Categoria: Internacional

  • Terremoto de magnitude 7,2 atinge sul do Peru

    Terremoto de magnitude 7,2 atinge sul do Peru

    Um forte terremoto de magnitude 7,2 foi registrado na tarde desta quinta-feira (20), na região de Ayacucho, no sul do Peru, segundo relatórios oficiais do Instituto Geofísico do Peru (IGP).

    Até o momento, os órgãos de resposta e as instituições de gestão de risco não relataram mortos, feridos ou danos materiais significativos.

    O evento sísmico ocorreu às 13h (horário local), com epicentro localizado a 35 quilômetros ao norte do distrito de Coracora, na província de Parinacochas.

    O tremor durou cerca de um minuto e foi sentido em diversas regiões, inclusive em Lima. O relatório técnico do IGP detalha que o tremor teve uma profundidade de 108 quilômetros, sendo classificado como um evento de foco intermediário.

    Devido a essa profundidade, as ondas sísmicas se propagaram por várias regiões do país. A ocorrência de tsunami foi descartada.

    Na localidade de Coracora, a intensidade do sismo atingiu os níveis III-IV na escala de Mercalli, sendo claramente sentido pela população no interior das residências.

    Equipes do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci) e autoridades locais continuam fazendo avaliações de campo nas comunidades rurais próximas ao epicentro para descartar danos a infraestruturas vulneráveis.

    O Indeci reiterou as medidas de prevenção para a população diante da possibilidade de réplicas, recomendando manter a calma, identificar as áreas de segurança interna nas residências e manter preparadas as mochilas de emergência.

    As autoridades lembraram que o Peru está situado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta, devido à interação contínua das placas continentais.

    As equipes do IGP e do sistema de gestão de desastres continuam monitorando a região andina em tempo real para atualizar os relatórios à medida que avançam as inspeções na província de Parinacochas e nas áreas adjacentes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões após governos Trump e Biden

    Dívida dos EUA ultrapassa US$ 40 trilhões após governos Trump e Biden

    A dívida total dos EUA ultrapassou os US$ 40 trilhões pela primeira vez, informou o Departamento do Tesouro nesta quarta-feira (20), gerando novos alertas de que uma crise fiscal está se formando, à medida que os custos crescentes dos programas de proteção social e os pagamentos de juros superam em muito as receitas, prejudicadas pelos cortes de impostos.

    O último balanço diário de caixa e dívida do Tesouro mostrou que a dívida pública total em circulação era de US$ 40,047 trilhões na terça-feira, valor que inclui títulos do Tesouro detidos pelo público, no montante de US$ 32,266 trilhões, e dívida intragovernamental, no valor de US$7,782 trilhões.

    A dívida do governo federal mais que dobrou em menos de uma década, partindo de US$ 19,95 trilhões quando o presidente Donald Trump tomou posse pela primeira vez, em janeiro de 2017.

    Aproximadamente um terço desse aumento ocorreu durante dois anos de endividamento frenético do governo para financiar as respostas à pandemia da Covid-19 empreendidas por Trump e pelo ex-presidente Joe Biden, enquanto as escolhas de política fiscal de ambos os presidentes, combinadas com desequilíbrios de longa data entre receitas e gastos, foram responsáveis pelo restante.

    Grupos de fiscalização orçamentária vêm prevendo a ultrapassagem desse limite há semanas e emitiram alertas severos de que uma crise de dívida em grande escala poderia eclodir, a menos que os parlamentares enfrentem um panorama fiscal insustentável e aumentem os impostos, cortem gastos ou ambos.

    “A dívida de US$ 40 trilhões não existe apenas nos livros contábeis do governo; ela se faz sentir em toda a economia e, de uma forma ou de outra, chega ao bolso das pessoas”, disse Maya MacGuineas, presidente do Comitê para um Orçamento Federal Responsável, uma organização apartidária.

    “Quanto mais contraímos dívidas, mais agravamos a inflação, prejudicamos outras prioridades no orçamento e nos tornamos vulneráveis a emergências internas e turbulências no exterior”, disse MacGuineas em um comunicado, logo após a divulgação dos dados do Tesouro.

    Ela observou que o valor de US$ 40 trilhões foi atingido menos de cinco meses depois que a dívida chegou a US$39 trilhões e quadruplicou em menos de 20 anos, considerando que levou até 1981 para atingir US$ 1 trilhão pela primeira vez. “É impressionante como o declínio fiscal de uma potência global pode se tornar previsível”, acrescentou MacGuineas.

    Os credores globais dos EUA podem já estar ficando cautelosos.

    Dias após um leilão de US$ 25 bilhões em títulos do Tesouro de 30 anos ter sido realizado com o maior rendimento desde 2021, os rendimentos dos chamados títulos de longo prazo atingiram na terça-feira seus níveis mais altos em quase duas décadas, à medida que os investidores exigiram maior remuneração diante da forte emissão de títulos do governo dos EUA.

    Nesta quarta-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, tomou uma medida ousada para conter os rendimentos dos títulos de longo prazo, anunciando a duplicação do volume de recompra de títulos do Tesouro de 10 a 30 anos para pelo menos US$4 bilhões por operação.

    O prêmio de prazo dos títulos do Tesouro de 10 anos — uma medida de quanto do rendimento total do título é atribuído ao risco percebido de mantê-los por uma década — subiu nesta semana para o maior nível em mais de uma dúzia de anos.

    Em meio a tudo isso, a demanda por títulos da dívida dos EUA por parte de investidores estrangeiros — que detêm quase um terço de todos os títulos do Tesouro — vem diminuindo ao longo do último ano, deixando mais títulos à disposição de compradores mais sensíveis aos preços, o que pode agravar a volatilidade do mercado, escreveu na terça-feira John Canavan, analista-chefe de mercados financeiros do grupo de Serviços Macroeconômicos e de Investidores da Oxford Economics.

    Gastos​ com pandemia e muito mais 

    O Tesouro divulgou na semana passada o quarto maior déficit mensal da história dos EUA — US$ 432 bilhões em julho —, à medida que os reembolsos de tarifas tornaram as receitas alfandegárias negativas pelo terceiro mês consecutivo e os gastos com benefícios da Previdência Social e do Medicare para idosos continuaram a crescer.

    O déficit dos primeiros 10 meses do ano fiscal de 2026 já ultrapassou o déficit total de todo o ano fiscal de 2025, faltando ainda dois meses para o fim do ano fiscal atual.

    Trump tem ignorado em grande parte o número cada vez menor de defensores da austeridade fiscal em seu Partido Republicano, defendendo gastos elevados ao longo de seus dois mandatos.

    A dívida pública aumentou em US$ 7,8 trilhões durante o primeiro mandato de Trump, com mais da metade desse montante acumulada durante a resposta à pandemia nos últimos nove meses de seu mandato.

    Desde que Trump assumiu o cargo pela segunda vez, em janeiro de 2025, o endividamento dos EUA aumentou em US$ 3,8 trilhões, totalizando um crescimento de US$ 11,6 trilhões em seus dois mandatos até o momento.

    A dívida pública aumentou em US$ 8,4 trilhões durante o mandato de Biden, também marcado por gastos elevados com a recuperação da covid-19, mas impulsionado igualmente por despesas de grande porte com investimentos em infraestrutura, subsídios para energia limpa e outras prioridades defendidas pelo Partido Democrata.

    O Comitê para um Orçamento Federal Responsável estima que as escolhas políticas de Trump e Biden tenham elevado a trajetória da dívida federal além do que teria sido acumulado de acordo com as leis de gastos vigentes quando cada um deles assumiu o cargo.

    Por exemplo, o pacote legislativo histórico do segundo mandato de Trump — a Lei “One Big Beautiful Bill” — acrescentará mais US$ 4,7 trilhões à dívida, de acordo com o Escritório de Orçamento do Congresso, órgão não partidário responsável pela contabilidade dos parlamentares federais.

    Trump caracterizou seu segundo mandato como focado na redução de custos, marcado por cortes iniciais de empregos em órgãos federais ordenados pelo Departamento de Eficiência Governamental. Mas grande parte de suas reduções de gastos teve como alvo os chamados programas “discricionários”, a menor parcela do orçamento federal.

    Os EUA gastam cerca de US$ 7 trilhões anualmente, e 60% desse montante é destinado aos chamados programas “obrigatórios”, incluindo pagamentos para a Previdência Social, o Medicare, o Medicaid e os cuidados aos veteranos, que geralmente aumentam para acompanhar o custo de vida.

    O valor de US$ 1,1 trilhão é destinado ao pagamento dos juros da dívida dos EUA, cujo custo aumenta à medida que a dívida se acumula e as taxas de juros sobem.

    O orçamento do ano fiscal de 2025 marcou a primeira vez que os custos do serviço da dívida ultrapassaram o financiamento do Pentágono. Nos primeiros 10 meses do ano fiscal de 2026, os custos com juros superaram os gastos com assistência médica do Medicare, tornando-se o segundo maior item do orçamento federal, atrás apenas do sistema de aposentadoria da Seguridade Social.

    Os EUA estão gastando mais com aposentadorias e assistência médica da geração “baby boom“, pressionando os fundos da Seguridade Social e do Medicare, enquanto as receitas de impostos sobre salários e renda continuam insuficientes para cobrir as despesas federais.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Proliferação de satélites põe em risco observações astronômicas

    Proliferação de satélites põe em risco observações astronômicas

    À medida que milhares de novos satélites entram em órbita, os astrônomos podem enfrentar dificuldades crescentes para observar o cosmos, de acordo com estudo do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que opera telescópios no norte do Chile.

    O estudo constatou que as propostas atuais para lançar mais de 1,7 milhão de satélites em órbita, incluindo alguns muito brilhantes, prejudicariam substancialmente as falas astronômicas. Atualmente, há cerca de 15 mil satélites em órbita.

    Rastros brilhantes de luz deixados pelos satélites podem interferir no funcionamento dos observatórios e na qualidade das fotografias do céu noturno.

    “Cada um desses satélites, ao cruzar o campo de visão de um telescópio, deixa uma linha brilhante”, disse o astrônomo do ESO Olivier Hainaut, autor do estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics.

    Um único rastro de luz pode ser um incômodo menor, mas quando o número se multiplica, podem surgir problemas graves. Cada rastro obscurece uma pequena parte da visão do espaço pelo telescópio, disse Hainaut.

    A indústria global de satélites cresceu dramaticamente desde 2019, impulsionada por serviços de internet como o Starlink, da SpaceX de Elon Musk, e o Leo, da Amazon.

    As conclusões do estudo basearam-se em simulações realizadas no Observatório de Paranal, no Deserto de Atacama, no Chile. Um modelo examinou uma constelação de até 1 milhão de satélites, com milhares de objetos iluminados visíveis acima do Very Large Telescope (VLT) do ESO no Atacama logo após o pôr do Sol.

    Hainaut disse que o impacto dependeria tanto do número quanto do brilho dos satélites em órbita.

    “Se houver 100 mil, esse é um nível de impacto suportável”, disse Hainaut.

    Se houver 300 mil, alguns telescópios poderiam ficar privados da maior parte de seus dados, acrescentou.

    Apesar das preocupações, os pesquisadores afirmaram que os benefícios dos serviços de internet via satélite não devem ser minimizados e que o desafio está em equilibrar os avanços tecnológicos com as descobertas científicas.

    “O problema é que esse tipo de pesquisa leva tempo, mas os satélites já estão sendo lançados”, afirmou.

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  • Democrata da Flórida vence primárias para Senado dos Estados Unidos

    Democrata da Flórida vence primárias para Senado dos Estados Unidos

    A democrata socialista Angie Nixon conquistou vitória inesperada nessa terça-feira (18) nas primárias democratas da Flórida para o Senado dos Estados Unidos (EUA), enquanto eleitores em vários estados escolhiam candidatos para as eleições que determinarão o controle do Congresso.

    O resultado surpreendente foi o mais recente de uma série de vitórias de candidatos progressistas insurgentes nas disputas democratas deste ano. Muitos eleitores do partido estão cada vez mais frustrados com a cúpula partidária, que consideram muito antiquada e ineficaz na oposição ao presidente republicano Donald Trump.

    Embora o movimento tenha despertado entusiasmo na ala de esquerda do partido, analistas alertam que isso pode complicar a campanha para conquistar o controle da Câmara dos Deputados e do Senado em novembro, quando membros de ambos os partidos e independentes irão às urnas.

    Nenhuma divisão desse tipo ficou evidente no Alasca, onde a democrata Mary Peltola obteve mais votos do que o senador republicano em exercício, Dan S. Sullivan, nas incomuns primárias apartidárias do estado para o Senado dos EUA.

    Os democratas veem a disputa como uma de suas melhores oportunidades de conquistar uma das quatro cadeiras de que precisam para obter o controle da Câmara, composta por 100 cadeiras, nas eleições de meio de mandato de novembro.

    A corrida pelo Senado na Flórida não é vista como promissora para os democratas. O estado, que já foi um dos mais disputados, tem se tornado cada vez mais republicano nos últimos anos, e analistas afirmam que a vitória de Nixon provavelmente o coloca ainda mais fora de alcance.

    Angie Nixon, de 42 anos, tem atuado ativamente no movimento sindical da Flórida e foi repreendida este ano por interromper uma votação na Câmara dos Deputados da Flórida ao protestar contra a legislação de redistritamento congressional com um megafone rosa. Ela derrotou o ex-funcionário de segurança nacional Alex Vindman, que ganhou destaque em 2019 ao testemunhar, perante o Congresso, durante o primeiro processo de impeachment do presidente republicano Donald Trump.

    Vindman arrecadou 16 vezes mais dinheiro do que Nixon, e analistas afirmaram que ele provavelmente teria mais chances de derrotar a senadora republicana em exercício Ashley Moody nas eleições gerais de novembro. O vencedor completará os dois anos restantes do mandato do ex-senador da Flórida Marco Rubio, que agora ocupa o cargo de secretário de Estado de Trump.

    * (Reportagem adicional de Andrew Goudsward)

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  • Comércio com Sudeste Asiático deve superar EUA e Europa, diz ministro

    Comércio com Sudeste Asiático deve superar EUA e Europa, diz ministro

    Ao receber o representante da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Brasília, nesta terça-feira (18), o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, projetou que o comércio do Brasil com o Sudeste Asiático deve superar os negócios com os Estados Unidos (EUA) e com a União Europeia (UE) “num futuro próximo”.  

    O chanceler lembrou que o comércio brasileiro com a Asean, bloco que reúne 11 países asiáticos, aumentou 10 vezes entre 2003 a 2025, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões.

    “Nesse ritmo, o intercâmbio comercial deverá ultrapassar aquele com parceiros tradicionais do Brasil, como os EUA ou a União Europeia, no futuro próximo. O Brasil já exporta mais para a Singapura do que para a Alemanha. Exporta mais para a Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia do que para a França”, disse.

    A fala ocorreu após reunião com secretário geral da Asean, o cambojano Kao Kim Hourn, em uma agenda para aprofundar as relações com o sudeste asiático. Entre os Estados membros da associação estão Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste e Camboja.

    O encontro do ministro Mauro Vieira com a Asean ocorre em meio ao recente tarifaço dos EUA contra parte das exportações brasileiras, em um contexto em que o Brasil tenta diversificar exportações para minimizar os impactos econômicos do tarifaço de Donald Trump. 

    Vieira manifestou ainda o interesse do Brasil se tornar um “parceiro de diálogo” da Asean, condição hoje restrita aos EUA, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coréia do Sul.

    “Nossas regiões partilham o interesse em promover o desenvolvimento sustentável, ampliar os fluxos de comércio e investimentos e em fortalecer o Sul Global”, disse Vieira.

    Convite do Brasil

    O representante da Asean Kao Kim Hourn visita o Brasil a convite do governo brasileiro com agendas que vão de hoje até a próxima sexta-feira (21) e previsão de encontros com ministros de Estado, empresários e acadêmicos.

    Na reunião do Itamaraty, o secretário-geral Kao Kim Hourn destacou que espera estreitar as relações com o Brasil. 

    “A Asean atribui grande importância à parceria com o Brasil. Desenvolvemos uma das relações mais dinâmicas e sustentáveis ​​na América Latina”, disse o secretário-geral.

    Para Kao Kim, o Brasil e a Asean podem desenvolver parcerias na área econômica, via comércio e investimentos, assim como nas áreas de inovação, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, agricultura, energia renovável e ação climática.

    “Ressalto ainda que a Asean e o Brasil compartilham um forte compromisso com o multilateralismo baseado em regras, o diálogo e a cooperação internacional. Esse é um ponto fundamental para que países desenvolvidos e emergentes enfrentem juntos seus desafios comuns”, completou o cambojano.

    Nos últimos 10 anos, os países da Asean duplicaram seus Produto Interno Brutos (PIBs), passando de US$ 2,5 bilhões para US$ 4,5 bilhões, considerando todos os Estados-membros. Juntos, eles somam mais de 700 milhões de habitantes. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Tremores voltam a atingir Granada, na Espanha

    Tremores voltam a atingir Granada, na Espanha

    Tremores de terra voltaram a afetar a cidade de Granada, no sul da Espanha, na madrugada desta terça-feira (18). Segundo o Instituto Geográfico Nacional (IGN), aos menos quatro terremotos de magnitudes entre 3,9 e 4,8 na escala Richter foram sentidos nas últimas horas.


    Cracks on a damaged tower in the aftermath of an earthquake that struck southern Spain, in Granada, Spain, August 18, 2026. REUTERS/Fermin Rodriguez
    Cracks on a damaged tower in the aftermath of an earthquake that struck southern Spain, in Granada, Spain, August 18, 2026. REUTERS/Fermin Rodriguez
    Torre com rachaduras após tremor em Granada, na Espanha REUTERS/Fermin Rodriguez – Reuters/Fermin Rodriguez/proibida reprodução

    De acordo com o instituto, desde a última sexta-feira (14), já foram registrados 432 tremores de terra na região que se estende por entre 2 e 12 quilômetros ao sul da cidade de Granada.

    A maioria das ocorrências é considerada leve e algumas sequer chegaram a ser sentidas. Outras, contudo, como a do último sábado, causou estragos e assustou a população e os turistas que visitavam a região – um importante destino turístico espanhol.

    “Os maiores terremotos registrados até o momento, de 4,8 graus, ocorreram em 14 de agosto, às 23h04 (horário local, 18h04 em Brasília), e às 8h37 (03h37 no Brasil), com epicentro nas localidades de Alhendín, profundidade superficial, mas amplamente sentidos”, informou o IGN, em nota divulgada esta manhã.

    Segundo o instituto, os dois terremotos de maior intensidade da série foram sentidos em mais de 500 localidades, principalmente em partes da Andaluzia; em Múrcia; no sul de Castela – La Mancha e também em alguns pontos de Madrid.

    “Os danos e os efeitos produzidos por estes tremores seguem sendo revisados pelo pessoal da Rede Sísmica e as informações seguirão sendo atualizadas à medida que surgirem”, acrescentou o instituto.

    Até o momento, a Junta de Andaluzia confirma que ao menos três pessoas se feriram devido às consequências dos tremores desta terça-feira. De acordo com o primeiro vice-presidente do governo Regional da Andaluzia, Antonio Sanz, as três vítimas recentes sofreram ferimentos leves e receberam atendimento imediatamente.

    Já a prefeita de Granada, Marifrán Carazo, a polícia local recebeu, nas últimas horas, 229 pedidos de ajuda ou alertas, enquanto os Bombeiros atenderam a 168 ocorrências relacionadas aos sismos. A prefeitura declarou situação de emergência. Repartições públicas que não prestem serviços essenciais de emergência e atenção às pessoas permanecerão fechados por tempo indeterminado, incluindo museus e instalações esportivas.

    Marifrán Carazo pediu aos cidadãos que mantenham a calma, mas informem às autoridades qualquer anormalidade, como eventuais rachaduras em construções ou indícios de movimentação do terreno. A prefeita anda lembrou que tremores secundários são imprevisíveis e recomendou atenção.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Indonésia: buscas por vítimas de tremor seguem no Dia da Independência

    Indonésia: buscas por vítimas de tremor seguem no Dia da Independência

    Moradores de vilarejos no leste da Indonésia, atingidos por um terremoto que matou pelo menos 68 pessoas, aguardavam ajuda nesta segunda-feira (17), enquanto equipes de resgate vasculhavam prédios desabados em busca de pessoas presas sob os escombros.

    O número de mortos subiu de 54 para 68, informou Berton SP Panjaitan, funcionário da Agência de Mitigação de Desastres da Indonésia, acrescentando que mais de 200 pessoas ficaram feridas.

    Milhares de pessoas foram retiradas após o desastre mais mortal do país desde que um terremoto, em 2022, matou centenas de pessoas em Java Ocidental. Muitas delas estão se abrigando em barracas ao ar livre e com medo de voltar para suas casas devido a réplicas do terremoto.

    O tremor deixou sombrias as comemorações do Dia da Independência da Indonésia, e os moradores de Nusa Tenggara Oriental foram abalados por quase 1.600 réplicas na província até esta segunda-feira, disse Panjaitan. A agência de geofísica do país registrou um terremoto de magnitude 5,6 na região na manhã de hoje.

    O terremoto também causou deslizamentos de terra e bloqueou estradas em toda a província mais ao sul da Indonésia, incluindo as regiões de Sikka e Manggarai.

    No estacionamento de um centro de saúde danificado, repleto de barracas e leitos hospitalares, em um vilarejo próximo à região de Ende, afetada pelo terremoto, Firmus Woge, um agricultor de 64 anos, recebia tratamento para asma, agravada pelo pânico causado pelo terremoto.

    Ele contou que teve dificuldade para respirar durante a noite, “e está piorando novamente após o terremoto desta manhã”.

    Fathur Rahman, chefe do Escritório de Resgate em Maumere, capital de Sikka, afirmou à Reuters que as buscas se concentrariam no monitoramento aéreo de possíveis desaparecidos, utilizando um helicóptero e um equipamento de resgate.

    As autoridades prepararam aeronaves para entregar ajuda, como alimentos e barracas, disse Panjaitan. O terremoto danificou cerca de 500 casas, informou a agência.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Surto de ebola na República do Congo é o mais mortal do país

    Surto de ebola na República do Congo é o mais mortal do país

    O surto de ebola na República Democrática do Congo matou 2.325 pessoas, segundo dados do governo divulgados nesse domingo (16), ultrapassando o número de mortes no período 2018-2020 e se tornando o mais mortal da história do país.

    O Instituto de Saúde Pública do Congo informou em seu último relatório que os casos confirmados subiram para 4.945, incluindo 101 novos casos detectados nas últimas 24 horas.

    O surto, o 17º no Congo, já era o maior da história do país em número de casos – um marco alcançado no final de julho. Os dados mais recentes do governo mostram que o número total de mortes ultrapassou as 2.299 registradas no surto de 2018-2020, que até então era o pior da história do país.

    Três meses após o anúncio formal, o surto agora só é superado pelo ebola de 2014-2016 na África Ocidental, no qual foram registrados 28.616 casos e 11.310 mortes na Guiné, Libéria e Serra Leoa, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

    Foram necessários quase cinco meses desde a declaração daquele surto para atingir 1.000 mortes, enquanto o surto atual chegou a 2 mil mortes em menos de três meses.

    Não há tratamento

    O surto atual é causado pela espécie Bundibugyo do vírus ebola, para a qual não existem vacinas ou tratamentos aprovados. O surto ganhou força desde que foi declarado em 15 de maio, uma vez que a fragilidade da infraestrutura de saúde, a resistência da comunidade e a instabilidade dificultam os esforços para identificar e responder aos casos.

    A proporção de pessoas que morrem em decorrência do surto após uma infecção confirmada, conhecida como taxa de letalidade, subiu de cerca de 20% no início de junho para 46%, de acordo com dados do governo, o que significa que quase um em cada dois casos confirmados agora é fatal.

    Especialistas afirmam que a tendência não indica que o vírus se tornou mais letal. Em vez disso, aponta para deficiências persistentes na vigilância, na detecção de casos e no acesso aos cuidados médicos.

    “Normalmente, à medida que um surto progride, a taxa de letalidade deveria cair, pois o rastreamento de contatos melhora e os pacientes são identificados e tratados mais cedo”, disse Thomas Parisch, especialista em saúde pública recentemente destacado para a República Democrática do Congo com a organização Médicos Sem Fronteiras.

    “Em vez disso, ainda vemos muitos casos detectados muito tarde, quando o tratamento tem menos probabilidade de sucesso, e muitos são identificados apenas depois de morrerem na comunidade.”

    Um pequeno número de vacinas e terapias experimentais está sendo avaliado, enquanto as autoridades de saúde globais avaliam se os tratamentos existentes contra o ebola podem oferecer proteção. As evidências, até o momento, se limitam a estudos com animais.

    O surto se espalhou anteriormente para a vizinha Uganda, mas as autoridades locais conseguiram limitar as mortes a duas e os casos confirmados a 20 antes de declararem o fim do surto naquele país no mês passado.

    O ebola se espalha por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, vivas ou mortas. Pode causar febre, vômitos, diarreia e, em casos graves, hemorragias internas e externas.

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  • Terremoto na Indonésia deixa pelo menos 47 mortos

    Terremoto na Indonésia deixa pelo menos 47 mortos

    Pelo menos 47 pessoas morreram após um terremoto de magnitude 7,7 graus na escala Richter e dezenas de tremores secundários atingirem a Costa Leste da Indonésia neste sábado (15). As informações são da Agência Nacional de Mitigação de Desastres (BNPB).

    As equipes de resgate ainda não conseguiram chegar a Nagekeo, região mais próxima do epicentro, depois que deslizamentos de terra bloquearam estradas e interromperam as comunicações, de acordo com autoridades.

    “O terremoto foi enorme, o tremor foi muito forte”, disse Nona, moradora de 51 anos de Talibura, uma vila em Nusa Tenggara Oriental. “Estávamos em 13 pessoas dentro de casa e todos corremos para nos salvar.”

    Ondas de tsunami com menos de 1 metro (3 pés) foram registradas em diversas áreas do país do Sudeste Asiático após o terremoto no início da manhã. As autoridades suspenderam o alerta de tsunami cerca de três horas depois.

    Mais cedo, equipes de resgate na cidade portuária de Maumere encontraram 20 mortos, seis feridos e duas pessoas presas sob os escombros, disse Fathur Rahman, chefe da agência de resgate da cidade. Maumere é a principal cidade da Regência de Sikka, na ilha de Flores, no Leste da Indonésia.

    Dificuldade de acesso

    Suharyanto, chefe da BNPB, afirmou anteriormente que moradores continuavam presos em diversos prédios na área afetada, enquanto havia relatos de deslizamentos de terra bloqueando várias estradas.

    As equipes ainda não conseguiram chegar a Nagekeo e as comunicações móveis na região foram afetadas, disse Fathur à Reuters mais cedo. As tentativas de chegar à área por estrada foram frustradas por deslizamentos de terra, enquanto outra equipe tentava chegar lá de balsa, acrescentou.

    Cerca de 2 mil moradores de Nagekeo foram retirados e houve relatos de danos a casas, armazéns e prédios governamentais, informou a BNPB. As autoridades também relataram cortes de energia e congestionamento de trânsito em algumas partes da região.

    O governador de Nusa Tenggara Oriental, Emanuel Melkiades Laka Lena, disse em uma coletiva de imprensa que pelo menos cinco pessoas morreram quando prédios desabaram enquanto dormiam.
    “Não nos atrevamos a voltar para casa”, alertou.

    Danos

    Os dados preliminares da BNPB indicaram que 157 casas sofreram danos graves, 41 danos moderados e 148 danos leves. Também foram relatados danos em 87 escolas, 18 unidades de saúde, cinco locais de culto e seis prédios de escritórios, além de outras infraestruturas.

    Partes de um prédio desabaram, transformando-se em pó e escombros, enquanto pessoas gritavam e corriam pela rua, segundo um vídeo do Facebook, verificado pela Reuters como tendo sido filmado em um porto em Maumere.

    Equipes de resgate procuravam sobreviventes sob um prédio portuário parcialmente desabado.

    Siti Sulfia Bira, de 37 anos, que mora com a família perto do porto de Maumere, disse que correu para um terreno mais alto quando os tremores começaram.

    “No momento, não nos atrevemos a voltar para casa ainda, porque a situação não está estável, ainda temos receio de que possam ocorrer mais tremores”, afirmou ela à Reuters.

    O BNPB informou que tremores fortes foram sentidos em Nusa Tenggara Oriental, Nusa Tenggara Ocidental e em partes de Sulawesi do Sul, com moradores de diversas áreas relatando tremores que duraram cerca de um minuto.

    “A maioria das pessoas sentiu o choque e saiu correndo de suas casas”, disse a agência.

    Imagens da Kompas TV mostraram que um hospital no distrito de Ende, em Nusa Tenggara Oriental, estava transferindo pacientes para a área externa, enquanto o Kompas.com noticiou pelo menos um deslizamento de terra.

    A agência geofísica indonésia BMKG registrou o primeiro terremoto às 4h58 (horário local) a uma profundidade de 15 km, seguido por vários tremores secundários.

    A BMKG afirmou que a mesma área foi atingida por um terremoto de magnitude 7,5 em 1992, que causou grande destruição.

    O centro de alerta de tsunamis da Austrália afirmou que o terremoto submarino não representa “nenhuma ameaça de tsunami para o continente australiano, ilhas ou territórios”.

    A Indonésia está localizada no Anel de Fogo do Pacífico, uma zona sismicamente ativa onde as placas tectônicas se encontram, desencadeando frequentes terremotos e erupções vulcânicas.

    Em 2018, um terremoto de magnitude 7,5 e um tsunami atingiram a cidade de Palu, na ilha de Sulawesi, matando mais de 4 mil pessoas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Erupção do Etna prolonga fechamento de aeroporto na Sicília

    Erupção do Etna prolonga fechamento de aeroporto na Sicília

     Os voos no aeroporto de Catânia, na Sicília, permanecerão suspensos até o início da manhã deste sábado (15) devido às cinzas resultantes da atividade vulcânica do Monte Etna, que forçou o cancelamento ou o redirecionamento de centenas de voos na última semana.

    Todas as chegadas ao aeroporto, o quinto mais movimentado da Itália em tráfego de passageiros, ficarão suspensas até as 2h da manhã do dia 15 de agosto, informou a operadora do aeroporto, a SAC, em comunicado divulgado ontem.

    Os passageiros foram orientados a verificar o status de seus voos junto às respectivas companhias aéreas antes de se dirigirem ao aeroporto.

    As restrições prolongadas ocorrem no auge da temporada de férias de verão, afetando milhares de passageiros, e têm exercido pressão adicional sobre outros aeroportos da Sicília.

    O Monte Etna, o vulcão mais alto e mais ativo da Europa, frequentemente interrompe as operações no aeroporto de Catânia, cuja operadora iniciou a venda de uma participação de pelo menos 51% em maio.

    A cinza vulcânica é considerada um dos riscos mais graves para a aviação, pois pode danificar os sistemas das aeronaves e causar falhas nos motores a jato.

    Em 1982, um Boeing 747 da British Airways perdeu temporariamente a potência em todos os quatro motores, após voar por uma nuvem de cinzas do Monte Galunggung, na Indonésia, antes que a tripulação conseguisse reiniciá-los com segurança.

    A interrupção atual é a mais grave a afetar o aeroporto de Catânia em pelo menos duas décadas, segundo fontes da SAC citadas pela agência de notícias italiana Ansa.

    Entre 6 e 12 de agosto, cerca de 630 voos foram desviados para outros aeroportos, enquanto mais de um terço dos 1.974 voos programados em Catânia foram cancelados.

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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original