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  • Demora no diagnóstico agrava esclerose múltipla, alerta associação

    Demora no diagnóstico agrava esclerose múltipla, alerta associação

    Cerca de um quarto dos pacientes com esclerose múltipla chega a demorar mais de cinco anos para receber o diagnóstico, o que favorece a progressão da doença. O alerta foi feito por uma pesquisa da HSR Health, em parceria com a Roche Farma, divulgada pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) nesta sexta-feira (28).

    Lançado durante o Agosto Laranja, mês de conscientização contra a doença, o estudo ouviu 368 pessoas em tratamento contra esclerose múltipla no Brasil.

    Mais da metade dos entrevistados (56,8%) recebeu um diagnóstico incorreto antes da confirmação da esclerose múltipla. Além disso, 26,6% esperaram mais de cinco anos pelo diagnóstico definitivo, e 14,1% levaram uma década ou mais entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença.

    De acordo com o neurologista Rodrigo Kleinpaul, coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a agilidade no diagnóstico é importante para retardar danos permanentes que possam ser causados pela doença.

    “Chega o momento em que esse dano no cérebro ou na medula vai diminuindo a reserva que o paciente tem, aquela reserva funcional. E começa o que a gente chama de progressão de incapacidade e isso pode levar o paciente a ficar com incapacidade definitiva”, disse.

     “A gente viu que o paciente passa, mais ou menos, por até quatro médicos diferentes e demora, em média, três anos para ter o diagnóstico correto”.

    Segundo a pesquisa, para 36% dos entrevistados, a principal barreira até o diagnóstico são os médicos e profissionais de saúde e, para 23%, são exames e investigações, como a ressonância magnética, que é um eprocedimento de custo mais alto. 

    Outros 18% apontaram a própria demora do diagnóstico, enquanto 12% indicaram os custos no acesso ao diagnóstico correto.

    Doença inflamatória crônica 

    Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a esclerose múltipla, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). A doença acomete principalmente mulheres jovens, na faixa etária de 20 a 40 anos, em sua fase mais produtiva.

    Inflamatória, crônica e autoimune, a enfermidade faz com que o sistema imunológico ataque a mielina, estrutura que reveste e protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. 

    A consequência são impactos na mobilidade, trabalho, rotina, saúde mental e autonomia. A esclerose múltipla é a causa mais comum de incapacidade por doenças neurológicas em pacientes jovens, excluindo causas traumáticas.

    Como os sintomas são parecidos com os de outras doenças, isso gera dificuldade diagnóstica, explica Kleinpaul. Embaçamento visual, por exemplo, pode ser interpretado como um problema de vista. O mesmo acontece com dor, dormência, formigamento. Além disso, esses sintomas iniciais tendem a melhorar sozinhos.

    “Não é incomum uma mulher jovem chegar ao pronto-socorro com queixa de formigamento e dormência e receber o diagnóstico de ansiedade. Então, isso também gera atraso de diagnóstico”, afirmou o especialista.

    “Não conseguia respirar”

    Desde os primeiros sintomas, a educadora física Lucimara de Lima Santana, de 44 anos, percorreu consultórios de médicos especialistas em São Paulo por quatro anos até descobrir a doença.

    “Se eu tinha problema de visão, eu ia no oftalmologista; dificuldade para andar, ia no ortopedista; e como eu tenho colangite biliar primária [inflamação com fibrose progressiva dos dutos biliares no fígado], achava que a fadiga intensa era da colangite”.

    Entre 2023 e 2024, a situação se tornou insustentável para Lucimara, que passou a sentir sintomas mais pesados. 

    “Eu não conseguia respirar direito por causa da fadiga, era muita dor. Fiquei sem trabalhar um tempo, porque não sabia o que era, não conseguia sair da cama. Os médicos diziam que podia ser dengue e outras doenças”.

     


    Brasília (DF), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - A paciente com esclerose múltipla, Lucimara Santana. Foto: Lucimara Santana/Arquivo pessoal
    Brasília (DF), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - A paciente com esclerose múltipla, Lucimara Santana. Foto: Lucimara Santana/Arquivo pessoal
     A paciente com esclerose múltipla, Lucimara Santana. Foto: Lucimara Santana/Arquivo pessoal

    Quando se consultou com um ortopedista, ele pediu ressonância magnética do crânio e da cervical, e o resultado acusou uma doença paralisante. 

    Em seguida, um neurologista especialista solicitou outra ressonância do crânio e de toda a coluna, desde a cervical até a lombar. Lucimara fez também coleta do líquor (líquido cefalorraquidiano). Todos esses exames deram positivo para esclerose múltipla (EM). 

    Professora de educação física concursada na Prefeitura de Taboão da Serra, município da Região Metropolitana de São Paulo, Lucimara não consegue mais ficar em pé no mesmo lugar durante muito tempo, por conta da fadiga e também do calor. 

    Para continuar a trabalhar, precisou se adaptar. Como já era instrutora de Pilates desde 2014, ela aprendeu a dar aulas online desse método de exercício físico durante a pandemia da Covid-19. 

    Atualmente, ela tem dois alunos e está à procura de novos. Uma vez por semana, ela atende presencialmente 25 alunos em uma academia e integra também o movimento Minha Voz Importa, no qual ensina o benefício do exercício no tratamento das pessoas com esclerose múltipla.

    Tratamento evoluiu

    Segundo a pesquisa, a maior parte dos pacientes ouvidos tem a esclerose múltipla sob controle: 48% estão estáveis ou em remissão. Além disso, 39% são economicamente ativos atualmente. 

    A doença não tem cura, mas o neurologista ressalta que houve um avanço no controle de sua progressão. 

    “Dez anos atrás, uma mulher jovem diagnosticada com 20 anos de idade, aos 40 anos já estaria em uma cadeira de rodas. Hoje, a gente consegue evitar que isso aconteça”, disse Rodrigo Kleinpaul.

    “A gente impede que esse paciente vá para uma cadeira de rodas, use uma bengala, tenha dificuldade de enxergar. Estamos falando de pessoas de idade economicamente ativa que, às vezes, por incapacidade, podem estar fora do mercado de trabalho, podem não estar constituindo uma família”.

    O acesso ao tratamento, porém, também pode ser um desafio: 41,2% relataram ter deixado de realizá-lo ou tiveram que remarcá-lo por dificuldades de acesso, como burocracia dos planos de saúde ou falta de medicação. 

    Mesmo com o tratamento, a rotina dos pacientes continua sendo marcada por obstáculos. O levantamento mostra que 73,4% deixaram de realizar uma série de atividades que gostariam por problemas emocionais; e 41,6% evitam encontros sociais com frequência.

    A doença também afeta a vida profissional: 72,8% relatam prejuízos na renda ou nas oportunidades de crescimento, enquanto 32,6% afirmam ter escondido o diagnóstico no ambiente de trabalho por medo de preconceito ou demissão. Além disso, 85,6% convivem com gastos mensais extras relacionados à doença.

    O mais comum, segundo indicou o neurologista, são problemas de ansiedade e depressão. “A gente costuma dizer que depois do diagnóstico de uma doença crônica, tem a fase do luto. O paciente tem revolta, negação, tristeza, depressão, até a aceitação”.

    Rodrigo Kleinpaul reconheceu que, ao mesmo tempo que existe uma preocupação dos pacientes com a vida futura, falta acolhimento em sua jornada.

    É necessário maior esclarecimento das pessoas que estão em torno desses pacientes, afirma para que saibam que muitos sintomas são invisíveis e que há um dia em que o paciente vai estar bem, mas em outro ele vai estar mais comprometido.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (28)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta sexta-feira (28)

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta sexta-feira (28) inclui sabatinas e debates, além de caminhadas e ações de campanha em diferentes cidades.

    Os concorrentes ao Palácio do Planalto também participam de panfletagens, encontros com apoiadores, debates em instituições de ensino e participação em feiras e eventos culturais. 

    Renan Santos (Missão)
    Em Belo Horizonte (MG), participa de Convenção Estadual e de evento com Ben Mendes, candidato a governador. 

    Romeu Zema (Novo)
    Concede entrevista ao vivo para a rádio Guaíba e participa de encontros com lideranças religiosas em Porto Alegre (RS) e com candidatos do Novo em Canoas (RS).

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Às 8h30, visita o 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, no Centro de Convenções ExpoRio. Às 10h, participa do Rio Pelo Brasil – Encontro com os Candidatos à Presidência da República, na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Às 12h45, tem reunião com Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e de Lubrificantes, no Centro do Rio. A partir das 19h30, visita a 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, em São Paulo.

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    Participa, às 13h, do programa da Causa Operária TV. Às 16h, tem reunião com a coordenação de campanha e, às 20h, viaja para o Rio Grande do Sul.

    Samara Martins (UP)
    Participa de caminhada pelo centro de São Paulo (SP) e de debates na Faculdade de Direito da USP e na Universidade Zumbi dos Palmares. 

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de sabatina dos veículos O Globo, Valor Econômico e CBN, no Rio de Janeiro. 

    Edmilson Costa (PCB)
    Participa de panfletagens na porta do EDIHB Petrobrás e no 5º Festival do Livro do Rio de Janeiro no Sinttel-Rio. Durante a feira, participa do lançamento do livro Fidel: agora e sempre. 

    Flávio Bolsonaro (PL) 
    Participa de Sabatina na TV Globo. 

    Hertz Dias (PSTU)
    Participa de panfletagem na Parada do Circular do Via Direta e de encontro e entrega de material de campanha na sede do PSTU. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
    Participa de caminhada em Salvador (BA), do Largo do Guarani até o Plano Inclinado.

    Os candidatos Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata) não têm agenda pública de campanha nesta sexta-feira. O candidato Ronaldo Caiado (PSD) não divulgou a agenda de campanha até o momento desta publicação. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    *Colaborou Paula Laiboissière. Texto atualizado às 10h49.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Anvisa atualiza regras sobre controle de qualidade em laboratórios

    Anvisa atualiza regras sobre controle de qualidade em laboratórios

    Nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta sexta-feira (28) redefine as regras para laboratórios públicos e privados responsáveis por ensaios de controle de qualidade em produtos e serviços sujeitos à vigilância sanitária no país.

    Entre as principais medidas, estão manter licença sanitária válida, ter responsável técnico habilitado e adotar sistema de gestão da qualidade alinhado à norma internacional ABNT NBR ISO/IEC 17025, que prevê requisitos para a competência de laboratórios de ensaio e calibração.

    A norma também amplia exigências relacionadas à biossegurança, incluindo avaliação de riscos, programas de controle de pragas, gerenciamento de resíduos, capacitação periódica de profissionais e monitoramento das condições de segurança para atividades envolvendo agentes físicos, químicos e biológicos.

    Segundo a Anvisa, a medida busca fortalecer a confiabilidade dos ensaios laboratoriais e ampliar a capacidade de monitoramento da qualidade, segurança e eficácia de produtos submetidos à regulação sanitária no país.

    Instituições responsáveis por ensaios em medicamentos e vacinas deverão ainda observar as boas práticas definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para laboratórios de controle de qualidade farmacêutica.

    Resultados 

    A resolução prevê ainda o compartilhamento de dados laboratoriais com a Anvisa quando houver necessidade de monitoramento de determinados produtos. Os critérios e prazos para envio das informações serão definidos posteriormente em instrução normativa específica.

    Os resultados de programas de monitoramento de mercado e das atividades rotineiras de fiscalização deverão ser divulgados pelas autoridades sanitárias. Já os resultados insatisfatórios somente poderão ser tornados públicos após a conclusão da investigação sobre possível irregularidade.

    Adaptação

    Os laboratórios terão prazo de um ano para se adequar às exigências relacionadas à adoção da norma ISO/IEC 17025 e às boas práticas internacionais aplicáveis a medicamentos e vacinas.
     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Região Sul está em alerta para fortes chuvas, vento e granizo

    Região Sul está em alerta para fortes chuvas, vento e granizo

    Nesta sexta-feira (28), a Região Sul do país está em alerta laranja de perigo para grandes volumes de chuva com trovoadas, ventos intensos de até 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo, alerta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    As áreas mais afetadas são o oeste, sudoeste, centro e sul do Paraná, todo o estado de Santa Catarina e o centro-norte do Rio Grande do Sul.

    Entre as capitais, o dia será de contraste de temperaturas, com variação entre a mínima de 15°C em Porto Alegre e a máxima de 30°C em Curitiba.

    Na Região Norte, também há aviso de perigo potencial para chuvas e ventos intensos entre o centro-oeste e o norte do Amazonas e em Roraima. Também há possibilidade de chuva isolada no Amapá, no norte e oeste do Pará.

    A temperatura mínima prevista é de 22°C em Rio Branco e a máxima, de 38°C em Porto Velho.

    No Centro-Oeste do país, um aviso amarelo de perigo potencial para vendaval está ativo no oeste, centro e sul de Mato Grosso do Sul, incluindo a capital Campo Grande. Também permanece o alerta amarelo para baixa umidade do ar durante a tarde para quase todo o restante da Região Centro-Oeste.

    Nas capitais, a temperatura mínima será de 17°C em Brasília e a máxima chega a 39°C em Cuiabá.

    No Nordeste, o dia é de muitas nuvens em grande parte da região, com pancadas de chuva isoladas ao longo da faixa litorânea do Nordeste. As chuvas também podem ocorrer no agreste da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas e de Sergipe.

    No interior da região, o dia é de sol e calor, com aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar durante a tarde no sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia.

    Os termômetros marcam mínima de 21°C em Salvador e Maceió, e máxima de 38°C em Teresina.

    A Região Sudeste tem previsão de nevoeiro no Rio de Janeiro, no sudeste de Minas Gerais e na faixa litorânea de São Paulo, além de pancadas de chuva isoladas no Espírito Santo. No litoral sul de São Paulo pode chover a partir da tarde e durante a noite.

    Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 13°C em Belo Horizonte. A máxima chega a 36°C em São Paulo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Nepal monitora dois lagos; risco de enchentes persiste

    Nepal monitora dois lagos; risco de enchentes persiste

    O Nepal está monitorando dois lagos próximos à área de inundação, um dos quais começou a transbordar nesta sexta-feira (28), informou um representante da Autoridade de Gestão de Desastres do Nepal.

    O risco de enchentes permanecerá até que os dois lagos tenham escoado totalmente, acrescentou.

    As autoridades nepalesas estão contando com imagens de satélite para acompanhar as condições, embora o monitoramento seja limitado pela disponibilidade das imagens, disse o representante.

    O Nepal planeja instalar câmeras e sensores a jusante, inclusive perto da cidade fronteiriça de Timure, e está avaliando opções de implantação por meio de helicópteros, afirmou.

    Mudanças climáticas

    Para cientistas, as mudanças climáticas estão levando a condições que podem desestabilizar as rochas e o gelo nas altas montanhas, aumentando as chances de desastres como a enchente ocorrida nesta quarta-feira (26) no Himalaia, ao longo da fronteira entre o Nepal e o Tibete, que causou a morte de centenas de pessoas.

    Pelo menos 800 estrangeiros estão entre os quase 1,5 mil desaparecidos, informaram as autoridades, um dia após uma enorme parede de lama e rochas desabar em um rio do Himalaia, provocando inundações catastróficas em cidades e vales.

    Embora a causa exata do desastre de quarta-feira ainda esteja sendo analisada, os cientistas afirmam que ele provavelmente teve início com uma enorme avalanche de gelo e rochas nas encostas norte do pico Langtang Lirung, no Nepal, que desceu até o rio Lhende Khola, no lado tibetano.

    *É proibida a reprodução deste conteúdo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Nova diretriz muda tratamento da tireoide na gestação

    Nova diretriz muda tratamento da tireoide na gestação

    Gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos (anti-TPO) e com o funcionamento normal da tireoide não devem mais usar medicamento hormonal. Três grandes estudos recentes comprovaram que o tratamento preventivo, nesses casos, não reduz riscos de abortamento ou parto prematuro.

    A partir dessas informações, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia mudaram as recomendações aos médicos para diagnóstico, tratamento e cuidados de alterações da tireoide na gestação.

    As novas orientações têm como base a diretriz publicada pela Associação Americana da Tireoide, em junho deste ano, quase uma década desde a publicação das diretrizes anteriores, em 2017.

    No Brasil, a comunicação sobre alterações foi feita nesta sexta-feira (28), no Rio de Janeiro, durante o 37º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, no painel “Disfunção tireoidiana na gestação: o manejo que evita danos irreversíveis”.

    Detalhes do tratamento

    Pelo novo posicionamento brasileiro, gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos (Anti-TPO) não devem receber o hormônio na versão sintética (levotiroxina), como tratamento preventivo, se a glândula da tireoide estiver funcionando com regularidade, ou seja, com níveis normais de T4, que é um dos hormônios que atuam como reguladores do ritmo metabólico do corpo humano.

    Apesar desta instrução, de não usar o medicamento hormonal em caso de anti-TPO positivado e com o funcionamento normal da tireoide da gestante, a atividade da glândula continuará sendo monitorada, pois estudos clínicos indicam que existe maior risco para o desenvolvimento do hipotireoidismo ao longo da gestação.


    Rio de Janeiro (RJ), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Tratamento de alterações da tireoide na gestação. Dr. Cleo Mesa Júnior, subcoordenador do Departamento de Tireoide da SBEM. Foto: Cleo Mesa Júnior/Arquivo Pessoal
    Rio de Janeiro (RJ), 27/08/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Tratamento de alterações da tireoide na gestação. Dr. Cleo Mesa Júnior, subcoordenador do Departamento de Tireoide da SBEM. Foto: Cleo Mesa Júnior/Arquivo Pessoal
    Subcoordenador do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira, Cleo Mesa Júnior. Arquivo Pessoal

    O subcoordenador do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Cleo Mesa Júnior, explica que o anticorpo positivo detectado por exame mostra que existe apenas uma predisposição a desenvolver a alteração da tireoide. 

    “Se os [hormônios] TSH e o T4 livre estão normais, a mulher é considerada eutireoidiana e não há benefício comprovado em usar levotiroxina, apenas pela gestante ter o anticorpo positivo.”

    Para aquelas mulheres que já tinham hipotireoidismo antes de engravidar, a orientação continua sendo aumentar em cerca de 30% a dose habitual do hormônio assim que ela engravida.

    Rastreamento precoce

    O Brasil manterá a estratégia de rastreamento precoce de todas as gestantes, desde o início da gravidez, para identificar quem realmente precisa de tratamento.

    A decisão é diferente da nova diretriz da ATA que sugere o rastreamento seletivo apenas em mulheres que tenham fatores de risco, que nos critérios anteriores eram a idade materna, a obesidade e o número de gestações anteriores.

    O especialista em endocrinologia admite que a recomendação internacionalmente, baseada em fatores de risco, é controversa porque não existem provas científicas definitivas de que testar apenas quem tem risco seja melhor do que testar todas as gestantes. 

    “O rastreamento seletivo pode deixar de identificar algumas mulheres que apresentam alteração da tireoide, mas não possuem os fatores de risco considerados na triagem.”

    A medida brasileira, além de não perder a oportunidade de diagnosticar a doença, busca maior individualização dos casos para tratar quem realmente precisa e para evitar o excesso de medicação desnecessária.

    Hipotireoidismo subclínico

    Outra mudança no posicionamento diz respeito ao hipotireoidismo subclínico, situação em que o TSH fica elevado, mas o hormônio tireoidiano (T4 livre) permanece normal.

    A partir de agora, o início do tratamento para TSH (hormônio que estimula a tireoide a trabalhar) entre 4,0 e 10 mUI/L fica focado no primeiro trimestre da gestação. 

    Especialistas defendem que, até a 12ª semana de gravidez, é o momento em que o desenvolvimento do feto depende mais do hormônio tireoidiano materno.

    Se o problema for identificado apenas no segundo ou terceiro trimestre, a orientação é apenas acompanhar a função tireoidiana sem iniciar a levotiroxina, salvo se o TSH for superior a 10 mUI/L), neste período. 

    O representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia esclarece que não há evidência científica clara de benefício em iniciar o tratamento hormonal de rotina.

    “Isso não significa deixar de tratar o hipotireoidismo fraco ou alterações importantes. A decisão deve considerar o nível do TSH, o T4 livre, e o momento da gestação”, disse o dr. Cleo Mesa Júnior.

    Antes da diretriz norte-americana, quando o problema era detectado durante a gestação, a reposição do hormônio poderia ser considerada, independentemente do tempo da gestação.
     


    Brasília (DF), 26/05/2025 - Dia Internacional da Tireoide: distúrbios podem afetar fertilidade.
Foto: stefamerpik/Freepik
    Brasília (DF), 26/05/2025 - Dia Internacional da Tireoide: distúrbios podem afetar fertilidade.
Foto: stefamerpik/Freepik
    Produzidos pela tireoide, glândula em formato de borboleta na parte anterior do pescoço, os hormônios T3 e T4 regulam o metabolismo. Foto: stefamerpik/Freepik

    Repetição de exame

    O posicionamento internacional também recomenda repetir o exame de detectação do nível do hormônio TSH somente após o período de uma a três semanas antes de decidir tratar a gestante. Isso porque, em determinadas situações, algumas alterações leves podem ser transitórias na gestação.

    No Brasil, as sociedades médicas recomendam não aguardar este período para repetir a coleta de sangue antes, para só então decidir iniciar a terapia na gestante, como defende o dr. Cleo Mesa Júnior. 

    “[No Brasil], em um sistema em que nem sempre é possível garantir retorno rápido, esperar pode significar perder a janela de oportunidade para o tratamento.”

    Atualização dos fatores de risco

    Quando não houver condições para testar todas as gestantes, a nova diretriz prioriza o rastreamento de alterações na tireoide em gestantes com maior risco.

    A estratégia busca o rastreamento de risco mais específico. Permanecem no grupo de risco as mulheres que tenham:

    • histórico de hipo ou hipertireoidismo;
    • cirurgia ou tratamento prévio da tireoide;
    • doenças autoimunes como diabetes tipo 1;
    • histórico familiar de doença tireoidiana;
    • infertilidade;
    • dois ou mais abortamentos;
    • uso de medicamentos que interfiram na glândula.

    Deixam de ser considerados fatores de risco, a idade materna, a obesidade e o número de gestações anteriores.

    A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia afirma que, isoladamente, os critérios anteriores não identificavam de maneira precisa quem realmente apresenta disfunção tireoidiana. 

    “São características muito frequentes na população e, portanto, têm baixo poder para selecionar adequadamente quem deve ser investigada”

    Iodo

    Outra recomendação envolve o iodo, o micronutriente é necessário para que a tireoide produza seus hormônios.

    A necessidade aumenta na gestação e na amamentação, e o novo texto da ATA orienta garantir ingestão adequada por meio da suplementação já antes da concepção.

    No Brasil, porém, a atualização do posicionamento não recomenda que todas as gestantes recebam suplemento de iodo. A suplementação deve ser individualizada, principalmente, para mulheres com maior risco de ingestão insuficiente. 

    “[Em gestantes] com dietas muito restritivas, veganas, baixo consumo ou ausência de sal iodado ou situações de má absorção, pode-se considerar suplementação de 100 a 150 µg de iodo por dia.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Horário eleitoral no rádio e TV começa nesta sexta-feira

    Horário eleitoral no rádio e TV começa nesta sexta-feira

    O horário eleitoral gratuito do primeiro turno começa a ser veiculado nesta sexta-feira (28) nas emissoras de rádio e televisão em todo país e vai até 1° de outubro.  Ao longo de 35 dias, candidatos aos cargos que estarão em disputa nas eleições deste ano terão dois blocos diários de 25 minutos para apresentar suas propostas aos eleitores.

    No rádio, a propaganda política será veiculada às 7h e ao meio-dia. Na TV, o horário eleitoral vai ao ar às 13h e às 20h30.

    A propaganda dos candidatos à Presidência da República e a deputado federal será exibida às terças, quintas e sábados.

    Nas segundas, quartas e sextas-feiras, o horário será destinado os postulantes aos cargos de senador, deputado estadual e distrital e governador.

    Além dos blocos fixos, os candidatos terão direito a inserções diárias durante a programação das emissoras.

    Se houver segundo turno, o horário eleitoral será exibido entre os dias 9 e 23 de outubro.

    Presidência

    A exibição da propaganda para o cargo de presidente da República começa no sábado (29), segundo dia de exibição do horário eleitoral.

    A Coligação Brasil Pronto para Mais, do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), terá 5 minutos e 31 segundos diários.

    A chapa é formada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL/Rede.

    O PL, do candidato Flávio Bolsonaro, terá 4 minutos e 20 segundos.

    A campanha de Ronaldo Caiado (PSD) ficou com 2 minutos e 2 segundos, e o Avante, de Augusto Cury, com 35 segundos de programa.

    Os demais candidatos não alcançaram as cláusulas de desempenho para ter acesso ao horário eleitoral. Suas legendas não têm o mínimo de 13 deputados, nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% de votos válidos nos estados.

    Critérios

    O acesso ao horário eleitoral gratuito é calculado conforme a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.

    A campanha de Lula terá o maior tempo por ter formado a maior aliança com outros partidos. 

    A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) tem 81 parlamentares. Por estar coligado com a Federação PSOL/Rede, o PDT e o PSB, a representatividade subiu para 127 deputados. 

    O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas concorre isolado.  O PSD tem 42 e também não se coligou, assim como o Avante, com sete parlamentares. 

    Eleições

    O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dia do voluntariado: iniciativas levam saúde mental a vulneráveis

    Dia do voluntariado: iniciativas levam saúde mental a vulneráveis

    Terremoto, guerras, enchentes – diante de desastres pelo mundo, a psicóloga Esly Carvalho, que atua em Brasília e é especializada em atender pessoas que passaram por traumas, resolveu atuar como voluntária em causas humanitárias. No Dia Nacional do Voluntariado, comemorado nesta sexta-feira (28), ela e outros profissionais de saúde testemunham que doar o tempo transforma a vida dos outros e também de si mesmos, com resultados que inspiram o cotidiano.

    Com 45 anos de experiência profissional, ela se disponibilizou a treinar equipes para lidar com pacientes em momentos de estresse pós-traumático.

    “É possível a gente fazer intervenções em grupos e situações de desastres de forma eficaz”, afirma Esly. Ela defende uma terapia denominada EMDR, abordagem psicoterapêutica que desbloqueia memórias dolorosas  

    Na Venezuela, onde mais de 6 mil pessoas morreram depois do terremoto em junho, a psicóloga desenvolveu um programa de intervenção para profissionais na diversidade. “Nós já formamos mais de 100 colegas nesse manejo, de forma que possam implementar o trabalho. E eles atenderam mais de 500 pessoas”. 

    Ela, de forma online, e a equipe na Venezuela atendem todas as quintas-feiras. “Para quem vier, nós fazemos esses exercícios online gratuitamente”, diz.

    Entre as profissionais que receberam orientação da psicóloga desde o dia seguinte ao terremoto, está a psicoterapeuta Deglya Flores, de 59 anos. Ela vive em Caracas e testemunha que ficou muito impactada pelas cenas que viu nas cidades mais atingidas. “Contactaram a mim e outras pessoas para nos oferecer ajuda”, recorda. O contato foi por videoconferência.

    “O resultado foi maravilhoso porque muitos de nós estávamos altamente perturbados. Eu estava desesperada e angustiada pela magnitude do evento, da dor e da angústia nas pessoas”.

    Na Venezuela, há segundo ela, apenas 17 terapeutas especialistas no tratamento de traumas. 

    Com o atendimento, ela explica que o grupo venezuelano tem também atendido, a distância, pessoas vítimas do terremoto na Colômbia. O grupo tem atuado com profissionais de saúde mental e também voluntários em geral dispostos a fazer uma escuta, inclusive prestando serviços aos acampamentos em La Guaira (região mais atingida pelo desastre).


    Brasília (DF), 28/08/2026 - Dia do voluntariado: iniciativas levam saúde mental a vulneráveis     
Foto: Projeto Help/Divulgação
    Brasília (DF), 28/08/2026 - Dia do voluntariado: iniciativas levam saúde mental a vulneráveis     
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    Jovens têm procurado com frequência os serviços de atendimento, diz especialista – Projeto Help/Divulgação

    A psicóloga brasileira afirma que se sente bem em formar pessoas em locais de dificuldades porque o conhecimento se espalha. “O trabalho de voluntariado preenche um lugar muito especial no meu coração”.

    Seis viraram sete mil

    Outra iniciativa voluntária de apoiar a saúde mental nasceu de um grupo de seis amigos, em 2017, em São Paulo (SP). Saídos de crises de depressão, os rapazes resolveram amarrar mensagens por escrito em viadutos e pontes no centro da cidade, oferecendo ajuda a quem estava sofrendo. 

    “Colocávamos nosso número de telefone e as pessoas entravam em contato”, lembra Felipe Santos, que hoje é o coordenador nacional do projeto Help.

    Os seis amigos se transformaram em 7 mil voluntários em todos as unidades federativas do país.  A página no instagram tem 389 mil seguidores.


    Brasília (DF), 28/08/2026 - Dia do voluntariado: iniciativas levam saúde mental a vulneráveis     
Foto: Projeto Help/Divulgação
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    Profissionais fazem palestras em unidades de ensino e escutas em espaços públicos – Projeto Help/Divulgação

    Há profissionais de saúde mental e de outras áreas que fazem palestras em unidades de ensino e também escutas em espaços públicos, como rodoviárias e parques. Essas atividades são chamadas de “cantinho do desabafo”. Em São Paulo, nesta semana, por exemplo, os voluntários atenderam na estação de trem de Francisco Morato.

    “Temos uma atenção especial com os mais jovens, que têm adoecido mais com ansiedade e depressão”, afirma Felipe Santos.

    O atendimento ocorre também de forma remota, com o primeiro contato por whatsapp.

    Ele testemunha que os mais jovens têm procurado com frequência e relatado problemas emocionais diversos relacionados a dependências de tecnologias e a apostas online. 

    Prevenção

    Em Brasília, o coordenador do grupo é um militar da Marinha, Thiago Domingos, de 31 anos, que se tornou voluntário depois de ter conhecimento de casos de suicídios entre jovens nas Forças Armadas. “O nosso projeto trabalha com prevenção e tenta ajudar as pessoas que não têm recursos para consultas com psicólogos”. 


    Brasília (DF), 28/08/2026 - Dia do voluntariado: iniciativas levam saúde mental a vulneráveis     
Foto: Projeto Help/Divulgação
    Brasília (DF), 28/08/2026 - Dia do voluntariado: iniciativas levam saúde mental a vulneráveis     
Foto: Projeto Help/Divulgação
    Thiago Domingos se tornou voluntário depois de ter conhecimento de casos de suicídios entre jovens – Projeto Help/Divulgação

    Além das atividades do ‘cantinho do desabafo”, Thiago explica que tem ouvido relato, em palestras em escolas, de casos de bullying e outros problemas emocionais. “Aqui em Brasília, atendemos cerca de 5 mil pessoas nos últimos anos”. Em Brasília, há 15 psicólogos voluntários que atendem regularmente. 

    Entre as profissionais, Juliana Cei, de 38 anos, encontrou na atividade um novo sentimento pela profissão. Ela trabalha na área organizacional de uma empresa e procura, nas horas livres, atender pessoas de forma voluntária nos espaços públicos. 

    “A gente está vivendo uma crise de saúde mental generalizada. Há uma epidemia de solidão e as pessoas têm tido poucas oportunidades de interagir, de formar laços, de ter uma rede de apoio”, considera.

    Ela explica que, quando encontrou o projeto de voluntariado, percebeu que poucos jovens têm tempo de convivência de qualidade com os familiares. “Tudo isso tornou o jovem muito mais suscetível a crises”.

    Sementinha

    Juliana destaca ainda que tem percebido maior número de mulheres em busca de ajuda. “Eu conversei com mulheres que contaram situações bem sensíveis. A gente ouve com muita atenção. 

    Entre os retornos que recebeu de pessoas atendidas pelo projeto, ela recorda com especial carinho uma ocasião em que uma adolescente perguntou sobre a atividade de psicologia. “A gente acaba plantando uma sementinha naquela pessoa que, às vezes, está sofrendo. Mas ela não quer só sair do sofrimento. Ainda pensa em ser voluntária um dia”. 

    Diversidade e inseguranças

    Também sensível às dores alheias, o psicólogo brasiliense Lucas Hedler, de 45 anos, explica que aderiu ao trabalho voluntário para ajudar outras pessoas trans como ele. “Eu resolvi fazer um grupo de apoio para a gente poder falar sobre as nossas inseguranças. Poder compartilhar nossa história de forma segura e que também tenha um resultado psicológico”, afirma.

    Ele lamenta que a comunidade LGBTQIA+ em geral tem convivido, por vezes, com um ambiente familiar que pode ser mais inseguro do que a rua.

    Inclusive, Lucas diz ter muito interesse em atender pessoas vítimas de traumas. “A pandemia foi muito difícil para as pessoas trans. Muitas sofreram agressões, foram expulsas de casa e não tiveram para onde ir”.

    O psicólogo pretende criar mais projetos de atendimento voluntário para esse grupo. “Eu estou me especializando em autismo também porque a incidência desse transtorno em pessoas trans é alta”.

    Para atendimentos de saúde mental, há outros caminhos gratuitos:

    CVV: Centro de Valorização da Vida – Ligue 188  

    Rede de atenção Psicossocial do SUS 

    Alcoólicos Anônimos 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Beneficiários com NIS de final 9 recebem Bolsa Família de agosto

    A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (28) a parcela de agosto do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.  Neste mês, 19,3 milhões de famílias serão beneficiadas, com o valor médio do benefício em R$ 678,35.

    Os moradores de 186 municípios de sete estados receberam o crédito no último dia 18, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (3 municípios), Bahia (15), Paraíba (31), Paraná (5), Rio Grande do Norte (122), Roraima (6) e Sergipe (4).

    A lista dos municípios com pagamento unificado está disponível aqui.

    O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

    Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).


    Bolsa Família Agosto 2026 . Foto: Arte/ EBC
    Bolsa Família Agosto 2026 . Foto: Arte/ EBC
     Arte/ EBC

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Programa Espaço Arte celebra 50 anos da Nacional FM Brasília

    Programa Espaço Arte celebra 50 anos da Nacional FM Brasília

    Em comemoração aos 50 anos da Rádio Nacional FM de Brasília, o Espaço Arte desta sexta-feira (28) vai ao ar a partir das 13h com uma programação especial. A edição reúne artistas de diferentes gerações que marcam o meio século de história da emissora pública e da cultura brasiliense. 

    Sob o comando de Marcelo Ferreira e Mário Sartorello, o bate-papo conta com a presença do pianista, arranjador e compositor Renato Vasconcellos; o multi-instrumentista, poeta e artista plástico Renato Mattos; e as cantoras e compositoras Fernanda Jacob e Ane Êoketu, representantes da nova geração do samba de Brasília. 

    Além disso, o Tarde Nacional da Nacional FM Brasília, que vai ao ar das 15 horas até as 18 horas, terá conteúdo especial. Serão veiculadas mensagens de artistas parabenizando a rádio pelos seus 50 anos. 

    Sobre o programa   

    Criado em 2004 na Rádio Nacional AM Brasília, o programa Espaço Arte consolidou-se como vitrine para artistas e iniciativas culturais do Distrito Federal. Em 2016, passou a ser transmitido também pela Nacional FM, fortalecendo seu compromisso com a valorização da cultura local. Ao longo de duas décadas, contou com nomes como Heleninha Bortoni e Giovanni Motta. Atualmente, o programa é apresentado por Marcelo Ferreira, com produção de Denise Oliveira e traz entrevistas culturais diárias, coberturas de eventos e apoio à cadeia produtiva das artes do DF.    

    Rádio Nacional   

    A marca faz parte da história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.   

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    • Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz       
    • Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz       
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    • Recife: FM 87,1 MHz       
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    • Alto Solimões: FM 96,1 MHz       

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original