Categoria: Economia

  • Multas por aumento abusivo de combustíveis passam de R$ 700 milhões

    Multas por aumento abusivo de combustíveis passam de R$ 700 milhões

    A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável pela regulamentação do setor no país, aplicou mais de R$ 700 milhões em multas a distribuidoras de combustíveis por causa de aumento abusivo de preço, informou o órgão nesta sexta-feira (25).

    As infrações são referentes a dez processos administrativos contra nove distribuidoras. No meio da semana, a ANP já havia anunciado que os cinco primeiros julgamentos resultaram em R$ 200 milhões em multas.

    A agência reguladora explicou que as multas são decisões de primeira instância, baseadas em autos de infração anotados por equipes de fiscalização, ou seja, as empresas ainda podem recorrer na própria ANP. No comunicado do órgão, não foram informados os nomes das empresas.

    As vistorias da agência foram realizadas durante vigência das medidas provisórias (MP) 1.340/2026 e 1.349/2026, publicadas após a guerra no Oriente Médio, que causou escalada de preços de combustíveis em todo o mundo.

    As duas MPS continham medidas para enfrentar problemas de abastecimento e conter a escalada dos preços nos país. Ambas não estão mais em vigor.

    Fiscalização prossegue

    Esta semana, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, desencadeou uma operação para apurar possíveis aumentos abusivos nas margens de lucro de postos de combustíveis.

    A ação foi iniciada depois de a ANP receber cerca de 330 denúncias de altas indevidas nos preços. A Senacon instaurou 70 processos administrativos sancionadores.

    Como denunciar

    A ANP informou que mantém ações de fiscalização e monitoramento de preços em todo o país. A agência orienta que denúncias sobre aumentos “aparentemente injustificados” ou outras práticas abusivas podem ser feitas pelo telefone 0800 970 0267, site da ANP ou no aplicativo ANP com VC – Postos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Caixa libera dinheiro de antigo fundo PIS/Pasep; veja como sacar

    Caixa libera dinheiro de antigo fundo PIS/Pasep; veja como sacar

    Empregados com carteira assinada e servidores públicos que trabalharam de 1971 a 1988 e estão na fila para sacar as cotas do antigo fundo Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) podem reaver o valor. A Caixa Econômica Federal começou a pagar nesta sexta-feira (25) um novo lote de valores esquecidos.

    Nesta rodada, recebem aqueles que pediram o ressarcimento até 31 de agosto. O valor médio pago varia de R$ 2,8 mil a R$ 2,9 mil, dependendo do tempo de trabalho e do salário da época.

    Quem tem direito

    Podem sacar os valores:

    • Trabalhadores com carteira assinada entre 1971 e 1988
    • Servidores públicos do mesmo período
    • Herdeiros ou dependentes legais, em caso de falecimento
    • Quem pediu o dinheiro até 31 de março

    O benefício não tem relação com o abono salarial atual do PIS/Pasep, pago anualmente. Trata-se de cotas de um fundo antigo, extinto em 2020.

    Como consultar se há dinheiro disponível

    A consulta é feita pelo portal Repis Cidadão, com login via conta Gov.br nos níveis prata e ouro.

    Passo a passo:

    • Acesse o site e faça login com CPF e senha
    • Informe o número do PIS/Pasep ou NIS (se solicitado)
    • Clique em “pesquisar”
    • O sistema indicará se há valores e como proceder

    Também é possível consultar pelo aplicativo do FGTS.

    Como pedir o pagamento

    O pedido pode ser feito de duas formas:

    Pelo aplicativo FGTS:

    • Acesse “Mais”
    • Clique em “Ressarcimento PIS/Pasep”
    • Envie os documentos e acompanhe o pedido em uma agência da Caixa:
    • Leve documento oficial com foto

    O pagamento é feito por crédito em conta. Quem não tiver conta na Caixa receberá automaticamente uma poupança social digital, movimentada pelo app Caixa Tem.

    E no caso de herdeiros?

    Herdeiros também podem solicitar o valor, desde que apresentem:

    • Documento de identificação
    • Certidão de dependentes ou autorização judicial
    • Documento que comprove vínculo com o titularCalendário de pagamentos

    O pagamento depende da data em que o pedido foi feito. Veja os próximos lotes:

    • Até 31/08/2026 → recebe em 25/09/2026 (lote atual)
    • Até 30/09/2026 → recebe em 26/10/2026
    • Até 31/10/2026 → recebe em 25/11/2026
    • Até 30/11/2026 → recebe em 28/12/2026
    • Até 31/12/2026 → recebe em janeiro de 2027

    O que é o fundo PIS/Pasep

    Criado na década de 1970, o fundo reunia recursos para complementar a renda de trabalhadores e servidores. Em 1988, ele foi substituído pelo modelo atual de abono salarial.

    Os valores não sacados foram transferidos em 2020 para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, depois, ao Tesouro Nacional. Agora, o governo permite o resgate mediante pedido.

    Prazo para sacar

    O pedido pode ser feito até setembro de 2028. Após esse prazo, os valores serão incorporados definitivamente ao Tesouro, sem possibilidade de saque.

    Canais de dúvidas

    A Caixa oferece atendimento pelos seguintes canais:

    • Telefone: 0800-726-0207
    • SAC: 0800-726-0101
    • Ouvidoria: 0800-725-7474
    • Site: caixa.gov.br 

    A orientação é verificar quanto antes se há valores disponíveis para evitar perder o prazo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Tesouro Direto bate recorde em agosto com R$ 15 bi em investimentos

    Tesouro Direto bate recorde em agosto com R$ 15 bi em investimentos

    Os investimentos no Tesouro Direto somaram R$ 15 bilhões em agosto, o maior valor da série histórica do programa. No período, foram realizados 1,32 milhão de operações.

    Os resgates e vencimentos totalizaram R$ 17,22 bilhões, resultando em captação líquida negativa (quando o governo paga mais dinheiro aos investidores do que capta com novas aplicações) de R$ 2,21 bilhões.

    O resultado foi influenciado principalmente pelos vencimentos do Tesouro IPCA+ 2026, que somaram R$ 11,3 bilhões, e do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, com R$ 1,5 bilhão.

    Os títulos indexados à taxa Selic foram os mais procurados pelos investidores. As vendas do Tesouro Selic e do Tesouro Reserva alcançaram R$ 7 bilhões em agosto, o equivalente a 46,9% do total.

    Os papéis indexados à inflação responderam por R$ 5,5 bilhões das aplicações (36,3%), enquanto os títulos prefixados somaram R$ 2,5 bilhões (16,7%).

    Nas recompras antecipadas, os títulos atrelados à Selic também lideraram, com R$ 3 bilhões, ou 67,4% do total. Nesse caso, os títulos indexados à inflação (índices de preços) responderam por pouco mais de R$ 1 bilhão (22,9%), enquanto os prefixados, por R$ 423,6 milhões (9,7%).

    Em relação ao prazo dos investimentos, a preferência foi por títulos com vencimento entre um e cinco anos, que concentraram 45,2% das vendas. Os com vencimento entre cinco e dez anos responderam por 43,2% das aplicações, enquanto os com prazo superior a dez anos representaram 11,7% do total.

    As aplicações de até R$ 1 mil continuaram predominando entre os investidores e corresponderam a 55,7% das operações realizadas no mês. O valor médio por aplicação foi de R$ 11.366,43.

    Estoque

    O estoque do Tesouro Direto encerrou agosto em R$ 272 bilhões. O valor representa estabilidade em relação ao mês anterior, quando o estoque estava em R$ 272,3 bilhões, e crescimento de 43% na comparação com agosto de 2025, quando o estoque estava em R$ 190,2 bilhões.

    Os títulos indexados à inflação permanecem como a principal parcela da carteira, com estoque de R$ 128 bilhões, o equivalente a 47,1% do total. Em seguida aparecem os títulos atrelados à Selic, com R$ 106,9 bilhões (39,3%), e os prefixados, com R$ 37,1 bilhões (13,6%).

    Do total em estoque, R$ 20,2 bilhões (7,4%) vencem em até um ano. Os títulos com vencimento entre um e cinco anos somam R$ 131,4 bilhões (48,3%), enquanto aqueles com prazo superior a cinco anos alcançam R$ 120,5 bilhões (44,3%).

    Investidores

    O número de investidores ativos, aqueles que possuem aplicações no programa, chegou a 3,83 milhões em agosto. Em relação ao mês anterior, houve acréscimo de 23.962 investidores. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço foi de 21,7%.

    Já o número de investidores cadastrados atingiu 36,44 milhões. O programa registrou a adesão de 315.217 novos investidores no mês. Em 12 meses, o crescimento foi de 9,6%.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil promulga acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA

    Brasil promulga acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA

    O Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) foi promulgado nesta sexta-feira (25) no Decreto Presidencial nº 13.126, publicado no Diário Oficial da União.

    O bloco de países europeus é formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, que não são membros da União Europeia. Já o grupo sul-americano conta com Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai ─ a Venezuela segue suspensa como Estado-membro desde 2017.  

    De acordo com o Planalto, o decreto publicado nesta sexta-feira conclui o processo de internalização do tratado no Brasil, estabelecendo “compromissos para ampliar os fluxos de comércio e investimentos entre os países dos dois blocos”. No plano jurídico, ele entrará em vigor a partir do dia 1º de outubro de 2026.

    O tratado prevê a ampliação do comércio e dos investimentos entre os dois blocos, com redução de barreiras técnicas, além de medidas sanitárias e fitossanitárias consideradas desnecessárias para o comércio.

    Além disso, prevê mais facilidades para procedimentos aduaneiros e maior acesso aos mercados de compras governamentais.

    Compromissos

    Assinado no dia 16 de setembro de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o documento estabelece também compromissos nas áreas de propriedade intelectual, desenvolvimento sustentável, proteção ambiental, biodiversidade e direitos humanos.

    “Para o Brasil, o acordo amplia as possibilidades de entrada de produtos nacionais nos mercados dos países da EFTA e cria condições para o aumento dos fluxos de comércio e investimentos”, informou a Presidência da República.

    O acordo prevê também o reconhecimento e a proteção de indicações geográficas, mecanismo voltado à valorização de produtos vinculados a determinadas regiões de origem.

    Segundo o Planalto, as negociações entre os dois blocos foram concluídas em 2025, após dez rodadas iniciadas em 2017.

    O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional em junho deste ano e ratificado pelo governo brasileiro em julho.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TST: 60% dos empregados da Caixa devem permanecer em atividade

    TST: 60% dos empregados da Caixa devem permanecer em atividade

    Decisão liminar do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Mauricio Godinho Delgado determinou a manutenção do percentual mínimo de 60% dos empregados da Caixa Econômica Federal em serviço, durante greve decretada no dia 10 de setembro.

    A medida ocorre após a Caixa Econômica Federal ajuizar dissídio coletivo de greve contra a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), na quinta-feira (24).

    No pedido da Caixa ao TST foi solicitada a manutenção de 80% do pessoal em atividade, alegando impacto direto aos serviços essenciais, a exemplo da compensação bancária e do pagamento de benefícios sociais. A empresa também justificou a falta de consenso nas negociações quanto ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa.

    De acordo com o TST, o percentual de 60% é suficiente para a preservação do atendimento às necessidades inadiáveis da comunidade, sem inviabilizar o exercício constitucional do direito de greve da categoria.

    Negociações

    Por meio de nota, a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Luiza Hansen, informou que os trabalhadores já haviam solicitado ao banco a continuidade das negociações, por meio de ofício enviado na terça-feira (22). 

    “Acreditamos que a negociação sempre é a melhor forma de se chegar à solução. O ajuizamento nunca é o melhor caminho e pode trazer grandes prejuízos, especialmente na fase de julgamento. Esperamos que ainda haja possibilidade de avançar na conciliação.”

    Na decisão liminar, o ministro também garantiu a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho, com vigência entre setembro de 2024 e agosto de 2026, até a decisão definitiva do caso.

    Delgado também negou a proibição de atividades que dificultem o livre acesso às agências, ao destacar que não há indícios de excesso por parte do movimento grevista

    O julgamento do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho está agendado para às 14h30 da próxima terça-feira (29).

    O processo corre sem segredo de justiça, com exceção de documentos para os quais a Caixa solicitou a medida.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Prévia da inflação oficial de setembro fica em 0,70%, mostra IBGE

    Prévia da inflação oficial de setembro fica em 0,70%, mostra IBGE

    A prévia da inflação oficial de setembro ficou em 0,70%, a maior desde abril (0,89%). O resultado é uma inversão da deflação (inflação negativa) de agosto, que ficou em -0,40%.

    A explicação principal da aceleração está na devolução do bônus de Itaipu, desconto que os consumidores tiveram na conta de luz do mês anterior.

    Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Com o resultado, o IPCA-15 soma 4,47% no acumulado de 12 meses. Em agosto, eram 4,24%. Em setembro de 2025, a prévia da inflação marcou 0,48%.

    Em 2026, o IPCA-15 acumula 3,82%. Veja mês a mês o comportamento da prévia da inflação no ano:

    • janeiro: 0,20%
    • fevereiro: 0,84%
    • março: 0,44%
    • abril: 0,89%
    • maio: 0,62%
    • junho: 0,41%
    • julho: 0,06%
    • agosto: -0,40%
    • setembro: 0,70%

    Grupos

    Para chegar ao resultado mensal, o IBGE apura o preço de nove grupos de produtos e serviços. Veja como se comportaram os grupamentos:

    • Habitação: 2,07% (impacto de 0,31 ponto percentual)
    • Despesas pessoais: 0,96% (0,10 p.p.)
    • Transportes: 0,60% (0,12 p.p.)
    • Artigos de residência: 0,55% (0,02 p.p.)
    • Comunicação: 0,54% (0,02 p.p.)
    • Vestuário: 0,41% (0,02 p.p.)
    • Alimentação e bebidas: 0,40% (0,09 p.p.)
    • Saúde e cuidados pessoais: 0,13% (0,02 p.p.)
    • Educação: 0,03% (0 p.p.)

    Bônus de Itaipu

    A alta no grupamento habitação, o que mais pressionou a prévia, é explicada pela energia elétrica residencial, que subiu 7,42% em setembro, representando o maior impacto individual do índice (0,29 p.p.).

    Isso aconteceu porque em agosto, o conta de luz tinha caído 6,25%, beneficiada pelo Bônus Itaipu.

    O bônus consiste na distribuição do saldo positivo da conta de comercialização de Itaipu, hidrelétrica estatal, que vira crédito nas contas de energia.

    Em setembro, como não teve mais esse desconto, a conta de luz “normal” é comparada com a de agosto, mais baixa, fazendo com que a diferença de um mês para o outro seja maior. Esse efeito já era esperado pelo IBGE e por analistas. ((https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-09/inflacao-oficial-de-agosto-fecha-em-032-menor-taxa-em-quatro-anos))

    Transporte e combustíveis

    No grupo Transportes, o resultado foi influenciado pelas passagens aéreas, que subiram quase 10% (9,82%).

    Os combustíveis ficaram 0,22% mais caros, com os seguintes comportamentos de preços:

    • gás veicular: 1,56%
    • gasolina: 0,30%
    • óleo diesel: -0,78%
    • etanol: -0,22%

    Alimentos

    No grupo alimentação e bebidas, o subgrupo da alimentação no domicílio subiu 0,38% em setembro. Em agosto havia sido registrada deflação de -0,97%.

    As maiores altas na alimentação em casa foram:

    • tomate: 20,76%
    • arroz: 2,39%
    • carnes: 1,30%

    Se destacaram nas quedas:

    • feijão carioca: -6,33%
    • cebola: -4,41%
    • café moído: -1,36%

    Prévia da inflação

    O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.

    A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa e feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 15 de agosto a 15 de setembro.

    Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

    O IPCA-15 coleta preços de 367 produtos e serviços (10 a menos que o IPCA) em 11 localidades do país (as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.); e o IPCA, 16 localidades (inclui Vitória, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju).

    O IPCA cheio de setembro será divulgado em 9 de outubro.

    O boletim Focus da última segunda-feira (21), sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o mercado espera inflação de setembro em 0,52%.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Combustíveis terão novos preços médios a partir de outubro

    Combustíveis terão novos preços médios a partir de outubro

    Os estados e o Distrito Federal passarão a adotar, em 1º de outubro, novos valores do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) para combustíveis. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou a atualização no Diário Oficial da União desta sexta-feira (25).

    >> Veja aqui a tabela completa. <<

    O preço médio ponderado serve de referência para a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) referente aos combustíveis, e não corresponde necessariamente ao preço cobrados nos postos.

    Os novos preços são informados pelas unidades da Federação e usados para calcular a base de incidência do tributo em operações com produtos como:

    • querosene de aviação (QAV);
    • etanol combustível (AEHC);
    • gás natural veicular (GNV);
    • gás natural industrial (GNI);
    • óleo combustível.

    Valores

    No Distrito Federal, por exemplo, o preço médio do etanol foi fixado em R$ 4,46 por litro, enquanto o do gás natural veicular ficou em R$ 6,78 por metro cúbico. 

    Em São Paulo, o valor de referência do etanol será de R$ 3,77 por litro.

    Em Minas Gerais, o do querosene de aviação foi estabelecido em R$ 8,02 por litro.

    Entre os estados com os maiores valores de referência para o querosene de aviação estão Tocantins, com R$ 9,82 por litro, e Roraima, com R$ 8,22 por litro.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Beneficiários com NIS de final 7 recebem Bolsa Família de setembro

    A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (25) a parcela de setembro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 7.  Neste mês, 19,29 milhões de família serão beneficiadas, com o valor médio do benefício em R$ 678,18.

    Os moradores de 179 municípios de sete estados receberam o crédito no último dia 17, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Acre (todos os 22 municípios), Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Rio Grande do Norte (113), Roraima (seis), São Paulo (um) e Sergipe (três).

    A lista dos municípios com pagamento unificado está disponível aqui.

    O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos. Os valores terão reajuste em outubro.

    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

    Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).


    Brasília (DF), 21/09/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Setembro. Foto: Arte/Agência Brasil
    Brasília (DF), 21/09/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Setembro. Foto: Arte/Agência Brasil
    Calendário do Bolsa Família – Arte/Agência Brasil

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Economistas lançam iniciativa por economia focada na vida real

    Economistas lançam iniciativa por economia focada na vida real

    Mais de 100 economistas e 60 organizações da sociedade civil lançaram nesta semana a Vida em Conta, uma iniciativa para aproximar o debate econômico das condições concretas de vida da população brasileira. A ação é articulada pela Plataforma Cipó e pela organização Transforma.

    A iniciativa destaca que o Brasil alcançou avanços importantes nos últimos anos e retomou, desde 2023, políticas públicas, investimentos e instrumentos de planejamento, com resultados relevantes no combate à fome e à pobreza, na geração de trabalho e renda, na redução do desemprego e da inflação, na proteção ambiental e na recuperação da capacidade de atuação do Estado. 

    No entanto, alerta que a continuidade dessas conquistas não está assegurada. “Há o risco de retorno a uma agenda que combine restrições permanentes ao investimento público, enfraquecimento dos serviços e das instituições públicas e desonerações tributárias sem contrapartidas claras para o desenvolvimento, comprometendo a proteção social e ambiental, prejudicando o crescimento econômico”, dizem as entidades participantes. 

    Elas ressaltam ainda que, apesar do crescimento da economia e da melhora dos indicadores sociais no país, parte significativa dos brasileiros ainda enfrenta dificuldades para perceber esses resultados em seu dia a dia. 

    “O crescimento econômico é fundamental, mas também importa como seus benefícios são distribuídos. Uma economia bem-sucedida é aquela que reduz desigualdades e transforma as capacidades e riquezas do país em avanços tecnológicos, empregos de qualidade e melhores condições de vida para a população”, afirma a diretora-executiva da Plataforma Cipó, Maiara Folly.

    Entre as diretrizes defendidas pela iniciativa estão a redução das desigualdades, colocando o enfrentamento das disparidades de renda, riqueza, gênero, raça e território no centro do planejamento; a redução do custo de vida; a ampliação do tempo e das condições para uma vida digna; o fortalecimento da soberania tecnológica; e a aceleração da diversificação produtiva para gerar empregos de qualidade.

    “O Brasil precisa ter a ambição de definir uma agenda de transformação social diante do novo cenário global. Não podemos ficar presos apenas às discussões fiscais de curto prazo frente às mudanças climáticas, tecnológicas e nos processos de trabalho. Precisamos avançar em uma agenda que nos livre dos retrocessos e garanta oportunidades econômicas e direitos sociais”, destaca o diretor-executivo do Transforma, Marco Antonio Rocha.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Com pessimismo externo, dólar sobe 0,47% e aproxima-se de R$ 5,20

    Com pessimismo externo, dólar sobe 0,47% e aproxima-se de R$ 5,20

    Em dia de nervosismo no mercado doméstico e externo, o dólar aproximou-se de R$ 5,20, e fechou no maior nível desde o fim de agosto. A bolsa caiu quase 1% e terminou o dia abaixo dos 184 mil pontos.

    O movimento ocorreu em um dia de maior aversão a risco nos mercados internacionais, com alta dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e avanço do petróleo em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, investidores também acompanharam as novas projeções econômicas do Banco Central e o cenário fiscal.

    Principais números

    • Dólar à vista: R$ 5,1931 (+0,47%);
    • Ibovespa: 183.965,91 pontos (-0,99%);
    • Dólar no mês: alta de 0,26%;
    • Dólar no ano: queda de 5,39%;
    • Petróleo tipo Brent: US$ 106,60 (+3,41%);
    • Petróleo tipo WTI: US$ 94,61 (+2,65%).

    Dólar avança

    O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) vendido a R$ 5,193, com alta de 0,47%. A cotação iniciou o dia em R$ 5,16 e chegou a R$ 5,202 na máxima do dia, por volta das 15h.

    Com o resultado, o dólar passou a acumular alta de 0,26% em setembro, embora ainda registre queda de 5,39% no ano.

    A valorização ocorreu em linha com o comportamento da moeda norte-americana no exterior. O índice DXY, que mede o dólar em relação a uma cesta de seis moedas, subia 0,14%, aos 101,270 pontos, por volta das 17h.

    A alta ganhou força ao longo da manhã, acompanhando a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O movimento veio em meio às preocupações com a inflação americana e à perspectiva de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve.

    O Treasury (título público estadunidense) de dez anos chegou a 5,2209% no fim da tarde, contra 5,114% na sessão anterior. O papel está com rendimento acima de 5% ao ano pela primeira vez desde 2007.

    Taxas mais altas para títulos públicos dos Estados Unidos, considerados os investimentos mais seguros do mundo, estimulam a fuga de capital de países emergentes, como o Brasil.

    Atuação do BC

    O Banco Central também atuou no mercado de câmbio nesta quinta-feira. A autoridade monetária vendeu US$ 1 bilhão em dois leilões de linha simultâneos.

    Nesse tipo de operação, o BC vende dólares com compromisso de recomprar o dinheiro em uns meses. O mecanismo aumenta a oferta de moeda estrangeira e a liquidez do mercado.

    Na véspera, o BC havia informado que o fluxo cambial brasileiro estava negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18.

    Mais cedo, o Banco Central também divulgou novas projeções econômicas. A estimativa de crescimento do PIB em 2026 foi reduzida de 2% para 1,8%. Para 2027, a previsão é de crescimento de 1,4%.

    Bolsa recua

    O Ibovespa encerrou o dia em 183.965,91 pontos, queda de 0,99%. O índice chegou à máxima de 186.211,43 pontos e atingiu a mínima de 183.834,97 pontos.

    O movimento acompanhou a piora do ambiente internacional para ativos considerados mais arriscados, especialmente nos mercados emergentes.

    A alta dos rendimentos dos títulos americanos reduziu a demanda por ativos de risco ao longo do pregão. Ao mesmo tempo, o avanço do petróleo aumentou as preocupações relacionadas à inflação.

    O cenário doméstico também entrou no radar dos investidores após o governo divulgar novas projeções para as contas públicas. Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento reduziram de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões a necessidade de contenção de despesas, mas elevou a previsão de déficit efetivo para 2026 para R$ 80,9 bilhões.

    O resultado também ocorreu enquanto o mercado acompanhava a divulgação de novas pesquisas eleitorais.

    Petróleo acelera

    O petróleo terminou o dia em forte alta, em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e sobre a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo.

    Referência para as negociações internacionais, o barril do tipo Brent subiu 3,41%, a US$ 106,60 por barril. O produto acumula alta próxima de 4% na semana e superior a 18% no mês.

    O barril do tipo WTI, do Texas, referência nos Estados Unidos, avançou 2,65%, a US$ 94,61 por barril.

    As cotações afastaram-se das máximas durante a tarde após informações sobre possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã para estabelecer um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz.

    Apesar disso, a falta de definição sobre as negociações manteve a pressão sobre os preços da commodity (bem primário com cotação internacional). A evolução do petróleo permanece relevante para os mercados porque combustíveis mais caros podem aumentar as pressões inflacionárias e afetar as expectativas para as taxas de juros em diferentes economias.

    * com informações da Reuters

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original