Categoria: Meio Ambiente

  • Pesquisa encontra resíduos de plástico em tartarugas no Rio

    Estudo feito com tartarugas-verdes (Chelonia mydas) no estado do Rio de Janeiro constatou que a espécie compartilha os mesmos tipos de bactérias encontradas nos resíduos de plástico no ambiente. 

    A pesquisa foi feita pelo professor Filipe Berbeti e orientada pelo coordenador Henrique Fragoso dos Santos, do Laboratório de Microbiologia Ambiental e Microbiotecnologia da Universidade Federal Fluminense (UFF),

    Também participaram pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do projeto Aruanã, que se dedica à conservação das tartarugas-marinhas da Baía de Guanabara.

    Berbeti analisou os microorganismos que vivem no corpo das tartarugas, na praia de Itaipu, em Niterói (RJ), e comparou com as bactérias encontradas nos pedaços de plástico, na água do mar e nas algas da região.

    A pesquisa concluiu que as bactérias das tartarugas eram mais semelhantes àquelas encontradas no plástico do que as recolhidas das algas (que servem de alimento para os animais) e da água (onde os quelônios vivem a maior parte do tempo).

    “Era esperado que a microbiota da tartaruga parecesse mais com a microbiota do próprio alimento dela [a alga]. É o que diz a literatura. Mas quando comparamos os tipos de bactérias, vimos que lembravam mais as dos plásticos. Foi um primeiro indício de que, provavelmente, a conectividade entre tartaruga e plástico está muito mais próxima do que a gente achava”, destacou o pesquisador.

    O resultado indica que a ingestão de plástico e o contato desse material com as tartarugas-verdes podem representar uma importante fonte de exposição dos animais a micróbios.

    “Hoje em dia, a gente já sabe que o plástico causa vários problemas. Seja poluição visual, animais se alimentando do material ou presos neles. A interação da microbiota e do plástico, quando ingerido, a gente ainda não sabia muito”, afirma Berbet

    Entre os gêneros de bactéria encontrados tanto no plástico quanto nas tartarugas, estão Vibrio, Pseudomonas, Bacillus, Staphylococcus, Streptococcus, Chryseobacterium e Clostridium.

    Esses grupos de microorganismos incluem espécies que provocam doenças tanto em animais quanto em seres humanos. Apesar disso, não foram feitas análises para associar essas bactérias a doenças nas tartarugas-verdes. Tampouco foi feita a identificação mais aprofundada para identificar a espécie e confirmar se algumas delas seriam patogênicas

    “É difícil chegar à identificação da espécie quando falamos da avaliação de microbioma. Pegamos uma parte do DNA para amplificar e tentar descobrir o organismo. Só conseguimos chegar até o nível de classificação para gênero. Então, não podemos afirmar com certeza que aquela espécie ali estava causando uma patogenicidade”, afirmou Berbeti.

    Segundo o estudo, os resíduos plásticos podem representar uma fonte potencial de micróbios associados à relevância patogênica. As tartarugas-verdes, por sua vez, podem servir como potenciais dispersores de bactérias marinhas, conectando ambientes contaminados com áreas remotas através de sua migração natural.

    A pesquisa envolveu cinco tartarugas coletadas pelo projeto Aruanã. Os resultados foram publicados na revista Environmental Pollution, em agosto deste ano.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Anticiclone derruba temperatura no Sul do país

    Anticiclone derruba temperatura no Sul do país

    Ao longo desta quinta-feira (1º), as nuvens que encobrem a Região Sul do país começam a diminuir por causa da atuação de uma frente fria associada a um anticiclone, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    O anticiclone é um sistema de alta pressão que favorece o tempo firme e estável. Ao contrário do ciclone, o ar frio e mais pesado desce e se afasta do centro do fenômeno.

    Ainda há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no noroeste, norte e leste paranaenses. A chuva com trovoada e possibilidade de granizo ainda pode ocorrer no Paraná e em Santa Catarina.

    No Rio Grande do Sul, há possibilidade de chuvas isoladas, mas ao longo do dia o céu vai ficando ada vez mais com menos nuvens e o frio aumenta conforme anoitece. Em Porto Alegre, a mínima será de 13°C e a máxima pode chegar a 23°C.

    No Sudeste, outra frente fria muda rapidamente as condições do tempo, levando chuvas e trovoadas ao oeste e sul de São Paulo. Ao longo do dia, o tempo instável avança sobre o sul de Minas Gerais, ao Rio de Janeiro e ao centro e sul do Espírito Santo. Há chance de granizo nesses locais.

    Um aviso laranja de perigo alerta para tempestades no Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais, centro e sul do Rio de Janeiro, além do noroeste, norte e leste de São Paulo.

    No norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, o calor será intenso e a baixa umidade do ar deixa as regiões noroeste, norte, centro e leste de Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte, sob alerta amarelo de perigo potencial.

    No Centro-Oeste, um aviso laranja alerta para perigo de tempestades entre o sudoeste e sul de Mato Grosso e de Goiás e para o noroeste, norte e nordeste de Mato Grosso do Sul. No noroeste, oeste, centro e leste de Mato Grosso, centro de Goiás, no Distrito Federal e nas demais áreas de Mato Grosso do Sul, o alerta perde a forma, mas ainda é amarelo de perigo potencial.

    No nordeste e leste Goiás e no Distrito Federal, a baixa umidade do ar deixa a região em alerta amarelo de perigo potencial. O calor prevalece na região e, entre as capitais, a temperatura mínima será de 19°C, em Campo Grande, e a máxima de 30°C, em Cuiabá.

    Na Regão Norte do Brasil, o mês de outubro começa com chuva e trovoadas isoladas na faixa leste, que inclui os estados do Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas, onde há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. Pode chover de forma isolada em partes do oeste e noroeste do Pará e no sudoeste do Tocantins.

    No Amapá e demais áreas do Pará e do Tocantins, o dia será de sol e calor, com atenção especial para o sudeste do Tocantins, onde há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar.

    Nas capitais, a temperatura mínima será de 23°C em Rio Branco e a máxima chega a 39°C em Palmas.

    Na Regão Nordeste, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para baixa umidade do ar no leste do Maranhão, grande parte do Piauí, centro e sul do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas, Sergipe, norte, centro e oeste da Bahia. Na maior parte da região, o dia será de céu com poucas nuvens e muito calor.

    Entre as capitais a temperatura mínima será de 21°C em Maceió e a máxima de 39°C em Teresina.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Centro-Oeste e Sudeste do país têm chuva com rajadas de vento

    Centro-Oeste e Sudeste do país têm chuva com rajadas de vento

    O ciclone extratropical que se formou na costa da Região Sul do Brasil ganha intensidade e contribui para o avanço de uma frente fria para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e para o estado do Paraná, nesta quarta-feira (30).

    De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno leva chuvas, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo a essas localidades.

    Na Região Centro-Oeste, há indicação laranja de perigo para tempestade com trovoada no oeste e sul de Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul. No noroeste e centro de Mato Grosso a advertência de perigo potencial é amarela. Também chove no sul de Goiás.

    Baixa umidade

    No Distrito Federal e no centro, leste e norte de Goiás, há aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar, que se estende com menos potência para o leste de Mato Grosso e demais áreas de Goiás, onde o alerta é amarelo de perigo potencial.

    Nas capitais, a temperatura mínima não deve fica abaixo de 23°C em Brasília e a máxima será de 38°C em Cuiabá.

    Chuva

    Na Região Sudeste, chove com trovoada no oeste e sul de São Paulo, ao longo de toda a divisa com o Paraná. Também ocorrem chuvas isoladas no norte, centro e leste paulista, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Nessa região, há aviso laranja de perigo para tempestades.

    Continuam sob alerta vermelho de grande perigo para onda de calor o noroeste e norte de São Paulo, o Triângulo Mineiro, o centro e o sudeste de Minas Gerais. A temperatura nas capitais varia entre a mínima de 19°C em São Paulo e a máxima de 37°C em Belo Horizonte. 

    Na Região Sul, existe indicação laranja de perigo para tempestades no Paraná e norte de Santa Catarina. Nas demais áreas de Santa Catarina, e no noroeste e norte do Rio Grande do Sul a recomendação de perigo potencial é amarela.

    No restante da Região Sul, o céu fica com muitas nuvens e há possibilidade de chuva isolada. Nas capitais, a mínima esperada é de 16°C em Porto Alegre e a máxima, de 21°C em Florianópolis.

    Norte

    Na Região Norte, pancadas de chuva e trovoadas deixam Acre, Rondônia e parte do centro e do oeste do Amazonas em nível amarelo de perigo potencial para tempestades. Chove de forma isolada na Região Norte, central e sul do Amazonas e também pode chover de forma isolada no leste do Amazonas, em Roraima e no sudoeste do Pará.

    Já no sudeste do Pará, centro e sul de Tocantins há indicação amarela de perigo potencial para baixa umidade do ar. Os termômetros permanecem elevados nas capitais e marcam mínima de 24°C em Rio Branco e máxima de 39°C em Palmas.

    Na Região Nordeste, o céu fica com poucas nuvens em grande parte do interior onde há advertência laranja de perigo para baixa umidade do ar, especialmente no norte e oeste da Bahia e no sudeste do Piauí. Nas capitais Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife pode chover pela manhã.

    Entre as capitais, a temperatura mínima será de 23°C em Salvador e a máxima, de 39°C em Teresina.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Chuvas fortes continuam no Sul e aumentam impactos sobre moradores

    Chuvas fortes continuam no Sul e aumentam impactos sobre moradores

    A região Sul continua registrando chuvas fortes nesta terça-feira (29) e cerca de 150 cidades registram danos significativos, com impactos em residências e prédios públicos. A formação de um ciclone extratropical no litoral uruguaio contribui para a ocorrência de tempestades na região e pode permanecer ao longo da semana.

    No Rio Grande do Sul, foram registradas 146 ocorrências em 128 municípios, com chuvas intensas, vendavais, inundações, deslizamentos e queda de granizo, desde a última sexta (25). São 6 mil desalojados e mais de 8 mil casas e 73 prédios públicos danificados. 

    Moradores que estão próximos dos rios Santa Maria e Taquari estão em alerta desde o começo da noite desta terça-feira.

    Em Santiago, o granizo deixou 6 mil desalojados e danificou 5 mil casas. Em Capão do Cipó, 500 casas precisarão de reparos e há 120 desalojados.

    Em Santa Catarina, 19 municípios foram afetados desde domingo (27), com 2.077 casas atingidas. Não há desabrigados e 60 pessoas estão desalojadas. 

    Nesta terça-feira subiu para 11 o número de municípios que decretaram situação de emergência: Arabutã, Brunópolis, Formosa do Sul, Ipumirim, Itá, Ponte Serrada, Santa Cecília, Santiago do Sul, São Domingos, Seara e Xavantina.

    Em Seara, uma tempestade de granizo afetou 1344 residências e 17 prédios públicos. 

    El Niño

    As Defesas Civis de Santa Catarina e do Paraná emitiram notas sobre o El Niño nesta terça-feira. Os catarinenses passaram a considerar o fenômeno como de intensidade muito forte, pois estão acima do limiar de aquecimento da superfície do mar de 2 °C na região equatorial do Pacífico.

    No Paraná a nota da Defesa Civil estadual e do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) alerta para chuvas acima da média no centro-sul do estado ao longo dos meses de outubro e novembro, com atenção especial para a região entre Foz do Iguaçú, Guaíra, Maringá, Telêmaco Borba, Guarapuava e Francisco Beltrão. 

    A nota destaca a ocorrência de tempestades e recomenda medidas adicionais de segurança em atividades públicas, como feiras e shows, revisão de planos de contingência e estoque de itens de assistência humanitária (alimentos, lonas, telhas e materiais de dormitórios).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Falta de dados limita monitoramento de tsunamis meteorológicos

    Falta de dados limita monitoramento de tsunamis meteorológicos

    O tsunami meteorológico que atingiu a costa sul de Santa Catarina em 21 de setembro foi registrado por moradores, câmeras e equipamentos instalados em ruas, veículos e embarcações. As imagens feitas por pessoas que estavam na região ajudaram pesquisadores a identificar o momento do fenômeno e a direcionar a análise dos dados registrados pela rede profissional de monitoramento.

    Apesar da maior disponibilidade de imagens e informações, ainda não é possível determinar com que frequência os tsunamis meteorológicos ocorrem no litoral brasileiro. A falta de séries históricas e a quantidade limitada de equipamentos dificultam a identificação de tendências e a avaliação de possíveis mudanças na ocorrência desses fenômenos.

    “Agora quase todo local é filmado. É um processo um pouco recente, assim como a ocupação dessa faixa mais próxima da costa, aqui no Sul, que foi muito intensificada nas últimas décadas. Antes disso é difícil afirmar alguma coisa, pois simplesmente não existia monitoramento”, explicou à Agência Brasil o professor Mauro Michelena, que leciona Oceanografia Física na Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

    O tsunami meteorológico é um fenômeno rápido, associado à interação entre sistemas atmosféricos, como frentes frias, e condições específicas do oceano e da costa. Em regiões com áreas de pouca profundidade, determinadas perturbações atmosféricas podem provocar alterações no nível do mar e favorecer a propagação de ondas longas.

    A ocorrência de eventos extremos relacionados ao clima e ao oceano tem sido objeto de estudos em diferentes partes do mundo. No entanto, segundo Michelena, não há dados suficientes para afirmar que os tsunamis meteorológicos estejam ocorrendo com maior frequência.

    A própria frente fria associada ao fenômeno já representa risco para embarcações pequenas. Na segunda-feira (28), o professor estava embarcado com outros professores e estudantes da Univali para instalar sensores quando a equipe precisou retornar antes do previsto para evitar riscos provocados pelas condições do mar.

    Dados

    A falta de séries históricas é um dos principais obstáculos para a análise. Segundo Michelena, modelos utilizados para estudar fenômenos desse tipo precisam de registros de várias décadas e, em alguns casos, de mais de cem anos para serem validados.

    No litoral catarinense, o monitoramento por meio de marégrafos tem cerca de uma década. O professor participa do acompanhamento dos litorais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul e pesquisa as condições dos estuários da região.

    A quantidade de equipamentos também influencia a capacidade de detectar e analisar os fenômenos. Em Santa Catarina, que tem pouco mais de 560 quilômetros de litoral, a rede de sensores é composta principalmente por equipamentos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), empresa pública estadual.

    Os equipamentos ajudaram a identificar os eventos registrados em novembro de 2023 e em 21 de setembro deste ano. A rede, porém, está configurada principalmente para registros de hora em hora, o que limita a capacidade de acompanhar um fenômeno que pode ocorrer e se dissipar em poucos minutos.

    Segundo Michelena, as informações produzidas pelos sensores precisam ser complementadas por registros feitos por moradores, pescadores e outras pessoas que estejam próximas ao local.

    “Primeiro teríamos de ter mais dados para entender, e só então poderíamos começar a prever as ocorrências”, afirmou.

    Uma rede com maior quantidade de sensores e registros mais frequentes poderia, no futuro, permitir o desenvolvimento de sistemas específicos de acompanhamento e alerta. Atualmente, o país já possui mecanismos de alerta para fenômenos como deslizamentos e chuvas intensas.

    Histórico

    A ausência de registros históricos também impede afirmar que o fenômeno seja recente. Segundo o pesquisador, tsunamis meteorológicos podem ter ocorrido em outros momentos nas décadas anteriores sem que fossem identificados ou documentados.

    O litoral sul de Santa Catarina apresenta características que podem favorecer a ocorrência de ondas de maior energia. A região possui trechos de costa mais expostos ao oceano, além da influência de sistemas atmosféricos que se formam relativamente próximos ao litoral.

    “O litoral Sul já recebe ondas com mais altura, com muita energia, vindas do sul do Atlântico. Os sistemas atmosféricos também se formam relativamente mais perto daqui do que do litoral paulista ou fluminense”, explicou Michelena.

    Essas características, segundo o oceanógrafo, podem contribuir para condições mais intensas no mar, mas ainda são necessários mais dados para estabelecer uma relação entre essas condições e a frequência dos tsunamis meteorológicos.

    Conhecimento dos pescadores

    Além dos sensores e das imagens produzidas por câmeras, os pesquisadores também consideram relevantes os relatos de pescadores, que acumulam conhecimento sobre as condições do mar nas regiões onde trabalham.

    Para Michelena, esse conhecimento tradicional continua sendo uma fonte importante de informações, mas tem sido afetado pelas mudanças nas condições do oceano e da atmosfera.

    “Com as mudanças, o mar não se comporta mais da forma como eles estão acostumados, e passam a recorrer a outras fontes, como os serviços meteorológicos. O conhecimento deles é fantástico, mas diante das mudanças o conhecimento tradicional se adapta aos poucos”, disse.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Calor e chuvas levam Defesa Civil a emitir 34 alertas em São Paulo

    Calor e chuvas levam Defesa Civil a emitir 34 alertas em São Paulo

    A Defesa Civil paulista emitiu 34 alertas pelo sistema Cell Broadcast nesta terça-feira (29). Entre eles, 28 foram ocasionados por calor excessivo e baixa umidade relativa do ar, enquanto seis orientavam cuidados excepcionais em cidades atingidas por tempestades.

    As condições no estado são típicas da ocorrência do El Niño, com bloqueio da umidade vinda da Amazônia e atuação de frentes frias vindas do Atlântico Sul, levando a mudanças repentinas nas condições meteorológicas.

    Segundo a Defesa Civil, a noite e a madrugada terão atuação mais intensa de um cavado meteorológico, condição associada a quedas de pressão com formação de tempestades, em associação com uma frente fria que se aproxima, vinda do oceano. Nestas condições o tempo fica instável, com possibilidade de chuvas fortes. 

    As cidades com alertas para chuvas intensas são: Piedade; Gabriel Monteiro e Clementina; Bebedouro, Euclides da Cunha Paulista e Teodoro Sampaio; Pirapozinho; Presidente Epitácio e Mirante do Paranapanema.

    Ao longo da tarde, 28 mensagens foram enviadas por SMS para regiões de Assis, Marília, Dracena, Teodoro Sampaio, Presidente Epitácio, Caiabu, Mariápolis, Mirante do Paranapanema, Rancharia, Ilha Comprida, Iguape, Presidente Prudente, Paraguaçu Paulista, Pirapozinho, Bauru, Rosana, Maracaí, Euclides da Cunha Paulista, Severínia, Tabapuã, Olímpia, Guararapes, Monte Azul Paulista, Pirangi, Paraíso, Bebedouro, Gabriel Monteiro, Clementina, Sertãozinho, Martinópolis, Morro Agudo, Itapira, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Águas de Lindóia, Getulina, Pompéia e Itapetininga, por conta da baixa umidade do ar.

    Na região norte do estado, a relação entre calor e baixa umidade aumentou também o risco para queimadas e incêndios florestais.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ciclone e frente fria deixam Centro-Sul em alerta para tempestade

    Ciclone e frente fria deixam Centro-Sul em alerta para tempestade

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém, nesta terça-feira (29), alerta laranja de perigo para tempestade em uma faixa do Centro-Sul do país que se estende desde o sudoeste do Mato Grosso do Sul até o centro-sul do Rio Grande do Sul.

    Uma frente fria associada a um ciclone extratropical formado entre o Uruguai, o Rio Grande do Sul e o oceano Atlântico provoca grandes volumes de chuvas, com ventos de até 100 quilômetros por hora (km/h) e possibilidade de granizo para a região.

    Na Região Sul, o dia será de chuva com trovoadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no sudoeste, sul e sudeste do Paraná, atingindo todas as capitais. O calor continua em Curitiba, onde a máxima atinge 32 gruas Celsius (°C). Já a mínima esperada para as capitais é de  21°C em Porto Alegre.

    No Centro-Oeste do país, chove de forma isolada no extremo sul de Mato Grosso do Sul, ainda pela manhã. Chuvas com trovoadas isoladas são esperadas a partir da tarde entre o noroeste e oeste de Mato Grosso, sul de Goiás e demais partes de Mato Grosso do Sul.

    Um aviso laranja de perigo alerta para baixa umidade do ar no sudeste, centro, leste e nordeste de Goiás e no Distrito Federal, além de outro aviso amarelo de perigo potencial que alerta para baixa umidade do ar no leste de Mato Grosso e nas demais áreas de Goiás.

    Os termômetros permanecem elevados nas capitais da região chegando a 40°C em Campo Grande e Cuiabá, com mínima prevista de 21°C em Brasília.

    Na Região Norte, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para chuvas intensas no Acre, Amazonas, norte de Rondônia, oeste do Pará e sul de Roraima. No centro e sul do Pará e do Amapá, também ocorrem pancadas de chuva isoladas. Há possibilidade de chover nas demais áreas do Pará e no norte do Tocantins.

    No centro e sul de Tocantins o alerta é para a baixa umidade do ar e calor intenso. Em Palmas a temperatura máxima será de 39°C. Em Rio Branco a mínima prevista é de 23°C.

    No Nordeste, há possibilidade de chuva isolada no centro, norte e oeste do Maranhão, no noroeste e litoral do Ceará, no litoral e centro-leste do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco e de Alagoas, e, no período da noite, na região de Salvador.

    Entre as capitais do Nordeste, a temperatura mínima será de 20°C, em Maceió, e a máxima chega a 39°C, em Teresina.

    No Sudeste do país, há um aviso vermelho de grande perigo para onda de calor no centro-oeste de Minas Gerais, incluindo a capital Belo Horizonte, e o norte de São Paulo.

    Outro aviso amarelo de perigo potencial alerta para tempestades no oeste, centro, sul e leste de Minas Gerais, centro e sul do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Ocorrem chuvas isoladas no Rio de Janeiro, no sudeste de Minas Gerais e nos litorais norte e sul de São Paulo.

    Ao longo do dia a instabilidade aumenta e chove com trovoada no sudoeste, centro, sul e litoral de São Paulo, além do sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Pancadas de chuva com trovoadas isoladas também atingem o Triângulo Mineiro e o sudeste de Minas Gerais.

    Entre as capitais, a temperatura mínima será de 18°C, em São Paulo, onde os termômetros também devem marcar a máxima de 37 °C.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Saneamento: 20% dos principais candidatos têm planos abrangentes

    Saneamento: 20% dos principais candidatos têm planos abrangentes

    Levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil com 62 principais candidatos a governos estaduais constatou que apenas 13 deles têm planos abrangentes para a área de saneamento. A pesquisa foi feita a partir da análise dos planos de governo daqueles que tinham maior probabilidade de serem eleitos ou disputarem o segundo turno, de acordo com pesquisas de intenção de voto, divulgadas entre 22 de agosto e 4 de setembro deste ano.

    O Trata Brasil, uma organização da sociedade civil de interesse público voltada para a conscientização da sociedade sobre a importância do saneamento, analisou quatro eixos desta política pública: planejamento, regionalização e coordenação para a universalização; viabilização de investimentos e superação de gargalos para a universalização; governança e regulação do saneamento básico; e metas tangíveis.

    A partir dessa análise, foram atribuídos níveis a cada candidato, com base no número de eixos abordados em seus planos de governo.

    Os níveis são: ausente, quando o candidato não menciona saneamento em nenhum trecho da proposta; superficial, quando envolve apenas um eixo com profundidade suficiente; transversal, quando desenvolve dois ou três eixos; e abrangente, quando a proposta abrange os quatro eixos analisados.

    O Trata Brasil constatou que todos os 62 candidatos abordaram pelo menos um eixo em seu plano. Cinco propostas foram consideradas superficiais. Classificadas como transversais são 44 propostas, das quais 15 abordam dois eixos e 29, três. Treze planos incluem os quatro eixos.

    Segundo a presidente executiva do instituto, Luana Pretto, de modo geral, os planos de governo dos candidatos citam o tema saneamento básico, ainda que transversalmente.

    “De quatro anos atrás para agora, o tema começou a ser mais evidente. Entretanto, ainda é visto de uma maneira pouco abrangente. A grande questão é se comprometer com metas claras e objetivas, ou seja, saber qual é o percentual de água e esgoto que eu tenho hoje e qual é o percentual que eu vou entregar no final do meu mandato”, ressalta.

    Entre as propostas mais específicas, universalização é a que mais aparece entre os planos dos candidatos (87%), seguida por drenagem (76%), saneamento rural (66%), investimentos (58%), regionalização (45%), população vulnerável (35%), regulação (32%), metas tangíveis (26%) e governança de dados (24%).

    “Oitenta e sete porcento dos candidatos falam de universalização, só que apenas 26% colocam metas. Então, eu falo de universalização, mas eu não me comprometo com meta. E isso é um problema”, avalia Luana.

    “Eu falo de universalização, mas eu não falo de regulação, que é um tema muito importante quando a gente olha que as agências reguladoras têm que ser técnicas, independentes e fortalecidas para cobrar tanto a expansão dos serviços quanto a operação eficiente desses serviços”, acrescenta.

    Para o Instituto Trata Brasil, a presença do assunto saneamento em todos os planos de governo não significa, necessariamente, compromisso estruturado dos candidatos. Além disso, a pesquisa mostra que a pauta entrou no debate eleitoral, mas ainda precisa ganhar maior profundidade, metas verificáveis e instrumentos de acompanhamento.

    “Acre, Maranhão e Amazonas, que são estados com indicadores bastante ruins, ainda têm candidato praticamente não citando o saneamento básico”, observa a presidente executiva do Trata Brasil.

    “O que seria o ideal é que, em estados onde a gente tem um indicador muito ruim de saneamento, a gente deveria ter os candidatos comprometidos com o tema, porque faltam sete anos para universalizar o saneamento e, se ele não se comprometer agora, coloca em risco o atingimento dessa meta”, completa Luana Pretto.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Semana começa com termômetros a 40°C no Centro-Oeste, Sudeste e Sul

    Semana começa com termômetros a 40°C no Centro-Oeste, Sudeste e Sul

    Cidades do interior do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil podem registrar temperaturas superiores a 40°C neste início de semana, em decorrência da onda de calor que atinge boa parte do país desde sábado (26). 

    De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo começa a ficar mais ameno na quarta-feira (30), com o avanço de uma frente fria pelo sul do Brasil.

    Nesta segunda-feira (28), Mato Grosso do Sul deve concentrar algumas das maiores temperaturas, principalmente em áreas do oeste e noroeste, mas o calor intenso também deve atingir cidades de outros estados. Entre as localidades com possibilidade de superar os 40°C estão:

    1. Corumbá (MS);
    2. Porto Murtinho (MS);
    3. Três Lagoas (MS);
    4. Cuiabá (MT);
    5. Água Boa (MT);
    6. Rondonópolis (MT);
    7. Barra do Garças (MT);
    8. Goiás (GO);
    9. Quirinópolis (GO);
    10. Ituiutaba (MG);
    11. Jales (SP);
    12. Gurupi (TO); 
    13. Araguaçu (TO).

    Aviso vermelho

    Até esta terça-feira (29), as maiores temperaturas devem ocorrer principalmente em partes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Piauí, Bahia, São Paulo e Minas Gerais. No período, está vigente aviso vermelho para onda de calor, que pode afetar áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

    As maiores temperaturas predominarão em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Triângulo Mineiro, com possibilidade de valores superiores a 40°C. O calor também pode atingir áreas do noroeste do Paraná. 
     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Inscrição de trabalhos no Fórum de Educação Ambiental termina dia 30

    Inscrição de trabalhos no Fórum de Educação Ambiental termina dia 30

    As inscrições para o 10º Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (FBEA) terminam na próxima quarta-feira (30) para estudantes e profissionais que vão apresentar trabalho sobre o tema. O encontro ocorrerá de 23 a 28 de novembro deste ano, em Brasília.

    Poderão ser inscritas pesquisas, relatos de experiência, práticas educativas, projetos, ações comunitárias e tecnologias sociais de educação ambiental que cumpram os requisitos publicados no edital de submissão, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

    Para participar é necessário fazer a inscrição online e pagar a taxa de inscrição que varia de R$ 20 para estudantes da educação básica a R$ 70 para profissionais que não sejam professores.

    As inscrições permanecerão abertas até o último dia do fórum para os participantes que não apresentarão trabalhos. A entrada é gratuita para professores e estudantes da educação básica do ensino público e particular, além de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

    Com o objetivo de compartilhar conhecimentos, ampliar redes de cooperação e fortalecer políticas públicas de educação ambiental, o fórum traz este ano o tema Educação Ambiental pela Vida.

    Na programação, além da apresentação dos trabalhos, haverá outras atividades como mesas temáticas, oficinas e uma feira de economia solidária, com produtos da agricultura familiar.

    Serão abordados temas relacionados à educação ambiental como a educomunicação informal, justiça ambiental, justiça climática, lutas populares, políticas públicas, redes e territórios, participação, mobilização e controle social.

    Além do MMA, o encontro é realizado pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (Rebea), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram/DF), a Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (Anppea) e Universidade de Brasília (UnB).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original