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  • Festival de cinema de Brasília é cancelado; classe artística repudia

    Festival de cinema de Brasília é cancelado; classe artística repudia

    O tradicional Festival de Brasília do Cinema Brasileiro não será realizado em 2026. A decisão pelo cancelamento da 59ª edição do festival foi informada aos organizadores pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nesta segunda-feira (10). O evento estava agendado para ocorrer entre 11 e 19 de setembro.

    A edição de 2026 havia recebido número recorde de inscrições de filmes, com 1.928 obras pleiteando uma vaga. Uma coletiva de imprensa para anunciar a programação completa estava marcada para o dia 18 de agosto. Mais de 80 filmes estavam confirmados, com envolvimento de centenas de profissionais do audiovisual de todo o Brasil.

    Em publicação nas redes sociais, o diretor artístico do festival, Eduardo Valente lamentou o cancelamento. Segundo ele, a seleção de filmes já havia sido feita e todos os envolvidos estavam “empolgados e com planos para suas estreias”. Ele pediu a união de todos os envolvidos com cinema para manter o evento.

    “O que teremos para amanhã e depois? Difícil dizer, mas, seguramente, nem essa edição nem o futuro deste evento será determinado só por quem estava aqui lutando para organizá-lo. Teremos que ver o quanto as associações em geral, o setor do cinema, o público do DF e até, por que não, outros festivais de cinema do país estarão dispostos a se juntar nessa briga”, escreveu Valente.

    Os organizadores do eventos devem publicar uma nota de repúdio nesta terça-feira (11), repudiando a decisão do governo do Distrito Federal e pedindo que a decisão seja revertida.

    Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, não se manifestou a respeito da decisão de cancelamento do festival. O espaço está aberto para incluir posicionamento do GDF.

    Tristeza e revolta

    Tiago de Aragão, diretor no Centro Oeste da Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro (API), lamentou o cancelamento e o associou à crise instalada no GDF após o escândalo dos bilhões de reais em títulos podres do Banco Master comprados pelo Banco de Brasília (BRB). 

    “São dezenas de profissionais empregados que já estavam trabalhando sem receber; são produtoras e cineastas de todo o país que reservaram o lançamento dos seus filmes para Brasília. A imagem que fica é de um GDF que não honrará seus compromissos para sanar um rombo causado em uma história espúria que envolveu o BRB com o Banco Master e Vorcaro”.

    Para Tatiana Costa, presidente da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), a decisão do GDF é preocupante também pelo seu potencial de reverberar por outros festivais do país.

    “Só durante a ditadura que o Festival de Brasília não foi realizado. E o que isso significa simbolicamente? Para além das decisões financeiras, é uma decisão política do GDF. Isso nos preocupa imensamente, porque não ameaça apenas o festival de Brasília, e sim todos os festivais de cinema do Brasil”.

    Carina Bini é cineasta de Brasília. Na edição do ano passado, subiu ao palco do Cine Brasília com todo o elenco de seu filme Mil Luas para apresentá-lo ao público da cidade. Hoje, ela lamenta a perspectiva de um auditório vazio e uma tela apagada em setembro.

    “O Festival de Brasília movimenta todo um mercado de trabalho, uma cadeia produtiva do audiovisual, traz pessoas para a cidade, ele é um evento que gera emprego, gera recurso para o Distrito Federal e é importante historicamente para o cinema brasileiro”, destaca.

    Festival histórico

    O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais longevo do país e chegaria, em 2026, à marca de 59 edições. A mostra competitiva estava marcada para ocorrer de 11 a 19 de setembro, no Cine Brasília.

    O Festival nasceu em 1965 e, ao longo das décadas, consolidou-se como um espaço de debate sobre o audiovisual brasileiro. Desde 2007, é considerado patrimônio imaterial do Distrito Federal. Ao longo das décadas, só não foi realizado em dois anos durante a ditadura militar.

    Um diferencial em relações a outros festivais é que as obras selecionadas precisam ser inéditas e os vencedores recebem o Troféu Candango, em homenagem aos pioneiros que construíram a capital.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rede de vigilância é essencial para evitar propagação de sarampo em SP

    Rede de vigilância é essencial para evitar propagação de sarampo em SP

    A concentração de casos de sarampo em São Paulo expõe o risco de novos surtos enquanto a cobertura vacinal permanecer abaixo de 95%, índice considerado necessário para interromper a transmissão da doença. Segundo o infectologista Renato Kfouri, a entrada de novos casos é esperada na capital paulista, que recebe diariamente pessoas de diferentes partes do mundo. 

    “O ciclo de incubação e transmissão da doença é de cerca de 20 dias. São 10 dias de incubação até os primeiros sintomas, dois dias de transmissão antes da febre e mais 12 dias após o início da febre”, explicou à Agência Brasil. 

    Kfouri é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde.

    Segundo ele, uma pessoa completamente imunizada não se torna um transmissor, mas para aqueles que não estão com o ciclo completo o risco é real e está ligado à dinâmica de transmissão. O vírus do sarampo viaja em gotículas de saliva, que saem na fala ou no espirro. A imunização é suficiente para evitar essa transmissão quando atinge 95% da população. Na capital paulista ela está em torno de 75%.

    “Para manter o país livre do sarampo, temos dois pilares: a vacinação e a vigilância. Na vigilância temos de estar atentos, fazer o isolamento e a vacinação dos contatos. Não é algo simples pois São Paulo é um hub, uma cidade onde há eventos internacionais diários. A entrada de sarampo vai ocorrer, e por isso precisamos voltar a manter altos índices vacinais altos para evitar a transmissão de casos, mas também mantê-la homogênea”, continua Kfouri.

    Para ele, a importância da homogeneidade não pode ser subestimada. Um bairro ou comunidade com índices baixos se torna um bolsão vulnerável e um local à espera de novos surtos. A estratégia de reforço vacinal indiscriminado é eficaz, pois atinge quem eventualmente não recebeu alguma das doses, além dos poucos em que a imunização não foi efetiva, pois toda vacina tem uma margem de pessoas que não é efetivamente protegida com o ciclo normal. 

    Para o sarampo essa margem é estimada em 5%, afirma o infectologista, mas se aproxima de zero quando é aplicadas uma terceira dose. Identificar essas exceções em uma população é inviável, pelo tempo e custos, mas a dose de reforço resolve o problema a um custo baixo, complementa. 

    Casos confirmados 

    Na Grande São Paulo, onde se concentraram 23 dos 24 casos confirmados nesta temporada, houve casos importados e uma ocorrência importante de cadeia de transmissão, com casos novos surgindo dentro de um grupo ou comunidade. Na zona norte da capital isso levou a sete casos na Vila Medeiros e dois na Vila Maria, bairros próximos entre si, tendo como principal cenário uma escola de educação infantil.

    Ao menos um dos dois casos de Guarulhos também está relacionado a esse grupo. As crianças com menos de um ano não recebem imunização para o sarampo e são a maior parte dos infectados e hospitalizados.

    Há possibilidade de esses casos serem relacionados a algum dos casos importados confirmados pela prefeitura da capital, que confirmou que um caso veio da Bolívia, em fevereiro, e outro da Guatemala, em março. A transmissão, segundo Kfouri, se dá apenas entre aqueles que não estão imunizados, geralmente por não terem tomado uma ou ambas as doses da vacina.

    “Infelizmente é esperado. Chegam todo dia ao país milhares de pessoas, a trabalho ou a turismo, além dos brasileiros que estiveram no exterior recentemente. Como nossos vizinhos tem sofrido com surtos recentes isso vai nos influenciar”, definiu Kfouri.

     A dinâmica é a mesma do ano passado, quando o país teve 39 casos notificados, a maioria relacionados a casos importados da Bolívia, que chegaram através de caminhoneiros. Os estados mais atingidos foram o Mato Grosso do Sul e o Tocantins. 

    Segundo Kfouri, as equipes de saúde estão treinadas para reconhecer os sintomas, os testes estão disponíveis na rede e as ações de vigilância têm ocorrido em tempo adequado.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fluminense domina, vence e complica Botafogo no Brasileirão Feminino

    Fluminense domina, vence e complica Botafogo no Brasileirão Feminino

    O Fluminense segue na briga pela classificação às quartas de final da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol. Na noite desta segunda-feira (10), as tricolores venceram o clássico contra o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela 15ª rodada da competição.

    Com 22 pontos, o Flu ganhou duas posições e assumiu o décimo lugar, ficando a dois pontos do Cruzeiro, oitavo colocado e que ocupa, neste momento, a última vaga da zona de classificação, o G-8. Faltam duas rodadas para o fim da primeira fase.

    As Gloriosas estão em situação cada vez mais delicada. Com cinco pontos e nove derrotas seguidas, as alvinegras seguem na 18ª e última posição do Brasileirão. As duas piores campanhas descem à Série A2 (segunda divisão). O Vitória, primeiro time fora da zona de rebaixamento (o chamado Z-2), tem dois pontos a mais.

    Com menos de um minuto de bola rolando, o Fluminense abriu o marcador. Aos 58 segundos, a atacante Raquel cobrou lateral pela esquerda, próxima à linha de fundo. A meia Patrícia Sochor recebeu na entrada da área, escapou da marcação da volante Tauane Zóio e chutou cruzado. A bola foi no cantinho da goleira Michelle, que não conseguiu reagir a tempo.

    O Botafogo empatou ainda na primeira etapa. Aos 21, a atacante Ellen cruzou da direita e Yasmin Cosmann superou Bruna Cotrim pelo alto e escorou de cabeça para o gol. A bola desviou na também zagueira Nath Rodrigues e saiu do alcance da goleira Kemelli.

    As tricolores dominaram as ações ofensivas no restante da partida, acertando o travessão aos 44 do primeiro tempo, com Raquel, e perdendo boas chances, como aos 24 da etapa final, quando uma falta cobrada na intermediária passou por toda a defesa das Gloriosas e sobrou com Keké na pequena área. A atacante, livre, mandou por cima do gol.

    A pressão do Fluminense surtiu efeito. Aos 32 minutos, Sochor cruzou pela direita, a bola passou pela volante Xerife, na entrada da área, mas não por Raquel, que fez o domínio e finalizou no canto direito de Michelle, decretando a vitória tricolor.

    Mais da rodada

    A rodada teve início no último sábado (8), com dois jogos. O Bahia derrotou o Atlético-MG por 3 a 0 na Arena Gregorão, em Contagem (MG). Já na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), Ferroviária e Palmeiras não saíram do zero, em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil.

    No domingo (9), foram mais cinco duelos. O líder Corinthians goleou o Santos por 4 a 1, em clássico disputado no Canindé, em São Paulo. Em Salvador, o Vitória até abriu 2 a 0, mas o Internacional buscou o empate por 2 a 2 no Barradão.

    O Mixto foi ao Estádio Homero Soldatelli, em Flores da Cunha (RS), e bateu o Juventude por 1 a 0, em confronto direto contra o Z2. Foi o mesmo placar do triunfo do São Paulo, segundo colocado, para cima do Red Bull Bragantino no Estádio Gabriel Marques da Silva, em Santana do Parnaíba (SP).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Liesa inicia venda ingressos para carnaval 2027 na Marquês de Sapucaí

    Liesa inicia venda ingressos para carnaval 2027 na Marquês de Sapucaí

    A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) iniciou na noite desta segunda-feira (10) a venda dos ingressos das arquibancadas especiais e cadeiras individuais do Sambódromo da Marquês de Sapucaí para o Rio Carnaval 2027.

    As entradas serão disponibilizadas pela plataforma Ticketmaster para todos os dias de desfiles competitivos e também para o sábado das Campeãs.

    O Rio Carnaval ocorrerá nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro de 2027, com as seis melhores colocadas retornando ao Sambódromo no sábado (13) para o desfile das Campeãs.

    Valor fixo

    Neste ano, a oferta de ingressos tem valor fixo de R$ 250 por noite, tanto para as arquibancadas especiais, dos setores 2 a 11 — com exceção do setor 9, quanto para as cadeiras individuais numeradas, no setor 12. A meia-entrada sairá por R$ 125.

    Como no ano passado, será permitida somente uma meia entrada por CPF por dia de desfile. O limite é de quatro ingressos por comprador. Confira mais informações sobre as opções de ingresso no site da Liesa.

    Esta é a terceira etapa de vendas para a temporada do Carnaval 2027. Já foram disponibilizadas a modalidade Passaporte Rio Carnaval (para os três dias de desfiles competitivos) e Ingresso Sambista (compra seguida da escolha do dia).

    Desfile

    Em abril, a Liesa fez o sorteio que definiu a entrada de cada agremiação na Marquês de Sapucaí. Confira:

    Domingo, 7 de fevereiro

    • 1 – União de Maricá
    • 2 – Beija-Flor
    • 3 – Paraíso do Tuiuti
    • 4 – Vila Isabel

    Segunda-feira, 8 de fevereiro

    • 1 – Mocidade
    • 2 – Unidos da Tijuca
    • 3 – Salgueiro
    • 4 – Imperatriz Leopoldinense

    Terça-feira, 09 de fevereiro

    • 1 – Portela
    • 2 – Viradouro
    • 3 – Grande Rio
    • 4 – Mangueira

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • CBF e clubes aprovam novas regras para competições nacionais

    CBF e clubes aprovam novas regras para competições nacionais

    Uma reunião entre a Confederação Brasileira e Futebol (CBF) e os clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino, nesta segunda-feira (10), aprovou a adoção de novas regras de arbitragem em competições nacionais.

    Segundo a entidade, a decisão entra em vigor de forma imediata. O encontro ocorreu em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

    Serão impactadas as séries A, B, C e D masculinas, a primeira divisão (Série A1) feminina – que tem transmissão ao vivo pela TV Brasil – e a Copa do Brasil.

    As regras são determinadas pela Internacional Board – órgão que define, regulamenta e altera as leis do futebol – e muitas delas já foram aplicadas na última Copa do Mundo. O objetivo, de acordo com a CBF, é reduzir o tempo perdido com paralisações nos jogos.

    A Federação Internacional de Futebol (Fifa) tem como meta o mínimo de 60 minutos de bola rolando por jogo. Antes da pausa da Copa, o tempo médio registrado na Série A do Brasileirão masculino foi de 52 minutos e 54 segundos por partida.

    Nas ligas francesa e alemã, por exemplo, que têm a melhor marca entre as principais da Europa, o tempo médio é de 56 minutos e 17 segundos.

    A estimativa da CBF, no relatório Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro, por meio de estudo da empresa de dados Opta, é que seja possível ganhar 5 minutos e 49 segundos de jogo com as novas regras, sendo possível chegar a 6 minutos e 22 segundos extra.

    Das dez mudanças, somente uma será válida somente a partir de 2027: a checagem, por meio do árbitro de vídeo (VAR), para escanteios concedidos por engano.

    “Nosso trabalho é transformar esse diagnóstico em ações concretas. Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores. O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol”, afirmou Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF.

    Confira as novas regras:

    1. 8 segundos com a bola nas mãos – Se o goleiro exceder o limite, é marcado escanteio ao time adversário.
    2. 5 segundos para arremesso lateral – Caso o jogador ultrapasse o tempo, a cobrança passa para o outro time.
    3. 5 segundos para cobrar tiro de meta – O árbitro conta a partir do apito. Caso o goleiro atrase, o adversário ganha escanteio.
    4. 10 segundos para deixar o campo em substituições – Se o atleta substituído exceder o tempo para sair, o que for entrar terá de esperar um minuto para ir a campo.
    5. 1 minuto fora, após atendimento – O jogador atendido no gramado terá de sair e permanecer fora por ao menos um minuto.
    6. Atendimento ao goleiro – O treinador ou o capitão da equipe indica um atleta de linha para cumprir um minuto fora após o reinício do jogo.
    7. Só capitão fala com o árbitro – Caso o capitão seja o goleiro, um atleta de linha será designado para ser o interlocutor daquele time em campo. Quem desrespeitar, será punido com cartão amarelo.
    8. Protocolo Vini Jr – Tapar intencionalmente a boca ao discutir com adversário, de forma a evitar leitura labial, será passível de expulsão, independentemente do que for falado.
    9. Checagem de VAR para segundo cartão amarelo – Passa a ser revisável pelo VAR o cartão que resulta em expulsão, podendo ser anulado caso seja constatado o erro.
    10. Checagem de VAR para escanteio por engano – Revisável quando o lance levar diretamente a gol ou pênalti (válido a partir de  para 2027).

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Procon Rio divulga cartilha com orientações sobre riscos das bets

    Procon Rio divulga cartilha com orientações sobre riscos das bets

    O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-RJ) lançou nesta segunda-feira (10), a cartilha Apostas Online: Bets e Jogos de Azar – Proteja Seu Dinheiro, Sua Saúde e Sua Família.

    O guia reúne orientações para conscientizar a população sobre os riscos das apostas esportivas e dos jogos de azar online e oferece informações para prevenção do superendividamento. O material mostra ainda como identificar sinais de perda de controle e indica os canais de apoio disponíveis.

    O material explica, de forma acessível, como funcionam as plataformas de apostas, esclarece a diferença entre entretenimento, investimento e jogo de azar, e alerta para mecanismos que estimulam o jogador a permanecer apostando.

    A cartilha também desmistifica falsas promessas de lucro fácil e reforça que apostas não representam uma forma segura de obtenção de renda. 

    A publicação ainda deixa claro que a participação de menores de 18 anos em apostas online é proibida por lei e orienta pais e responsáveis sobre sinais de alerta que podem indicar exposição precoce a esse tipo de conteúdo. 

    Estratégia

    A estratégia mais usada pelas empresas de apostas é distribuir prêmios em momentos totalmente aleatórios. Esse jato de dopamina faz o cérebro querer continuar jogando para ver quando virá o próximo acerto.

    Outra armadilha é a do dinheiro já gasto: após perder muito. De acordo com a publicação, a pessoa sente que parar é aceitar a derrota. Ela continua jogando só porque “já investiu demais ali”.

    Reconhecer o erro e parar imediatamente é a única forma de evitar um prejuízo maior. Com o tempo, valores pequenos perdem a graça. O consumidor passa a apostar quantias cada vez maiores para sentir a mesma adrenalina de antes, atingindo o orçamento familiar.

    De acordo com o Procon, a cartilha foi elaborada com base em evidências científicas e técnicas produzidas por pesquisadores de universidades, organismos internacionais e instituições públicas. O conteúdo reúne conhecimentos multidisciplinares atuais e traz informações baseadas na legislação brasileira.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Inscrições em curso para mediadores culturais do MAR terminam quarta

    Inscrições em curso para mediadores culturais do MAR terminam quarta

    O Museu de Arte do Rio (MAR), por meio da Escola do Olhar, recebe até a próxima quarta-feira (12) inscrições de pessoas interessadas em participar do Curso de Formação de Mediadores Culturais 2026, cujo tema é Redes entre Museus e Educação.

    O curso, para um público de 80 participantes, ocorrerá na modalidade presencial, com aulas teóricas e práticas nos dias 21, 22, 28 e 29 deste mês, das 10h às 18h. Até o momento, já há 400 inscritos.

    Para garantir uma participação de público diverso, a coordenadora de Educação dos equipamentos culturais da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), Patrícia Marys, informou que serão escolhidas pessoas interessadas no tema mas sem formação, além de pessoas de territórios periféricos da cidade do Rio de Janeiro, vizinhos do MAR. A OEI é responsável pela gestão do MAR desde 2021.

    “Porque a nossa ideia, dentro da metodologia da Escola do Olhar, é que ela funciona como um lugar de encontro. A gente entende que esses 80 participantes, quando se encontram, funcionam na própria relação de network, de trazerem as demandas e relações que eles podem depois, futuramente, criar”, explicou Patrícia à Agência Brasil. 

    O curso terá quatro mesas de debates com participação de pesquisadores, gestores culturais e pessoas do campo da educação museal que são especialistas no tema.

    Haverá também educadores do Cais das Artes (Vitória-ES) e dos equipamentos culturais de Salvador (Casa das Histórias de Salvador, Galeria Mercado Modelo e Arquivo Público de Salvador), também geridos pela OEI.

    “A gente vai ter uma relação de pensar territórios diferentes, tanto que vai ter essa triangulação de Rio de Janeiro, Salvador e Espírito Santo”.

    O resultado da seleção será divulgado na próxima sexta-feira (14).

    Módulos

    Serão quatro módulos:

    • mediar em rede: museus e espaços culturais em fazimento;
    • democratizar os acessos: participação social e o direito à memória;
    • experimentar o impossível: das experiências e reflexões na prática de educação;
    • museus, escolas e territórios de saberes.

    Ao final dos módulos, todos os participantes receberão certificados emitidos pelas três instituições: Museu de Arte do Rio, a Co-liga Digital com a Fundação Roberto Marinho, e a Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes).

    “Já saem prontos para por em prática o que aprenderam”, diz Patrícia. Segundo ela, há inclusive chance de os novos mediadores virem a ingressar no MAR. “Tendo abertura de vagas, a gente sempre olha para pessoas que fizeram os nossos cursos”. 

    Escola

    A Escola do Olhar existe há 13 anos, desde a abertura do Museu de Arte do Rio, e o curso de formação de mediadores culturais funciona antes mesmo de o MAR abrir.

    Neste ano, o curso tem um caráter diferente dos anos anteriores porque será feito em articulação com outros equipamentos da OEI:

    “A gente faz um trabalho para formação para público, mas os nossos colaboradores também fazem esse processo de formação. Por isso, é importante para nós estar recebendo aqui no MAR educadores de outros museus, também sob gestão da OEI, para que a gente faça esse trabalho de formação conjunta”, conclui Patrícia.
     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • EUA respondem ao Brasil na OMC e aceitam reunião para consultas

    EUA respondem ao Brasil na OMC e aceitam reunião para consultas

    Os Estados Unidos responderam, nesta segunda-feira (10), à manifestação do Brasil junto à Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre as tarifas extras impostas por eles a produtos brasileiros.

    Na resposta, o país norte-americano se disse pronto para conversar e atender ao pedido de consultas feito pelo governo brasileiro.

    “Os Estados Unidos aceitam o pedido do Brasil para participar das consultas. Estamos prontos para dialogar com as autoridades da sua missão em uma data mutuamente conveniente para consultas”, respondeu o governo norte-americano.

    O Brasil apresentou seus argumentos como um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC. O documento expõe o cenário, inclusive com as alegações dos EUA de serem tratados de forma discriminatória pelo Brasil.

    O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso.

    O Brasil se manifestou junto à OMC no dia 27 de julho e argumentou que as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos são “inconsistentes” com as regras definidas pela entidade.

    “As medidas em questão [tomadas pelos EUA] parecem ser inconsistentes com as obrigações dos EUA sob o Acordo Geral de Tarifas e Comércio 1994”, afirmou o Brasil.

    O Acordo Geral de Tarifas e Comércio traz a base normativa para aplicação de tarifas por parte dos membros da OMC.

    O Brasil também afirma que é preterido pelos EUA na relação comercial, comparado a outros países da Organização Mundial do Comércio.

    China 

    Autoridades do governo chinês também se manifestaram no mesmo pedido de consultas feito pelo Brasil e pediram autorização para participar das consultas. A China é o maior parceiro comercial do Brasil.

    “China tem um interesse comercial substancial nessas consultas”, disse o documento. A China afirma que os EUA também impuseram “certas medidas” a produtos originados no país.

    “Essas medidas afetam todas as exportações da China aos Estados Unidos, sujeitas a isenções específicas, e em particular as condições de competição para esses produtos originados na China e vendidos ao mercado estadunidense, como resultado de tarifas adicionais impostas. A China, portanto, solicita respeitosamente que seja permitida sua participação nas consultas nesta disputa”, acrescentou.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Consulta pública sobre educação a distância vai até sexta-feira

    Consulta pública sobre educação a distância vai até sexta-feira

    O Ministério da Educação (MEC) recebe até a próxima sexta-feira (14) as contribuições da consulta pública sobre o novo marco regulatório dos cursos de graduação com oferta de educação a distância (EaD) nos cursos superiores de graduação do Brasil.

    A atualização das diretrizes dos cursos de graduação em EaD busca adaptar as normas da educação a distância às transformações digitais e aos novos critérios de acompanhamento acadêmico e tem o objetivo é aperfeiçoar as políticas públicas educacionais.

    A iniciativa é voltada a estudantes, professores, pesquisadores, gestores de instituições de ensino superior públicas e privadas, entidades da sociedade civil e demais interessados.

    A necessidade de regulamentação da EaD no Brasil está prevista no Decreto nº 12.456/2025.

    Passo a passo

    Para participar, os interessados devem acessar a plataforma Brasil Participativo e fazer o login com a conta Gov.br.

    O participante terá acesso ao texto de referência, disponível na página do Conselho Nacional de Educação (CNE), na seção Audiências e Consultas Públicas.

    Quem responder à consulta pública deverá também preencher o formulário de coleta de dados relativos à identificação do perfil sociogeográfico.

    O governo federal esclarece que as informações serão usadas exclusivamente para fins estatísticos, de avaliação institucional e formulação de políticas públicas, sem divulgação individualizada dos participantes em qualquer hipótese.

    Diretrizes

    A minuta da proposta sugere novas regras para a oferta de cursos, mediação pedagógica, suporte ao estudante e atuação do corpo docente em instituições de educação superior que atuam na modalidade EaD.

    A proposta define critérios para atividades presenciais e conteúdos digitais, garantindo que os padrões acadêmicos exigidos sejam equivalentes em todas as modalidades de ensino. 

    A minuta elaborada pela Comissão da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE) está dividida em pontos organizacionais para a oferta de cursos superiores EaD: 

    •          regulamentação da modalidade semipresencial: estabelece percentuais e critérios para carga horária presencial obrigatória (como práticas de laboratório e extensão) combinada com atividades síncronas (tempo real) e assíncronas mediadas, no ambiente virtual de aprendizagem; 
    •          critérios para mediação e docência: parâmetros para a atuação de professores e tutores, com determinações sobre interatividade com os estudantes e regras para o trabalho acadêmico. 
    •          estrutura dos polos de apoio: define requisitos para os polos de apoio presencial no suporte tecnológico e acadêmico aos estudantes. 
    •      suporte acadêmico: estabelece parâmetros de acompanhamento pedagógico ao longo da jornada do estudante de graduação. 

    Consolidação

    Após o término do prazo de contribuição, será aberto o período de sistematização das proposições recebidas, entre os dias 15 e 22 de agosto.

    De acordo com o MEC, as sugestões serão analisadas para a consolidação da redação final do parecer e do projeto de resolução pelo CNE.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Banco Central estuda interligar Pix com sistemas de outros países

    Banco Central estuda interligar Pix com sistemas de outros países

    O Banco Central (BC) do Brasil estuda interligar o Pix com sistemas de pagamentos de outros países e com mecanismos multilaterais globais de pagamentos instantâneos. A autoridade monetária argumenta que a medida tem o potencial de diminuir tarifas e ampliar o acesso a transações internacionais.

    “Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, diz o BC.

    A agenda de novos produtos e funcionalidades do Pix foi divulgada, nesta segunda-feira (10), no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025. O BC informou ainda que monitora os modelos de transações internacionais, com o uso do Pix, que vêm sendo implementadas por empresas nacionais e estrangeiras.

    Outras inovações previstas pelo Banco Central para o Pix são a possibilidade de realizar transações por aproximação offline, sem internet, e o uso do Pix automático em substituição ao débito em conta.


    Edifício do Banco Central no Setor Bancário Norte
    Edifício do Banco Central no Setor Bancário Norte
    Banco Central divulgou agenda de novos produtos e funcionalidades do Pix – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

    Pix crédito

    Também vem sendo estudada pelo BC a integração do Pix ao mercado de crédito com objetivo de permitir a utilização dos “fluxos futuros de Pix” como garantias para financiamentos.

    “Como resultado esperado, a solução pode contribuir para a melhoria da qualidade das garantias e para a redução do custo do crédito, especialmente para empresas com forte uso do Pix”, diz o documento.

    Mensagens de texto via Pix

    O Banco Central tem identificado o uso abusivo de mensagens nas transações de Pix para ofensas, ameaças ou intimidações “frequentemente associadas a transferências de valor irrisório”.

    Originalmente, as mensagens foram pensadas para registrar informações sobre as transações. Com o uso distorcido por parte dos usuários, o BC criou um grupo de trabalho para discutir alternativas para o campo das mensagens do Pix.

    “Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, destaca o documento.

    Sistema antifraude

    Além disso, a instituição monetária prevê oito medidas para aprimorar a segurança das transações via Pix. A chamada agenda de segurança conta, entre outras mudanças, com a previsão de criação de “critérios objetivos mínimos” para definição de transações suspeitas de fraude.

    “Atualmente, esses critérios ficam a cargo das políticas de cada instituição. Isso gera comportamentos heterogêneos e permite que diversas transações que deveriam ter tratamento diferenciado, como transações de elevado valor durante horário não comercial, sejam autorizadas sem uma avaliação mais cuidadosa”, argumentou o BC.

    A agenda de segurança prevê ainda o desenvolvimento de um indicador de “probabilidade de fraude no Pix” a ser calculado pelo BC em tempo real para todas as transações.

    “Será construído com base em modelo de machine learning [de Inteligência Artificial] e deverá ser disponibilizado às instituições participantes para alimentarem os seus sistemas antifraude”, diz o informe.

    Outras mudanças consistem na padronização obrigatória dos “alertas de fraudes” já previstos por algumas instituições financeiras, assim como o aprimoramento do fluxo de informações para bloqueios cautelares de transações suspeitas.

    “A criação de um fluxo direto e automatizado entre as instituições permitirá a troca fluida e tempestiva de informações, o que irá facilitar a avaliação sobre a transação, de forma a aumentar a assertividade na detecção de fraudes”, informa o BC.

    Também está prevista a “ampliação do rol de medidas cautelares”, como a restrição de cadastro de novas chaves Pix, para instituições que coloquem em risco o funcionamento do sistema de pagamentos.

    Alvo dos EUA

    O Pix entrou na mira do governo dos Estados Unidos (EUA), sendo uma das justificativas para o recente tarifaço de 25% contra parte dos produtos do país. A Casa Branca alega que o mecanismo é uma “prática desleal” do Brasil no mercado financeiro, argumento que é refutado pelo governo brasileiro.

    Especialista consultados pela Agência Brasil ponderam que ação do governo Donald Trump contra o Pix ocorre pelo fato de o modelo nacional desafiar o controle financeiro de Washington sobre a infraestrutura de pagamentos eletrônicos do Brasil.

    Ao criar estruturas financeiras de pagamentos sem o controle dos EUA, o Brasil reduz a capacidade de a Casa Branca usar sanções financeiras, por exemplo, para pressionar o país a favor de políticas ou posições que sejam de interesse exclusivo dos norte-americanos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original