos. Quando esse mecanismo apresenta as áreas prioritárias, isso permite organizar melhor os investimentos”, disse o ministro, ao assinar a portaria.

    “Com isso, vamos melhorando a saúde de um bioma que vem sofrendo muito ao longo do tempo.”

    Para monitorar esses dados, foi lançada hoje uma plataforma que vai permitir visualizar essas áreas prioritárias referentes ao cerrado.

    “A plataforma transforma os dados científicos em inteligência espacial para apoiar decisões de gestores públicos, órgãos ambientais, comitês de bacia e sociedade civil”, disse Salmona.

    A plataforma está disponível para consulta por meio do site https://aprhc.cerrados.org/ .

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Inmet lança alerta de ciclone extratropical na Região Sul esta noite

    Inmet lança alerta de ciclone extratropical na Região Sul esta noite

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) lançou um alerta vermelho para a possibilidade de formação de um ciclone extratropical na costa da Região Sul do Brasil na noite desta sexta-feira (11). Há risco de tempo severo, com possibilidade de fortes correntes de ar descendentes no interior das nuvens de tempestade. 

    O Inmet aponta ainda para uma intensificação de instabilidades no Sul e em partes do Centro-Oeste e do Sudeste

    Segundo o Inmet, o sistema deve se deslocar rapidamente em direção ao oceano ao longo do sábado (12), quando atingirá sua intensidade máxima. 

    A formação do ciclone deve contribuir para a ocorrência de granizo entre o noroeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

    Também há possibilidade de ocorrência de tornados, sobretudo entre o centro-sul e o oeste do Paraná e de Santa Catarina e no noroeste do Rio Grande do Sul. Para essas áreas, há aviso vermelho de grande perigo para tempestade. 

    Nas capitais, a temperatura mínima será de 13 °C em Curitiba, e a máxima chega a 22 °C em Porto Alegre.

    No sábado (12), a previsão mostra que o tempo deve continuar instável no noroeste, norte e nordeste do Paraná, onde ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas. Nas demais áreas da Região Sul, o céu fica com muitas nuvens. Ocorrem pancadas de chuva no sudeste do Rio Grande do Sul e no oeste, centro e leste do Paraná. Há ainda possibilidade de chuva isolada no sudoeste e sul do Paraná.

    No Sudeste, o Inmet prevê que o tempo deve ser chuvoso, com aumento da instabilidade à noite. No sábado, o tempo segue instável. 

    No sudoeste e Centro-sul de São Paulo, ocorrem pancadas de chuva com trovoadas isoladas. Nas demais áreas do estado, ocorrem chuvas isoladas ao longo do dia. 

    Pancadas de chuva também ocorrem no centro-sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. No Espírito Santo, há possibilidade de chuvas isoladas. No norte e noroeste de Minas Gerais, o céu fica com poucas nuvens.

    Para sábado, segue vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades em São Paulo, no centro-sul de Minas Gerais e para grande parte do Rio de Janeiro. A temperatura entra em elevação. 

    Nas capitais, a temperatura mínima será de 16 °C em São Paulo, e a máxima chega a 34 °C em Belo Horizonte.

    Na Região Norte, a previsão é de ocorrência de muitas nuvens, com pancadas de chuva no Amazonas. Também há possibilidade de chuva isolada no oeste do Pará, no litoral do Amapá, no oeste e sul de Roraima e em Rondônia. A instabilidade deve atingir o Acre e Rondônia no sábado. 

    Nas demais áreas, predominam muitas nuvens, mas sem previsão de chuva. 

    Nas capitais, a temperatura mínima será de 22 °C em Rio Branco, e a máxima chega a 37 °C em Manaus e Porto Velho.

    No Nordeste, a previsão para o sábado também é de muitas nuvens no céu ao longo da faixa litorânea, com possibilidade de pancadas de chuva isoladas. A nebulosidade avança um pouco para o interior, atingindo o centro e leste do Ceará, o sudoeste do Rio Grande do Norte e o centro-oeste da Paraíba, onde o céu fica com muitas nuvens. 

    Nas demais áreas, o sábado terá céu com poucas nuvens e calor intenso. 

    Nas capitais, a temperatura mínima será de 22 °C em Salvador e Maceió, e a máxima chega a 39 °C em Teresina.

    Para o Centro-Oeste, a previsão é de continuidade da instabilidade. No noroeste, oeste e sudoeste de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, o céu fica com muitas nuvens e ocorrem pancadas de chuva. 

    Em Mato Grosso do Sul, a instabilidade é maior, com ocorrência de pancadas de chuva e trovoadas isoladas no centro-sul do estado, incluindo a capital, Campo Grande. 

    O sábado será ensolarado, com poucas nuvens, no Distrito Federal, no centro-norte de Goiás e no leste e nordeste de Mato Grosso. As temperaturas entram em elevação na região. 

    Nas capitais, a temperatura mínima será de 19 °C em Goiânia, e a máxima chega a 32 °C em Brasília e 37 °C em Cuiabá.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fim de semana na capital paulista terá chuva forte e rajadas de vento

    Fim de semana na capital paulista terá chuva forte e rajadas de vento

    A chegada de uma frente fria ao litoral paulista neste final de semana vai provocar chuvas fortes generalizadas, acompanhadas de intensas rajadas de vento, na cidade de São Paulo.

    Os modelos de previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da capital (CGE) indicam que a ventania pode superar os 60 quilômetros por hora (km/h), e instabilidades devem persistir até o início da próxima semana, com leve declínio das temperaturas.

    No decorrer do sábado (12), os volumes de chuva devem aumentar significativamente por causa do sistema frontal que vai atuar no litoral paulista, em conjunto com as áreas de instabilidade que chegam do interior do estado. As chuvas abrangentes tendem a variar de intensidade moderada a forte, acompanhadas por rajadas de vento.

    Com o tempo chuvoso e instável, as temperaturas não sobem muito. A madrugada terá termômetros por volta dos 15°C, e a máxima não ultrapassará os 21°C, enquanto os índices mínimos de umidade do ar ficam perto de 75%.

    No domingo (13), as condições do tempo seguem semelhantes. A madrugada deve registrar chuva moderada com médias de 14°C nos termômetros. A chuva generalizada persiste ao longo do dia com intensidade de moderada a forte, elevando o risco de altos volumes de precipitação.

    A temperatura máxima não supera os 16°C. Os índices de umidade do ar permanecem elevados e acima dos 80%.

    *Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90%

    Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90%

    A probabilidade de que o fenômeno El Niño durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul seja muito forte passou de 90%. É o que aponta a nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) divulgada na quinta-feira (10). 

    A projeção aponta, ainda, que há a probabilidade de 75% de o El Niño ser o mais forte registrado desde 1950. 

    O monitoramento do NOAA traz uma sequência de medições, que apontaram o final do La Niña em abril e a possibilidade do El Niño entre maio e julho, chegando a 61%. Em maio, as condições observadas mostravam que a probabilidade do El Niño havia subido para 82%.

    Em junho, o El Niño já era a condição observada, ainda em estágio inicial de desenvolvimento. As projeções já indicavam um rápido fortalecimento do fenômeno em direção ao final de 2026 e ao verão 2026/2027 do Hemisfério Sul. 

    Em agosto, o El Niño se intensificou ainda mais, com as anomalias da temperatura da superfície do mar excedendo 3 °C no Pacífico Equatorial Leste.

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nas regiões Norte e Nordeste o fenômeno ocasiona chuvas abaixo da média e pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água.

    Nas áreas mais ao sul do país, o El Niño gera chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. 

    Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dia do Cerrado: Guimarães Rosa denunciou riscos ao bioma, diz bióloga

    Dia do Cerrado: Guimarães Rosa denunciou riscos ao bioma, diz bióloga

    João Guimarães Rosa já era um célebre escritor em 1952 quando participou de uma comitiva de boiadeiros que percorreu, por 240 quilômetros, o Cerrado mineiro entre Três Marias e Araçaí. Anotou tudo o que via pelo caminho em suas cadernetas, inclusive os riscos de devastação que apareciam no horizonte por causa das siderúrgicas.


    O escritor João Guimarães Rosa
    O escritor João Guimarães Rosa
    O escritor João Guimarães Rosa – Divulgação/ Centro Cultural São Paulo

    Os registros feitos por Guimarães Rosa inspiraram obras como Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile, ambos publicados em 1956, e que completam 70 anos este ano. Ele já notava a presença do eucalipto e das siderúrgicas que devastaram a região. Neste Dia Nacional do Cerrado, a Agência Brasil destaca a importância do bioma por meio da obra do autor.

    “Ele viu que o forno das siderúrgicas era alimentado com o carvão oriundo do Cerrado. Hoje a gente sabe que a devastação é feita pelo agronegócio”, explica a professora Mônica Meyer, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Ela lançou no mês passado a segunda edição de “Ser-tão natureza”, em que investiga a presença ecológica na obra de Rosa.

    “Essa viagem [da boiada] é um verdadeiro inventário do Cerrado na década de 1950. Um material de extrema riqueza que faz essa intersecção da natureza com a cultura”.

    Cerrado é personagem

    A autora destaca que Guimarães Rosa não trata o Cerrado como cenário, mas como personagem. “Isso é muito importante e é um dos recados que o Guimarães Rosa passa para a gente. O ser humano não está dissociado da natureza. A natureza faz parte do corpo de cada ser vivo.”

    Sob esse olhar, Guimarães Rosa destaca que os humanos não são o centro da natureza, mas parte dela. As anotações da viagem de 1952 estão identificadas pela pesquisadora nos contos de Corpo de Baile e em Grande Sertão: Veredas. 

    As obras detalham o rio (de Janeiro), afluente do Rio São Francisco, em Três Marias, os bichos, as plantas e a movimentação das pessoas. 

    Romance aquático

    Ela destaca o poder de descrição do autor ao tratar, por exemplo, do rio e das raízes pivotantes do Cerrado que precisam absorver muita água. “O Grande Sertão: Veredas é um romance aquático”, resume.

    Riobaldo e Diadorim, protagonistas da obra, lidam com as alterações da natureza.  O próprio romance traça as duas estações do Cerrado. O período de chuva, o de melhores condições, e o de seca que precisa ser vencido. 

    “A natureza é um personagem relevante demais e que tem uma sinergia com os demais personagens.”


    Brasília (DF) 19/05/2025 - Com o título
    Brasília (DF) 19/05/2025 - Com o título
    Autor trata o Cerrado e a natureza como personagens, ao destacar suas características – TV Brasil

    Defensor da natureza

    Segundo a pesquisadora, Grande Sertão: Veredas não é somente um dos principais romances da história escritos em língua portuguesa, mas também uma obra defensora da natureza. 

    “Ele não faz nenhum discurso [explícito] de ‘vamos defender a natureza’. Mas, por exemplo, a personagem de Diadorim estimula Riobaldo a ver o bioma de forma diferente.”  

    Um desses momentos é quando Diadorim aponta para Riobaldo um passarinho chamado manuelzinho-da-crôa, nome popular da ave batuíra-de-coleira. 

    “Ele nunca tinha olhado para o passarinho com prazer e para a beleza daquele espaço. Todo o romance está pontuado de registros da fauna e da flora e das águas.”

    As páginas da obra-prima da literatura estão imersas no canto dos pássaros, na cor das árvores, das flores, do perfume, nos insetos, na noite, no amanhecer. “Guimarães Rosa estimula o leitor a olhar para a natureza com outros olhos, não como recurso natural ou como mercadoria, mas como um espaço vivo.”

    Tudo está em constante transformação da qual humanos e os demais seres vivos fazem parte. 

    “É um material riquíssimo para trabalhar aspectos da educação ambiental. É, sem sombra de dúvida, uma grande enciclopédia do Cerrado.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original