Categoria: Internacional

  • Paraguai vai às urnas para eleições municipais neste domingo

    Paraguai vai às urnas para eleições municipais neste domingo

    Mais de 5 milhões de eleitores paraguaios vão às urnas neste domingo (4) para a escolha dos representantes municipais, prefeitos e vereadores de 263 municípios. Os candidatos escolhidos serão eleitos para o próximo mandato de cinco anos, de 2026 a 2031.

    De acordo com o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral do Paraguai (TSJE), a distribuição de 17.992 urnas eletrônicas e 14.711 kits eleitorais em todo o país foi concluída com sucesso neste sábado (3), garantindo que cada seção eleitoral disponha dos elementos necessários para o bom funcionamento das eleições.

    Do total de urnas eletrônicas distribuídas, 14.711 foram destinadas às seções eleitorais, 2.094 para contingências e 1.187 para treinamento.

    “Todo o aparato estatal está mobilizado para garantir que os cidadãos possam votar com segurança. Essa é a mensagem que queremos transmitir: oferecer um processo eleitoral pacífico, limpo, claro e transparente”, declarou o presidente do TSJE ministro Bogarín González.

    Ao todo, 5.043.154 eleitores estão habilitados a votar em 14.711 seções eleitorais distribuídas em 1.187 locais de votação nos 263 municípios do país.

    As eleições municipais ocorrerão das 7h às 17h, com início das apurações imediatamente após o encerramento das urnas e previsão de finalização das apurações às 20h.

    De acordo com TSJE, os resultados preliminares poderão ser acompanhados por um sistema de transmissão disponibilizado nos canais oficias da Justiça Eleitoral. A margem de variação dos resultados transmitidos pelo sistema é inferior a !% na comparação com a contagem final dos Tribunais Eleitorais.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ataque israelense mata quatro pessoas em Gaza, dizem equipes médicas

    Ataque israelense mata quatro pessoas em Gaza, dizem equipes médicas

    Um ataque aéreo israelense matou pelo menos quatro palestinos em um prédio de apartamentos em Gaza na madrugada de sábado (horário local), informaram autoridades de saúde do território.

    Não houve comentário imediato por parte das Forças Armadas israelenses.

    Os EUA mediaram cessar-fogo no território no ano passado, mas os negociadores ainda não chegaram a um acordo sobre os termos, para desarmar o Hamas e retirar as tropas israelenses.

    Israel, que afirma que o Hamas vem se rearmando e violando o cessar-fogo de outubro, intensificou os ataques contra o grupo nas últimas semanas.

    O Hamas negou estar tentando atacar ou reconstruir seu arsenal e acusa Israel de minar o acordo de paz de Gaza.

    Autoridades de saúde de Gaza afirmaram que pelo menos 1,4 mil palestinos foram mortos por disparos israelenses desde o cessar-fogo de outubro passado. Israel afirma que quatro de seus soldados foram mortos por militantes em Gaza no mesmo período.

    *É proibida a reprodução deste material.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Polícia Federal investiga suposta ameaça à embaixada dos EUA

    Polícia Federal investiga suposta ameaça à embaixada dos EUA

    A Polícia Federal (PF) está investigando supostas ameaças à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal. 

    As investigações da polícia se baseiam em um suposto plano de atos contra as instalações diplomáticas do país norte-americano.

    Segundo a PF, os mandados de busca e apreensão foram “ações preventivas”. A investigação é tratada como sigilosa. Até o momento, a polícia não encontrou elementos que confirmariam a ameaça inicialmente apontada. As investigações, no entanto, prosseguem.

    A embaixada anunciou a suspensão de seu funcionamento na quinta-feira (1º), iniciado nesta sexta-feira (2), alegando “preocupações com a segurança”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Vice-presidente da Bolívia acusa governo Paz de tramar prendê-lo

    Vice-presidente da Bolívia acusa governo Paz de tramar prendê-lo

    O vice-presidente da Bolívia, Edmand Lara, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo do presidente Rodrigo Paz – de quem se afastou politicamente no início do mandato –, deve forjar um processo falso para justificar sua prisão, acrescentando que teme pela própria vida.

    “Denuncio ao país que fui informado, por diversos camaradas da Polícia Boliviana que decidiram me alertar, que o Coronel Marcelo Ferrufino está fabricando um processo falso contra mim para prosseguir com minha prisão ilegal”, afirmou Lara, em carta aberta ao público publicada em redes sociais.

    A denúncia de Edmand Lara ocorre dois dias após a prisão do procurador-geral da República da Bolívia, Roger Mariaca, acusado pelo governo Paz de ligações com o narcotráfico.

    Mariaca era o responsável por uma investigação de tentativa de feminicídio e tráfico de drogas do operador digital argentino Fernando Cerimedo, que atuou como assessor dos presidentes da Bolívia, Rodrigo Paz, e da Argentina, Javier Milei, sendo ligado a grupos de direita na América Latina, apoiados por Donald Trump.

    O vice-presidente Lara vem pedindo explicações sobre a prisão de Mariaca.

    “Existem denúncias e questionamentos sobre a legalidade e os procedimentos adotados. Cabe, então, às autoridades competentes explicar essa situação.”

    Teme pela vida

    O vice-presidente Edman Lara, que se encontra em viagem à Espanha, afirmou na carta publicada hoje que teme por sua segurança física e por sua vida.

    “Nesta situação de incerteza, recebi avisos de dentro do Poder Executivo que buscam me intimidar por minha posição em defesa da Constituição e da democracia. Trata-se de uma armação com motivação política para me silenciar”, denunciou.

    Até o fechamento desta reportagem, o governo de Rodrigo Paz não havia se manifestado sobre as denúncias do vice-presidente.

    Oposição

    A doutoranda em ciência política na Universidade de São Paulo (USP) Alina Ribeiro, especialista na política boliviana, lembrou à Agência Brasil que Edmand Lara foi para a oposição ao governo Paz e que o vice-presidente vinha questionando o papel de Cerimedo no governo.

    “Lara afirmou que Cerimedo não era apenas um assessor de Paz ou um técnico, mas que dava ordem aos ministros e participava de reuniões de gabinete, ou seja: Cerimedo teria um poder de influência muito maior”, destacou a pesquisadora do Núcleo de Democracia e Ação Coletiva do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (NDAC-Cebrap).

    A defesa de Cerimedo nega as acusações alegando que o cliente é vítima de uma armação política.

    Prisão

    A prisão do procurador-geral da Bolívia Roger Mariaca, dois dias depois de ter sido acusado pelo governo Donald Trump de relação com o narcotráfico, levou servidores ligados ao procurador a denunciarem que ele foi “sequestrado” sem mandado judicial.

    O vice-presidente Lara ainda entrou em conflito com o governo ao discordar do procedimento para substituir o procurador-geral preso.

    Na Bolívia, a vice-presidência tem funções parlamentares e Lara havia convocado uma sessão legislativa, para próxima terça-feira (5), para discutir as acusações do governo Trump contra diversas autoridades bolivianas.

    Porém, o presidente do Senado, Diego Ávila, antecipou a sessão para a tarde desta sexta-feira (2), mudando o objeto da sessão para discutir exclusivamente a prisão de Mariaca. A mudança gerou críticas de Lara.

    Escudo das Américas

    O governo dos Estados Unidos (EUA) defendeu a prisão do procurador-geral Roger Mariaca, alegando que a medida representou uma ação do Escudo das Américas, iniciativa liderada por Trump com outros 14 países latino-americanos para, supostamente, combater os cartéis de drogas.

    Porém, analistas apontam que a coalizão tem interesses econômicos de subordinar a América Latina à influência da Casa Branca e barrar parcerias com a China, em meio à guerra comercial entre as duas potências.

    Nas redes sociais, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo Trump apoia “firmemente” a operação do governo de Rodrigo Paz contra o procurador-geral da Bolívia.

    “Os EUA reafirmaram explicitamente seu compromisso inabalável de proteger a governança democrática e a segurança em nossa região contra a influência desestabilizadora de redes armadas de narcoterroristas”, disse Rubio.

    Em nota conjunta, os países do Escudo das Américas também saíram em defesa de Paz.

    “Os 15 países permaneceram unidos em seu firme compromisso de defender governos democraticamente eleitos e proteger a segurança regional contra a influência corrosiva de redes narcoterroristas”, diz o comunicado.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Conflito no Iêmen: ONU aponta recorde de pessoas passando fome

    Conflito no Iêmen: ONU aponta recorde de pessoas passando fome

    A fome no Iêmen está se agravando, com número recorde de pessoas incapazes de suprir suas necessidades alimentares à medida que o conflito se intensifica no país, informou o Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta sexta-feira (2).

    O Iêmen está passando pela escalada mais grave entre a Arábia Saudita e o grupo houthi, aliado ao Irã, desde que um acordo de trégua mediado pela ONU interrompeu em grande parte os ataques transfronteiriços em 2022.

    A retomada do conflito já causou o deslocamento de dezenas de milhares de pessoas e pode redefinir o controle no Iêmen, com implicações para as rotas marítimas do Mar Vermelho e do Estreito de Bab el-Mandeb.

    Em poucas semanas, um número recorde de pessoas nas áreas controladas pelo governo do país — às quais o PMA tem acesso — já não consegue mais suprir suas necessidades alimentares, com três em cada quatro famílias pulando refeições, segundo Matthew Hollingworth, diretor-executivo adjunto do PMA para Operações de Programa.

    A população total das áreas controladas pelo governo é estimada em cerca de 10 milhões de pessoas.

    “O efeito desse recente surto de insegurança sobre a situação de segurança alimentar ameaça ser absolutamente devastador”, disse Hollingworth a repórteres em Genebra por videoconferência de Roma.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • EUA e Austrália fecham embaixadas no Brasil às vésperas da eleição

    EUA e Austrália fecham embaixadas no Brasil às vésperas da eleição

    As embaixadas dos Estados Unidos (EUA) e da Austrália no Brasil anunciaram a suspensão dos serviços consulares a partir desta sexta-feira (2) em todas as cidades com  atendimento presencial, alegando questões de segurança. Porém, não detalharam quais seriam as possíveis ameaças.

    Austrália e EUA mantêm parceria na área de inteligência chamada de Five Eyes (Cinco Olhos, em português). Em nota, o governo australiano cita até mesmo risco de “terrorismo” às vésperas do 1º turno das eleições gerais.

    A suspensão das atividades consultares dos EUA e Austrália ocorre em meio aos alertas de especialistas e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre possíveis novas interferências do governo de Donald Trump na eleição brasileira. 

    Em comunicado, a representação dos EUA no Brasil alegou que a suspensão ocorre “devido a preocupações com a segurança”.

    “Cidadãos americanos que necessitem de assistência emergencial durante esse período não devem se dirigir à Embaixada, aos Consulados ou a outras instalações diplomáticas americanas”, diz o comunicado.

    Com isso, os consulados dos EUA em Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo devem ficar fechados. Em caso de assistência emergencial, a embaixada pede que os estadunidenses entrem em contato por meio dos contatos do plantão.   

    A Embaixada da Austrália, em nota, também justifica a suspensão das atividades por questões de segurança, cita a mesma decisão da Embaixada dos EUA e alerta sobre ataques terroristas como uma “ameaça mundial”.

    “Esteja atento a possíveis ameaças, especialmente em locais públicos. Terroristas podem ter como alvo áreas turísticas ou outros locais frequentados por estrangeiros e onde grandes multidões possam se reunir”, diz comunicado do site do governo australiano dedicado aos turistas no Brasil. 

    O governo australiano classificou o Brasil no nível 2 de alerta que recomenda “exercer um alto grau de cautela”. A escala de alertas da Austrália vai do 1 ao 4.

    Five Eyes  

    Austrália, EUA, Nova Zelândia, Reino Unido e Canadá formam uma parceria de inteligência chamada Five Eyes, construída desde o final da segunda guerra mundial, em 1946.

    O acordo prevê a cooperação entre essas nações em áreas como segurança, inteligência e defesa. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Observadores internacionais chegam ao Brasil para monitorar eleições

    Observadores internacionais chegam ao Brasil para monitorar eleições

    Delegações de organizações internacionais convidadas como observadoras independentes do processo eleitoral brasileiro já começaram a chegar ao Brasil. O objetivo é que essas instituições avaliem a integridade, a eficácia operacional e o cumprimento estrito das normas eleitorais.

    Mais de 140 observadores de sete organizações internacionais vão acompanhar a preparação, a votação e a apuração nesse domingo (4):

    1. Organização dos Estados Americanos (OEA);
    2. Parlamento do Mercosul (Parlasul);
    3. União Europeia;
    4. Liga dos Estados Árabes (LEA);
    5. Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP);
    6. União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore); e
    7. Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).

    OEA

    Só a Missão de Observação Eleitoral da OEA é composta por 91 observadores de 23 países e vão acompanhar o processo eleitoral em 20 estados e no Distrito Federal.

    O grupo é chefiado pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, José Miguel Insulza. Hoje, parte da delegação se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

    Na quarta-feira (30), os observadores se encontraram com técnicos e com integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro.

    Segundo a OEA, entre os integrantes da delegação há especialistas com capacidade de observar aspectos como organização e logística eleitoral, implementação de tecnologia, justiça eleitoral, financiamento político e eleitoral, violência, campanhas, mídia, comunicação digital, entre outros temas.

    Parlasul

    A Missão de Observação Eleitoral do Parlamento do Mercosul (Parlasul) chegou ao Brasil no dia 29 de setembro. O grupo, chefiado pelo parlamentar argentino Raul Bittel, se reuniu com consultores legislativos do Senado Federal e com o chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Celso Amorim.

    O Parlasul destacou que a Missão terá caráter técnico, neutro e não intervencionista e que vai respeitar “a soberania nacional, a legislação eleitoral brasileira e as atribuições das autoridades competentes, em conformidade com os princípios de independência, objetividade, transparência e imparcialidade que orientam a observação eleitoral internacional”.

    Afirmou ainda que as informações coletadas serão sistematizadas em um relatório técnico, que apresentará eventuais recomendações destinadas ao aprimoramento dos procedimentos eleitorais e ao intercâmbio de boas práticas entre os países da região.

    The Carter Center

    Observadores da organização The Carter Center também já estão no Brasil e se reuniram com integrantes do TSE. A delegação é liderada pela consultora sênior do The Carter Center para a América Latina e o Caribe, Jennie Lincoln, e conta com outros quatro observadores de Portugal, Alemanha e Estados Unidos.

    Segundo a organização, os observadores vão se concentrar em aspectos como tecnologia eleitoral, marco jurídico da administração eleitoral e educação do eleitor.

    “Dada a importância dessas eleições — não apenas para o Brasil, mas para todo o hemisfério —, esperamos que nossa missão fortaleça a transparência do processo eleitoral e ajude os brasileiros a avaliar a integridade de suas eleições”, disse Jennie Lincoln.

    The Carter Center é uma organização sem fins lucrativos fundada pelo ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e pela ex primeira-dama Rosalynn Carter. Tem como principais objetivos a promoção da democracia, resolução de conflitos e promoção da saúde global.

    Missões de Observadores Nacionais

    Além das organizações internacionais convidadas formalmente, entidades nacionais da sociedade civil e governos estrangeiros também poderão participar como observadores nas eleições, desde que tenham feito um pedido ao TSE.

    Instituições como o Transparência Eleitoral Brasil, Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana estão entre os credenciados para atuarem como observadores eleitorais.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Bolívia prende procurador da República que investigava caso Cerimedo

    Autoridades bolivianas prenderam, na noite dessa quarta-feira (30), o procurador-geral da República do país, Roger Mariaca. Ele atuava em investigação contra o operador digital argentino Fernando Cerimedo, que é acusado de tentativa de feminicídio, enriquecimento ilícito e tráfico de drogas.

    Ex-assessor dos presidentes da Bolívia, Rodrigo Paz, e da Argentina, Javier Milei, Cerimedo é ligado a grupos de direita na América Latina apoiados por Donald Trump. Ele também é próximo da família Bolsonaro e ficou conhecido no Brasil em 2022, quando participou da campanha para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro.

    Além do chefe do Ministério Público da Bolívia, a polícia prendeu, até a manhã desta quinta-feira (1º), outras 13 autoridades do país sob acusações tráfico de drogas e organização criminosa, incluindo o ex-ministro do governo anterior, Eduardo Del Castillo, e o procurador do departamento de Santa Cruz, Alberto Zeballos.

    Zeballos e Mariaca estavam na lista de bolivianos que tiveram os vistos para entrada nos Estados Unidos (EUA) revogados pela administração de Donald Trump, na última segunda-feira (28). Ambos foram acusados por Washington de corrupção ou narcotráfico, sem que fossem apresentadas provas. 

    Após as prisões, uma transmissão online ao vivo pelas redes sociais do Ministério Público boliviano denunciou o “sequestro” de Mariaca e Zeballos sem mandado judicial.

    “O procurador-geral do Estado foi retido no Aeroporto de Viru Viru de maneira informal, sem qualquer documento ou ordem de prisão que pudesse esclarecer a razão dessas ações policiais ilegais que vêm ocorrendo em nosso país”, informou uma servidora não identificada em meio a policiais mascados. 

    Acusações

    O ministro do governo boliviano de Rodrigo Paz, Marco Antonio Oviedo, acusou o procurador-geral Roger Mariaca de liderar uma organização criminosa ligado ao tráfico de drogas.

    “Foi desmantelada uma organização criminosa infiltrada no sistema de Justiça e na administração de uma instituição muito importante do nosso país — o Ministério Público —, a qual, sob a liderança de Roger Mariaca, transformou-se em uma organização criminosa voltada a proteger e incentivar o narcoterrorismo no país”, informou.

    O ministro ainda divulgou imagens de policiais retirando diversos pacotes com dinheiro de um fundo falso de um veículo apontado como tendo relação com a residência de Mariaca. Oviedo ainda vinculou o grupo aos protestos que paralisaram a Bolívia por mais de 50 dias entre maio e junho deste ano que pediam a renúncia de Paz. 

    Nomeado pelo governo anterior 

    O procurador Roger Mariaca foi eleito pelo parlamento boliviano, em 2024, durante o governo de esquerda de Luiz Arce. Ele deveria cumprir um mandato de seis anos. Após as acusações do governo Trump contra ele, o Congresso da Bolívia convocou uma sessão para o próximo dia 5 de outubro para discutir a situação do Ministério Público.

    Após ter o visto cancelado pelos EUA, o então procurador-geral Roger Mariaca sugeriu que a medida era uma retaliação pelas investigações que conduz, em especial, do caso Cerimedo.

    “Sabemos também que algumas investigações têm implicações que transcendem as fronteiras nacionais. O caso denominado Cerimedo, por exemplo, gerou preocupações e repercussões em diferentes âmbitos políticos”, afirmou o procurador agora preso.

    A defesa de Cerimedo nega as acusações alegando que o cliente é vítima de uma armação política.

    O operador digital de lideranças latino-americanas foi apontado pela revista inglesa The Economist como “o homem do Maga na América Latina”, em alusão ao slogan político do presidente Donald Trump, Make America Great Again (Faça a América Grande de Novo). 

    Motivação política e narcotráfico

    Especialista em política dos EUA para América Latina, a professora em relações internacionais Camila Vidal, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), destacou à Agência Brasil que a ação contra as autoridades bolivianas, com o apoio do governo dos EUA, teve objetivo político.  

    “De modo geral, o combate às drogas por parte dos EUA na América Latina é e sempre foi político. Você ter a retirada de visto de um procurador que, coincidentemente, estava justamente analisando toda a rede da extrema-direita na região nos indica muito sobre a dimensão política desse tipo de ação dos EUA”, disse.

    Ela acrescentou que o interesse dos EUA nunca foi de combater o narcotráfico na região.

    “Os EUA hoje vivem uma epidemia absurda de opioides que, até pouco tempo atrás, foi mais promovida por empresas farmacêuticas estadunidenses. Portanto, o objetivo não é combater o tráfico, é desestabilizar forças contrárias aos interesses econômicos, simbólicos e estratégicos dos EUA na América Latina”, acrescentou Vidal.

    O especialista em política boliviana, professor Salvador Schavelzon, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ponderou que não tem elementos para avaliar a legalidade da operação boliviana, ou dos supostos indícios contra Mariaca. Entretanto, lembra que o narcotráfico no país estaria infiltrado em diversas instituições.

    “O Poder, ao mesmo tempo, está conectado com o narcotráfico e joga na tentativa de se mostrar na luta contra o mesmo. Isso é uma constante desde a década de 1970 em áreas como o Poder Judiciário, alfândega, poder político e poder policial. O narcotráfico percorre a sociedade com todos os setores”, comentou Schavelzon.

    Procurador na mira dos EUA

    Ao anunciar a restrição aos vistos de autoridades da Bolívia, Peru, Equador e Colômbia, o governo Trump informou que a ação teve o objetivo de apoiar os aliados da Casa Branca.

    “O Departamento de Estado está tomando medidas imediatas para impor restrições de visto sob esta política, em apoio aos demais participantes do Escudo das Américas”, diz documento desta semana.

    O Escudo das Américas, liderado pelo governo Trump, reúne 14 países latino-americanos, tendo sido criado para, supostamente, combater os cartéis. Por outro lado, especialistas apontam interesse econômico na iniciativa para barrar a influência da China na região. 

    Questionado se a operação contra o procurador-geral nomeado no governo anterior teve participação dos EUA, o ministro do atual governo, Marco Antonio Oviedo, disse que a ação foi conduzida pela política local, mas com apoio de outros países.

    “Devo agradecer pela cooperação do governo americano que, por meio das suas agências, cooperam na luta contra o narcoterrorismo. O mesmo com os países da União Europeia e o mesmo com os países vizinhos com os quais temos fronteiras”, respondeu.

    Caso Cerimedo

    O operador digital de líderes da direita latino-americana, o argentino Fernando Cerimedo, foi preso na Bolívia, em agosto deste ano, acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-companheira Nadia Beller, sendo investigado também por tráfico de drogas e enriquecimento ilícito.

    No Brasil, o argentino se tornou conhecido em 2022 por ter participado de transmissão ao vivo na internet, na qual sustentava, sem provas, que o resultado das eleições presidenciais no Brasil tinha sido fraudado.

    Em fevereiro de 2026, o marketeiro digital ganhou o prêmio de “consultor político hispânico do ano”, da organização Latino Wall Street, em cerimônia realizada na residência do presidente dos EUA, Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida.

    Cerimedo recebeu o prêmio das mãos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado por coação no curso de processo judicial por ter articulado, junto à Casa Branca, o tarifaço contra o Brasil para evitar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Durante as investigações contra Cerimedo, foi encontrada uma “fazenda de cliques” em um endereço ligado ao argentino, na Bolívia, usada para mobilizar robôs nas redes sociais. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Israel promete chegar à “origem” de ataque em voo da Flydubai

    Israel promete chegar à “origem” de ataque em voo da Flydubai

    Os motivos e o histórico do copiloto que esfaqueou o comandante de um avião de passageiros a caminho de Israel, nessa quarta-feira (30), ainda não são conhecidas. Autoridades israelenses descreveram o incidente como uma aparente tentativa de fazer o avião cair com mais de 170 pessoas a bordo.

    O desastre foi evitado no voo FZ1073 da Flydubai, de Dubai para Tel Aviv, depois que o comandante ferido conseguiu destrancar a porta da cabine, permitindo que os passageiros dominassem o agressor e que uma tripulação de reserva que estava a bordo pousasse o avião na Arábia Saudita.

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o agressor está sendo investigado na Arábia Saudita, onde o avião pousou no aeroporto de Tabuk, e que acreditava que ele seria levado para os Emirados Árabes Unidos.

    “Estaremos acompanhando e, possivelmente, também participando dessa investigação”, disse Netanyahu em entrevista ao apresentador da Fox News Sean Hannity.

    Questionado se havia alguma indicação de envolvimento iraniano, Netanyahu disse que era muito cedo para afirmar. “Vamos chegar à origem da questão sobre esse agressor, se ele tinha cúmplices, se o Irã estava por trás disso. Acho que descobriremos muito em breve”, declarou Netanyahu.

    Não houve nenhuma sugestão oficial por parte de Israel de envolvimento iraniano.

    O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse na quarta-feira que as informações preliminares de Israel indicavam que o copiloto tinha a intenção de fazer o avião cair, descrevendo-o como um terrorista, embora Netanyahu tenha se referido ao caso apenas como “um grave incidente de segurança”.

    Os Emirados Árabes Unidos iniciaram investigações que buscam apurar as circunstâncias e os motivos e determinar “se o incidente estava ligado a qualquer atividade ou propósito terrorista, ou envolveu planejamento ou orientação prévia”, informou a agência de notícias estatal dos Emirados Árabes Unidos..

    As autoridades judiciais dos Emirados Árabes Unidos têm jurisdição sobre o incidente porque a aeronave está registrada no país e voa sob sua bandeira, afirmou o comunicado, acrescentando que a legislação dos Emirados Árabes Unidos se aplica a crimes cometidos a bordo, mesmo que ocorram fora do seu território.

    Na quarta-feira, uma autoridade israelense identificou o agressor como um cidadão de Omã. As autoridades de Omã não se pronunciaram sobre a notícia.

    O voo despencou quase 14 mil pés em menos de 30 segundos enquanto sobrevoava a Arábia Saudita, antes que os passageiros e a tripulação conseguissem neutralizar o agressor e pousar o avião.

    A Arábia Saudita não divulgou nenhum comunicado sobre suas investigações.

    * (Reportagem adicional de Jana Choukeir)

    * É proibida a reprodução deste conteúdo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • EUA destinam US$ 1 milhão para campanha contra STF, diz revista

    EUA destinam US$ 1 milhão para campanha contra STF, diz revista

    A revista inglesa The Guardian publicou reportagem, nessa quarta-feira (30), com a informação de que o governo dos Estados Unidos (EUA) destinou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) para promover campanha contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

    “Um aporte de US$ 1 milhão, intitulado Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil, financiaria grupos da sociedade civil que se opõem ao que o projeto chama de excesso de atuação judicial e censura por parte da Suprema Corte do Brasil”, diz a revista. 

    Os recursos são alocados pelo Congresso para o Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF). Não há informação se o dinheiro foi transferido ou apenas empenhado para os projetos no exterior definidos pela Casa Branca.

    A publicação inglesa lembrou ainda que o governo de Donald Trump impôs sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes no ano passado, “após pressão de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente”.

    Durante o julgamento por tentativa de golpe de Estado no Brasil, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão, o STF virou alvo do governo Trump. 

    Washington também tem criticado as restrições impostas pelo Supremo a plataforma digitais dos EUA com objetivo de inibir crimes praticados no ambiente digital. O governo Trump tem pressionado países a não adotarem qualquer regra em relação as bigtechs. 

    A Agência Brasil procurou a assessoria de imprensa do STF para comentar a reportagem da revista estrangeira, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

    Agenda de Trump no mundo

    O The Guardian afirma que teve acesso a fontes e documentos do Departamento de Estado dos EUA, controlado pelo secretário Marco Rúbio, que detalham o destino de US$ 176,9 milhões (cerca de R$ 918 milhões) para 43 projetos com objetivo de promover a agenda do governo Trump em diversos países. 

    “Houve pressão direta de membros do governo Trump por essas verbas, refletindo interesses que incluem os alertas de James David Vance (JD Vance) [vice-presidente dos EUA] sobre o colapso dos valores ocidentais tradicionais na Europa e a campanha de Stephen Miller [assessor da Casa Branca] contra a imigração e em apoio a minorias brancas em países como a África do Sul”, escreveram os jornalistas Andrew Roth e Joseph Gedeon. 

    Para o Reino Unido, estava previsto um financiamento de US$ 5 milhões (cerca de R$ 25,9 milhões) para apoiar um grupo que faz campanha contra leis de segurança online e de combate ao discurso de ódio, incluindo a Lei de Segurança Online da Grã-Bretanha (Ofcom), aprovada em 2023.

    “Destinada a proteger crianças de conteúdos nocivos e fiscalizada pela Ofcom, a lei inclui regras de verificação de idade — em vigor desde o ano passado — que têm sido alvo de críticas constantes da administração Trump, a qual as classifica como censura”, diz a revista.

    O maior beneficiário das doações do governo Trump seria a Fundação Memorial de Vítimas do Comunismo, que teria como um dos líderes o ex-assessor de política interna da Casa Branca na gestão Trump, Andrew Bremberg. Essa fundação receberia US$ 40 milhões (cerca de R$ 207,6 milhões).

    Em resposta ao próprio The Guardian, o Departamento de Estado dos EUA disse que os projetos na Europa buscariam apoiar “nossos aliados na defesa desses direitos e princípios, bem como de sua autoconfiança civilizacional e soberania, contra aqueles que buscam miná-los”.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original