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  • Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro

    Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro

    A bandeira tarifária permanecerá amarela em setembro, informou nesta sexta-feira (28) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Será mantido o acréscimo nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional da bandeira é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

    É o quinto mês consecutivo com a bandeira amarela. Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira se deve ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor, devido ao menor nível dos reservatórios, e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.

    “A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados”, disse a Aneel.

    A agência reguladora ressaltou a necessidade do uso consciente da energia elétrica.

    “Pequenas mudanças de hábito podem contribuir para reduzir o consumo e ajudar no controle dos gastos com a conta de luz”, recomenda.

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

    Os valores cobrados são os seguintes: 

    • bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; 
    • bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido; 
    • bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com a tarifa sofrendo acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed

    Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed

    Em meio à turbulência provocada pelo tom mais duro do Banco Central dos Estados Unidos, o dólar voltou a aproximar-se de R$ 5,20 nesta sexta-feira (28). A bolsa de valores resistiu, garantindo a oitava sessão consecutiva de ganhos.

    Os mercados reagiram à sinalização mais dura do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sobre a inflação nos Estados Unidos, que elevou as apostas de que o banco central estadunidense poderá aumentar os juros em setembro.

    Principais números

    •     Dólar à vista: R$ 5,196 (0,62%);
    •     Dólar na semana: alta de 1,06%;
    •     Ibovespa: 175.664,62 pontos (0,3%);
    •     Ibovespa na semana: alta de 2,71%.

    Câmbio

    O dólar comercial operou em alta durante praticamente toda a sessão, acompanhando a valorização da moeda estadunidense no exterior após o discurso de Warsh no simpósio de Jackson Hole, encontro anual de presidentes de bancos centrais, nos Estados Unidos.

    A moeda chegou a cair para R$ 5,1581 na abertura, mas ganhou força ao longo da manhã e atingiu a máxima de R$ 5,23, alta de 1,30%, por volta das 13h18. No fim do pregão, desacelerou, encerrando a semana vendida a R$ 5,196 (0,62%).

    Com o resultado desta sexta-feira, o dólar acumulou alta de 1,06% na semana. No ano, porém, a moeda ainda registra queda de 5,34%.

    A valorização da moeda estadunidense ocorreu após Warsh afirmar, em seu primeiro discurso em Jackson Hole, que o Federal Reserve ainda terá trabalho a fazer caso não haja confiança de que a inflação subjacente (que desconsidera preços de alimentos, energia e hipotecas) esteja retornando de maneira clara e suficientemente rápida à meta de 2%.

    A sinalização aumentou os rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense e fortaleceu as apostas de uma eventual alta dos juros nos Estados Unidos em setembro. O título de dois anos do Tesouro estadunidense, particularmente sensível às expectativas para a política monetária do Fed, chegou a subir mais de 0,1 ponto percentual, atingindo rendimento de 4,35%.

    O índice DXY, que acompanha o dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,57% no fim da tarde, aos 99,668 pontos.

    Mercado de trabalho

    No Brasil, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também influenciaram as expectativas para os juros. O país criou 58.568 vagas formais em julho, abaixo da estimativa das instituições financeiras.

    O dado reforçou a percepção de desaceleração do mercado de trabalho e aumentou as apostas de que o Banco Central poderá reduzir a Taxa Selic (juros básicos da economia) em setembro. A expectativa predominante é de um corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75%, com possibilidade de uma nova redução em novembro.

    A Selic está atualmente em 14% ao ano, enquanto a taxa básica de juros dos Estados Unidos está na faixa de 3,50% a 3,75%. A diferença entre os juros dos dois países é um dos fatores que influenciam o fluxo internacional de recursos e, consequentemente, o câmbio.

    Ibovespa 

    Principal índice da B3, o Ibovespa também encerrou o pregão em alta, embora tenha perdido força depois da divulgação do discurso de Warsh. O índice chegou a superar os 176 mil pontos no início da sessão, mas fechou aos 175.664,62 pontos, com alta de 0,30%.

    Foi a oitava alta consecutiva do Ibovespa. Na semana, o índice acumulou valorização de 2,71%. Em agosto, porém, ainda registra queda de 1,31%. No acumulado de 2026, a alta chega a 9,02%.

    Os dados da B3 também mostram entrada líquida de recursos estrangeiros na bolsa paulista. Até o último dado disponível, o saldo positivo nos quatro pregões anteriores somava R$ 1,3 bilhão. No acumulado de agosto, entretanto, o fluxo estrangeiro ainda está negativo em R$ 18,7 bilhões.

    Bolsas estadunidenses

    Em Nova York, os principais índices acionários encerraram a sexta-feira em baixa, pressionados pela perspectiva de uma política monetária mais restritiva do Federal Reserve. O Nasdaq foi o mais afetado, depois de avançar mais de 1% na sessão anterior.

    O Dow Jones, das empresas industriais, caiu 0,02%, aos 53.559,99 pontos. O S&P 500, das 500 maiores empresas, recuou 0,25%, para 7.711,73 pontos. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, teve queda de 0,52%, aos 26.402,42 pontos.

    A reação dos mercados estadunidenses refletiu principalmente a perspectiva de que o Fed poderá manter uma postura mais rígida diante da inflação. A alta dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos reduziu o apetite por ativos de maior risco e contribuiu para a queda das bolsas no país.

    * Com informações da Reuters

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Isaquias Queiroz fica longe do pódio do Mundial de canoagem na Polônia

    Isaquias Queiroz fica longe do pódio do Mundial de canoagem na Polônia

    Cinco vezes medalhista olímpico, o brasileiro Isaquias Queiroz ficou longe do pódio da prova C1 1000 do Campeonato Mundial de Canoagem de velocidade em Poznan (Polônia). Nesta sexta-feira (28), o canoísta baiano de 32 anos cruzou a linha de chegada da final na última posição (9º lugar).

    Houve empate na chegada com dois atletas cravando o mesmo tempo: 4min07s44. A medalha de ouro foi dividida entre o tcheco Martin Fuksa, atual campeão olímpico, e o húngaro Daniel Fejes. O bronze ficou com o ucraniano Zakhar Tarnovschi (4min08s74).

    “Eu sabia que ia ser uma prova difícil. Lógico que queria o pódio, mas fico feliz pelo que fiz aqui. Esse ano está sendo meio complicado para mim, diferente. Tive que fazer cirurgia no olho, problema também no quadril que não me deixava correr — revelou Isaquias em entrevista ao Sportv.

    “Foi uma prova bem difícil no começo. Tinha muito, muito vento. Mas o ritmo é bem mais difícil na final, é outra pegada, ninguém tem mais nada a perder. Tentei acompanhar, mas a falta de ritmo pesa muito”, lamentou o baiano, que assegurou presença na final com o segundo melhor tempo (4min23s65) das baterias das semifinais.

    Isaquias coleciona 14 medalhas em Mundiais – sete de ouro tanto em provas C1 1000 quanto em C1 500m e C2 1000 (ao lado de Erlon Silva – entre 2013 e 2022. Ele foi finalista na edição de 2023, mas não levou medalha e não competiu no Mundial de 2025 em razão de uma gripe. O brasileiro soma ainda cinco pódio olímpicos (três na Rio 2016, ouro em Tóquio 2020 e prata em Paris 2024). 

    O canoísta baiano volta a competir neste sábado (29), às 9h30 (horário de Brasília) na final do C1 500m com transmissão ao vivo no canal do Time Brasil no YouTube.

    Outros resultados

    Também baiano, Gabriel Nascimento ficou a 24 centésimos de conquistar o bronze no mundial na final da prova C1 200m. O atleta de 20 anos, apontado como o sucessor de Isaquias Queiroz, cruzou a linha de chegada em quarto lugar, como tempo de 41s19. O ouro ficou com o polonês Oleksii Koliadych (40s95), seguido do uzbeque Artur Guliyev (41s05), com a prata, e o bielorrusso Andrei Zholobov (41s15), com o bronze.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rock in Rio: segurança terá mais de 7 mil agentes, além de drones

    Rock in Rio: segurança terá mais de 7 mil agentes, além de drones

    O esquema de segurança para o Rock in Rio 2026 contará com 7.680 agentes das polícias Militar, Civil, Lei Seca e militares do Corpo de Bombeiros, em ações no entorno da Cidade do Rock, na Barra da Tijuca. A expectativa de público é de mais de 700 mil pessoas.

    O governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou, nesta sexta-feira (28), informações relativas à segurança do evento que ocorrerá nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro.

    Pela primeira vez, a Secretaria de Estado de Segurança Pública vai empregar drones e câmeras com sistemas de reconhecimento facial e identificação de placas de veículos.

    O espaço aéreo sobre a área do evento será monitorado. A ação de drones em desacordo com as regras aplicáveis poderá resultar em responsabilização dos operadores, conforme a legislação.

    Polícia Militar

    A Polícia Militar mobilizará 4,5 mil agentes e contará com 177 viaturas terrestres e oito torres de observação. Para o controle de acesso e a segurança no entorno da Cidade do Rock, serão instalados seis pontos de bloqueio nas principais vias de acesso ao local.

    A corporação também utilizará câmeras de monitoramento, sistemas de reconhecimento facial e identificação de placas veiculares. O Centro Integrado de Comando e Controle Móvel ficará instalado no BRT Parque Olímpico.

    Em nota, a Polícia Militar informou que o planejamento para o Festival Rock in Rio em nada compromete a atuação da corporação em outras frentes de atuação.

    “As comunidades da Cidade de Deus, Gardênia Azul, Muzema, Morro do Banco e as demais da região seguirão recebendo policiamento e sendo contempladas pelas estratégias de segurança pré-definidas”. Tanto os batalhões de área quanto as forças especiais participarão desse trabalho.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TV Brasil mostra segunda semifinal do reality show Duelo de Guitarras

    TV Brasil mostra segunda semifinal do reality show Duelo de Guitarras

    O Duelo de Guitarras revela na competição deste sábado (29), às 13h30, na TV Brasil, o segundo participante a disputar o prêmio, na próxima semana, após as semifinais. Pedro Hills já garantiu presença na decisão do reality show musical apresentado pelo canal público ao vencer Roger Oliveira.

    No penúltimo confronto, Lucas Moscardini vai enfrentar Lui Rabello. Só a vitória interessa para um deles seguir adiante. A dupla vai fazer solos em dois ritmos na segunda semifinal. Vale estratégia e muito talento para apresentar a melhor performance e passar de fase rumo à final.

    A prova traz um dos duelos mais acirrados do reality. Mosca escolheu o blues, enquanto Lui Rabello decidiu pelo xote e baião. Cada um leva uma série de vantagens no gênero selecionado para a disputa que assegura ao vencedor a chance de avançar para o último desafio.

    A dupla ganha mentoria direta e individual com os jurados Navalha Carrera e João Gaspar. Os especialistas destacam o crescimento de ambos durante o programa desde a etapa de classificação até os confrontos eliminatórios.

    Navalha Carrera e João Gaspar elogiam o carisma e a personalidade de cada artista. Também dão toques específicos em relação ao modo de cada um dos postulantes à final tocar. E ainda contribuem no aprendizado com orientações em busca de maior precisão.

    Depoimentos repletos de emoção

    “Conversei muito com a Lui. Falei para gente se divertir. Estou curioso com o que vem pela frente. Genuinamente gosto desse gênero, o blues, apesar de não tocar todos os dias. Tenho uma certa familiaridade e um fraseado”, comenta Mosca.

    O guitarrista analisa a estratégia da amiga e adversária que ele tanto admira.

    “É uma responsabilidade tocar contra a Lui. Ela escolheu o xote. Fiquei nervoso. É um frio na barriga. Sempre tivemos esse clima de amizade. Então é uma satisfação grande”, avalia.

    Durante a mentoria, na conversa com Navalha Carrera e João Gaspar, ele experimenta colocar em prática as dicas dos jurados. “Estou estudando quais caminhos seguir. Meu maior lance é a harmonia: como encaixar de maneira homogênea”, reflete.

    “Tentei ouvir cada detalhe dos comentários na mentoria. Assim, você já vai com mais confiança, identifica os pontos fortes e fracos e o que você precisa trabalhar”, relata o concorrente, apreensivo antes da competição.

    Ele reconhece os desafios do reality exibido pela TV Brasil.

    “O xote é páreo duro. Não é a minha linguagem. A Lui me levou para o Nordeste. Clima de tensão. Estou na expectativa. No blues, acho que fui um pouco melhor, encaixei umas frases. Mas no xote e baião, a Lui me superou”, comenta sobre o desconforto. “Eu tive um bom desempenho, não foi incrível, mas consegui fazer um fraseado legal”, admite.

    Integrante da banda Altas Horas, do programa homônimo, por 16 anos, Lui Rabello é econômica ao ponderar sobre sua impressão a respeito da disputa com tantos jovens. “Quero deixar a marquinha da minha participação”, afirma.

    “Quando eu entrei no reality, eu sabia que era um risco. Uma pessoa com uma trajetória tocando com gente muito mais nova. Estou aprendendo com eles. Eles me dão muita energia e me tiraram da zona de conforto”, declara a baiana.

    Quanto à mentoria e aos ensaios, ela também se mostra comedida. “Não deu tempo de mudar muita coisa, mas eu tentei aprimorar. Eu fui me defender em algo que já conhecia e busquei melhorar”, argumenta ao explicar a escolha por ritmos com os quais tinha mais segurança.

    Sobre o programa

    Formado por 16 episódios, o reality show musical Duelo de Guitarras promove disputas entre seis artistas que tocam estilos diversos em busca da premiação na guitarra elétrica. O novo formato foi criado pelo produtor Julio Carvana com o diretor Marcio Vianna, que assina o roteiro.

    O programa inédito na telinha é conduzido pelo apresentador Dimi, guitarrista e entusiasta do instrumento.

    No papel dos jurados, a produção convidou duas figuras com grande destaque no cenário brasileiro, virtuoses na guitarra com grande domínio dos estilos musicais e muito conhecimento sobre a história de cada ritmo: Navalha Carrera e João Gaspar. Eles atuam como mentores dos seis participantes.

    O primeiro critério considerado pelos jurados é a técnica e a precisão, com valor de 5 e 10 pontos. Depois, eles também avaliam a emoção e a criatividade com a mesma pontuação. Durante o programa, os competidores comentam as apresentações dos colegas e manifestam suas impressões. Os próprios participantes também analisam seu desempenho no palco.

    Concorrentes

    Pedro Hills – Roqueiro clássico, fã dos grupos da década de 1960 e 1970, participa de uma banda com o irmão.
    Roger Oliveira – Carioca do subúrbio, começou tocando na igreja e mostra versatilidade nos ritmos.
    Gabi Terra – Capixaba que tem um trabalho autoral forte, com sonoridades experimentais.
    André Sampaio – Ex-guitarrista da consagrada banda Ponto de Equilíbrio, experiente em ritmos africanos e não convencionais.
    Lui Rabello – Baiana, foi integrante por 16 anos da Banda Altas Horas, do programa homônimo e, com isso, ganhou muita agilidade para improvisar e encontrar sua expressão em qualquer ritmo.
    Lucas Moscardini – Metaleiro moderno, capaz de executar centenas de notas precisas por segundo e de tirar muita emoção da guitarra.

    Dinâmica da atração

    O sexteto convive numa casa equipada com um estúdio de gravação e com áreas para conversar, ensaiar e criar. Os guitarristas participam de uma vivência artística com direito a workshops ministrados por experientes profissionais.

    Durante todo o processo, os guitarristas eliminados seguem na casa e no convívio diário de atividades para apoiar os finalistas, torcer pelos colegas e mostrar também o seu talento em jams e ensaios descontraídos.

    Muito mais que uma competição, Duelo de Guitarras é um reality inovador em que o aprendizado e a criação artística convidam o público a conhecer mais sobre os ritmos e sobre o instrumento, além de poder acompanhar os músicos cheios de personalidade e talento.

    De acordo com o apresentador Dimi, “essa é uma competição onde um guitarrista vence, mas ninguém sai perdendo”.

    Os artistas têm tempo livre durante as gravações e, entre outras convivências, decidiram reformar uma guitarra antiga que estava na casa apenas como objeto cenográfico, revelando também essa competência. As ações foram gravadas e entraram na edição do programa.

    Os competidores puderam, um de cada vez, tocar com o veterano Victor Biglione na sua visita ao reality. O resultado foi um dia de solos que passam por todos os ritmos abordados na temporada, com muita emoção compartilhada pelo sexteto.

    Para trazer mais diversão e transformar o reality num jogo lúdico, diversas dificuldades aleatórias são sorteadas pelos participantes, tirando cada um deles da sua zona de conforto e convidando-os a mergulhar no universo do improviso. Entre as surpresas do jogo estão desafios como executar o solo sem uma palheta ou apenas com parte das cordas da guitarra, por exemplo.

    O resultado é uma viagem musical com muito aprendizado para quem participa e também para quem assiste, porque são apresentadas, numa linguagem simples e popular, as nuances do instrumento e os caminhos da criação artística.

    Valorização do conteúdo independente

    O reality show Duelo de Guitarras ganha exibição semanal inédita na programação da TV Brasil desde o início de julho. O programa foi realizado por meio do Prodav. A emissora pública é um dos canais que mais apresenta produções independentes nacionais. Além de ser uma grande apoiadora das obras dessa natureza no mercado audiovisual do país, a TV Brasil ainda fomenta novos realizadores.

    Ao vivo e on demand  

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.  

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.  

    Serviço

    Duelo de Guitarras – nono programa – sábado, dia 29/8, às 13h30, na TV Brasil 

    TV Brasil na internet e nas redes sociais
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    Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil
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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil cria plano para emergências na saúde por mudanças climáticas

    Brasil cria plano para emergências na saúde por mudanças climáticas

    O Brasil desenvolveu o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, o Plano Setorial de Saúde – AdaptaSUS, com estratégias que reúne medidas voltadas à preparação do setor de saúde, diante dos impactos das mudanças climáticas.

    O El Niño é um fenômeno climático natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que resulta em mudanças de ventos e chuvas em todo o mundo.

    O plano destaca que os impactos sobre a saúde humana devido às mudanças do clima se tornam cada vez mais evidentes.

    “O principal risco para a saúde e para os serviços de saúde relacionados à mudança do clima é o potencial de aumento da ocorrência de doenças (morbidade), de óbitos (mortalidade), e de ampliação da demanda pelos serviços de saúde”, explicita o plano de adaptação.

    O documento foi apresentado pelo Ministério da Saúde, na quarta-feira (26), durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília.

    O Ministério da Saúde destaca que as situações de mudanças climáticas exigem respostas integradas, sensíveis às desigualdades e orientadas pela justiça climática e equidade, uma vez que as comunidades em situação de vulnerabilidade socioambiental, especialmente aquelas com menor acesso a serviços de saúde, são desproporcionalmente mais afetadas.

    O entendimento é que é preciso compreender como fatores socioeconômicos, políticas públicas desiguais e comportamentos culturais influenciam as condições de saúde para, então, adotar as medidas eficazes para a redução das desigualdades.

    AdaptaSUS

    O Plano Setorial de Saúde – AdaptaSUS tem a missão de estabelecer estratégias de adaptação na esfera federal de gestão do SUS para reduzir os impactos da mudança do clima na saúde das pessoas e nos serviços de saúde e definir diretrizes para orientar a atuação de estados e estadual e municípios.

    A preparação para os possíveis impactos do fenômeno está organizada em cinco eixos:

    •       Governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas;
    •       Governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima;
    •       Recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica;
    •       Atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas;
    •       Organização de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma.

    No médio prazo, o Plano Setorial de Saúde – AdaptaSUS estabelece 27 metas e 93 ações até 2035.

    Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas, em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

    Ferramentas

    Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento do clima estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (VigiAR) e o GeoRisk do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

    O AdaptaSUS ainda conta com os Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), projeto-piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país.

    A estratégia também prevê a integração dos sistemas oficiais do Ministério da Saúde usados para detecção precoce, registro, monitoramento e investigação de surtos e outros problemas de saúde pública no Brasil (e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan).

    Na Amazônia, a preparação considera ainda a organização da rede de atenção e a estrutura disponível para atendimento às populações em áreas de difícil acesso, incluindo equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF).

    O planejamento define que o Ministério da Saúde também institua um painel de especialistas em clima e saúde, com a função de subsidiar tecnicamente as decisões relacionadas à preparação e à resposta aos impactos dos eventos climáticos.

    O risco da mudança do clima para a saúde envolve a ocorrência de óbitos, traumas, aumento de doenças, o comprometimento na prestação dos serviços de saúde, destruição da infraestrutura e até as emergências de saúde pública.

    Entre os principais efeitos diretos na saúde estão:

    • as doenças associadas a extremos de temperatura (calor e frio); 
    • doenças transmitidas pelo acesso inadequado à água, saneamento e higiene doenças transmitidas por vetores e zoonoses; 
    • doenças respiratórias; 
    • doenças associadas à poluição atmosférica; 
    • lesões e mortalidade por eventos climáticos extremos; 
    • desnutrição e doenças não transmissíveis, saúde mental e psicossocial.

    Além das alterações nos padrões das doenças, as mudanças climáticas ainda podem impactar o sistema de saúde com a ampliação das demandas nos serviços de saúde; a emergência em saúde pública; o comprometimento ou interrupção da prestação dos serviços em estabelecimentos de saúde.

    El Niño

    No Brasil, até 2027, o fenômeno climático El Niño está classificado como “forte” e pode atingir o patamar “muito forte” já em setembro deste ano. A previsão é que a janela crítica ocorrerá no período entre outubro deste ano e março de 2027.

    Os efeitos do fenômeno variam de acordo com a região do país:

    •       seca, estiagem e queimadas no Norte e Centro-Oeste;
    •       aprofundamento da seca e calor no Nordeste;
    •       clima mais irregular, com ondas de calor e temporais mail distribuídos no Sudeste; e
    •       chuvas intensas, com risco de inundação, no Sul.

    O AdaptaSUS integra o Plano Clima Adaptação do governo federal no enfrentamento à mudança do clima, que envolveu em sua elaboração 25 ministérios, contribuições da sociedade civil, do setor empresarial e da comunidade.

    Ainda fazem parte do plano, quinze planos setoriais e temáticos, como os dos setores de segurança alimentar e nutricional, energia, transportes e cidades.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Afetada por disputas geopolíticas, COP17 termina com poucos avanços

    Afetada por disputas geopolíticas, COP17 termina com poucos avanços

    Depois de duas semanas, chegou ao fim a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17) em Ulaanbaatar, capital da Mongólia. Realizada pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) em um momento em que até 40% das terras do planeta estão degradadas, a conferência teve poucos avanços para a concretização de compromissos internacionais.

    >> Confira a cobertura da Agência Brasil sobre a COP17

    A urgência dos problemas exigia anúncios significativos. As principais expectativas para o evento, porém, não se tornaram realidade: a criação de um regime global contra as secas foi adiada mais uma vez e os valores de financiamento ficaram abaixo do cálculo estimado para conter a degradação da terra.

    Negociadores ouvidos pela Agência Brasil ponderam que o resultado final poderia ter sido pior, dadas às condições geopolíticas desfavoráveis e às tentativas dos Estados Unidos de enfraquecer os instrumentos multilaterais.

    Logo no primeiro dia do evento, representantes de Washington bloquearam um conjunto de itens da agenda de negociações: gênero, participação da sociedade civil e integração entre as três COPs do meio ambiente (desertificação, biodiversidade e clima).

    Uma atitude sem precedentes na história da conferência, já que o texto inicial parte de consensos estabelecidos na COP anterior. Ao fim da conferência na Mongólia, todos os itens foram reintroduzidos no programa de trabalho para a COP18, que será realizada no Egito em 2028.

    Impasse

    Em relação ao regime global contra as secas, os Estados Unidos defendiam a suspensão total do debate. Europeus eram a favor de um acordo com mecanismos voluntários. Africanos, apoiados pelo Brasil, queriam um acordo que gerasse compromissos obrigatórios.

    Ao fim, houve consenso para que a seca passe a ser um item permanente e independente da agenda das próximas conferências, o que evita que a discussão sobre ela seja alvo de bloqueios. Também foi definido que as discussões continuem no período entre COP17 e COP18, o que, em teoria, não deixa o debate em suspenso por dois anos.

     


    Ulaanbaatar, Mongólia. 28/08/2026 - 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Foto: Kiara worth/UNCCD
    Ulaanbaatar, Mongólia. 28/08/2026 - 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Foto: Kiara worth/UNCCD
    17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Foto: Kiara worth/UNCCD – Kiara Worth/UNCCD

    Em entrevista à Agência Brasil, a secretária-executiva da UNCCD, Yasmine Fouad, disse que, mesmo diante das disputas e oposições, o resultado da COP17 fortalece a permanência do diálogo contra o autoritarismo.

    “O mais importante é que o sistema multilateral mostra não estar tão fragmentado e disperso como todos dizem. Por isso, trabalhamos arduamente para que esta COP avançasse. Talvez não tenhamos tido o pacote completo, mas certamente mantemos a possibilidade de progresso até a próxima conferência”, disse Fouad.

    Resultados paralelos

    Um dos avanços anunciados em Ulaanbaatar foi a entrada em fase de implementação da Parceria Global de Resiliência à Seca de Riad, criada durante a COP16, em 2024. A primeira assembleia avançou na discussão de um fundo coletivo destinado a apoiar cerca de 70 países de baixa e média-baixa renda.

    A proposta prevê apoio à capacitação, elaboração de programas aptos a receber investimentos e financiamento de medidas para aumentar a resiliência.

    A COP17 também foi marcada pelo lançamento do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), a primeira plataforma global de financiamento dedicada exclusivamente ao tema. Criada pela UNCCD e por Luxemburgo, com apoio da Aliança Internacional para a Resiliência à Seca (IDRA), a iniciativa pretende mobilizar até US$ 400 milhões em recursos públicos e privados.

    Os investimentos deverão ser direcionados para segurança hídrica, agricultura sustentável, soluções baseadas na natureza e recuperação de terras.

    Outra novidade foi a segunda fase do Observatório Internacional de Resiliência à Seca (IDRO), que apresentou o primeiro Índice de Resiliência à Seca (DRI). A ferramenta pretende ajudar os países a avaliar sua capacidade de antecipar, se preparar e se adaptar aos períodos de escassez de água.

    Financiamento

    A questão financeira permaneceu como um dos principais desafios da conferência. Para cumprir os compromissos globais de restauração até 2030, seriam necessários cerca de US$ 355 bilhões por ano, segundo a UNCCD. Atualmente, o investimento é de aproximadamente US$ 77 bilhões anuais, o que deixa um déficit de US$ 278 bilhões por ano.

    A participação do setor privado é ainda limitada: representa apenas cerca de 6% dos investimentos globais destinados à recuperação de terras.

    Durante a COP17, governos, bancos de desenvolvimento, fundos e empresas anunciaram uma carteira de US$ 1,3 bilhão para a restauração de terras e o aumento da resiliência às secas, envolvendo 23 países em cinco continentes.

    >> Estados do Nordeste tentam atrair investimentos para Caatinga na COP17

    Desse total, US$ 644,5 milhões são classificados como novos recursos, enquanto US$ 216,4 milhões já estão confirmados e avançam para a implementação. Os recursos abrangem projetos de recuperação de paisagens e pastagens, resiliência à seca e adaptação liderada pelas próprias comunidades.

    As discussões também abordaram novos instrumentos para tentar transformar projetos de restauração em oportunidades de investimento, incluindo garantias, capital de primeira perda, seguros e mecanismos de preparação de projetos.

    Pastagens no centro da agenda

    A escolha da Mongólia como sede da conferência coincidiu com o Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, celebrado pela ONU em 2026. Os países reconheceram os pastores como responsáveis pela conservação das áreas e destacaram a importância da mobilidade transfronteiriça e dos conhecimentos tradicionais.

    Apesar de sua relevância, as pastagens continuam pouco presentes nas políticas climáticas e nos investimentos. Esses ecossistemas concentram cerca de um terço das principais áreas de biodiversidade do planeta, mas aparecem nos planos climáticos nacionais de apenas 24 países. No caso das florestas, esse número chega a 181.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas.
Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 23/08/2026 – Nas estepes da Mongólia, futuro da terra depende de nômades e cientistas.
Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil
     Nas estepes na Mongólia, país-sede da COP17. Foto: Rafael Cardoso/Agência Brasil

    Uma nova análise econômica apresentada na COP17 estimou que as pastagens geram entre US$ 21 trilhões e US$ 47 trilhões por ano em serviços ecossistêmicos, incluindo produção de alimentos, água, armazenamento de carbono e biodiversidade.

    Segundo o levantamento, cada dólar investido na recuperação desses ecossistemas pode gerar retorno entre US$ 4 e US$ 6. Considerando benefícios públicos mais amplos, como o abastecimento de água, esse retorno pode chegar a US$ 36 por dólar investido.

    A Iniciativa Global sobre Pastagens, anunciada na COP17, pretende transformar essa avaliação econômica em uma carteira de investimentos para o manejo sustentável, a recuperação dos ecossistemas e o apoio às populações pastoris.

    Povos indígenas ganham novos espaços

    A COP17 também marcou a primeira reunião formal dos novos grupos de representação de povos indígenas e comunidades locais dentro da convenção de combate à desertificação.

    Os dois espaços foram criados ao fim da COP16, em Riad, e passaram a funcionar como canais específicos para levar perspectivas e prioridades desses grupos às discussões da convenção.

    Em Ulaanbaatar, os indígenas destacaram os sistemas de conhecimento tradicionais, as formas comunitárias de governança, o pastoralismo sustentável e a gestão das terras. Também defenderam maior proteção dos direitos territoriais e de mobilidade, acesso direto a recursos financeiros e participação efetiva nas decisões.

    Ao lado de outros grupos da sociedade civil, como os de gênero, juventudes e comunidades locais, os indígenas organizaram protestos durante a conferência, cobrando maior presença nos espaços de decisões e que não tivessem uma participação meramente simbólica.

     


    Ulaanbaatar, Mongólia. 28/08/2026 - 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Foto: Kiara worth/UNCCD
    Ulaanbaatar, Mongólia. 28/08/2026 - 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Foto: Kiara worth/UNCCD
    17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Foto: Kiara Worth/UNCCD

    Metas brasileiras

    No balanço final, a UNCCD destacou o fato de o Brasil ter apresentado um novo compromisso voluntário para alcançar a Neutralidade da Degradação da Terra (LDN) até 2030.

    A meta brasileira reúne 17 subobjetivos relacionados a políticas, planos e programas nacionais. Entre eles está a recuperação ou restauração de mais de 163 mil quilômetros quadrados, por meio da regeneração da vegetação nativa e de sistemas agroflorestais.

    Outros 3,51 milhões de quilômetros quadrados serão abrangidos por medidas destinadas a evitar a degradação, por meio da conservação e do manejo sustentável da terra. No total, a meta cobre aproximadamente 3,67 milhões de quilômetros quadrados.

    *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Chuvas no Sul: queda de árvore provoca morte de menino de 8 anos

    Um menino de 8 anos morreu na manhã desta sexta-feira (28), em Porto Alegre, em decorrência da forte chuva que atinge parte do Rio Grande do Sul.

    Segundo a Defesa Civil estadual, uma árvore caiu sobre a casa onde o garoto morava com a família, na Vila Barranco, na Zona Norte da capital gaúcha.

    A mãe do menino sofreu ferimentos leves e foi levada para o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS), onde o marido e o segundo filho do casal, um bebê de poucos meses, também foram atendidos, sem ferimentos.

    De acordo com a Defesa Civil estadual, chovia e ventava forte no momento em que a árvore caiu sobre a residência da família.

    Em um aviso meteorológico e hidrológico divulgado esta manha, pouco antes do acidente, o órgão gaúcho alertou para o risco da chuva intensa, com ventos que poderiam ultrapassar os 90 quilômetros/hora, causar alagamentos, destelhamentos e outras ocorrências na região metropolitana de Porto Alegre e em outras localidades do Rio Grande do Sul.

    A prefeitura de Porto Alegre lamentou a morte da criança e garantiu que a família receberá todo o atendimento e suporte necessários, nas áreas de saúde, assistência social, habitação e acolhimento psicológico.  

    O executivo municipal informou ainda que a árvore estava localizada no terreno do próprio imóvel, construído em uma área de ocupação irregular.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Crescimento populacional caiu para 0,37% em 2026, estima IBGE

    Crescimento populacional caiu para 0,37% em 2026, estima IBGE

    A população estimada do Brasil atingiu 214,2 milhões de pessoas no dia 1º de julho deste ano, de acordo com o estudo Estimativas da População, divulgado nesta sexta-feira (28) pela editoria de Estatísticas Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ritmo de crescimento da população é cada vez menor, destaca o estudo.

    A expansão populacional do país foi de 0,37% em relação ao ano anterior, mostrando queda em comparação ao período 2024/2025, quando atingiu 0,39%.

    População por regiões

    • 41,6% estão no Sudeste: 89 milhões de pessoas;
    • 26,8% no Nordeste: 57,4 milhões;
    • 14,7% no Sul: 31,5 milhões;
    • 8,8% no Norte: 18,9 milhões;
    • 8,1% no Centro-Oeste: 17,4 milhões de pessoas.

    Estados mais populosos

    1. São Paulo tem 21,6% da população brasileira: 46,1 milhões de habitantes;
    2. Minas Gerais, 10%: 21,5 milhões;
    3. Rio de Janeiro, 8,0%: 17,2 milhões.

    No sentido inverso, as três menores unidades da federação em termos populacionais estão na Região Norte e apresentam menos de 1 milhão de habitantes cada uma: Acre, com 887,8 mil pessoas (0,41% da população total do Brasil); Amapá, com 809,9 mil pessoas (0,38%); e Roraima, 761 mil pessoas (0,36%).

    Cidades mais populosas

    1. São Paulo (SP): 11.911.337 de pessoas;
    2. Rio de Janeiro (RJ): 6.731.133;
    3. Brasília (DF): 3.009.996 pessoas;
    4. Fortaleza (CE): 2.582.360 habitantes;
    5. Salvador (BA): 2.559.945 moradores.

    Juntos, os cinco municípios somam 26.794.771 pessoas, ou o correspondente a 12,5% da população brasileira.

    O estudo mostra ainda que os cinco municípios menos populosos são: Serra da Saudade (MG), com 857 habitantes; Anhanguera (GO), com 906 pessoas; Borá (SP), com 935 moradores; Araguainha (MT), com 989 habitantes; e Nova Castilho (SP), com população estimada em 1.070 pessoas.

    Da lista dos 15 municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes, apenas Guarulhos, com 1.351.284 habitantes, e Campinas, 1.189.761 moradores, ambos no estado de São Paulo, não são capitais estaduais.

    Quatro em cada dez municípios do país (44,3%) têm até 10 mil habitantes. Essas 2.467 cidades somam 6% da população brasileira ─ 12,8 milhões de pessoas. 

    As 27 capitais da Federação concentram população de 49,4 milhões de habitantes, o equivalente a 23,1% da população total. As capitais menos populosas são Palmas (TO), com 333.154 pessoas; Vitória (ES), 343.935 habitantes; e Rio Branco (AC), com estimativa de 390.038 moradores.

    Crescimento da população

    Boa Vista (RR) aparece como a capital com maior taxa de crescimento no período 2025-2026, com +3,2%. Por outro lado, as capitais que apresentam queda da população em relação às estimativas de 2025 são Salvador (-0,17%), Natal (-0,13%), Belém (-0,08%) e Belo Horizonte (-0,02%).

    Segundo o IBGE, as maiores taxas de crescimento populacional foram registradas nos estados de Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso: 3,01%; 1,54% e 1,46%, respectivamente.

    Esses foram, também, os únicos estados a apresentarem valores superiores a 1%. Já as menores taxas foram observadas nos estados do Rio de Janeiro (0,01%), Alagoas (0,01%) e Rio Grande do Sul (0,00%).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Pantanal: enfrentar mudanças climáticas depende de outros cinco biomas

    Pantanal: enfrentar mudanças climáticas depende de outros cinco biomas

    Pequeno em extensão, mas gigante em acolhimento, o Pantanal é o bioma que mais recebe influência e faz fronteira com outros ecossistemas. Ao todo são cinco: Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, no Brasil, Chaco e Bosque Chiquitano, na Bolívia e Paraguai.


    Brasília (DF), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cyntia Santos. Foto: Guilherme Kardel/WWF
    Brasília (DF), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Cyntia Santos. Foto: Guilherme Kardel/WWF
    Cyntia Santos: características fazem com que o Pantanal seja grande reservatório de água, diz Cyntia Santos, do WWF-Brasil. Foto: Guilherme Kardel/WWF

    A característica faz com que o Pantanal seja um grande reservatório de água e vida que percorrem longas distâncias e alcançam a maior planície alagável do mundo. E a diversidade criada pelo encontro das águas é o que resulta na beleza natural da região, mas também é o que a torna mais vulnerável e ameaçada pelas mudanças climáticas.

    “É uma planície que depende da reação e das causas nos outros biomas e é afetado por toda essa situação. Ainda mais com as mudanças climáticas atuando também no  entorno dele”, diz Cyntia Santos, analista de Conservação do WWF-Brasil.

    De acordo com os dados do último mapa de uso e cobertura da terral, divulgado pelo Mapbiomas, em 2025 a Savana Alagada no Pantanal já tinha perdido mais de 1 milhão de hectares, na comparação com o início da série histórica em 1985.

    A área perdida corresponde a 84% do que havia de savana alagada no bioma, sendo que a maioria, 833 mil hectares, foi convertida em outros tipos de formação, como a savânica ou a campestre. Na prática, isso significa que o Pantanal está secando.

    “Partes de rios já sumiram, assorearam, lugares que a gente chama de vazantes, alguns canais que a gente chama de vazantes, que são partes que o rio enche e esvazia, hoje não tem mais e os rios estão bem fracos”, afirma o engenheiro florestal e botânico Cluadinei Terena.

    Nascido na Terra Indígena Limão Verde, no município de Aquidauana (MS), Claudinei se recorda de uma época em que a abundância de água enriquecia o solo e tornava a região propícia para plantar todo o necessário.

    “São coisas que eu aprendi de pequeno, vamos construir aqui uma casa, essa madeira, essa espécie é boa para isso. Vamos procurar umas plantas medicinais. Essa árvore aqui serve para isso, a casca, o fruto, a folha e a raiz cada um serve para alguma necessidade”, conta.

    Fazendo uso do conhecimento tradicional, Claudinei atuou no projeto de restauração 3,3 hectares de áreas de nascentes de rios dentro da Terra Indígena. O objetivo era garantir que a água que flui direto para o Pantanal, também mantivesse aquele pedaço de Cerrado produtivo.

    “Um dos exemplos que a gente apresenta aqui dentro da comunidade é o nosso sistema de cultivo. Nós sempre trabalhamos com agrofloresta sem a gente perceber. A gente sempre plantou em consórcio com alguma coisa”, explica.

    Rede

    Um pouco mais distante do Pantanal, o coletor de sementes Adauto Cândido Pereira vive na comunidade quilombola Santa Tereza, em Figueirão (MS). Integrante da Rede Flores do Cerrado, ele também reconhece na restauração das nascentes o caminho para recompor rios.

    Com a coleta consciente e comercialização das sementes, o trabalho de restauração das margens de rios vai muito além do próprio território. “A gente coleta para atender outros projetos do Estado. Somos 31 coletores e coletoras, sendo 16 mulheres e 15 homens e trabalhamos com regras básicas de coletor, de deixar 30% da semente na árvore. Não chega e pega tudo. Tem cuidado com a árvore, com o meio ambiente.”.

    Restauração

    De acordo com Cyntia Santos os dois projetos são parte das intervenções de restauração das cabeceiras de rios feitas pelo WWF-Brasil no bioma Cerrado para frear as transformações no uso da terra que causam o soterramento das nascentes e impedem o fluxo dos rios contribuintes que escoam para o Pantanal.

    “É uma consequência de atividades econômicas feitas, muitas vezes, de forma desorientada, sem experiência. Falta apoio técnico, falta incentivo”, diz Cyntia Santos.

    Segundo o diretor executivo do WWF-Brasil, Maurício Voivodic, em 30 anos de atuação da organização social no Brasil, 22 são de atuação mais intensificada no Pantanal.


    Brasília (DF), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil. Foto: Guilherme Kardel/WWF
    Brasília (DF), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil. Foto: Guilherme Kardel/WWF
    Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil, tem 22 anos de atuação intensificada no Pantanal, . Foto: Guilherme Kardel/WWF – Guilherme Kardel/WWF

    “A gente trabalha nesses territórios, nessa pegada com parceiros, sempre visando impactos locais, mas também a aprendizagem, geração de dados e conhecimento que nos permitam influenciar as políticas públicas”, explica.

    Energia

    Para restabelecer os fluxos dos rios para o Pantanal, também são desenvolvidos projetos de conscientização sobre outros usos dos corpos de água, como a instalação de pequenas centrais hidrelétricas.

    Segundo Cyntia Santos, além de fragmentarem os rios, esse tipo de investimento afeta a biodiversidade aquática e a economia regional mais vocacionada ao turismo.

    “A energia elétrica ela tem que ser por outras fontes, por exemplo, energia solar, que é uma das mais adequadas para região, já que pequenas centrais ou hidrelétricas para essa região não trazem recursos econômicos nem para governo nem para as populações locais”, diz.

    Dentro do Pantanal, ações para o enfrentamento aos incêndios florestais e a conectividade de vegetação nativa, por meio de corredores que ligam unidades de conservação já existentes, fortalecem espécies como a onça-pintada, um indicador da saúde e da integridade da biodiversidade local.

    De acordo com Cyntia, o conhecimento tradicional dos povos que habitam o bioma é peça fundamental em todo o processo de enfrentamento aos desafios. “A gente consegue com isso potencializar informações, trabalho conjunto, otimizar estratégias e juntos avançar”, conclui.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original