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  • Região Centro-Oeste tem alerta laranja de perigo para baixa umidade

    Região Centro-Oeste tem alerta laranja de perigo para baixa umidade

    A Região Centro-Oeste amanheceu nesta segunda-feira (10) com alerta laranja de perigo para variação da umidade relativa do ar entre 20% e 12%. A informação é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    O aviso vale para uma região que se estende do sudeste mato-grossense, passando por grande parte de Goiás, do Distrito Federal, sul do Tocantins até o noroeste de Minas Gerais e Vale do São Francisco na Bahia.

    Na região, os termômetros têm mínima prevista de 15°C em Brasília, e máxima de 38°C em Cuiabá.

    O Inmet orienta beber bastante líquido; evitar atividades físicas; evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia; usar hidratante para pele; e umidificar o ambiente. Mais informações podem ser obtidas junto à defesa civil (telefone 199) e ao corpo de bombeiros (telefone 193).

    No sudeste de Mato Grosso do Sul, leste de São Paulo e em grande parte do estado do Paraná o alerta amarelo é de perigo para chuvas e queda de granizo, com ventos que podem atingir até 60 quilômetros por hora (km/h).

    Ainda segundo o Inmet, há baixo risco de corte de energia elétrica, de estragos em plantações, de queda de galhos de árvores e de alagamentos.

    “Em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada”, alertou o órgão.

    Na cidade de São Paulo, as temperaturas devem permanecer amenas, com mínima prevista de 14°C, enquanto o centro-norte da Região Sudeste apresenta elevação das temperaturas, com máximas de 34°C em Belo Horizonte.

    No Sul, são esperadas muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas no Paraná, em Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul. Há possibilidade de geada no sul do Rio Grande do Sul.

    De acordo com o Inmet, a previsão é de frio, com mínima de 3°C em Curitiba, onde a máxima não deve passar de 11°C. Em Porto Alegre, a máxima permanece abaixo de 16°C.

    Na Região Norte do país, a previsão é de muitas nuvens, com chuva no Acre e oeste do Amazonas. Também há possibilidade de chuva isolada em Rondônia, no leste do Amazonas, Roraima, norte do Pará e Amapá.

    Com altas temperaturas, os termômetros devem marcar mínima de 22°C em Rio Branco e Palmas, e a temperatura máxima pode chegar a 38°C em Palmas.

    No Nordeste a segunda-feira terá muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada no centro-norte do Maranhão, Piauí, Ceará, norte e leste do Rio Grande do Norte, leste da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e nordeste de Sergipe.

    A mínima prevista é de 21°C em Teresina, e a máxima pode chegar a 37°C.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Expectativa do mercado para inflação de 2026 cai para 5,02%

    Expectativa do mercado para inflação de 2026 cai para 5,02%

    Pela sexta semana consecutiva, o mercado financeiro revê para baixo as expectativas que tem para a inflação em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país, deve fechar o ano em 5,02% no ano.

    A projeção está abaixo dos 5,16% projetados há quatro semanas e dos 5,03% projetados pelo boletim na semana passada.

    Foram também revisadas para baixo as expectativas para a economia, com uma previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) de 1,98%, após cinco semanas consecutivas com projeções estabilizadas em 1,99%.

    Já as projeções para o câmbio estão estáveis em R$ 5,20 há 8 semanas, enquanto para a taxa básica de juros repetem as mesmas expectativas da semana passada – de que a Selic fechará 2026 em 13,75%.

    2027 e 2028

    Os quatro índices de expectativas do mercado financeiro para os anos 2027 e 2028 apresentaram todos estabilidade em relação à semana anterior. O único que registrou variação foi o relativo ao PIB de 2027, que passou dos 1,57% projetados há uma semana, para 1,52%.

    Inflação, PIB e câmbio apresentaram, respectivamente, projeções de 4,22% (IPCA); R$ 5,28 (cotação do dólar); e 12% para o próximo ano.

    Para 2028, as projeções do mercado financeiro se mantiveram em 3,80% para a inflação; 2% para o PIB; 5,30% para a cotação do dólar; e 10,50% para a taxa Selic.

    Controle da inflação

    O BC utiliza a Selic, os juros básicos da economia, como um instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e, com isso, tentar controlar a inflação.

    Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, levando a uma perda de força no consumo.

    Quando há redução, a expectativa é de estímulo para a economia e de um menor risco de descontrole nos preços.

    Reunião do Copom

    Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), encerrada no dia 5 de agosto, a taxa Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14% ao ano. Foi a quarta redução consecutiva dos juros básicos.

    Segundo o Banco Central, o corte é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta nos próximos períodos. O BC afirmou que a decisão busca, além da estabilidade de preços, suavizar as oscilações da atividade econômica e favorecer o emprego.

    O Copom manteve a avaliação de que o cenário externo exige cautela, diante das incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio e à política monetária de economias avançadas.

    No cenário doméstico, o comitê observou desaceleração gradual da atividade econômica, embora o mercado de trabalho continue aquecido.

    O BC destacou que a inflação recente perdeu força, mas permanece acima do limite superior da meta, ainda que os núcleos de inflação tenham mostrado desaceleração.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Prazo para solicitação de voto em trânsito vai até dia 20 deste mês

    Prazo para solicitação de voto em trânsito vai até dia 20 deste mês

    Vai até o dia 20 deste mês o prazo para o eleitor solicitar a habilitação para votar em trânsito nas eleições de outubro. A solicitação pode ser feita pela página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet ou nos cartórios eleitorais em todo o país. 

    O voto em trânsito permite ao eleitor votar fora de sua cidade no dia do pleito.

    Se optar pela solicitação eletrônica, o eleitor deve clicar no menu “Fazer Transferência temporária do local de votação”. Em seguida, deve preencher seus dados, consultar os locais com vagas disponíveis e seguir os comandos da página.

    No caso de atendimento presencial, basta apresentar um documento oficial com foto no cartório eleitoral mais próximo.

    Regras

    O eleitor que optar pelo voto em trânsito deve ficar atento às regras para ter acesso ao benefício, que está disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores. 

    Quem estiver em uma cidade (domicílio eleitoral) localizada no mesmo estado em que mora poderá votar em trânsito para todos os cargos que estarão em disputa: deputado federal, estadual, distrital, governador, senador e presidente da República.

    Se a solicitação for para uma cidade fora do estado, o eleitor só poderá votar para presidente.

    O pedido de voto em trânsito pode ser feito para cidades distintas em cada um dos turnos.

    Alterações ou cancelamentos nas solicitações de voto em trânsito poderão ser feitos até o dia 20 de agosto. Após o prazo, nenhuma alteração poderá ser feita.

    O eleitor que solicitar o voto em trânsito e não comparecer ao local de votação deverá fazer a justificativa de ausência, que estará disponível por meio do aplicativo e-Título.

    Exterior

    Eleitor que tem título registrado no exterior poderá solicitar voto em trânsito se estiver de passagem pelo Brasil. Nesse caso, o voto só poderá ser exercido para o cargo de presidente.

    O eleitor com documento registrado no Brasil não poderá votar em trânsito se estiver fora do país no dia da votação.

    Eleições

    O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando vão ser escolhidos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. O eleitor voltará às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Relógio da longevidade é tema do Caminhos da Reportagem

    Relógio da longevidade é tema do Caminhos da Reportagem

    A desigualdade social é uma das marcas do Brasil, característica que também se reflete na velhice. Seis de cada 10 brasileiros com 60 anos ou mais vivem de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Quem não faz parte desse bolo são servidores públicos vinculados a regimes específicos e gente que complementa a renda com previdência privada ou que ainda trabalha.

    O programa “O relógio financeiro da longevidade” vai ar ao ar nesta segunda (10), às 23h, na TV Brasil e no canal da emissora no Youtube.

    O teto pago pela previdência pública atualmente é R$ 8.475,55. Mas a maioria dos aposentados recebe, em média, R$ 3.207,05. Os dados são do Ministério da Previdência.

    “No mesmo país onde temos grupos sociais que estão chegando facilmente aos 80 anos com um acúmulo de poupanças – poupança de saúde, de segurança e financeira –, temos também um grupo que não está chegando com nada disso”, diz o secretário Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva.

    Especialista em Finanças e CEO do Movimento Black Money, Nina Silva lembra que “trabalhadores pretos e pardos recebem cerca de 40% a 45% a menos que trabalhadores brancos. Como a aposentadoria é reflexo do histórico contributivo, essa massa chega à velhice com benefícios no piso mínimo”.

    E qual é a saída?

    A própria Nina ajuda a responder: “gerar capital dentro da comunidade tem impacto direto na base da pirâmide social. Nosso trabalho é quebrar o ciclo da pobreza intergeracional”, explica.

    Mas há muitos outros pontos importantes nessa discussão: ampliar a educação financeira de idosos, diminuir o número de golpes e controlar a violência patrimonial (tomar ou destruir bens, dinheiro ou documentos de uma pessoa), que explodiu no ano passado.

    “Em 2025, tivemos mais de 59 mil denúncias de violações de direitos humanos em questão patrimonial envolvendo a pessoa idosa. Neste ano, nós já temos mais de 19 mil denúncias desse tipo”, conta a coordenadora-geral do Disque 100, Franciely Almeida.

    É o caso da mãe do servidor público Flávio Amorim. Professora aposentada, ela foi alvo da filha, irmã de Flávio, enquanto enfrentava um aneurisma e um glaucoma que a deixaram cega de um olho.

    “Ela começou a morar com a minha mãe e passou a ter acesso ao celular que tinha a conta do banco. Fez cinco empréstimos consignados. Ao todo, um rombo de R$ 370 mil”, revela Flávio.

    Casos como esses têm se espalhado pelo país. Para entender o perfil de vítimas e agressores e apontar como se prevenir de fraudes e solucionar o problema, a equipe do Caminhos da Reportagem conversou com outras vítimas, policiais, defensores públicos e educadores financeiros.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Declaração do imposto sobre imóveis rurais pode ser feita por internet

    Declaração do imposto sobre imóveis rurais pode ser feita por internet

    A Receita Federal disponibiliza a partir desta segunda-feira (10) a versão web do serviço Minhas Declarações do ITR, que permite preencher, transmitir, retificar e consultar online a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), sem necessidade de instalar programas no computador.

    O acesso será feito pelo Portal de Serviços da Receita Federal com conta gov.br nível prata ou ouro.

    O uso da plataforma será obrigatório para pessoas jurídicas e físicas proprietárias de imóveis rurais com área superior a 100 hectares. Proprietários de áreas de até 100 hectares também poderão apresentar a declaração por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD ITR 2026).

    A DITR é o documento usado para informar à Receita Federal os dados cadastrais do imóvel rural e de seu titular, as áreas do imóvel e outras informações necessárias para a apuração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

    Devem apresentar a declaração os proprietários, usufrutuários, titulares do domínio útil ou detentores de imóveis rurais, pessoas físicas ou jurídicas. Em situações específicas, a obrigação também alcança condôminos, compossuidores e inventariantes.

    Segundo a Receita Federal, o ambiente digital reúne, em um único local, declarações, recibos e documentos relacionados ao ITR, além de oferecer recursos como pré-preenchimento de dados cadastrais e acesso por dispositivos móveis.

    A entrega da DITR fora do prazo está sujeita à Multa por Atraso na Entrega da Declaração (Maed).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Projeto aproxima comunidades de equipamentos culturais em Salvador

    Alguns moradores da comunidade de Águas Claras, em Salvador, visitaram o centro histórico da cidade, no sábado (8), e a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) pela primeira vez. Um dos grupos era formado por mulheres com mais de 60 anos, que frequentam a Biblioteca Comunitária Condor Literário. 

    Entre elas estava Soraia Santos Pinto, 61 anos, moradora de Águas Claras. Depois de passar por um quadro de depressão, ela começou a frequentar a biblioteca comunitária, onde hoje tem aulas de boxe, capoeira e dança. 

    Ontem, por meio de um projeto cultural, Soraia visitou a Flipelô, a Fundação Casa de Jorge Amado e o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), instituições onde nunca havia pisado antes. 

    “A gente tem que fazer isso mais vezes. Isso abre o nosso entendimento. Isso é cultura e é bom para a gente. Eu amei. Tem pessoas que nunca tinham vindo no Pelourinho, nunca estiveram aqui. Eu acho que eles deviam fazer isso com a maioria da comunidade, levar a cultura ou trazer o povo até a cultura, já que a cultura não vai nas periferias”, disse ela. 

    Maian Oliveira, 36 anos, também participou desse passeio com seus três filhos e conheceu o Muncab pela primeira vez:

    “Estou fazendo um passeio com minhas crianças. Eles fazem parte da capoeira Unira. Aí eu vim trazer eles para dar um passeio. Eu acho a cultura muito importante. Ela mostra quem nós somos, de onde nós viemos. E é muito importante a gente apresentar isso para nossas crianças, que estão chegando agora.”

    Em entrevista à Agência Brasil, ela contou que dificilmente consegue levar as crianças para o centro histórico de Salvador para um roteiro cultural ou acessar os equipamentos culturais.

    “No dia a dia é mais difícil trazer as crianças. Quando se tem mais de duas crianças, se torna ainda mais difícil porque o transporte fica um pouco complicado”. 

    Águas Claras 

    Mesmo vivendo na capital baiana, muitos desses moradores relatam dificuldades para visitar os equipamentos culturais da cidade. Águas Claras, por exemplo, é um bairro que fica a cerca de 25 minutos do centro histórico de Salvador. 

    “A comunidade de Águas Claras, por exemplo, vive muito dela mesmo, vive em rede, as organizações se apoiam. É uma comunidade que tem aspectos muito tradicionais, porque por muito tempo ficou à margem da cidade”,  explicou Aline Dias, articuladora territorial do bairro de Águas Claras.

    Essa situação começou a mudar com a chegada do metrô e também com a construção de uma rodoviária, fazendo com que as ações sociais e culturais fossem ampliadas. 

    “Tenho visto uma certa mudança no comportamento da própria comunidade. Primeiro sobre a autoestima da comunidade em relação à cidade. Agora ela já começa a ter mais coragem e confiança para poder expor o que acontece de bom por lá”. 

    Apesar das muitas ações sociais e culturais sendo desenvolvidas no bairro – como uma biblioteca comunitária –, Aline defende que ainda é preciso criar políticas públicas para ampliar o acesso das comunidades à cultura. “Precisamos pensar em iniciativas que valorizem ou que deem vazão ao que acontece na comunidade”, ressaltou. 

    “Por mais que elas não participem de feiras literárias, elas vislumbram feiras e querem reproduzir isso em suas comunidades também, porque elas entendem que a literatura é muito importante e que ela é um espaço para retratar as suas vivências e a sua cultura”, diz a articuladora.

    “Se houver investimento nas comunidades, a gente vai aumentar as esferas literárias. As comunidades têm muito a falar, tem muito a escrever”. 

    Além disso, reforçou Aline, a população também quer participar de ações que são desenvolvidas fora de seus territórios. 

    “A Flipelô não era, até então, parte do repertório da cidade. Águas Claras estava muito à parte do que estava acontecendo. Então essa [atividade de sábado] foi uma grande oportunidade. As pessoas estão muito felizes”, disse Aline. 

    Circuito Cultural

    O passeio de ontem, que levou moradores de Águas Claras para a Flipelô, foi possível por meio de um projeto da iniciativa privada, criado pelo Instituto Motiva, chamado Circuito Cultural.

    O projeto pretende ampliar o acesso à cultura para estudantes da rede pública e participantes de organizações sociais, promovendo visitas gratuitas a algumas das principais instituições culturais de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. 

    Segundo o Instituto Motiva, a iniciativa surgiu diante de um cenário em que o acesso a equipamentos culturais pela população no Brasil ainda é limitado e desigual.

    Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que menos de um terço dos municípios brasileiros conta com museus, e a visitação a esses espaços é concentrada entre as faixas de maior renda.

    A edição 2025 da pesquisa Hábitos Culturais, realizada pelo Observatório Fundação Itaú, também apontou que apenas 16% dos brasileiros visitaram um museu nos últimos 12 meses e que 13% participaram de festivais literários, sinalizando um baixo nível de consumo de cultura pela população brasileira. 

    “Nosso maior desejo com essa ação foi, primeiramente, quebrar essa barreira do acesso. E, segundo, a gente entende que a cultura é realmente uma ferramenta poderosíssima de transformação social, de educação e de ampliação de repertório”, disse Ariane Teles, especialista do Instituto Motiva. 

    *A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rayssa é campeã da etapa carioca da Liga Internacional de Skate Street

    Rayssa é campeã da etapa carioca da Liga Internacional de Skate Street

    Duas vezes medalhista olímpica, a maranhense Rayssa Leal deu show no lotado Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, que pela primeira vez na história foi palco de uma etapa da Street League Skateborading (SLS), a Liga Internacional da modalidade. Mesmo com dores após ter sofrido uma queda na véspera do evento, Rayssa cravou somatório de 20.9, deixando para trás por apenas 0.02 de vantagem a japonesa Momiji Nishiya – ouro olímpico em Tóquio 2020 -, segunda colocada com total 20.7. A espanhola Daniela Terol (17.7) completou o pódio na terceira posição. A paulista Gabriela Mazetto (14.8) terminou na quarta posição.

    Com o segundo troféu na temporada – o primeiro foi em fevereiro na etapa de abertura em Sidney (Austrália) – Rayssa desponta como forte candidata a disputar o Super Crown da SLS 2026, última das sete etapas da Liga, com os skatistas com maior pontuação ao longo do ano. A maranhense da cidade de Imperatriz é tetracampeã consecutiva do Super Crown (2022, 2023, 2024 e 2025).

    “Ontem eu não estava andando tão bem. Hoje eu andei assim, tudo que eu podia andar. Fiquei muito contente. Eu dedico esse título para a minha família, para eles que estão lá em Imperatriz. Pai, feliz Dia dos Pais. Eu te amo”, disse Rayssa logo após a conquista, em entrevista à emissora SporTV.

    A Rio Takeover foi a terceira etapa da SLS. A próxima está programada para 29 de agosto em Tempe (Estados Unidos). O calendário inclui ainda as etapas de Paris (França) em 3 de outubro; Tóquio (Japão) em 14 de novembro; e o Super Crown, em São Paulo, em dezembro.

    Giovanni é vice-campeão

    Ao todo cinco brasileiros disputaram a final masculina da etapa carioca da SLS, que reuniu 10 atletas. Paulista de Santo André, Giovanni Vianna chegou a liderar a penúltima rodada ao receber notas 9.1 e 9.2 em duas manobras perto da perfeição. No entanto, o canadense Cordano Russel anotou 9.3 na rodada derradeira e levou o título com somatório 27.9. Já Giovanni desperdiçou a última chance e foi vice-campeão ao totalizar 26.9. O conterrâneo Wallace Gabriel (24.5) assegurou a terceira posição no pódio.

    Nascido em Osasco (SP), Abner Pietro (22.6) terminou na quinta posição. Campeão mundial de skate street em 2021, o cearense Lucas Rabelo (15.9) ficou em sétimo lugar e o paulista Ivan Monteiro (7.0) na 10ª posição.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista

    Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista

    Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

    “A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.

    A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.

    Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.

    De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.

    Doenças atreladas


     A saúde da mulher deve abranger também a saúde sexual, independente da idade. Dra. Jussimara Souza Steglich
Crédito: Divulgação/arquivo pessoal
     A saúde da mulher deve abranger também a saúde sexual, independente da idade. Dra. Jussimara Souza Steglich
Crédito: Divulgação/arquivo pessoal
    Jussimara Souza Steglich  defende mais informação sobre a saúde sexual feminina no envelhecimento – Divulgação/Arquivo pessoal

    Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico. 

    “Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.

    No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Memória é fundamental na literatura, diz escritor Milton Hatoum

    Memória é fundamental na literatura, diz escritor Milton Hatoum

    Desde o livro Relato de um Certo Oriente, a memória vem sendo um objeto de investigação do escritor manauara Milton Hatoum. Com Dança de Enganos, publicado no final do ano passado e que encerra sua trilogia O Lugar Mais Sombrio, não foi diferente.

    Seu novo livro é baseado nas memórias e anotações de Lina, a mãe de Martim, personagem principal dos outros dois livros da série: A Noite da Espera e Pontos de Fuga.

    Em Dança de Enganos, Lina assume a voz principal para expor as dores, os impactos e os traumas carregados por famílias que foram dilaceradas pela ditadura militar.

    “A memória na literatura é, vamos dizer, fundamental. Ela é uma espécie de musa tutelar dos escritores. Mas a memória não é algo que está cristalizado no passado. A memória só faz sentido na literatura – e eu acho que na própria vida – quando você traz o passado para o presente e ela adquire um significado mais forte. Porque tudo que nós vivenciamos hoje tem a ver com o nosso passado, não apenas recente, mas distante também”, disse ele a jornalistas, antes de participar de uma mesa promovida pela Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) no Museu Eugênio Teixeira Leal, em Salvador.

    >> Clique aqui e confira a cobertura da Agência Brasil na Flipelô 2026

    Em sua trilogia O Lugar Mais Sombrio, Hatoum trata dos dramas familiares no período da ditadura militar brasileira.

    “A trilogia O Lugar Mais Sombrio fala basicamente disso, de um grupo de jovens, de personagens jovens, que, enfim, passaram a infância, a juventude e uma parte da vida adulta durante um período de opressão, de autoritarismo, de brutalidade, de repressão e de censura. Isso é um tema tratado nesses três romances, mas não é o tema principal”, disse o escritor.

    O tema principal, esclareceu, é a relação familiar.

    “E esse último volume é o livro da mãe, que é um livro de memórias, justamente em que ela praticamente fala sobre a família, sobre ela e descobre coisas muito surpreendentes – e por isso o título é Dança de Enganos. Ela viveu durante um período da vida dela movida por enganos, por falsidades. E então ela descobre coisas que só mesmo essa presença da memória faz com que ela tenha consciência do que ela é”, explicou.

    Academia de Letras

    Milton Hatoum é um dos mais importantes escritores da literatura brasileira contemporânea e recentemente tomou posse como novo membro da Academia Brasileira de Letras.

    “Por acaso, sou o primeiro escritor da Amazônia na Academia Brasileira de Letras. Mas, enfim, continuo a fazer o que eu venho fazendo há mais de 35 anos, que é dar palestras, falar basicamente sobre literatura, ler muitos livros e escrever alguns poucos”, disse.

    Vencedor de diversos prêmios literários e até cotado em listas de apostas para o Nobel de Literatura, sua presença na Flipelô lotou o auditório do museu. Ele começou sua fala dizendo que sua trilogia foi escrita como uma espécie de “vingança” ao que aconteceu no Brasil.

    “Foi também uma vingança. Quem da minha geração participou do movimento estudantil ou participou ativamente da luta contra a ditadura, quem não perdeu amigos ou não teve um amigo preso, foi submetido à tortura”.

    O escritor contou que para escrever os livros recebeu diários e relatos de amigos que foram presos e torturados durante a ditadura.

    “E eu li muitas vezes chocado porque são relatos muito duros, de uma crueza assim incrível e impressionante. Mas eu usei muito pouca coisa desse material que eu li, porque eu queria, a partir do que li, inventar. Porque esse é o grande pilar do romance, a imaginação”.

    Parte dessa trilogia, reforçou, marca seu posicionamento sobre a atualidade, quando começaram a surgir vozes no Brasil pedindo a volta daquele período de autoritarismo.

    “Foi o momento em que eu encontrei para também me posicionar. Quer dizer, não como um texto de denúncia porque eu não aprecio muito isso, nem também de uma forma didática, mas eu mudei muita coisa sobretudo entre o segundo e o terceiro volumes [da trilogia]. Eu reescrevi muitas coisas em função dessa catástrofe política que se abateu sobre o Brasil. Como é que eu vou definir essa gente? São absolutamente facínoras”.

    Para ele, um dos remédios para esse momento atual é a empatia.

    “A empatia também serve para a crise que nós estamos vivendo. Porque ela é exatamente o contrário, o oposto do egotismo. Uma pessoa empática integra as suas necessidades básicas ou vitais com o coletivo, com a necessidade dos outros. E é isso que falta”, refletiu.
     


    Salvador (BA), 08/08/2026 - O escritor Milton Hatoum participa da mesa A palavra, a memória e o tempo: um encontro sobre literatura, com mediação de Rodrigo Casarin, no Museu Eugênio Leal, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Salvador (BA), 08/08/2026 - O escritor Milton Hatoum participa da mesa A palavra, a memória e o tempo: um encontro sobre literatura, com mediação de Rodrigo Casarin, no Museu Eugênio Leal, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Escritor Milton Hatoum na mesa A Palavra, a Memória e o Tempo: um Encontro sobre Literatura, com mediação de Rodrigo Casarin, no Museu Eugênio Leal, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho – Flipelô – Rovena Rosa/Agência Brasil

    Educação

    Ao responder perguntas feitas pelo público presente, Hatoum reforçou a importância da educação. Segundo ele, o desmonte da escola pública teve início com a ditadura militar e agora ela precisa ser reconstruída: “Isso seria fantasticamente um ato patriótico, de formar cidadania e de dar condições de igualdade a todos da escola pública.”

    Ao falar sobre educação na Flipelô, ele chegou a recordar da professora que o alfabetizou, Maria Luiza Freitas Pinto, personalidade que ele também citou em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras.

    “Pode parecer um pouco piegas, mas eu vou contar. Quando eu publiquei meu primeiro livro, eu morava em Manaus, em 1989. E ela estava na fila [para autógrafos]. Ela chegou, abriu a bolsa e disse: ‘vou te mostrar uma coisa’. Aí ela tirou um papel amarelo, desdobrou e disse: ‘Essa é a sua primeira redação. Eu guardei porque eu achava que você ia se tornar um escritor’. Ela morreu aos 104 anos. E até os 100 anos, ela ia aos lançamentos do meu livro”.

    A décima edição da Flipelô começou na última quarta-feira (5) e termina neste domingo. Clique aqui e saiba mais sobre a festa.

    *Repórter e fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Avanço da IA corrói financiamento do jornalismo profissional no Brasil

    Avanço da IA corrói financiamento do jornalismo profissional no Brasil

    O avanço da Inteligência Artificial (IA) por meio dos resumos que buscadores oferecem na internet vem derrubando o tráfego direto de internautas em sites jornalísticos, prejudicando o financiamento do jornalismo profissional no Brasil. Isso ocorre porque parte dos usuários tem deixado de clicar nos links diretos dos sites, restringindo a pesquisa aos resumos das IAs.

    Essa mudança vem ganhando força, principalmente, a partir de maio de 2024 com o AI Overviews do Google (resumos gerados por IA, em português). Segundo especialistas, a novidade tem ainda o potencial de prejudicar a integridade da informação que circula no país em meio à proliferação das fake news impulsionadas pelas mesmas plataformas por trás das IAs que dominam o mercado.

    Um projeto de lei (PL 2338 de 2023) em tramitação na Câmara, o Marco Regulatório da IA, prevê que as plataformas digitais paguem pelos direitos autorais das obras e reportagens usadas pela tecnologia, o que poderia fortalecer o jornalismo profissional frente à crise no setor.

    Porém, o tema não avançou no último semestre, apesar da prioridade anunciada ao projeto pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).


    Brasília - 07/08/2026 - Carla Egydio,diretora de Relações Institucionais da Ajor . Foto: Câmara dos Deputados
    Brasília - 07/08/2026 - Carla Egydio,diretora de Relações Institucionais da Ajor . Foto: Câmara dos Deputados
    Carla Egydio, diretora de Relações Institucionais da Ajor, considera “preocupante” a queda de audiência dos portais de notícias em função dos resumos gerados por IA  – Foto: Câmara dos Deputados

    A Associação de Jornalismo Digital (Ajor), que presta assessoria a 152 veículos on-line no Brasil, aponta que um de cada quatro desses portais de notícias perdeu, em 2025, mais de 20% da audiência.

    “A queda de tráfego nos sites das associadas advindo de ferramentas de busca, uma preocupação generalizada na indústria jornalística, se mostra verdadeira no contexto das associadas”, concluiu a pesquisa da Ajor.

    A diretora de Relações Institucionais da associação, Carla Egydio, explicou à Agência Brasil que a queda é “preocupante” por prejudicar a atração de publicidade e o financiamento calculado a partir das “métricas de audiência”.

    “O ecossistema jornalístico hoje vive um cenário de crise. Parte da publicidade já migrou, principalmente, para plataformas digitais. Os veículos que se financiavam, sobretudo por publicidade, têm uma dificuldade muito grande de manter seus negócios. Esse resumo da IA aprofunda um contexto de crise do jornalismo”, disse a diretora.

    Integridade da informação

    Carla destacou ainda que os resumos da IA fornecidos pelos buscadores não oferecem todo o conteúdo das reportagens, com impacto para a qualidade da informação.

    “Isso pode gerar descontextualização, com prejuízos para o debate público. Você tem ainda os casos de cópia literal do conteúdo, que configura plágio”, completou a diretora da Ajor.

    Um caso de repercussão internacional foi o do veículo Business Insider, que demitiu, em maio de 2025, 21% dos funcionários em meio a quedas no tráfego de usuários impulsionadas pelos resumos das IAs dos buscadores.

    “Setenta por cento do nosso negócio apresenta algum grau de sensibilidade ao tráfego [de usuários no site]. Precisamos estar estruturados para suportar quedas extremas de tráfego fora do nosso controle, por isso estamos reduzindo o tamanho geral da nossa empresa”, explicou Barbara Peng, da direção executiva da companhia.

    Marco Regulatório da IA


    Brasília (DF) 26/10/2023   Comissão de Comunicação da Câmara realiza audiência pública sobre a importância da formação superior para o exercício do jornalismo. ( Samira de Castro Cunha, presidenta da FENAJ).  Foto Lula Marques/ Agência Brasil
    Brasília (DF) 26/10/2023   Comissão de Comunicação da Câmara realiza audiência pública sobre a importância da formação superior para o exercício do jornalismo. ( Samira de Castro Cunha, presidenta da FENAJ).  Foto Lula Marques/ Agência Brasil
    Presidenta da Fenaj, Samira de Castro diz que lobby das big techs tem dificultado avanço do PL 2338 na Câmara – Foto: Lula Marques/Arquivo/Agência Brasil

    No Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) tem pressionado pela aprovação do PL 2338 na Câmara, onde projeto tramita desde março de 2025.

    A matéria que chegou do Senado prevê que as empresas de IA remunerem pelo uso de conteúdos protegidos pela Lei dos Direitos Autorais, como é o caso do jornalismo.

    “O lobby das big techs é muito forte. Elas querem, para ter uma ideia, tirar toda essa parte que fala de direito autoral. Esse é um dos pontos que têm emperrado esse projeto na Câmara”, revelou a presidenta da Fenaj, Samira de Castro.

    Ela acrescentou à Agência Brasil que, apesar das fragilidades do projeto, o texto traz avanços para garantir a remuneração do produto do trabalho dos jornalistas.

    “O PL também não cria mecanismos específicos de transparência sobre quais conteúdos jornalísticos foram utilizados para treinar modelos de IA, mas isso pode ser objeto de regulamentação posterior”, completou Samira.

    Tema não avança na Câmara

    No início do ano, o presidente da Câmara, Hugo Motta, definiu que o Marco Regulatório da IA seria uma das prioridades do primeiro semestre. Procurada pela reportagem, a assessoria do parlamentar informou que aguarda a manifestação do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

    “A definição de uma data depende de o relator apresentar o parecer. E, diante do atual período eleitoral, o projeto deverá ser votado após as eleições de outubro”, informou, em nota, a assessoria de Motta.

    A comissão especial que analisa o tema não se reúne desde novembro de 2025. Procurada pela Agência Brasil, a presidente do colegiado, deputada Luiza Canziani (União-PR), não retornou o contato até o fechamento desta reportagem.

    O relator Aguinaldo Ribeiro tem defendido que o tema precisa ser mais debatido, em especial, o capítulo que trata da remuneração pelo uso de conteúdos protegidos por direitos autorais.

    “Como é que isso vai funcionar para um artista independente? Como é que funciona? A operacionalidade eu tenho dúvida de como isso vai funcionar”, comentou Aguinaldo a jornalistas antes do recesso parlamentar.
     


    Prédio Congresso Nacional
    Prédio Congresso Nacional
    Marco Regulatório da IA tramita desde março de 2025 na Câmara – Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

    Empresas de tecnologia criticam projeto

    O texto que chegou do Senado é criticado pelas empresas de tecnologia, que alegam que o dispositivo sobre direitos autorais “na prática, inviabiliza o treinamento de novos modelos locais de IA”.

    “A proposta de legislação brasileira, dessa forma, poderá isolar o Brasil no desenvolvimento da IA, além de impactar investimentos em infraestrutura digital”, diz nota de diversas organizações empresariais, entre elas, a Associação das Empresas de Tecnologia (Brasscom).

    Governo apoia PL

    O governo federal tem defendido a aprovação do PL 2338. O secretário de Direitos Autorais e Intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos Alves de Souza, argumentou que tem crescido a judicialização envolvendo direitos autorais.

    “Enquanto esse PL não for aprovado, o uso não autorizado de conteúdo jornalístico, ou qualquer conteúdo protegido por direitos de autor, para o treinamento de sistemas de IA, constitui violação de, ao menos, sete dispositivos da lei de direito autoral”, comentou Souza, em audiência pública do Conselho de Comunicação Social do Congresso, na última semana.

    Ação no Cade e acordos de grandes veículos

    Enquanto o Congresso não vota o marco regulatório da IA, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu uma investigação, em abril deste ano, sobre a conduta do Google e os impactos do uso da IA no mercado de mídia.

    O conselho avalia se a gigante da tecnologia abusou de sua posição dominante ao utilizar conteúdos jornalísticos em ferramentas de IA sem remunerar os veículos responsáveis.

    Por outro lado, dois grandes jornais brasileiros, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, fecharam acordos privados com a OpenAI e o Google, respectivamente. O acordo da Folha ocorreu após o jornal processar a OpenAI pelo uso dos seus conteúdos jornalísticos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original