Categoria: Meio Ambiente

  • Pantanal: enfrentar mudanças climáticas depende de outros cinco biomas

    Pantanal: enfrentar mudanças climáticas depende de outros cinco biomas

    Pequeno em extensão, mas gigante em acolhimento, o Pantanal é o bioma que mais recebe influência e faz fronteira com outros ecossistemas. Ao todo são cinco: Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, no Brasil, Chaco e Bosque Chiquitano, na Bolívia e Paraguai.


    Brasília (DF), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cyntia Santos. Foto: Guilherme Kardel/WWF
    Brasília (DF), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cyntia Santos. Foto: Guilherme Kardel/WWF
    Cyntia Santos: características fazem com que o Pantanal seja grande reservatório de água, diz Cyntia Santos, do WWF-Brasil. Foto: Guilherme Kardel/WWF

    A característica faz com que o Pantanal seja um grande reservatório de água e vida que percorrem longas distâncias e alcançam a maior planície alagável do mundo. E a diversidade criada pelo encontro das águas é o que resulta na beleza natural da região, mas também é o que a torna mais vulnerável e ameaçada pelas mudanças climáticas.

    “É uma planície que depende da reação e das causas nos outros biomas e é afetado por toda essa situação. Ainda mais com as mudanças climáticas atuando também no  entorno dele”, diz Cyntia Santos, analista de Conservação do WWF-Brasil.

    De acordo com os dados do último mapa de uso e cobertura da terral, divulgado pelo Mapbiomas, em 2025 a Savana Alagada no Pantanal já tinha perdido mais de 1 milhão de hectares, na comparação com o início da série histórica em 1985.

    A área perdida corresponde a 84% do que havia de savana alagada no bioma, sendo que a maioria, 833 mil hectares, foi convertida em outros tipos de formação, como a savânica ou a campestre. Na prática, isso significa que o Pantanal está secando.

    “Partes de rios já sumiram, assorearam, lugares que a gente chama de vazantes, alguns canais que a gente chama de vazantes, que são partes que o rio enche e esvazia, hoje não tem mais e os rios estão bem fracos”, afirma o engenheiro florestal e botânico Cluadinei Terena.

    Nascido na Terra Indígena Limão Verde, no município de Aquidauana (MS), Claudinei se recorda de uma época em que a abundância de água enriquecia o solo e tornava a região propícia para plantar todo o necessário.

    “São coisas que eu aprendi de pequeno, vamos construir aqui uma casa, essa madeira, essa espécie é boa para isso. Vamos procurar umas plantas medicinais. Essa árvore aqui serve para isso, a casca, o fruto, a folha e a raiz cada um serve para alguma necessidade”, conta.

    Fazendo uso do conhecimento tradicional, Claudinei atuou no projeto de restauração 3,3 hectares de áreas de nascentes de rios dentro da Terra Indígena. O objetivo era garantir que a água que flui direto para o Pantanal, também mantivesse aquele pedaço de Cerrado produtivo.

    “Um dos exemplos que a gente apresenta aqui dentro da comunidade é o nosso sistema de cultivo. Nós sempre trabalhamos com agrofloresta sem a gente perceber. A gente sempre plantou em consórcio com alguma coisa”, explica.

    Rede

    Um pouco mais distante do Pantanal, o coletor de sementes Adauto Cândido Pereira vive na comunidade quilombola Santa Tereza, em Figueirão (MS). Integrante da Rede Flores do Cerrado, ele também reconhece na restauração das nascentes o caminho para recompor rios.

    Com a coleta consciente e comercialização das sementes, o trabalho de restauração das margens de rios vai muito além do próprio território. “A gente coleta para atender outros projetos do Estado. Somos 31 coletores e coletoras, sendo 16 mulheres e 15 homens e trabalhamos com regras básicas de coletor, de deixar 30% da semente na árvore. Não chega e pega tudo. Tem cuidado com a árvore, com o meio ambiente.”.

    Restauração

    De acordo com Cyntia Santos os dois projetos são parte das intervenções de restauração das cabeceiras de rios feitas pelo WWF-Brasil no bioma Cerrado para frear as transformações no uso da terra que causam o soterramento das nascentes e impedem o fluxo dos rios contribuintes que escoam para o Pantanal.

    “É uma consequência de atividades econômicas feitas, muitas vezes, de forma desorientada, sem experiência. Falta apoio técnico, falta incentivo”, diz Cyntia Santos.

    Segundo o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, em 30 anos de atuação da organização social no Brasil, 22 são de atuação mais intensificada no Pantanal.


    Brasília (DF), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil. Foto: Guilherme Kardel/WWF
    Brasília (DF), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil. Foto: Guilherme Kardel/WWF
    Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil, tem 22 anos de atuação intensificada no Pantanal, . Foto: Guilherme Kardel/WWF – Guilherme Kardel/WWF

    “A gente trabalha nesses territórios, nessa pegada com parceiros, sempre visando impactos locais, mas também a aprendizagem, geração de dados e conhecimento que nos permitam influenciar as políticas públicas”, explica.

    Energia

    Para restabelecer os fluxos dos rios para o Pantanal, também são desenvolvidos projetos de conscientização sobre outros usos dos corpos de água, como a instalação de pequenas centrais hidrelétricas.

    Segundo Cyntia Santos, além de fragmentarem os rios, esse tipo de investimento afeta a biodiversidade aquática e a economia regional mais vocacionada ao turismo.

    “A energia elétrica ela tem que ser por outras fontes, por exemplo, energia solar, que é uma das mais adequadas para região, já que pequenas centrais ou hidrelétricas para essa região não trazem recursos econômicos nem para governo nem para as populações locais”, diz.

    Dentro do Pantanal, ações para o enfrentamento aos incêndios florestais e a conectividade de vegetação nativa, por meio de corredores que ligam unidades de conservação já existentes, fortalecem espécies como a onça-pintada, um indicador da saúde e da integridade da biodiversidade local.

    De acordo com Cyntia, o conhecimento tradicional dos povos que habitam o bioma é peça fundamental em todo o processo de enfrentamento aos desafios. “A gente consegue com isso potencializar informações, trabalho conjunto, otimizar estratégias e juntos avançar”, conclui.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Região Sul está em alerta para fortes chuvas, vento e granizo

    Região Sul está em alerta para fortes chuvas, vento e granizo

    Nesta sexta-feira (28), a Região Sul do país está em alerta laranja de perigo para grandes volumes de chuva com trovoadas, ventos intensos de até 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo, alerta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    As áreas mais afetadas são o oeste, sudoeste, centro e sul do Paraná, todo o estado de Santa Catarina e o centro-norte do Rio Grande do Sul.

    Entre as capitais, o dia será de contraste de temperaturas, com variação entre a mínima de 15°C em Porto Alegre e a máxima de 30°C em Curitiba.

    Na Região Norte, também há aviso de perigo potencial para chuvas e ventos intensos entre o centro-oeste e o norte do Amazonas e em Roraima. Também há possibilidade de chuva isolada no Amapá, no norte e oeste do Pará.

    A temperatura mínima prevista é de 22°C em Rio Branco e a máxima, de 38°C em Porto Velho.

    No Centro-Oeste do país, um aviso amarelo de perigo potencial para vendaval está ativo no oeste, centro e sul de Mato Grosso do Sul, incluindo a capital Campo Grande. Também permanece o alerta amarelo para baixa umidade do ar durante a tarde para quase todo o restante da Região Centro-Oeste.

    Nas capitais, a temperatura mínima será de 17°C em Brasília e a máxima chega a 39°C em Cuiabá.

    No Nordeste, o dia é de muitas nuvens em grande parte da região, com pancadas de chuva isoladas ao longo da faixa litorânea do Nordeste. As chuvas também podem ocorrer no agreste da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas e de Sergipe.

    No interior da região, o dia é de sol e calor, com aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar durante a tarde no sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia.

    Os termômetros marcam mínima de 21°C em Salvador e Maceió, e máxima de 38°C em Teresina.

    A Região Sudeste tem previsão de nevoeiro no Rio de Janeiro, no sudeste de Minas Gerais e na faixa litorânea de São Paulo, além de pancadas de chuva isoladas no Espírito Santo. No litoral sul de São Paulo pode chover a partir da tarde e durante a noite.

    Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 13°C em Belo Horizonte. A máxima chega a 36°C em São Paulo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Imazon aponta desmatamento zero em 60% de terras indígenas na Amazônia

    Imazon aponta desmatamento zero em 60% de terras indígenas na Amazônia

    De agosto de 2025 a julho de 2026, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) aponta que 60% das terras indígenas (TI) na Amazônia registraram desmatamento zero. No período, o desmatamento na região alcançou uma área de 2.702 km². 

    Do total de área desmatada no bioma, apenas 1,7%, o equivalente a 46,96 km², foram registrados dentro de terras indígenas. A área desmatada alcançou apenas 40% dos territórios de povos originários e em parcelas, na sua maioria, inferiores a 1 km².

    Segundo o Imazon, os números reforçam a “importância dessas terras e de seus povos para a proteção da biodiversidade, manutenção das chuvas e controle das mudanças climáticas”.

    De acordo com os dados do instituto, os territórios com maiores áreas desmatadas foram a TI Cachoeira Seca, no Pará, que perdeu 4,44 km² no período, seguida da TI Andirá-Marau (AM/PA), com uma área afetada de 2,83 km², e TI Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, no Maranhão, com 2,53 km² desmatados.

    Unidades de conservação

    Dentro das unidades de conservação da Amazônia, o desmatamento representou 9% do total do bioma, o equivalente a 239,76 km². Entre as áreas protegidas mais desmatadas no bioma estão a APA Triunfo do Xingu (PA), que perdeu 90,87 km² de vegetação nativa, seguida da Flona de Altamira (PA) e da Resex Chico Mendes, no Acre, que tiveram, respectivamente, 25,96 km² e 17,24 km² desmatados.

    Estados

    Em números gerais, os estados mais atingidos foram o Pará, Mato Grosso e Amazonas, com perdas de 818 km², 565 km² e 495 km², respectivamente.

    A pesquisadora do Imazon Manoela Athaide ressalta que apesar de figurarem entre os que mais desmatam, os três estados apresentaram uma diminuição no desmatamento na comparação com o calendário do ano anterior.

    “Por possuírem os maiores territórios, esses estados estão com frequência entre os três que mais desmatam, alternando as colocações ao longo dos anos”, destaca

    Histórico

    Em relação a série histórica, iniciada em 2007, o calendário deste ano apresentou o menor índice de desmatamento para a Amazônia dos últimos 11 anos. 

    Na comparação com agosto de 2024 e julho de 2024, quando houve desmatamento de 3.503 km², a redução foi de 23%.

    O Sistema de Alerta de Desmatamento também monitora as áreas degradadas na Amazônia afetadas por fogo ou extração seletiva de madeira, onde parte da vegetação nativa permanece, mas há prejuízo ao funcionamento dos ecossistemas.

    De agosto de 2025 a julho de 2026, a Amazônia teve 2.577 km² de área degradada, o que representou uma queda de 93% na comparação com o calendário anterior, quando o bioma teve 35.229 km² degradados.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sul e Sudeste terão dia de chuva, trovoadas e tempestades

    Sul e Sudeste terão dia de chuva, trovoadas e tempestades

    A formação de áreas de baixa pressão sobre o estado do Rio Grande do Sul aumenta a instabilidade, nesta quinta-feira (27), causando chuva e trovoadas em quase todo o estado e chegando ao sul de Santa Catarina, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    Um aviso laranja de perigo alerta para tempestades na região, incluindo a capital Porto Alegre. A partir do centro-oeste de Santa Catarina até o centro-sul paranaense, o aviso é amarelo de perigo potencial.

    Entre as capitais, a temperatura mínima na Região Sul será de 11°C em Porto Alegre e a máxima prevista é de 24°C em Curitiba.

    No Sudeste do país, há previsão de pancadas de chuva com trovoadas isoladas no centro-leste de Minas Gerais, oeste do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, onde está ativo um alerta laranja de perigo para tempestades.

    Também pode haver chuva isolada no norte e oeste de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro e nordeste de São Paulo.

    A temperatura mínima nas capitais será de 14°C em Belo Horizonte e a máxima esperada é de 30°C em São Paulo.

    No Centro-Oeste, um aviso laranja de perigo alerta para baixa umidade do ar no leste de Mato Grosso e no noroeste e norte de Goiás.  O aviso se estende para o centro-norte de Mato Grosso do Sul, centro-oeste e sul de Goiás, Distrito Federal e demais áreas de Mato Grosso com menor intensidade, portanto é um alerta amarelo de perigo potencial.

    Há possibilidade de chuva isolada para o leste de Goiás e o Distrito Federal. A temperatura nas capitais deve variar entre 17°C em Brasília e 40°C em Cuiabá.

    No Nordeste, pode chover na faixa litorânea entre Salvador e o litoral norte do Rio Grande do Norte. No Ceará, o céu estará encoberto por muitas nuvens, mas sem previsão de chuva significativa.

    O calor e o tempo seco deixam ativo um aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar no oeste da Bahia e extremo sul do Maranhão e do Piauí. Na região central do Maranhão e do Piauí, centro-sul do Ceará, sudoeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba e de Pernambuco e centro-norte da Bahia, o aviso é amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar.

    Os termômetros marcam mínima de 20°C em Teresina, onde também está prevista a máxima de 38°C.

    No Norte do Brasil, há previsão de pancadas de chuva com trovoadas isoladas no centro-sul, oeste e norte do Amazonas e em Roraima. No noroeste do Pará, há possibilidade de chuva isolada.

    Para o centro-sul do Tocantins, há aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar, que perde força nas demais áreas do estado e sul do Pará, onde o aviso é amarelo de perigo potencial.

    A temperatura mínima prevista nas capitais é de 22°C em Rio Branco e a máxima de 39°C em Palmas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Bacia-esponja pode ser uma alternativa contra inundações

    Bacia-esponja pode ser uma alternativa contra inundações

    Imagens impressionantes de uma enxurrada na região entre o Nepal e Tibet, na Ásia, atravessaram o mundo. E no Brasil, fizeram recordar as enchentes ocorridas nos últimos anos, em diferentes regiões. Com mais frequência e intensidade, os extremos climáticos têm a mesma origem, o aquecimento global.

    Segundo Cecília Herzog, paisagista urbana da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (Recn), as mudanças climáticas exigem adaptações que vão além das áreas urbanas. É preciso pensar o processo hidrológico como um todo e adaptar as bacias hídricas, avalia.

    “A água não respeita as nossas decisões políticas ou nossas convenções e fronteiras, o limite da natureza é outro, tem os seus processos e fluxos que correm na paisagem”, diz.

    A partir dessa ideia, a especialista propõe a adoção de um modelo chamado bacia-espoja, que seria uma adaptação do conceito de cidade-esponja, difundido pelo arquiteto chinês Yu Kongjian, no início dos anos 2000, de tratar os próprios cursos dos rios em vez de adaptar as cidades para absorver, reter e reutilizar a água da chuva por meio de soluções baseadas na natureza. 

    “Na hora que você passa a tratar a bacia hidrográfica como uma unidade de planejamento, que é a unidade ideal, você tem que começar na cabeceira e terminar na foz, e passando por ele todo, e ao longo não apenas do curso do rio, mas de todas as áreas periféricas que vão de alguma maneira impactar o que acontece”, explica.

    Para a especialista em soluções baseadas na natureza Juliana Baladelli Ribeiro, gerente da Fundação Grupo Boticário, retardar o escoamento na própria estrutura do rio é mais eficaz do que pensar apenas nos efeitos das chuvas atingindo as cidades.

    “O excesso de chuva que causa transtornos nas cidades muitas vezes não caiu diretamente ali. A água vem sendo acumulada ao longo da bacia hidrográfica, chegando pelos rios”, explica.

    Na prática, as principais intervenções seriam proteger as nascentes nas partes mais altas das bacias hidrográficas e recuperar as florestas nas margens dos rios, para manter a conectividade natural da vegetação por meio dos fluxos de água.

    Juliana entende que a intervenção nas bacias não exclui ações nas cidades, onde também é necessário dar vazão aos fluxos acumulados e aumentados por chuvas intensas. 

    Ela propõe “ter espaços como parques urbanos, jardins de chuva, praças úmidas, que ajudam a assegurar essa água e permita então que a água da chuva volte aos poucos para o seu fluxo natural”.

    De acordo com as especialistas, a gestão integrada das bacias hidrográficas a partir do conceito de bacia-esponja já demonstram resultados bem-sucedidos em vários países, mas é preciso adequar as soluções a cada lugar e aos fatores naturais de cada região.

    “Não podemos pensar em importar modelos. É necessário pensar como que a gente vai transformar essas paisagens de extremamente vulneráveis a paisagens mais resilientes, cocriando com o conhecimento local”, defende Cecília Herzog.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Degelo e seca avançam sobre Ásia Central e pequenos países insulares

    Degelo e seca avançam sobre Ásia Central e pequenos países insulares

    Dois relatórios lançados nesta quarta-feira (26) alertam que os pequenos países insulares em desenvolvimento (SIDS, na sigla em inglês) e a Ásia Central estão sofrendo pressões sem precedentes sobre recursos hídricos, saúde do solo e clima.

    No total, são mais de 50 países e territórios afetados. As duas publicações foram apresentadas oficialmente na 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que está sendo realizada em Ulaanbaatar, capital da Mongólia.

    Os textos fazem parte do Global Land Outlook (GLO), principal publicação da convenção das Nações Unidas sobre a terra (UNCCD). O documento geral teve duas versões até agora, o GLO1 de 2017 e GLO2 de 2022, e seis relatórios regionais. Entre elas, o da América Latina. 

    Ásia Central

    A Ásia Central é formada por Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão. A imagem de outros tempos, de estepes vastas e oásis férteis, está deixando de existir.

    A região é considerada um dos epicentros mundiais da degradação do solo. Mais de 80 milhões de hectares, ou mais de um quarto, já estão degradados. O problema atinge 30% da população ou 24 milhões de pessoas. O cálculo da UNCCD é de que, a cada ano, essa degradação provoque perdas entre dois e seis bilhões de dólares. 

    A Ásia Central também está aquecendo duas vezes mais do que a média global. As geleiras,  que antes eram as “torres de água” da região, encolheram 30% em apenas cinquenta anos.

    Países insulares

    Os SIDS incluem 39 países e 18 territórios no Caribe, oceanos Pacífico, Atlântico e Índico, além do Mar do Sul da China. Cerca de 18,8 milhões de hectares de terra, ou 16,5% de sua área total combinada, estão degradados em diferentes graus, ligeiramente acima da média global.

    Mais de 70%  deles enfrentam problemas de escassez de água e 43% da área total estão sendo afetados pela seca. Desses, 3% sofreram seca severa e 6% seca extrema. A área total afetada pela seca extrema aumentou 30% entre os períodos de 1961/1970 e 2014/2023.

    Estima-se que 16,3 milhões de pessoas enfrentem insegurança alimentar grave, com 11,5 milhões de pessoas subnutridas.

    Estes países recebem cerca de US$ 2 bilhões em financiamento público para adaptação por ano, o que equivale a aproximadamente 0,2% do financiamento climático global total. Os pesquisadores estimam que os países precisarão de pelo menos US$ 11,7 bilhões anualmente para fins de adaptação, quase seis vezes o nível atual de financiamento.

    A secretária executiva da UNCCD, Yasmine Fouad, disse que apesar das diferenças, tanto Ásia Central como os SIDS mostram vulnerabilidades, mas ainda estão em situação possível de melhora.

    “ A prioridade agora é acelerar esse progresso, ao investir na gestão responsável da terra, fortalecendo a cooperação regional e internacional e garantindo que as pessoas e os ecossistemas permaneçam no centro das decisões de desenvolvimento”, afirma Yasmine.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Centro-Oeste tem três alertas ativos para chuvas e baixa umidade

    Centro-Oeste tem três alertas ativos para chuvas e baixa umidade

    O Centro-Oeste, Sudeste e norte da Região Sul permanecem nesta quarta-feira (26) com alerta amarelo de perigo potencial para chuvas e trovoadas, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    Pode ocorrer tempestades especialmente no Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

    No Centro-Oeste do país há três alertas ativos. Um deles é amarelo de perigo potencial para tempestade no centro-sul do Mato Grosso do Sul, incluindo a capital Campo Grande.

    Os outros dois avisos são para baixa umidade do ar, sendo um laranja de perigo no leste e nordeste de Mato Grosso, noroeste e norte de Goiás e outro amarelo de perigo potencial nas demais áreas de Mato Grosso e Goiás, e no Distrito Federal.

    A temperatura mínima prevista é de 19 graus Celsius (°C) em Campo Grande e Brasília. A máxima chega a 39°C em Cuiabá.

    Na Região Norte, o aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar chega ao centro-sul de Tocantins, incluindo a capital Palmas. Há previsão de pancada de chuva isolada no norte do Amazonas e do Pará e em Roraima.

    Já no Acre, Rondônia e demais áreas do Amazonas e no Amapá pode ocorrer chuva isolada.

    Os termômetros nas capitais marcam mínima de 22°C em Palmas e a máxima chega a 38°C em Porto Velho.

    No Nordeste brasileiro, o dia é de poucas nuvens, com alerta laranja de perigo para baixa umidade do ar no extremo sul do Maranhão, sul do Piauí e noroeste da Bahia. A umidade melhora em direção ao centro do Maranhão, grande parte do Piauí, centro-sul do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco, e para as regiões norte e central da Bahia, onde o aviso é amarelo de perigo potencial.

    Há possibilidade de chuva isolada no leste de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. No litoral da Bahia, a chuva isolada pode ocorrer durante a noite.

    A temperatura entre as capitais será de 19°C a mínima, e 37°C a máxima, ambas em Teresina.

    No Sudeste instabilidades provocam chuvas isoladas em São Paulo, Rio de Janeiro, triângulo mineiro e sul de Minas Gerais, pela manhã.

    Durante a tarde, nessas regiões podem ocorrer chuvas mais intensas com trovoadas, inclusive no Espírito Santo. Durante a noite pode chover em todas as capitais da região.

    A temperatura mínima será de 15°C em São Paulo, e a máxima pode chegar a 30°C em Belo Horizonte.

    A Região Sul também está sob o alerta amarelo de perigo potencial para chuvas e trovoadas principalmente no Paraná e no centro-norte de Santa Catarina. No extremo sul do Rio Grande do Sul, divisa com o Uruguai, a nebulosidade aumenta com possibilidade de chuva isolada. Nas demais áreas o dia será de sol e poucas nuvens.

    Nas capitais, a temperatura mínima prevista é de 11°C em Porto Alegre, e a máxima de 27°C também em Porto Alegre.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Entidade cobra compromisso de candidatos com direitos da natureza

    Entidade cobra compromisso de candidatos com direitos da natureza

    A proteção dos ecossistemas e a justiça socioambiental são as principais pautas apresentadas pela Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza, a Mãe Terra, em carta-compromisso direcionada aos candidatos às eleições de 2026.

    Segundo Luiz Felipe Lacerda, secretário executivo do Observatório de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (Olma), que integra a entidade, o objetivo é reunir aliados para rever a legislação brasileira tornando a natureza sujeito de direitos fundamentais. A entidade é uma rede nacional de organizações sociais que lutam pelo reconhecimento legal da natureza como sujeito de direitos no Brasil.

    “Porque sem os legisladores e sem os executores a gente não consegue aprovar as leis que favorecem a natureza como sujeito de direitos e nem colocar isso em prática”, diz Lacerda.

    A adesão dos candidatos é voluntária e significa um compromisso público de defender o reconhecimento dos direitos da natureza durante o exercício do mandato, caso seja eleito. “Isso faz com que depois de eleitos, com os mandatos, a gente possa retomar esse contato e fazer alianças necessárias para que as peças legislativas possam avançar.”

    Um exemplo é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que já entrou em debate no Congresso Nacional, mas ainda aguarda novas assinaturas para começar a tramitar no Legislativo.

    “A proposta dá uma revisitada no Artigo 225 da Constituição Federal, que garante um meio ambiente saudável para todos, e em outros artigos também, tirando um pouco o foco antropocêntrico da legislação e ampliando a compreensão de dignidade de direitos para outros seres”, explica Lacerda.

    De acordo com o coletivo, essa visão mais ampla busca preservar a vida como um todo no planeta diante de grandes desafios impostos pela crise climática.

    Segundo Lacerda, por essa razão, o tema está estritamente vinculado aos direitos dos territórios dos povos originários, que trazem o olhar sobre o cuidado do bem comum.

    “Então, a gente não consegue compreender que a defesa da natureza como sujeito de direito esteja dissociada da defesa dos territórios, do debate do marco temporal, da mineração em terras indígenas e da extração de petróleo na Amazônia.”

    Para aderir à carta-compromisso é necessário acessar o formulário na página da articulação.

    Histórico

    Criado em 2020, o coletivo de organizações da sociedade civil Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza – a Mãe Terra já atua na incidência política em defesa da natureza como “sujeito de direitos” há quatro eleições. Segundo Lacerda, o engajamento de candidatos eleitos é significativo.

    “Temos uma métrica bem importante, de mais ou menos uns 35 a 40 mandatos que geralmente assinam a carta. Existem algumas figuras políticas que já acompanham esse tema há bastante tempo e outras que a gente vai cativando e angariando ao longo do caminho”, conclui.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Marinha emite aviso de ressaca no litoral de São Paulo e do Rio

    Marinha emite aviso de ressaca no litoral de São Paulo e do Rio

    A Marinha do Brasil emitiu alerta de ressaca que prevê ondas de até 3 metros de altura no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro. O alerta, ativo desde segunda-feira (24), segue até quinta (27). 

    O trecho sob aviso abrange todo o litoral entre Ilhabela (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ).

    Defesas civis e õrgãos competentes das regiões afetadas recomendam cuidado.  

    Entre as recomendações estão evitar o banho de mar e o acesso a costões, mirantes ou áreas rochosas expostas às ondas. Também é recomendado não pedalar na orla se as ondas estiverem alcançando as ciclovias. 

    Além disso, pequenas e médias embarcações devem suspender a navegação durante todo o período de vigência do aviso.

    Esportes aquáticos como surf, bodyboard, canoagem ou stand-up paddle em mar aberto não são recomendados.

    Moradores e frequentadores da faixa de areia devem atenção dobrada para a subida da maré e o avanço de ondas sobre o calçadão ou vias litorâneas.

    Em caso de acidentes no mar, a orientação é não tentar resgatar vítimas por conta própria. Acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil promete restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030 

    Brasil promete restaurar 163 mil km² de terras degradadas até 2030 

    O Brasil apresentou nesta terça-feira (25) as primeiras metas de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN, na sigla em inglês). A promessa é restaurar mais de 163 mil quilômetros quadrados (km²) até 2030. O anúncio foi feito durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), em Ulaanbaatar, na Mongólia.

    Para chegar a esse número, estão previstas iniciativas para recuperar a vegetação nativa, investimento em sistemas agroflorestais, além de ações em unidades de conservação, territórios indígenas, áreas de preservação permanente e bacias hidrográficas.

    As metas LDN são compromissos voluntários que os países assumem para garantir aumento ou manutenção da quantidade de terras saudáveis e produtivas em seu território.

    O Brasil usa como referência o ano de 2020, quando detinha 55,7 milhões de hectares com tendência à degradação. Ou seja, para cumprir o compromisso de neutralidade, precisa chegar em 2030 com, pelo menos, o mesmo número.

    Também estão previstas ações de prevenção, conservação e manejo sustentável em outros 3,51 milhões de km². Assim, o número oficial das metas LDN é de 3,67 milhões de km², por incluir tanto a área de restauração quanto à de conservação.

    O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, disse que o Brasil tem sido proativo em favor da convenção, para que o grupo obtenha ainda mais capacidade de mobilizar os países.

    “A cada dia que passa, crescem as áreas sujeitas à seca e à degradação da terra em vários países. Portanto, é uma ação decisiva de cooperação internacional contra a desertificação.”

    A representante regional da UNCCD na América Latina e Caribe, Laura Meza, disse que a meta voluntária brasileira posiciona a América Latina como uma das regiões com o maior volume territorial de compromisso de sustentabilidade do solo do planeta. Os benefícios, segundo ela, alcançam diferentes dimensões. 

    “Restaurar não tem apenas um impacto ambiental, tem impacto na agricultura e na restauração socioprodutiva. Não se pode separar esse impacto ambiental da vida das pessoas”, disse Meza.

    A diretora adjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Nora Barahona, disse que o país tem a responsabilidade de cumprir as metas e ser uma referência global.

    “Precisamos do apoio do Brasil para apoiar outros países-membros, para construir uma solidariedade dentro da região e internacionalmente. Para que outros sigam o exemplo maravilhoso que vocês estão dando”, disse Nora.

    Atraso

    Dos 196 países membros da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), 131 comprometeram-se a estabelecer metas de LDN, entre eles, o Brasil. Mas a apresentação oficial do país veio com quase 10 anos de atraso.

    O conceito de LDN foi oficialmente formalizado pela ONU em 2015, e o processo de recebimento das metas dos governos nacionais começou em 2017.

    O Brasil instituiu em 2015 a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca por meio da Lei nº 13.153. Nesse contexto, foi criada a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD). 

    No ano seguinte, ela ficou inativa e foi extinta em 2019. A comissão foi retomada e reorganizada em 2024, por meio do Decreto nº 11.932.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original