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  • Mostra leva ao Rio quase sete décadas de produção de Ruy Guerra

    Mostra leva ao Rio quase sete décadas de produção de Ruy Guerra

    Uma carreira extensa e repleta de realizações reconhecidas pela crítica e pelo público. A Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema traz destaques dessa trajetória em 17 longas-metragens do diretor e dois documentários feitos sobre a vida e obra dele. A mostra pode ser visitada gratuitamente até o dia 16 de outubro na Caixa Cultural Rio de Janeiro, no centro da cidade.

    A programação tem filmes que passam por quase sete décadas de cinema, incluindo o primeiro longa-metragem de Ruy, Os Cafajestes (1962), até A Fúria (2024), sua obra mais recente. Este último filme encerra a chamada Trilogia dos Fuzis, que começou com Os Fuzis (1964) e seguiu com A Queda (1978). Essas três obras realizadas ao longo de seis décadas são ligadas por um único personagem.

    “São três filmes sobre um personagem o Mário que é um cara de uma retidão muito grande e por isso é muito abalado na vida” disse o curador e cineasta Aristeu Araújo em entrevista à Agência Brasil.

    O público vai poder assistir a um filme raro em versão restaurada. Ternos Caçadores (1969) é uma produção francesa que durante décadas esteve praticamente inacessível ao público brasileiro. Essa é uma das obras menos vistas da filmografia de Ruy Guerra, que agora chega à circulação em 4k.

    “Durante o processo do projeto a gente descobriu que o filme foi produzido na França na década de 1960 e dirigido pelo Ruy. Estava praticamente perdido e não era exibido há muito tempo, mas tinha sido restaurado em 4K e vamos exibir, o que ocorreu em raríssimas exceções. Foi exibido em Curitiba e aqui no Rio pelo aniversário do Ruy Guerra em agosto”, contou, acrescentando que existia uma cópia muito deteriorada, em película, no Brasil, que mal podia ser assistida, por isso, não era exibida. “Agora, a restaurada é de muito boa qualidade.”

    “O filme teve uma carreira boa, pelo que o Ruy fala, no lançamento na França e na Espanha também foi bem, mas aqui no Brasil foi pouquíssimo exibido. É uma oportunidade muito interessante para o público assistir”, acrescentou.

    O filme Kuarup, que é muito importante na carreira do cineasta e concorreu à Palma de Ouro em Cannes, também enfrenta falta de qualidade de cópias e não há nenhuma digital minimamente possível de ser exibida. “A gente exibiu em Curitiba, mas com aviso para o público. Eu falava antes das exibições que era a única cópia possível de ser exibida. Agora no Rio, a gente vai ter a possibilidade de exibi-lo em película”, afirmou, informando que a cópia em película é guardada no Arquivo Nacional.

    Os documentários que fazem parte da mostra são O Homem que Matou John Wayne (2015), de Bruno Laet e Diogo Oliveira, no qual Ruy Guerra tem um encontro inesperado com o ator americano em uma viagem poética pelas ideias do cineasta. O outro documentário é Tempo Ruy (2021), de Adilson Mendes, sobre o trabalho do cineasta, escritor, ator e dramaturgo.

    >> Confira aqui a programação completa da mostra

    Curadoria

    Segundo Araújo, a intenção sempre foi reunir na mostra todos os filmes de Ruy Guerra que pudessem ser exibidos em uma retrospectiva mais ampla do trabalho dele. Como em muitos casos é difícil ter a preservação adequada de filmes no cinema nacional, a organização precisou fazer um grande trabalho de pesquisa e localização de cópias.

    De acordo com o curador, a filmografia de Ruy Guerra tem muitos materiais deteriorados por causa do tempo e da má conservação ou do difícil acesso. Grande parte das obras dele é em película e, quando não há possibilidade de exibir neste tipo de material, tem que buscar as obras em arquivos digitais.

    “Um grande problema é como essas cópias foram passadas para o digital. Às vezes não foram bem telecinadas [telecinagem é o processo e transposição da película para o arquivo digital], são cópias muito antigas com resolução baixa”, explicou.

    Gratuidade

    Para o curador, a entrada gratuita na mostra vai permitir uma divulgação maior do trabalho do cineasta. “É uma espécie de democratização da cultura do cinema brasileiro fazer este tipo de movimento, por isso a gente insistiu em fazer tudo gratuito”, afirmou.

    Aos 95 anos, Ruy Guerra, que também é roteirista, dramaturgo, poeta e compositor, vai presentear os visitantes da mostra com uma masterclass, dedicada à construção artística e política da Trilogia dos Fuzis. O encontro será neste sábado (3), às 18h. O ingresso tem que ser retirado meia hora antes, na bilheteria da Caixa Cultural.

    Ruy Guerra nasceu em Moçambique, enquanto aquele país africano atravessava o domínio colonial português. Saiu de lá durante o período de surgimento do movimento cinematográfico francês conhecido como nouvelle vague, para estudar cinema em Paris.

    A chegada ao Brasil foi em 1958 e em poucos anos ele se tornou um dos principais nomes do Cinema Novo, ao lado de Glauber Rocha (1939-1981) e Cacá Diegues (1940-2025). O olhar político, o diálogo constante com outras linguagens artísticas e a experimentação estética marcam as obras de Ruy Guerra.

    Araújo descreveu a produção do cineasta como diversa porque ele não tem um tema específico, apesar de falar muito de questões políticas. “Ele é um homem de esquerda e muito revoltado com a opressão. Isso é um ponto em comum e grande parte dos filmes dele traz as pessoas que são oprimidas e estão revoltadas com um certo status quo”, apontou.

    Literatura

    Outro destaque da filmografia de Ruy Guerra é a presença da literatura. Ruy Guerra adaptou para o cinema, entre outros, textos de escritores como Gabriel García Márquez (1927-2014) e Antonio Callado (1917-1997), mas também se dedicou a peças, poemas e letras de músicas interpretadas e compostas com grandes nomes da MPB, como Milton Nascimento, Francis Hime e Chico Buarque.

    O catálogo digital preparado especialmente para a retrospectiva traz uma entrevista inédita feita pelo curador e organizador da mostra com o cineasta. Nela, Ruy revelou que sempre teve uma paixão muito grande pela palavra e antes de tudo queria ser escritor.

    “Ele queria trabalhar com literatura, queria ser escritor, mas na juventude o pai fez pressão para ter uma profissão. Ele já gostava muito de cinema e falou que o cinema é uma má profissão, mas é uma profissão. Ele nunca se distanciou da literatura”, disse Aristeu Araújo.

    Antes de chegar ao Rio, a Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema, esteve na Caixa Cultural de Curitiba, onde o público pôde assistir a uma filmografia que atravessou momentos históricos do Brasil. Situações como violência, desigualdade, poder, liberdade e justiça social estão presentes de diferentes formas nas obras do cineasta, que, perto de completar 100 anos, permanece produzindo. “Ele tem essa história em que fala que vai filmar até só 100 anos para depois se dedicar à literatura”, contou o curador.

    Serviço:

    Retrospectiva Ruy Guerra – Uma Vida de Cinema
    Quando: 29 de setembro a 16 de outubro de 2026
    Não haverá sessões: Segundas-feiras e 9 de outubro
    Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Rua do Passeio, 38, no centro do Rio
    Ingressos: Gratuitos, a serem retirados meia hora antes de cada sessão na bilheteria da Caixa
    Classificação: A partir dos 18 anos

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Elefante-marinho atrai atenção de banhistas em praia do Rio

    Elefante-marinho atrai atenção de banhistas em praia do Rio

    A chegada de um elefante-marinho chamou a atenção de banhistas nesta sexta-feira (2), na Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

    Os guarda-vidas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) orientaram as pessoas a se afastarem e sinalizaram o local com bandeiras roxas, que alertam para a presença de animais marinhos.

    Os agentes mantiveram os curiosos à distância para evitar qualquer tipo de contato com o mamífero e também acionaram um órgão ambiental para acompanhar o animal.

    “O CBMERJ reforça que, em situações como essa, não se deve tocar, puxar ou empurrar o animal, nem tentar devolvê-lo ao mar, pois ele pode estar debilitado ou doente, sendo necessária avaliação especializada”, informou em nota.

    É recomendável também “evitar barulho, aglomerações ou oferecer qualquer tipo de alimento ou água”, acrescentou a corporação.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mãe de Kathlen Romeu cobra apoio da sociedade no Tribunal do Júri

    Mãe de Kathlen Romeu cobra apoio da sociedade no Tribunal do Júri

    Há seis anos, a comerciária Jacklline de Oliveira, de 45 anos, e o professor de educação física Luciano Gonçalves, de 49, comemoraram o aniversário da única filha pela última vez. A lembrança da festa de 24 anos de Kathlen Romeu, no terraço da avó, no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, reacende na memória da mãe a alegria, a juventude e o carisma de Kathlen, que completaria 30 anos no próximo sábado (3):

    “Kathlen era uma filha intensa e amorosa”, recordou Jacklline. “Sempre foi muito sonhadora, tinha vontade de ser modelo, ficar famosa, ganhar o dinheirinho dela”. 

    A jovem que começou a customizar e a vender peças de roupas com 15 anos tinha conseguido financiar, na planta, o primeiro apartamento e esperava o primeiro filho. Jacklline e Luciano, porém, nunca conheceram o neto, e Kathlen não chegou a ver sua primeira casa. Grávida de quatro meses, ela foi baleada quando foi visitar a avó, na mesma casa em que celebrou seu aniversário meses antes. Ela e o bebê não sobreviveram.

    “A gente estava no melhor momento das nossas vidas, e eu fui do céu ao inferno com 40 anos”, conta a mãe. “O Estado mata a gente diariamente há cinco anos e três meses e alguns dias. Não tem um dia que eu não me sinta ganhando um tiro de fuzil”.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Jacklline de Oliveira, mãe de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, fala sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Jacklline de Oliveira, mãe de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, fala sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Jacklline de Oliveira, mãe de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    Kathlen e a avó, Sayonara de Oliveira, caminhavam em uma rua movimentada quando foram surpreendidas por tiros. Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, policiais militares dispararam em direção ao local onde elas estavam. Os agentes alegaram mirar em bandidos, versão que nunca foi comprovada.

    Luta por justiça

    A partir do ocorrido, familiares e amigos se mobilizaram para que o crime não ficasse sem respostas. Passados cinco anos do assassinato da jovem e de seu bebê, os PMs Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano serão julgados pelo crime no próximo dia 26 de novembro, às 10h, no Tribunal do Júri. A Agência Brasil tentou contato com a defesa dos militares, mas não teve resposta até o fechamento dessa reportagem.

    Os agentes chegaram a ser absolvidos da acusação de fraude processual na Justiça Militar, mas a promotoria recorreu e eles foram condenados pela 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os agentes respondem pelo crime em liberdade e, segundo a corporação, estão afastados de suas funções. 

    Jacklline e Luciano receberam a reportagem da Agência Brasil na casa onde moram, para falar sobre o julgamento. À espera de uma resposta da Justiça, os dois também cobram uma posição firme da sociedade civil contra a letalidade policial e em defesa de uma política de segurança que preserve vidas.

    “Eu entrarei naquele tribunal com a esperança de que a sociedade civil, aquela que chorou comigo, que teve solidariedade, que se indignou em 8 de junho de 2021, seja a mesma aqui, no dia 26 de novembro de 2026, que continue com a gente”, frisou a mãe de Kathlen. 

    “Se esses policiais não forem punidos, não forem condenados, a sociedade civil também estará matando Kathlen Romeu e o seu bebê”, afirmou ela, que mantém uma foto do ensaio de grávida da filha em um grande pôster na sala de casa, ao lado de pequenas esculturas de bebês decorativos.

    Jacklline faz terapia para processar a dor, e Luciano decidiu cursar a faculdade de psicologia. Está no terceiro ano.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, falam sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, falam sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    Impunidade

    No Rio de Janeiro, dados da Rede de Observatórios da Segurança do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) mostram que uma parcela pequena de mortes cometidas por policiais se transforma em denúncias na Justiça. E, mesmo entre os que são denunciados, uma fração mínima resulta em condenações, segundo o estudo, publicado em 2021.

    Contrariando as estatísticas, os policiais indiciados no caso foram denunciados à Justiça Criminal após uma longa caminhada. A família afirma que chegou a acionar a corregedoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra o promotor responsável pela investigação na época. Eles denunciaram que o promotor sugeriu que poderia arquivar o processo e recomendou que a família buscasse “justiça divina”, em 2022. 

    A Corregedoria-Geral do MPRJ informou à Agência Brasil que abriu um procedimento administrativo disciplinar (PAD) para investigar a denúncia, mas o processo acabou arquivado por falta de provas contra o promotor.

    A família chegou a fazer manifestações na porta do órgão, responsável por fiscalizar a atividade policial. No mesmo ano, o promotor denunciou os policiais à Justiça.

    “A nossa luta é pela memória, reparação e justiça, mas em prol de uma juventude negra, pobre, preta, periférica viva, e do máximo rigor da lei”, afirmou Jacklline. “A minha filha eu já perdi. A luta que fazemos é pelos filhos de outras, para que as vidas deles não sejam ceifadas pelo Estado. Não queremos outros pais com a dor que temos hoje”, completou.

    Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a polícia fluminense matou 798 pessoas em 2025. Isso representa quase duas em cada dez mortes violentas intencionais ocorridas no estado do Rio de Janeiro naquele ano (3.890).

    O FBSP destaca que, especificamente no ano de 2025, em apenas uma ação policial, a Operação Contenção, a polícia matou 117 pessoas, ou seja, 15% do total das mortes daquele ano.

    Segundo o levantamento, o estado do Rio de Janeiro foi o sexto com maior índice de letalidade em decorrência de ação policial no país, ficando atrás de Amapá, Bahia, Sergipe, Pará e Goiás. 

    Os dados da pesquisa mostram que, no Brasil, quem mais morre por intervenção policial são homens jovens, de 15 a 24 anos, de cor negra.

    À Agência Brasil, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro não comentou as falhas no controle da letalidade policial e a razão do baixo número de denúncias contra agentes.

    Já o governo do Rio de Janeiro informou que adota um conjunto permanente de medidas voltadas à redução da violência letal e ao aprimoramento da atuação policial, citando cursos, treinamentos e atualizações. 

    As medidas, no entanto, foram consideradas insuficientes pelo Ministério Público Federal. O órgão quer um plano com metas e prazos.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, falam sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 23/09/2026 - Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, jovem assassinada grávida por policiais no Lins em 2021, falam sobre o julgamento dos agentes públicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
     Luciano Gonçalves e Jacklline de Oliveira, pais de Kathlen Romeu, no apartamento que a jovem financiou mas não chegou a conhecer. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    Confira os principais trechos da entrevista

    Agência Brasil: Qual é a expectativa para o júri popular?

    Jacklline: Precisamos acreditar que a cidade, a sociedade civil, não vai compactuar com essa barbárie. Se esses policiais não forem punidos, não forem condenados, a sociedade civil também está ajudando a matar Kathlen e o seu bebê.

    Então, eu vou entrar neste tribunal com a esperança de que a sociedade civil, aquela que chorou comigo, que teve solidariedade, que se indignou em 8 de junho de 2021, eu espero que seja a mesma em 26 de novembro de 2026, que continue com a gente. 

    A luta não é só da família. Eu não faço uma luta só pela minha filha, porque a minha filha não volta. A luta que eu faço é pelos filhos de muitas, para que não tenham a vida ceifada pelo Estado. Não quero que outras mães, outros pais, vivam a dor que a gente está vivendo.

    Eu não quero like, eu não quero ser artista, eu não sou artista da dor. Quem queria mídia era a minha filha, que queria ser famosa. Mas ela é lembrada sempre com muito amor pelas pessoas, e isso aquece muito o meu coração.

    Se minha filha fosse um menino, eu ainda teria que estar brigando pela honra dela, que é o que outras mães [de vítimas] fazem, como é o caso da Ana Paula [Oliveira, mãe do Jonatha, assassinado pela polícia, em 2014, em Manguinhos]. Ela precisava provar que o filho não era traficante.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. Murais de grafite prestam homenagem no local onde ela foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. Murais de grafite prestam homenagem no local onde ela foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Murais de grafite prestam homenagem no local onde ela foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Agência Brasil: Como avalia o fato de a espera pelo julgamento ter levado mais de cinco anos?

    Jacklline: Tenho medo de perder a minha mãe, tenho medo de ela não ver a Justiça. 

    Às vezes, tenho vontade de morrer. Aí, eu falo comigo mesma: ‘Não posso morrer, tenho uma coisa para resolver aqui, só posso morrer no dia que essa Justiça para a minha filha acontecer’.

    Eu tenho esperança. Porque, mesmo passado esse tempo todo, as pessoas estão ao meu lado, ao lado da Kathlen. Minha filha não voltará. Mas a memória dela tem que ser respeitada, a história dela tem que ser contada, não pode ser apagada.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. A avó Sayonara de Fátima Queiroz de Oliveira relembra momentos na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. A avó Sayonara de Fátima Queiroz de Oliveira relembra momentos na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
     A avó Sayonara de Fátima Queiroz de Oliveira relembra momentos na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Agência Brasil: A família denunciou publicamente um promotor que sugeriu que poderia arquivar o caso. O processo teria avançado sem pressão?

    Luciano: [O MP] Só denunciou por pressão. 

    Jacklline: Teve um processo na Corregedoria, não sei bem, falaram que ele foi infeliz nas declarações, de sugerir que a família buscasse ‘Justiça divina’ e ameaçar arquivar o caso. 

    Luciano: O último recurso deles [policiais] foi dizer que dois PMs atiraram na mesma distância. Essa foi a estratégia de defesa porque conheciam o histórico do promotor de não denunciar se houvesse alguma dúvida sobre a autoria.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. Murais de grafite prestam homenagem na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. Murais de grafite prestam homenagem na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
     Murais de grafite prestam homenagem na comunidade onde ela foi atingida. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Agência Brasil: O que vocês acreditam ser necessário para enfrentar a letalidade e a corrupção policial?

    Luciano: É o que está sendo feito agora, após a ADPF 635 [ADPF das Favelas]: investigar realmente onde gira o capital, o dinheiro, quem financia e quem lucra. Estamos vendo que, por mais desesperança que a gente tenha, esse é o caminho.

    Agência Brasil: O que vocês esperam de mudança na sociedade a partir desse caso?

    Jacklline: Acabar com essa falácia de que ‘bandido bom é bandido morto’. Quantas pessoas morrem sem ter nada a ver? Então, tem que acabar com essa necropolítica em que a vida é medida por cor, por CEP. 

    A gente fala muito que vive em uma senzala contemporânea, que trocaram o chicote por um tiro de fuzil. 

    Tem que ter uma equidade, direitos iguais. O Estado tem que entrar com recursos, educação, cultura, lazer e acabar com essa narrativa de que quem vive em favela é envolvido ou participa [do crime]. Então, a mensagem é: deixem a gente viver. Parem de nos matar. Somos vidas e somos vidas que existem para além de páginas policiais. 

    Agência Brasil: Como veem a atuação das polícias nas comunidades?

    Luciano: Esse é um problema estrutural [a violência policial]. A polícia desumaniza o periférico. Isso tem que mudar.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. O pai, Luciano Gonçalves, no local onde foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 – Caso Kathlen Romeu, jovem morta por tiro de fuzil em 2021, durante ação da Polícia Militar no Complexo do Lins, vai a julgamento. O pai, Luciano Gonçalves, no local onde foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    O pai, Luciano Gonçalves, no local onde Katthlen foi atingida na comunidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Jacklline: Para quem a gente liga quando é a polícia que mata? A pergunta é essa.  

    Agência Brasil: O que vocês esperam da Justiça?

    Jacklline: O que é a Justiça quando a gente perde um filho? E, aí, a gente fica vendo essa fofoca toda do STF [Supremo Tribunal Federal] e fica preocupada, porque é ali que a nossa vida é decidida. A Mônica [Mendes], mãe do Herus [jovem morto pela PM em junho de 2025, em uma festa junina] se tornou uma amiga minha, e ela está devastada com essas denúncias contra o STF. Falou que, desde o ocorrido, ela nunca se sentiu tão mal, quanto agora.

    Agência Brasil: Como a família lida com o luto? 

    Jacklline: Muitas vezes, as pessoas falam: ‘sua filha foi descansar’. Descansar do quê? Minha filha não estava cansada, minha filha estava cheia de sede, de vida. Minha filha estava com o ventre preenchido de vida, cheio de amor. Sabe, a gente estava no melhor momento das nossas vidas, e eu fui do céu ao inferno com 40 anos.

    Eu me sinto engatinhando, tentando entender ainda aquele 8 de junho, eu não saí de lá. Não tem um dia que eu não volte lá. Então, o Estado mata a gente diariamente há cinco anos e três meses e alguns dias. Não tem um dia que eu não me sinta ganhando um tiro de fuzil.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Órgãos públicos no Rio de Janeiro terão sala de apoio à amamentação

    Órgãos públicos no Rio de Janeiro terão sala de apoio à amamentação

    O estado do Rio de Janeiro terá salas de apoio à amamentação em órgãos e entidades públicas estaduais. A medida está prevista em decreto publicado nesta quinta-feira (1º) no Diário Oficial. 

    Todos os órgãos e entidades públicas diretas e indiretas que tenham em seus quadros servidoras, empregadas públicas ou trabalhadoras terceirizadas deverão implementar as salas de amamentação. Além de oferecer o espaço, as unidades também deverão divulgar formas de doação para bancos de leite humano.

    O decreto estabelece ainda as condições de infraestrutura que devem ser garantidas, como ter lavatório e freezer ou refrigerador com congelador e termômetro, de uso exclusivo para o armazenamento de leite materno, com monitoramento diário da temperatura. 

    A medida recomenda ainda que cada sala conte com uma poltrona para cada 400 servidoras em idade fértil.

    O decreto entrará em vigor 180 dias após a data de sua publicação oficial, prazo para que os órgãos e entidades se adequem às novas regras.

    A Secretaria de Estado da Mulher e de Políticas Inclusivas, em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde, deverão incentivar e apoiar tecnicamente a implementação dos espaços. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Aplicativo recebe denúncias de irregularidades eleitorais no Rio

    Aplicativo recebe denúncias de irregularidades eleitorais no Rio

    Moradores do estado do Rio de Janeiro poderão fazer denúncias de irregularidades eleitorais no estado por meio do aplicativo SISP Cidadão. Entre os casos que podem ser relatados estão compra de votos, boca de urna e propaganda irregular.  

    Os cidadãos podem anexar fotos, vídeos, imagens da galeria do celular ou links na ferramenta que encaminhará os dados para técnicos do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) para apuração das denúncias.

    O usuário também pode fazer a denúncia por meio de relato por voz, utilizando o microfone do aparelho, e revisar o texto antes do envio. Também é possível informar o local da irregularidade, por meio da ferramenta de localização do celular.

    É possível fazer uma denúncia anônima. Mas, caso o usuário se identifique, a ferramenta gera um número de protocolo pelo qual é possível acompanhar a denúncia e receber notificações quando houver movimentação do processo. 

    A plataforma também conta com um mapa de denúncias, permitindo aos usuários confirmarem relatos de outras pessoas.

    Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro, o SISP Cidadão está disponível gratuitamente para download nas plataformas da Apple e Android.

    Aplicativo Pardal

    Em todo o país, cidadãos que quiserem denunciar irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral podem usar o aplicativo Pardal.

    Podem ser comunicados casos de propaganda irregular na internet, uso irregular de alto-falantes e amplificadores de som, distribuição irregular de material gráfico, entre outras situações previstas na legislação eleitoral.

    Nesta quinta-feira (1º), o aplicativo já contava com mais de 57 mil denúncias sobre as eleições de 2026. A maior parte delas era contra irregularidades cometidas em vias públicas.

    O aplicativo também pode ser baixado nas lojas Play Store e Apple Store gratuitamente.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Pesquisa encontra resíduos de plástico em tartarugas no Rio

    Estudo feito com tartarugas-verdes (Chelonia mydas) no estado do Rio de Janeiro constatou que a espécie compartilha os mesmos tipos de bactérias encontradas nos resíduos de plástico no ambiente. 

    A pesquisa foi feita pelo professor Filipe Berbeti e orientada pelo coordenador Henrique Fragoso dos Santos, do Laboratório de Microbiologia Ambiental e Microbiotecnologia da Universidade Federal Fluminense (UFF),

    Também participaram pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do projeto Aruanã, que se dedica à conservação das tartarugas-marinhas da Baía de Guanabara.

    Berbeti analisou os microorganismos que vivem no corpo das tartarugas, na praia de Itaipu, em Niterói (RJ), e comparou com as bactérias encontradas nos pedaços de plástico, na água do mar e nas algas da região.

    A pesquisa concluiu que as bactérias das tartarugas eram mais semelhantes àquelas encontradas no plástico do que as recolhidas das algas (que servem de alimento para os animais) e da água (onde os quelônios vivem a maior parte do tempo).

    “Era esperado que a microbiota da tartaruga parecesse mais com a microbiota do próprio alimento dela [a alga]. É o que diz a literatura. Mas quando comparamos os tipos de bactérias, vimos que lembravam mais as dos plásticos. Foi um primeiro indício de que, provavelmente, a conectividade entre tartaruga e plástico está muito mais próxima do que a gente achava”, destacou o pesquisador.

    O resultado indica que a ingestão de plástico e o contato desse material com as tartarugas-verdes podem representar uma importante fonte de exposição dos animais a micróbios.

    “Hoje em dia, a gente já sabe que o plástico causa vários problemas. Seja poluição visual, animais se alimentando do material ou presos neles. A interação da microbiota e do plástico, quando ingerido, a gente ainda não sabia muito”, afirma Berbet

    Entre os gêneros de bactéria encontrados tanto no plástico quanto nas tartarugas, estão Vibrio, Pseudomonas, Bacillus, Staphylococcus, Streptococcus, Chryseobacterium e Clostridium.

    Esses grupos de microorganismos incluem espécies que provocam doenças tanto em animais quanto em seres humanos. Apesar disso, não foram feitas análises para associar essas bactérias a doenças nas tartarugas-verdes. Tampouco foi feita a identificação mais aprofundada para identificar a espécie e confirmar se algumas delas seriam patogênicas

    “É difícil chegar à identificação da espécie quando falamos da avaliação de microbioma. Pegamos uma parte do DNA para amplificar e tentar descobrir o organismo. Só conseguimos chegar até o nível de classificação para gênero. Então, não podemos afirmar com certeza que aquela espécie ali estava causando uma patogenicidade”, afirmou Berbeti.

    Segundo o estudo, os resíduos plásticos podem representar uma fonte potencial de micróbios associados à relevância patogênica. As tartarugas-verdes, por sua vez, podem servir como potenciais dispersores de bactérias marinhas, conectando ambientes contaminados com áreas remotas através de sua migração natural.

    A pesquisa envolveu cinco tartarugas coletadas pelo projeto Aruanã. Os resultados foram publicados na revista Environmental Pollution, em agosto deste ano.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Museu de Ciências da Terra leva “dinossauros” ao Morro da Urca, no Rio

    Museu de Ciências da Terra leva “dinossauros” ao Morro da Urca, no Rio

    O Morro da Urca, na Zona Sul do Rio de Janeiro, vai se tornar um lugar de descobertas sobre fósseis e dinossauros com a exposição de peças do acervo do Museu de Ciências da Terra (MCTer). A exposição A Aventura Pré-Histórica será entre os dias 5 e 18 de outubro, das 10h às 17h.

    O prédio histórico, que fica no mesmo bairro que o cartão-postal, está fechado para reformas. Enquanto isso, a instituição, vinculada ao Serviço Geológico do Brasil (SGB), aposta em atividades de divulgação científica por meio do seu programa de itinerância.

    Considerado um dos mais ricos da América Latina, o acervo do MCTer tem fósseis, rochas, minerais, meteoritos e documentos relacionados à memória geológica.

    “A parceria com o Parque Bondinho permite que parte desse conhecimento continue chegando ao público enquanto a sede passa por uma transformação, levando o museu para onde as pessoas estão e aproximando a ciência de novas gerações”, indicou a organização.

     


    Rio de Janeiro (RJ) 23/01/2025 – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) assina cooperação com a Petrobras para a revitalização do Museu de Ciências da Terra (MCTer) e a construção do Centro Científico e Cultural da Urca. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ) 23/01/2025 – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) assina cooperação com a Petrobras para a revitalização do Museu de Ciências da Terra (MCTer) e a construção do Centro Científico e Cultural da Urca. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Fóssil de dinossauro do acervo do MCTer. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

    Programação especial para crianças

    No Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, o programa SGBeduca também estará presente no Morro da Urca. A programação permitirá ver de perto réplicas de fósseis e participar de atividades lúdicas.

    As crianças vão poder participar de uma busca por réplicas de fósseis escondidas em um sítio de escavação especialmente preparado para a atividade. Depois da descoberta, os visitantes poderão pintar a réplica e levá-la para casa como lembrança da aventura. As atividades incluem ainda uma oficina de origamis e uma corrida de dinossauros disputada por duas crianças por vez.

    Outra atividade que deve chamar atenção é o laboratório de fósseis. Lá, mediadores do MCTer e do SGBeduca vão apresentar fósseis e réplicas do acervo. Com lupas, as crianças poderão observar, tocar e comparar dentes, ossos, pegadas e outras pistas deixadas pelos seres pré-históricos.

    Para o gerente-geral do Parque Bondinho Pão de Açúcar, Gustavo Maciel, a parceria mostra como a ciência e o turismo podem se unir para desenvolver atividades deste tipo, especialmente no Dia das Crianças, quando a curiosidade delas pode ser incentivada com informações sobre a história da vida no planeta.

    Maciel acrescentou que, para o Parque Bondinho, receber o Museu de Ciências da Terra, nesse momento, ajuda a manter esse conhecimento em movimento, permitindo que o acervo do Museu permaneça em contato com o público durante a obra na instituição. “Além, é claro, de proporcionar uma experiência inesquecível para os pequenos visitantes”, completou.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 25/11/2025 – Bondinho do Pão de Açúcar, no bairro da Urca, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 25/11/2025 – Bondinho do Pão de Açúcar, no bairro da Urca, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
    Bondinho do Pão de Açúcar, no bairro da Urca, na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Bondinho do Pão de Açúcar

    O Morro da Urca é a primeira parada do Bondinho do Pão de Açúcar. O bilhete do Bondinho custa R$ 205,00 (inteira) e R$ 102,00 (meia). Para brasileiros, há o bilhete promocional de R$ 160.

    Moradores do estado do Rio de Janeiro adultos pagam R$ 89,00, e crianças de 3 a 12 anos, R$ 44,00. 

    O Parque Bondinho Pão de Açúcar existe há 113 anos como um dos principais pontos turísticos do país e já recebeu 56 milhões de visitantes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Passageiro de ônibus morre baleado durante ação policial no Rio

    Um passageiro que estava dentro de um ônibus morreu na manhã desta quarta-feira (30), atingido por um tiro, durante operação policial na zona sudoeste da cidade do Rio de Janeiro. Ele estava em um veículo da linha de BRT Transolímpica quando foi baleado.

    A vítima foi atingida nas proximidades da Estação Asa Branca, no bairro de Curicica. Os bombeiros chegaram a tentar socorrer o homem, de cerca de 40 anos, mas ele já estava morto.

    De acordo com a empresa Mobi Rio, que administra o sistema de BRT do Rio, a estação Asa Branca foi interditada para a perícia policial.

    A Polícia Militar informou que fazia uma operação na comunidade Dois Irmãos, na manhã desta quarta-feira, quando recebeu a informação de que um homem havia sido baleado dentro de um ônibus do BRT.

    De acordo com a PM, o objetivo da operação é combater a ação de criminosos e localizar suspeitos de matarem um homem na tarde dessa terça-feira (29), na região.

    Durante a ação, que está em andamento, um homem foi preso e três fuzis foram apreendidos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rio: operação policial na Maré deixa um morto e 10 feridos

    Rio: operação policial na Maré deixa um morto e 10 feridos

    Uma operação da Polícia Militar nas comunidades do Timbau e Baixa do Sapateiro, no Conjunto de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, deixou 10 homens feridos, entre eles um PM, e um morto. Todos foram levados para o Hospital Federal de Bonsucesso. Conforme o hospital, uma vítima tem estado grave.

    Durante a ação, dois ônibus com alunos da Escola Eleva que iam para uma excursão escolar foram sequestrados por criminosos e usados como barricada para atrapalhar a atuação dos policiais no local. Depois da atuação de policiais militares, os alunos foram transferidos para outros ônibus e seguiram viagem.

    Na ação, dois adolescentes, um de 12 anos e outro de 15 anos, foram atingidos pelos tiros. De acordo com a ONG Redes da Maré, a criança de 12 anos foi atendida e liberada. O jovem de 15 anos permanece em atendimento. A equipe da ONG apurou também que três pessoas foram mortas no confronto e que ainda há possibilidade de mais mortes. Essa informação não foi confirmada pela PM.

    Segundo a Secretaria de Estado da Polícia Militar, a ação, que começou nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (28) e ainda não foi encerrada, tem o objetivo de “combater a atuação de criminosos e reprimir atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à circulação de armas na região”.

    Participam da operação cerca de 200 policiais militares de unidades especializadas, entre elas o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), o Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e o Batalhão de Ações com Cães (BAC). “A operação também conta com o emprego de equipamento aeromóvel da Polícia Militar e sete veículos blindados”, completou a secretaria

    Os policiais apreenderam 12 fuzis e cinco pistolas, além de granadas, drogas e munições. Também foi recuperado um veículo.

    Saúde

    A Secretaria Estadual de Saúde informou que as unidades da rede estadual estão funcionando normalmente. Já na rede municipal, quatro unidades de Atenção Primária da região suspenderam o funcionamento para a segurança de profissionais e usuários.

    Escolas

    Na rede estadual de ensino, duas escolas precisaram ser fechadas na região, segundo a Secretaria de Estado de Educação. Na rede municipal, conforme a Secretaria de Educação da capital, 41 unidades escolares foram impactadas pelas operações policiais.

    Em nota, a ONG Redes da Maré informou que acompanha a ação policial na região e atende aos moradores que tiveram direitos violados em um plantão de acolhimento presencial e via WhatsApp.

    As informações coletadas com moradores “são reunidas e encaminhadas ao monitoramento do Grupo de Trabalho da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, conhecida como ADPF das Favelas, que tem o objetivo de combater a letalidade policial em operações no Rio de Janeiro.

    Jacarepaguá

    A manhã desta segunda-feira também foi movimentada  na Cidade de Deus, na zona sudoeste do Rio, onde policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) fizeram operação para “reforçar o policiamento na região, coibir roubos de veículos e localizar automóveis roubados para prática de crimes. Os policiais fizeram ainda buscas por materiais ilícitos.

    Também na Cidade de Deus, criminosos usaram ônibus como barricadas. O trânsito nas vias da comunidade ficou prejudicado. A Secretaria de Estado da Polícia Militar informa que não foram registradas apreensões.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • No último segundo, Baltimore Ravens batem Dallas Cowboys no Rio

    No último segundo, Baltimore Ravens batem Dallas Cowboys no Rio

    No palco mais famoso do futebol brasileiro – onde jogar com as mãos não é permitido – uma jogada com os pés decidiu uma partida do futebol americano, onde se usa mais as mãos do que os pés. Nesse domingo (27), na primeira partida da história da NFL (liga norte-americana da modalidade) no Rio de Janeiro, os Baltimore Ravens venceram os Dallas Cowboys por 34 a 31 no Maracanã, literalmente no último segundo. Um chute do kicker Tyler Loop a 56 jardas (pouco mais de 51 metros) de distância com o cronômetro zerado deu o triunfo à equipe.

    Os 72.792 espectadores presentes ao Maracanã fizeram dele o maior público do estádio no ano, superando os 72.481 da partida entre Flamengo e Cruzeiro, pelas oitavas de final da Libertadores.

    A partida, um evento de gala na Cidade Maravilhosa, teve presença do atacante Neymar (presenteado com uma camisa dos Cowboys) e show no intervalo, protagonizado pelo DJ Pedro Sampaio e o cantor Ricky Martin.

    Para completar o espetáculo, um jogo emocionante com diversas reviravoltas até o lance final. Depois de ficarem 11 pontos atrás, os Dallas Cowboys emendaram 15 pontos consecutivos para virar na reta final. Os Ravens marcaram um touchdown – jogada principal do esporte, que vale seis pontos – a um minuto e meio do fim, reassumindo a frente do placar.

    Os Cowboys empataram com um field goal – jogada com os pés que pode salvar uma posse de bola sem pontos, valendo três – e deixaram apenas sete segundos no relógio. Foi tempo suficiente para o quarterback Lamar Jackson, dos Ravens, avançar a bola até uma posição em que outro field goal fosse possível. Restando um segundo, Tyler Loop acertou o difícil chute e todo o elenco dos Ravens invadiu o gramado para comemorar a épica vitória.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original