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  • Fachin: críticas não fragilizam STF, mas fortalecem democracia

    Fachin: críticas não fragilizam STF, mas fortalecem democracia

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, disse nesta segunda-feira (3) que a Corte está aberta a críticas da opinião pública.

    Fachin discursou na abertura da sessão desta tarde, que marcou a retomada dos trabalhos do segundo semestre após o recesso de julho.

    Segundo o presidente, o Supremo considera “natural” que suas decisões contestadas.

    “Um tribunal constitucional que decide todos os dias temas de grande repercussão social há de aceitar, como natural, que suas decisões sejam debatidas, analisadas e, por vezes, contestadas pela opinião pública”, afirmou.

    Para Fachin, a “força institucional” do STF reside na capacidade de conviver com a crítica, sem perder o poder de exercer suas funções.

    “Essa tensão, quando exercida dentro dos limites republicanos, não fragiliza a instituição, ao contrário, a fortalece, e fortalece a democracia”, comentou.

    Por fim, o ministro também reconheceu que a Corte tem “desafios a superar”.

    “A duração dos processos, a clareza na comunicação de nossas decisões, o diálogo permanente com a sociedade e com os demais Poderes são tarefas que não se esgotam nunca e que continuarão a orientar nossos esforços neste segundo semestre”, completou.

    Julgamentos

    Na sessão desta segunda-feira, a Corte deve julgar o alcance das medidas protetivas da Lei Maria da Penha para casos de violência fora do contexto doméstico.

    Ainda neste mês, o plenário vai retomar o julgamento que vai definir como serão as eleições para mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro.

    Também será analisada a constitucionalidade das ações da Justiça do Trabalho que reconheceram vínculo de emprego entre motoristas e as plataformas que operam aplicativos de transporte de passageiros, a chamada uberização.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

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  • Dança em Trânsito estreia nesta terça com preços populares no Rio

    Dança em Trânsito estreia nesta terça com preços populares no Rio

    A dança vai se espalhar pelo Rio de Janeiro entre a próxima terça-feira (4) e o dia 11, com espetáculos de 20 companhias e artistas do Rio, de outros estados e até de outros países.

    A 24ª edição do festival Dança em Trânsito terá apresentações com ingressos a preços populares, de R$ 10 a R$ 20, no Espaço Tápias, na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio; e nos teatros Nélson Rodrigues, Carlos Gomes e João Caetano, no centro da cidade.

    Participarão artistas de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. A agenda completa pode ser conferida no site do festival.

    A programação tem ainda atrações convidadas da Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo, além de residências e processos de criação com intercâmbio internacional.

    As apresentações do festival internacional de dança contemporânea serão avaliadas por programadores, curadores e diretores de festivais de dança da França, da Espanha, da Itália, da Eslovênia, da Bulgária, de Luxemburgo, da Coreia do Sul e do Uruguai.

    Programação ao ar livre

    A ocupação de praças, ruas e espaços públicos com espetáculos gratuitos é uma das características do Dança em Trânsito. Além das casas de espetáculo, haverá uma apresentação gratuita na Praça Mauá, região portuária da capital.

    Essa programação começa às 16h, em frente ao Museu do Amanhã, com o Bloco Turbilhão Carioca. Fundado em 2007 por batuqueiros de grandes oficinas de percussão do Rio de Janeiro, o grupo adapta ritmos marcantes de regiões brasileiras, como a junção do frevo com o funk, utilizando instrumentos tradicionais de uma bateria de escola de samba.

     


    Rio de Janeiro - 03/08/2026 -  Rio terá festival de dança com participação internacional. Foto Divulgação/C41 Estudio
    Rio de Janeiro - 03/08/2026 -  Rio terá festival de dança com participação internacional. Foto Divulgação/C41 Estudio
    Quasar Companhia de Dança participará do festival Dança em Trânsito. Foto: Divulgação/C41 Estudio

    Encontros internacionais

    O festival terá ainda o os dois encontros abertos ao público Janelas para o Mundo, com programadores de festivais internacionais da Coreia do Sul e Luxemburgo. Eles vão trazer um panorama dos festivais e da dança contemporânea de seus países.

    “Janelas para o Mundo e conexões internacionais são momentos muito importantes para os artistas brasileiros comparecerem e estarem ali presentes dialogando diretamente com esses profissionais que raramente vem ao Brasil assistir a espetáculos”, avaliou a diretora artística e curadora do festival, Flávia Tápias, à Agência Brasil.

    O primeiro desses encontros, marcado para as 11h30, no Espaço Tápias, será com o sul-coreano Lee Jong-Ho, fundador e diretor artístico do Festival Internacional de Dança de Seul (SIDance), presidente da Seção de Seul do Conselho Internacional de Dança (CID-UNESCO) e presidente da Associação Coreana de Críticos e Pesquisadores de Dança.

    Lee Jong-Ho vai mostrar o panorama da dança na Coreia do Sul e do festival SIDance, com possibilidade de colaboração com artistas e organizações brasileiras.

    Dois dias depois, também às 11h30, a apresentação será do diretor artístico do TROIS C-L | Maison pour la danse, Bernard Baumgarten, de Luxemburgo.

    O festival faz parte do projeto Ciudades Que Danzan, que inclui 41 cidades em diversas partes do mundo para difundir a dança contemporânea.

     


    Rio de Janeiro - 03/08/2026 -  Rio terá festival de dança com participação internacional. Foto Divulgação/
    Rio de Janeiro - 03/08/2026 -  Rio terá festival de dança com participação internacional. Foto Divulgação/
    Companhia Cisne Negro participa do Festival Dança em Trânsito Foto: Divulgação/Reginaldo Azevedo

    Para Giselle Tápias, também diretora artística e curadora do Dança em Trânsito, esta edição reafirma uma característica que sempre esteve na essência do festival, que é promover o encontro entre artistas, culturas e diferentes formas de criação.

    “Receber companhias da Coreia do Sul, França, Itália e Luxemburgo, fortalece o intercâmbio internacional e cria oportunidades que vão muito além das apresentações”, disse à Agência Brasil.

    Dança em Trânsito

    O festival internacional Dança em Trânsito foi criado em 2002, para promover e democratizar a dança por meio de um intercâmbio entre artistas e companhias do Brasil e do exterior, percorrendo desde as grandes cidades até pequenas localidades no interior do Brasil, em teatros ou espaços públicos.

    As atividades vão desde residências artísticas, com oficinas de criação e workshops, até a abertura de canais para novos talentos da dança, incentivando ainda a formação de público para o interesse pelas artes e pela dança. Isso, segundo Giselle, proporciona uma convivência entre artistas brasileiros e estrangeiros, permitindo a troca de metodologias, processos criativos e experiências.

    “É nesse contato direto que surgem novas referências, parcerias e possibilidades de criação conjunta, enriquecendo todos os envolvidos. Para as companhias brasileiras, esse intercâmbio representa uma oportunidade concreta de ampliar sua inserção internacional”, pontuou Giselle.

    A diretora acrescentou que, com a vinda de programadores, diretores de festivais e artistas de outros países, o Dança em Trânsito cria um ambiente favorável para futuras coproduções, convites para circulação internacional e participações em festivais no exterior, ao mesmo tempo em que mostra a qualidade e a diversidade da dança produzida no Brasil.

    “O Dança em Trânsito acredita que a cultura se fortalece por meio das conexões. Ao aproximar diferentes países e promover este diálogo artístico, o festival contribui para internacionalização da dança brasileira e para a construção de uma rede de colaboração que beneficia artistas, instituições e o público”, concluiu Giselle.

    Conforme os organizadores, desde que foi criado, o Dança em Trânsito já realizou mais de 1.290 apresentações, com cerca de 150 companhias de 22 países e de mais de 43 cidades das cinco regiões do Brasil e do exterior. Neste período, o público ultrapassou 100 mil pessoas.

    Durante a pandemia, em 2020, a saída foi fazer uma versão online, que recebeu indicação ao Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria Difusão. Em 2021, houve a primeira edição híbrida, da qual participaram 25 cidades.

    A 24º edição do Dança em Trânsito é apresentada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e Engie Brasil Energia.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fies 2026: estudantes devem completar informações até esta terça

    Fies 2026: estudantes devem completar informações até esta terça

    Os pré-selecionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre tem até as 23 horas e 59 minutos desta terça-feira (4) para complementar dados informados na inscrição.

    Os estudantes devem fazer o procedimento no site do Fies Seleção. É preciso fazer o login do portal Gov.br. A lista de pré-selecionados está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior

    O Fies tem o objetivo de ampliar acesso ao ensino superior, ao conceder financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições de educação superior privadas que participam do programa.

    Vagas

    Em 2026, foram disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1,3 mil instituições privadas de educação superior para ingresso em 28,8 mil cursos e turnos.

    O processo seletivo do Fies registrou, nesta edição, 315.431 inscrições, de 127.175 inscritos. O MEC explica que cada candidato pode escolher até três opções de curso.

    Dos mais de 127 mil inscritos nesta edição, as mulheres representam 67,5%, totalizando praticamente 85,9 mil candidatas, e os homens correspondem a 32,5%, com 41,3 mil inscritos. 

    Ações afirmativas

    O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

    Os pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre integralmente os valores das mensalidades. 

    Tanto no Fies quanto no Fies Social, são reservadas vagas para pessoas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD), em proporção à população desses grupos em cada estado, conforme censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Lista de espera

    Os candidatos que não foram pré-selecionados na chamada única estão, automaticamente, na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

    Nessa etapa, a pré-seleção ocorrerá de 7 de agosto a 24 de setembro. 

    Fies

    O Fies promove anualmente dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

    Em caso de dúvida, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ajuda internacional sofre corte de 23,1% em 2025, o maior da história

    Ajuda internacional sofre corte de 23,1% em 2025, o maior da história

    O volume de ajuda internacional de países ricos para nações pobres, menos desenvolvidas e instituições multilaterais sofreu corte de 23,1% na passagem de 2024 para 2025, marcando a maior redução já registrada.

    No ano passado, o auxílio dos países ricos foi de US$ 174,3 bilhões (quase R$ 900 bilhões), corte de US$ 52,4 bilhões em um ano, em termos reais, ou seja, já considerando a inflação do período. Foi o segundo ano seguido de diminuição na ajuda internacional global.

    Os dados fazem parte do estudo Financiamento para o Desenvolvimento, elaborado pelo Brics Policy Center, centro de estudos vinculado ao Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

    Os pesquisadores Isabel Rocha de Siqueira, Enzo Cosenza, Luis Ehl buscaram informações do Comitê de Assistência ao Desenvolvimento (CAD), grupo de países doadores, ligado à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), conhecida como “clube dos países ricos”. O Brasil não faz parte da instituição.

    Os acadêmicos projetam ainda nova redução de 6,9% em 2026, configurando o terceiro ano seguido de recuo, o que levaria o patamar de ajuda ao mesmo nível de 2014.

    Tipo de ajuda

    Os valores de doações se referem à chamada Ajuda Oficial ao Desenvolvimento (AOD), recursos públicos fornecidos por governos com o objetivo de promover o desenvolvimento

    econômico e a prosperidade em outros países.

    A ajuda pode ser bilateral, quando é enviada diretamente para o país receptor, ou multilateral, recursos que os governos enviam para instituições, como a Organização das Nações Unidas (ONU) ou o Banco Mundial, que possuem os próprios programas de desenvolvimento.

    EUA com maior corte

    Apesar de o comitê ser formado por 33 países e a União Europeia (UE), o estudo revela que os cinco maiores doadores (França, Alemanha, Japão, Reino Unido e Estados Unido) representam 95,7% da redução de 2024 para 2025.

    Os EUA cortaram a ajuda internacional em mais que a metade (56,9%), de forma que só os americanos respondem por três quartos (75,1%) da diminuição.

    O ano passado marcou também a primeira vez em que todos os grandes doadores diminuíram o volume de doação por dois anos seguidos: Alemanha (-17,4%), França (-10,9%), Reino Unido (-10,8%) e Japão (-5,6%).

    Trump, defesa e energia

    O corte mais que pela metade da ajuda americana coincide com o início do novo mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. O presidente americano tem mantido posição contra o multilateralismo.


    U.S. President Donald Trump addresses House Republicans at their annual issues conference retreat, at the Kennedy Center, renamed the Trump-Kennedy Center by the Trump-appointed board of directors, in Washington, D.C., U.S., January 6, 2026. REUTERS/Kevin Lamarque
    U.S. President Donald Trump addresses House Republicans at their annual issues conference retreat, at the Kennedy Center, renamed the Trump-Kennedy Center by the Trump-appointed board of directors, in Washington, D.C., U.S., January 6, 2026. REUTERS/Kevin Lamarque
    Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Reuters/Kevin Lamarque/Proibida reprodução

    >> Leia aqui: Trump retira EUA de 66 organizações internacionais 

    Outro fator apontado para diminuição é o direcionamento de recursos para outras áreas, notadamente segurança energética e defesa.

    Em relação aos EUA, os gastos com defesa subiram de US$ 822,8 bilhões em 2024 para US$ 845,3 bilhões. Na União Europeia, o salto foi de 11%, chegando a 381 bilhões de euros.

    O estudo aponta que o investimento total em energia na UE passou de US$ 215 bilhões em 2015 para cerca de US$ 420 bilhões em 2025, ou seja, quase dobrou.

    “Esse impulso de investimento vem se consolidando ao longo da década e foi fortemente acelerado pelo choque de segurança energética após o início da Guerra da Ucrânia [fevereiro de 2022]”, explica o relatório.

    Os pesquisadores sinalizam uma “retração seletiva” da ajuda internacional. Essa condição é marcada pelo fato de não haver queda uniforme nos canais multilaterais. O financiamento ao sistema ONU caiu 27%, o maior já registrado. No entanto, o apoio ao Banco Mundial aumentou 6,4%; e aos bancos regionais de desenvolvimento, 11,9%.

    “Os governos doadores estão redefinindo quais tipos de engajamento multilateral eles consideram dignos de serem preservados, por motivos estratégicos”, afirma o documento.

    Ucrânia

    Mesmo com a queda global da ajuda internacional, a Ucrânia, país atualmente no quinto ano de guerra com a Rússia, se destaca como prioridade estratégica de países europeus.

    Mesmo com redução de 91% da ajuda dos EUA ao país, a Ucrânia é o maior recebedor individual de toda a história da AOD. Esse patamar, com R$ 44,9 bilhões recebidos, foi compensado por 23 países que incrementaram o volume de assistência financeira. Só instituições da UE subiram os envios em 65,2%.

    O montante recebido pela Ucrânia supera os US$ 28,1 bilhões destinados aos 44 países do grupo classificado pela ONU como Países Menos Desenvolvidos (PMD).

    Impacto da redução

    Para apresentar impactos do corte na ajuda internacional, os pesquisadores da PUC-Rio se utilizam de dados da Oxfam, organização internacional sem fins lucrativos focada em combater a pobreza.

    “A estimativa é de que os cortes na ajuda externa somente em 2025 seriam responsáveis por 695.238 mortes em excesso e que, caso a tendência de cortes na ajuda continue, poderiam causar 9.416.417 mortes até 2030”, reproduzem.

    A região que mais sofre com o recuo da ajuda internacional dos países ricos é a África Subsaariana, que viu em 2025 os recursos diminuírem 23%, ficando em US$ 29,2 bilhões.

    Para 2026, a projeção é nova redução, dessa vez de 11,6%. Se confirmado, serão US$ 11,8 bilhões a menos para essas nações.

    O estudo lembra que 32 dos 49 países da África Subsaariana também são do grupo Países Menos Desenvolvidos.

    Ao citar a insuficiência de recursos, o documento lembra que durante a 30ª Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em novembro passado em Belém, falava-se na necessidade de mobilizar US$ 1,3 trilhão para o financiamento climático, ao mesmo tempo em que havia “um consenso de que esse valor é praticamente inalcançável”.

    Caminhos

    Ao fim do diagnóstico, o levantamento apresenta caminhos que deveriam ser perseguidos para minimizar impactos em países mais dependentes de ajuda internacional.

    Entre as ações estão direcionar recursos escassos para os países mais pobres, especialmente os que dependem excessivamente de poucos doadores; planejar saídas de financiamento de forma “responsável e coordenada” e tornar a ajuda mais eficaz e geradora de mais impacto para o desenvolvimento.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Estudo sobre hepatites virais traça panorama da doença em onze anos

    Estudo sobre hepatites virais traça panorama da doença em onze anos

    Pesquisadores do Einstein Hospital Israelita analisaram 200 trabalhos científicos publicados entre 2013 e 2024, com dados de mais de 14,5 milhões de pessoas, e traçaram um panorama das hepatites virais no Brasil.

    A pesquisa faz parte do projeto Caracterização de Hepatites Virais em Populações Vulnerabilizadas, desenvolvido pelo Einstein no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

    O objetivo é gerar conhecimento para fortalecer estratégias de prevenção e cuidado que possam contribuir para que o Brasil alcance a meta de eliminar as hepatites virais até 2030. O estudo foi publicado na revista científica internacional PLOS ONE.

    Foram analisados dados referentes a todas as hepatites virais: A, B, C, D e E.

    “Em geral, as pessoas pensam mais nas hepatites B e C, porque são, de fato, bem frequentes e, além de hepatites agudas, elas são, com frequência, hepatites crônicas”, disse nesta segunda-feira (3) à Agência Brasil o coordenador do estudo, João Renato Rebello Pinho, médico do Departamento de Patologia Clínica do Einstein.

    Hepatite A

    A hepatite A, por exemplo, é uma hepatite aguda, mas que pode ter casos graves. Trata-se de uma hepatite que pode ser evitada pela vacinação. Pinho ressaltou, entretanto, que a hepatite A voltou ao Brasil, principalmente transmitida por homens.

    “É uma nova forma de contato que foi reconhecida, que é o contato oral/anal, ou seja, na hora de fazer sexo, pessoas acabam se contaminando com material anal e com o vírus. Isso fez com que essa doença voltasse a se manifestar na população brasileira em geral”.

    Segundo o especialista, a doença começou nos grupos de homens que fazem sexo com outros homens, mas logo se espalhou para todas as populações não vacinadas.

    “Então, em relação à hepatite A, é importante ressaltar a importância da vacinação, porque tem mulheres que fazem também sexo oral/anal. Elas também estão sujeitas a esse tipo de hepatite”.

    Por outro lado, ele descartou que a doença seja transmitida de pessoa a pessoa pela pele, por exemplo. O contágio de pessoa a pessoa é mais difícil, precisa ser um contato íntimo. 

    “Na verdade, a forma mais comum de contaminação pelo vírus da hepatite A é por via alimentar, ou seja, por água contaminada ou alimentos contaminados”.

    A nova forma que foi descrita nos últimos 10 anos quando esses vírus se espalharam pelo mundo ocorreu, principalmente, por conta desse comportamento sexual. Mas não passa de pessoa a pessoa, como o vírus da Covid-19, afirmou o médico. “Só passa se a pessoa for ao banheiro, sujar a mão e cumprimentar outra pessoa”.

    No contato familiar intenso, contudo, Rebello Pinho admitiu que pode ocorrer contágio. Uma criança que pega hepatite A tem mais facilidade de passar para outras pessoas porque tem todos os cuidados higiênicos dos pais para elas. Não há, entretanto, risco de transmissão de hepatite por contato pessoal no ônibus, no trânsito, na rua. “Isso não vai acontecer. Precisa ser um contato muito íntimo mesmo”.

    Por regiões, a hepatite A, de transmissão oral/fecal, ocorre muito na região amazônica e nas regiões Norte e Nordeste. “Ela ainda é frequente nessas regiões, exceto quando são homens maiores de 18 anos, que nós encontramos muitos casos de hepatite A na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, devido a esse fenômeno de comportamento sexual e à falta de vacinação que ainda não é gratuita para quem tem mais de 18 anos”.

    Hepatites B e C

    Nas hepatites B e C, a principal forma de contato é sexual. Mas também o contato com sangue ou produtos sanguíneos, principalmente o uso de drogas endovenosas, pode transmitir as hepatites B e C.

    Outra forma importante de transmissão é a de mãe para filho durante a gestação e o parto. Rebello Pinho salientou que o Brasil, inclusive, controla muito bem a hepatite B e já controlou a transmissão hepatite B e do HIV de mãe para filho. “É uma coisa muito rara de acontecer atualmente”.

    Rebello Pinho Enfatizou a existência de vacina contra a hepatite B. Ao contrário da hepatite A, a hepatite B pode ser crônica. E tanto a B como a C se relacionam com cirrose e com câncer de fígado. “Daí a importância de tomar vacina para a hepatite B”.

    Para a hepatite B, há tratamentos muito eficazes. Já para a hepatite C, embora as vias de transmissão sejam muito parecidas com as do tipo B, não existe vacina. Esse tipo de hepatite viral tem, por outro lado, tratamentos muito eficazes que curam mais de 95% dos pacientes.

    “Ou seja, é uma doença que, antes, tinha tratamentos muito ruins, mas agora tem tratamento muito bom. O ideal, porém, é que a pessoa não pegue a hepatite C”.

    Para isso, reforçou entre as medidas necessárias o sexo seguro e evitar contato com sangue, principalmente com o uso de drogas endovenosas proibidas.

    O pesquisador lembrou que outra forma muito frequente de transmitir a hepatite C era uso de seringas compartilhadas de transfusão de sangue. Hoje, contudo, é muito raro conseguir transmitir a hepatite B e C por esses caminhos, indicou. Para prevenir a hepatite C, orientou que devem ser evitados esses comportamentos.

    Hepatite D

    De acordo com João Renato Rebello Pinho, a hepatite D, ou Delta, é negligenciada.“Porque ela acontece, em geral, com populações de um nível socioeconômico mais baixo, que acabam sendo negligenciadas pelos sistemas de saúde”.

    No Brasil, ela é muito frequente na região amazônica, especialmente nas populações ribeirinhas, de difícil acesso, nas quais é difícil fazer o diagnóstico. O médico destacou que também a hepatite B é mais frequente no Brasil na região amazônica, embora ocorra em todo o Brasil.

    “Apesar de ter uma vacina e tratamento eficazes, ela é uma doença muito espalhada na população brasileira, com várias fontes do vírus em diferentes lugares do Brasil e não só na região amazônica”.

    Rebello Pinho explicou que as hepatites B e D são relacionadas. Na região amazônica, há populações que apresentam uma frequência importante de hepatite Delta. Ele esclarece, no entanto, que só pega a hepatite D, ou Delta, quem é portador do vírus de hepatite B.

    “Ou a pessoa pega o vírus de hepatite B e Delta ao mesmo tempo, ou já tem o vírus de hepatite B e depois pega o vírus da hepatite D”.

    Estudos genéticos dos vírus presentes no Brasil mostraram que a maior parte dos vírus é característica da região amazônica. Ou seja, têm um ciclo viral que está sendo mantido há muito tempo na região amazônica, “apesar de a gente saber que a vacina para hepatite B é eficaz para a prevenção também da hepatite Delta. Se a pessoa não pega hepatite B, ela não pega hepatite Delta”.

    Nas populações ribeirinhas, distantes de grandes centros urbanos, muitas vezes vai haver pessoas que se infectam com a hepatite B e Delta ao mesmo tempo. Quando isso ocorre, a hepatite é mais grave, pode ser fulminante. “Pode ser hepatite aguda mais grave, uma hepatite crônica mais grave, relacionada com cirrose, com câncer de fígado. É um grande problema de saúde pública na região amazônica”.

    Na avaliação do médico do Departamento de Patologia Clínica do Einstein, esse tipo de hepatite tem que ser vista dentro das chamadas doenças raras.

    “As pessoas esquecem da hepatite Delta, porque ela só está presente em alguns grupos populacionais. Mas nesses grupos ela tem uma frequência grande e uma mortalidade também importante. Apesar de ser uma hepatite, é uma doença negligenciada, porque é mal diagnosticada”.

    Os tratamentos são difíceis de serem realizados na região amazônica. “Ou seja, esse é um problema de saúde pública importante”, reiterou.

    Hepatite E

    A hepatite E não é muito conhecida. Foi descrita inicialmente na Índia, onde apresenta casos bem graves e epidemias muito extensas, devido a um genótipo que só é encontrado naquele país.

    No Brasil, como na Europa, essa é uma hepatite causada por um genótipo diferente, encontrado em animais. Isso significa que essa hepatite é uma zoonose, quer dizer, é uma doença transmitida para o homem a partir de outros animais, especialmente o porco. Já existem trabalhos demonstrando a existência de alguns porcos infectados com hepatite E no Brasil.

    Rebello Pinho assegurou que não só a hepatite E, mas todos os outros tipos de hepatites virais vão se beneficiar muito da noção de saúde única. Isso significa que é necessário melhorar a saúde não só dos seres humanos, como dos animais. “Para pensar em hepatite E, teria que se pensar também em porcos, porque alguns porcos do Brasil têm essa doença”.

    O trabalho realizado pelos pesquisadores revelou que o Sul do Brasil pode ter um pouco mais de hepatite E, por concentrar maior criação de suínos.

    Por outro lado, a hepatite E não é tão grave como as demais. É uma doença aguda mas que, muitas vezes, pode até passar despercebida. Trata-se de uma doença que ainda precisa ser melhor estudada no Brasil.

    Prevalência

    Nos 200 estudos incluídos, a hepatite B foi a mais estudada, seguida pela hepatite C. A soroprevalência da hepatite A na população geral variou entre 33,3% e 67,8%. Em populações vulneráveis, a maior soroprevalência foi entre as populações encarceradas (88,1%), seguidas por imigrantes (87,4%) e indivíduos transgêneros (75,6%).

    A Hepatite B apresentou prevalência variando de 0% a 7,5% na população geral, com as maiores taxas em uma região endêmica amazônica. A soroprevalência de hepatite C variou de 0,04% a 2,2% na população geral, com taxas mais altas entre pessoas que usam drogas (36,9%).

    A hepatite D foi predominantemente relatada na região amazônica, com prevalência variando de 0% a 23,9%. Para hepatite E, a prevalência na população geral variou de 0,9 a 59,4%, com o valor mais alto na Região Sul.

    Planejamento

    O material analisado pelo grupo liderado pelo Einstein Hospital Israelita poderá apoiar gestores, profissionais de saúde e pesquisadores no planejamento de iniciativas alinhadas aos esforços nacionais para eliminação dessas doenças até 2030.

    Proadi-SUS

    O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) foi criado em 2009. O objetivo é apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, além de gestão e assistência especializadas, demandados pelo Ministério da Saúde.

    Atualmente, o programa reúne sete hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médico-assistencial e gestão: A.C. Camargo Cancer Center, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hcor, Einstein Hospital Israelita, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.

    Os recursos do Proadi-SUS advêm da imunidade fiscal dos hospitais participantes. 

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo

    Projeto seleciona quatro territórios para rede nacional de afroturismo

    Estão abertas as inscrições para o edital do projeto Rede Memória Viva, que vai selecionar quatro territórios para integrar uma rede nacional voltada ao fortalecimento da memória e da cultura afro-brasileiras. As inscrições vão até o dia 03 de outubro.

    Todas as informações do edital estão disponíveis no site oficial da iniciativa, bem como o link para a inscrição. Os territórios selecionados serão divulgados no dia 22 de outubro

    O objetivo do projeto é identificar territórios que contribuem para a preservação da memória afro-brasileira e ajudá-los a obter mais reconhecimento e visibilidade, por meio do afroturismo. Esse termo designa o turismo feito em locais ligados à ancestralidade africana e à cultura negra.  

    Os quatro territórios selecionados vão participar de um processo institucional com acesso a formações, desenvolvimento de projetos, e estratégias voltadas ao turismo de base comunitária, à economia da cultura e ao reforço de suas iniciativas locais.

    Rede Memória Viva

    O projeto integra as ações do Consórcio Viva Pequena África, formado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), pela Diáspora.Black e pela Feira Preta. 

    A iniciativa também está fazendo um mapeamento nacional de experiências que preservam a herança africana no Brasil, incluindo quilombos, comunidades tradicionais, museus comunitários, centros culturais, organizações da sociedade civil e outros espaços. 

    O mapeamento vai contribuir para ampliar a visibilidade de iniciativas que desempenham um papel essencial na preservação da história e da cultura afro-brasileiras.

    *Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta segunda

    Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta segunda

    A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 tem início nesta segunda-feira (3), em todo o Brasil. A mobilização segue até o dia 1º de setembro com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal.

    A vacinação é gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pontos de vacinação de todo o país. 

    Quem está com o esquema vacinal incompleto pode aproveitar a campanha para tomar as doses.

    A mobilização terá o ponto alto no Dia D nacional, realizado no sábado 22 de agosto em todo o país.

    O Ministério da Saúde destaca que todas as vacinas oferecidas pelo SUS são seguras e eficazes. “A vacinação ajuda a reduzir a circulação de doenças e protege tanto quem recebe a vacina quanto as pessoas que não podem ser vacinadas por orientação médica”.

    Entre as vacinas disponíveis estão: BCG (tuberculose); tríplice viral; poliomielite inativada; rotavírus; pneumocócica 10-valente (conjugada); meningocócica C (conjugada); meningocócica ACWY (conjugada); influenza; Covid-19; febre amarela; Papilomavírus Humano (HPV), varicela; DTP, hepatites B e A.

    Sarampo 

    Na última semana, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação contra o sarampo para conter a circulação do vírus, em três municípios de São Paulo: Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo. A estratégia foi definida após a identificação de casos da doença, que indicam uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus nessas localidades.

    Caderneta Digital da Criança

    O Ministério da Saúde disponibiliza, pelo celular, a Caderneta Digital da Criança para que as famílias de todo o país possam acessar as informações sobre o histórico de vacinas, consultas e acompanhar a saúde da criança.

    Pela Caderneta Digital, é possível monitorar se as vacinas estão em dia e receber alertas sobre a data de tomar uma nova dose. Lá também estão os marcos principais para acompanhar o desenvolvimento das crianças, como registros de peso, altura, perímetro cefálico e Índice de Massa Corporal (IMC).

    A caderneta física, em papel, continua sendo distribuída nas UBS.

    Saiba mais sobre a campanha nacional de multivacinação

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Espanha cita grupos “reacionários” e fake news em imigração em Ceuta

    Espanha cita grupos “reacionários” e fake news em imigração em Ceuta

    O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que houve uma coordenação da “internacional reacionária” na onda de desinformação que levou milhares de pessoas, em Marrocos, a tentar imigrar para o enclave espanhol de Ceuta, na África.

    “Houve também uma resposta sincronizada da internacional reacionária, que amplificou muito rapidamente o que estava acontecendo e espalhou mentiras e notícias falsas sobre a integridade do Espaço Schengen [que permite o livre trânsito de pessoas na União Europeia] e sobre as ações da Espanha”, disse o chanceler espanhol, nesta segunda-feira (3), em entrevista ao canal RTVE.

    Albares argumenta que houve uma atividade “muito inusual” nas redes sociais que distorceu uma decisão do Supremo Tribunal da Espanha. A decisão alterou as regras para lidar com imigrantes irregulares que chegam a nado no país, proibindo a deportação sumária.  

    Segundo o ministro, usaram a decisão do tribunal para espalhar notícias falsas de que seria possível imigrar para Espanha sem possibilidade de deportação, o que é falso.

    “Precisamos monitorar as redes sociais e combater a desinformação, que tem sido o elemento-chave para desencadear esse movimento sem precedentes. A reação que temos visto nas redes sociais por parte do movimento reacionário internacional precisa ser combatida de forma clara”, completou o chanceler.

    Ele cobrou solidariedade da Europa, lembrando que as cidades de Ceuta e Melilla são as únicas da União Europeia que fazem fronteira terrestre com a África. 

    Durante a entrevista, o ministro José Manuel Albares fez críticas à Itália, que tem defendido expulsar a Espanha do Espaço Schengen.

    Os acontecimentos em Ceuta têm sido usados para reforçar a defesa de uma política anti-imigração mais rígida na Europa. O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a responsabilizar as políticas da Espanha por “facilitar a imigração ilegal em massa para a Europa”.

    O embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, chamou as cidades de Ceuta e Mellila de “enclave coloniais na África”. 

    A encarregada de Negócios de Israel na Espanha, Dana Erlich, precisou vir a público dizer que o comentário de Danon “não representa a posição do Estado de Israel”.

    O governo da Espanha tem acumulado atritos políticos e diplomáticos com Washington e Tel Aviv por se opor à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, e também pelas posturas críticas de Madri em relação à ação de Israel nos territórios palestinos.  

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • CNU 2 divulga nova classificação com vagas remanescentes e adicionais

    CNU 2 divulga nova classificação com vagas remanescentes e adicionais

    Uma nova classificação de candidatos aprovados para parte dos cargos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2) foi divulgada pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

    O Edital nº 228/2026, com a nova classificação, foi publicado no Diário Oficial da União, da última sexta-feira (31).

    Ao todo, são 702 pessoas classificadas, sendo 242 em vagas imediatas remanescentes e 460 em vagas imediatas adicionais, com lotação no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    A nova lista reflete a movimentação da fila. A escola de governo do poder Executivo federal justifica que a reclassificação dos candidatos foi necessária para recompor as vagas não preenchidas nas convocações anteriores do CNU 2 e também pelo preenchimento de vagas adicionais no certame, estas autorizadas pelo MGI para ampliar o quadro de servidores federais.

    A convocação segue rigorosamente a ordem de notas, a disponibilidade da lista de espera e os critérios de proporcionalidade das vagas reservadas (cotas).

    Os classificados deverão observar os procedimentos, prazos e demais orientações dos atos administrativos de convocação de cada cargo.

    Ministério da Gestão

    Para Ministério da Gestão especificamente, o edital contempla o cargo de analista técnico-administrativo, que exige nível superior em qualquer área de formação.

    São 208 vagas imediatas remanescentes e 300 vagas imediatas adicionais.

    A carreira transversal (supervisionada pelo MGI) unifica os cargos administrativos de nível superior.

    INSS

    Já para o INSS, são 194 vagas, sendo 34 remanescentes e 160 adicionais.

    A classificação abrange o cargo de analista do seguro social em diversas especialidades — como serviço social, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, tecnologia da informação, engenharia, direito, contabilidade, administração e estatística.

    No INSS, as áreas contempladas no cargo de analista do seguro social são: serviço social, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, tecnologia da informação, engenharia, direito, contabilidade, administração e estatística, distribuídas entre vagas remanescentes e adicionais.

    CNU 2025

    A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado, realizada no segundo semestre de 2025, ofertou, inicialmente, 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais.

    Os cargos públicos foram agrupados em nove blocos temáticos. Os cargos de cada bloco puderam ser escolhidos conforme a ordem de preferência indicada no momento da inscrição do candidato.

    Do total de vagas do chamado Enem dos Concursos, 3.144 vagas foram destinadas a cargos de nível superior e 508 a cargos de nível intermediário.

    Conforme previsto em lei federal, o processo seletivo fez a reserva de vagas a pessoas negras, pessoas com deficiência (PCD), indígenas e quilombolas.

    Nesse processo seletivo, o Ministério da Gestão ainda adotou o mecanismo de equiparação de gênero, com o objetivo de garantir que o número de mulheres aprovadas para a fase discursiva do certame fosse proporcional ao de candidatos homens.

    A medida inédita resultou na participação de mais de 24 mil mulheres, cerca de 57% dos convocados, nas provas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original