Categoria: Meio Ambiente

  • ANPD determina que Discord suspenda transmissões ao vivo no Brasil

    ANPD determina que Discord suspenda transmissões ao vivo no Brasil

    A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou, nesta quarta-feira (12), que a empresa Discord, dona do aplicativo de comunicação do mesmo nome, suspenda a função de transmissões ao vivo e compartilhamento de vídeos, no Brasil.

    A companhia tem até três dias para cumprir a determinação, que tem caráter preventivo e deverá ser respeitada até que a empresa comprove a adoção de medidas para proteger crianças e adolescentes. A empresa pode recorrer da decisão em até dez dias úteis.

    Segundo a agência, o objetivo da medida é frear episódios de violência e a coação de menores de 18 anos de idade, como o registrado em 22 de julho, quando uma adolescente de 13 anos, moradora de Naviraí (MS), foi induzida a tirar sua própria vida durante uma live transmitida em tempo real por canais do Discord.

    O suicídio da adolescente foi alvo da Operação Lívia, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Ministério da Justiça e Segurança Pública para aprofundar as investigações acerca de uma suposta organização criminosa suspeita de atrair crianças e adolescentes para comunidades virtuais, onde eram submetidas à coerção psicológica e convencidas a praticar atos de violência extrema contra animais (principalmente gatos), desafios de automutilação e até o autoextermínio.

    Cinco adolescentes com idades entre 13 e 17 anos foram apreendidos e um homem de 18 anos foi detido durante a primeira fase da Operação Lívia. Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em mais quatro estados além do Mato Grosso do Sul: Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro, onde a ação contou com a colaboração de policiais civis locais.

    Suspensão

    Motivada pelo suicídio da adolescente, a ANPD instaurou na última sexta-feira (7) um processo de fiscalização contra a plataforma, com o objetivo de apurar indícios de falhas na proteção aos usuários, principalmente a crianças e adolescentes.

    Em nota divulgada no fim da manhã desta quarta-feira (12), além de anunciar a decisão de determinar que a empresa suspenda preventivamente suas transmissões ao vivo, a agência afirmou ter identificado “falhas na implementação de medidas estruturais e de procedimentos para prevenir e combater violações graves”.

    “A medida cautelar de suspensão da funcionalidade de lives foi determinada pela Superintendência de Fiscalização (SFI-ANPD) em função de evidências robustas de que a empresa não adotou medidas razoáveis para prevenir e mitigar riscos de acesso, exposição, recomendação ou facilitação de contato com conteúdos ou práticas que representem graves violações de direitos de crianças e adolescentes no âmbito do seu serviço, sobretudo indução, incitação, instigação ou auxílio à violência, à automutilação e ao suicídio”, detalhou a agência.

    O órgão reforçou que a plataforma não está sendo bloqueada.

    “O que a medida preventiva suspende é a funcionalidade ‘Go Live’, utilizada para transmissões ao vivo em servidores fechados”, acrescentou a ANPD, garantindo ter reunido “elementos suficientes que justificam a necessidade dessa ação emergencial”.

    Ainda de acordo com a agência, a função Go Live “tem sido reiteradamente usada para a prática de crimes graves, colocando em risco a integridade física e mental dos menores de 18 anos”.

    “Pela arquitetura técnica adotada, o Discord não tem acesso ao conteúdo das transmissões de vídeo enquanto elas ocorrem, o que inviabiliza a utilização, no âmbito do servidor, de mecanismos de análise do conteúdo audiovisual e detecção em tempo real de violações. A plataforma depende de sistemas automatizados falhos e de denúncias dos próprios participantes desses ambientes voltados à prática dessas violações”, prossegue a ANPD.

    A medida cautelar não impede que outras sanções sejam adotadas no curso do processo de fiscalização instaurado na última sexta-feira. No âmbito administrativo, caso sejam constatadas irregularidades, a agência pode determinar medidas corretivas e aplicar sanções previstas no ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), que incluem multa de até R$ 50 milhões por infração.


    Brasília (DF), 27/01/2025 - Crianças com perfil aberto em redes sociais. Ian Fernandes de Alencar. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
    Brasília (DF), 27/01/2025 - Crianças com perfil aberto em redes sociais. Ian Fernandes de Alencar. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
      A ANPD pode determinar medidas corretivas e aplicar sanções previstas no ECA Digital – Bruno Peres/Agência Brasil

    Diálogo

    Consultada, a empresa reafirmou em nota o compromisso com a segurança de seus usuários.

    “O Discord mantém um diálogo contínuo com as autoridades brasileiras, incluindo o Ministério da Justiça, e tem atuado de forma proativa ao reportar [denunciar] indivíduos às autoridades policiais brasileiras, contribuindo para operações que resultaram em prisões”, informou o Discord. 

    Mantendo o teor das notas já divulgadas, a plataforma afirmou que “não tolera grupos ou indivíduos que promovem ou incentivam a violência […]”.

    “Contamos com equipes dedicadas a desarticular esses grupos, remover conteúdos que violem as políticas e tomar medidas contra os responsáveis por essas condutas.”

    A plataforma disse, ainda, esperar dar continuidade ao diálogo com os formuladores de políticas públicas no Brasil “para promover uma experiência online mais segura para todos os usuários, em toda a internet”. A empresa acrescentou que está cooperando com as autoridades policiais na investigação do suicídio da adolescente de Naviraí.

    “O Discord investigou um servidor privado no qual acredita-se que indivíduos envolvidos em atividades criminosas tenham incentivado a automutilação [da jovem] e o desativou antes da morte da adolescente. O acesso ao servidor privado dependia de convite e não podia ser encontrado por outros usuários [da plataforma]”, finalizou o Discord, atribuindo às suas denúncias e ações a identificação e consequente detenção de “extremistas violentos”.

    Onde buscar ajuda

    Adolescentes e seus responsáveis ou quaisquer pessoas com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida devem buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos, educadores e também em serviços de saúde.

    De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços na área.

    Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento: 

    • Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e unidades básicas de saúde;
    • UPAs 24h, Samu 192, prontos-socorros e hospitais;
    • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

    O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

    *texto ampliado às 12h43

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Chuvas: Defesa Civil reconhece emergência em 19 municípios do RS

    Chuvas: Defesa Civil reconhece emergência em 19 municípios do RS

    A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu situação de emergência em 19 municípios do Rio Grande do Sul afetados por desastres naturais no mês de julho. 

    A Portaria nº 2.579 contempla cidades atingidas por chuvas intensas, enxurradas, tornados, vendavais e quedas de granizo. Veja aqui a lista completa.

    Entre os municípios atingidos por chuvas intensas estão Arroio do Tigre, Campina das Missões e Cerro Grande do Sul

    A cidade de Boqueirão do Leão teve a situação de emergência reconhecida por causa de enxurradas. 

    Em Giruá, o reconhecimento ocorreu em razão de um tornado. Itaqui foi afetada por vendaval, enquanto Ubiretama registrou danos provocados por granizo.

    Recursos

    Com o reconhecimento federal da situação de emergência, as prefeituras podem solicitar recursos da União para ações de assistência à população, como distribuição de alimentos, água potável, kits de higiene e limpeza, além de apoio para restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas danificadas.

    Memória
     


    A demaged BYD car dealership following heavy rain in Osorio, Rio Grande do Sul state, Brazil, July 28, 2026.  REUTERS/Diego Vara
    A demaged BYD car dealership following heavy rain in Osorio, Rio Grande do Sul state, Brazil, July 28, 2026.  REUTERS/Diego Vara
    Destruição causada por vendavais no Rio Grande do Sul – REUTERS/Diego Vara/ Proibido reprodução

    Temporais atingem todo o Rio Grande do Sul desde o mês de julho. De acordo com a Defesa Civil do estado, o número de pessoas desalojadas passa dos 2,6 mil em 118 municípios.

    Houve destelhamentos, quedas de árvores e de postes de energia, além da enchente de vários rios, como o Guaíba.

    Além disso, a passagem de um ciclone bomba pela região deixou uma pessoa morte e cinco feridas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mapbiomas: menor vegetação nativa expõe mais o país ao El Niño

    Mapbiomas: menor vegetação nativa expõe mais o país ao El Niño

    Em 41 anos, a vegetação nativa foi reduzida a 65% do território brasileiro, aponta a Coleção 11 dos mapas anuais de cobertura e uso da terra do MapBiomas, divulgada nesta quarta-feira (12). 

    Ao longo dessas quatro décadas, áreas onde as florestas permaneceram foram menos afetadas pelo fenômeno El Niño ─ aquecimento da superfície equatorial do Oceano Pacífico que causa eventos climáticos extremos na América do Sul.

    A nova coleção traz resultados do mapeamento do território nacional, de 1985 até 2025, a partir de 33 classes de cobertura da terra, como biomas, atividades humanas, tipos de vegetação e superfície de água, por exemplo.

    Nesta edição, os dados foram cruzados aos da plataforma MapBiomas Atmosfera, que monitora o clima e a qualidade do ar no país. Os pesquisadores observaram especialmente a ocorrência de extremos climáticos, como secas e temporais, no trimestre de setembro a novembro, durante os anos com El Niño – 1997/98, 2015/16, 2023/24.

    Na análise, os pesquisadores puderam observar que, nesses anos em que o fenômeno foi mais intenso, a maior parte dos biomas brasileiros foi afetada por secas e ausência de chuva. As exceções foram nos biomas Pampa e em parte da Mata Atlântica, onde houve um aumento da precipitação.

    Impacto por bioma

    A Amazônia foi o bioma mais afetado pelo déficit de chuvas nos três El Niño, sendo que, no último, ocorrido em 2023/2024, os efeitos mais intensos registrados foram nas áreas de agropecuária. Essas regiões, onde o ser humano deu outro tipo de uso à terra que antes abrigava floresta, sofreram uma redução de 178 milímetros de precipitação em relação à média histórica.

    O Pantanal foi drasticamente afetado pelo último El Niño ocorrido, o que levou o bioma a registrar o ano mais seco da série histórica em 2024. No Cerrado e na porção norte da Mata Atlântica, a seca foi ficando mais intensa a cada novo fenômeno. As áreas de vegetação nativa foram as mais afetadas nesses biomas.

    As áreas de agropecuária também foram as mais afetadas no Pampa pelos extremos climáticos ocorridos durante o El Niño. Mas, diferentemente da Amazônia, o bioma foi impactado pelo excesso de chuva, especialmente nos últimos dois fenômenos analisados.

    Vegetação

    Em 1985, a vegetação nativa do país ocupava 79% do território brasileiro e, em 2025, esse percentual caiu para 65%.  Durante esses 41 anos, a formação florestal foi o tipo de vegetação que perdeu mais área pela ação humana. Foram menos 65 milhões de hectares, seguido da formação savânicas, com menos 46 milhões de hectares, e dos campos alagados, que perderam 6,3 milhões de hectares.

    “Embora a perda tenha sido maior em florestas, proporcionalmente a perda maior foi das formações savânicas, que perderam 30% de toda a sua área nesse período”, diz o coordenador-geral do MapBiomas, Tasso Azevedo.

    Em todo o período estudado, 557 milhões de hectares mapeados mantiveram a mesma classe de cobertura ou uso da terra. Desse total, a maioria, 335 milhões de hectares, foram florestas mantidas em pé.

    Atividades humanas

    A agropecuária é a classe que mais ocupou área no país, sendo que, em 2025, já representava 32% do território do país, enquanto que, em 1985, estava presente em apenas 18% do Brasil.

    A pastagem cresceu em 61,6 milhões de hectares ao longo do período estudado, enquanto a agricultura cresceu sobre 48 milhões de hectares.

    Essas atividades ocuparam áreas antes de vegetações nativas dos seis biomas brasileiros de forma desigual. A Amazônia e o Cerrado foram os que mais perderam em tamanho de área, com reduções de 53,9 milhões e 51,7 milhões de hectares, respectivamente.

    Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal perderam respectivamente 10,1; 4,9; 4 e 1,9 milhões de hectares.

    “A Mata Atlântica perdeu menos porque já tinha perdido anteriormente e também porque está em uma trajetória, nos últimos 20 anos, que estabilizou e, em alguns lugares, cresceu a área de vegetação nativa, especialmente florestas”, explica Tasso Azevedo.

    Já proporcionalmente, Cerrado e o Pampa apresentam as maiores reduções com perdas de 34% e 32%, respectivamente.

    Estados e DF

    No recorte por estados, a nova coleção aponta que, entre 1985 e 2025, 25 dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal reduziram a participação da vegetação nativa em seus territórios. O Rio de Janeiro foi a única exceção, após recuperar 1% da cobertura verde de seu território.

    Nesses 41 anos, os estados que mais perderam vegetação nativa proporcionalmente aos seus territórios foram Rondônia com redução da vegetação nativa de 92% para 59%, entre 1985 e 2025. Maranhão, que passou de 91% para 61%; Mato Grosso e Tocantins, ambos com redução de 90% para 61%.

    Novidade

    As marismas, áreas pantanosas sob influência de água salobra foram mapeadas pela primeira vez no estudo do Mapbiomas, ainda em versão beta. Em 2025, foram mapeados 6,9 mil hectares de marismas, apenas no bioma Pampa.

     As principais vegetações presentes nas marismas são herbáceas, formadas por gramíneas e juncos adaptados à água salgada, já que esses ecossistemas ocorrem nas margens dos estuários e recebem tanto água doce de rios ou lagunas, quanto a água do mar.

    As que entraram no estudo, estão localizadas nas zonas estuarinas das lagoas Tramandaí-Armazém, Lagoa do Peixe, Laguna dos Patos e na foz do Arroio Chuí.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ondas de calor ainda são negligenciadas no Brasil, diz pesquisadora

    Ondas de calor ainda são negligenciadas no Brasil, diz pesquisadora

    As ondas de calor ainda são um desastre “completamente negligenciado” no Brasil e podem se tornar mais frequentes e intensas com a chegada de um novo El Niño. O alerta é da professora do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Renata Libonati, que também é membro do Comitê de Especialistas em Monitoramento Climático da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

    Com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS) de 14 regiões metropolitanas do país, a pesquisadora afirma que foram identificadas 50 mil mortes motivadas por ondas de calor entre os anos 2000 e 2020. Apesar do número expressivo, o problema ainda não recebe a devida importância, na avaliação da pesquisadora.

    “Esse número é 20 vezes maior do que o número de mortes por deslizamentos de terra no mesmo período. Isso significa que as ondas de calor ainda são um desastre completamente negligenciado no nosso país. Não têm o impacto de outros tipos de tragédia, em que as mortes são imediatas. Estamos acostumados a achar que, por morarmos em um país tropical, estamos acostumados com calor. E isso não é verdade”, disse Renata Libonati.

    A afirmação foi feita durante o painel O que esperar do El Niño, realizado nesta terça-feira (11) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Também participaram os pesquisadores Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo (USP), e José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

    O fenômeno climático, que altera a circulação dos ventos e o clima em todo o planeta, deve fazer com que 2026 registre temperaturas excepcionalmente altas, disseram os especialistas.

    Além dos impactos sobre a saúde, Renata Libonati apresentou dados que relacionam El Niño, ondas de calor, secas e incêndios. Segundo ela, o fenômeno pode favorecer o acoplamento desses eventos, aumentando as condições para propagação do fogo.

    “Nos últimos 40 anos, as condições de perigo elevado de fogo aumentaram cerca de 18% durante anos de El Niño nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Temos um contexto de mudança climática com um acoplamento maior entre seca, fogo e ondas de calor”, afirmou.

    Impactos variam entre regiões

    José Marengo, do Cemaden, ressaltou que os efeitos do El Niño não serão iguais em todo o país. No Sul, o fenômeno costuma estar associado ao aumento das chuvas e, consequentemente, ao maior risco de enchentes.

    No Norte e no Nordeste, a tendência é de redução das chuvas e aumento do risco de seca. No Centro-Oeste, pode haver atraso no início da estação chuvosa e mais ondas de calor. No Sudeste, a expectativa é de temperaturas elevadas e maior irregularidade das chuvas.

    “O El Niño não cria problemas. Ele agrava a situação de problemas que já existem”, resumiu Marengo.

    O pesquisador também destacou que os efeitos do fenômeno ultrapassam o campo meteorológico e podem atingir a produção de alimentos, o transporte, o fornecimento de energia e a economia.

    “Não vemos o El Niño só como um fenômeno climático que aquece as águas do Oceano Pacífico. É um choque climático que afeta todos esses setores, portanto, tem impacto sobre a vida de todas as pessoas”, disse.

    Preparação

    Paulo Artaxo participou dos três últimos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), principal órgão científico global das Nações Unidas. Segundo o pesquisador, o Brasil precisa acelerar a adaptação a um clima que já apresenta temperaturas mais elevadas e maior frequência de eventos extremos. O país já registra aquecimento médio próximo de 2°C, acima da média global.

    Para Artaxo, experiências anteriores de desastres deveriam ter servido de lição para governos municipais, estaduais e federal.

    “A gente tinha que mais bem preparado para a chegada de um próximo El Niño, para não repetir sofrimentos iguais aos que tivemos em 2024”, afirmou.

    Ele destacou também que os processos de adaptação climática nas cidades devem levar em consideração as desigualdades sociais, porque os efeitos dos eventos extremos não atingem a população de maneira uniforme.

    “Esses fenômenos impactam principalmente os mais vulneráveis, os mais pobres”, afirmou.

    A vulnerabilidade está relacionada, entre outros fatores, ao acesso desigual aos serviços de saúde, às condições de moradia, à exposição ao ar livre e à possibilidade de utilização de mecanismos de refrigeração. O pesquisador citou a diferença entre pessoas que podem utilizar ar-condicionado durante períodos de calor extremo e moradores de comunidades que vivem em casas com telhados de zinco, que podem permanecer expostas a temperaturas elevadas durante a noite.

    “É responsabilidade nossa cuidar para minimizar esses danos na população”, disse Artaxo. “O Brasil é a nona maior economia do planeta. Nós não somos um país pobre. Nós não precisamos nem podemos passar por esses problemas que temos passado por falta de estratégia de adaptação climática.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasileiros poderão ver eclipse solar por transmissão na internet

    Brasileiros poderão ver eclipse solar por transmissão na internet

    Um eclipse solar total vai acontecer nesta quarta-feira (12) e poderá ser visto no Hemisfério Norte, principalmente em países como Espanha e Portugal.

    O fenômeno não será visível no Brasil, nem mesmo de forma parcial, mas o Observatório Nacional (ON) anunciou uma transmissão ao vivo do eclipse através das suas redes sociais, com início a partir das 12h de amanhã. 

    O pico do eclipse está previsto para às 14h, e deve ser visto também em países como Rússia, Islândia e Groenlândia. Em outras regiões do Hemisfério Norte e no norte do continente africano, o eclipse solar vai ser apenas parcial. 

    A astrônoma do Observatório Nacional Josina Nascimento explica que o eclipse solar, mesmo total, ocupa uma área reduzida. O que exige o deslocamento a um local específico para aqueles que quiserem acompanhar o fenômeno presencialmente. 

    “Tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é de 300 quilômetros de largura”, explica. 

    “Por isso que a gente acha que o eclipse solar é raro. Não é que ele seja raro, acontece em geral um eclipse total do Sol por ano. Mas quem vai estar naquela sombrinha são poucas pessoas”. 

    Eclipse Solar 

    Um eclipse solar acontece sempre na Lua Nova, bloqueando pelo menos parte da luz e criando a projeção de uma sombra. Fora do ponto que ele abrange, mesmo sendo total, ele se torna um eclipse anular, o que significa que a Lua não cobre o Sol por completo criando um anel de luz em volta.  

    A pesquisadora do Observatório Nacional alerta que, para observar um eclipse solar, são necessárias precauções de segurança. Só é possível fazer a observação com óculos especiais certificados com a norma ISO 12312-2 ou máscaras com vidro de soldador número 14. Olhar diretamente sem proteção traz riscos sérios à visão e pode causar cegueira.  

    Onde assistir

    O Observatório Nacional vai transmitir o eclipse solar através do seu canal no YouTube. Também fará a transmissão do eclipse lunar que acontece no Brasil, na madrugada dos dias 27 e 28 de agosto. 

    Josina Nascimento conta que, quando o eclipse solar é visível no Brasil, o ON consegue distribuir gratuitamente os óculos de segurança em eventos de observação, além de realizar oficinas que ensinam truques com material reciclável para ver o eclipse solar. 

    “Tem outras observações indiretas que também são muito legais, que é você pegar, por exemplo, uma tampa de caixa de pizza, fazer um furinho e colocar um papel embaixo para projetar. Se o sol está bem alto na hora do eclipse, projeta no chão. Se está mais baixo, projeta em uma parede”, explica. 

     

    *Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Temperaturas em São Paulo voltam a subir a partir de quarta-feira

    Temperaturas em São Paulo voltam a subir a partir de quarta-feira

    Depois de passar a segunda-feira (10) com média de 13ºC e a terça (11) igualmente fria, a cidade de São Paulo deve registrar maiores temperaturas a partir desta quarta-feira (13). No final de semana, as máximas podem ficar entre 28ºC e 30ºC. 

    A chegada do calor foi detectada pelo Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas de São Paulo (CGE).

    Nesta terça-feira (11), as temperaturas seguem baixas em toda a cidade, com média de 12,4ºC. A máxima não deve superar os 16ºC, enquanto os índices de umidade do ar permanecem acima dos 70%. É possível a ocorrência de uma ocasional garoa nos bairros próximos ao extremo da zona sul.

    Para os próximos dias, as projeções atmosféricas do CGE apontam para o afastamento do ar frio de origem polar do leste paulista.

    Na quarta-feira (12), as temperaturas variam entre mínima de 13°C na madrugada e máxima de 23°C no decorrer da tarde, com taxas mínimas de umidade do ar em torno dos 60%. 

    O dia amanhece com muitas nuvens e probabilidade de formação de névoa úmida. Ao longo da manhã, a nebulosidade se dissipa, o sol aparece e passa a predominar entre nuvens no restante do dia. No fim da tarde a quantidade de nuvens volta a aumentar, em função da chegada da brisa marítima, mas sem previsão de chuva.

    Na quinta-feira (13), o dia deve iniciar com termômetros ao redor dos 15°C na madrugada, céu encoberto e pontos isolados de redução de visibilidade, em decorrência da formação de névoa úmida. 

    O sol surge ainda no período da manhã com a diminuição da cobertura de nuvens, impulsionando a elevação dos termômetros. A máxima deve atingir os 27°C no decorrer da tarde, e os índices mínimos de umidade relativa do ar devem se situar perto dos 50%. Não há expectativa de chuva para o encerramento do dia.

    *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Frio e chuvas no Sul, seca e calor no Centro-Oeste; confira a previsão

    Frio e chuvas no Sul, seca e calor no Centro-Oeste; confira a previsão

    Uma área que se estende desde o sul do Pará, passando por grande parte de Tocantins, leste do Mato-Grosso e oeste de Goiás, até o norte do Mato Grosso do Sul está em alerta laranja de perigo para baixa umidade relativa do ar, que pode chegar a 12%.

    De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, há risco de incêndios florestais e à saúde.

    “Ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz”, destaca o alerta.

    Desde a madrugada, o Mato Grosso do Sul está com aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. São esperadas muitas nuvens no Mato Grosso do Sul e oeste de Mato Grosso, devido a um canal de umidade que passa pela região.

    Na região, a temperatura mínima pode chegar a 16 graus Celsius (°C) em Brasília e Goiânia, e a máxima pode alcançar 35°C em Cuiabá.

    Norte

    Na Região Norte do Brasil há previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas no oeste do Acre e do Amazonas, leste do Amapá e na faixa litorânea do Pará. Pode haver pancadas de chuva no leste do Acre, noroeste de Roraima e oeste de Rondônia e chuvas isoladas no noroeste de Rondônia.

    Os termômetros permanecem elevados na região com temperatura máxima prevista de 38°C em Palmas e mínima de 22°C também em Palmas e Rio Branco.

    Nordeste

    No Nordeste, desde zero hora deste terça-feira está ativo um alerta amarelo de perigo potencial para vendaval em uma área que abrange o sul do Piauí, sudoeste de Pernambuco e centro-oeste da Bahia.

    A baixa umidade também traz alerta de perigo potencial para o centro-sul do Maranhão, centro-sul do Piauí, centro-sul do Ceará, oeste da Paraíba, oeste de Pernambuco, e norte e oeste da Bahia.

    A temperatura mínima prevista para a região é de 22°C em Maceió e Recife. A máxima prevista é de 36°C em Teresina.

    Sudeste

    O Sudeste do país tem previsão de muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no litoral sul de São Paulo, pancadas de chuva no Rio de Janeiro e leste do Espírito Santo. Também há possibilidade de chuva isolada no leste paulista, já no oeste e noroeste de Minas Gerais, o tempo permanece firme ao longo do dia.

    O leste do estado de São Paulo permanece frio com mínima de 13°C, na capital, e máxima de 16 °C.

    Sul

    No Sul do país, a atuação de uma região alongada de baixa pressão, chamada de cavado de superfície, favorece a formação de novas áreas de instabilidade. Há previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas entre o Paraná, Santa Catarina e o noroeste do Rio Grande do Sul.

    Pela manhã, as condições favorecem a ocorrência de geada no centro-leste do Rio Grande do Sul, exceto na faixa litorânea, e na Serra Catarinense.

    Com frio intenso, a temperatura mínima prevista é de 8°C em Curitiba e Porto Alegre e a máxima não deve passar de 10°C em Curitiba.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rio terá dia de temperatura em declínio com chuva e mar de ressaca

    Rio terá dia de temperatura em declínio com chuva e mar de ressaca

    O Sistema Alerta Rio prevê para esta terça-feira (11) céu encoberto, com chuva fraca a moderada isolada. A temperatura estará em declínio ao longo do período.

    O transporte de umidade do oceano em direção ao continente permanece influenciando o tempo na capital fluminense. Os ventos estarão fracos a moderados, variando entre 18,5 quilômetros por hora (km/h) a 51,9km/h.

    O dia será frio. A temperatura mínima ficará em torno dos 16ºC e a máxima não deve ultrapassar os 23ºC.

    Ressaca

    A Marinha do Brasil emitiu um aviso de ressaca do mar, que vai durar até o final da noite de hoje. As ondas de até 2,5 metros de altura podem atingir a orla da cidade. O Centro de Operações Rio (COR-Rio) reforça as orientações à população:

    – evite banho de mar e a prática de esportes aquáticos em áreas com condições de ressaca;

    – não permaneça em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar durante o período do aviso.

    – pescadores devem evitar navegar enquanto a ressaca estiver ativa.

    – em caso de acidentes no mar, não tente resgatar vítimas por conta própria. Acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

    Para esta quarta-feira (12), devido à umidade trazida pelo oceano, a previsão para a cidade do Rio é de predomínio de céu nublado e chuva fraca a isolada, na madrugada e início da manhã.

    A temperatura permanecerá em declínio. A mínima ficará em torno dos 14ºC e a máxima atingirá os 22ºC, mais um dia frio para o carioca.         

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Região Centro-Oeste tem alerta laranja de perigo para baixa umidade

    Região Centro-Oeste tem alerta laranja de perigo para baixa umidade

    A Região Centro-Oeste amanheceu nesta segunda-feira (10) com alerta laranja de perigo para variação da umidade relativa do ar entre 20% e 12%. A informação é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    O aviso vale para uma região que se estende do sudeste mato-grossense, passando por grande parte de Goiás, do Distrito Federal, sul do Tocantins até o noroeste de Minas Gerais e Vale do São Francisco na Bahia.

    Na região, os termômetros têm mínima prevista de 15°C em Brasília, e máxima de 38°C em Cuiabá.

    O Inmet orienta beber bastante líquido; evitar atividades físicas; evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia; usar hidratante para pele; e umidificar o ambiente. Mais informações podem ser obtidas junto à defesa civil (telefone 199) e ao corpo de bombeiros (telefone 193).

    No sudeste de Mato Grosso do Sul, leste de São Paulo e em grande parte do estado do Paraná o alerta amarelo é de perigo para chuvas e queda de granizo, com ventos que podem atingir até 60 quilômetros por hora (km/h).

    Ainda segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, de estragos em plantações, de queda de galhos de árvores e de alagamentos.

    “Em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada”, alertou o órgão.

    Na cidade de São Paulo, as temperaturas devem permanecer amenas, com mínima prevista de 14°C, enquanto o centro-norte da Região Sudeste apresenta elevação das temperaturas, com máximas de 34°C em Belo Horizonte.

    No Sul, são esperadas muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul. Há possibilidade de geada no sul do Rio Grande do Sul.

    De acordo com o Inmet, a previsão é de frio, com mínima de 3°C em Curitiba, onde a máxima não deve passar de 11°C. Em Porto Alegre, a máxima permanece abaixo de 16°C.

    Na Região Norte do país, a previsão é de muitas nuvens, com chuva no Acre e oeste do Amazonas. Também há possibilidade de chuva isolada em Rondônia, no leste do Amazonas, Roraima, norte do Pará e Amapá.

    Com altas temperaturas, os termômetros devem marcar mínima de 22°C em Rio Branco e Palmas, e a temperatura máxima pode chegar a 38°C em Palmas.

    No Nordeste a segunda-feira terá muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada no centro-norte do Maranhão, Piauí, Ceará, norte e leste do Rio Grande do Norte, leste da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e nordeste de Sergipe.

    A mínima prevista é de 21°C em Teresina, e a máxima pode chegar a 37°C.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rio de Janeiro tem alerta para ventos de até 75 km/h neste domingo

    Rio de Janeiro tem alerta para ventos de até 75 km/h neste domingo

    Com possibilidade de rajadas de vento pontuais com até 75,9 quilômetros por hora (km/h), a Defesa Civil emitiu um alerta neste domingo (9) para a população da cidade do Rio de Janeiro.

    A previsão meteorológica para a capital carioca é de céu parcialmente nublado passando a nublado ao longo do dia, com chuvas fracas e isoladas nos períodos da tarde e noite.

    A aproximação e passagem de uma nova frente fria vai influenciar o tempo no Rio. A temperatura máxima prevista é de 35 graus Celsius (°C), e deverá cair a partir de segunda-feira (10).

    Recomendações

    A recomendação das autoridades é para que as pessoas evitem se abrigar em baixo de árvores ou coberturas metálicas durante possíveis vendavais e que não estacionem em locais próximos a torres de transmissão.

    Outra orientação é no sentido de evitar permanecer em lugares altos e sem proteção, ou se deslocar durante as rajadas de vento.

    Dentro de casa, a Defesa Civil recomenda que a população feche portas e janelas, além de persianas e cortinas para prevenir que estilhaços se espalhem em caso de quebra de vidro pela ventania.

    Objetos em locais altos também podem cair com os ventos. Se houver falta de energia elétrica, é preciso ter cuidado com uso de velas para se evitar incêndios.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original