Categoria: Internacional

  • Brasil no Mundo debate corrida espacial, eleições nos EUA e Gaza

    Brasil no Mundo debate corrida espacial, eleições nos EUA e Gaza

    A TV Brasil exibe nesta quinta-feira (13), às 21h, uma edição inédita do Brasil no Mundo, programa que analisa os principais acontecimentos internacionais e seus impactos no país. Nesta edição, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat comentam o vídeo recém-divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, no qual o órgão afirma que seu domínio sobre o continente americano “nunca mais será questionado”. A atração também debate as eleições primárias norte-americanas de 2026.

    Para enriquecer o debate, o Brasil no Mundo recebe a professora do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ana Penido, que analisa a nova corrida espacial entre China e EUA e atualiza a situação em Gaza.

    A convidada da atração semanal da TV Brasil é graduada em ciências sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre em estudos estratégicos e doutora em relações internacionais pelo Programa San Tiago Dantas (Unesp/Unicamp/PUC-SP). Ana Penido também tem pós-doutorado em ciência política pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisa as áreas de geopolítica, estratégia, política de defesa e forças armadas.

    Sobre a produção

    O Brasil no Mundo se dedica a discutir, com profundidade e clareza, os grandes acontecimentos internacionais que moldam a política, a economia e a vida cotidiana. Conduzido por Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o programa combina análises de contexto, explicações acessíveis e entrevistas com especialistas que ajudam a iluminar os reflexos do cenário global no Brasil. 

    Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na Globo por 26 anos, como correspondente em NovaYork, entre outras funções. O jornalista Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente de diversos veículos no escritório da Organização das Nações Unidas em Genebra, período em que contribuiu com BBC, CNN, The Guardian e veículos brasileiros. Já Yan Boechat cobre conflitos internacionais há 20 anos para diversos veículos, como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. Já fez reportagens in loco na África, no Oriente Médio, na Rússia e na América Latina.

    O programa já recebeu personalidades como o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30); o geógrafo Elias Jabbour; e a economista Juliana Furno.

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    Serviço

    Brasil no Mundo – às quintas-feiras, a partir das 21h, na TV Brasil       

    Reprise – Brasil no Mundo – Madrugada de quinta-feira (13) para sexta (14), às 3h, na TV Brasil

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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cuba celebra 100 anos de Fidel Castro sob ataque dos EUA

    Cuba celebra 100 anos de Fidel Castro sob ataque dos EUA

    Esta quinta-feira (13) é o ponto alto de um calendário de comemorações em Cuba, iniciado em agosto do ano passado. A data marca os 100 anos de nascimento de Fidel Castro Ruz, líder da Revolução Cubana, movimento que mudou o regime político e econômico na ilha caribenha em 1959.

    Em meio à agenda de homenagens, os cubanos têm preocupações bem perceptíveis. Uma das mais presentes é a crise energética. Assim como a palavra centenário ganhou notoriedade nos últimos meses, o termo blecaute também foi bastante pronunciado, seja nas ruas de Havana, seja em outras regiões do país.

    No início de agosto, por exemplo, os cubanos enfrentaram dois apagões nacionais em menos de 24 horas.

    Embargo e crise energética

    A crise energética é explicada pela capacidade limitada de produção elétrica em um sistema obsoleto e à pressão dos Estados Unidos, que dificultam a importação de petróleo e derivados.

    O país consegue produzir apenas um terço da necessidade nacional de petróleo, segundo a União Petrolífera de Cuba (Cupet), a maior empresa petrolífera da ilha.

    A energia que falta ao povo cubano também freia o desenvolvimento econômico de inúmeras atividades. Estimativas apontam que a economia deve registrar queda de 6,5% em 2026.
     


    Havana- Cuba- 04/12/2024 Rede elétrica de Cuba entra em colapso após falha em usina e milhões de pessoas ficam sem luz. REUTERS/Norlys Perez/Arquivo/ Proíbido reprodução
    Havana- Cuba- 04/12/2024 Rede elétrica de Cuba entra em colapso após falha em usina e milhões de pessoas ficam sem luz. REUTERS/Norlys Perez/Arquivo/ Proíbido reprodução
    Havana, 4/12/2024 – Rede elétrica de Cuba entra em colapso após falha em usina e milhões de pessoas ficam sem luz – Foto: Reuters/Norlys Perez/Arquivo/ Proibida a reprodução

    A situação é tão grave que especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram a pressão americana e instaram a comunidade internacional a atuar rapidamente para evitar uma “Gaza silenciosa” em Cuba, em referência à grave situação humanitária vivida pela população na Palestina. 

    O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, chama o bloqueio americano de “genocídio político”.

    A pressão dos Estados Unidos é um endurecimento do embargo econômico iniciado em 1962, após o agravamento das relações entre Washington e Havana, marcado pela nacionalização de empresas americanas, pela falta de acordo sobre compensações e pela aproximação de Cuba revolucionária com a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

    A pressão atual faz com que o sistema de saúde na ilha, reconhecido internacionalmente por ser universal e gratuito, esteja à beira do colapso. Para alguns cubanos, é o pior momento já vivido pelo país.

    Além da questão econômica, o presidente americano, Donald Trump, já sugeriu que pode deflagrar uma ação militar contra Cuba.

    Fidel e a Revolução

    Entre os eventos deste 13 de agosto está um seminário internacional sobre o legado de Fidel e o futuro de Cuba.

    A personalidade que viria a ser o comandante em chefe da Revolução nasceu em Birán, um vilarejo rural na província de Holguín, no Leste da ilha. Hoje, a fazenda onde nasceram os irmãos Ramón, Fidel e Raúl faz parte de um conjunto histórico.


    Fidel Castro
    Fidel Castro
    Fidel Castro, líder da Revolução Cubana – Foto: Agência Lusa/Arquivo/Proibida a reprodução

    Um dos fatos marcantes da trajetória do então líder oposicionista foi o ataque ao Quartel Moncada, em 26 de julho de 1953, na cidade de Santiago de Cuba. Liderados por Fidel, revolucionários tentaram derrubar o governo de Fulgencio Batista.

    A ação foi frustrada, e Fidel acabou sendo capturado. Ao ser julgado, em 16 de outubro daquele ano, Fidel fez o histórico discurso A História me Absolverá. O guerrilheiro foi condenado a 15 anos de prisão, mas anistiado pouco menos de dois anos depois.

    Ainda em 1955, Fidel foi para o exílio no México, país onde conheceu o argentino Ernesto “Che” Guevara, que anos depois estaria ao lado dele na Revolução Cubana.

    No México, organizou o Movimento 26 de Julho e de lá partiu para Cuba no iate Granma, desembarcando em 2 de dezembro de 1956 com mais de 80 expedicionários, com o objetivo de tomar o poder.

    Logo depois da chegada, o grupo de revolucionários foi atacado pelas forças de Fulgencio Batista. Os sobreviventes do Exército Rebelde se refugiaram nas cordilheiras de Sierra Maestra e, dali, conduziram a guerrilha até o triunfo da Revolução em 1º de janeiro de 1959.

    Décadas no poder

    Fidel ficou quase 50 anos no poder. Ainda nos primeiros anos implementou a nacionalização de empresas e a reforma agrária. Ao longo do regime, o líder do Partido Comunista adotou reformas que ampliaram o acesso à saúde, moradia e permitiram a alfabetização em massa da população.

    Passou para o mundo a imagem de um líder sempre de uniforme militar, barba e charuto. Mas essa imagem recebeu uma correção com o tempo, conforme destacou o escritor colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura (1982): “Deixou de fumar para ter autoridade moral para combater o tabagismo”.No contexto da Guerra Fria, Fidel foi um dos principais aliados e beneficiados pela relação com a URSS. Por outro lado, foi um incômodo vizinho dos Estados Unidos, onde se exilaram muitos dos cubanos contrários a Fidel.
     


    Fidel Castro
    Fidel Castro
    Fidel Castro permaneceu no poder durante quase 50 anos – Foto: Arquivo/Agência Brasil

    Foi preciso resistir a diversas tentativas de influência externa para retirá-lo do poder, tanto militares quanto econômicas, como o embargo que dura até hoje.

    Fidel foi também inspirador e aliado do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, grande desafeto americano, morto em 2013.

    Ao lado de avanços sociais, Fidel atraiu críticas de dissidentes e organizações internacionais, que denunciavam práticas antidemocráticas, regime de partido único, censura, perseguição a opositores e violações de direitos humanos.

    Repressão

    A organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) reconhece que o governo de Fidel desenvolveu na ilha caribenha “importantes avanços” em questões sociais, direitos econômicos, educação, cultura e saúde. Mas a organização é vocal ao afirmar que o regime foi marcado pela repressão “de praticamente todas as formas de dissenso”.

    “Milhares de cubanos foram encarcerados sob condições deploráveis, milhares de pessoas foram perseguidas e intimidadas, e gerações inteiras tiveram suas liberdades políticas básicas negadas”, escreveu a HRW em comunicado publicado no dia seguinte à morte de Fidel Castro.

    Para a organização, o embargo americano serviu para “justificar abusos do regime”. “Durante décadas, Fidel Castro foi o principal beneficiário de uma política de isolamento profundamente equivocada dos EUA, que lhe permitiu se apresentar como vítima e, ao fazê-lo, desencorajar outros governos de repudiar suas práticas repressivas”, disse à época o chileno José Miguel Vivanco, então diretor para as Américas da HRW.
     


    Fidel Castro (Alejandro Ernesto/Agência Lusa/Direitos Reservados)
    Fidel Castro (Alejandro Ernesto/Agência Lusa/Direitos Reservados)
    Fidel Castro renunciou definitivamente à Presidência em 2008 – Foto: Agência Lusa/Alejandro Ernesto/Arquivo/Proibida a reprodução

    Outra organização não governamental, a Anistia Internacional, também reconheceu no dia da morte que houve avanços sociais em Cuba, mas afirmou que o estado da liberdade de expressão na ilha, “onde ativistas continuam a ser presos e perseguidos por se manifestarem contra o governo, é o legado mais sombrio de Fidel Castro”.

    A instituição afirmou que testemunhou “centenas de histórias de ‘prisioneiros de consciência’ – pessoas detidas pelo governo simplesmente por exercerem pacificamente seus direitos à liberdade de expressão, associação e reunião”.

    A Anistia Internacional lembrou ainda que, após tomar o poder, “Castro organizou julgamentos de membros do governo anterior, que resultaram em centenas de execuções sumárias”. 

    Transição e renúncia

    Em 31 de julho de 2006, dias antes de completar 80 anos de idade e 47 no poder, Fidel Castro se licenciou da Presidência por questões de saúde. Ele sofria de complicações no intestino e precisava passar por uma cirurgia.

    “Dias e noites de trabalho contínuo, praticamente sem dormir, fizeram com que a minha saúde, que tem resistido a todos os testes, se submetesse a um estresse extremo, e se quebrasse. Isto me provocou uma crise intestinal aguda com sangramento sustentado, que me obrigou a enfrentar uma complicada intervenção cirúrgica”, disse em comunicado dias após uma viagem à Argentina.


    O presidente de Cuba, Raúl Castro
    O presidente de Cuba, Raúl Castro
    Raúl Castro sucedeu Fidel na Presidência de Cuba – Foto: Arquivo/Agência Brasil

    Fidel delegou para o irmão e companheiro de revolução, Raúl Castro, os postos mais altos da cúpula do regime: primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista, comandante em chefe das Forças Armadas Revolucionárias e presidente do Conselho de Estado e do Governo da República.

    A previsão inicial era de permanecer “várias semanas em repouso”. Em 19 de fevereiro de 2008, Fidel renunciou definitivamente à Presidência. “Não me despeço de vocês. Só desejo combater como soldado das ideias”, escreveu.

    Raúl foi presidente até abril de 2018, sucedido pelo atual presidente Miguel Díaz-Canel.

    Fidel Castro morreu na noite de 25 de novembro de 2016, já madrugada de 26 aqui no Brasil, aos 90 anos. O luto oficial demorou nove dias, com despedida do público em Havana e uma carreata com as cinzas até Santiago de Cuba.

    Em Miami, cidade americana que concentra cubanos exilados, os oposicionistas foram às ruas comemorar a morte de Fidel, a quem chamavam de ditador.

    Legado

    A professora de história Adriane Aparecida Vidal Costa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), classifica o legado de Fidel como “um dos temas mais polarizados e controversos da historiografia latino-americana”.

    Ela explicou à Agência Brasil que, de um lado, há historiadores que focam em questões autoritárias de Fidel Castro no que diz respeito à democracia e aos direitos humanos, que colocam no centro do debate fatores como a instituição do regime de partido único desde 1965, o controle estatal da imprensa, a perseguição e prisão de dissidentes, a repressão a homossexuais nas décadas de 1960 e 1970, “posteriormente revista pelo governo cubano”.

    A pesquisadora contrapõe que outra parte da historiografia se atém à soberania nacional frente aos Estados Unidos, às conquistas sociais, com indicadores comparáveis aos de países desenvolvidos, à redução de desigualdades históricas.

    Ela acrescenta um modelo de “democracia participativa”, via organizações de massa, como os sindicatos e assembleias de bairro, “considerada por essa vertente uma forma alternativa de legitimidade popular, distinta do modelo liberal-representativo”.

    A professora Adriane Costa aponta que os avanços sociais são vistos como maiores acertos da Revolução Cubana, incluindo “indicadores de mortalidade infantil e expectativa de vida destacados por organismos como a Organização Mundial da Saúde”.

    Por outro lado, são sinalizados erros como concentração de poder político e ausência de alternância democrática por décadas. Além disso, cita, houve dependência do subsídio soviético até 1991 e problemas crônicos de produtividade e abastecimento.

    Ela acrescenta que o processo migratório massivo é interpretado como sintoma de insatisfação interna da população.

    A docente da UFMG considera que o embargo americano é uma resposta dos EUA à nacionalização de empresas sem compensação considerada adequada e outros fatores, como o alinhamento à URSS e apoio a movimentos revolucionários em países latino-americanos.

    “Foi muito mais uma retaliação do que propriamente resultado das escolhas de Fidel Castro”, diz.

    A acadêmica considera que a situação de crise na ilha caribenha é reflexo de elementos como o bloqueio econômico, agravado durante o governo Trump, e do colapso de parceiros, como a URSS e, mais recentemente, a Venezuela.

    “O modelo institucional herdado de Fidel criou as condições estruturais de vulnerabilidade, como baixa diversificação econômica, dependência externa [URSS] e ausência de reformas econômicas mais profundas durante o ‘Período Especial’ dos anos 1990 [crise iniciada com o fim da URSS]”, elenca.

    Adriane Costa lista ainda a pandemia de covid-19, que teve impacto severo no turismo, principal fonte da economia cubana.
     


    Fidel Castro
    Fidel Castro
    Fidel Castro morreu aos 90 anos – Foto: Agência Lusa/Alejandro Ernesto/Arquivo/Proibida a reprodução

    Parte da história

    O professor de história Norberto Osvaldo Ferreras, da Universidade Federal Fluminense, acredita que é impossível dissociar Fidel Castro da história de Cuba no século 20.

    “Podemos dizer que Cuba se divide em duas grandes figuras, José Martí, o herói da independência, e Fidel, o herói da emancipação definitiva.”

    Líder nacionalista, José Martí morreu em 1895, durante a luta pela independência de Cuba, sete anos antes de o país se tornar formalmente independente.

    O especialista da UFF compara o atrelamento de Fidel ao país à importância de Nelson Mandela (1918-2013) para a África do Sul.

    “São figuras que marcaram uma transição de um modelo político a outro, que foram política, militar e socialmente ativas, com fortíssimas presenças internacionais”, disse o argentino à Agência Brasil.

    Ele atribui palavras-chave ao legado de Castro: latino-americanista, anti-imperialista e anticapitalista. Norberto Ferreras classifica de “complicada” a análise do legado sob o ponto de vista de democracia.

    “Cuba nunca foi uma democracia representativa eleitoral”, diz. Para ele, a revolução socialista “recolocou os termos da democracia liberal burguesa e estabeleceu novos parâmetros de representatividade”.

    “A eleição de presidente se dá pela via não direta”, apresenta. Segundo o docente, Fidel aumentou a representatividade em uma “sociedade que estava fechada em um regime autoritário apoiado pelos Estados Unidos”.

    Fulgencio Batista exerceu a Presidência de Cuba de 1940 a 1944, após ser eleito, no entanto, voltou ao poder em 1952, por meio de um golpe de Estado, governando como ditador até 1º de janeiro de 1959.

    O professor compartilha da ideia de que a existência de um partido único é fator complicador de Cuba.

    Influência internacional

    O acadêmico da UFF destaca que o ex-presidente cubano teve enorme influência no restante da América Latina, principalmente nas décadas de 1960 e 1970.

    “Uma influência direta nos processos revolucionários, como motor, financiador e também refúgio de muitos militantes de esquerda, revolucionários”, descreve.

    Personalidades brasileiras viveram em Cuba enquanto o Brasil era submetido à ditadura militar (1964-1985).

    “Fidel tem uma importância decisiva na trajetória que tiveram os movimentos revolucionários e de esquerda na América Latina”, complementa.

    Ele observa que, depois da década de 1980, “muitos dos antigos aliados e admiradores de Fidel passaram a se tornar críticos do sistema político cubano”.

    O professor cita como exemplo movimentos políticos de esquerda europeus, que perderam força nos seus países, partidos moderados na América Latina, o Partido Revolucionário Institucional (PRI) do México, o radicalismo na Argentina e o socialismo chileno.

    “A virada à direita na América Latina esvaziou o apoio também”, pontua.

    Questionado sobre qual será o legado de Fidel Castro no próximo horizonte de 100 anos, Norberto Ferreras pondera que figuras políticas estão sempre vinculadas a uma realidade específica.

    “A presença de Fidel vai permanecer por um longo tempo em Cuba. É claro que este legado vai se transformar ao longo do tempo”, prevê.

    Ele contextualiza que o mundo passa por um processo de reformulação das instituições liberais democráticas e de mudança da relação entre a América Latina e os demais países, com os Estados Unidos e a China disputando influência.

    Dessa forma, prossegue ele, “é difícil poder ver a influência de Fidel Castro crescendo ao longo do tempo”.

    “Hoje é muito mais uma figura que fica restrita a um determinado período histórico, com uma grande influência no seu momento.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Após terremoto, membros do Mercosul oferecem ajuda à Colômbia

    Após terremoto, membros do Mercosul oferecem ajuda à Colômbia

    Os países-membros e associados ao Mercosul manifestaram solidariedade à população da Colômbia devido ao terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país nesta segunda-feira (10).

    Em comunicado divulgado nesta terça-feira (12), o bloco manifestou “total disposição” para colaborar com as autoridades colombianas nas ações de resgate e assistências às vítimas, bem como na recuperação dos estragos à infraestrutura.

    Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, como estados parte, e Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname, na condição de estados associados, expressaram suas condolências às famílias das vítimas do terremoto e desejaram a rápida recuperação dos feridos.

    O grupo ainda ressaltou a importância de uma “resposta unida e solidária diante de emergências e catástrofes na região”. Nesta terça-feira, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a tragédia.

    Segundo as autoridades colombianas, já passa de 224 o número de mortos pelo forte tremor de terra que atingiu o coração da região cafeeira da Colômbia, no lado oeste do país, motivando o governo colombiano a declarar estado de emergência nacional.

    O terremoto reduziu prédios de vários andares a escombros em cidades como Cali, onde ao menos 85 mortes foram confirmadas até esta manhã. O desastre tem sido comparado a um terremoto que devastou a mesma região em 1999, matando mais de 1 mil pessoas, bem como à catástrofe que, em junho deste ano, matou mais de 6,3 mil pessoas no país vizinho, a Venezuela.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Chuva forte atinge Pequim durante passagem do tufão Dolphin

    Chuva forte atinge Pequim durante passagem do tufão Dolphin

    O tufão mais forte da China neste ano atingiu a capital com chuvas intensas que inundaram vias importantes e deixaram veículos presos, afetando amplas regiões do país, após estabelecer novos recordes de precipitação nas províncias do centro e do leste.

    A segunda maior economia do mundo enfrenta, cada vez mais, fenômenos climáticos destrutivos que os cientistas associam às mudanças climáticas, especialmente neste ano, à medida que um padrão emergente do El Niño eleva as temperaturas e estimula tufões mais frequentes e intensos.

    A capital declarou seu segundo nível mais alto de alerta de tempestade, suspendendo 250 linhas de ônibus e fechando 150 atrações turísticas, enquanto 10 linhas de metrô operavam em velocidade reduzida, informou a agência oficial de notícias Xinhua nesta quarta-feira (12).

    As chuvas torrenciais transformaram uma via de várias faixas em Pequim em um verdadeiro rio, paralisando o tráfego com carros e ônibus parcialmente submersos, como mostraram imagens de vídeo divulgadas pelo site chinês Rednote.

    O distrito de Changping, na zona norte da cidade, registrou hoje a maior precipitação por hora, com 90,7mm de chuva no período de uma hora a partir das 9h da manhã.

    O tufão enfraqueceu nesta semana, após percorrer mais de 6.000 km e atingir a costa no domingo (9), na província oriental de Zhejiang, mas seus resquícios estão levando umidade tropical para o interior, ameaçando inundações.

    “O mais incômodo é que isso afeta o trabalho e a vida”, disse Zhao Junxia, em Luohe, uma cidade na província central de Henan. “Causa muitos inconvenientes para a alimentação e o transporte.”

    * (Reportagem de Liz Lee, Tingshu Wang, Alessandro Diviggiano, Joe Cash, Ethan Wang e Ryan Woo)

    * É proibida a reprodução deste conteúdo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • EUA respondem ao Brasil na OMC e aceitam reunião para consultas

    EUA respondem ao Brasil na OMC e aceitam reunião para consultas

    Os Estados Unidos responderam, nesta segunda-feira (10), à manifestação do Brasil junto à Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre as tarifas extras impostas por eles a produtos brasileiros.

    Na resposta, o país norte-americano se disse pronto para conversar e atender ao pedido de consultas feito pelo governo brasileiro.

    “Os Estados Unidos aceitam o pedido do Brasil para participar das consultas. Estamos prontos para dialogar com as autoridades da sua missão em uma data mutuamente conveniente para consultas”, respondeu o governo norte-americano.

    O Brasil apresentou seus argumentos como um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC. O documento expõe o cenário, inclusive com as alegações dos EUA de serem tratados de forma discriminatória pelo Brasil.

    O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.

    O Brasil se manifestou junto à OMC no dia 27 de julho e argumentou que as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos são “inconsistentes” com as regras definidas pela entidade.

    “As medidas em questão [tomadas pelos EUA] parecem ser inconsistentes com as obrigações dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e Comércio 1994”, afirmou o Brasil.

    O Acordo Geral de Tarifas e Comércio traz a base normativa para aplicação de tarifas por parte dos membros da OMC.

    O Brasil também afirma que é preterido pelos EUA na relação comercial, comparado a outros países da Organização Mundial do Comércio.

    China 

    Autoridades do governo chinês também se manifestaram no mesmo pedido de consultas feito pelo Brasil e pediram autorização para participar das consultas. A China é o maior parceiro comercial do Brasil.

    “China tem um interesse comercial substancial nessas consultas”, disse o documento. A China afirma que os EUA também impuseram “certas medidas” a produtos originados no país.

    “Essas medidas afetam todas as exportações da China aos Estados Unidos, sujeitas a isenções específicas, e em particular as condições de competição para esses produtos originados na China e vendidos ao mercado estadunidense, como resultado de tarifas adicionais impostas. A China, portanto, solicita respeitosamente que seja permitida sua participação nas consultas nesta disputa”, acrescentou.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Lula lamenta terremoto na Colômbia: “Brasil permanece à disposição”

    Lula lamenta terremoto na Colômbia: “Brasil permanece à disposição”

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou o terremoto de magnitude 7,4 registrado nesta segunda-feira (10) na Colômbia. Nas redes sociais, ele disse ter recebido com preocupação a notícia do tremor, que teve epicentro no departamento de Chocó. 

    “Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”, escreveu. 

    Também em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil acompanha, com atenção, os esforços de busca e de assistência às populações afetadas pelo terremoto e manifesta disposição de colaborar, na medida de suas capacidades, com as autoridades colombianas nas ações de resposta à emergência.

    Ainda segundo o Itamaraty, não foram identificados brasileiros entre as vítimas do tremor. O plantão consular da Embaixada do Brasil em Bogotá pode ser contatado por meio do telefone +57 3108096169 e o plantão consular em Brasília, pelo telefone +55 (61) 98260-0610.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Forte terremoto deixa pelo menos 20 mortos na Colômbia

    Forte terremoto deixa pelo menos 20 mortos na Colômbia

    Pelo menos 20 pessoas morreram no terremoto no oeste da Colômbia, nesta segunda-feira (10), que derrubou prédios e deixou pessoas presas nos escombros, segundo autoridades. 

    Na cidade de Pereira, 18 pessoas morreram e outras ficaram soterradas em prédios que desabaram, afirmou o prefeito Mauricio Salazar à Rádio Caracol.

    Duas pessoas morreram na cidade de Manizales, segundo o prefeito Jorge Eduardo Rojas em entrevista à Blu Radio, enquanto Alejandro Eder, prefeito de Cali, uma das maiores cidades da Colômbia, afirmou que relatos preliminares indicavam o desabamento de pelo menos 20 estruturas no local, com pessoas soterradas.

    Segundo ele, Cali solicitou o envio de socorristas de Bogotá e Medellín para auxiliar nos esforços de resgate.

    O epicentro do terremoto foi próximo a San José del Palmar, em Chocó, uma província pouco povoada na costa do Pacífico colombiano. A governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba, relatou feridos e danos significativos em Quibdó, a capital da província, e alertou os moradores sobre possíveis réplicas.

    Na província vizinha de Risaralda, o governador Juan Diego Patiño informou que Pereira, uma importante cidade da região cafeeira da Colômbia, também sofreu danos graves em algumas edificações.

    A autoridade de aviação civil da Colômbia comunicou a suspensão de voos nos aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura, enquanto inspetores verificavam a existência de danos estruturais.

    A agência de gestão de desastres do país informou ter recebido relatos de nove departamentos e de todas as 32 capitais departamentais onde o tremor foi sentido, provocando retiradas e os primeiros relatos de danos.

    O serviço geológico da Colômbia revisou a magnitude do terremoto para 7,4 e informou que ele ocorreu a uma profundidade de 96 km. O sistema de alerta de tsunamis dos EUA afirmou que não havia ameaça de tsunami.

    Testemunhas da Reuters no Estado fronteiriço venezuelano de Táchira e na cidade de Barquisimeto, no centro-oeste do país, relataram que o terremoto foi sentido nessas regiões.

    A Venezuela foi atingida por dois terremotos devastadores em junho, que mataram mais de 6.000 pessoas, principalmente no litoral próximo à capital, Caracas.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Tempestades causadas por tufão Dolphin atingem leste da China

    Tempestades causadas por tufão Dolphin atingem leste da China

    Chuvas torrenciais e tempestades na esteira do tufão Dolphin inundaram várias províncias no leste da China, alagando a região costeira e inundando as ruas de Xangai. Cerca de 40% dos voos foram cancelados nesta segunda-feira (10) em Xangai, devido às condições climáticas.

    O “Dolphin” apresentava ventos máximos sustentados de 151 quilômetros por hora (km/h) próximo ao seu centro quando atingiu a costa de Zhejiang, província localizada ao sul e a oeste de Xangai, na noite de ontem, antes de enfraquecer e se transformar em tempestade tropical.

    As nuvens de chuva remanescentes continuaram a alagar hoje as províncias do leste, incluindo Anhui, Jiangsu e Shandong.

    Muitas ruas em Xangai, a segunda cidade mais populosa do país, ficaram alagadas, inclusive nos principais centros comerciais.

    Os dois aeroportos da cidade cancelaram um total de 943 voos devido ao tufão, reduzindo a capacidade em quase 40%, informou a emissora estatal CCTV.

    A China Eastern Airlines disse que estava tentando retomar os voos para Xangai, Zhejiang e outros destinos de “maneira ordenada”.

    Muitas ruas nos distritos suburbanos de Jiading e Qingpu, próximos ao centro de Xangai, permaneceram encharcadas, de acordo com transmissões ao vivo compartilhadas por moradores nas redes sociais. Os vídeos ao vivo mostravam pessoas caminhando em águas turvas que chegavam até os joelhos.

    “Choveu quase a noite toda ontem. Quando acordei esta manhã, encontrei o bairro alagado, e as ruas estavam gravemente inundadas”, disse Hou Lina, de 39 anos, que trabalha com vendas em Jiading, em Xangai.

    “Moro em Xangai há 10 anos, e esta é a primeira vez que passo por tantos transtornos causados por um tufão. É a primeira vez que vejo uma inundação tão generalizada”, declarou ela à Reuters.

    A previsão é de que o “Dolphin”, tufão mais forte a atingir a China este ano, avance mais para o interior, rumo às províncias centrais de Hubei e Henan nos próximos dias, ao mesmo tempo em que empurra a umidade para o norte.

    As autoridades da capital, Pequim, elevaram os alertas para chuvas torrenciais e afirmaram que a cidade estava preparada para acionar seu plano de controle de enchentes na manhã desta terça-feira.

    Pequim deve registrar “chuvas significativas” de terça a quinta-feira, com as autoridades alertando para o risco de enchentes repentinas e deslizamentos de terra nas áreas montanhosas ao redor.*

    * (Reportagem adicional de Joyce Zhou)

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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cientistas recorrem aos tubarões para melhorar previsão sobre furacões

    Cientistas recorrem aos tubarões para melhorar previsão sobre furacões

    Do animal assassino do filme Tubarão aos predadores arrastados por tornados da série Sharknado, há muito tempo o cinema retrata os tubarões como fontes de medo no verão. Mas quando um tubarão atravessa as águas da costa leste dos EUA, ele pode estar fazendo mais do que caçar, pode estar reunindo dados que ajudam cientistas a compreender o potencial de um furacão antes que ele atinja a costa.

    Pesquisadores da Universidade de Delaware estão testando se os tubarões podem servir como observadores móveis de dados oceânicos quase em tempo real, carregando sensores que medem as condições do oceano para alimentar modelos oceanográficos, atmosféricos e climáticos.

    Essas etiquetas são pequenos dispositivos eletrônicos que medem a condutividade elétrica do oceano — um indicador intimamente relacionado à salinidade —, bem como a temperatura e a profundidade, à medida que as criaturas marinhas às quais estão acopladas nadam e mergulham.

    “Sensores acoplados a animais têm sido usados com sucesso por oceanógrafos há anos, particularmente em elefantes-marinhos nas regiões polares”, disse Aaron Carlisle, pesquisador principal e professor da Escola de Ciências Marinhas e Políticas da universidade.

    Os tubarões oferecem uma nova oportunidade para essas pesquisas porque são abundantes, amplamente distribuídos e mais fáceis de acessar do que muitos mamíferos marinhos protegidos, disse Carlisle.

    Até agora, a marcação de tubarões normalmente rastreava apenas para onde esses peixes viajam e os habitats que utilizam.

    Os pesquisadores da Universidade de Delaware selecionam tubarões capazes de coletar as medições mais úteis para a pesquisa sobre furacões e dão preferência a espécies que vêm à superfície com frequência suficiente para que transmitam as informações aos satélites.

    “Estamos realmente mais interessados no conteúdo de calor da camada superior do oceano, conhecida como camada mista”, disse Carlisle.

    “Essa é a parte da coluna d’água que realmente determina a intensidade dos furacões — uma camada mista mais quente significa furacões mais fortes —, pois retém o calor que alimenta os furacões”, acrescentou Carlisle.

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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Milei recua em liberar venda de áreas afetadas por incêndios

    Milei recua em liberar venda de áreas afetadas por incêndios

    Em meio à repressão contra protestos nas ruas, o governo de Javier Milei excluiu da votação no Senado, nesta quinta-feira (6), o capítulo de projeto que previa a possibilidade de vender terras em áreas afetadas por incêndios florestais.  

    Esta é a segunda derrota da semana da Casa Rosada no Senado do país. O capítulo que ampliava os limites para venda de terras a estrangeiros também foi retirado de pauta após pressão popular.

    Os dois projetos compõem um pacote de mudanças chamado pelo governo de Lei da Inviolabilidade da Propriedade Privada.

    Apesar das derrotas, a Casa Rosada conseguiu aprovar duas mudanças, por 37 votos contra 33: uma que facilita e reduz os prazos para despejos de inquilinos inadimplentes e outra que dificulta as expropriações por parte do Estado.

    A líder do governo Milei no Senado, Patricia Bullrich, ao final da votação, justificou que as derrotas foram motivadas pelo tempo excessivo para tramitação da matéria devido ao escândalo de corrupção envolvendo o ex-chefe de gabinete de Milei, Manuel Adorni, e a Copa do Mundo.

    “50% do projeto de lei foram aprovados, enquanto os outros 50% não. Decidimos recuar nas questões em que sentimos não ter os votos necessários. É assim que a democracia funciona”, disse em entrevista ao canal argentino TN.

    Após quase 12 horas de sessão no Senado, os temas aprovados agora seguem para análise da Câmara dos Deputados.

    Incêndios florestais

    Atualmente, a legislação argentina proíbe a venda, por 60 anos, de áreas de bosques ou de vegetação úmida afetadas por incêndios. Se a área for destinada a agropecuária e regiões semiurbanas, a proibição para venda é de 30 anos.

    A Lei de 2020 tem o objetivo de inibir o uso dos incêndios criminosos para especulação imobiliária – quando se coloca fogo em determinadas áreas para facilitar a mudança no uso daquele solo –, que pode ser um bosque nativo, por exemplo.

    A Casa Rosada argumentou que a regra tem prazos “extremamente prolongados”, afetando o “exercício do direito à propriedade”. Para o governo Milei, a Lei também não tem resultado em proteção ao meio ambiente.

    “Por um lado, eles [os proprietários] sofrem prejuízos decorrentes do incêndio e, por outro, ficam impedidos, durante décadas, de adaptar o uso de suas terras – o que limita severamente sua capacidade de recuperação econômica e reduz significativamente o valor de suas propriedades”, argumenta um comunicado do governo enviado ao Senado.

    Movimentos sociais e populares têm criticado a mudança. O militante ambientalista Hernán Hougassian, professor de agronomia da Universidade de Buenos Aires, disse à Agência Brasil que ela fragilizaria a proteção ambiental:

    “Pelo projeto, grandes proprietários de terras e grandes empresários podem incendiar florestas nativas, áreas úmidas e regiões ambientalmente sensíveis e, então — uma vez que as chamas se apaguem e as cinzas sejam removidas —, realizar empreendimentos imobiliários e dedicá-las a atividades comerciais especulativas.”

    No início de 2026, regiões da Patagônia argentina foram afetadas por incêndios florestais de grandes proporções que, segundo satélites da Nasa, devastaram 17,5 mil hectares em poucos dias. A área queimada é maior que o município de Niterói (RJ), que têm 13,4 mil hectares. 

    Repressão à protestos

    A votação do projeto no Senado foi marcada por cenas de repressão policial contra manifestações em torno do prédio Legislativo. Em meio a chuva, milhares de pessoas e as forças de segurança protagonizaram cenas de violência em meio a gases lacrimogênios e jatos de água.

    Um repórter fotográfico foi ferido na cabeça e dezenas de trabalhadores da imprensa foram alvos de gases da polícia, segundo informou o Sindicato de Imprensa de Buenos Aires (SiPreBA).  

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original