Categoria: Meio Ambiente

  • Passagem de frente fria pelo estado de SP pode causar temporais

    Passagem de frente fria pelo estado de SP pode causar temporais

    A passagem de uma frente fria no estado de São Paulo ao longo desta sexta-feira (21) provocará mudança no tempo, com possibilidade de tempestades, raios e granizo em áreas isoladas, segundo a Defesa Civil estadual.

    As rajadas de vento podem superar os 75 km/h em parte do estado, principalmente nas faixas sul, leste e central.  

    Devido à sequência de dias muito secos e à presença de grande quantidade de poeira e material particulado sobre a superfície, a intensificação dos ventos poderá favorecer a formação de tempestades de poeira, principalmente em áreas do interior paulista. 

    Tempo na capital

    A temperatura na cidade de São Paulo deve cair gradualmente na noite desta sexta-feira (21) e chegar a 15 graus Celsius (ºC), prevê o Centro de Gerenciamento de Emergências da prefeitura de São Paulo (CGE). Não há previsão de chuva, mas a frente fria fraca deve provocar rajadas de vento com até 45 Km/h.

    A manhã desta sexta terminou com céu nublado, sol entre muitas nuvens, temperaturas agradáveis e umidade relativa do ar em índices confortáveis na capital paulista.

    Segundo o CGE, os termômetros marcavam 24,5°C em média no início da tarde, e a máxima pode chegar aos 25°C. A umidade relativa do ar oscila em torno de 53% e pode marcar até 45%.  

    Até o momento, agosto acumula 27,2 milímetros (mm) de chuva, o que corresponde a 91,6% da média do mês, que é de 29,7mm.

    Frio no fim de semana 

    O sábado (22) será de muitas nuvens, períodos de sol e queda da temperatura, mas sem previsão de chuva. Os termômetros devem oscilar entre a mínima de 13°C, na madrugada, e a máxima de 21°C, à tarde. Os menores percentuais de umidade se aproximam dos 60%. 

    No domingo (23), o período da manhã terá nuvens e formação de névoa úmida, com o sol aparecendo até o final da manhã e permitindo a elevação da temperatura. A mínima deve ser de 12°C, na madrugada, e a máxima de 22°C, no início da tarde. O dia termina com aumento de nuvens e queda da temperatura. A umidade do ar será superior a 50%, e não há previsão de chuva. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Meteorologia emite alerta de ventos de até 100 km/h no Rio

    Meteorologia emite alerta de ventos de até 100 km/h no Rio

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de vendaval para os estados do Rio de Janeiro e São Paulo nesta sexta-feira (21). De acordo com o comunicado, os ventos podem variar de 60 a 100 quilômetros por hora (km/h).

    Segundo o Inmet, há risco de queda de árvores, destelhamento de casas e danos gerais em edificações e plantações. 

    Em caso de rajadas de vento, o serviço de meteorologia recomenda que a população não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

    O alerta abrange 69 cidades, sendo 14 em São Paulo e 55 no Rio de Janeiro. As áreas afetadas são o sul fluminense, centro fluminense, norte fluminense, baixadas, regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo e Vale do Paraíba paulista.

    Prefeitura fecha parques

    A prefeitura do Rio de Janeiro decidiu que os parques públicos municipais serão fechados no fim da manhã. A cidade está no estágio 2, em uma escala que vai até 5.

    De acordo com o Alerta Rio, serviço de meteorologia da prefeitura, as rajadas mais fortes devem ocorrer no fim da manhã e início da tarde. De acordo com o sistema, trata-se da passagem de uma frente fria continental.

    O prefeito carioca, Eduardo Cavaliere, utilizou as redes sociais para orientar a população. “Hoje não é um dia normal, a gente tomou a medida de fechar parques na cidade”, disse.

    Segundo o prefeito, alertas serão enviados para aparelhos de telefone celular.

    A Defesa Civil estadual estende o alerta de vendaval até a madrugada de sábado (22).

    Emergência

    Em caso de emergência, pedidos de socorro podem ser feitos à Defesa Civil (199) ou ao Corpo de Bombeiros (193).

    Ventanias passadas

    No último dia 29, um vendaval com rajadas de até 105 km/h assustou a população do Rio e forçou a interrupção de aeroportos, trens e metrôs. Quedas de árvores causaram danos e pararam o trânsito de veículos em várias regiões. Centenas de milhares de pessoas tiveram o fornecimento de energia elétrica interrompido.

    Na capital fluminense, duas pessoas morreram atingidas pelo desabamento de um muro no bairro Santa Teresa, região central. 

    No dia 7 de agosto houve outra previsão de temporal. A prefeitura e o estado decidiram liberar funcionários e orientaram a população a evitar deslocamentos. Varias atividades foram interrompidas. Moradores receberam alertas no celular. No entanto, não houve registro de danos causados por ventos. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Saiba como proteger pesca e aquicultura de efeitos do El Niño

    Saiba como proteger pesca e aquicultura de efeitos do El Niño

    Seca e calor intenso nas regiões Norte e Nordeste, temporais e frio no Sul do país são alguns dos efeitos do El Niño, que começou no mês de junho e deve durar até março de 2027.

    O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e provoca alteração na circulação atmosférica, tornando os volumes de chuvas irregulares.

    A pesca e a aquicultura são atividades vulneráveis aos efeitos do El Niño já que são afetadas diretamente pelas mudanças no regime de chuvas.

    Quando as precipitações são abaixo da média, os níveis dos rios diminuem e isso afeta a navegação, a reprodução das espécies, o abastecimento de água e dificulta o acesso às comunidades. Quando acima da média, as chuvas aumentam o risco de enchentes e os danos às estruturas de produção do setor.

    De acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o planejamento e busca ativa por informações são aliados dos profissionais e municípios que precisam enfrentar esses desafios. Mas, para isso, é preciso trabalho coletivo, alerta o órgão.

    “A articulação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil pode facilitar o acompanhamento das ocorrências e a comunicação com as comunidades afetadas”, destaca o ministério em nota.

    Entre as recomendações para os próximos meses estão:

    – acompanhar as informações meteorológicas e hidrológicas oficiais;

    – manter a comunicação com outros pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas;

    – acompanhar as condições da água, como temperatura, oxigênio dissolvido e outros parâmetros em tanques e represas.

    De acordo com o informe do MPA, também é importante conhecer as características de cada território para antecipar riscos e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios.

    Em casos de danos a estruturas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios, perdas na produção ou mortalidade de peixes é necessário registrar ocorrência por meio do canal Fala.BR.

    “Essas informações ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes”, acrescenta o informe do Ministério da Pesca e Aquicultura.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Frio avança sobre centro-sul do país com mínimas abaixo de 10ºC

    Frio avança sobre centro-sul do país com mínimas abaixo de 10ºC

    Uma massa de ar seco e frio avança sobre o centro-sul do Brasil, fazendo com que o frio fique mais intenso no Rio Grande do Sul e avance sobre Mato Grosso do Sul e partes do Sudeste, com mínimas abaixo de 10°C.

    Pela manhã, no Rio Grande do Sul, a previsão é de chuvas isoladas. Até o fim do dia as nuvens permanecem concentradas entre o Rio Grande do Sul e o litoral sul de Santa Catarina. À noite, a faixa leste da região segue com muitas nuvens, mas no interior a massa de ar frio deixa o céu com poucas nuvens e temperaturas baixas.

    A temperatura mínima nas capitais da Região Sul será de 10°C em Porto Alegre. Florianópolis deve registrar máxima de 21°C.

    No Sudeste do país, São Paulo, o sul de Minas e o Rio de Janeiro amanhecem com muitas nuvens. No leste de São Paulo e na capital paulista, a previsão é de pancadas de chuva e chuva isolada durante a tarde entre o leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    A temperatura máxima prevista é de 33°C em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, e a mínima de 12°C em São Paulo.

    No Centro-Oeste, há aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar no norte e leste de Mato Grosso, grande parte de Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. A baixa umidade do ar é menos intensa nas demais áreas da região, onde permanece o aviso amarelo de perigo potencial.

    Há previsão de pancadas de chuva e trovoadas isoladas na região centro-oeste de Mato Grosso do Sul e possibilidade de chuva isolada no norte e noroeste do estado.

    Os termômetros das capitais marcam mínima de 13°C em Campo Grande e máxima de 33°C em Goiânia.

    Na Região Norte, o dia será de tempo instável, com chuva e trovoadas no centro-oeste do Acre, oeste e noroeste do Amazonas e norte de Roraima. A instabilidade aumenta ao longo do dia na região, com chuva e trovoadas no oeste do Acre, oeste e norte do Amazonas, em Roraima, noroeste do Pará e no Amapá.

    O aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar também alcança o sul do Pará e o centro-sul do Tocantins, incluindo a capital Palmas. Nas demais áreas de Tocantins, no centro do Pará e no leste do Amazonas, incluindo a capital Manaus, também há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar.

    A temperatura mínima nas capitais será de 21°C em Rio Branco e a máxima de 39°C em Palmas.

    Na Região Nordeste, o aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar alcança o sul do Piauí e o oeste da Bahia. Já o amarelo, que aponta perigo potencial para baixa umidade do ar, vai até o centro-sul do Maranhão, grande parte do Piauí, centro-sul do Ceará, sudoeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba e de Pernambuco e norte e centro da Bahia.

    Durante o dia pode ocorrer chuva isolada entre o litoral norte da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

    As capitais registram temperatura mínima de 20°C em Teresina e máxima de 33°C em São Luís.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática

    Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática

    Invisíveis a olho nu e espalhados em um sistema subterrâneo complexo, fungos são a aposta de um grupo de cientistas para restaurar terras degradadas, combater a desertificação e a crise climática.

    A possibilidade foi apresentada pelas pesquisadoras Toby Kiers e Burenjargal Otgonsuren, que lançaram o resultado de estudos recentes, durante encontro na Embaixada da França em Ulaanbaatar, Mongólia, no contexto da 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (COP17).

    Conhecidos como fungos micorrízicos, por estabelecerem simbiose com raízes das plantas, esses organismos formam extensas redes no solo. Enquanto recebem carbono produzido pelas plantas durante a fotossíntese, ajudam-nas a obter água e nutrientes como fósforo e nitrogênio.
     


    Brasília (DF), 21/08/2026 - Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática
Foto: Tomas Munita/SPUN
    Brasília (DF), 21/08/2026 - Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática
Foto: Tomas Munita/SPUN
    Pesquisadoras usam fungos para recuperar solo e conter crise climática. Foto: Tomas Munita/SPUN

    As redes também contribuem para agregar as partículas do solo, reduzir a erosão e aumentar a resistência das plantas à seca e a outros estresses ambientais.

    A estratégia testada durante os estudos na Mongólia é simples: pequenas áreas de pastagem são cercadas para impedir temporariamente a entrada de animais e a ação humana.

    Essas áreas protegidas podem funcionar como refúgios de biodiversidade subterrânea e, no futuro, como fontes de fungos locais para projetos de restauração de terras degradadas, explicou a bióloga evolucionista Toby Kiers, diretora-executiva da Society for the Protection of Underground Networks (SPUN).

    “É como um banco de sementes, mas de fungos. Eles criam uma infraestrutura viva subterrânea que mantêm o solo unido. São como um sistema circulatório que conecta a vida acima e abaixo do solo.”

    Um solo mais estável e com uma comunidade microbiana saudável oferece melhores condições para o retorno das plantas, que, por sua vez, alimentam novamente os fungos com carbono.

    “É um ciclo. Você perde a diversidade de fungos, perde o carbono que está entrando no solo e perde parte da capacidade de manter o solo unido. Isso dificulta o crescimento das plantas e pode alimentar ainda mais a degradação”, disse Toby Kiers.

    Pastagens em recuperação

    A estratégia ainda está em fase experimental, com a liderança da pesquisadora local Burenjargal Otgonsuren. Ecóloga especializada em micorrizas (associação entre fungos e raízes das plantas), ela cresceu em uma região rural da província de Uvurkhangai e passou parte da infância acompanhando os avós, que eram pastores.

    A experiência também influenciou sua escolha profissional. Ela contou que o avô conhecia as plantas das pastagens e sabia identificar aquelas associadas à qualidade do campo ou utilizadas para fins medicinais. “Tornei-me uma ecóloga que pode ajudar a tratar o planeta.”

    A especialista instalou seis áreas cercadas em regiões de estepe e deserto para interromper temporariamente a pressão do pastoreio. Os primeiros resultados, obtidos em 2025, são promissores: a vegetação dentro das áreas protegidas já apresentava maior altura do que as plantas encontradas fora das cercas.

    A pesquisadora pretende acompanhar os experimentos por pelo menos três anos. Entre as possibilidades futuras está a criação de corredores ou áreas de refúgio mais amplas para conservar os fungos.

    Segundo Burenjargal Otgonsuren, pesquisas indicam que até 91% das pastagens degradadas da Mongólia poderiam ser recuperadas em algum grau. Para isso, porém, não basta replantar a vegetação.

    “Para recuperar a pastagem, a questão mais importante é ter um solo saudável. E, quando falamos de solo saudável, precisamos também proteger a biodiversidade que vive dentro dele.”

    Biodiversidade ainda desconhecida

    A dimensão da biodiversidade encontrada nas estepes mongóis surpreendeu as pesquisadoras. Nas amostras coletadas, cerca de 90% das sequências de DNA fúngico analisadas pertenciam a espécies ainda desconhecidas pela ciência.


    Brasília (DF), 21/08/2026 - Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática
Foto: Tomas Munita/SPUN
    Brasília (DF), 21/08/2026 - Fungos podem restaurar terras degradadas e combater crise climática
Foto: Tomas Munita/SPUN
    Fungos em microscópio. Foto: Tomas Munita/SPUN

    Foram identificadas 541 unidades taxonômicas associadas aos fungos micorrízicos apenas na região do Gobi. Parte desses organismos parece ser altamente adaptada às condições locais e pode não ocorrer em outras regiões do planeta.

    Isso torna a conservação dos fungos locais particularmente importante. A ideia não é simplesmente transportar fungos de outras regiões para áreas degradadas. “Precisamos proteger essas espécies endêmicas e reproduzi-las nós mesmos para depois utilizá-las”, afirmou Otgonsuren.

    Nova agenda de conservação

    Para Toby Kiers, a descoberta reforça a necessidade de mudar a forma como políticas ambientais tratam a biodiversidade. Em geral, esforços de conservação se concentram em plantas e animais visíveis, enquanto os organismos subterrâneos permanecem fora das áreas prioritárias.

    “Precisamos superar esse viés em favor do que está acima do solo e começar a proteger aquilo que não conseguimos ver.”

    Segundo a pesquisadora, cerca de 90% dos hotspots de biodiversidade microbiana identificados pela SPUN estão fora de áreas protegidas. Ela defendeu que fungos passem a ser incorporados às políticas de combate à desertificação e aos instrumentos de monitoramento da degradação da terra.

    A organização já trabalha com pesquisadores e comunidades locais em diferentes partes do mundo para mapear essas redes subterrâneas. A proposta é que o conhecimento produzido localmente seja incorporado a um atlas global e também às políticas públicas.

    “Estamos convidando as pessoas a integrar os fungos às políticas”, ressaltou. “Eles são componentes vitais de como monitoramos e combatemos a desertificação”, completou.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rio entra em Estágio 2 devido à previsão de ventos de até 90km/h

    Rio entra em Estágio 2 devido à previsão de ventos de até 90km/h

    O município do Rio de Janeiro entrou no Estágio 2 às 18h, desta quinta-feira (20), devido à previsão de intensificação dos ventos na cidade, a partir da manhã de sexta-feira (21). De acordo com o Sistema Alerta Rio, o tempo na sexta será influenciado pela aproximação e passagem de uma frente fria continental.

    Os ventos estarão fortes, entre 52 quilômetros por hora e 76 km/h, com rajadas de intensidade muito forte (acima de 76 km/h, podendo chegar a 90 km/h) no período da manhã. Ao longo do dia, o céu estará parcialmente nublado, passando a nublado no período da tarde, com previsão de chuva fraca a isolada.

    O Estágio 2 é o segundo nível em uma escala de cinco e significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade. Há possibilidade de nova mudança de estágio devido à chuva e/ou outros fatores.

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois avisos de vendaval para amanhã na Região Sudeste, ampliando as áreas sob risco e elevando o grau de severidade. Um dos alertas é laranja, que representa perigo, o segundo de três níveis, e prevê ventos entre 60 km/h e 100 km/h em áreas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

    O aviso laranja é válido das 12h às 23h59 desta sexta-feira. Segundo o Inmet, as rajadas podem provocar queda de árvores, destelhamento de casas e danos em edificações e plantações.

    O alerta abrange o sul fluminense, as baixadas, a região metropolitana do Rio de Janeiro, o centro e o norte fluminense, além do Vale do Paraíba paulista e da região metropolitana de São Paulo.

    O Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR-Rio) fez um alerta à população do Rio, devido à previsão de ventos fortes para as próximas horas. Em caso de qualquer anormalidade por causa da ventania, a orientação é telefonar para os números 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).

    Em casa:

    • Feche as janelas, basculantes e portas de armários para evitar canalizações de ventos no interior de casa;
    • Persianas, cortinas ou blecautes também devem estar fechados para evitar que estilhaços se espalhem, no caso de alguma janela quebrar;
    • Aparelhos elétricos e registro de gás devem estar fechados. Dessa forma, não há agravamento em caso de queda de árvore;
    • Evite deixar objetos que possam cair em locais altos;
    • Mantenha as árvores do jardim ou do quintal sempre podadas e bem cuidadas;
    • Fique atento: se houver falta de luz, cuidado com o uso de velas para evitar incêndios.

    Na rua:

    • Não se abrigue debaixo de árvores ou de coberturas metálicas;
    • Evite a prática de esportes ao ar livre, especialmente no mar;
    • Evite ficar próximo a precipícios, encostas ou lugares altos sem proteção;
    • Evite passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes e escadas;
    • Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
    • Não queime lixo, não ateie fogo em terrenos para remover vegetação, não acenda fogueiras ou jogue bitucas de cigarros em estradas ou terrenos com mata;
    • Fique atento: caso haja queda de árvore, é possível que a rede de energia tenha sido rompida. Nesta situação, há risco de acidentes causados por raios.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Frente fria leva chuva e ventania à capital paulista e áreas do estado

    Frente fria leva chuva e ventania à capital paulista e áreas do estado

    Uma frente fria que avança sobre o Sudeste vai provocar queda na temperatura já nesta noite de quinta-feira (20) e também na sexta na capital paulista e em parte do estado.

    Segundo a Defesa Civil de São Paulo, na sexta-feira haverá o aumento da presença de nuvens, o que evitará o aumento da temperatura. A mínima na capital deve ser de 14ºC, com a máxima chegando a 24ºC no início da tarde.

    Entre sexta e domingo, São Paulo, sua região metropolitana, a baixada santista, Litoral Norte e partes do interior podem ser atingidos por pancadas de chuva e rajadas de vento moderadas a forte. De acordo com a previsão, os ventos podem superar a velocidade de 75 km/h.

    Essa ventania também deve atingir cidades do interior como Registro, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Marília, Presidente Prudente, Bauru e Araraquara. Pode haver queda de árvores, destelhamentos, interrupção do fornecimento de energia elétrica e danos a estruturas mais vulneráveis.

    No interior, a ausência prolongada de chuvas e o solo seco favorecem a formação de tempestades de poeira.

    No sábado, a previsão para a capital paulista é de céu nublado e mínima de 12ºC durante a madrugada. A máxima deve ser de 23ºC. Não há previsão de chuva. Em algumas regiões do interior do estão, a temperatura mínima pode chegar a 10ºC.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mais 19 cidades aderem ao acordo de reparação do desastre de Mariana

    Mais 19 cidades aderem ao acordo de reparação do desastre de Mariana

    Mais 19 municípios aderiram ao Novo Acordo do Rio Doce, que busca a reparação do desastre causado pelo rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, na zona rural de Mariana, em Minas Gerais, há quase 11 anos.

    O anúncio das novas adesões foi feito nesta quinta-feira (20) pela mineradora. Dessa forma, 45 das 49 cidades elegíveis fazem parte do pacto de reparação.

    Os novos integrantes são 15 cidades de Minas Gerais:

    • Aimorés;
    • Alpercata;
    • Belo Oriente;
    • Bom Jesus do Galho;
    • Conselheiro Pena;
    • Coronel Fabriciano;
    • Galileia;
    • Ipaba;
    • Itueta;
    • Mariana;
    • Naque;
    • Periquito;
    • São Domingos do Prata;
    • São José do Goiabal e Tumiritinga;

    E quatro do Espírito Santo:

    • Aracruz;
    • Baixo Guandu;
    • Marilândia;
    • Sooretama.

    A adesão ocorre no âmbito da mediação conduzida pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6).

    Essas prefeituras terão acesso a cerca de R$ 2,6 bilhões destinados a políticas públicas de reparação e compensação. Esse valor corresponde às três primeiras parcelas pagas aos municípios que já tinham aderido anteriormente.

    O primeiro pagamento será em até 30 dias depois da decisão judicial e do cumprimento das condições previstas no Termo de Adesão e Compromisso. As demais parcelas seguirão o cronograma previsto no acordo.

    Desastre de Mariana

    O rompimento da barragem ocorreu no dia 5 de novembro de 2015. Cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos – volume suficiente para encher 15,6 mil piscinas olímpicas ─ escoaram por 663 quilômetros pela Bacia do Rio Doce até encontrar o mar, no Espírito Santo.

    A tragédia deixou 19 mortos. Os distritos mineiros de Bento Rodrigues e Paracatu foram destruídos pela enxurrada. Houve impactos ambientais, e as populações de dezenas de municípios de Minas e do Espírito Santo foram afetadas.

    A barragem pertencia à mineradora Samarco, uma joint venture (parceria empresarial) entre a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton.

     


    Mariana/MG - Ruínas de casas do distrito de Bento Rodrigues, que foi destruído pela lama da Barragem do Fundão (Léo Rodrigues/Agência Brasil)
    Mariana/MG - Ruínas de casas do distrito de Bento Rodrigues, que foi destruído pela lama da Barragem do Fundão (Léo Rodrigues/Agência Brasil)
    Ruínas de casas do distrito de Bento Rodrigues, que foi destruído pela lama da Barragem do Fundão Léo Rodrigues/Agência Brasil

    Novo acordo

    O acordo de reparação foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 6 de novembro de 2024. Participaram das negociações a Samarco, Vale, BHP Brasil, União, governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e demais instituições de Justiça.

    O novo acordo é uma repactuação da política de reparação anterior, que tinha criado a Fundação Renova para executar as ações. Uma das mudanças foi a extinção da fundação e a disponibilização de recursos diretamente às prefeituras.

    A repactuação determina que serão destinados R$ 170 bilhões para ações de reparação e compensação de danos causados pelo desastre. O valor é dividido da seguinte forma:

    • R$ 100 bilhões serão repassados aos entes públicos (União, estados de Minas Gerais e Espírito Santo e municípios que aderirem);
    • R$ 32 bilhões serão direcionados para a recuperação de áreas degradadas, remoção de sedimentos, reassentamento de comunidades e pagamento de indenizações a pessoas atingidas;
    • R$ 38 milhões foram gastos antes do acordo em ações de reparação dos danos.

     


    Mais 19 cidades aderem ao acordo de reparação do desastre de Mariana. Foto: Samarco / Divulgação
    Mais 19 cidades aderem ao acordo de reparação do desastre de Mariana. Foto: Samarco / Divulgação
    Mais 19 cidades aderem ao acordo de reparação do desastre de Mariana. Foto: Samarco / Divulgação

    Primeiras cidades

    Os 26 municípios que já tinham aderido ao acordo são:

    • Minas Gerais (20 municípios): Bugre, Caratinga, Ponte Nova, Iapu, Santana do Paraíso, Marliéria, Córrego Novo, Sobrália, Pingo D’Água, Santa Cruz do Escalvado, Rio Doce, Rio Casca, Dionísio, São Pedro dos Ferros, Raul Soares, Barra Longa, Ipatinga, Timóteo, Fernandes Tourinho e Sem Peixe.
    • Espírito Santo (seis municípios): Anchieta, Fundão, Serra, Linhares, Conceição da Barra e São Mateus.

    Rejeitaram o acordo Colatina (ES) e os mineiros Governador Valadares, Resplendor e Ouro Preto.

    Uma das condicionantes para a adesão de municípios é a desistência da ação de reparação de danos na Justiça britânica, iniciativa buscada por algumas prefeituras.

    Para o presidente da Samarco, a “ampla adesão” pelos municípios mostra que o acordo é o caminho para a reparação.

    “Esse movimento reafirma a soberania da Justiça brasileira e fortalece a construção de soluções consensuais e duradouras para a reparação, o presente e o futuro da Bacia do Rio Doce”, diz.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rio de Janeiro lança ação integrada de prevenção ao El Niño

    Rio de Janeiro lança ação integrada de prevenção ao El Niño

    Calor intenso, redução da disponibilidade hídrica, aumento do risco de incêndios florestais e eventos meteorológicos severos estão entre os impactos do El Niño possíveis de ocorrer no estado do Rio de Janeiro, segundo o comitê criado para preparar o Poder Público fluminense para o fenômeno climático.

    Instituído no início de julho, o Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño reuniu nesta quinta-feira (20) gestores do executivo estadual e prefeitos de municípios fluminenses no auditório da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã, Zona Norte da capital.

    Para se antecipar a esse cenário, ações integradas estarão no Programa Antecipar e Reagir ─ Impactos do El Niño do Estado do Rio de Janeiro.

    “Mais do que responder a uma emergência quando ela acontece, a proposta é trabalhar antes dela, identificar riscos, planejar ações, compartilhar informações, estabelecer responsabilidades e aproximar ainda mais o estado e seus municípios”, disse o governo do estado ao divulgar a iniciativa.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29). Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29). Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
    Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde de 29 de julho. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Super El Niño

    Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o El Niño altera a circulação atmosférica em diferentes partes do planeta e modifica a distribuição das chuvas em diversas regiões, incluindo a América do Sul. 

    Projeções meteorológicas indicam que o fenômeno deve ter maior intesidade neste ano e chegaram a chamá-lo de “Super El Niño”.

    No Rio de Janeiro, são esperadas situações com possíveis repercussões sobre a saúde pública, a agricultura, o meio ambiente, os recursos hídricos, o abastecimento de água e energia e, sobretudo, a segurança da população, descreveu o governo do estado.

    Por isso, o comitê é composto por quatro câmaras técnicas: Defesa Civil; Saúde; Ambiente e Sustentabilidade; e Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior.

    “A estratégia reúne treinamentos para equipes das prefeituras, novos sistemas de monitoramento e alerta e ferramentas que vão ajudar a identificar com antecedência as áreas e populações mais vulneráveis a eventos como ondas de calor, chuvas intensas, enchentes, estiagem e queimadas”, informou o governo estadual. 

    Estavam presentes no encontro desta quinta-feira os secretários de Estado de Defesa Civil, coronel PM Tarcísio Sales; de Saúde, Ronaldo Damião; do Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Mascarenhas; e de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior, Ricardo Mansur.

    Também participaram a reitora da Uerj, Gulnar Azevedo e Silva, a chefe do serviço de articulação inter-federativa e participativa da Superintendência do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, Patrícia Santana; e o coordenador do Centro de apoio às Promotorias de Meio Ambiente e Urbanismo, promotor de justiça Vinícius Lameira Bernardo.

    Impactos já chegaram

    Para o secretário de Defesa Civil, a criação do Comitê se mostra relevante na medida em que já são notados os impactos do El Niño no estado. 

    “Não tratamos aqui de coisas, de possibilidades, daquilo que pode acontecer, mas, sim, do que já vivenciamos. Temos um quadro de baixa umidade, de estiagem, fortes ventos. Isso tudo vem contribuindo com a incidência de incêndios florestais”, pontuou.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 20/08/2026 - O secretário de Estado de Defesa Civil, Tarciso Salles, fala durante reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño, com participação dos secretários de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade e Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior, no auditório da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ - Teatro Odylo Costa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 20/08/2026 - O secretário de Estado de Defesa Civil, Tarciso Salles, fala durante reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño, com participação dos secretários de Saúde, Ambiente e Sustentabilidade e Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior, no auditório da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ - Teatro Odylo Costa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    O secretário de Estado de Defesa Civil, Tarciso Salles, fala durante reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    Ele destacou que o mês de julho teve um aumento de 100% dos incêndios florestais na comparação com o ano passado, o que é um dado muito relevante. O secretário disse ainda que a Região Serrana apresenta maior risco geológico, mas que a atenção está voltada para todo o estado. 

    “A preocupação é todo o estado. Não há uma preocupação específica com a Região Serrana”, assegurou.

    A reitora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Gulnar Azevedo e Silva, destacou o fato de a cerimônia de início da iniciativa ter sido realizada na instituição. Gulnar ressaltou que a população do estado do Rio de Janeiro sofre com grandes desigualdades, que podem ser agravadas com a interferência dos efeitos de eventos climáticos. 

    “O papel da universidade é perceber o que podemos fazer, em articulação, e mostrar a nossa competência e disponibilidade de estar junto. Nós temos muita vontade de que, prevendo e se articulando, a gente vai minimizar, mitigar os efeitos que devem aparecer no nosso estado”, apontou.

    O secretário de Saúde afirmou que o El Niño é um fenômeno antigo, que se repete com frequência, mas que, com a falta de planejamento e as agressões à natureza e ao meio ambiente, agora tem efeito maior.

    Damião chamou atenção para a necessidade de acionar os agentes comunitários de saúde e de endemias dentro da estratégia de enfrentamento. São cerca de 20 mil espalhados no estado.

    “Eles conhecem cada casa, cada história e cada paciente e situação que vai precisar de alguma intervenção”, indicou.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 20/08/2026 - O secretário de Estado de Saúde, Ronaldo Damião, participa da reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño, com participação dos secretários de Defesa Civil, Ambiente e Sustentabilidade e Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior, no auditório da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ - Teatro Odylo Costa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 20/08/2026 - O secretário de Estado de Saúde, Ronaldo Damião, participa da reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño, com participação dos secretários de Defesa Civil, Ambiente e Sustentabilidade e Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior, no auditório da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ - Teatro Odylo Costa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    O secretário de Estado de Saúde, Ronaldo Damião, participa da reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

     

    Prevenção de incêndios

    O secretário de Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Mascarenhas, destacou que a população deve colaborar para reduzir o risco de incêndios florestais. 

    “Hoje, uma guimba de cigarro que se joga pela janela do carro pode lamber um parque inteiro. A vegetação está muito seca, e a população precisa ter essa consciência”, apontou, lembrando que a prática criminosa de soltar balões também é um risco e pode provocar grandes incêndios.

    A outra preocupação da Secretaria do Ambiente é com os recursos hídricos. 

    “A mensagem essencial é: não jogue lixo no rio, no curso hídrico, no valão, no que for, porque isso tem efeito muito sério”, alertou. 

     


    Rio de Janeiro (RJ), 20/08/2026 - O secretário de Estado de Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas, participa da reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño, com participação dos secretários de Defesa Civil, Saúde, Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior, no auditório da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ - Teatro Odylo Costa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 20/08/2026 - O secretário de Estado de Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas, participa da reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño, com participação dos secretários de Defesa Civil, Saúde, Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior, no auditório da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - UERJ - Teatro Odylo Costa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
     O secretário de Estado de Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas, participa da reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Respostas à crise climática exigem inovação, defende setor elétrico 

    Respostas à crise climática exigem inovação, defende setor elétrico 

    Representantes do setor de energia elétrica nacional defenderam a necessidade de investimentos em inovação para o enfrentamento dos desafios impostos por eventos climáticos extremos. O tema foi debatido nesta quinta-feira (20), em Brasília, em um encontro promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    Segundo a presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Talita Porto, o setor tem feito investimentos em modernização, infraestrutura e resiliência. Mas ela alertou que é preciso também buscar inovação.

    “O Instituto Abrate deve aportar R$ 5 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Um projeto nos próximos 17 meses para estabelecer ferramentas de análise e de aumento da resiliência frente às mudanças climáticas”, destacou.

    Para Talita Porto, apesar dos investimentos, o setor é muito vulnerável aos efeitos físicos e econômicos das mudanças climáticas.

    “Nós estamos falando de um segmento estratégico em que qualquer queda de torre afeta tanto a geração quanto a distribuição e o consumo.”

    A presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Patricia Audi, destacou a necessária adaptação da rede de transmissão do país frente aos desafios impostos.

    “Vimos há duas semanas o Rio de Janeiro acometido por ventos de 140 quilômetros por hora [km/h], quando nós temos uma rede prevista para suportar 80 km/h. Ribeirão Preto, há três semanas, também com eventos de até 160 km/h.”

    Os extremos climáticos citados por Patrícia Audi ocorreram no final do mês de julho, quanto o El Niño previsto para 2026/2027 começou a atuar. O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e provoca alteração na circulação atmosférica tornado os volumes de chuvas irregulares.

    O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Marcio Rea, reforçou a necessidade de inovação ao destacar que as análises técnicas apontaram que os ventos de Ribeirão Preto foram do tipo redemoinho, que não apenas derrubaram, mas torceram as torres de transmissão.

    “Não tem estrutura no país ou no mundo que consegue enfrentar esse tipo de ação”, destacou.

    Diante do cenário desafiador, Rea afirmou que a articulação e os esforços conjuntos do setor serão fundamentais para fazer frente às condições que podem afetar operação e infraestrutura essenciais ao país. “O El Niño 2026 representa mais do que um evento extremo, ele evidencia a necessidade de ampliarmos a nossa capacidade de antecipação, planejamento e adaptação”, concluiu.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original