Categoria: Meio Ambiente

  • Rio Grande do Sul contabiliza 2,6 mil desalojados após tempestades

    Rio Grande do Sul contabiliza 2,6 mil desalojados após tempestades

    A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou para 2.686 o número de pessoas desalojadas no estado em decorrência de uma linha de instabilidade associada à uma frente fria, que causou fortes tempestades na região, com estragos registrados em 117 municípios, incluindo destelhamentos, quedas de árvores e de postes de energia. 

    Em novo balanço divulgado na manhã deste domingo (9), a Defesa Civil informou que os danos foram causados por fortes chuvas e ventos formados pela frente fria, e não por causa do ciclone bomba – um outro fenômeno meteorológico que se formou entre a Argentina e o Uruguai, mas que se deslocou pelo oceano, trazendo ventos à costa gaúcha, sem maiores impactos sobre o continente.

    Até o momento, foram reportados um óbito e cinco feridos desde a última sexta-feira (7), quando as tempestades castigaram mais o estado. A vítima foi um homem que se acidentou na rodovia estadual RS-124, no município de Montenegro, enquanto trafegava de moto. Não há informações complementares sobre identificação da vítima.

    Dos cinco feridos, um é do município de Novo Hamburgo. Ele se enroscou em fios enquanto estava em trânsito, durante o vendaval. Segundo informações da Defesa Civil, o estado de saúde dele exige mais atenção.

    Um militar também foi atingido por um estilhaço enquanto estava dentro da viatura em atendimento, no município de Osório. E, em Dom Feliciano, outras três pessoas teriam sofrido ferimentos leves.

    Entre as localidades mais atingidas, está o município de Minas do Leão, com 500 desalojados, ou seja, pessoas que tiveram que sair de suas casas para a casa de amigos ou parentes. Apenas uma pessoa, em Montenegro, ficou desabrigada e necessitou de acolhimento pelo poder público.

    Em Novo Hamburgo, são 480 desalojados, seguido de Sapiranga, com 360.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Grande Muralha Verde restaura 1,66 milhão de hectares na África

    Grande Muralha Verde restaura 1,66 milhão de hectares na África

    Cerca de 1,66 milhão de hectares estão em processo de restauração no Sahel, região africana entre o deserto do Saara e a savana do Sudão. O resultado representa a principal conquista da iniciativa Acelerador da Grande Muralha Verde, que completou cinco anos e teve relatório apresentado nesta semana pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD).

    Outros números em destaque do balanço incluem 24 milhões de toneladas de CO₂ equivalente sequestradas ou mitigadas, 4,6 milhões de empregos criados e 46 milhões de pessoas diretamente impactadas.

    Segundo a UNCCD, o esforço envolve um conjunto de paisagens restauradas, áreas agrícolas, sistemas de água e comunidades. O objetivo é combinar recuperação de terras com segurança alimentar, geração de oportunidades econômicas, acesso à energia limpa e aumento da resiliência diante da mudança do clima e da seca.

    A Grande Muralha Verde foi criada em 2007 pela União Africana e pela UNCCD e reúne atualmente 11 países fundadores, em uma área de 156 milhões de hectares, do oeste do Senegal ao Chifre da África. Já o “Acelerador” foi criado em 2021 para melhorar a coordenação da iniciativa, acompanhar os recursos financeiros e ajudar os países a medir os resultados das ações de restauração. 

    Resultados parciais

    Apesar dos avanços, o próprio relatório alerta que ainda há limitações importantes no acompanhamento dos resultados. O Observatório da Grande Muralha Verde monitora mais de 389 projetos, porém menos de 90 apresentam atualmente dados de acordo com os indicadores harmonizados adotados pela iniciativa.

    A UNCCD considera os resultados, portanto, iniciais. Além dos 1,66 milhão de hectares em restauração, os dados disponíveis apontam a criação de 4,6 milhões de empregos, contra uma meta de 10 milhões até 2030, e a produção de 2.315 megawatts-hora de energia limpa. A entidade ressalta que processos de restauração de terras podem levar anos ou décadas para produzir resultados completos e que o levantamento da totalidade dos projetos ainda está em andamento.

    Para tentar superar a fragmentação das informações, foi criado em 2024, em Ouagadougou, Burkina Faso, o Observatório da Grande Muralha Verde. A plataforma reúne informações sobre projetos, financiamento, resultados e dados geoespaciais. Segundo a UNCCD, o sistema já foi endossado por dez dos 11 países fundadores.

    Também foram criadas coalizões nacionais em nove dos 11 países, reunindo ministérios, sociedade civil, universidades, setor privado e meios de comunicação. A intenção é melhorar a coordenação das ações e transformar os compromissos financeiros em resultados verificáveis nos territórios.

    Desafio do financiamento

    O Acelerador foi lançado após a Cúpula One Planet, em 2021, quando parceiros técnicos e financeiros anunciaram mais de US$ 19 bilhões em compromissos para a Grande Muralha Verde. A iniciativa passou a funcionar como uma estrutura para coordenar os esforços, acompanhar os recursos e fortalecer a capacidade dos países de demonstrar os resultados obtidos.

    O relatório, porém, aponta que a distância entre compromissos e resultados continua sendo um desafio. Além da falta de dados completos, a UNCCD cita dificuldades de coordenação entre diferentes atores e o tempo necessário para que os recursos financeiros se transformem em ações no território.

    A próxima etapa deve dar maior peso à comunicação, a mecanismos financeiros inovadores e à gestão transfronteiriça de terras e águas. Entre as possibilidades mencionadas estão títulos verdes, créditos de carbono e mecanismos de financiamento combinado.

    A experiência também busca ampliar a dimensão social da restauração. O relatório destaca iniciativas de geração de renda para mulheres, capacitação de jovens e fortalecimento de empreendimentos locais. Em um dos exemplos citados pela UNCCD, mulheres do Mali receberam equipamentos e treinamento e ampliaram uma cooperativa de processamento de produtos agrícolas. No Chade, mulheres foram capacitadas para instalar e reparar painéis solares, transformando o acesso à energia em fonte de renda.

    COP17

    Seca, degradação da terra e restauração dos solos serão temas centrais na 17ª Conferência das Partes (COP17) sobre Desertificação, que acontece entre os dias 17 e 28 de agosto em Ulaanbatar, capital da Mongólia. A Agência Brasil acompanhará o evento diretamente do país asiático, em parceria com a UNCCD.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fim de semana tem previsão de vendaval no Sudeste e geada no Sul

    Fim de semana tem previsão de vendaval no Sudeste e geada no Sul

    Os efeitos do ciclone extratropical que atingiu o Brasil esta semana devem diminuir ao longo deste sábado (8) e domingo (9), apesar de favorecer a entrada de uma massa de ar frio sobre o Sul, conforme previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    O resfriamento favorece a formação de geadas no centro-sul do Rio Grande do Sul e em áreas de Santa Catarina. A partir de segunda-feira (10), o ar frio alcança também São Paulo e Rio de Janeiro, mas com menor intensidade.

    Neste fim de semana, a previsão é que as tempestades permaneçam concentradas entre o Paraná, o centro e o norte de Santa Catarina, o sul de Mato Grosso do Sul e o centro-sul de São Paulo.

    Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para vendaval em São Paulo, no Rio de Janeiro, no litoral do Espírito Santo e no sul de Minas Gerais, com ventos variando entre 40 e 60 quilômetros por hora (km/h).

    Confira a previsão do tempo para este fim de semana por região.

    Norte

    No sábado, há previsão de chuva com trovoadas no centro-norte e no oeste do Amazonas e em Roraima, além de pancadas de chuva isoladas no Acre, no norte do Pará e no Amapá. Também há possibilidade de chuva isolada no leste do Pará e no sudeste do Amazonas.

    Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no sudeste da Amazônia para a tarde de sábado.

    No domingo, as instabilidades ficam concentradas no centro-oeste do Acre e no sudoeste do Amazonas, com pancadas isoladas no centro-norte do Amazonas e no leste do Acre.

    Nordeste

    No sábado, há possibilidade de chuva isolada entre o litoral e o agreste de Alagoas, Pernambuco, da Paraíba e de Sergipe, com muitas nuvens na faixa leste da região, incluindo o leste da Bahia.

    Há ainda aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar no oeste da Bahia, na região de Luís Eduardo Magalhães. Também há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no centro-sul do Maranhão, Piauí, centro-sul do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba, oeste de Pernambuco e centro-oeste da Bahia.

    Além disso, há aviso amarelo de perigo potencial para vendaval no litoral sul da Bahia, região de Porto Seguro.

    No domingo, permanece o aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no sul do Ceará, centro-sul do Piauí, oeste da Paraíba, de Pernambuco e centro-oeste da Bahia. Já a possibilidade de chuva fica restrita à faixa litorânea entre o litoral norte da Bahia e o litoral leste do Ceará, além do extremo noroeste do Maranhão.

    As temperaturas permanecem elevadas no interior do Nordeste. A mínima pode chegar a 21°C em Teresina, enquanto a máxima alcança 37 °C também em Teresina.

    Centro-Oeste

    No sábado, há possibilidade de chuva isolada pela manhã no sul e no sudeste de Mato Grosso do Sul. Durante a tarde e a noite, há chuva com trovoadas isoladas no sudeste do estado, pancadas de chuva isoladas no centro-sul e possibilidade de chuva isolada na divisa de Mato Grosso do Sul com Goiás.

    Há aviso laranja de perigo para baixa umidade no leste de Mato Grosso, no centro-norte de Goiás e no Distrito Federal. Também há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade em Mato Grosso, no sul de Goiás e no Mato Grosso do Sul.

    Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul de Mato Grosso do Sul e aviso amarelo de perigo potencial para vendaval em Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e sul de Goiás.

    No domingo, a chuva com trovoadas isoladas fica concentrada no sul de Mato Grosso do Sul, com possibilidade de chuva isolada na região central do estado. Permanece o aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade em Goiás, no Distrito Federal, no leste de Mato Grosso e no Nordeste de Mato Grosso do Sul.

    Também segue vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul do Mato Grosso do Sul.

    As temperaturas entram em elevação na região. A mínima pode chegar a 15 °C em Brasília, enquanto a máxima alcança 38 °C em Cuiabá.

    Sudeste

    No sábado, muitas nuvens e pancadas de chuva atingem o sul de São Paulo pela manhã e há possibilidade de chuva isolada no oeste e na região central do estado. Durante a tarde e noite, há previsão de chuva com trovoadas isoladas no centro-sul, no oeste e no litoral sul de São Paulo, além de possibilidade de chuva isolada na divisa com Minas Gerais.

    Há aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar no noroeste de Minas Gerais e aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade nas demais áreas de Minas Gerais. Há ainda aviso amarelo de perigo potencial para vendaval em São Paulo, no Rio de Janeiro, no litoral do Espírito Santo e no sul de Minas Gerais e aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no centro-sul de São Paulo.

    No domingo, a chuva isolada fica concentrada no centro-sul e no leste de São Paulo e no litoral sul do Rio de Janeiro. Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sul de São Paulo e aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade no norte de São Paulo e no centro-oeste e sul de Minas Gerais.

    O Inmet alerta ainda para uma grande diferença de temperatura entre os estados da região. São Paulo permanece com temperaturas mais amenas, enquanto o centro-norte da região apresenta elevação das temperaturas, com máximas de 34 °C em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro.

    Sul

    No sábado, ocorrem pancadas de chuva no centro-leste e no norte do Paraná pela manhã, com possibilidade de chuva isolada nas demais áreas do estado e no nordeste de Santa Catarina.

    Já no centro-sul de Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul, o tempo fica mais firme e há possibilidade de geada ao amanhecer. No sul do Rio Grande do Sul há previsão de geada mais intensa.

    Durante a tarde e a noite de sábado, há condições de chuva com trovoadas isoladas no Paraná e em Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul apresenta pancadas isoladas no norte do estado e possibilidade de chuva isolada na região central, na região metropolitana de Porto Alegre e na faixa litorânea.

    Ainda no sábado, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul e aviso amarelo de perigo potencial para vendaval no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul.

    Já no domingo, a chuva com trovoadas isoladas atinge o Paraná, o centro-norte e o oeste de Santa Catarina, além da divisa de Santa Catarina com o noroeste do Rio Grande do Sul. Há previsão de geada no centro-sul do Rio Grande do Sul. Há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no Paraná e no norte de Santa Catarina.

    O frio, segundo o Inmet, será intenso na região. No sábado, a máxima em Curitiba fica em 19 °C. Em Porto Alegre, a máxima permanece abaixo de 16 °C nos próximos dias. Na segunda-feira, há previsão de mínima de 3 °C em Curitiba, onde a máxima não deve passar de 11 °C.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Desmatamento na Amazônia cai 36,87% no último ano

    Desmatamento na Amazônia cai 36,87% no último ano

    O desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Foram 2.874,38 km² de área sob alerta. É o menor valor desde 2016, quando iniciou a série histórica. Na medição do período anterior, a área sob alerta na região foi de 4.495 km². 

    O tamanho da área sob alerta é 55,6% inferior à média dos últimos dez ciclos, ou seja, de 2015/2016 a 2025/2026.

    Os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) foram apresentados na tarde desta sexta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, São Paulo. 

    A divulgação dos dados coincide com o aniversário de 65 anos do instituto, completados no dia 3.

    O Deter também analisou áreas de desmatamento no bioma Cerrado, apontando redução de 7,8%, com 5.119,46 km² de área identificados entre agosto de 2025 e julho deste ano. Diferente da Amazônia, nas áreas de Cerrado registradas, a maior parte é de propriedade privada.

    O Deter utiliza imagens de satélite para identificar alterações na cobertura vegetal em grandes áreas. Os alertas emitidos pelo sistema permitem que os órgãos ambientais atuem com maior rapidez diante de indícios de desmatamento.

    Entre os estados amazônicos, os maiores volumes de alertas de desmatamento foram registrados no Pará (987,27 km²), Mato Grosso (834,41 km²), Amazonas (433,9 km²), Roraima (272,6 km²), Acre (153,8 km²) e Rondônia (114,3 km²). 

    Em relação ao ciclo anterior, o Pará apresentou redução de 25,5%; o Mato Grosso, de 49%; o Amazonas, de 46,7%; o Acre, de 35,3%; e Rondônia, de 41,2%. Em Roraima, os alertas registraram aumento de 32,5%.

    Desmatamento

    O ano de 2025 registrou queda de 20,1% no desmatamento em todo o Brasil, em comparação com 2024.

    A redução no desmatamento ocorreu em todos os biomas do país. No recorte por biomas, a queda mais expressiva no desmatamento ocorreu no Pantanal. Em 2025, foi 65,4% menor do que no ano anterior. Em seguida, o Pampa, com uma redução de 41,7%.

    Na Caatinga, o desmatamento caiu 34,3%. Na Amazônia a queda foi de 15,8% e no Cerrado, a redução foi de 11,5%.

    Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), desenvolvido pelo Inpe. 

    O Prodes faz o cálculo consolidado da taxa anual de desmatamento, funcionando como a referência oficial para medir a evolução da perda de vegetação ao longo do tempo.

    A apresentação dos dados foi comentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente no evento. Em sua fala, ele lembrou que o governo dos Estados Unidos usou o desmatamento no Brasil como justificativa para impor tarifas extras aos produtos brasileiros exportados aos EUA.

    Lula disse, então, que queria tirar uma foto no evento, tendo como pano de fundo os dados de queda do desmatamento para “mandar para o Trump”.

    “Eu vim fazer do aniversário de 65 anos do Inpe a minha bandeira de defesa contra os tarifaços dos Estados Unidos contra o Brasil. Agora, em cada correspondência que a gente mandar para os Estados Unidos, a gente manda os dados do Inpe”, afirmou.

    Lula afirmou também que “ninguém, nem os Estados Unidos, levam a questão climática a sério como leva o Brasil”.

    Repercussão

    Em nota, o Observatório do Clima comemorou os números do Deter. 

    “Os números apresentados hoje são históricos, fruto de políticas sérias de proteção ambiental, e provam que é plenamente possível cumprir o compromisso assumido pelo país de zerar e reverter o desmatamento até 2030”, disse Marcio Astrini, secretário-executivo da entidade.

    O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) também considera os números significativos para buscar a meta de zerar o desmatamento na região.

    “Os dados do Deter indicam uma consolidação da redução do desmatamento na Amazônia, o que é muito positivo. Temos a menor taxa do Prodes desde que começou a ser medida”, disse Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam.

    “Isso mostra a possibilidade de o país realmente continuar seguindo uma trajetória para alcançar o desmatamento zero. Prova que é possível reduzir o desmatamento na Amazônia, mesmo com todas as adversidades como as mudanças climáticas e o El Niño”, avalia a diretora do Ipam.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cristo, Bondinho e outros pontos turísticos são fechados por ventania

    Cristo, Bondinho e outros pontos turísticos são fechados por ventania

    Os principais pontos turísticos do Rio de Janeiro foram fechados nesta sexta-feira (7) depois da previsão de que ventos fortes podem atingir a cidade. Ao longo do dia, prefeitura da capital e governo do estado dispararam alertas de risco para o fenômeno por meio do Centro de Operações e da Defesa Civil.

    O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) determinou que, desde as 13h, as concessionárias Paineiras-Corcovado e Trem do Corcovado suspendessem o transporte de turistas para o Cristo Redentor, que fica dentro do Parque Nacional da Tijuca. A retirada do público que já estava no mirante seria feita progressivamente.

    Outras áreas turísticas do parque foram fechadas, como o Parque Lage, o Setor Floresta da Tijuca, a Vista Chinesa, a Mesa do Imperador, a Pedra da Gávea e a Pedra Bonita.

    O acesso de bondinho ao Pão de Açúcar também foi encerrado desde as 13h, segundo a concessionária Parque Bondinho. O informe oficial diz que a medida foi tomada para garantir a segurança de funcionários e visitantes. O fechamento inclui ainda a Pista Cláudio Coutinho e a trilha do Morro da Urca.

    A Prefeitura comunicou que todos os parques naturais e urbanos da cidade encerraram as atividades às 12h.

    O Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, suspendeu as visitas e as oficinas que estavam agendadas para o dia. A administração informou que as pessoas que já haviam comprado ingressos pela internet poderão reagendar uma nova data.

    O mesmo ocorreu no Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio, Museu Histórico Nacional e Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que ficam na região central da cidade.

     


    Rio de Janeiro - 07/08/2026 - Começo da ventania nas ruas do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
    Rio de Janeiro - 07/08/2026 - Começo da ventania nas ruas do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
    Começo da ventania nas ruas do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Volta para casa antecipada

    O governo do estado e a prefeitura da capital recomendaram nesta sexta-feira que instituições que não prestam serviços essenciais encerrem seu expediente mais cedo para que a população tenha tempo de voltar para casa antes de o vendaval ganhar mais força. 

    A decisão foi tomada após a confirmação do registro de ventos de 74 km/h na Costa Verde, no fim desta manhã, e a previsão meteorológica de ventos fortes também para a capital.

    A cidade do Rio entrou às 13h em Estágio 3 em sua escala de atenção, que tem cinco níveis. A classificação significa que uma ou mais ocorrências já impactam o município, afetando a rotina de parte da população. 

    Vento forte

    O Serviço de Meteorologia da Prefeitura do Rio de Janeiro já confirmou a ocorrência de ventos fortes na cidade nesta sexta. A velocidade das rajadas chegou a 66,6 km/h no Aeroporto do Galeão, entre 11h e 12h.

    Já no Aeroporto Santos Dumont, o vento atingiu 64,8 km/h entre 12h e 13h. Apesar dos registros, os dois aeroportos operavam sem alterações até o início da tarde desta sexta-feira.

    “Permanecemos operando no visual e sem impactos”, informou à Agência Brasil a assessoria de imprensa da concessionária que opera o aeroporto internacional. No Santos Dumont, a informação era de que não havia registro de atrasos ou cancelamento de voos.

    Com o vento moderado a forte em vários pontos da cidade, já há ao menos sete ocorrências de queda de árvore em vias da capital.

    O registro mais forte de rajada de vento no estado até o momento, no entanto, ocorreu em Angra dos Reis, onde a velocidade chegou a 84,7 km/h às 10h33.

    *colaboraram Alana Gandra e Bruno de Freitas Moura.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cidade de Santos, no litoral de São Paulo, registra ventos de 109 km/h

    Na manhã desta sexta-feira (7), a cidade de Santos, no litoral paulista, registrou uma rajada de vento de 109 quilômetros por hora (km/h). Houve a queda de uma árvore no município, mas ninguém ficou ferido.

    Na cidade de São Paulo e na região metropolitana não foram registrados danos significativos, mas as autoridades alertam para a possibilidade de ventania no período da tarde. Outras regiões do estado também estão sujeitas a ventos fortes a moderados, como o Vale do Paraíba, região de Campinas e litoral norte.

    Também tiveram ventania nesta sexta Presidente Prudente (70,4 km/h), Itatinga (51,2 km/h), Sandovalina (49,9 km/h), Caraguatatuba (49,3 km/h) e Presidente Epitácio (49.3 km/h).

    A Defesa Civil estadual montou um gabinete de crise e segue monitorando o impacto da ventania também à tarde. A previsão é que as rajadas continuem pelo estado de São Paulo neste sábado (8).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Transportes antecipam horário de pico no Rio com previsão de ventania

    Transportes antecipam horário de pico no Rio com previsão de ventania

    Os serviços de trens urbanos e metrô tiveram os horários de pico antecipados para 13h desta sexta-feira (17), por causa dos ventos fortes que começaram a atingir a cidade do Rio de Janeiro no fim da manhã.

    O governo do estado e a prefeitura da capital recomendaram que instituições que não prestam serviços essenciais encerrem seu expediente mais cedo para que a população tenha tempo de voltar para casa antes de o vendaval ganhar mais força.

    De acordo com a concessionária Trens RJ, a antecipação da operação para o maior movimento de passageiros está em conformidade com as determinações do governo do Estado e da Prefeitura do Rio.

    “A ideia é reforçar a capacidade operacional do sistema no período de maior demanda e garantir maior agilidade na resposta a eventuais interferências provocadas pelos ventos fortes, contribuindo para que os passageiros possam realizar seus deslocamentos com segurança e tranquilidade”, explicou em nota.

    A TrensRJ informou ainda que mantém diálogo constante com o governo do Estado para o acompanhamento das condições climáticas e a adoção das medidas necessárias diante de eventuais impactos na operação.

    Se for necessário a concessionária poderá estender o horário de funcionamento dos trens, para facilitar que os passageiros possam voltar para casa em segurança. “A orientação é que os passageiros acompanhem os canais oficiais da TrensRJ e, em caso de alterações na circulação, sigam as orientações das equipes que atuam nas estações e nos trens”, recomendou.

    Entre as possíveis interferências que podem ser provocadas por vento forte, a companhia indicou a queda de galhos e árvores, que, apesar de estarem localizadas nas calçadas, podem atingir a rede e demais estruturas ferroviárias. Por isso, destacou a importância da “realização frequente de serviços de poda preventiva e manutenção da arborização por parte das prefeituras que ficam ao redor do sistema”.

    Metrô Rio

    A concessionária MetrôRio também antecipou seu horário de pico para a partir das 13h de hoje. A intenção foi “ampliar a oferta de trens e melhor atender aos clientes no deslocamento de retorno por conta dos avisos meteorológicos de ventos fortes emitidos pelas autoridades”. “O sistema metroviário opera normalmente, com intervalos regulares nas linhas 1, 2 e 4”, completou a companhia.

    A concessionária que opera o veículo leve sobre trilhos (VLT) no centro da cidade também informou que antecipou o horário de pico nesta tarde. Segundo a empresa, as equipes de atendimento e manutenção foram reforçadas e estarão posicionadas estrategicamente para atuar com agilidade em caso de ocorrências provocadas pelo mau tempo

    Ponte Rio-Niterói

    A previsão de ventos fortes para o estado do Rio de Janeiro levou a Ecovias Ponte a pedir a atenção dos motoristas ao trafegarem pela Ponte Rio-Niterói.

    “Durante os períodos de ventania, a recomendação é reduzir a velocidade, manter distância segura do veículo à frente e ficar atento a possíveis objetos que possam ser deslocados pela força do vento”, sugeriu.

    A concessionária orientou ainda os condutores de veículos altos, como caminhões, ônibus, vans e veículos com cargas leves ou vazias.

    “Devem ter atenção especial devido à maior exposição aos efeitos das rajadas”.

    Os motociclistas também devem redobrar os cuidados na travessia, “mantendo velocidade compatível com as condições da via, evitando manobras bruscas e aumentando a atenção aos efeitos das rajadas laterais de vento, que podem afetar a estabilidade do veículo”.

    “O cuidado deve ser ampliado ao longo de toda a travessia, acompanhando a sinalização da rodovia e as orientações das equipes operacionais”.

    Se o motorista se deparar com equipes operacionais, viaturas de atendimento ou veículos de emergência atuando na via, a recomendação é que reduza a velocidade e mude de faixa quando houver condições seguras “para ampliar a distância da operação, seguindo as recomendações do Movimento Afaste-se”.

    Equipes operacionais da Ecovias Ponte estão em monitoramento permanente das condições de tráfego e das condições meteorológicas e permanecem de prontidão 24 horas por dia para prestar atendimento aos usuários.

    “Em caso de necessidade, os motoristas podem entrar em contato pelo telefone 0800 777 6683 (WhatsApp). As condições de tráfego podem ser acompanhadas em tempo real pelo perfil @ecoviasponte (X e Threads)”, completou em nota.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Prefeitura e estado pedem antecipação do fim do expediente no Rio

    Prefeitura e estado pedem antecipação do fim do expediente no Rio

    O governo do estado e a prefeitura do Rio de Janeiro orientaram, no começo da tarde desta sexta-feira (7), a “antecipação do encerramento de todas as atividades que não sejam essenciais”. O motivo é a previsão de ventania com rajadas superiores a 90 quilômetros por hora (km/h).

    Mensagens enviadas para aparelhos de celular recomendaram “retorno para casa, visando garantir a segurança”. A decisão de antecipar a volta para casa dos trabalhadores e estudantes foi tomada após a confirmação do registro de ventos de 74 km/h na Costa Verde, no fim desta manhã, corroborando a previsão metereológica de ventos fortes.

    De acordo com o Sistema Alerta Rio, serviço de meteorologia do município, o fim da manhã teve ventos de 61,2 km/h em Marambaia, na Zona Oeste. Em Copacabana, na Zona Sul, a ventania atingiu 53,3 km/h.

    Mais cedo, moradores do Rio já tinham recebido um alerta de ventania nos aparelhos de celular, com a orientação de evitar deslocamentos desnecessários. A cidade do Rio ordenou o fechamento de parques municipais naturais e urbanos.

     


    Rio de Janeiro - 07/08/2026 - Defesa Civil alerta de ventos fortes. Fonte: Defesa Civil/RJ
    Rio de Janeiro - 07/08/2026 - Defesa Civil alerta de ventos fortes. Fonte: Defesa Civil/RJ
    Alerta enviado pela Defesa Civil do Rio de Janeiro às 12h35 desta sexta (7). Fonte: Defesa Civil/RJ – Defesa Civil/RJ

    Ponto facultativo

    O governo estadual decretou ponto facultativo a partir das 13h desta sexta por questões de segurança. A medida, publicada em Diário Oficial extra, tem caráter preventivo e busca reduzir a circulação de pessoas durante o período de maior intensidade dos ventos, afirma o Palácio Guanabara. 

    A Prefeitura do Rio, por sua vez, entrou às 13h em Estágio 3 em sua escala de atenção, que tem cinco níveis. A classificação significa que uma ou mais ocorrências já impactam o município, afetando a rotina de parte da população. Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, já há registro de quedas de árvores no Joá, na Zona Sul, e em Vila Isabel, na Zona Norte.

    Aulas suspensas

    A capital fluminense e diversas cidades suspenderam aulas em escolas públicas. A rede estadual de ensino também determinou o fechamento de colégios.

    Niterói, Nova Iguaçu, Nilópolis, Belford Roxo e São João de Meriti são cidades da região metropolitana do Rio que suspenderam aulas na rede municipal. A medida também foi tomada em Petrópolis, na Região Serrana.

    Orientações

    Entre a principais orientações repassadas pelas autoridades estão:

    • evitar permanecer perto de árvores, postes, placas, andaimes e outras estruturas que possam ser afetadas pelos ventos fortes
    • não estacionar veículos sob árvores
    • fechar as janelas, basculantes e portas de armários para evitar canalizações de ventos no interior de casa
    • persianas, cortinas ou blecautes também devem estar fechados para evitar que estilhaços se espalhem, no caso de alguma janela quebrar
    • aparelhos elétricos e registro de gás devem estar fechados. Dessa forma, não há agravamento em caso de queda de árvore
    • recolher objetos soltos em varandas e sacadas
    • evitar deslocamentos desnecessários durante os períodos de maior intensidade dos ventos — não tocar em cabos elétricos caídos
    • Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.

    Ventania em julho

    No último dia 29, um vendaval com rajadas de até 105 km/h assustou a população e forçou interrupção em aeroportos, trens e metrôs. Quedas de árvores causaram danos e pararam o trânsito de veículos em várias regiões.

    Na cidade do Rio, duas pessoas morreram atingidas pelo desabamento de um muro em Santa Teresa.

    Centenas de milhares de pessoas tiveram o fornecimento de energia elétrica interrompido.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • RS: Defesa Civil confirma uma morte e cinco feridos após ciclone bomba

    RS: Defesa Civil confirma uma morte e cinco feridos após ciclone bomba

    A Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul confirmou, nesta sexta-feira (7), que uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas após a passagem do ciclone bomba pela região. Até o final da manhã, 118 municípios reportaram danos.

    A vítima fatal foi um homem que se acidentou na rodovia estadual RS-124, no município de Montenegro, enquanto trafegava de moto. Não há informações complementares sobre identificação da vítima.

    Segundo a diretora do Departamento de Gestão de Risco da Defesa Civil, Ana Maria Hermes, as circunstâncias do acidente ainda não foram confirmadas pelas autoridades locais.

    “A gente ainda não sabe se a árvore caiu no momento em que ele passava ou se já estava caída na estrada e ele bateu”, informa.

    Dos cinco feridos, um é do município de Novo Hamburgo. Ele se enroscou em fios enquanto estava em trânsito, durante o vendaval. Segundo informações da Defesa Civil, o estado de saúde dele exige mais atenção.

    Um militar também foi atingido por um estilhaço enquanto estava dentro da viatura em atendimento, no município de Osório. E, em Dom Feliciano, outras três pessoas teriam sofrido ferimentos leves.

    De acordo com a diretora Ana Maria, a maior parte dos informes de danos nos municípios ocorreram em decorrência dos ventos. Um número menor de registros tem relação com chuva de granizo.

    Previsão

    As autoridades estaduais informaram ainda que com o afastamento do ciclone da região e a diminuição da frente fria decorrente do fenômeno, não são esperados maiores transtornos nesta sexta-feira.

    “Podemos ficar mais tranquilos, o ciclone já avançou e não representa mais grandes ameaças para a região”, informou Ana Maria Hermes.

    A Defesa Civil informou ainda que os números continuarão em atualização ao longo do dia, conforme os municípios façam novos informes.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ventania: moradores do Rio acordam sob alerta; saiba o que fazer

    Ventania: moradores do Rio acordam sob alerta; saiba o que fazer

    Moradores do Rio de Janeiro acordaram nesta sexta-feira (7) com mensagem de “alerta severo” para ventania em seus aparelhos de celular. O comunicado foi enviado pela Defesa Civil e acompanha outras medidas para redução de riscos, como a suspensão de aulas em escolas públicas em diversas cidades e na rede estadual.

    “Alerta severo. Defesa Civil: Vento forte na cidade do Rio nas próximas horas. Cidade no Estágio 2. Aulas nas escolas da rede pública suspensas. Evite deslocamento – 7/8”, orienta o texto.

    Além disso, parques públicos urbanos e naturais serão fechados às 12h. A previsão de rajadas de vento acima de 90 quilômetros por hora (km/h) acompanha a chegada de uma frente fria no estado.

    Desde a noite dessa quinta-feira (6), a capital fluminense está no estágio 2, em uma escala que vai até 5. Esse nível significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade.

    Ainda na noite de ontem, a prefeitura informou sobre a suspensão de aulas, por causa da previsão de vendaval.

    Petrópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Nilópolis, Belford Roxo e São João de Meriti são cidades da região metropolitana do Rio que suspenderam aulas na rede municipal.

    Monitoramento

    O governo estadual ativou, às 6h, o Gabinete de Crise, responsável pelo monitoramento da situação.

    De acordo com a Defesa Civil estadual, a Baixada Fluminense, no Grande Rio, e a Costa Verde, no litoral sul, têm possibilidade de ventos fortes a muito fortes.

    Orientações

    Entre a principais orientações repassadas pelas autoridades estão:

    • evitar permanecer perto de árvores, postes, placas, andaimes e outras estruturas que possam ser afetadas pelos ventos fortes;
    • não estacionar veículos sob árvores;
    • manter portas e janelas fechadas;
    • recolher objetos soltos em varandas e sacadas;
    • evitar deslocamentos desnecessários durante os períodos de maior intensidade dos ventos;
    • não tocar em cabos elétricos caídos.

    Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.

    Ventania em julho

    No último dia 29, um vendaval com rajadas de até 105 km/h assustou a população e forçou interrupção em aeroportos, trens e metrôs. Quedas de árvores causaram danos e pararam o trânsito de veículos em várias regiões.

    Na cidade do Rio, duas pessoas morreram atingidas pelo desabamento de um muro em Santa Teresa.

    Centenas de milhares de pessoas tiveram o fornecimento de energia elétrica interrompido.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original