Categoria: Cultura

  • Rádio MEC: Jazz Livre traz live de multi-instrumentista Pedro Franco

    Rádio MEC: Jazz Livre traz live de multi-instrumentista Pedro Franco

    O multi-instrumentista, compositor e arranjador Pedro Franco é a atração do programa Jazz Livre desta quarta-feira (19) para uma live em formato multiplataforma na Rádio MEC. A performance vai ao ar às 21h, com transmissão simultânea em áudio, pelo dial da emissora, e em vídeo, no YouTube da rádio.

    Acompanhado da contrabaixista Marfa Kurakina e do baterista Cassius Theperson, Pedro Franco toca violão e bandolim de dez cordas para apresentar o trabalho Black Pantha, seu recente álbum autoral e instrumental aclamado pela crítica. O disco traz as  composições mais representativas de Franco a partir de 2016, no qual o músico se declara multi-instrumentista e traz para a linha de frente seus improvisos.

    Considerado no cenário nacional como um dos maiores nomes de sua geração, Pedro Franco é natural de Porto Alegre. Além do trabalho autoral, já dividiu o palco com artistas como Maria Bethânia, Zélia Duncan, Ney Matogrosso, Yamandu Costa, Gal Costa, Hamilton de Holanda, entre outros grandes artistas brasileiros.

    Em 2017, lançou seu primeiro disco de carreira, que foi indicado na categoria Revelação do Prêmio da Música Brasileira. Em 2020, ganhou como melhor instrumentista no Festival de Música da Rádio MEC. Em 2021, foi indicado como melhor instrumentista no Prêmio Profissionais da Música. No mesmo ano, Pedro lançou o disco Minha Voz Fica em duo com a cantora Zélia Duncan, dedicado à obra da compositora Alzira E. 

    Sobre o Jazz Livre

    Atração diária da Rádio MEC, no ar de segunda a sexta-feira, na faixa das 21h, o Jazz Livre tem uma hora de duração com o melhor repertório do gênero e da música instrumental. O programa apresenta várias edições inéditas por semana, ao vivo, geralmente, de segunda a quinta-feira.

    A produção transmitida em tempo real oferece ao público a oportunidade para interagir por meio do WhatsApp (21) 99710-0537. Os ouvintes podem participar das edições e mandar sua mensagem para a equipe da emissora pública.

    Apresentado por Sidney Ferreira, o Jazz Livre tem produção de Anderson Domingos e Carlos Soca. A coordenação de produção fica com Rodrigo Soprana.

    Sobre a Rádio MEC

    Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

    A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

    A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. 

    Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

    Serviço

    Jazz Livre – Live Black Pantha – Pedro Franco – quarta-feira, dia 19/08, às 21h, ao vivo na Rádio MEC e no YouTube da emissora

    Como sintonizar a Rádio MEC

    Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz

    Belo Horizonte: FM 87,1 MHz

    Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz

    Parabólica – Star One C2 – 3748,00 MHz – Serviço 3

    Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos, no Rio

    Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos, no Rio

    A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família.

    Reverenciada com frequência como uma das damas da teledramaturgia brasileira, ela protagonizou novelas de sucesso, destacando-se nesse gênero no país desde a década de 1950.

    Nascida Nilcedes Soares de Magalhães, em Pelotas (RS), em 1934, a atriz iniciou a carreira no teleteatro da TV Tupi. Sua primeira novela foi Um Lugar ao Sol, em 1959.

    Ao longo de mais de seis décadas, participou de cerca de 40 produções para televisão, além de realizar trabalhos no teatro e no cinema. Ela esteve em vários longas-metragens, como o filme O Pagador de Promessas, ao lado de Leonardo Villar, que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1962.

     


    A atriz Glória Menezes morreu aos 91 anos nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro. Foto: Instagram/gloriamenezesoficial
    A atriz Glória Menezes morreu aos 91 anos nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro. Foto: Instagram/gloriamenezesoficial
    A atriz Glória Menezes morreu aos 91 anos nesta terça-feira (18), em sua casa, no Rio de Janeiro. Foto: Instagram/gloriamenezesoficial

    Na televisão, a atriz participou de novelas como Irmãos Coragem, Brega & Chique, Rainha da Sucata, Páginas da Vida e A Favorita.

    Em 1963, durante a novela 2-5499 Ocupado, a primeira telenovela diária do país, trabalhou com Tarcísio Meira, com quem se casou no mesmo ano e manteve uma parceria artística em diversas produções. Com o marido, Glória atuou em grandes sucessos, entre as quais Sangue e Areia, Rosa Rebelde, Espelho Mágico e Guerra dos Sexos.

    Os dois foram casados por 59 anos, até que Tarcísio Meira morreu em 12 de agosto de 2021, de covid-19.

    Glória atuou no teatro e no cinema até os anos 2000. Um de seus últimos trabalhos na TV foi Totalmente Demais, de 2015, no qual interpretou a personagem Stelinha.

    Glória Menezes deixa três filhos: Maria Amélia e João Paulo, de uma união anterior, e Tarcísio Filho, do casamento com Tarcísio Meira.

    A família não informou até o momento onde será realizado o velório da atriz.

    Perda para a cultura

    Em nota, o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, afirmou que a perda de Glória Menezes entristece a cultura e a arte do país.

    “Uma grande atriz que construiu uma trajetória de mais de seis décadas nos palcos, no cinema e, principalmente, na televisão. Um dos rostos mais populares do Brasil deu vida a personagens que atravessaram gerações”.

    Couto relembrou que Glória Menezes, conhecida ao longo de sua carreira por sua versatilidade e talento, interpretou mocinhas, vilãs e personagens de grande destaque. “Sua contribuição para a dramaturgia brasileira deixa um legado que permanecerá na memória do público e das novas gerações de artistas”.

    O desembargador manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores de Glória Menezes. “Que sua história e sua arte permaneçam vivas na memória de todos”, concluiu.

    O Ministério da Cultura também manifestou pesar pela morte da atriz e solidariedade aos familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores.

    “Com uma carreira que atravessou diferentes momentos da história da televisão, do teatro e do cinema no Brasil, Glória Menezes deixa um importante legado para a dramaturgia e para a memória cultural do país”, diz o texto, que narra a trajetória da atriz.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cais do Valongo, no Rio, terá museu em prédio histórico do Império

    Cais do Valongo, no Rio, terá museu em prédio histórico do Império

    Um cortejo do Afoxé Filhos de Gandhi iniciou, nesta terça-feira (18), a cerimônia de entrega de uma construção histórica do tempo do Império, para que seja transformado em um museu do Cais do Valongo, berço da presença africana no Brasil.

    O enorme galpão, chamado Edifício Docas André Rebouças, fica imediatamente em frente ao sítio arqueológico do Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro. Apenas uma rua separa os dois.

    Descoberto em 2011, durante obras de revitalização da região, o Cais do Valongo foi construído em 1811 e reúne vestígios da chegada de cerca de 1 milhão de africanos escravizados que desembarcaram nas Américas. 

    Atualmente, o sítio arqueológico é um espaço de visitação a céu aberto, com apenas algumas placas informativas. O visitante precisa suportar o sol ou a chuva para conhecer a escavação.

    Acolhimento

    O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Deyvesson Gusmão, considera que o novo centro será uma forma de acolhimento aos visitantes.

    “É importante que essa narrativa sobre o sítio arqueológico e a importância dele para o Brasil e para o mundo seja contada também dentro desse prédio”, diz.

    A transformação do antigo prédio das Docas em um centro de referência é uma forma de acolher os visitantes, que terão ali acesso ao acervo de cerca de um milhão de itens encontrados no Valongo e áreas vizinhas da zona portuária, uma região que, justamente, por lembrar a chegada de africanos ao Brasil, recebe o nome de Pequena África. 

    O Cais do Valongo é patrimônio cultural da Humanidade, reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Uma Lei Federal reconhece o sítio arqueológico como patrimônio histórico e cultural afro-brasileiro.

    A obra para transformar a construção imperial em Centro de Interpretação da Herança Africana do Cais do Valongo está orçada em R$ 77 milhões e será executada com recursos do orçamento da União. A previsão é as obras de adaptação durarem três anos.

    Engenheiro negro e abolicionista

    Também funcionarão no endereço histórico o Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana e o Memorial André Rebouças, engenheiro que dá nome ao prédio.

    O então Armazém Dom Pedro II só ganhou o nome de Rebouças, responsável pelo projeto de construção, em 2025. O baiano foi o primeiro engenheiro negro do país e um dos grandes nomes do movimento abolicionista. O prédio da época do Império foi construído em 1871 e não contou com mão de obra escravizada.

    Acervo e reparação

    De acordo com o presidente da Fundação Cultural Palmares, João Jorge Santos Rodrigues, o acervo que será abrigado pelo novo centro deve ter mais de 1 milhão de peças.

    “Vai ser ao longo de 20 anos, 30 anos, que vai se dizer o que tem. Vamos precisar de equipe de todo o mundo pesquisando, identificando, trazendo à tona”, disse o representante do órgão ligado ao Ministério da Cultura.

    Alguns itens já foram identificados, como anéis, cachimbos, peças de vestuário e iscas de pesca, e estavam expostas em outros museus.

    A ministra da Cultura, Margareth Menezes, considera que o novo centro é uma reparação após séculos e escravidão.

    “Todo mundo, pretos, brancos e indígenas, precisa estar unido nesse processo, porque o Brasil só será um país com democracia cidadã quando essa justiça for feita. Essa justiça faz parte de uma série de ações: justiça social, acesso à saúde, à educação, à cultura”, declarou.

    Representantes da sociedade

    O Cais do Valongo conta com um comitê gestor que reúne integrantes das três esferas de governo e representantes da sociedade civil.

    Um dos integrantes é Nilson Moreira, que representa a Casa da Tia Ciata, uma organização não governamental que fica na Pequena África. Para ele, o espaço repaginado será um marco da região.

    “É muito importante para que a pessoa que ainda não conhece a história do Cais do Valongo tenha um resumo já na frente da escavação” defende.

    “Ela vai observar e ter muito mais conteúdo para que possa formar sua ideia. A gente está desenterrando histórias escondidas para que as pessoas conheçam a cultura negra como um todo”, descreveu o trineto de Tia Ciata (1854-1924), baiana que se tornou matriarca do samba carioca.

    Na visão dele, comitê gestor contribui para que imóveis da região não percam a própria essência.

    “No momento em que perde a essência, a região perde o significado. A luta do comitê gestor é para manter isso”, pontua.

    Pequena África

    A Pequena África já é considerada uma das regiões mais visitadas por turistas no Rio de Janeiro e concentra dezenas de quadras na região portuária, sendo um registro geográfico da chegada ao Brasil de africanos escravizados.

    Um passeio pelas ruas da Pequena África se transforma em uma aula sobre a influência negra na construção das identidades carioca e brasileira.

    Na região, além do Valongo, ficam pontos marcantes do legado africano na cidade e no país, como o Quilombo da Pedra do Sal, o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab) e o Cemitério dos Pretos Novos, onde eram enterrados escravizados que morriam após a entrada dos navios negreiros na Baía de Guanabara ou imediatamente depois do desembarque, antes mesmo de serem vendidos.

    Ao lado do futuro Centro de Interpretação da Herança Africana do Cais do Valongo, a prefeitura do Rio de Janeiro está construindo o Centro Cultural Rio-Áfricas, voltado à valorização da ancestralidade afro-diaspórica por meio de exposições, mostras, formação artística e atividades educativas.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Nas redes sociais, amigos homenageiam trajetória de Laura Cardoso

    Nas redes sociais, amigos homenageiam trajetória de Laura Cardoso

    Amigos e colegas de trabalho prestaram homenagens à trajetória da atriz Laura Cardoso, que faleceu aos 98 anos, em sua casa, em São Paulo. A informação foi confirmada nesta terça-feira (18) em seu perfil no Instagram.

    A cantora e atriz Zezé Motta salientou que a arte brasileira dá adeus a “uma de suas maiores damas”, ao publicar uma foto de Laura. “Laura foi grande, foi inteira, foi eterna”, diz a legenda da postagem.

    A atriz Lilia Cabral relembrou o último encontro que teve com a atriz, enfatizando o impacto de seu legado na televisão brasileira: “ela representa a nossa arte, ela é e sempre será a nossa inspiração.”

    As duas atrizes contracenaram nas novelas Chocolate com Pimenta (2003) e Império (2014), ambas na emissora Globo. 

    “Na minha memória ela sempre estará presente e tenho certeza que na memória de muitos brasileiros também”.

    Outra atriz que homenageou a artista foi Lúcia Veríssimo. Ela contou que conheceu Laura no filme que fizeram juntas, Um Casal de 3, em 1982.

    “Daí para sempre tive o imenso prazer de tê-la como amiga querida. Te agradeço imensamente por todo carinho que você sempre teve comigo, assim como pelas gargalhadas infinitas que você provocou em mim com suas façanhas e pelas maravilhosas atuações”.

    Já a atriz Fabiana Karla não poupou elogios para homenagear a carreira da amiga. Karla relembrou que dividiram o palco na peça Hoje Eu Me Chamo Dinorá e da dedicação da amiga, “que chegava 15h no teatro para se preparar para seu público às 21h.”

    “Trabalhar ao lado dela foi uma lição de ofício e de vida.”

    O ator Miguel Falabella homenageou a artista compartilhando uma foto de ambos e destacando: “Laura era gigante, compulsiva e tinha um talento que não cabia em seu corpo pequeno”.

    Já o ator Ary Fontoura lembrou da atriz como uma “amiga querida” e “companheira de tantas caminhadas”, acrescentando que “essa luz, esse sorriso e esse brilho jamais serão esquecidos”.

    O ator José de Abreu postou no X duas fotos ao lado de Laura em que trabalharam juntos nas novelas Desejo Proibido (2009) e A Dona do Pedaço (2019): “amor de todos nós”.

    Laura Cardoso foi velada na manhã desta terça-feira (18) na Bela Vista, em São Paulo, em cerimônia para a família e amigos.

    *Estagiário da Agência Brasil sob coordenação de Odair Braz Junior

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • MinC destaca carreira de Laura Cardoso e lamenta morte

    MinC destaca carreira de Laura Cardoso e lamenta morte

    O Ministério da Cultura (MinC) manifestou solidariedade à família, aos amigos, colegas de profissão e admiradores da atriz Laura Cardoso, que morreu na madrugada desta terça-feira (18), aos 98 anos, em São Paulo.

    “É com pesar que o Ministério da Cultura recebe a notícia da morte da atriz Laura Cardoso, na madrugada desta terça-feira (18), aos 98 anos. Um dos principais nomes da dramaturgia brasileira, a artista construiu uma carreira de mais de oito décadas e fez parte da história do rádio, do teatro, do cinema e da televisão no país”, afirmou em nota.

    O MinC destacou que na sua trajetória, Laura Cardoso acumulou mais de 100 trabalhos na televisão e participou de mais de 60 novelas. Lembrou ainda que participou de produções que marcaram diferentes gerações, como Mulheres de Areia, A Viagem, Felicidade, Terra Nostra, Chocolate com Pimenta, O Profeta, Caminho das Índias, Gabriela, Sol Nascente, O Outro Lado do Paraíso , até o seu último trabalho, na novela A Dona do Pedaço, em 2019.

    A carreira no teatro e no cinema também foi destacada pelo ministério.

    “Nas telas, participou de produções como Terra Estrangeira e Através da Janela. Por sua atuação nesse último, recebeu prêmios de melhor atriz nos festivais de Recife e Miami”, ressaltou.

    O MinC lembrou ainda a contribuição de Laura Cardoso às artes e à cultura brasileira, que conforme a pasta, foi reconhecida ao longo da carreira com diversos prêmios e homenagens, entre eles o Troféu Mário Lago pelo conjunto da obra, prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o Prêmio Shell.

    “Em 2006, Laura Cardoso recebeu a Ordem do Mérito Cultural, reconhecimento concedido a personalidades e instituições por suas contribuições à cultura brasileira.

    Com trajetória que atravessou diferentes momentos da história do rádio, da televisão, do teatro e do cinema no Brasil, Laura Cardoso deixa um legado fundamental para a dramaturgia e para a memória cultural do país”, completou na nota.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Riotur abre inscrições em 24 de agosto para desfile de blocos em 2027

    Riotur abre inscrições em 24 de agosto para desfile de blocos em 2027

    A Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) vai abrir, no próximo dia 24, as inscrições para os blocos de rua interessados em desfilar no Carnaval 2027. O cadastramento se estenderá até o dia 24 de setembro e poderá ser feito exclusivamente pelo site riotur.prefeitura.rio.

    Primeira etapa oficial para a autorização dos desfiles, o registro permite que a Riotur e os demais órgãos públicos envolvidos planejem com antecedência toda a logística, segurança e infraestrutura necessárias para receber os cortejos por toda a cidade.

    O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, lembrou que o carnaval de rua é uma das maiores expressões da cultura carioca, e que os blocos são parte fundamental dessa história.

    “A cada ano, novas iniciativas se somam a uma tradição que se reinventa sem perder sua essência. Nosso objetivo é contribuir para que essa festa seja, a cada ano, mais organizada e estruturada, preservando a espontaneidade, a diversidade e a identidade que fazem do carnaval do Rio uma referência para o mundo”, disse Fellows.

    Em 2026, mais de 400 desfiles foram autorizados. No ano que vem, o carnaval de rua carioca deverá começar no dia 16 de janeiro.

    Cronograma

    • 24 de agosto a 24 de setembro: período de inscrições;
    • 25 de setembro a 15 de outubro: inscrições efetuadas serão objeto de análise dos órgãos municipais;
    • 16 e 22 de outubro: liberação, no site, do Documento de Cadastro Preliminar ou Documento de Cadastro Não Efetivado, para download, e período de solicitação de revisão de parecer;
    • 23 a 31 de outubro: respostas aos pedidos de revisão de parecer e liberação do Documento de Cadastro Preliminar ou Documento de Cadastro Não Efetivado;
    • 1º de novembro e 11 de janeiro de 2027: o representante legal do bloco deverá dirigir-se aos órgãos públicos competentes (Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro) para a obtenção da documentação complementar obrigatória.
    • 12 e 14 de janeiro de 2027: upload dos documentos complementares obrigatórios no site e liberação após conferência dos documentos de cadastro efetivado;
    • 15 de janeiro: o processo será finalizado, com o envio do documento de cadastro efetivado do processo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Perto de completar 50 anos, Festival Guarnicê de Cinema começa dia 20

    Perto de completar 50 anos, Festival Guarnicê de Cinema começa dia 20

    O quarto festival de cinema mais antigo do Brasil e o mais longevo em atividade ininterrupta no Norte e Nordeste, o Festival Guarnicê de Cinema chega à sua 49ª edição.

    Neste ano, o festival será realizado entre os dias 20 e 26 de agosto, em São Luís, no Maranhão, e vai trabalhar com o tema Encontro com Narrativas Humanas. 

    A ideia do tema é promover uma reflexão sobre a essência da experiência cinematográfica, reafirmando o cinema como espaço de convivência, troca e construção coletiva.

    Ao reunir artistas, realizadores, pesquisadores e público, o festival quer ajudar a promover narrativas capazes de gerar diálogo, memória e novas formas de se olhar para o mundo.

    “O Guarnicê está caminhando para celebrar cinco décadas de existência”, destacou Rosélis Barbosa, diretora do festival. 

    “Ao longo dessa trajetória, ele se consolidou como um espaço de exibição, debate, formação de plateia e reflexão crítica. É também um espaço de formação cidadã e de democratização cultural”, disse.

    Em entrevista à Agência Brasil, Rosélis ressaltou que o Guarnicê é um dos festivais de cinema mais tradicionais do país e é fundamental para dar visibilidade ao cinema independente brasileiro. 

    “Um de seus principais objetivos é difundir a produção audiovisual brasileira a partir do Nordeste, com uma atenção especial para a produção maranhense”, explica.

    Nesta edição, o festival recebeu mais de 1,4 mil inscrições de obras de todas as regiões do Brasil. Cerca de 150 delas foram selecionadas e serão exibidas. 

    “Uma característica importante dessa seleção é a diversidade territorial. Temos produções de todas as regiões. E essa diversidade é importante para a gente porque nos mostra que o Guarnicê não é apenas um festival realizado no Maranhão, ele é uma janela para a produção audiovisual brasileira e, ao mesmo tempo, é uma vitrine para o cinema produzido no próprio estado”, ressalta.

    Além da variedade territorial, os filmes selecionados também trazem uma diversidade de gênero, temas e linguagens. 


    Perto de completar 50 anos de existência, Festival Guarnicê de Cinema tem início na próxima quinta-feira. Foto: Divulgação
    Perto de completar 50 anos de existência, Festival Guarnicê de Cinema tem início na próxima quinta-feira. Foto: Divulgação
    Atriz Marcélia Cartaxo, vencedora do Urso de Prata no Festival de Berlim, é uma das homenageadas – Foto: Divulgação

    “Temos documentários, ficções, animações, obras experimentais, dramas, comédias e filmes que transitam por diferentes linguagens audiovisuais. E neste ano, aparecem com muita força questões relacionadas à memória, à identidade, ao território, à cultura popular, às relações sociais, diversidade, ancestralidade e às experiências de diferentes grupos e comunidades”, disse Rosélis. 

    A diretora destaca também que “há questões relacionadas ao ambiente natural e relações de gênero, juventude, questões indígenas e desigualdades sociais”.

    Homenagens

    Neste ano, o festival irá homenagear a atriz Marcélia Cartaxo, vencedora do Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por sua interpretação em A Hora da Estrela (1985); o ator Romulo Estrela, que recentemente protagonizou a novela Três Graças, e o cineasta Frederico Machado, que dirigiu obras como Punga, Boi de Lágrimas e O Exercício do Caos.

    Realizado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o evento também promove oficinas, debates, seminários, ações formativas e a Mostra de Jogos Digitais. 

    “O festival não foi pensado apenas como lugar de exibição de filmes, mas também como espaço de formação e reflexão. A programação inclui oficinas, debates e atividades voltadas para formação de pública e de qualificação profissional. Realizamos também o Seminário Ciência Filme Guarnicê, que aproxima o audiovisual da universidade, por exemplo”, disse Rosélis.

    As exibições presenciais da mostra acontecem no Cinépolis, do São Luís Shopping, e no Cinema Sesc Deodoro. Os filmes das mostras competitivas também ficarão disponíveis gratuitamente na plataforma Guarnicê e no aplicativo Cine Guarnicê a partir das 17h30 do dia em que forem exibidos presencialmente, permanecendo disponíveis até as 18h do dia seguinte.

    Outras informações sobre o festival, que é gratuito, podem ser encontradas no site do evento.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Exposição do Muhcab celebra resistência da Pequena África, no Rio

    Exposição do Muhcab celebra resistência da Pequena África, no Rio

    O Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na zona portuária do Rio de Janeiro, apresenta a exposição Território Inventivo Pequena África, sobre a região Cais do Valongo, redescoberto há cerca de 15 anos.

    A mostra convida o público a conhecer a história de um território marcado pela chegada de africanos escravizados, mas também pela resistência, pela produção cultural e pela formação da identidade brasileira.

    A Pequena África reúne locais simbólicos da história negra, como a Pedra do Sal, o Cemitério dos Pretos Novos e o Cais do Valongo, por onde passaram mais de 1 milhão de africanos escravizados entre os séculos 18 e 19.

    Redescoberto em 2011, durante as obras de revitalização da zona portuária, o cais foi reconhecido, em 2017, como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

     


    Rio de Janeiro (RJ), 13/08/2026 – Exposição Território Inventivo Pequena África no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na zona portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 13/08/2026 – Exposição Território Inventivo Pequena África no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na zona portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Exposição Território Inventivo Pequena África no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na zona portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Instalada no Muhcab, a exposição propõe uma travessia simbólica entre África e Brasil. Logo na entrada, o visitante percorre um ambiente sonoro que remete ao Oceano Atlântico antes de conhecer a trajetória histórica da região.

    Segundo a coordenadora do Programa Educativo do Muhcab, Nayla Rodrigues, a proposta é ampliar o olhar sobre a história da população negra no país:

    “Contar essa história através do Muhcab é contar não só a dor, mas contar a partir do protagonismo, das agências, das vozes que transformam essa história, que reconhecem esse passado dolorido, mas entendem as ressignificações que esses povos vêm fazendo ao longo do tempo”, afirma.

    A exposição reúne maquetes, mapas interativos, realidade aumentada e ambientes cenográficos que ajudam a reconstruir a história da Pequena África e de personagens que marcaram a cultura brasileira.

    O diretor do Muhcab, Fernando Zulu, destaca que os recursos tecnológicos aproximam o público do território e de sua memória:

    “A pessoa que viveu aqui vai encontrar maquetes que falam do próprio território da Pequena África, do Cais do Valongo, do Museu do Amanhã, do MAR [Museu de Arte do Rio]. É uma exposição muito encantadora. Também vão ver nossos heróis nacionais, como Conceição Evaristo e João Cândido”, diz.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 13/08/2026 – Exposição Território Inventivo Pequena África no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na zona portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 13/08/2026 – Exposição Território Inventivo Pequena África no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na zona portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Exposição Território Inventivo Pequena África no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na zona portuária do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Além das maquetes e painéis digitais, a mostra apresenta espelhos interativos e personagens em realidade aumentada, permitindo que os visitantes conheçam figuras como Tia Ciata, Machado de Assis, Pixinguinha, Conceição Evaristo e João Cândido, além de explorar as rotas da diáspora africana por meio de recursos multimídia.

    Morando há mais de duas décadas em Barcelona, a carioca Daisi Sombra Aixa aproveitou uma visita ao Brasil para apresentar o museu a uma amiga espanhola. Para ela, a experiência ajuda a construir uma visão mais ampla da história afro-brasileira:

    “É para a gente não esquecer a história, entender que ela teve muita dor, mas também muita resistência, muita força, muita luta e muita alegria. A gente precisa equilibrar esses polos e trazer também a autoestima e a história positiva de toda a comunidade afro-brasileira”.

    O Muhcab funciona de terça a domingo, das 10h às 17h, e tem entrada gratuita.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Show exclusivo resgata clássicos do cancioneiro nacional na TV Brasil

    O flautista Rafael Beck e o pianista Felipe Montanaro apresentam o show inédito Fantasia Brasil com um repertório repleto de composições de grandes nomes da música nacional neste sábado (15), às 23h59, no programa Cena Musical, da TV Brasil.

    A produção, realizada pela emissora pública, celebra sucessos de personalidades como Dominguinhos, Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Jacob do Bandolim, João Bosco, Chico Buarque, Djavan, Ivan Lins e Guilherme Arantes, entre outros.

    A performance exclusiva combina clássicos do repertório nacional como os hits Jade, Sapato Velho, Aprendendo a Jogar, Pedras que Cantam, Isso Aqui Tá Bom Demais, Beatriz e Frevo Novo. O espetáculo inclui, ainda, obras autorais do duo: Tema pro Ricardo e 20.23.

    Rafael Beck toca flauta transversal e piano elétrico. Já Felipe Montanaro mostra seu talento no piano e na sanfona. Eles começaram a tocar juntos em 2023 e, desde então, têm destaque como representantes da nova geração da música instrumental brasileira. Com arranjos inovadores e interpretações que unem técnica e sensibilidade, os artistas conquistaram reconhecimento no país e no exterior.

    O show gravado no palco do Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro, pode ser acompanhado no app TV Brasil Play e no Youtube do canal. A produção apresentada pela jornalista e cantora Bia Aparecida tem direção de Waldecir de Oliveira.

    A nova temporada do Cena Musical reúne os depoimentos dos convidados e de bastidores das gravações. A sequência traz performances de nomes como Áurea Martins, Cristóvão Bastos, Lula Queiroga e Marcos Sacramento, entre outros astros do cancioneiro do país.

    Sobre a produção

    Lançado em 2007, o Cena Musical é um programa da TV Brasil que traz para o público performances inéditas da música nacional. Desde 2017, os shows são gravados no Espaço Cultural BNDES. 

    A produção com janela semanal traz espetáculos que revelam e celebram a diversidade e a riqueza da sonoridade brasileira. Na nova leva de episódios, a atração exibe performances exclusivas de personalidades de vários gêneros.

    “Estou muito feliz em celebrar a estreia de uma nova temporada do Cena Musical na TV Brasil. É muito especial apresentar um programa que acredita na força e na diversidade da música nacional e abre espaço, de forma democrática, para diferentes sons, sotaques, histórias e gerações”, conta Bia Aparecida.

    A apresentadora considera a música uma das maiores riquezas culturais do país. “Ela é sofisticada, inventiva e profundamente conectada com quem somos. Os convidados mostram a grandeza e a diversidade desse cenário. O programa Cena Musical é esse lugar de encontro, descoberta e celebração da nossa cultura e estou bem animada para dividir essa nova temporada com o público”, completa.

    Diretor artístico da atração, Waldecir de Oliveira explica a proposta da nova temporada. “O Cena Musical reafirma a sua importância como um espaço plural e necessário para a música brasileira. O programa amplia a visibilidade de artistas de diferentes regiões, estilos e trajetórias para valorizar a riqueza cultural do país e fortalecer a circulação da produção nacional para novos públicos”, afirma.

    Ao vivo e on demand

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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Exposição imersiva celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral

    Exposição imersiva celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral

    Em setembro deste ano, o nascimento da pintora brasileira Tarsila do Amaral completa 140 anos. Para celebrar a data, uma exposição imersiva será aberta neste sábado (15) em um novo espaço cultural que foi inaugurado na Avenida Paulista, em São Paulo: o Nubank Art Lab, instalado dentro do Conjunto Nacional.

    Depois do sucesso da exposição Tarsila Popular, que atraiu mais de 400 mil pessoas e foi uma das mais visitadas da história do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a mostra O Brasil de Tarsila aposta na interatividade e ficará em cartaz até 31 de outubro. 

    O visitante poderá sentir cheiros, repousar em frente a uma paisagem desenhada pela artista, viajar em um trem escutando suas frases, posar para fotos ao lado do Abaporu ou até brincar de ter sua cabeça incluída na famosa tela Operários, um dos maiores ícones do modernismo brasileiro.

    Segundo os organizadores, esta é a maior exposição imersiva dedicada ao legado da pintora, com salas que contam com cenografia, trilha sonora, dispositivos interativos, aromas e projeções de 360 graus.

     


    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil

    Nesse percurso, o visitante irá mergulhar em dezenas de obras da artista que foram reproduzidas, animadas ou projetadas para a mostra. A curadoria dessa exposição é assinada por Paola do Amaral Montenegro, sobrinha-bisneta da artista, e por Juliana Miraldi, que descreve como democrática a seleção que ocupa 14 salas com mais de 70 obras.

    “Aqui, a gente está se comunicando com quem nunca viu Tarsila, com quem não conhece Tarsila, mas a gente também se comunica com quem conhece Tarsila. É uma exposição pensada de uma maneira democrática em essência, com obras que dificilmente são vistas, porque estão em espaços inacessíveis. Essa exposição é para todas as idades e todos os repertórios”, destacou Juliana.

    De acordo com Paola do Amaral Montenegro, esta é uma exposição diferente das demais que já foram apresentadas sobre Tarsila, sem apresentar suas obras originais.

    “A gente quis trazer alguma coisa diferente. De fato, a gente quis que houvesse essa imersão em obras que também não são muito conhecidas na vida da artista. A exposição imersiva é um formato muito atual e moderno, e, do jeito que está aqui, acho que vocês nunca viram. Não existe nada melhor para ser feito do que uma exposição imersiva para celebrar os 140 anos da artista, colocando ela de novo à frente do seu tempo”, afirmou.

     


    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil

    Novos suportes

    De acordo com Juliana, todo o conteúdo audiovisual foi desenvolvido não por inteligência artificial, mas por artistas digitais e plásticos para garantir consistência estética e respeito às obras originais.

    “Foram mais de 32 artistas digitais que fizeram esse trabalho. Vocês vão notar nos vídeos que isso é diferente da inteligência artificial. Aqui, a gente tem camadas e trabalhos com luz e com textura”.

    Em entrevista à Agência Brasil, ela destacou que toda a exposição foi concebida para receber famílias, despertar a curiosidade de crianças e jovens, abrir portas para pessoas que talvez nunca tenham tido contato direto com a obra de Tarsila e até mesmo vencer preconceitos contra esse tipo de exposição.

     


    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Curadora Paola Amaral Montenegro e Juliana Miraldi.  Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Curadora Paola Amaral Montenegro e Juliana Miraldi.  Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    Curadoras Paola Amaral Montenegro (esq) e Juliana Miraldi. Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil

    “Quando surge um novo suporte, há uma desconfiança daqueles que estão já estabelecidos e que têm a sua tradição, que fizeram seu legado com tanto esmero e com tanto respeito. Na minha visão, as exposições imersivas, assim como a fotografia e o cinema, são espaços que dialogam com outros lugares que não são exclusivamente o lugar da arte. Existe, ali, um lugar do entretenimento, da informação e da comunicação que é muito importante”, disse ela.

    Para a sobrinha-bisneta da artista, o surgimento de novos suportes, como já foram a fotografia e a performance, por exemplo, tendem a provocar disputas, mas todos eles acabam ampliando o conhecimento sobre a arte.

    “Hoje em dia, existe um conjunto de autores da filosofia, da sociologia e da psicanálise que retomam a importância dos sentidos e dos afetos e falam sobre o quanto que a alegria, o envolvimento e a capacidade de se emocionar também são uma forma de conhecer. E a imersão permite isso. E a gente está apostando nisso com a [exposição sobre] Tarsila”, explicou.

    140 anos

    Nascida no interior paulista, na cidade de Capivari, em 1886, Tarsila do Amaral é considerada uma das maiores artistas brasileiras do Século 20 e figura central do modernismo.

    Em 1928, em homenagem ao aniversário de seu então companheiro, o escritor Oswald de Andrade (1890-1954), ela pintou o que viria a ser um dos quadros mais valiosos da arte brasileira: o Abaporu, um dos marcos do Movimento Antropofágico.

     


    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    O Abaporu em “O Brasil de Tarsila”, que inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil

    O nome da obra surgiu de um dicionário de tupi-guarani, onde encontrou as palavras “aba” e “poru (puru)”, significando o “homem que come a carne humana”. Para sua sobrinha-bisneta, Tarsila foi uma mulher sempre à frente de seu tempo.

    “Além da importância de Tarsila como artista, temos que falar de sua importância como mulher, como feminista. Ela tinha condições de viajar e foi para muitos lugares. Pegou tudo isso e transformou em arte. Com isso, ela me ensina muito a seguir meus sonhos”, disse ela à reportagem.

    Nubank Art Lab

    O novo espaço cultural da cidade, o Nubank Art Lab, ocupa uma área superior a 2,7 mil metros quadrados no primeiro andar do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

    O espaço é composto por uma sala multiuso e por duas salas imersivas. Em uma delas, há uma parede de LED com 10 metros de comprimento e teto espelhado, com um sistema de sensores que serão programados de acordo com cada projeção.

     


    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP), 14/08/2026 - Exposição que celebra 140 anos do nascimento de Tarsila do Amaral.Com cerca de 40 obras projetadas em 360 graus, “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    “O Brasil de Tarsila” inaugura o Nubank Arte Lab, novo espaço de arte imersiva no Conjunto Nacional em São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agencia Brasil

    O local receberá, ao mesmo tempo que Tarsila, a exposição Fronteiras do Imaginário. A mostra reunirá Muti Randolph, artista e designer sul-africano reconhecido internacionalmente por seu trabalho no campo da ilustração e das artes visuais, e Maotik, artista digital francês, referência na criação de experiências imersivas e interativas que combinam arte, tecnologia, som e imagem.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original