Tag: Rio de Janeiro

  • Polícia indicia 13 em caso de morte de homem espancado em Copacabana

    Polícia indicia 13 em caso de morte de homem espancado em Copacabana

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou 13 pessoas no caso da morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, espancado ao ser confundido com um ladrão de bicicleta, em Copacabana, região turística da cidade.

    Cinco delas vão responder por homicídio triplamente qualificado, sendo que quatro estão presas. Um deles permanece foragido. Entre os envolvidos estão seguranças clandestinos, entregadores de aplicativo e empresários locais.

    O inquérito foi concluído na segunda-feira (7) pelo delegado Angelo José Lages Machado, titular da 12ª Delegacia de Polícia (DP), sediada em Copacabana, e direcionado ao Ministério Público.

    De acordo com a polícia, Cláudio foi “espancado covardemente” na madrugada de 11 para 12 de agosto. A investigação aponta que ele foi acusado de ter furtado uma bicicleta que, na verdade, pertencia à irmã dele. Cláudio Rafael tinha problemas psiquiátricos e não conseguiu se defender da acusação dos agressores.

    O delegado afirma que não houve “a mínima demonstração” de que Cláudio tivesse efetivamente furtado a bicicleta.

    “Em vez de acionarem a autoridade pública, os envolvidos optaram por julgar e submeter Cláudio a sentença de sucessivas agressões, que causaram a morte”, aponta o inquérito.

    Agressão “insana”

    Por meio de imagens de câmeras de segurança, a polícia concluiu que a vítima foi cercada por seguranças que atuavam na região e sofreu agressões durante cerca de nove minutos.

    “Ele levou socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira”, diz a polícia. O inquérito, ao qual a Agência Brasil teve acesso, relata que Cláudio “ficou agonizando no chão por mais de 30 minutos”, antes de ser socorrido.

    Ele sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.

    A Justiça determinou a prisão de cinco pessoas:

    • Davi dos Santos Machado – segurança de rua
    • Jorge Luiz Ricardo Dias – segurança de rua
    • Felipe Eduardo dos Santos Dias – entregador de aplicativo
    • Ailton José da Silva – entregador de aplicativo
    • Wellington Luiz Santos de Souza – homem que apareceu ao fim das agressões e chutou a cabeça da vítima, indefesa.

    Os cinco foram indiciados por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima). Os seguranças e os entregadores estão presos. Wellington segue foragido.

    De acordo com a investigação, o próprio Davi, um dos agressores, classificou as agressões como “ato insano”.

    Segurança clandestina

    A polícia afirma que os depoimentos dos envolvidos “demonstram a existência de um sistema de financiamento privado da atividade informal de segurança”.

    “Os pagamentos não eram realizados mediante contrato formal ou relação trabalhista regularmente constituída. Ao contrário, eram efetuados de maneira informal, predominantemente em espécie e sem recibos”, descreve o inquérito.

    Quatro pessoas foram indiciadas por exercício irregular da atividade de segurança e vigilância de rua. Quatro comerciantes também foram indiciados pelo financiamento da atividade informal mediante pagamentos periódicos.

    Uma mulher que entregou o bastão de madeira usado por um dos agressores foi indiciada por lesão corporal. Um homem foi indiciado por omissão de socorro. Ele viu as agressões, mas não acionou a polícia nem bombeiros.

    “Não se atribui a obrigação de enfrentar fisicamente os agressores. O dever juridicamente relevante consistia, ao menos, em buscar auxílio por intermédio dos serviços públicos de emergência”, cita o inquérito. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rio de Janeiro tem aviso de ressaca; ciclovia Tim Maia é fechada

    Rio de Janeiro tem aviso de ressaca; ciclovia Tim Maia é fechada

    O Rio de Janeiro segue com aviso de ressaca no mar. De acordo com a Marinha do Brasil, até o final da tarde desta segunda-feira (7), as ondas podem chegar a até 2,5 metros de altura. 

    Por isso, a Prefeitura da capital interditou a ciclovia Tim Maia no trecho entre a praia de São Conrado e a passarela metálica do Vidigal. A medida não afeta o tráfego na Avenida Niemeyer, paralela à ciclovia.

    Como a estrutura para ciclistas fica rente ao mar, sempre que são verificadas condições adversas mais intensas, a via é fechada pela Prefeitura. Em 2016, poucos meses após ser inaugurada, parte da ciclovia desabou durante um temporal matando duas pessoas. 

    A Marinha também emitiu as seguintes orientações durante o período de ressaca: 

    • evite banho de mar e a prática de esportes aquáticos em áreas com condições de ressaca;
    • não permaneça em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar durante o período do aviso;
    • os frequentadores de praias devem seguir rigorosamente as orientações das equipes do Corpo de Bombeiros;
    • pescadores devem evitar navegar enquanto a ressaca estiver ativa;
    • evite pedalar de bicicleta na orla se as ondas estiverem alcançando a ciclovia;
    • em caso de acidentes no mar, não tente resgatar vítimas por conta própria. Acione imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

    Meteorologia

    O tempo permanece instável na cidade do Rio de Janeiro nesta segunda-feira devido ao transporte de umidade do oceano para o continente. O céu está encoberto e chove de forma fraca a moderada em locais isolados ao longo do dia.

    Os ventos podem ficar moderados, chegando até a 51 quilômetros por hora (km/h) e as temperaturas variam entre 12 graus Celsius (°C) e 20°C. A previsão é do sistema Alerta Rio, da Prefeitura. O tempo deve continuar nublado, com chuva fraco pelo menos até sexta-feira (11).

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Tradicional desfile cívico-militar é realizado no Rio de Janeiro

    Tradicional desfile cívico-militar é realizado no Rio de Janeiro

    No Rio de Janeiro, o tradicional desfile cívico-militar do Dia da Independência percorreu um trecho da Avenida Presidente Vargas, em frente ao Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste. Apesar do tempo chuvoso, milhares de pessoas assistiram ao desfile, empunhando bandeirinhas do Brasil.  

    A cerimônia começou com a revista da tropa por comandantes das três forças militares, seguido pela chegada do fogo simbólico da pátria. A tocha foi levada pelo atleta do pentatlo Douglas Castro, acompanhado de outros esportistas militares e usada para acender uma pira em frente ao palácio.


    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Desfile cívico-militar no Dia da Independência, no Rio de Janeiro – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Em seguida, a banda do primeiro batalhão de guarda do Exército executou o Hino da Independência e a Salva de Gala. 

    O cortejo foi puxado por batedores dos Fuzileiros Navais, da Polícia do Exército e da Polícia da Aeronáutica, em motocicletas. Uma unidade de cavalaria exibiu todas as bandeiras que o Brasil já teve ao longo de sua história.

    Mais de 6 mil militares e agentes de forças de segurança federais, estaduais e municipais participaram do desfile. Também estavam representadas organizações sociais, como a Cruz Vermelha e os Escoteiros, entidades beneficentes e escolas. 
     


    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Mulheres do Exército no desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas, Rio de Janeiro – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Um dos destaques foram os conjuntos exclusivo de mulheres que atuam em diversos grupamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Também desfilaram militares que integram as Forças de Paz das Nações Unidas. 

    Mais de 180 viaturas também foram empregadas no desfile, incluindo tanques blindados só Exército, embarcações da Marinha do tipo anfíbio, que podem transitar na terra e na água e caminhões de resgate do Corpo de Bombeiros. 
     


    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Exposição no CCBB do Rio traz a força da arte de mulheres da Amazônia

    Exposição no CCBB do Rio traz a força da arte de mulheres da Amazônia

    A exposição Amazônicas: Poéticas femininas, que fica aberta ao público até 16 de novembro de 2026, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), na região central da cidade, mostra a força da arte contemporânea em 80 obras de 21 de mulheres protagonistas e pioneiras de diferentes gerações dos estados do Pará, Acre e Amazonas, incluindo a Ilha de Marajó.

    A inauguração, na última quarta-feira, ocorreu na semana em que se comemora o Dia da Amazônia,criado em 2007 e celebrado em 5 de setembro.

    Idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), a mostra ocupa todas as salas do segundo andar do CCBB RJ, após passar por Belém, Fortaleza e Brasília. A diretora artística Sissa Aneleh disse que a curadoria partiu de seu mestrado e do doutorado em arte, baseados em pesquisas sobre a produção de mulheres da Amazônia, na qual identificou uma tradição.

    A exposição tem obras da década de 70 e outras mais antigas na região, que vão completar 100 anos. Também foram incluídas algumas peças de arte moderna do norte do Brasil.

    “Fui encontrando as artistas e identificando as principais. É muito forte a pintura e a performance, outras tem produção em menor quantidade, como esculturas, objetos e vídeo-arte”, disse em entrevista à Agência Brasil.

    A curadora destacou que pela primeira vez uma exposição reúne as artes de Manaus e Belém, que são dois centros culturais representativos do território amazônico. “O que pude conferir é que a Amazônia é muito artística. A gente fala muito da fauna e da flora mas tem uma população lá que já tem um capítulo da história da arte brasileira”, disse.

    A seleção das artistas para participarem da exposição foi a partir do conjunto da obra que tivesse uma permanência do universo amazônico e por extensão a presença muito forte do universo feminino.

    “Temos uma obra da Val Sampaio, que é uma foto performance com objeto. Ela é uma indígena escravizada que, ao se libertar, foi para a cidade, construiu família, e é a matriarca, porque cuidou dos netos e filhos sozinha”, afirmou.

    Enquanto Belém tem uma representação forte do matriarcado, Manaus, segundo a curadora, tem uma presença feminina interessante. “A gente tem o registro do primeiro grafite em grande escala feito por uma mulher, em homenagem à mulher indígena mãe, e não tem um exemplo feito por um homem. A Wɨra Tini é uma grafiteira que está com pintura e um vídeo, que é um registro da tia, mãe, filha e avó dela. É bem interessante. Elas vão nesses lugares da presença feminina histórica.”

    A pesquisa mostrou que as artistas têm um apego pelo território que virou temática. “A Amazônia é suporte, é motivo, é a própria obra de arte”, disse.

    Sissa destacou o trabalho da Keila-Sankofa em uma obra pautada na identidade afro-indígena do norte do Brasil que é muito forte. “No geral, o Brasil separa a cultura indígena da cultura afro. Na Amazônia isso chega a ser um mito e uma identidade muito forte.”

    Ancestralidade

    Para a curadora, a mostra traz ancestralidade, biografia, território feminino e ineditismo com a inclusão de três obras da Pinacoteca do Estado do Amazonas, em Manaus. Pela primeira vez as obras estão sendo expostas no Brasil.

    “São obras de duas mulheres pioneiras: a Rita Loureiro, pintora que desde a década de 60, 70 comprovou que existia uma profissão de pintura em Manaus; e Maria Auxiliadora Zuazo, gravurista que também tem obras da década de 70.”

    A mostra foi dividida em quatro núcleos temáticos: Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas que tratam de questões de gênero, regionalismo, identidade nacional e diversidade.


    Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2026 – Exposição Amazônicas: poéticas femininas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 01/09/2026 – Exposição Amazônicas: poéticas femininas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Trabalhos em pintura apresentam artes de Manaus e Belém. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil

    Os trabalhos feitos em pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte são obras das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

    A acessibilidade também está presente na exposição que tem recursos como obra tátil, audiodescrição de obras e intérprete de libras. ”Ao longo do período da mostra, serão realizadas visitas guiadas com a curadora e palestra com algumas artistas. Também foi lançado o catálogo da mostra”, informou o CCBB.

    O vídeo Mensagem para a Amazônia é outra parte da exposição. A obra coletiva está sendo construída ao longo da itinerância da mostra com a participação do público. De acordo com a curadora é um convite para deixar uma mensagem do público sobre a importância da preservação ambiental.

    Metaverso

    Além de apreciar as obras, o público pode se divertir no Espaço Petrobras Amazônicas. Em cenário com realidade aumentada – com o uso de óculos 3D – os visitantes podem experimentar uma viagem espacial imersiva e assistir a um filme em realidade virtual. “É possível ter uma visão em 360 graus, cenário em realidade aumentada e visualizar algumas obras de forma totalmente imersiva e inovadora”, informou o CCBB.

    Atividades

    Quem for à exposição, pode participar de oficinas presenciais de economia criativa, feitas para incentivar o desenvolvimento profissional de mulheres em áreas técnicas e artísticas das artes visuais e plásticas. 

    Há uma programação formativa em economia criativa do programa Avanço das Mulheres do museu foi preparada. A ideia é buscar o “desenvolvimento de carreira e mais atuação de mulheres no setor cultural nas áreas de produção executiva, projetos coletivos de arte e produção de exposições de artes visuais.”

    Para o público infanto-juvenil foi preparada uma programação educativa: a atividade Sons da Natureza dirigida à  “criação de memória sensorial, vivência lúdica com réplicas de esculturas da exposição inspiradas em sementes e sons de animais do Marajó”.

    O CCBB informou que, durante a temporada, são realizadas visitas mediadas para escolas públicas e privadas, grupos diversos e programação educativa inspirada no projeto.

    Segundo a curadora, as oficinas de economia criativa “foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos”.

    Exposição

    A exposição fica aberta de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h. Fecha na terça.

    Evento foi aprovado na Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, com realização do Ministério da Cultura e apoio do CCBB.

    A entrada é gratuita e os ingressos podem ser obtidos no site bb.com.br/cultura ou retirados na bilheteria do CCBB, na Rua Primeiro de Março, 66, Centro.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rock in Rio mantém foco em defesa de projetos socioambientais

    Rock in Rio mantém foco em defesa de projetos socioambientais

    Além de entreter o público com shows nacionais e internacionais, o Rock in Rio, ao longo dos 41 anos de exibição, vem reforçando o foco em causas sociais e ambientais. Esse propósito avançou principalmente a partir de 2001, quando foi criado o projeto Por Um Mundo Melhor.

    A edição 2026 começou nessa sexta-feira (4), na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da cidade. Entre as atrações estão Elton John, Gilberto Gil, Foo Fighters, Ivete Sangalo, DJ Alok, Maroon 5, Black Eyed Peas, Nelly e Barão Vermelho. 

    De acordo com a organização do festival, a atuação do Rock in Rio em projetos socioambientais soma R$ 118 milhões investidos, mais de 200 instituições apoiadas e mais de 1 milhão de pessoas beneficiadas diretamente.

    Na área social, o projeto de combate à fome Ação da Cidadania mantém parceria com o evento musical há 25 anos. O público poderá conhecer mais detalhes ao visitar a área exclusiva construída no Rock in Rio.


    Presidente da Rock World, Roberto Medina; presidente do Conselho da Ação da Cidadania, Daniel de Souza; e a diretora de Marketing do Rock in Rio e The Town, Ana Deccache no anúncio da campanha Rock in Rio e Ação da Cidadania contra a Fome. Foto:  Cristina Indio do Brasil
    Presidente da Rock World, Roberto Medina; presidente do Conselho da Ação da Cidadania, Daniel de Souza; e a diretora de Marketing do Rock in Rio e The Town, Ana Deccache no anúncio da campanha Rock in Rio e Ação da Cidadania contra a Fome. Foto:  Cristina Indio do Brasil
    Os presidente da Rock World, Roberto Medina, e o do Conselho da Ação da Cidadania, Daniel de Souza, no Pratômetro montado na Cidade do Rock – Cristina Indio do Brasil

    “Lá, você vai poder conhecer de perto o nosso trabalho e a nossa história, que começou com Betinho há mais de 33 anos, fazer sua doação e se juntar à Ação da Cidadania no combate à fome”, informou em seu perfil no Instagram.

    A parceria nesta edição tem a meta de alcançar 2 milhões de pratos de comida. No gramado da Cidade do Rock, foi instalado o Pratômetro – painel que vai mostrar, em tempo real, a quanto caminham as doações até o último dia de shows.

    “Nesta edição avançamos mais uma vez com a parceria com a Ação da Cidadania. A gente tem trabalhado as áreas social e ambiental em três escalas, aquilo que é o curto, médio e longo prazos”, explicou Roberta Medina, vice-presidente executiva da Rock World, empresa produtora do festival.

    De acordo com ela, no curto prazo o foco é o combate à fome, em parceria com a Ação da Cidadania. Nas atuações de médio prazo, a vice-presidente destacou a parceria histórica com a organização Gerando Falcões, que desenvolve o projeto Favela 3D.

    “É uma transformação lindíssima em favelas de pequena escala para melhorar a vida e trazer dignidade, cortar ali o nível mais brabo de pobreza e para que as pessoas possam voar e fazer as suas jornadas.”
     


    Rio de Janeiro (RJ), 02/09/2026 – Rock in Rio apresenta estrutura em evento teste na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 02/09/2026 – Rock in Rio apresenta estrutura em evento teste na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Atuação do Rock in Rio em projetos socioambientais soma R$ 118 milhões investidos. Tomaz Silva/Agência Brasil

    No longo prazo, estão projetos na área ambiental. A preocupação com as mudanças climáticas, levou o Rock in Rio a desenvolver ações que são acompanhadas até no exterior, como a Amazônia Live para a conscientização ecológica e preservação da Floresta Amazônica já realizada por duas vezes.

    “Conversamos para fora e para dentro. Para fora as iniciativas sociais, para dentro os compromissos de como gerir resíduo, como tratar da água e do consumo de energia. A gente vem buscando sempre formas de evoluir e minimizando impacto ambiental ampliando o impacto social e econômico.”

    Acessibilidade

    Nesta edição terá também o espaço destinado às pessoas com deficiência. Tudo feito para a acessibilidade e inclusão. “Cada edição tem mais cadeirantes, mais pessoas com problema de visão ou de audição. Tem a sala de sensibilização sensorial para acolher os neurodivergentes. Isso faz com que a diversidade interna vá crescendo cada vez mais e essa é a nossa intenção”, ressaltou Roberta Medina.

    Combate à violência

    A busca por uma Cidade do Rock mais diversa, segura e acolhedora ganhou nesta edição lugar de conscientização, prevenção e combate à violência. O Espaço Plural destaca o enfrentamento à violência de gênero, por meio de conteúdos imersivos. Em outro ponto, o Espaço Delas será um local de conexão entre mulheres.

    “Com essas iniciativas, o Rock in Rio amplia sua atuação para além dos palcos e reforça uma mensagem que acompanha a experiência do festival: respeito, cuidado e pertencimento também fazem parte do show”, acrescentou a vice-presidente.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cabral é condenado por esquema de regalias durante prisão no Rio

    Cabral é condenado por esquema de regalias durante prisão no Rio

    O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado pela Justiça do Rio por improbidade administrativa no esquema de regalias montado durante sua prisão na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, e na Penitenciária de Bangu 8, no Complexo de Gericinó. 

    Cabral esteve preso nas duas unidades do sistema penitenciário entre 2016 e 2018.  

    Os desembargadores da 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça concluíram que houve uma estrutura montada dentro do sistema penitenciário para beneficiar Cabral. O esquema envolvia a entrada irregular de equipamentos, como televisão, som e foi montada até uma sala para apresentação de filmes. 

    O ex-governador recebia alimentos sofisticados e outros objetos proibidos. O esquema também incluía visitas fora das regras e falhas deliberadas nos sistemas de controle.

    Cabral tinha uma TV de 65 polegadas e um aparelho de home theater, além de colchão diferenciado, alimentos proibidos, equipamentos de musculação, eletrodomésticos e acesso facilitado a visitas. 

    De acordo com o relator, desembargador Caetano Ernesto da Fonseca Costa, não houve simples falha administrativa. 

    “Os envolvidos atuaram de forma consciente para esconder atos oficiais e dificultar a fiscalização. A conduta feriu a impessoalidade e a confiança da sociedade no sistema prisional”, escreveu na decisão.

    Além de Sérgio Cabral, foram condenados o ex-secretário de Administração Penitenciária Erir Ribeiro Costa Filho e os agentes penitenciários Alex de Lima Carvalho, Fabio Ferraz Sodré, Sauler Antonio Sakalen, Fernando Lima de Farias e Nilton Cesar Vieira da Silva. Todos ocupavam cargos de gestão na Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) ou nas unidades prisionais envolvidas.

    Cabral terá de pagar multa equivalente a 12 vezes sua última remuneração como governador, além de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

    Os outros seis condenados pagarão multa correspondente a cinco vezes a última remuneração em seus cargos e R$ 100 mil cada por danos morais coletivos. Os valores dos danos morais serão destinados ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PF afirma que Castro recebeu adega, mansão e caviar para ajudar Refit

    PF afirma que Castro recebeu adega, mansão e caviar para ajudar Refit

    A Polícia Federal (PF) apontou em relatório que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro obteve diversas vantagens indevidas em troca da atuação de órgãos estaduais em favor da refinaria Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. O ex-chefe do Executivo fluminense nega as acusações.

    As informações constam em relatório da segunda fase da Operação Sem Refino, cujo sigilo foi levantado na quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

    Segundo o relatório, entre as vantagens indevidamente recebidas estão:

    • R$ 10,5 mil em caviar;
    • pagamento do aluguel da residência de Castro na Barra da Tijuca, bairro da capital fluminense;
    • usufruto de uma mansão em Petrópolis, na região serrana do Rio, onde teria sido construída, sob encomenda do ex-governador, uma adega avaliada em R$ 245 mil. 

    O documento serviu como base para Moraes deferir 16 mandados de busca e apreensão pedidos pela PF para aprofundar as investigações.

    A Operação Sem Refino 2 foi deflagrada em 14 de agosto, com o objetivo de apurar fraudes na concessão de licenças ambientais para a refinaria. 

    De acordo com a PF, as licenças teriam sido concedidas “à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminos”.

    As investigações buscam esclarecer “a atuação de grupos criminosos organizados em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos”, acrescentou a corporação, em nota. 

    Despesas pessoais 

    Segundo o relatório da PF, o esquema criminoso incluía a lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, com o registro de bens de luxo em nome de “laranjas”, como forma de beneficiar e pagar despesas pessoais de Castro. 

    Em troca, o ex-governador teria favorecido os interesses do empresário Ricardo Magro, apontado como líder da organização criminosa responsável por corromper agentes do Estado. 

    A investigação apresenta mensagens extraídas de diversos celulares apreendidos, segundo as quais Castro mantinha contato direto com os responsáveis por licenças ambientais para agilizar a liberação de empreendimentos e desfavorecer concorrentes de Magro. 

    Moraes já determinou a prisão preventiva de Magro, mas o empresário se encontra foragido e foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. 

    Vantagens 

    O relatório policial indica, por exemplo, que Castro encomendou pessoalmente uma degustação de caviares de diferentes gramaturas quando estava hospedado no Hotel Emiliano, de cinco estrelas, em São Paulo. 

    O preço da degustação foi R$ 10,5 mil, mas o valor não foi pago por ele, e, sim, pela empresa AC Santos Participações e Empreendimentos, de propriedade do advogado Antonio Carlos da Conceição Santos.

    Apelidado como “Pipo”, o advogado é tido pelos investigadores como principal articulador da lavagem e ocultação de patrimônio do grupo ligado à Refit. 

    Ainda de acordo com a PF, Castro agia como dono de uma casa em Petrópolis registrada em nome da empresa Concrecasa Construções Inteligentes Ltda. O ex-governador seria o responsável por determinar a rotina dos empregados e teria encomendado ainda a construção de uma adega personalizada. 

    O usufruto da mansão seria uma forma de compensação em troca do favorecimento da empresa Enge Prat Engenharia, do empresário Luiz Fernando Gomes, que assinou R$ 355 milhões em contratos com o governo fluminense, segundo a PF. 

    Os investigadores apontam ainda como indício de vantagem irregular o fato de Castro pagar apenas R$ 10 mil pelo aluguel da cobertura em que reside, na Barra da Tijuca, valor abaixo do praticado pelo mercado na região, em torno de R$ 25 mil. 

    A PF aponta que o imóvel foi adquirido pela empresa J3 Real Estate Participações Ltda., por R$ 3,4 milhões, 50 dias após a pessoa jurídica ter sido criada, sendo o apartamento seu único imóvel registrado.

    Defesa 

    Em nota, a defesa de Cláudio Castro negou “qualquer participação em esquema de lavagem de dinheiro, recebimento de vantagem indevida ou favorecimento a terceiros”.

    Em relação aos imóveis citados na investigação, a defesa alega que “o imóvel onde reside [o ex-governador] tem contrato regular de locação, com pagamentos comprováveis. O imóvel utilizado em Petrópolis também era alugado e o contrato já foi encerrado”. 

    Sobre o caviar, a nota da defesa diz que “o episódio ocorreu mais de 30 dias após Cláudio Castro deixar o Governo do Estado. A encomenda havia sido feita por um amigo, e ele apenas retirou os produtos em São Paulo para entregá-los, tendo consumido um deles com autorização do comprador”. 

    Nota da defesa na íntegra: 

    “Não há qualquer ligação entre os episódios envolvendo a compra e os imóveis com a Refit. São situações distintas, sem relação com a empresa ou com eventual favorecimento.

    Os contatos com representantes da Refit foram institucionais e não resultaram em qualquer benefício. Durante sua gestão, o Estado adotou medidas para cobrar valores devidos pela empresa.

    Também não é verdade que uma viagem do então governador a Nova York tenha sido custeada pela Refit. A viagem foi oficial, paga pelo Governo do Estado, com registros disponíveis no Portal da Transparência.

    A defesa já requereu ao ministro Alexandre de Moraes que Cláudio Castro seja ouvido pela Polícia Federal para esclarecer todos os pontos da investigação e apresentar a documentação comprobatória. O pedido aguarda decisão.

    Cláudio Castro reafirma que não praticou qualquer ato ilícito”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Movimento Alcoólicos Anônimos no Rio comemora 79 anos

    Movimento Alcoólicos Anônimos no Rio comemora 79 anos

    O movimento Alcoólicos Anônimos (A.A.) está comemorando 79 anos no Brasil com reunião inédita, com tradução em libras nesta sexta-feira (4), às 17h30, no grupo Posto 11, no Leblon, zona sul do Rio. O encontro será aberto ao público e uma oportunidade para acolher deficientes auditivos que enfrentam problemas com álcool.

    “Celebraremos uma história construída por milhares de vidas que encontraram, em Alcoólicos Anônimos, um caminho de recuperação, esperança e uma nova maneira de viver”.

    Só no primeiro semestre de 2026, houve crescimento de 97% nos atendimentos feitos pela Linha de Ajuda (21 2253-3377) em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 1.521 em 2025 para cerca de 3 mil em 2026. O número de downloads do aplicativo AARJ subiu 38% entre janeiro e junho deste ano, fechando o semestre com 97.340.

     O movimento dos Alcoólicos Anônimos nasceu em 1935, na cidade de Akron, Ohio (EUA), após o encontro entre um corretor de Nova York (Bill W.) e um cirurgião local (Dr. Bob S.), ambos com histórico de alcoolismo grave.

    No Brasil, a primeira reunião ocorreu no Rio de Janeiro, em 5 de setembro de 1947, impulsionada por pioneiros e relatos de visitantes estrangeiros. No estado do Rio, o A.A. conta hoje com centenas de grupos ativos de apoio presencial e virtual.

    Neste sábado, (5), aniversário de 79 anos de Alcoólicos Anônimos no Brasil, haverá uma live comemorativa, das 11h às 12h30, transmitida no canal oficial do Escritório de Serviços Locais de Alcoólicos Anônimos do RJ (ESL RJ) no YouTube.

    “O Escritório do A.A. no Rio vem realizando algumas ações para garantir mais acessibilidade a pessoas com deficiência. Estamos avançando ano a ano e atualmente nossos eventos online contam com intérpretes de libras, diz o diretor do ESL RJ (o nome não é divulgado devido à política de privacidade do A.A.).  

    Pela Linha de Ajuda, é possível saber quais grupos têm acessibilidade para cadeirantes.

    Depoimentos

    C.S, homem, morador da Rocinha, 54 anos e há 20 anos abstinente: “Percebi que minha vida não tinha progresso. O álcool afetou a minha memória e tinha dificuldade para parar de beber. Cheguei à irmandade aos 34 anos, depois de ir a vários lugares sem sucesso. Não estaria vivo sem a ajuda de Alcoólicos Anônimos, que foi fundamental na minha recuperação. Na verdade, continua sendo. Vou às reuniões de 3 a 4 vezes na semana e levo a mensagem de recuperação de A.A. a quem precisa, o que é muito gratificante”.

    C.D, homem, 65 anos, de São Gonçalo, região metropolitana do Rio, está há 34 anos e seis meses em abstinência: “Comecei a beber aos 15 anos, logo após o falecimento da minha mãe. Mas foi em 1992 que cheguei a Alcoólicos Anônimos e, desde então, participo continuamente. A.A. faz parte da minha família e uma das coisas mais importantes para mim. Devo a minha vida a Alcoólicos Anônimos e procuro praticar esse programa de recuperação com persistência todos os dias. A minha sobriedade depende do programa”.

    A.D, mulher, 27 anos, moradora da capital e há oito anos sem beber: “Comecei a consumir álcool aos 12 anos e desde o primeiro gole, percebi que meu padrão de consumo era diferente dos meus amigos. Lidava frequentemente com “apagões” (perdas de memória), comportamentos desmoralizantes e, por vezes, agressivos. Minha interação com o álcool me levou ao fundo do poço. Ingressei em Alcoólicos Anônimos aos 19 anos, no final do meu primeiro ano de faculdade, e não hesito em afirmar que essa irmandade salvou minha vida”.  

    A jovem conta ainda que, “na verdade, o A.A. me presenteou com nova vida. Hoje, tenho dignidade, tomo decisões conscientes e faço projetos a longo prazo, mas todos os dias lembro que o mais vital é evitar o primeiro gole. Apenas assim posso alcançar todas as outras conquistas. Vivo um dia de cada vez, sem consumir álcool – a filosofia do ‘só por hoje’ também se aplica a diversas áreas da minha vida”.

    Outro depoimento é de M.T, mulher, moradora no Rio, 46 anos e 19 anos e meio de recuperação. Ela participa das reuniões mistas e de composição feminina: “Ingressei em Alcoólicos Anônimos com 26 anos, depois de diversos episódios de bebedeiras e perda de memória, que chamamos de ‘apagamentos alcoólicos’. Nesses apagamentos, eu permanecia ativa pelo Rio de Janeiro, dirigindo, conversando, me locomovendo, mas não lembrava de muita coisa no dia seguinte, apenas flashes do que se passou na noite anterior”.  

    Ela diz que, “muitas vezes, sofria violência, muitas vezes era violenta, ou vivia situações humilhantes. Por isso, pessoas foram se afastando de mim, fui me isolando e me sentindo diferente, sozinha. Foi esse sentimento que me levou a pedir ajuda aos meus pais, que me direcionaram a uma terapia de 12 passos, e lá me indicaram o A.A. Desde que ingressei, vivo uma verdadeira transformação, falo que vivo uma nova vida em vida”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Estado e governo federal se unem para retomar territórios no Rio

    Estado e governo federal se unem para retomar territórios no Rio

    Dois acordos de cooperação técnica assinados entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o governo do estado do Rio pretendem fortalecer a presença do Estado em áreas sob influência de organizações criminosas, com a retomada de territórios, além da proteção de corredores logísticos – Avenida Brasil, Linha Vermelha, Amarela e acessos a aeroportos.

    Os documentos foram assinados nessa quinta-feira (3) pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

    A parceria inclui compartilhamento de informações, apoio operacional e integração de tecnologias, voltadas ao enfraquecimento das estruturas financeiras e patrimoniais utilizadas pelo crime organizado, de acordo com o desembargador Ricardo Couto.

    “A parceria entre o Estado e a União amplia nossa capacidade de atuação, com mais inteligência, tecnologia e integração, para fortalecer a presença do Poder Público onde a população mais precisa.”

    A cooperação poderá envolver estruturas especializadas da Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal.

    Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, está prevista ainda a integração entre os sistemas penitenciários federal e estadual, com protocolos voltados ao isolamento de lideranças criminosas e à interrupção da comunicação entre integrantes presos e organizações que atuam nos territórios. 

    “Essa é uma cooperação federativa no sentido pleno: o estado define suas prioridades territoriais, e a União coloca à disposição suas capacidades operacionais, de inteligência e de investigação patrimonial.”

     Atuação

    O combate às estruturas econômicas usadas por organizações criminosas contará com articulação de instituições como Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central e agências reguladoras para identificar, bloquear e recuperar ativos ligados ao crime organizado.

    A atuação integrada também reforçará a segurança nos principais corredores logísticos do estado, como a Avenida Brasil, a Linha Vermelha, a Linha Amarela e os acessos ao Porto do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. 

    A estratégia estabelece o uso de tecnologias como cercamento eletrônico, leitores automáticos de placas, drones e centros integrados de comando e controle. O foco é reduzir roubos de cargas e veículos, além de fortalecer as investigações sobre organizações criminosas que atuam nessas regiões.
     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Em 5 anos, furto de fios de cobre no Rio deu prejuízo de R$ 69 milhões

    Em 5 anos, furto de fios de cobre no Rio deu prejuízo de R$ 69 milhões

    Operação conjunta das Forças de Segurança e a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, com foco em ferros-velhos, busca reduzir furtos de fios de cobre na cidade, que provocaram prejuízo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos municipais nos últimos cinco anos – entre 2021 e 2025. 

    A primeira ação operacional do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos e fiação de cobre foi realizada nessa quarta-feira (2).

    A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), responsável pela instalação dos sinais de trânsito na cidade, registrou furto de quase 500 quilômetros (km) de cabos de semáforo no Rio, gerando prejuízo de R$ 27 milhões.

    A RioLuz, responsável pela iluminação pública, teve prejuízo de R$ 42 milhões, com mais de 1,8 km de cabos de cobre furtados da rede elétrica.

    Os agentes públicos estiveram na Rua Alzira Valdetaro, no bairro do Sampaio, zona norte, onde dois ferros-velhos foram desapropriados e terão a área usada no planejamento urbano para a instalação de políticas públicas mais eficientes, com foco na regularização ambiental e urbanística.

    A ação visa reduzir o furto de equipamentos, como material de cobre usado nos sinais de trânsito, placas de sinalização e fiação da iluminação e da rede elétrica, que provoca vários transtornos na capital.

    “O combate também foca no receptador, para desestruturar essa cadeia logística criminosa”, disse o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior.

    Os agentes também atuaram na Avenida Marechal Rondon, sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas, no mesmo bairro, onde foi feita a demolição de uma estrutura que vinha sendo utilizada ilegalmente como ferro-velho.

    “A região do Grande Méier vem sofrendo com o furto de cabos, problema que afeta não só o trânsito, mas toda a população. Não há manutenção que dê jeito nisso enquanto ferros-velhos clandestinos estiverem abertos para receptação ilegal.

    Segundo o subprefeito da zona norte, Douglas Araújo, essa rede criminosa causa prejuízo de milhões aos cofres públicos anualmente”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original