Categoria: Internacional

  • Irã promete resistir à ampliação das sanções dos Estados Unidos

    Irã promete resistir à ampliação das sanções dos Estados Unidos

    O Irã prometeu reagir à ampliação das sanções dos Estados Unidos (EUA) destinadas a isolar sua economia, expressando confiança de que os principais parceiros comerciais resistirão à campanha de pressão e afirmando que Washington está interessada em retomar as negociações.

    Quase seis meses após o início de um conflito que os EUA têm dificuldade em resolver, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, divulgou as medidas nessa segunda-feira (24), mas evitou impor as sanções mais severas.

    Embora tenha afirmado que os países que continuassem a negociar com o Irã corriam o risco de serem excluídos do sistema financeiro baseado no dólar, ele se recusou a fornecer um prazo ou identificar quais países poderiam ser alvo das medidas, dizendo que lhes daria tempo para cumprir a nova diretiva.

    Abbas Golroo, chefe da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento iraniano, disse que o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, entregou uma mensagem dos EUA ao Irã.

    “Ao que parece, o objetivo principal era retomar o processo político paralisado”, declarou ele à agência de notícias Isna.

    Não houve comentário imediato da Casa Branca ou do Departamento de Estado.

    O Departamento do Tesouro anunciou novas sanções contra 60 pessoas físicas, entidades e embarcações, mas a lista não incluía nenhuma das instituições financeiras chinesas suspeitas de facilitar o comércio de petróleo do Irã.

    “Queremos deixar claro que ninguém está acima do alcance das sanções dos EUA”, declarou Bessent em resposta a uma pergunta sobre bancos chineses.

    A China tem sido a maior compradora de petróleo iraniano há vários anos, embora o bloqueio dos portos iranianos pelos EUA tenha reduzido o fluxo de petróleo iraniano para a China desde que Washington o renovou em meados de julho.

    Especialistas afirmam que Washington teme uma retaliação chinesa por quaisquer sanções contra seus bancos, antes das negociações previstas para o próximo mês entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, sendo que quaisquer restrições sobre exportações chinesas de minerais essenciais são especialmente delicadas.

    A China afirmou nesta terça-feira que sua cooperação com o Irã é conduzida dentro da estrutura do direito internacional e não deve ser interferida nem interrompida.

    Os preços do petróleo caíram pelo segundo dia consecutivo, à medida que os operadores ignoraram o impacto das sanções, embora os participantes do mercado continuassem cautelosos quanto à capacidade contínua do Irã de interromper o transporte marítimo.

    Petroleiro atingido

    Um petroleiro foi atingido hoje por um projétil não identificado e ficou inoperante a cerca de 17 km a nordeste de Ash Shishah, em Omã, local que fica na entrada do Estreito de Ormuz, informou a Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.

    Antes da notícia das últimas sanções, o Irã ameaçou tanto com uma possível resposta militar quanto com uma redução ainda maior nas exportações de petróleo do Golfo, em retaliação a quaisquer medidas econômicas dos EUA.

    Irã e Estados Unidos assinaram um acordo provisório em junho, com o objetivo de pôr fim à guerra que começou com ataques dos EUA e de Israel ao Irã em fevereiro. O acordo rapidamente fracassou e o Irã retomou os ataques, que bloquearam a maior parte das exportações de energia do Golfo.

    O Paquistão, atuando como mediador, fez “progressos significativos” nas negociações mais recentes com Teerã, as quais se concentraram em evitar uma nova escalada e na reabertura do Estreito de Ormuz, informaram as Forças Armadas paquistanesas.

    “Tivemos uma troca de ideias muito construtiva”, afirmou na rede social X o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, que acompanhou Munir a Teerã.

    * (Reportagem adicional de Rick Noack, Menna Alaa El Din e Nafisa Eltahir)

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  • Lula e Edorgan combinam criação de conselho entre Brasil e Turquia

    Lula e Edorgan combinam criação de conselho entre Brasil e Turquia

    Em uma chamada telefônica nesta segunda-feira (24), o presidente da República brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, combinou, com o presidente da Turquia, Recep Erdogan, a criação de um Conselho Estratégico, em nível vice-presidencial, para aprofundar as relações entre os dois países.

    “O Presidente Lula afirmou que o Brasil tenciona ampliar investimentos na área de defesa e expressou interesse em fomentar parcerias entre empresas brasileiras e turcas nesse setor”, informou, em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

    O Palácio do Planalto afirmou que foi acordado o envio à Turquia de delegação brasileira chefiada pelos ministros da Defesa, José Mucio Monteiro; e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para tratar do tema.

    “Ambos celebraram a recente ratificação, pelos Parlamentos dos dois países, do Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa”, acrescentou a nota oficial do Planalto.

    Os presidentes Lula e Erdogan também discutiram os conflitos bélicos ao redor do mundo, lamentando a persistências das guerras em curso, “e enfatizaram a importância de intensificar o diálogo para encontrar caminhos para a paz na Ucrânia e no Oriente Médio”.

    O presidente turco ainda convidou o presidente Lula a participar da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), a ser realizada em Antália, cidade do Sul da Turquia, no mês de novembro. “Lula agradeceu e aceitou o convite, expressando expectativa de encontrá-lo em breve”, completou a nota.

    Turquia comenta

    Em comunicado, o governo turco afirmou ser um prazer ver o desenvolvimento das relações entre os dois países, destacando que esse aprofundamento bilateral beneficiará o Brasil e a Turquia, em especial, nas áreas de investimento, comércio e indústria de defesa.

    “O presidente Erdoğan afirmou acreditar que os dois países poderiam implementar um modelo de cooperação econômica que aumentaria a prosperidade de seus povos, mesmo diante das tendências protecionistas”, afirmou o comunicado do governo da Turquia.

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  • Irã anuncia descoberta de mais de 212 bilhões de metros cúbicos de gás

    Irã anuncia descoberta de mais de 212 bilhões de metros cúbicos de gás

    O Irã descobriu mais de 7,5 trilhões de pés cúbicos (212,4 bilhões de metros cúbicos) de gás em um campo no sul da província de Fars, segundo o ministro do Petróleo, Mohsen Paknejad, citado pela mídia estatal nesse domingo (23).

    Considerando uma taxa de recuperação estimada, Paknejad afirmou que seria possível extrair cerca de 5,7 bilhões de pés cúbicos de gás desse campo.

    O Irã estimou sua produção pré-guerra em cerca de 650 milhões de metros cúbicos (mcm) por dia, o que equivale a cerca de 8,4 trilhões de pés cúbicos por ano.

    Teerã, que vem realizando reparos em sua infraestrutura energética danificada durante a guerra com Israel e os Estados Unidos, enfrenta agora sanções planejadas pelo governo norte-americano que podem sobrecarregar ainda mais sua economia.

    Em julho, uma alta autoridade do governo afirmou que o Irã esperava restaurar cerca de 100 mcm por dia de capacidade de produção de gás natural “nos próximos meses”, depois que greves reduziram a produção em cerca de 230 mcm por dia desde o início da guerra, no final de fevereiro.

    Paknejad afirmou que o gás descoberto é “doce”, o que significava que reduziria tanto os custos de desenvolvimento quanto os de operação.

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  • Indonésia: número de mortos no terremoto chega a 100 mil

    Indonésia: número de mortos no terremoto chega a 100 mil

    O número de mortos no terremoto que atingiu o leste da Indonésia no último dia 15 chegou a 100 nesta segunda-feira (24), informou o chefe da Agência de Gestão de Desastres, enquanto as operações de socorro continuam pelo décimo dia consecutivo.

    O terremoto de magnitude 7,7 sacudiu a província de Nusa Tenggara Oriental, seguido por milhares de réplicas, danificando mais de 73 mil casas e forçando a retirada de cerca de 180 mil pessoas.

    O número de mortos chegou a 100 à medida que mais pessoas em tratamento não resistiram aos ferimentos, disse o chefe da agência de desastres, Suharyanto, em entrevista coletiva, acrescentando que mais de 1.600 pessoas ficaram feridas.

    As autoridades distribuem ajuda humanitária por meio de helicópteros, caminhões e motos, de acordo com Suharyanto.

    O terremoto foi o mais mortal da Indonésia desde 2022, quando outro, de magnitude 5,6, matou centenas de pessoas em Java Ocidental.

    A Indonésia, um arquipélago com 290 milhões de habitantes, está localizada no “Anel de Fogo do Pacífico”, uma área sismicamente ativa onde as placas tectônicas se encontram e terremotos e erupções vulcânicas são frequentes.

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  • Japão é atingido por terremoto que deixa ao menos dez pessoas feridas

    Japão é atingido por terremoto que deixa ao menos dez pessoas feridas

    Um forte terremoto atingiu o Japão na madrugada de domingo (23), com epicentro ao norte de Tóquio, de acordo com a NHK, organização de mídia pública do Japão. A agência informa ainda que o tremor teria deixado ao menos dez pessoas feridas. 

    Segundo a Agência de Meteorologia do Japão (JMA), não há ameaça de tsunami. O terremoto de magnitude 5,9 teve seu epicentro no sul da província de Ibaraki.

    O tremor, conforme a NHK, teve intensidade de 5 fraco na escala japonesa de 0 a 7 nas províncias de Ibaraki, Saitama e Chiba, bem como na capital Tóquio, com foco estimado a 68 quilômetros de profundidade.  

    A JMA informou que, durante o terremoto, foram registradas ondas sísmicas que poderiam causar oscilações em prédios altos na região de Tóquio.  

    Operadores da usina nuclear Tokai No.2 na província de Ibaraki, e da usina nuclear de Fukushima 1, declararam que não há relatos de anomalias em suas instalações. Eles informam que os níveis de radiação ao redor das usinas permanecem inalterados.

     

    *Com informações da NHK 

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  • Ministros do Brasil e EUA vão retomar negociação comercial

    Ministros do Brasil e EUA vão retomar negociação comercial

    O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) deverão se reunir na próxima semana com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para retomar as negociações comerciais entre os dois países.

    A reunião ainda terá a data acertada pelas equipes dos dois governos. O Mdic confirmou ter recebido contato do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, depois da conversa telefônica desta sexta-feira (21) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente estadunidense, Donald Trump.

    A retomada das tratativas abre um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

    Ligação de Lula

    Lula telefonou para Trump na manhã desta sexta-feira. A conversa durou uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial.

    O presidente brasileiro defendeu a retomada das negociações comerciais e afirmou que as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das novas tarifas são infundadas.

    Entre os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para fundamentar as medidas estão questões relacionadas a desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos associados a trabalho forçado.

    Lula afirmou que as tarifas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e defendeu o diálogo como caminho para preservar a relação comercial entre os dois países.

    Trump concordou com a necessidade de manter os vínculos comerciais e sinalizou a retomada do contato entre as equipes dos dois governos.

    Novo canal

    A reunião deverá envolver Márcio Elias Rosa, integrantes do MRE e representantes do USTR.  Em nota conjunta, o Mdic e o MRE consideram que a sinalização dos dois presidentes cria uma nova oportunidade para a busca de uma solução negociada para o impasse comercial.

    Cooperação contra crime

    Além das tarifas, Lula e Trump discutiram segurança e cooperação no combate ao crime organizado.

    O presidente brasileiro defendeu uma atuação conjunta dos dois países e afirmou que as organizações criminosas exercem pressão sobre populações vulneráveis, mas não devem ser equiparadas a organizações terroristas.

    Lula também apresentou ações adotadas pelo Brasil para combater essas estruturas, incluindo medidas de asfixia financeira, que resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões.

    Entre as iniciativas citadas estão a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.

    Trump, segundo o Planalto, manifestou disposição para ampliar a cooperação e afirmou que indicará integrantes de alto escalão para dar continuidade às tratativas.

    Conflitos internacionais

    Os presidentes também trataram das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

    Sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, os dois defenderam a necessidade de uma solução negociada. Lula também criticou a falta de atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas diante dos conflitos internacionais.

    O presidente brasileiro sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para discutir alternativas diplomáticas.

    Durante a conversa, Trump também abordou as perspectivas do governo norte-americano para o conflito com o Irã.

    Ao defender a busca por soluções diplomáticas, Lula afirmou: “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”.

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  • Lula liga para Trump e diz que alegações para tarifaço são infundadas

    Lula liga para Trump e diz que alegações para tarifaço são infundadas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, na manhã desta sexta-feira (21), para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para defender a retomada das negociações comerciais bilaterais e discutir a contenção de conflitos internacionais.

    Durante a conversa de 1 hora e 20 minutos, classificada pelo Planalto como cordial, Lula afirmou que as alegações americanas que motivaram a recente imposição de novas tarifas contra o Brasil são infundadas  O governo norte-americano fundamentou as medidas alegando desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado. 

    Lula afirmou que as tarifas afetam negativamente o Brasil e os Estados Unidos e enfatizou que o diálogo é o melhor caminho para ambos os países. Trump concordou com a necessidade de preservar os vínculos comerciais fortes e propôs o reencontro breve de suas equipes diplomáticas.

    Na pauta de segurança, Lula reiterou o interesse brasileiro na cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O presidente argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas.

    Ele afirmou ainda que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações. Entre as estratégias está a asfixia financeira que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões. Lula apresentou ainda os avanços brasileiros no combate ao crime organizado — destacando a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus. Trump se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e afirmou que indicará funcionários de alto escalão para dar andamento às tratativas.

    Os dois presidentes também conversaram sobre os principais conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Ambos concordaram sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já se estende por quase cinco anos. Já o presidente Trump teceu considerações sobre as perspectivas estadunidenses de resolução do conflito com o Irã. 

    O presidente brasileiro lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU diante dos conflitos e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para buscar saídas diplomáticas. “Os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”, declarou Lula.

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  • Governo Espriella encerra jornalismo da mídia pública da Colômbia

    Governo Espriella encerra jornalismo da mídia pública da Colômbia

    O novo governo da Colômbia, do presidente Abelardo de la Espriella, pôs fim ao jornalismo da mídia pública do país encerrando o noticiário das 20 Emissoras da Paz – veículos previstos no Acordo de Paz firmado em 2016 com as Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farcs).

    No lugar dos noticiários, o governo incluiu uma programação exclusivamente musical e centralizada a partir de Bogotá. Organizações ligadas à liberdade de expressão e de imprensa rechaçaram a medida alegando que ela prejudica o acesso à informação local de diversas comunidades. 

    O Ponto 6.5 do Acordo de Paz da Colômbia prevê que essas emissoras divulguem o progresso da implementação dos termos do acordo, promovam a educação da convivência e ofereçam espaços de informação às comunidades impactadas por mais de 50 anos de conflitos armados internos na Colômbia.

    De acordo com o Ministério da Tecnologia, Inovação e Comunicações da Colômbia, a medida busca a “transformação integral do Sistema de Mídias Públicas” para “recuperar” o caráter “público, plural e independente” do sistema.

    O governo Espriella, que é crítico do Acordo de Paz de 2016, acusou o noticiário das emissoras de funcionarem como “aparato de propaganda” supostamente a serviço de “interesses particulares ou políticos”.

    “A entidade será um Sistema de Mídia Pública, não um instrumento político”, comunicou, em nota, o ministério responsável pela empresa Inravisón, que administra o sistema público de comunicação colombiano.

    O governo ainda destacou que o jornalismo consumia “aproximadamente 90% dos recursos e do pessoal disponível”.

    Entidades criticam

    A Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP), a Missão de Observação Eleitoral (MOE) e a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) rechaçaram, em nota, a decisão do governo colombiano alegando que ela restringe o acesso de comunidades inteiras à informação sobre seus próprios territórios.   

    “As rádios comunitárias são a principal — ou até mesmo a única — fonte de informações locais e notícias de interesse público. Essas emissoras beneficiam mais de 463 mil pessoas em áreas rurais e em comunidades indígenas, afrodescendentes e camponesas”, diz o comunicado das entidades.

    As organizações acrescentaram que a decisão “desconsidera” a natureza das rádios da paz, criadas pelo Acordo de 2016 “para operar em áreas particularmente afetadas pelo conflito”.

    A decisão do governo Espriella, ainda que anunciada como transitória, repete a política do governo de Javier Milei para a comunicação pública da Argentina, que levou ao fechamento, em 2024, da Agência Telám, o principal veículo da mídia pública argentina.  

    A medida tem ainda o potencial de limitar a pluralidade da mídia colombiana, dominado por três grandes conglomerados empresariais. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteira (RSF), o ecossistema midiático colombiano deixa “60% do país sem cobertura midiática local”.

    Mídia Pública

    Inspirada no modelo de comunicação pública da Europa, a mídia pública dos países da América Latina surge com a promessa de oferecer à população um conteúdo que, por não ter interesse comercial envolvido, não seria oferecido pela mídia privada empresarial.

    No Brasil, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que controla a Agência Brasil, é a responsável por gerir os veículos públicos federais do país.

    Criada em 2007, a EBC atende ao Artigo 223 da Constituição Federal que determina que o serviço de radiodifusão deve observar o princípio da complementaridade entre os sistemas privado, público e estatal de comunicação.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Defesa conclui exercício militar com participação de mais cinco países

    Defesa conclui exercício militar com participação de mais cinco países

    Cerca de 740 militares do Brasil e de outras cinco nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) encerram hoje (21), em Foz do Iguaçu (PR), a edição 2026 do chamado Exercício Felino – treinamento militar conjunto que ocorre desde 2000.

    Coordenada pelo Ministério da Defesa, a atividade voltada às operações de paz simula, em campo, a pronta resposta dos militares das Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha) brasileiras e dos países participantes em cenários de instabilidade e de conflito armado.

    Segundo o Ministério da Defesa, neste ano o exercício reuniu, além dos quase 700 militares brasileiros, outros 38 de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

    “O Felino 2026 pode ser entendido como um instrumento de preparação militar, cooperação internacional e proteção da sociedade”, informou, em nota, o general Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, oficial condutor da atividade.

    Segundo o general, além de ampliar a capacidade de atuação conjunta, o simulado fortalece os laços diplomáticos e de defesa entre os países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e contribui para preparar os militares brasileiros para participarem de missões de paz internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Atualmente, 71 militares brasileiros integram operações de paz no Chipre, na Colômbia, no Líbano, na República Centro-Africana, República Democrática do Congo, no Saara Ocidental, na Somália, no Sudão do Sul e na região de Abiey, na fronteira entre Sudão e Sudão do Sul.

    A programação contempla manobras voltadas à desativação de artefatos explosivos, proteção de civis e ameaças químicas, além de abordagens como as novas tendências dos conflitos armados, assistência humanitária a refugiados, medidas de prevenção à exploração e ao abuso sexual.

    Iniciadas no último dia 10, as ações mobilizaram também 119 viaturas (22 da Marinha, 86 do Exército e 11 da Força Aérea), oito embarcações da Marinha e duas aeronaves da Força Aérea.

    O próximo treinamento está previsto para ocorrer no Timor-Leste, na Ásia, em 2027.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil envia 19 toneladas de arroz à Colômbia após terremoto

    Brasil envia 19 toneladas de arroz à Colômbia após terremoto

    O governo brasileiro informou, nesta quinta-feira (20), que enviou 19 toneladas de arroz à Colômbia em resposta ao pedido de assistência humanitária feito pelas autoridades locais. No último dia 10, o país sofreu um forte terremoto que matou mais de 300 pessoas.

    De acordo com nota, a carga segue a bordo de aeronave cargueira KC-390, da Força Aérea Brasileira (FAB), que decolou às 17h de hoje da Base Aérea de Canoas (RS) e desembarca amanhã (21) na Colômbia.

    “Oriundo dos estoques públicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), administrados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o arroz doado não compromete o abastecimento nacional”, esclareceu o comunicado.

    O governo ressaltou que “reitera sua solidariedade ao governo e ao povo colombianos diante do terremoto, bem como sua disposição de colaborar, conforme suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência”.

    O terremoto de magnitude 7,4 teve seu epicentro em San José del Palmar, no Departamento de Chocó. O abalo sísmico derrubou prédios e danificou moradias, escolas, hospitais e rodovias, desde o porto de Buenaventura, no Oceano Pacífico, até cidades como Quibdó, Cali, Pereira e Manizales.

    *Com informações da Reuters 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original