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  • Calila das Mercês lança livro e celebra literatura feita no interior

    Calila das Mercês lança livro e celebra literatura feita no interior

    “Minhas primeiras escolas são os quintais: o sertão e o recôncavo baiano, duas geografias interioranas que compõem essa minha primeira relação com a literatura”, conta Calila das Mercês.

    A pesquisadora, jornalista e escritora é uma das curadoras da quarta edição do Festival Literário de Paracatu, cidade mineira a 500 quilômetros de Belo Horizonte (MG). 

    Calila assina a curadoria ao lado de Sérgio Abranches e Afonso Borges, idealizador e presidente do festival.

    Neste ano, o tema Sertão em Nós: Meu Lugar no Mundo propõe uma conversa entre dois pensadores fundamentais do Brasil profundo: Milton Santos, cujo centenário foi comemorado em maio, e João Guimarães Rosa, que apresentava ao mundo o seu Grande Sertão: Veredas, há 70 anos.

    Calila fala com carinho dos livros de Guimarães Rosa. Grande Sertão ela chama de “fabuloso”. Campo Geral, de 1956, a deixou “muito emocionada”. Com Milton, ela divide o lugar, o território e o interior da Bahia.

    “A gente está homenageando também meu conterrâneo, que é o Milton Santos, que marcou sua existência, no Brasil e no mundo, trazendo discussões que nos são muito caras. Sobre a questão do nosso lugar, mas também sobre como a gente pode pensar o território sem engessar”.


    Paracatu (MG), 28/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Escritora Calila das Mercês lança o ivro Nódoa durante a Fliparacatu. Foto: Renato Parada/Divulgação
    Paracatu (MG), 28/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Escritora Calila das Mercês lança o ivro Nódoa durante a Fliparacatu. Foto: Renato Parada/Divulgação
    Escritora Calila das Mercês é uma das curadoras da quarta edição do Festival Literário de Paracatu. Foto: Renato Parada/Divulgação

    A escritora, que já assinou eventos literários em Cachoeira (BA) e em Cavalcante (GO), celebra a realização desses encontros pelo interior do Brasil. Ao mesmo tempo, demonstra preocupação com o manejo dessas festas e com o risco de que se tornem palanques políticos, festas com “donos”, que ditariam como a literatura deve adentrar esses locais. Além disso, ela defende um olhar respeitoso sobre o que é produzido em cada um desses lugares.

    “Acho que o grande desafio é a gente produzir uma ideia de que o pensamento não chega de fora. Ele não, necessariamente, chega dos grandes centros. Eu acho que Paracatu é um lugar que produz pensamento, que tem trazido consigo também uma identidade, um jeito muito daqui de fazer acontecer”.

    Para ela, o festival consegue criar as condições de integrar pessoas e promover conversas surpreendentes, com pessoas de diferentes sotaques, respeitando a literatura produzida na cidade. Entre os nomes que passam por Paracatu este ano estão Mia Couto, Alê Santos, Bruna Lombardi, Eliana Alves Cruz, Jeferson Tenório, Jeovanna Vieira, Paulliny Tort e Renato Nogueira.

    Às margens do São Francisco

    Calila, que já publicou livros de poesias e de contos, lançou em julho Nódoa, seu primeiro romance, pela Companhia das Letras. Ela conta que ainda está aprendendo a falar sobre o livro, que foi todo escrito em movimento. Um movimento que é feito sem que ela deixe de carregar suas referências.

    “Eu escrevi dentro do ônibus, eu escrevi em uma rodoviária, escrevi no barulho, escrevi com mudança. Mudanças necessárias, mudanças de casa. Condições mais precárias, condições mais tranquilas. É um livro sobre movimento e eu escrevo tudo me movendo”, lembra.

    Nesse movimento, Calila foi quatro vezes ao rio São Francisco e foi ver o maior cajueiro do mundo. Segundo ela, o objetivo foi se conectar com os pedaços de natureza e também de urbanidade. 

    Nesse contato com a natureza, viu sua escrita germinar, com toda a criatividade e a radicalidade que seus textos exigem. 

    Livro

    O livro Nódoa é narrado por Regina e por Lurdes Maria. As muitas mulheres do livro estão em constante movimento sem, entretanto, se perderem umas das outras.

    O livro também é pensado na forma, na materialidade da escrita, em maiúsculas e minúsculas. Os recursos são usados para traduzir cada personagem: a que não sabe nem ler nem escrever; a que só fala baixinho, com vergonha; a artista plástica.

    “Eu queria usar o papel e também essa parte da editoração, da parte gráfica, para elucidar esse trabalho das maiúsculas e minúsculas, de quem fala em terceira pessoa, de quem fala abaixo, de quem só tem a oralidade como fonte de comunicação e o gesto e o corpo e os silêncios. Então, uso muito silêncio nas páginas”.

    O livro, continua Calila, foi todo feito pensando na força das outras linguagens. As palavras formam desenhos. Há um trabalho sensorial e de oralidade que entrega ao leitor outras formas de ver e ler a obra. E que deixam marcas, que deixam nódoas.

    “Às vezes a nódoa lembra a gente de um suco que caiu na roupa, um suco que alguém que a gente ama fez. Às vezes uma mancha de dendê que não saiu, mas que foi de um caruru, aquela avó que nem está ali mais. Então, eu acho que as nódoas também mancham, e deixam marcas que ficam e que são importantes”.

    Sobre o festival:

    4º Festival Literário Internacional de Paracatu (Fliparacatu)
    De 26 a 30 de agosto de 2026
    Local: Centro Histórico de Paracatu
    Entrada gratuita

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mestres da cultura popular evocam tradição e encanto a novos públicos

    Mestres da cultura popular evocam tradição e encanto a novos públicos

    “Alumiar em vida”. A expressão funciona como uma tradução de sentimentos do que significa assumir a coroa de rainha do congado do Maçambique de Osório, manifestação cultural da comunidade quilombola do Morro Alto, no litoral norte do Rio Grande do Sul. 

    “Alumiada” há uma década, a rainha e mestra Francisca Dias, de 65 anos de idade, e mais 19 músicos do quilombo, sobem ao palco do Conic, em Brasília, para o Encontro de Mestres da cultura popular, neste sábado (29), às 20h, com entrada gratuita. 

    Francisca Dias, conhecida na comunidade como a Rainha Ginga Preta, explica que o maçambique é uma congada gaúcha, de tradição de matriz africana bantu, mantida na região desde o século 19. 

    “São as mesmas roupas e músicas desde sempre”, diz.  

    A manutenção de tradição, arte, fé e memória encanta a comunidade e forma uma aliança de resistência de diferentes faixas etárias participantes. Os artistas vão de crianças a idosos. Tudo do grupo é produzido pela própria comunidade, incluindo os instrumentos. 

    Além dos tambores, a comunidade faz a maçacaia, que é um cestinho de taquara com sementes de caetés, que garante o ritmo para o congado do maçambique de Osório. 

    “A congada tem música de salão, de rua e de igreja”, explica. 

    O elemento da fé católica enaltece a imagem de Nossa Senhora do Rosário. “A bandeira é muito sagrada para a gente”, afirma. 

    Além do elemento de fé, a rainha entende que a arte ensina contra preconceitos, incluindo o racismo. “A gente prepara também as nossas crianças para se defenderem com palavras”.

    Para a rainha, apresentar a tradição de sua comunidade na capital do país a emociona. “Esse é um momento muito feliz, um sonho de levar a nossa cultura pelo Brasil. É muito triste para a gente, quando falamos da congada, existe quem estranhe a presença das pessoas negras no Rio Grande do Sul”. 

    Visibilidade

    Garantir visibilidade à multiplicidade de manifestações culturais, ir na contramão de preconceitos e formar novos públicos fazem parte dos objetivos do encontro de mestres em Brasília, que começou na quinta-feira (27). 

    Segundo o curador e coordenador do evento, Anderson Formiga, há artistas de 11 estados e do Distrito Federal na programação que se encerra neste sábado.

    “A gente tentou formar um mosaico de cultura popular, que é muito negro, mas que também tem um pé nas origens europeias e outras indígenas. Mas isso é parte da nossa musicalidade”, disse. 

    Além das apresentações no palco, o evento contempla também oficinas.  

    O curador entende que é preciso chamar atenção dos mais jovens para conhecerem as mais variadas manifestações da rica cultura brasileira. “O jovem precisa ser encantado”, acredita. 

    Ao mesmo tempo, ele acrescenta que os artistas mais velhos têm conseguido fazer herdeiros dispostos a honrar as tradições dos ancestrais. 

    Longe das telas

    Respeitar as tradições é a regra que tem sido seguida à risca pela comunidade gaúcha do maçambique.

    “Quando eles estão na congada, ninguém nem pensa em pegar o celular”, diz a rainha Preta.

    Segundo a rainha, seu maior desejo é honrar os ancestrais. A mãe, Severina Dias, última rainha, morreu em 7 de outubro de 2016, justamente no dia de Rosário, a padroeira. Severina pediu à filha Francisca que lutasse por manter viva a tradição artística. Isso faz também a atual rainha se emocionar em subir ao palco pelo país.

    Neste ano, a celebração do maçambique não ocorrerá no dia 7 por causa das eleições, mas no dia 24 de setembro. O quilombo conta hoje com 1.750 famílias. 

    Valorização

    Cuidar do legado e das futuras gerações também é preocupação do mestre e músico maranhense Tião Carvalho, de 71 anos. Ele contabiliza apresentações frequentes na Europa e mistura ritmos, como samba, coco, bumba-meu-boi, forró e baião. 

    Carvalho, que é professor na educação básica, fundou o grupo Cupuaçu, que se dedica ao estudo e à prática de brincadeiras populares.

    “É preciso que o Brasil valorize mais a cultura tradicional. O foco maior é a gente conscientizar e buscar políticas públicas que garantam espaço para nós”, afirmou antes de subir ao palco. 

    Ele entende que ainda hoje artistas com mais recursos são mais contemplados em shows nas cidades brasileiras. “Se você mostrar a cultura para o jovem, ele vai gostar”, considera. 

    Programação   

    • 19h – Moçambique de Santa Efigênia (DF) 
    • 20h – Maçambique de N.Sra do Rosário de Osório (RS) 
    • 21h – Adiel Luna convida João Arruda e Alexandre 
    • 23h – Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro (DF) 
    • 01h – Carimbó Beija-Flor de Marudá (PA)

    Confira a programação no instagram.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (29 e 30)

    Confira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (29 e 30)

    A agenda dos presidenciáveis neste fim de semana inclui sabatina, atos políticos, caminhadas, carreatas e encontros com apoiadores. Também estão previstas visitas a eventos e locais afetados por problemas de infraestrutura.

    Os candidatos participam ainda de atividades voltadas às mulheres, rodas de conversa sobre cultura e arte e lançamento de candidatura. 

    Romeu Zema (Novo) 
    Vai a Feliz (RS) observar o local onde a ponte caiu duas vezes e apresentar propostas sobre o El Nino e infraestruturas. Em Canoas (RS), participa de encontro com as mulheres do partido Novo. 

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Visita a Festa do Peão em Barretos (SP), no sábado.  

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    Participa de evento de lançamento da candidatura no Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre (RS), no sábado. 

    Samara Martins (UP)
    No sábado, participa de caminhada em Mauá (SP) e de caminhada e reunião com Associação dos Moradores da Comunidade Spama, na região Noroeste da capital paulista. 

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de Sabatina na TV Globo. 

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Cumpre agenda em Angra dos Reis (RJ) neste sábado. Às 13h, concentração de carreata no KM 41 da Rodovia Gov. Mário Covas. Às 15h, barqueata no Marinas do Atlântico.

    Hertz Dias (PSTU)
    No sábado, participa de visita à Ocupação da Residência Feminina e de roda de conversa sobre cultura e arte na sede do PSTU. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
    No sábado, participa do ato Mulheres com Lula no centro de Belo Horizonte (MG).

    Renan Santos (Missão)
    No sábado, participa de carreata e adesivaço na praça Charles Miller, em São Paulo (SP). 

    A candidata Clariana Barão (DC) não tem agenda pública de campanha neste fim de semana. 

    Os candidatos Edmilson Costa (PCB) e Wilson Grassi (Democrata) não divulgaram a agenda de campanha até o momento desta publicação. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Minas Brasília e Itabirito disputam semifinal do Brasileirão Feminino

    Minas Brasília e Itabirito disputam semifinal do Brasileirão Feminino

    Neste sábado (29), a TV Brasil leva para as telinhas ao vivo o duelo de ida da semifinal do Brasileirão Feminino Série A2 entre Minas Brasília e Itabirito. As duas equipes iniciam a partir das 21h20 a disputa por uma vaga na grande decisão nacional da temporada direto do Estádio Bezerrão, no Gama (DF). 

    As ‘As Minas’ carimbaram a vaga na semifinal após superarem o Ação-MT com duas vitórias por 1 a 0 nas quartas de final, primeiro fora de casa e depois no Estádio Bezerrão. O Itabirito avançou com autoridade diante do Sport após empate sem gols na Ilha do Retiro na partida de ida. A equipe mineira venceu a volta por 3 a 0 na Arena do Jacaré. 

    Com a presença na elite do Brasileirão Feminino Série A1 de 2027 já assegurada ao alcançarem a fase semifinal, ambos os clubes entram em campo com o objetivo máximo de conquistar a taça da Série A2. Do outro lado da chave, Atlético-PI e Vasco disputam a outra vaga na final. 

    A transmissão integra a estratégia da TV Brasil de ampliar a visibilidade das competições femininas. Além da Série A2, a emissora também exibe jogos das Séries A1 e A3 do Brasileirão Feminino, a grande final da competição sub-17 e exibiu as partidas da Liga de Basquete Feminino (LBF).  

    A equipe de profissionais que comanda as transmissões do Brasileirão Feminino conta com o narrador Thiago Julianelli e um time de mulheres formado pelas comentaristas Brenda Balbi e Rachel Motta e as repórteres Marília Arrigoni e Verônica Dalcanal.         

    As competições ganham ainda mais visibilidade por meio da parceria com os canais que formam a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que podem retransmitir a programação da TV Brasil em seus estados.       

    Prêmio       

    Aproveite o clima de decisão e ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas. A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026. A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados! Acesse ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro.      

    Ao vivo e on demand      

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.          

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.          

    Serviço          

    Brasileirão Feminino Série A2 – Minas Brasília x Itabirito – Sábado (29), a partir das 21h20, na TV Brasil.          

    TV Brasil na internet e nas redes sociais 

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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Museu do Pontal superou enchentes e ensinou valor da arte popular

    Museu do Pontal superou enchentes e ensinou valor da arte popular

    Importante espaço para a arte popular brasileira, o Museu do Pontal celebra meio século de fundação em 2026 colhendo os frutos de um trabalho que deixou para trás dificuldades como as frequentes enchentes que enfrentava em sua antiga sede, no Recreio dos Bandeirantes.

    A construção de condomínios residenciais nos arredores do sítio em que funcionava o museu deixou o terreno mais baixo que os vizinhos, e o acúmulo de água se tornou uma constante mesmo depois de uma grande reforma em 2009. 

    “Foi em 2011 que a gente começou a viver isso. Foram períodos muito difíceis. Foram inundações, ano a ano, e a gente foi mobilizando pessoas, empresas acionando a Prefeitura”, relatou o diretor executivo Lucas Van de Beuque em entrevista à Agência Brasil.

    Em 2016, o museu conseguiu um terreno, mas a falta de recursos deixou as obras paralisadas por dois anos. Preso à sede antiga, sofreu uma inundação ainda mais forte, e as instalações internas ficaram sob até 1 metro de água.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026  - Museu do Pontal.
Foto: Renata Diniz/Divulgação
    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026  - Museu do Pontal.
Foto: Renata Diniz/Divulgação
    Sede antiga do Museu do Pontal. Foto: Renata Diniz/Divulgação

    Sem recursos para reparar os danos e tocar a obra, o museu se salvou por meio de uma campanha que mobilizou mais de 1 mil pessoas e empresas com doações. 

    “Inauguramos em outubro de 2021. Foram 10 anos nesse processo, que foi muito difícil, mas muito interessante também. Tudo tem os dois lados. Foram 10 anos pensando o que seria o novo museu”, afirmou.

    No meio do caminho, houve a pandemia de covid-19, mas o museu não parou. Os diretores decidiram realizar uma série de encontros virtuais com artistas de vários estados do Brasil. No momento em que as pessoas tinham que ficar reclusas, participar de um evento cultural era um alívio, lembra o diretor.

    Hoje, o Pontal funciona na Barra da Tijuca, com o conceito de Museu Praça ─ um lugar de encontro e de convivência, concebido para ter permanentemente um diálogo entre as artes plásticas de camadas populares e manifestações de dança e música.

    “Um lugar com exposições mudando a todo momento, que tivesse espetáculos, oficinas, que fosse um jardim para piquenique e para brincar, um lugar para vivenciar a arte e a cultura brasileira, para soltar pipa”, explicou Lucas sobre o projeto.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 12/10/2025 - O Museu do Pontal celebra o Dia da Criança e os 3 anos de sua nova sede, na Barra da Tijuca, com uma maratona circense. O Festival de Circo no Museu do Pontal terá espetáculos e performances do mundo do picadeiro, apresentações musicais, brincadeiras e oficinas. Foto: Ratão Diniz/Divulgação
    Rio de Janeiro (RJ), 12/10/2025 - O Museu do Pontal celebra o Dia da Criança e os 3 anos de sua nova sede, na Barra da Tijuca, com uma maratona circense. O Festival de Circo no Museu do Pontal terá espetáculos e performances do mundo do picadeiro, apresentações musicais, brincadeiras e oficinas. Foto: Ratão Diniz/Divulgação
    Museu do Pontal celebra o Dia da Criança em sua nova sede, na Barra da Tijuca, com uma maratona circense. Foto: Ratão Diniz/Divulgação

    Referência popular 

    A diretora do espaço cultural, Angela Mascelani, disse que, desde 1976, a coleção construída pelo francês Jacques Van de Beuque traz a característica de valorizar a produção das camadas populares.

    “A gente sempre trabalhou com artistas, estudando trajetórias e tentando fazer com que o público e o próprio campo entendessem que, embora sejam artistas de camadas populares, esses artistas são autores, têm uma criação, um pensamento original e uma trajetória”, contou à Agência Brasil.

    A diretora apontou a exposição que marcou o início das atividades do Museu do Pontal como um dos destaques da programação das cinco décadas de existência. 

    A mostra era composta por peças de artistas populares que Jacques Van de Beuque comprou ao vir morar no Brasil. Essa exposição foi realizada primeiro no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, na região central da cidade. Depois, foi levada para a antiga sede do museu, no Recreio.

    Para Angela, o fato de ter passado pelo MAM deu mais reconhecimento e peso à exposição.

    “Havia uma perspectiva que não valorizava a produção feita pelas camadas populares como arte. Como se fosse por acaso que as pessoas chegassem às formas ou como se elas fossem somente comunidades artesanais”, avaliou.

    “A gente se dedica a contar a história desses artistas e acompanhar suas trajetórias da mesma forma que se faz com as artes hegemônicas.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Quedas e queimaduras são maior causa de internação de crianças

    Quedas e queimaduras são maior causa de internação de crianças

    As quedas e queimaduras foram as causas mais comuns de internação de crianças e adolescentes até os 14 anos de idade no Brasil, em 2025. Foram mais de 55 mil internações por quedas, ou 43,4% do total para essa faixa etária, e mais de 25 mil internações por queimaduras, 19,6% do total.

    Os dados, compilados pelo Projeto Criança Segura, da ONG Aldeias Infantis SOS, foram retirados diretamente do DataSUS, repositório de dados que reúne as notificações em saúde no país. 

    Em 2025, ocorreram mais de 1,6 milhão de hospitalizações de pessoas no país por acidentes, consideradas todas as faixas de idade. Crianças e adolescentes até os 14 anos de idade responderam por 162 mil dessas internações, 9,7% do total, sendo que 128,5 mil, 79,3% do total, mapeadas pelo Projeto Criança Segura.

    A cada mês, em 2025, 10,7 mil crianças e adolescentes até os 14 anos de idade foram hospitalizadas em decorrência de acidentes no Brasil, com maior incidência nos estados de São Paulo, com 19.837 (15,4%), Minas Gerais, com 12.183 (9,5%) e Paraná, com 10.708 (8,3%). As menores incidências foram nos estados do Amapá, 468 (0,4%), Roraima 543 (0,4%) e Sergipe, com 297 hospitalizações, 0,2%.

    Quando ponderados em relação à população, os dados mostram uma realidade um pouco diferente. O Pará teve a maior taxa de internações, correspondendo a 120 hospitalizações por 100 mil habitantes. 

    Segundo colocado, o Tocantins teve taxa de 113, e o Maranhão de 102 por 100 mil habitantes em 2025. 

    No outro extremo estão os estados do Rio de Janeiro, com taxa de 43 hospitalizações por 100 mil, o Rio Grande do Norte, com taxa de 39 por 100 mil, e Sergipe, com taxa de 13 por 100 mil.

    “Os resultados demonstram que quedas, queimaduras, sinistros de trânsito, intoxicações, sufocações e afogamentos continuam figurando entre as principais causas de internação infantil no Brasil. Investir em ambientes seguros, educação preventiva e fortalecimento de políticas públicas significa reduzir hospitalizações, sequelas permanentes e óbitos evitáveis”, destaca o relatório. 

    Outras causas

    Os acidentes de trânsito estão em terceiro lugar das causas de internações por acidentes, com 12,6 mil ocorrências (9,9%), concentrados na faixa dos 10 aos 14 anos (50,4%) e com presença importante na faixa dos 5 aos 9 anos (32,3%). 

    Na sequência, houve 4,2 mil casos de intoxicações (3,3%), sendo que 37,7% desses acidentes com crianças de 1 a 4 anos, e 31,2% em crianças de 5 a 9 anos. 

    Com menor incidências estão a sufocação, com 644 ocorrências (0,5%), acometendo em maior grau as crianças de 1 a 4 anos (49,1%); os afogamentos, com 261 casos (0,2%), concentrados também com crianças de 1 a 4 anos (71,6%), e acidentes com armas de fogo, com 70 situações (0,1%).

    Ao comparar 2025 com os dois anos anteriores, o relatório observou uma tendência de crescimento nas internações hospitalares de crianças e adolescentes até 14 anos, decorrentes de acidentes. 

    O aumento foi de 2,2% em 2024 em relação a 2023, e de 5,4%, em 2025, em relação a 2024. 

    As categorias em que houve mais aumentos foram intoxicações, com aumento de 19,7% na comparação 2024/2025, sufocação, 10,8%, e queimaduras, 7,4%. 

    Os acidentes com armas de fogo foram a única categoria em que houve redução de ocorrências, na ordem de 13,6%, também com certa tendência de redução. O aumento consolidado de hospitalizações de crianças e adolescentes no triênio 2023 a 2025 foi de 9.221 casos: 7,7%.

    Educação

    O relatório foi taxativo ao colocar as campanhas educativas e uma maior atenção aos pequenos como decisivas para diminuir os índices. A estimativa é que mais de 90% dos acidentes com esse público sejam evitáveis, e o uso de celulares aparece como um elemento importante. A desatenção dos cuidadores é apontada como um fator decisivo para os aumentos recentes em ocorrências.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Museu do Pontal festeja 50 anos de arte popular e cinco da nova sede

    Museu do Pontal festeja 50 anos de arte popular e cinco da nova sede

    O Museu do Pontal tem comemoração dupla neste fim de semana. O espaço cultural, considerado o maior e mais significativo museu de arte popular do país, faz 50 anos. Além disso, a sede na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, para onde foi transferido das instalações antigas, no Recreio dos Bandeirantes, completa 5 anos de atividades.

    Nesses cinco anos de sede nova, o Museu produziu mais de 1 mil espetáculos e oficinas, e o público chegou a mais de 400 mil visitantes. Além disso, foram promovidos 17 festivais, que reuniram 80 mil pessoas.

    Uma programação extensa vai animar o público neste fim de semana. Um dos pontos altos da agenda é a exposição Véio – A Escuta do Sertão, a maior mostra panorâmica já realizada sobre o artista plástico sergipano Cícero Alves dos Santos, o Véio, com cerca de 300 obras produzidas durante seis décadas.

    Para celebrar a música e a cultura popular, o espaço realizará o Festival 50 anos, com mais de 20 atrações gratuitas, incluindo shows de artistas como Lia de Itamaracá, Siba, Mestre Solano & Noites do Norte, Zé Bezerra & Trio Pernambucano, Trio Forrozão, Edmilson dos Teclados e Aturiá.

    Haverá também a apresentação de manifestações como bumba meu boi, bate-bola e espetáculos circenses, incluindo ainda exibições de documentários desenvolvidos pelo museu com artistas populares. O público infantil, sempre presente nos eventos do museu, vai poder participar de oficinas de criação das programações próprias.

    “Tem famílias que vinham aqui sem estar grávidas, ficaram grávidas, tiveram filhos e hoje vão na roda de bebês que também vai ter e é um grande sucesso. Mais de 1 mil bebês já participaram”, contou o diretor executivo do museu, Lucas Van de Beuque, em entrevista à Agência Brasil.

    O espaço cultural está aberto ao público de quinta a domingo, das 10h às 18h. O acesso às exposições termina às 17h30.

    Exposição

    A ligação de Véio com o museu vem de longe. Nos anos 70, quando começou as pesquisas e a compra de obras de arte popular que formaram o acervo, o francês Jacques Van de Beuque se encantou com as peças do artista e incorporou suas esculturas à coleção do espaço cultural.

    A aquisição das peças pelo proprietário do museu traz uma boa memória para o artista especialmente quando visitava o local.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026  - Museu do Pontal.
Foto: Exposição Véio/Divulgação
    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026  - Museu do Pontal.
Foto: Exposição Véio/Divulgação
    Exposição Véio – A Escuta do Sertão no Museu do Pontal. Foto: Exposição Véio/Divulgação

    “O meu interesse não era só de mostrar o meu trabalho, porque eu mesmo estava vendo. Era de que o pessoal carioca conhecesse mais o trabalho de um sertanejo que sai da roça e vai até o exterior criando peças que ninguém nunca viu”, afirmou Véio, em entrevista à Agência Brasil.

    Véio – A Escuta do Sertão, que vai ser inaugurada no sábado (29), às 15h30, foi montada em cinco núcleos expositivos que passam por diferentes momentos da jornada do sergipano, desde as primeiras esculturas figurativas até os trabalhos inspirados a partir de troncos, raízes e galhos, que o aproximam da natureza, da memória e da cultura sertaneja.

    Segundo o artista, a sua produção já chegou a ter, lá no sertão em Sergipe, mais de 17 mil peças. Para o escultor, é importante ter parte representativa da sua criação exposta no Museu do Pontal.

    “A quantidade para mim é significante porque é em um espaço onde o público é totalmente selecionado para ver e conhecer arte. Então, é uma forma muito importante, nessa razão de estar saindo do sertão para um espaço como o Rio e o Museu do Pontal”, apontou.

    Sem trabalho inclui peças que retratam o cotidiano, mas as que lhe dão mais prazer são as em que pode inventar.

    “Eu crio a peça de acordo com o material que tenho em mãos. Sempre digo que a arte, pra mim, é como um vício, como o pessoal que é viciado em uma coisa. Não consigo fazer algo que não seja arte. Pra mim, é muito prazeroso você fazer aquilo que agrada a você e aos demais”.

    “Gosto mais de criar, fazer coisas que ninguém nunca viu. São coisas que às vezes o pessoal diz ‘que bicho é esse que eu nunca vi?’.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026  - Veio - Museu do Pontal.
Foto: Lucas Van Beuque/Divulgação
    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026  - Veio - Museu do Pontal.
Foto: Lucas Van Beuque/Divulgação
    O artista plástico sergipano Cícero Alves dos Santos, o Véio – Lucas Van Beuque/Divulgação

    Embora trabalhe com o material disponível no momento, Véio tem preferência por madeira que chamou de sertaneja, como a imburana e o cedro, porque não são suscetíveis a pragas, ao contrário de outros tipos que em até dez anos são atacadas e se estragam.

    “A imburana e o cedro você pode jogar no meio deles [insetos que destroem a madeira] que não chegam nem perto. São as madeiras preferidas não só para mim, mas para todos os escultores que trabalham com arte sacra, essas madeiras são as peculiares”, completou.

    Quem visitar a mostra, que tem a curadoria da diretora do Museu, Angela Mascelani, e do diretor executivo, Lucas Van de Beuque, vai encontrar um panorama abrangente de um dos mais importantes escultores brasileiros contemporâneos.

    Na visão da curadora, Véio é um artista de 80 anos importante para as artes brasileiras e extremamente reconhecido por sua produção. Ao mesmo tempo, é bastante ousado e não ficou fixo em uma perspectiva única.

    “O acervo que temos no Museu do Pontal fala muito do Véio cronista, comentarista da realidade sertaneja e mais do que isso, desvelando uma outra perspectiva de sertão. Quando a gente diz isso, está falando da obra dele que não é literal, às vezes pode até parecer literal, mas que tem um sentido que ele vai explicitando”, afirmou Angela à Agência Brasil.

    Homenageada

    Uma das características do museu é a realização de festivais com temáticas regionais, como foram o Amazônico, o Paraense, as tradicionais festas juninas e o de cultura circense. Até agora foram 17 festivais promovidos pelo Pontal. Para Lucas, esse tipo de programação junta os dois aspectos do espaço cultural, o museu de arte, dedicado aos artistas de camadas populares com o museu praça.

    “Sempre tem a inauguração de uma exposição, e o festival vai dialogar com o conteúdo da exposição, por exemplo com o artista Jair Gabriel, que é de Rondônia e foi seringueiro, a gente inaugurou o festival da Amazônia. Junto com a exposição do J.Borges teve o festival Arraiá do Museu Pontal”, apontou.

    Dessa vez, é o Festival 50 anos, que está sendo chamado pela direção de o Festival dos Festivais. E a comemoração vem com o retorno da compositora e cantora pernambucana de ciranda Lia de Itamaracá, que foi a atração do primeiro festival produzido já na sede nova, o Arraiá do Museu de 2022.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026 - Com homenagem ao Circo, o Museu do Pontal comemora um ano na nova sede, na Barra, com exposição e programação em outubro. Uma lona de circo instalada na Praça-Jardim recebeu profissionais deste maravilhoso universo nos dias 08 e 09 de outubro de 2022, no Festival “O Circo Chegou!”, com diversas atrações circenses e também a exposição com curadoria de Angela Mascelani e 
Foto: Lucas Van de Beuque/Divulgação
    Rio de Janeiro (RJ), 28/08/2026 - Com homenagem ao Circo, o Museu do Pontal comemora um ano na nova sede, na Barra, com exposição e programação em outubro. Uma lona de circo instalada na Praça-Jardim recebeu profissionais deste maravilhoso universo nos dias 08 e 09 de outubro de 2022, no Festival “O Circo Chegou!”, com diversas atrações circenses e também a exposição com curadoria de Angela Mascelani e 
Foto: Lucas Van de Beuque/Divulgação
    Exposição no Museu do Pontal, no Rio de Janeiro. Foto: Lucas Van de Beuque/Divulgação

    “Ela foi a grande atração nestes cinco anos, não podia ser outra pessoa que não fosse a Lia. Crianças receberam o nome de Lia aqui no museu, por conta do show. A gente pegou esse testemunho, uma mãe falando que deu o nome de Lia porque veio ao show aqui e ela estava grávida”, contou Lucas.

    “O meu sentimento é estar aí com vocês. Recebi o convite maravilhosamente. Estou emocionada, ai mamãe. Estou chegando e quero ver todos vocês bem pertinho. Vamos lá? Lia tá chegando”, disse a homenageada do Museu em um vídeo encaminhado à Agência Brasil pela assessoria de imprensa do Pontal.

    Transporte facilitado

    O transporte para chegar ao museu neste fim de semana será facilitado. Quem quiser ir de metrô, depois de descer na Estação Jardim Oceânico, contará com vans gratuitas à disposição, como também para quem quiser seguir do terminal de ônibus Alvorada. 

    Por meio da Lei Rouanet, o Museu do Pontal, tem patrocínio master da Shell, a empresa Vale como patrocinador estratégico, e como patronos Repsol Sinopec Brasil e Itaú, além da Prefeitura do Rio.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Programa de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira

    Programa de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira

    Prorrogado no início de agosto, o Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias, termina na próxima segunda-feira (31).

    A iniciativa permite que pessoas físicas com débitos em atraso tenham acesso a descontos e condições de pagamento diferenciadas para regularizar a situação financeira.

    O programa atende consumidores com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105, e tenham dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos.

    O prazo, que terminaria em 2 de agosto, foi prorrogado até o fim deste mês. Não há previsão de uma nova extensão.

    A modalidade voltada às famílias renegociou, até o início da última semana de agosto, cerca de 5,03 milhões de dívidas. Os débitos somavam originalmente R$ 26,33 bilhões e, após os acordos, foram reduzidos para aproximadamente R$ 5,27 bilhões.

    Quem pode participar

    A modalidade Desenrola Famílias é destinada a pessoas físicas com renda mensal de até cinco salários mínimos. Além do critério de renda, a dívida precisa atender às regras do programa.

    Podem ser incluídos débitos:

    • Contratados até 31 de janeiro de 2026;
    • Com atraso entre 91 dias e dois anos;
    • Registrados em instituição financeira participante.

    A própria instituição financeira verifica se o consumidor e a dívida atendem aos critérios, utilizando informações disponíveis em seus sistemas e no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central.

    Quais dívidas entram

    O programa contempla modalidades de crédito que costumam apresentar taxas de juros elevadas. Entre as operações que podem ser renegociadas estão:

    • Cartão de crédito rotativo ou parcelado;
    • Cheque especial;
    • Crédito pessoal sem consignação em folha;
    • Empréstimos pessoais utilizados para consolidar outras dívidas.

    A inclusão do débito, porém, depende da análise e da participação da instituição financeira responsável pela operação.

    Desconto

    O percentual de desconto varia conforme o tipo de crédito e o período de atraso. Para dívidas do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial, os abatimentos podem chegar a 90%.

    Tempo de atraso                                   Cartão rotativo e cheque especial (desconto)  Crédito direto ao consumidor e parcelamento do cartão (desconto)
    91 a 120 dias 40%  30%
    121 a 150 dias       45% 35%
    151 a 180 dias        50% 40%
    181 a 240 dias        55% 45%
    241 a 300 dias        70% 60%
    301 a 360 dias        85% 75%
    1 a 2 anos      90% 80%
    Fonte: Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte

    O desconto é aplicado sobre a dívida conforme as regras da operação. Dessa forma, nem todos os consumidores terão direito ao abatimento de 90%.

    Condições

    Quando a renegociação é feita por meio de uma nova operação de crédito, o programa estabelece condições específicas:

    • Juros máximos de 1,99% ao mês;
    • Prazo de até 48 meses;
    • Parcela mínima de R$ 50;
    • Limite de até R$ 15 mil por beneficiário em cada instituição financeira;
    • Primeira parcela em até 35 dias;
    • Possibilidade de desconto sobre a dívida original;
    • Garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

    Na prática, o novo crédito substitui os débitos elegíveis por uma operação com condições definidas dentro dos limites do programa.

    Como fazer

    Não existe uma plataforma única do governo para formalizar a renegociação. O consumidor deve procurar diretamente a instituição financeira onde a dívida está registrada.

    O atendimento pode ser feito, conforme os canais disponibilizados por cada banco, pelo aplicativo, internet banking, site, telefone, WhatsApp ou agência física.

    Durante a negociação, a instituição informa se o débito é elegível e apresenta as condições disponíveis.

    Entre as instituições que participam da iniciativa estão Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Nubank.

    Nome sai do cadastro

    A retirada da dívida dos cadastros de inadimplentes não ocorre simplesmente com a assinatura do acordo.

    Nas renegociações realizadas por meio da nova operação de crédito, a instituição financeira deve providenciar a retirada da dívida após o pagamento da primeira parcela.

    O consumidor, portanto, precisa cumprir as condições previstas no contrato para manter a regularização.

    FGTS pode ser usado

    Uma das possibilidades previstas no programa é usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar a dívida renegociada.

    Podem ser usados recursos de contas ativas e inativas, com prioridade para as contas inativas. O trabalhador pode utilizar o valor que for maior entre:

    • Até R$ 1 mil; ou
    • Até 20% do saldo disponível no FGTS.

    A utilização depende da contratação da operação e da autorização do trabalhador, além dos procedimentos com a instituição financeira.

    Para autorizar o uso do saldo, o trabalhador deve acessar o aplicativo FGTS, consultar o valor disponível e permitir o compartilhamento da quantia com o banco responsável pela dívida.

    Depois da autorização, os bancos têm prazo de até 30 dias para formalizar o contrato com a Caixa Econômica Federal, que fará a transferência do valor diretamente à instituição financeira.

    Banco é obrigado a renegociar?

    Não. A participação das instituições financeiras é voluntária.

    Mesmo quem atende aos critérios de renda e tem uma dívida que se enquadra nas regras só poderá renegociá-la pelo programa se o banco ou financeira responsável tiver aderido à iniciativa e oferecer a operação.

    E quem está em dia?

    O Novo Desenrola também possui uma modalidade diferente para consumidores que não estão inadimplentes.

    O Desenrola Adimplente é destinado a pessoas que mantêm os pagamentos em dia, mas desejam reduzir o custo de empréstimos já contratados. A proposta é substituir operações mais caras por um novo crédito com condições mais favoráveis antes que o consumidor entre em atraso.

    O programa também contempla regras específicas para outros públicos, como estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), produtores rurais e micro e pequenas empresas.

    Formalização

    O prazo de 31 de agosto vale para a formalização do acordo, não para a entrada do pedido.

    Como a instituição financeira precisa verificar a elegibilidade da dívida e apresentar as condições da operação, a recomendação é iniciar o atendimento antes do último dia do prazo.

    O consumidor também deve comparar as condições oferecidas, conferir o valor total a ser pago, a taxa de juros, o número de parcelas e as consequências de eventual novo atraso antes de concluir a renegociação.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Justiça do RJ autoriza estado a assumir clube e pousada usadas pelo CV

    Justiça do RJ autoriza estado a assumir clube e pousada usadas pelo CV

    A Justiça do Rio autorizou o governo estadual a assumir, provisoriamente, o Várzea Country Clube, na capital fluminense, e da Pousada Menino do Rio, em Búzios. 

     A decisão é do juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa. O juiz atendeu pedido apresentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

    Investigação da polícia do Rio de Janeiro apontou que o clube recreativo e a pousada foram usados para a lavagem de dinheiro de cerca de R$ 11 milhões por organizações ligadas ao tráfico de drogas. 

    Na decisão, o juiz afirmou que a utilização provisória permite que os bens apreendidos ou sequestrados na operação policial tenham “destinação social e evitar a deterioração ou o abandono durante o curso das investigações e dos processos judiciais”.

    No caso do clube, a posse será imediata. O espaço teria sido tomado pela facção criminosa Comando Vermelho em 2023 e se transformado em local de encontros e realização de bailes do grupo. Agora, o juiz ressalta que as estruturas esportivas e de lazer poderão servir aos cerca de 70 mil moradores dos bairros de Água Santa, Piedade e Quintino Bocaiúva.

    A posse da Pousada Menino do Rio será feita de forma escalonada, já que o local ainda mantém atividade hoteleira regular. Para evitar a parada total das atividades, o magistrado determinou que o Estado apresente um plano, que traga medidas como reacomodação de hóspedes e a manutenção dos direitos dos funcionários. 

    A Procuradoria-Geral do Estado tem prazo de 30 dias para indicar os órgãos que ficarão responsáveis pela gestão dos espaços, sendo a destinação prioritária das instalações para a Polícia Civil.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Novas tempestades devem atingir o Rio Grande do Sul até segunda-feira

    Novas tempestades devem atingir o Rio Grande do Sul até segunda-feira

    Esta sexta-feira (28) foi marcada por fortes chuvas em cidades de várias regiões do Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, um menino de oito anos morreu e uma pessoa ficou ferida após uma árvore atingir uma residência.

    A expectativa é de que novas tempestades atinjam a região até a próxima segunda-feira, com risco de inundações nos rios Jacuí, Taquari, Caí e Uruguai. São esperados ventos fortes e formação de granizo, atingindo as regiões Central, Oeste, Cales, Serra e Nordeste. 

    Já as regiões da Costa Doce, Litoral Médio e Metropolitana de Porto Alegre também tem previsão para chuvas intensas, acima de 110 mm em 24 horas, com acumulados superando os 250 mm nestes quatro dias.

    Nesta sexta-feira, o mau tempo deixou 13 moradores de Pelotas desabrigados, quatro pessoas desalojadas em Santa Cruz do Sul e outras sete em Quaraí.

    Em Quaraí, 287 residências tiveram danos em telhados, após ventos de 95,5 km/h. Ainda pela manhã houve registro de 77 quilômetros por hora (km/h) em São José dos Ausentes e de 72,4 km/h em Rosário do Sul. 

    Os ventos fortes permaneceram durante todo o dia, com rajadas durante a tarde acima dos 60 km/h em cidades como Panambi (78,4 km/h), Viamão (77 km/h) e Machadinho (75,6 km/h). 

    O acumulado de chuvas nesta sexta-feira foi de 97 milímetros (mm) em Caçapava do Sul. Cidades como Arambaré, Dom Feliciano, Cristal e São Gabriel também registraram mais do que 85 mm de chuva acumulada desde as primeiras horas da manhã.

    Pelotas, que já havia registrado mais de 100 mm ontem, teve nova chuva forte, com 56 mm, patamar próximo ao registrado em Porto Alegre (53,8 mm), Canoas (52 mm) e Bagé (50,8 mm). 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original