Categoria: Meio Ambiente

  • Ciclone bomba continua no Sul e Sudeste do país

    Ciclone bomba continua no Sul e Sudeste do país

    Uma faixa no litoral do país que se estende do estado de São Paulo até o Rio Grande do Sul está, nesta sexta-feira (7), em alerta laranja de perigo para vendaval e fortes chuvas causadas pela atuação de um ciclone bomba, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    Os efeitos do fenômeno ainda são sentidos até o sudoeste do Mato Grosso do Sul, Sul de Minas Gerais e Sul fluminense.

    Pela manhã, a previsão é chuva intensa com trovoadas no Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul e, durante a tarde, a tempestade deve persistir sobre o Paraná e centro-norte de Santa Catarina. De noite, a chuva permanecerá ao norte e leste do Paraná.

    No Rio Grande do Sul a temperatura deve cair entre 3ºC e 5ºC, condição que deve ser acentuada no sábado (8). No Norte do estado ainda podem ocorrer pancadas isoladas de chuva e, no centro-sul, o frio intenso favorece a ocorrência de geada, com temperaturas próximas de 0°C.

    Tornado

    A Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul confirmou a ocorrência de um tornado no município de Pedro Osório no final da tarde de quinta-feira (6), seguida de tempestade. O órgão informou que emitiu um alerta para a região às 15h50, em função da aproximação da linha de tempestades, com vigência até 19h50.

    “O alerta laranja indicava a condição de alerta para tempestade com vento e granizo, com alto risco de destelhamento”, informou.

    Durante a madrugada, 19 municípios receberam notificação de alerta vermelho para tempestades severas.

    Até a publicação da matéria, a Defesa Civil do Estado informou que cerca de 100 municípios reportaram danos. As maiores ocorrências foram de queda de árvores, obstrução de vias e danos em telhados e estruturas de residências.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Previsão de ventos fortes leva Rio a suspender aulas nesta sexta

    Previsão de ventos fortes leva Rio a suspender aulas nesta sexta

    O município do Rio de Janeiro entrou no Estágio 2 às 19h05 dessa quinta-feira (6), devido à previsão de ventos fortes até o próximo domingo (9).

    O prefeito Eduardo Cavaliere assinou decreto, publicado em edição extra do Diário Oficial, determinando a suspensão das aulas hoje na rede pública municipal. O Sistema Alerta Rio prevê ventos acima de 90 quilômetros por hora (km/h) na cidade.

    “É uma medida de prevenção para proteger as crianças, as famílias e evitar ao máximo os deslocamentos pela cidade”, explicou.

    De acordo com o Sistema Alerta Rio, as rajadas de vento poderão atingir nesta sexta intensidade forte (de 52 km/h a 76 km/h) a muito forte (acima de 76 km/h) a partir da manhã. Com a aproximação de uma frente fria, a previsão é de céu parcialmente nublado a nublado com pancadas isoladas de chuva a partir do fim da tarde.

    Alerta

    O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio (Cemaden-RJ) informa que a passagem de uma frente fria associada a um sistema de baixa pressão poderá provocar rajadas de vento de moderadas a fortes, com possibilidade de serem muito fortes em algumas regiões, especialmente no litoral, até a noite de domingo (9). Hoje será o dia de maior intensidade dos ventos, especialmente na madrugada e de manhã. Até domingo, também há possibilidade de chuvas fracas a moderadas, de forma isolada.

    Diante desse cenário, a Defesa Civil Estadual reforçou as equipes da Sala de Situação, que funciona 24 horas por dia monitorando os efeitos do El Niño e as condições meteorológicas em todo o território fluminense. A Força Especializada da Secretaria de Defesa Civil (Sedec-RJ) está a postos, em contato com as defesas civis municipais, orientando sobre a necessidade de avisos e alertas.

    Ontem (6), mais de 95 agentes participaram da reunião de alinhamento que a Sedec realiza diariamente, incluindo representantes de 59 das 92 prefeituras do estado. Durante o encontro, foram atualizadas as previsões meteorológicas, definidas as estratégias de atuação e repassadas orientações aos municípios.

    Além disso, a Defesa Civil Estadual emitiu aviso meteorológico e um alerta via SMS à população com o panorama esperado para os próximos dias. Os SMS, em algumas cidades  consideradas autônomas, são enviados pelos gestores municipais

    De acordo com a Defesa Civil, durante as rajadas de vento, a população deve:

    evitar áreas próximas a árvores, postes, placas, coberturas, andaimes e estruturas metálicas;

    não estacionar veículos debaixo de árvores;

    manter portas e janelas fechadas;

    evitar deslocamentos desnecessários durante os períodos de vento mais intenso;

    não tocar em cabos elétricos caídos;

    acompanhar os alertas e as orientações dos órgãos oficiais;

    ligar para o Corpo de Bombeiros pelo número 193 em situações de emergência.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cientistas identificam taxa recorde de deformações em peixes do ES

    Cientistas identificam taxa recorde de deformações em peixes do ES

    Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) registraram taxa recorde de deformações em peixes no litoral norte do Espírito Santo. O estudo constatou que 60,5% dos exemplares de Stellifer naso apresentavam anomalias. A espécie é popularmente conhecida como cabeçudo-preto ou tambor-estrela.

    O percentual com malformação supera os registros anteriores descritos na literatura científica brasileira. Até então, o maior índice era de 27,1%, observado em bagres da espécie Cathorops spixii.

    Publicado na revista Ocean and Coastal Research, o trabalho aponta que a alta incidência de deformidades pode estar relacionada à contaminação ambiental persistente causada pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.
     


    Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais
    Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais
    Área afetada pelo rompimento de barragem no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana, em Minas Gerais – Antonio Cruz/ Agência Brasil

    Segundo o pesquisador Jonas Andrade-Santos, do Museu Nacional da UFRJ, os peixes foram coletados em maio de 2022, quase sete anos após o desastre, na foz do Rio São Mateus, próximo ao município de Conceição da Barra (ES).

    “Comparando com outros trabalhos similares no Brasil e também expandindo para outras regiões, o nosso trabalho teve resultado bem acima da média em quantidade de peixes com anomalias, o que possivelmente está relacionado às marcas do desastre.”

    Os cientistas identificaram anomalias nos otólitos sagitais, estruturas localizadas no ouvido dos peixes, responsáveis pelo equilíbrio, orientação espacial e percepção sonora.

    O Stellifer naso habita o fundo do mar, em águas rasas. Por permanecer em contato direto com sedimentos onde ficaram depositados rejeitos da mineração transportados pelo Rio Doce, a espécie pode estar mais exposta aos contaminantes presentes na lama.

    Os autores destacam que a pesquisa não permite estabelecer relação causal definitiva entre as deformidades e o rompimento da barragem, porque não existem amostras da região coletadas, antes de 2015, para comparação.

    Estudo

    Segundo Jonas Andrade, essa limitação reforça a importância de ampliar o financiamento de coleções biológicas de referência e subsidiar estudos de longo prazo sobre impactos ambientais.

    A equipe pretende analisar quimicamente as amostras para identificar quais minerais estão acumulados nos otólitos, investigar possíveis deformações externas nos peixes e repetir o monitoramento da região nos próximos anos para avaliar se o ecossistema apresenta sinais de recuperação.

    “Mais do que um diagnóstico de contaminação, o estudo reforça a necessidade de diálogo entre a ciência e a sociedade para garantir a segurança do ecossistema e das populações locais”, acrescenta Andrade.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Leis do licenciamento ambiental são inconstitucionais, avalia DPU

    Leis do licenciamento ambiental são inconstitucionais, avalia DPU

    A Defensoria Pública da União (DPU) levou ao Supremo Tribunal Federal uma manifestação para defender a inconstitucionalidade do novo marco legal do licenciamento ambiental.

    A instituição pede para atuar como amicus curiae (amigo da Corte) no julgamento das três ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) que contestam a  Lei Geral do Licenciamento Ambiental (nº 15.190/2025) e a Lei da Licença Ambiental Especial (15.300/2025).

    Em vigor desde fevereiro, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental foi sancionada com 63 vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os vetos, no entanto, foram derrubados pelo Congresso Nacional. Entre as mudanças previstas na norma estão a dispensa da avaliação do impacto ambiental e a possibilidade de um processo simplificado de licenciamento para atividades de médio impacto.

    Os processos na Corte foram iniciados por partidos políticos e organizações sociais que apontam inconstitucionalidade em diversos artigos da Lei Geral. Nos pedidos à Justiça, os requerentes apontam que as violações são reforçadas pela Lei da Licença Ambiental Especial, em vigor por ter tido origem em uma medida provisória que visava complementar a Lei Geral.

    Se aceita pelo ministro relator no STF, Alexandre de Moraes, a condição de amicus curiae permitirá que informações fornecidas pela DPU possam subsidiar a Corte no processo de julgamento de grande impacto para a sociedade.

    Nos argumentos apresentados ao ministro, a DPU defende que as recentes mudanças na legislação configuram uma alteração profunda do modelo de proteção ambiental, concebido pela Constituição Federal.

    Para a Defensoria, a mudança promove ainda uma inversão de valores, que impõe condições aos direitos fundamentais e à proteção do meio ambiente, a partir das necessidades de expansão de empreendimentos e exploração econômica, “sob o discurso da simplificação administrativa e da promoção do desenvolvimento econômico”.

    De acordo com o documento, o licenciamento ambiental nunca teve a finalidade de dificultar atividades econômicas, e sim de “compatibilizar o desenvolvimento com a proteção da vida, da saúde, do patrimônio cultural, da biodiversidade e dos direitos territoriais dos povos indígenas, das comunidades quilombolas e dos demais povos e comunidades tradicionais”.

    A DPU aponta ainda que, ao inverter as prioridades, as leis em questão reduzem essa capacidade do licenciamento ambiental ao dispensar ou simplificar as análises sobre empreendimentos potencialmente degradadores. Além disso, impõem prejuízos à participação social ao restringir a atuação de órgãos técnicos.

    Os impactos apontados pelos defensores públicos vão de degradação dos recursos naturais, perda de territórios tradicionais e deslocamento forçado de populações ao agravamento dos conflitos socioambientais.

    Com esses argumentos, a DPU pede a admissão da condição de amicus curiae, o recebimento das contribuições para o julgamento das ações e o acolhimento dos fundamentos apresentados.

    “A flexibilização do licenciamento, especialmente quando reduz a participação da Funai [Fundação Nacional dos Povos Indígenas], dispensa estudos técnicos ou limita a avaliação dos impactos indiretos, expõe esses povos a riscos incompatíveis com a Constituição e com os compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro”, conclui o documento.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Seca, tempestade e vendaval: confira avisos do Inmet para esta quinta

    Seca, tempestade e vendaval: confira avisos do Inmet para esta quinta

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está com seis avisos em vigor para diferentes condições meteorológicas que deverão afetar 17 estados e mais o Distrito Federal entre esta quinta (6) e sexta-feira (7). Os alertas incluem baixa umidade, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste do país; vendaval, em uma faixa que vai do litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo até o Mato Grosso; e tempestades principalmente no Rio Grande do Sul, Paraná e parte de Santa Catarina. 

    Os avisos vão desde a gradação vermelha, que indica grande perigo; laranja, para perigo; e amarela, que sinaliza perigo potencial.

    Confira: 

    Aviso vermelho – tempestade 

    O alerta mais grave indica grande perigo de tempestade em boa parte do Rio Grande do Sul, abrangendo 214 municípios, e fica em vigor até as 23h59 desta quinta-feira (6). A previsão é de chuva superior a 60 milímetros por hora (mm/h) ou acima de 100 milímetros por dia (mm/dia), além de ventos com velocidade superior a 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo. Veja no mapa abaixo: 

     


    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Brasília – 06/08/2026 – INMET publica aviso do clima no País. Fonte: Inmet

    Há grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.  

    As recomendações incluem: 

    • desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia; 
    • em caso de enxurrada, colocar documentos e objetos de valor em sacos plásticos; 
    • em caso de situação de grande perigo confirmada, procurar abrigo e evitar permanecer ao ar livre.  

    Aviso laranja – tempestade 

    Há um segundo alerta, na cor laranja, que sinaliza perigo para tempestade abrangendo 914 municípios de quatro estados: Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Neste caso, o Inmet alerta para o risco de ventos intensos, entre 60 e 100 km/h, chuvas de 30 a 60 mm/h e queda de granizo. O alerta segue em vigor até as 8h de sexta-feira (7). 

     


    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Fonte: Inmet

    Em caso de rajadas de vento, a recomendação é não se abrigar debaixo de árvores, nem estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Se possível, é recomendado desligar aparelhos elétricos e quadros gerais de energia.  

    Aviso laranja – baixa umidade 

    O alerta laranja para a região Central do país sinaliza para baixa umidade relativa do ar variando entre 20% e 12%. Há risco de incêndios florestais e à saúde, como o ressecamento da pele, desconforto nos olhos, na boca e no nariz. O aviso cobre 378 municípios de cinco estados: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins. O alerta está em vigor até as 18h desta quinta-feira (6).

    Veja no mapa abaixo: 

     


    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Fonte: Inmet

    Em caso de baixa umidade, a recomendação é ingerir bastante líquido, evitar exposição ao sol nas horas mais quentes, além de usar hidratante para pele e umidificador para os ambientes.  

    Aviso amarelo – baixa umidade 

    Em vigor até as 22h desta quinta-feira (6). 

    Há um segundo alerta que sinaliza perigo em razão da baixa umidade do ar, que deve variar entre 30% e 20% em mais de 1,9 mil municípios do Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país. O aviso abrange São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal. Veja no mapa abaixo: 

     


    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Fonte:  Inmet

    Neste caso, a recomendação também é ingerir bastante líquido, evitar exposição ao sol nas horas mais quentes, além de usar hidratante para pele e umidificador para os ambientes.  

    Aviso amarelo – tempestade  

    Além dos avisos vermelho e laranja, que cobrem principalmente o Sul do país, há um terceiro alerta amarelo para tempestade, que indica perigo potencial para chuvas (entre 20 e 30 mm/h) e ventos intensos (entre 40 e 60 km/h), além de queda de granizo. O aviso, em vigor até as 23h59 desta quinta-feira (6), cobre mais de mil municípios de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Veja no mapa abaixo: 

     


    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Brasília – 06/08/2026 – INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET – Inmet

    Em caso de rajadas de vento, a recomendação é não se abrigar debaixo de árvores, nem estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Deve-se evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.  

    Aviso amarelo – vendaval 

    Em vigor até as 23h59 desta quinta-feira (6) 

    O terceiro aviso amarela sinaliza perigo potencial de vendavais, com ventos variando entre 40 e 60 km/h em 792 municípios de sete estados: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Veja no mapa abaixo: 

     


    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Brasília - 06/08/2026 - INMET publica aviso do clima no País. Fonte: INMET
    Fonte:  Inmet

    Em caso de rajadas de vento, a recomendação é não se abrigar debaixo de árvores, nem estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.  

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cidades do RS têm situação de emergência reconhecida pela Defesa Civil

    Cidades do RS têm situação de emergência reconhecida pela Defesa Civil

    A Defesa Civil Nacional reconheceu a situação de emergência das cidades de Ametista do Sul, Frederico Westphalen, Nova Bassano e Santa Tereza, no Rio Grande do Sul. Os locais foram atingidos por chuvas intensas, vendaval e inundações no final do mês de julho.

    Os municípios poderão acessar recursos para assistência à população e reconstrução de áreas atingidas, após a publicação do decreto de reconhecimento pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, no Diário Oficial da União.

    Para ter o reconhecimento da situação de emergência, é necessário que o município faça a declaração no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres e apresente um plano de trabalho para as ações de Defesa Civil no local. Após análise, a medida é publicada e o recurso é disponibilizado ao município.

    As quatro cidades do Rio Grande do Sul que tiveram a situação de emergência reconhecidas foram atingidas pelos temporais que ocorrera a partir do dia 25 de julho. Foram registrados grandes volumes de  chuvas e fortes rajadas de ventos, que deixaram centenas de pessoas desabrigadas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rio Grande do Sul terá chuva intensa e ventos de até 100 km/h

    Rio Grande do Sul terá chuva intensa e ventos de até 100 km/h

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para grande parte do Rio Grande do Sul em razão de tempestades que poderão atingir todo o estado na quinta-feira (6) e sexta-feira (7), com exceção das áreas norte e nordeste.  

    O alerta vermelho é o grau máximo dentre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo.

    Este tipo de alerta abrange previsão de chuva superior a 60 milímetros por hora (mm/h) ou acima de 100 milímetros por dia (mm/dia), ventos com velocidade superior a 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo.

    Nestas situações, há riscos de danos em edificações, interrupção no fornecimento de energia elétrica, prejuízos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.

    Tornado

    Já a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta laranja para todo o estado – com exceção de uma pequena área na região norte do estado, entre os municípios de Erechim, Vacaria e São José dos Ausentes. O aviso é de risco para tornado, tempestades severas com rajadas de vento que podem superar os 100 km/h, acentuada queda de granizo e chuva pontualmente intensa, que poderão ocorrer amanhã e sexta (7).  

    A Defesa Civil do RS utiliza cinco níveis de avisos: verde (normal), amarelo (atenção), laranja (alerta), vermelho (inundação) e roxo (inundação extrema).

    De acordo com o órgão, entre a tarde e a noite de quinta-feira há risco de tempestades severas na maior parte do estado, com rajadas de vento acima de 100 km/h, queda de granizo, chuva intensa e possibilidade de tornado. Os acumulados de chuva podem variar entre 10 mm e 60 mm por dia, com pontos isolados de até 100 mm.

    Ciclone bomba

    A alteração no tempo no RS é causada por uma frente fria vinda do Sul e pela formação de um ciclone bomba sobre o oceano, na altura do Uruguai. O fenômeno é chamado de bomba, ou  ciclogênese explosiva, em razão da queda de pressão muito acentuada e rápida dentro de um período de 24 horas no encontro entre massas de ar frio e quente.

    Segundo o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, a população deverá se atentar aos mecanismos de alertas de emergência da Defesa Civil, nos noticiários na internet, na rádio e na TV.  Para receber os alertas no celular, os moradores podem enviar um SMS com o CEP para 40199 ou mandar um WhatsApp para (61) 2034-4611.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • MPF denuncia empresas por despejo de resíduos na Baía de Guanabara

    MPF denuncia empresas por despejo de resíduos na Baía de Guanabara

    Duas empresas do setor de reparo naval, a Selano Trade Reparos Navais e a PSA Reparos Navais, foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por despejar resíduos perigosos na Baía de Guanabara.

    A Agência Brasil não conseguiu contato com as empresas denunciadas e mantém o espaço aberto a suas manifestações.

    De acordo com a denúncia de crimes ambientais, as empresas operaram um estaleiro sem licença ambiental no bairro do Caju, zona portuária do Rio, durante sete anos. Resíduos teriam sido armazenados no local e abandonados de forma irregular, permitindo que parte deles atingisse as águas da baía.

    Na ação penal, o MPF pede a fixação de valor mínimo de R$ 1,45 milhão para reparação dos danos ambientais. O montante corresponde a 50% do rendimento que a promotoria estima ter sido obtido com a exploração comercial da área durante o período de funcionamento irregular do estaleiro.

    O funcionamento da instalação foi entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2025. Durante esse período, as empresas teriam guardado e abandonado resíduos oleosos, cilindros de gases inflamáveis e outras substâncias perigosas em desacordo com a legislação ambiental. Segundo o MPF, o descarte irregular desses materiais atingiu a Baía de Guanabara, provocando danos irreparáveis ao meio ambiente.

     A investigação foi iniciada após fiscalização do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com apoio da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), em fevereiro de 2025.

    Os agentes constataram que o estaleiro funcionava normalmente, realizando serviços de manutenção em embarcações, apesar da inexistência de licença ambiental. Durante a inspeção, a equipe verificou o reparo de uma embarcação, evidenciando a continuidade da atividade econômica desenvolvida no local.

    Laudo produzido pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmou a ausência de licença ambiental e identificou diversas irregularidades na gestão de resíduos.

    Os peritos encontraram isotanques com resíduos oleosos armazenados de forma inadequada, cilindros de gás liquefeito de petróleo (GLP) espalhados pelo terreno, pontos de abastecimento de óleo diesel e oxigênio utilizados nas atividades de soldagem, além de resíduos perigosos depositados próximos aos contêineres e às margens da Baía de Guanabara, ocasionando poluição hídrica.

    Ainda segundo a denúncia, o administrador das empresas admitiu, em depoimento prestado à polícia e ao MPF, que o estaleiro funcionava sem licença ambiental. Embora tenha alegado dificuldades relacionadas à situação da área onde o empreendimento operava, o MPF sustenta que cabia exclusivamente às empresas e ao seu administrador obter o licenciamento ambiental e garantir a destinação adequada dos resíduos perigosos gerados pela atividade.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Entenda o que é o ciclone bomba que pode atingir o Sul do país

    Entenda o que é o ciclone bomba que pode atingir o Sul do país

    A passagem de um sistema de baixa pressão, a partir desta quinta-feira (6), sobre o norte da Argentina e o Paraguai pode dar origem a um ciclone extratropical com características mais intensas, o chamado ciclone bomba.

    Segundo o astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), Micael Cecchini, o sistema de baixa pressão ocorre quando uma massa de ar muito fria se aproxima de outra massa de ar quente e a diferença de temperatura causa uma rápida diminuição da pressão entre elas.

    Na prática, isso causa um ciclone, que para ser considerado bomba, ou ciclogênese explosiva, que é o nome científico do fenômeno, precisa apresentar uma queda na pressão atmosférica, a partir de 24 hPa (milibares) em um período de 24 horas.

    “Milibares é a unidade de pressão que a gente usa para medir a pressão atmosférica”, explica Micael Cecchini.

    A previsão é de que isso ocorra na passagem do sistema pela região entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, no Brasil.

    Como a pressão é mais baixa e a diferença de temperatura é mais intensa nos casos de formação de ciclone bomba, então as tempestades se formam na divisa entre as duas massas.

    “A massa de ar frio avança por baixo da massa de ar quente, porque ela é mais densa, e aí faz o ar quente subir, e é o que forma as nuvens e as tempestades. Se a diferença de temperatura é grande, essa ascensão vai ser mais intensa.”

    Saiba mais sobre a previsão do tempo no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

    Intensidade

    A consequência são tempestades mais intensas, com descarga elétrica e possibilidade de granizo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), se a previsão se confirmar isso deve ocorrer a partir de amanhã e até sábado (8). 

    As imagens de satélite apontam que os ventos mais intensos devem ocorrer principalmente sobre o Oceano Atlântico, com velocidade que pode superar 100 quilômetros por por km/h.

    Na faixa costeira dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina são esperadas rajadas de vento superiores a 60 km/h.

    Conforme o ciclone se desloque em direção ao Oceano Atlântico, no sentido sudeste, e se afaste da região costeira, uma frente fria associada ao fenômeno deve passar sobre a Argentina e o Sul do Brasil.

    A previsão é de que a entrada de uma massa de ar frio provoque a queda das temperaturas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Edital de R$ 4 milhões contempla projetos de comunicação climática

    Edital de R$ 4 milhões contempla projetos de comunicação climática

    O Instituto Clima e Sociedade (iCS) abriu nesta segunda-feira (3) as inscrições para um edital que vai destinar R$ 4 milhões a projetos voltados à comunicação sobre mudanças climáticas.

    A iniciativa pretende apoiar propostas capazes de ampliar o alcance de informações sobre o tema e o aproximar do cotidiano da população por meio de formatos inovadores de comunicação.

    A expectativa é selecionar cerca de dez projetos, que receberão entre R$ 200 mil e R$ 500 mil cada para execução ao longo de um ano. As inscrições para a primeira etapa ficam abertas até 31 de agosto, às 16h.

    Segundo o edital, as propostas devem desenvolver estratégias para ampliar a disseminação, o engajamento e a mobilização em torno de conhecimentos, evidências e experiências já produzidos pelas organizações apoiadas pelo instituto.

    O objetivo é fortalecer o impacto coletivo dessas iniciativas e contribuir para que políticas e soluções climáticas alcancem novos públicos, diz a gerente do iCS, Tatiana Lobão.

    “Acreditamos que enfrentar a crise climática também exige inovar na forma de comunicar. Queremos apoiar iniciativas que experimentem novos formatos e estratégias para fortalecer mensagens, traduzindo a riqueza de talentos, repertórios e formas de comunicação que existem no Brasil em iniciativas capazes de gerar impacto real, aproximar novos públicos da agenda climática e estimular a ação”, disse Tatiana.

    O edital é voltado a organizações da sociedade civil com CNPJ, empresas, consultorias e também coletivos, redes e movimentos sociais sem personalidade jurídica, desde que indiquem uma organização responsável pela gestão dos recursos. Os candidatos devem comprovar pelo menos três anos de atuação e experiência em comunicação climática, socioambiental ou em áreas correlatas.

    Além da qualidade técnica, a seleção dará prioridade a propostas que explorem novas linguagens, formatos e tecnologias, incluindo inteligência artificial, e que consigam transformar informação em mobilização social.

    Entre os formatos citados pelo edital estão podcasts de entretenimento, jogos, experiências imersivas, intervenções urbanas, produções culturais e até apresentações de stand-up comedy. Também serão valorizadas propostas que utilizem referências da música, do esporte, da gastronomia e de manifestações culturais para aproximar a agenda climática da população.

    O instituto pretende apoiar iniciativas que abordem temas como alimentação, saúde, mobilidade, moradia, trabalho e custo de vida sob a perspectiva das mudanças climáticas, além de projetos que deem visibilidade a soluções desenvolvidas por povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e territórios periféricos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original