Tag: eleições 2026

  • Entenda como “fazenda de cliques” pode influenciar debates em eleição

    Entenda como “fazenda de cliques” pode influenciar debates em eleição

    A polícia da Bolívia encontrou uma “fazenda de bots” ou “robôs”, conhecida também como “fazenda de cliques”, em endereço ligado ao consultor político que trabalhou para presidentes latino-americanos, o marketeiro digital Fernando Cerimedo. Ele foi preso acusado de tentativa de feminicídio em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

    Cerimedo atuou como estrategista político em ambientes digitais de lideranças da extrema-direita e direita latino-americanas e assessorou os presidentes da Bolívia, Rodrigo Paz, da Argentina, Javier Milei, e de Honduras, Nasry “Tito” Asfura.

    O empresário argentino Fernando Cerimedo ainda participou da campanha de desinformação contra o resultado da eleição de 2022, questionando em audiência no Senado Federal, sem apresentar provas, a lisura da eleição brasileira.  

    Ao realizar buscas em endereço ligado ao ativista de extrema-direita, o fiscal do departamento de La Paz, Luis Carlos Torrez Alarcón, afirmou que foi encontrada uma “minigranja de bots”, ou seja, uma fazenda de cliques.

    O argentino preso na Bolívia na última semana foi descrito pela revista The Economist como “o homem do MAGA na América Latina”, em alusão ao slogan político do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, Make America Great Again (Faça a América Grande de Novo).

    A Agência Brasil tenta contato com a defesa de Cerimedo, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

    Fazendas de bots ou robôs

    Nesses casos, os chamados “bots” são sistemas automatizados usados para gerar curtidas, comentários e compartilhamentos, se passando por pessoais reais para impulsionar engajamento nas redes sociais. Uma fazenda de bots pode administrar milhares de perfis falsos para influenciar debates nas plataformas, especialmente em períodos eleitorais.

    O pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos em Comunicação, Cognição e Computação, Reynaldo Aragon, explicou que as fazendas de bots são estruturas de contas organizadas e usadas para simular uma mobilização social espontânea:

    “Muitas dessas contas repetem uma expressão e impulsionam uma hashtag, compartilham o mesmo conteúdo e interage entre si em pouco espaço de tempo. Com isso, produzem artificialmente volume e velocidade nas redes sociais”, disse à Agência Brasil.

    O doutor em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB) Alexandre Arns Gonzales, membro do Direito à Comunicação e Democracia (DiraCom), explicou que as fazendas de bots são usadas porque os ambientes digitais dão visibilidade para os conteúdos que tem mais engajamento.

    “Essas fazendas de cliques são utilizadas para tentar alimentar artificialmente essas métricas de visualização e engajamento, servindo de instrumento para fazer ataques ou defesas coordenadas de determinada conta, tema, assunto ou candidato”, explicou.  

    Engajamento artificial X pessoais reais

    O jornalista Reynaldo Aragon, que também é editor do portal Código Aberto sobre política e tecnologia, citou, como exemplo de impulsionamento por fazenda de bots, a disseminação de uma notícia falsa que repercutiu na eleição de 2018 e alcançou 30 milhões de usuários, prejudicando um dos candidatos presidenciais daquele pleito.

    “A operação tenta dar impulso inicial para que aquele conteúdo alcance pessoas reais e atravesse os limites de uma rede artificial. Muitos desses bots conseguem, inclusive, dialogar com pessoas reais”, acrescentou Reynaldo Aragon.

    Um caso emblemático citado pelo especialista Alexandre Arns Gonzales envolveu uma empresa na Tunísia que tentou influenciar diversas eleições em dez países africanos. Em junho de 2020, o Facebook derrubou mais de 900 páginas ou contas ligadas a essa companhia.

    “Aproximadamente 3,8 milhões de contas do Facebook seguiram uma ou mais dessas páginas, com quase 132 mil grupos administrados por operação e mais de 171 mil seguindo suas contas no Instagram”, informou o Laboratório DFR, que estuda desinformação e segurança digital.

    Custo

    O membro do Diracom Alexandre Gonzales destaca que esse tipo de prática, como exige um grande número de equipamentos e celulares, requer uma grande mobilização de recursos financeiros, materiais e humanos, sendo uma prática comum em processos eleitorais e registrada nos relatórios de segurança das bigtechs.

    “A Meta e o Google caracterizam essas práticas como redes de comportamento inautêntico coordenado”, disse Alexandre Gonzales.

    O especialista que estuda o impacto da tecnologia em processos eleitorais avalia que os planos de conformidade que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a exigir das bigtechs pode ser uma ferramenta para identificar e denunciar indícios de fazendas de bots.

    “Se essas fazendas de bots atacarem a lisura do processo eleitoral, os sistemas de identificação de comportamentos inautênticos da Meta, do Google e do TikTok podem identificar e apresentar isso dentro do âmbito do plano de conformidade ou no âmbito do conselho que o TSE criou”, comentou Gonzales.

    Para Reynaldo Aragon, especialista em guerra psicológica e plataformas digitais, o TSE não estaria tão preparado para enfrentar esse problema. Ele acrescenta que é provável que existam diversas fazendas de cliques no Brasil.

    “Para combater esse tipo de manipulação, seriam necessárias investigações policiais ou de atores da sociedade civil. Não podemos contar com as plataformas porque isso significa regulação da informação circulante e eles não querem essa regulação”, comentou.

    Procurado para comentar o tema, o TSE não retornou até o fechamento desta reportagem. 

    MAGA na América Latina

    Em fevereiro de 2026, o marketeiro digital Fernando Cerimedo ganhou o prêmio de “consultor político hispânico do ano”, da organização Latino Wall Street, em cerimônia realizada na residência do presidente dos EUA, Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida.

    Cerimedo recebeu o prêmio das mãos do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado por coação no curso de processo judicial por ter articulado, junto a Casa Branca, o tarifaço contra o Brasil para evitar o julgamento por tentativa de golpe de Estado do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado há mais de 27 anos de cadeia.

    No Brasil, o argentino se tornou conhecido em 2022. Logo após o segundo turno das eleições presidenciais, Cerimedo participou de uma transmissão ao vivo na internet, na qual sustentava que o resultado das urnas tinha sido fraudado.

    O empresário e consultor político da direita latino-americana foi preso, na semana passada, por tentativa de feminicídio contra a ativista e advogada boliviana Nadia Beller, que o acusa de ser o mandante do atentado contra ela.

    No leito do hospital, Beller afirma que Cerimedo a convenceu a ir ao local do atentado, onde foi ferida por disparos de arma de fogo no pescoço, no tórax e no braço.

    A defesa de Cerimedo nega que ele esteja envolvido no caso, alegando que o cliente é vítima de uma armação política.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TRE-SP nega recurso de Marçal e mantém inelegibilidade

    TRE-SP nega recurso de Marçal e mantém inelegibilidade

    O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, decidiu pela inadmissão de recurso especial eleitoral apresentado pelo candidato à presidência Pablo Marçal e, portanto, manteve sua inelegibilidade até 2032.

    A decisão, proferida na última sexta-feira (21), manteve também a multa de R$ 420 mil. Ex-candidato a prefeito de São Paulo, Marçal foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha de 2024.

    Na mesma decisão, o TRE-SP negou ainda um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE), referente à parte da decisão colegiada que havia afastado a condenação do candidato por captação e gastos ilícitos de recursos e por abuso de poder econômico.

    “De um lado, a prática ilícita configura o uso indevido dos meios de comunicação social, mas, por outro, a prova amealhada nos autos não autoriza a condenação do recorrente por abuso do poder econômico”, escreveu o magistrado, ao citar decisão já proferida pelo tribunal.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fiocruz lança carta aos candidatos com temas prioritários da saúde

    Fiocruz lança carta aos candidatos com temas prioritários da saúde

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta segunda-feira (24) uma carta aberta aos candidatos a cargos eletivos em 2026 com contribuições para o debate sobre saúde e ciência.

    A entidade, que tem entre as suas atribuições a produção de vacinas e medicamentos, aponta temas prioritários para orientar as discussões e propostas de campanha. 

    Entre os desafios em saúde citados pela Fiocruz estão a desigualdade no acesso a serviços entre as regiões, as mudanças climáticas, a violência e a desinformação.

    “Priorizar a saúde exige um olhar que transcende hospitais e medicamentos. Implica reconhecer que as condições de saúde são produzidas nas relações entre políticas públicas, formas de organização da vida social, produção do conhecimento, trabalho, ambiente e democracia”, aponta a entidade.  

    No documento, a entidade lista sete prioridades como um “convite ao diálogo” e contribuição ao debate público sobre os rumos do país nas eleições de 2026.

    “O objetivo é oferecer prioridades para o país, dialogando com a sociedade, com as candidaturas e com as equipes que irão formular propostas para os próximos anos.”

    Os sete pontos prioritários são:

    • fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e melhorar o cuidado em todo o país; 
    • valorizar quem trabalha na saúde; 
    • produzir mais ciência, vacinas, medicamentos e tecnologias no Brasil; 
    • reduzir desigualdades e proteger as populações em maior situação de vulnerabilidade; 
    • preparar o país para os impactos da crise climática e novas emergências em saúde ou pandemias; 
    • reforçar a confiança pública, enfrentar a desinformação e ampliar o diálogo entre ciência e sociedade; 
    • defender o desenvolvimento sustentável e o papel do Brasil na cooperação internacional em saúde. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos candidatos à Presidência nesta segunda-feira (24)

    Confira a agenda dos candidatos à Presidência nesta segunda-feira (24)

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta segunda-feira (24) inclui sabatinas e entrevistas à imprensa, além de atividades de preparação para a campanha. Também estão previstas ações de comunicação e media training.

    Os concorrentes ao Palácio do Planalto participam ainda de visita a acampamento de trabalhadores, caminhada com apoiadores, plenária aberta e inauguração de comitê de campanha. 

    >> Confira a agenda dos presidenciáveis nesta segunda (24):

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de sabatinas realizadas pela TMC/Transamérica e pelo Canal Rural. 

    Clariana Barão (DC) 
    Participa de media training em Brasília.

    Edmilson Costa (PCB)
    Participa de entrevista para o Monitor Mercantil.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Participa de reunião da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), às 18h, na Avenida Paulista. Às 19h45, participa do evento Veja Premiação TOP30 – As Melhores Empresas do Brasil, no Palácio Tangará, em São Paulo.

    Hertz Dias (PSTU)
    Concede entrevista ao vivo ao podcast Três Irmãos.  

    Renan Santos (Missão)
    Participa, às 16h, de ato no Largo da Batata, em Pinheiros, São Paulo.

    Romeu Zema (Novo)
    Participa, às 9h, de reunião com apostadores anônimos na igreja Assembleia de Deus, em Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Às 21h, participa de sabatina na Globo.  

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Cumpre agenda em São Paulo, onde participa do evento Pacto Brasil de Futuro, às 9h, na Casa Jereissati.

    Samara Martins (UP)
    Visita o Acampamento dos Trabalhadores da Agespisa, em Teresina (PI). À tarde, faz caminhada com filiados e apoiadores, seguida de plenária aberta e inauguração do Comitê Popular de Campanha, no Parque Afonso Gil.

    Wilson Grassi (Democrata)
    Participa de reunião de alinhamento com a comunicação da campanha. À tarde, dá entrevista para a Gazeta de S. Paulo, na sede do jornal em São Paulo.

    Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rui Costa Pimenta (PCO) não divulgaram a agenda de campanha até o momento desta publicação. 

    Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV. 

    *Colaboraram Alana Gandra (Rio de Janeiro), Flávia Albuquerque (São Paulo) e Paula Laboissière (Brasília).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Jovens eleitores quilombolas defendem voto em defesa de ideais

    Jovens eleitores quilombolas defendem voto em defesa de ideais

    No próximo dia 4 de outubro, o agricultor Joaquim Moreira, de 87 anos, pessoa mais velha da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), fará o caminho até a escola em que vai votar em uma companhia especial. 

    Ele estará com a neta, a estudante Thauany Silva, de 16 anos, que terá a primeira experiência na urna. Ambos estão muito ansiosos pela data e com os títulos bem guardados em suas carteiras. “Sempre votei e vou votar de novo”, diz o agricultor.
     


    Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família
    Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família
    Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família

    Thauany ficou tão empolgada com o primeiro voto que, assim que completou 16 anos em abril, foi com a mãe, Mayara, até o centro da cidade para fazer valer os direitos de cidadã. 

    Dobro de eleitores

    Nas eleições de 2026, o número de eleitores que se identificaram como quilombolas praticamente dobrou em relação ao pleito de 2024, segundo os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Eram 95.409 pessoas nas eleições municipais e subiu para para 188.371 em 2026. Em Goiás, onde a família deles vota, o número de quilombolas eleitores subiu de 3.625 para 5.394

    Mayara Silva, de 36, mãe de Thauany, afirma que ensina aos filhos que é necessário acompanhar as decisões políticas porque interferem diariamente no dia a dia da sua comunidade. “Não tem como fechar os olhos para o fato que tudo é política”, diz. 

    A adolescente ficou muito feliz quando recebeu o título provisório de eleitora em mãos.  “Quando a gente vota, estamos cuidando do futuro de todos nós, né?”, argumenta. 

    “Até o ar que a gente respira”

    O sentimento de querer participar do dia importante da democracia também encanta a universitária de direito Franciele Silva, de 27 anos. Ela, que é nascida e criada na comunidade de Rio dos Macacos, em Simões Filho (BA), explica que tem o título de eleitor desde os 18 anos.

    “Eu tinha muita curiosidade sobre como era votar. Até o ar que a gente respira tem a ver com política. Minha mãe sempre me ensinou a lutar pelos meus direitos e da minha comunidade”, enfatiza. Franciele, desde que começou a estudar direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA), passou a trazer ainda mais informações para a comunidade sobre caminhos para a defesa do seu território. “Votar é fundamental”. 
     


    Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: acervo de família
    Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: acervo de família
    Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: Acervo de família

    Inclusive, no Nordeste, há maior quantidade de quilombolas eleitores do país. Em 2024, eram 51.633 pessoas e, em 2026, serão 95.901. Segundo o TSE, a região tem mais da metade do eleitorado quilombola do país.

    Mais visibilidade

    O crescimento do eleitorado nas comunidades tradicionais tem relação com a ampliação da visibilidade e da conscientização política nos territórios, segundo avalia a professora Bia Nunes. Ela é pesquisadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

    “Nós temos levado as nossas pautas a diferentes espaços e encontramos parcerias.” Ela diz que, o engajamento de eleitores quilombolas ocorre a partir de conscientização e letramento sobre o papel que os quilombolas realizam pela natureza como guardiões da floresta. “Entender, por exemplo, a importância que os territórios têm para a biodiversidade. É o trabalho que os quilombolas sempre fizeram e fazem”, acrescenta. 
     


    Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: Arquivo pessoal
    Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: Arquivo pessoal
    Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: arquivo pessoal

    Bia Nunes diz que a reivindicação de políticas públicas leva em conta o papel que as comunidades têm para a coletividade. “As pessoas começam a dimensionar esse trabalho e a entender a importância do voto e de escolher os representantes”.  

    A representante da entidade ressalta ainda que a população quilombola tem entendido que deve exigir dos governantes comprometimento com a proteção das pessoas e avanço das titulações de territórios quilombolas pelo país. Para isso, o engajamento dos mais jovens torna-se um caminho essencial.  

    Bia Nunes defende mais campanhas por parte do Estado brasileiro para o estímulo de eleitores e candidatos quilombolas. Inclusive, ainda há um contexto de vulnerabilidade, formado por pressões e ameaças de violências. “Eu mesmo sou uma pessoa que estou no programa de proteção porque, no ano de 2020, eu sofri uma ameaça contra a minha vida (quando era candidata)”.

    Consciência política

    A conscientização política da comunidade quilombola tem diferentes caminhos, como explica o educador de alfabetização financeira Rafael Costa, de 32 anos, da comunidade Mesquita, da Cidade Ocidental (GO). Ele avalia que há um crescimento de interesse por temas temas relacionados à participação e à representatividade política. 

    “Quanto mais as pessoas se informam, mais pesquisam, estudam e passam a ter mais noção da necessidade de políticas públicas, por exemplo”, contextualiza. 
     


     Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal
     Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal
    Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal

    Rafael Costa avalia que as comunidades, que cresceram com espírito de cooperação e altruísmo, precisam estar atentas para evitar golpes financeiros e desinformação. “A partir do momento que se conscientizam sobre seu modo de vida e de produção, começam também a desenvolver maior consciência política”, argumenta.

     Há, segundo o educador financeiro, engajamento e politização dos jovens adultos sobre participação política para se defender da desinformação que ameaça territórios.  “A comunidade está cada vez mais se fortalecendo politicamente”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Eleitores participam de eleição simulada no Maranhão

    Eleitores participam de eleição simulada no Maranhão

    ​Eleitores do município maranhense de Paulino Neves, a 300 quilômetros de São Luís, participaram neste domingo (23) do pleito simulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as Eleições Gerais 2026, que acontecerão em outubro deste ano. 

    A participação de 1.398 pessoas na eleição simulada foi voluntária e representou 9,22% do eleitorado da cidade, percentual considerado dentro do padrão médio do evento. A totalização dos resultados foi encerrada em 14 minutos.

    A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), desembargadora Maria Francisca Gualberto de Galiza, informou que a simulação correu tranquilamente, sem intercorrência técnicas ou logísticas. 

    “A mensagem que fica para o eleitor e para o cidadão é que a urna eletrônica funciona e a Justiça Eleitoral trabalha com seriedade e transparência, respaldada por um corpo técnico especialista em eleições há mais de 30 anos. O sistema é transparente, auditável e seguro. Não ocorreu nada fora do previsto”, disse.

    Foram mobilizadas para a ação 24 seções eleitorais, espalhadas pelas zonas urbana e rural de Paulino Neves. Técnicos e observadores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acompanharam a atividade, que coletou dados em tempo real sobre a transmissão de resultados, além do processo de atendimento nas urnas.

    A eleição simulada para testar os sistemas do pleito foi criada no Maranhão, em 2004, e é considerada referência para o Brasil.

    Treinamento

    Noventa e seis mesárias e mesários atuaram na eleição simulada. Eles participaram de simulações de fluxo de eleitores, testes de acessibilidade e aprenderam ainda a resolver possíveis falhas nos equipamentos. 

    Todos aprenderam a operar a urna eletrônica, que reproduz a rotina do dia oficial de votação.

    Soberania do voto

    A abertura da eleição simulada contou com a participação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que destacou a preocupação da Justiça Eleitoral em garantir a soberania do voto e a transparência das urnas.

    A votação simulada permitirá ao TSE a identificação precoce de eventuais gargalos de fluxo de atendimento, permitindo e promovendo o aperfeiçoamento contínuo dos programas de treinamento do órgão. 

    “O conhecimento extraído deste teste de campo servirá de base sólida para que o pleito oficial de outubro transcorra com absoluta paz, fluidez e segurança para todos os milhões de cidadãos brasileiros”, afirmou o ministro. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Decisiva nas urnas, classe C quer Estado que funcione, diz pesquisador

    Decisiva nas urnas, classe C quer Estado que funcione, diz pesquisador

    A classe C, que forma a maioria da população brasileira (53%), não tem um consenso se deseja um Estado maior ou menor para a prestação de serviços, segundo avalia o pesquisador Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. “O que ela espera, em primeiro lugar, é que seja um Estado que funcione”, diz.

    Meirelles, que lançou, nesta semana, o livro “Brasil da maioria: 25 anos da classe C”, ressalta que esse grupo da população quer um serviço público melhor e sem burocracia. 

    O pesquisador destaca que a classe C tem a maioria dos consumidores, dos trabalhadores urbanos, dos pequenos empreendedores, dos usuários de serviços públicos e dos eleitores. Essas vozes poderosas, em que pese a diversidade de perfis, sentiu, nas últimas três décadas, conquistas aceleradas em diferentes campos, mas viu essa velocidade reduzir. Por isso, segundo o pesquisador, esse grupo da população anseia por mais. 

    Em entrevista por telefone à Agência Brasil, o pesquisador detalha os principais impactos que o contexto econômico e social causou neste grupo. 

    De acordo com ele, a classe C ocupa hoje o centro das principais decisões econômicas, sociais e políticas do Brasil. Meirelles que o sonho do carro zero deu lugar ao investimento em pequenos negócios. 

    Confira abaixo os principais trechos da conversa.

    Agência Brasil: O senhor poderia explicar como identificar quem está na classe C?

    Renato Meirelles: Nós estamos falando de famílias que têm uma renda média de R$ 3,5 mil, somando-se o que ganha todo mundo que mora dentro de uma casa. Estamos falando de uma parcela da população brasileira que, nos últimos 25 anos, desde os processos de distribuição de renda, começaram a ser fundamentais para os destinos tanto da economia quanto da política no Brasil. 

    Agência Brasil: Trata-se de uma perspectiva diferente do que ocorre então, após anos 2000?

    Renato Meirelles: Até o Plano Real (1994), a noção de longo prazo das pessoas era muito limitada. O fim do mês demorava uma eternidade. Não existia aplicação financeira melhor do que estocar o próprio alimento. Com o Plano Real, o brasileiro começou a entender que o longo prazo era um pouco maior do que o final de semana. Então, ele começou a ter sonhos e a se planejar. 

    Depois, com os processos de distribuição de renda, houve um ciclo virtuoso da economia, no qual a pessoa da classe D, beneficiário do Bolsa Família, passou a comprar mais porque tinha mais dinheiro. Comprava mais das pessoas, dos negócios que eram feitos por donos também da classe C. Que também passaram a comprar mais da indústria. Que, para atender ao aumento da demanda, contrataram mais gente, pagando salário de classe C. 

    Agência Brasil: Os sonhos de consumo estão acompanhados de desejos de melhoria de vida do ponto de vista educacional também? Quando a classe C passou a ser mais exigente também do ponto de vista de política pública?
     
    Renato Meirelles: Eu acho que é essa a grande mudança. A gente teve o processo em que a classe C cresceu, ampliou o seu sonho e o seu horizonte. No consumo, era o sonho de viajar de avião pela primeira vez. Na educação, era de ter o primeiro universitário da família. E isso foi alimentando o crescimento da classe C, até 2010 e 2011. 

    Só que a economia parou de crescer na mesma velocidade. E começou a existir uma percepção da classe C de desaceleração das melhorias. A classe C crescia numa velocidade, crescia do ponto de vista de poder de compra, de acesso ao consumo. Ela caminhava para melhor qualidade de vida a 120 km/h. De repente, reduziu para 60 km/h. Se você está andando em alta velocidade e breca o carro, a sua sensação é que você parou de crescer e que está parado.

    Agência Brasil: As classes A e B ficaram incomodadas?

    Renato Meirelles: Sim. Muitas vezes, na minha carreira de pesquisador, eu ouvi a frase “O aeroporto virou uma rodoviária”, ou “Onde já se viu empregada doméstica ter carteira assinada?”.

    Em 2013, os sonhos começaram a se frustrar nesse processo de desaceleração. Isso tem a ver com a redução da velocidade do crescimento econômico. O poder de compra deixou de crescer na velocidade dos sonhos dessa classe C. E tem a ver com uma frustração que se deu também no universo do trabalho. 

    Agência Brasil: O que a classe C espera no campo do trabalho?

    Renato Meirelles: Hoje, para a classe C, a dignidade é ser dona do próprio tempo. E é por isso que há ida para os aplicativos. O empreendedorismo, por outro lado, tem feito com que muitas pessoas não enxerguem na CLT ou no emprego formal algo que satisfaça todos os sonhos deles. 

    É verdade que, nesse processo todo, a CLT perdeu o valor. Nós tivemos reformas trabalhista e da Previdência. Aquela garantia que a CLT dava no passado deixou de ter a mesma importância. Não que essa pessoa não queira as garantias, mas ela não encontra essas mesmas garantias ou os mesmos direitos sociais que ela encontrasse ali dentro. 

    Agência Brasil:  E agora, sob esse ponto de vista, o senhor acha que a classe C está mais vulnerável à desinformação, por exemplo?

    Renato Meirelles: As réguas mudaram. Primeiro, o Brasil está vulnerável à desinformação, os algoritmos contribuem com isso e tudo mais. Mas o cálculo dessas pessoas é um pouco diferente do cálculo de quem pensa sobre essas pessoas. 

    Uma mãe de família que tinha que trabalhar para contribuir para os sustentos da casa pegava uma hora de ônibus para ir ao trabalho, e mais uma hora para voltar para o trabalho. E ela ganhava dois salários mínimos por mês. Aí veio a pandemia e o restaurante fechou. Ela pensou que ia perder o emprego. Só que ela começou a usar a habilidade dela de confeitaria para fazer um bolo.

    Aí ela começou a sobreviver à pandemia graças ao que ela produzia na casa dela. Ela não tinha mais que passar pelo que passava. Hoje ela não quer voltar para o restaurante.

    Ela sabe que essa autonomia sobre o tempo é fundamental para algo que ela sempre quis ter.

    Agência Brasil:  Os candidatos aos mais diversos cargos devem estar atentos, então, ao que essa maioria espera?

    Renato Meirelles: A gente encontra uma classe C que está cansada, exausta da política tradicional, querendo alguma coisa diferente, mas sem saber exatamente o que é. 

    Agência Brasil:  O que ela espera do Estado, na verdade? 

    Renato Meirelles: Ela espera, em primeiro lugar, que o Estado funcione. Enquanto a esquerda e a direita divergem se o Estado deve ser grande ou pequeno, ela quer um Estado que funcione, que efetivamente entregue uma qualidade de serviço público melhor. 

    Ela quer um Estado que não tenha burocracia. Quer um candidato que vire e fale: o Estado está aqui para te servir. Eu conto com você para que o Estado melhore. 

    Essa pessoa está acostumada a andar de aplicativo e dar uma nota para o serviço dela. Ou a comprar na internet e dar uma nota para a qualidade do produto que ela recebeu. Ela espera que o Estado preste conta e exista conexão de governantes e governados.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Conheça as atribuições do presidente e do vice-presidente da República

    Conheça as atribuições do presidente e do vice-presidente da República

    O Brasil se prepara para ir às urnas e, mais uma vez, escolher pela via democrática aqueles que ocuparão os maiores cargos do Poder Executivo – tanto no âmbito federal quanto no estadual. O futuro do país será definido a partir do voto de cada cidadão.

    Nas eleições de 2026, será escolhida uma chapa para presidente e vice-presidente da República. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, será em 25 de outubro.

    Conhecer a história do candidato é muito importante. Ao mesmo tempo, é também fundamental, para uma boa escolha, entender quais são as atribuições desses cargos públicos tão relevantes para a qualidade de vida dos cidadãos brasileiros nos próximos quatro anos.

    Presidente da República

    Saber o que cabe a um presidente da República fazer pode ajudar a identificar qual candidato tem perfil mais adequado para o cargo.

    De acordo com a Constituição Federal, o presidente da República é o chefe de Estado e de governo do Brasil. Como chefe de Estado, cabe a ele representar o Brasil interna e externamente. Como chefe de Governo, é responsável pela condução da administração federal.

    Autoridade máxima do Poder Executivo federal, o presidente tem entre suas responsabilidades conduzir a administração do país; executar as leis aprovadas pelo Congresso Nacional; e formular políticas públicas de alcance nacional.

    Também cabe a ele sancionar ou vetar projetos aprovados pelo Legislativo, encaminhar propostas de Orçamento ao Congresso, editar medidas provisórias nos casos previstos pela Constituição e nomear ministros de Estado.

    No âmbito internacional, é o presidente da República quem representa o país nas relações com outros Estados e organismos internacionais. Estão também previstas atribuições relativas à defesa nacional e ao comando supremo das Forças Armadas.

    O mandato presidencial é de quatro anos, com a possibilidade de uma reeleição consecutiva.

    Se, no primeiro turno, o candidato obtiver maioria absoluta dos votos, ele é eleito sem necessidade de segundo turno. Caso contrário, será feita uma nova votação com os dois candidatos mais bem colocados.

    Vice-presidente da República

    O vice-presidente é eleito com o presidente que, com ele, integrou a chapa vencedora do pleito. O vice tem como principal função a de substituir o presidente, tanto em ausências temporárias, como viagens ao exterior, quanto de forma definitiva, em caso de vacância do cargo.

    Cabe, portanto, a ele garantir a continuidade do Executivo Federal em situações de ausência ou vacância da Presidência da República.

    O vice-presidente pode auxiliar o presidente sempre que for convocado, por meio de missões especiais em situações como representações oficiais, articulações políticas ou outras tarefas delegadas pelo chefe do Executivo.

    A Constituição prevê também a possibilidade de que outras atribuições lhe sejam conferidas por meio de lei complementar.

    Governador

    Nos estados, cabe aos governadores exercer a chefia do Poder Executivo local, o que os torna responsáveis pela administração da unidade federativa na qual foram eleitos, o que inclui serviços e políticas públicas no âmbito estadual.

    Muitas atribuições dos governadores estão previstas em constituições estaduais, desde que observados os princípios previstos na Constituição Federal.

    Entre suas responsabilidades estão: elaboração de propostas de leis a serem enviadas às assembleias legislativas; execução do orçamento estadual; e a coordenação de áreas como segurança pública, saúde, educação, infraestrutura e transporte.

    Todos os secretários estaduais são nomeados ou exonerados pelo governador. É ele quem exerce a autoridade administrativa sobre órgãos ligados ao estado e sobre as polícias Civil e Militar.

    Também cabe ao governador sancionar ou vetar os projetos aprovados pelas assembleias legislativas, bem como promulgar leis estaduais e editar decretos para sua execução.

    Assim como ocorre na eleição presidencial, o mandato é de quatro anos, com possibilidade de uma reeleição consecutiva. A vitória no primeiro turno exige maioria absoluta dos votos válidos; do contrário, ocorre segundo turno.

    Vice-governador

    Eleito na mesma chapa do governador, o vice-governador tem como principal função a de substituir o titular nos afastamentos temporários ou, em caso de renúncia, morte, impedimento ou perda do cargo, assumir de forma definitiva a chefia do Poder Executivo estadual.

    Atribuições especiais podem ser atribuídas a ele para missões específicas, quando delegadas pelo governador, de forma similar como à que ocorre com o presidente e o vice-presidente da República.

    Do ponto de vista da legislação brasileira, no caso do vice-governador, não há um conjunto próprio e uniforme de competências executivas para todos os estados. Suas funções podem variar conforme determinam normas previstas nas legislações locais.

    Eleições 2026

    Nas eleições de 2026, serão escolhidas uma chapa para presidente e vice-presidente da República e 27 chapas para governador e vice-governador dos estados e do Distrito Federal. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, será em 25 de outubro.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja a agenda dos candidatos à Presidência neste fim de semana

    Veja a agenda dos candidatos à Presidência neste fim de semana

    A agenda dos candidatos à Presidência da República neste fim de semana inclui atos de campanha, caminhadas, panfletagens, lançamentos de candidaturas e encontros com apoiadores. Também estão previstas entrevistas à imprensa, participação em debates e eventos políticos, gravação de conteúdos e reuniões com equipes e coordenações de campanha.

    No domingo, alguns candidatos participam do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação.  

    Confira a agenda dos presidenciáveis neste sábado (22):

    Edmilson Costa (PCB)
    Participa de reunião da Internacional Antifascista, na Casa da América Latina, no Rio de Janeiro (RJ). 

    Flávio Bolsonaro (PL)
    No sábado, o candidato participa do lançamento da campanha de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro, no Maracanãzinho. À noite, participa da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos (SP). 

    Hertz Dias (PSTU)
    No sábado, participa de caminhada, panfletagem e inauguração de comitê de campanha na Brasilândia, em São Paulo (SP). À tarde, faz caminhada e panfletagem em São Mateus, na Zona Leste da capital paulista e participa de lançamento da candidatura da Dra. Eliana Ferreira ao Senado, em São Bernardo do Campo (SP). No domingo, o candidato participa de ato de comemoração aos 13 anos da Ocupação Esperança, em Osasco (SP).  

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    No sábado, o candidato participa de ato de campanha no Estádio da Moça Bonita – Bangu, no Rio de Janeiro (RJ). 

    Renan Santos (Missão)
    No sábado, o candidato participa do lançamento do Marco da Desfavelização, no Jardim Panorama, em São Paulo (SP). No domingo, participa do debate da Band.  

    Romeu Zema (Novo)
    No sábado, participa de encontro com aposentados vítimas do golpe do INSS na Praça Don Orione, em São Paulo (SP). No domingo, o candidato participa do debate da Band.  

    Ronaldo Caiado (PSD)                                         
    No sábado, o candidato participa do lançamento das candidaturas de Everton Ferreira (PSD) a deputado estadual, em Limeira (SP), e de Carlos Sampaio a deputado federal, em Campinas (SP). No domingo, participa do debate da Band. 

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    Participa do ato de lançamento das candidaturas e em defesa do PCO no Sindicato dos Bancários, em Brasília. Também se reunirá com Expedito Mendonça, candidato do PCO ao governo do DF, e com a coordenação da campanha na capital federal. 

    Samara Martins (UP)
    No sábado, participa de encontro com apoiadores. No domingo, participa de entrevista coletiva na Casa da Mulher Preta Simoa e de ato político cultural no Parque Raquel Queiroz, em Fortaleza (CE). 

    Wilson Grassi (Democrata)
    No sábado, participa de reuniões com a coordenação e com a equipe de marketing da campanha. 

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de forma online do 2º Congresso de RH do Sul e Sudeste do Pará e de debate digital com WJ, no Instagram. À tarde, faz gravação de conteúdos de campanha e preparação para o debate presidencial. No domingo, o candidato participa do debate da Band. 

    A candidata Clariana Barão (DC) não tem agenda programada para o fim de semana. 

    Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja como foi a sexta-feira (21) dos candidatos a presidente

    Veja como foi a sexta-feira (21) dos candidatos a presidente

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta sexta-feira (21) incluiu debates, atos de campanha, entrevistas à imprensa e encontros com representantes de diferentes setores da sociedade.

    >> Veja como foi o dia dos presidenciáveis:

    Clariana Barão (DC)
    A agenda da candidata Clariana Barão na Praça Marechal Rondon, em Cuiabá, foi cancelada. A candidata publicou um vídeo nas redes sociais tratando do combate à violência de gênero.

    Edmilson Costa (PCB)
    A agenda do candidato prevê, na noite de hoje, encontro com jovens junto com o deputado federal Glauber Braga (PSOL), no Rio de Janeiro.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro teve compromissos de campanha nas cidades de Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

    Em Nova Iguaçu, o candidato disse que, se eleito, combaterá facções criminosas, como o PCC, CV, milicianos e outros grupos, que serão tratados como narcoterroristas.

    Em seguida, o candidato participou de uma carreata com eleitores em Duque de Caxias.

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias cumpriu agenda de campanha em Congonhas (MG), onde realizou um ato púbico no sindicato que representa trabalhadores em mineração.

    Ele defendeu a valorização de empregados do setor, respeito a normas ambientais e o controle público das riquezas minerais do país. O candidato pediu ainda a reestatização da mineradora Vale, privatizada em 1997.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Belo Horizonte para o lançamento da campanha em Minas Gerais, ao lado do candidato ao governo estadual, Patrus Ananias.

    Depois, visitou obras de duplicação da Ponte do São Raimundo/BR-116, em Governador Valadares (MG).

    À noite, Lula participou de um ato de campanha na Praça da Estação, no Centro.

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos passou o dia em Maceió. Ele foi à Favela do Mundaú, onde conversou com um grupo resgata animais abandonados.

    Durante a visita, o candidato preparou um vídeo de campanha no qual pede a moradores da capital alagoana que ajudem a encontrar novos lares para os animais abandonados.

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema conversou com comerciantes da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo.

    Ele afirmou ser a favor que o funcionário escolha qual escala de trabalho quer fazer, além de defender austeridade fiscal, privatizações, reforma administrativa e novas regras trabalhistas.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado visitou o Mercado Municipal, na capital paulista.

    Ele propôs combate ao endividamento das famílias com a redução da taxa de juros.

    O candidato reuniu-se também com representantes do agronegócio.

    Rui Costa Pimental (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta teve agenda em Brasília.

    Ele concedeu entrevista à imprensa, reuniu-se com o candidato ao governo do Distrito Federal pelo PCO, Expedito Mendonça, e foi recebido pelo embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins teve compromissos de campanha em Minas Gerais. Pela manhã, reuniu-se com estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Depois, participou da comemoração do Dia Nacional da Moradia na Praça Sete. No início da noite, conversou com jovens da Ocupação Maria do Amaral.

    Samara Martins defendeu que espaços abandonados nas cidades sejam destinados à construção de moradia popular.

    Wilson Grassi (Democrata)
    O candidato Wilson Grassi teve encontros com membros do partido e equipes de campanha em São Paulo.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury participou de debate promovido pela Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), em São Paulo.

    Ele defendeu uma nova postura dos professores em sala de aula, menos tempo de tela para crianças e regulamentação das bets. 

     

    Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV.

    * Colaboraram Bruno de Freitas Moura e Douglas Corrêa (Rio de Janeiro), Pedro Peduzzi (Brasília), Luciano Nascimento (São Luís), Bruno Bocchini (São Paulo) e TV Brasil. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original