Tag: eleições 2026

  • Mendonça propõe tese para julgamento sobre deep fake no TSE

    Mendonça propõe tese para julgamento sobre deep fake no TSE

    O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs nesta terça-feira (25) uma tese jurídica para balizar os julgamentos sobre uso ilegal de deep fake nas redes sociais durante a campanha eleitoral. 

    As deep fakes ocorrem pela criação de conteúdo artificial para prejudicar candidatos. A divulgação desse tipo de conteúdo é proibida pelo TSE.

    No entendimento de Mendonça, é preciso diferenciar o conteúdo sintético produzido por IA, que tem regras estabelecidas pela Corte, e casos de deep fake, para garantir a segurança jurídica das decisões.

    “Considera-se deep fake o conteúdo sintético de áudio, vídeo ou combinação de ambos que, mediante criação, substituição ou alteração digital de imagem ou voz, apresente grau de realismo ou verossimilhança objetivamente apto a produzir falsa percepção de autenticidade quanto a manifestação, comportamento, fato ou circunstância representados”, propôs o ministro.

    A proposta foi apresentada pelo ministro em uma decisão em que determinou a remoção de um vídeo com imagens do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Na ação, a campanha do candidato argumentou que as cenas eram falsas e foram produzidas por inteligência artificial (IA). No processo, o ministro diz que a suspensão é necessária por não apresentar registros reais do candidato.

    Reunião

    Na semana passada, os ministros do TSE começaram a discutir combate às deep fake na campanha. A reunião foi convocada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, para que os ministros possam definir como será a atuação do tribunal nessa questão.

    O encontro ocorreu a portas fechadas e não houve declarações oficiais. A expectativa é que a deliberação sobre o tema seja colocada em prática nas próximas sessões, quando o TSE vai decidir os primeiros casos envolvendo deep fakes na campanha deste ano.

    Regras

    Em março deste ano, o TSE aprovou regras sobre utilização de inteligência artificial durante as eleições gerais de outubro. As normas valem para candidatos e partidos. Os ministros proibiram que provedores de IA permitam, ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar.

    O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores.

    Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com nudez e pornografia. A Corte Eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja como foi a terça-feira (25) dos candidatos a presidente

    Veja como foi a terça-feira (25) dos candidatos a presidente

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta terça-feira (25) incluiu sabatinas, entrevistas à imprensa e participação em fóruns e eventos de campanha. 

    >> Veja como foi a terça-feira (25) dos presidenciáveis: 

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha em Maceió, onde teve reunião com empresários do setor produtivo e participou de uma carreata.

    Ele disse que, se eleito, pretende investir no Nordeste para ampliar a produção de alimentos, como ocorreu no Centro-oeste.

    “Podemos trazer água de verdade para o povo nordestino e também para o nosso agro para que possa prosperar. Olhar para o Nordeste para que, no futuro, seja o maior produtor de alimentos do mundo”, disse.

    Flávio Bolsonaro participou também da Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus.

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias concedeu entrevista ao Monitor Mercantil. Ele defendeu mais direitos aos trabalhadores de aplicativos. 

    “Milhões de pessoas dependem dos aplicativos para sobreviver, mas trabalham sem direitos, sem proteção social e submetidas a algoritmos que determinam sua renda sem qualquer transparência”, disse.

    Na parte da tarde, o candidato e apoiadores fizeram panfletagem no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    O candidato Luiz Inácio Lula da Silva não teve agenda de campanha. 

    Nas redes sociais, ele reiterou o posicionamento favorável ao fim da escala 6 por 1, que está sob análise do Senado. 

    “Vamos acabar com essa jornada escrava de trabalho”, disse, em vídeo.

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos criticou o modelo atual das emendas parlamentares, ao participar de evento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), na capital paulista.  


    São Paulo (SP)-25/08/2026 . O candidato Renan Santos participa do ABDIB Fórum ELEIÇÕES 2026
na Villa Blue Tree Transatlântico .
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP)-25/08/2026 . O candidato Renan Santos participa do ABDIB Fórum ELEIÇÕES 2026
na Villa Blue Tree Transatlântico .
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
    São Paulo (SP)-25/08/2026 . Renan Santos participa de evento da Abdib para candidatos a presidente. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

    Ele defendeu a regulamentação e um sistema de fiscalização por meio de um Procurador-Geral da República independente.

    “O Congresso Nacional não se importa com projeto, com nenhum tema nacional, só se importa com emenda”, disse

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema visitou a comunidade Tavares Bastos, na zona sul do Rio de Janeiro, onde se reuniu com moradores para discutir o tema da segurança pública.

    Ele apresentou propostas voltadas ao combate ao crime organizado, com foco na retomada de áreas sob influência de facções criminosas. 

    Depois, participou de sabatina dos jornais O Globo e Valor e da rádio CBN.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado defendeu que as soluções para os problemas no setor de energia (geração, transmissão e distribuição) devem ocorrer em parceria com a iniciativa privada.

    “Eles [iniciativa privada] é que estarão à frente nessa responsabilidade de levar a esses vazios no Brasil uma condição de energia capaz de industrializar a região, de poder irrigar essa região e poder, ao mesmo tempo, ser motivador para que a pessoa possa ter a sua iniciativa”, disse, ao participar do evento da Abdib, na capital paulista.


    São Paulo (SP)-25/08/2026 . O candidato Ronaldo Caiado participa do ABDIB Fórum ELEIÇÕES 2026, na Villa Blue Tree Transatlântico .
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
    São Paulo (SP)-25/08/2026 . O candidato Ronaldo Caiado participa do ABDIB Fórum ELEIÇÕES 2026, na Villa Blue Tree Transatlântico .
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
    São Paulo (SP)-25/08/2026. Ronaldo Caiado participa de evento da Abdib para candidatos a presidente. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

    Às 21h, participa de sabatina na TV Globo. 

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    O candidato Rui Costa Pimenta foi entrevistado pelo programa Análise da 3ª, veiculado pelo canal no YouTube da Rádio Causa Operária.

    Ele participou de reunião com a executiva nacional do PCO e concedeu entrevista ao Canal do Galo Preto, também no Youtube.

    Samara Martins (UP)
    A candidata cumpriu agenda de campanha em Aracaju, onde participou de panfletagem e caminhada com trabalhadores.

    À noite, Samara participou de plenária com apoiadores na Ocupação João Mulungu, que fica em um prédio abandonado da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e onde residem mais de 30 famílias.

    A candidata manifestou apoio às famílias e defendeu a organização popular. “É preciso que o povo esteja organizado, que o povo esteja em luta para transformar a sua própria realidade, ” disse.

    Wilson Grassi (Democrata)
    O candidato participou de reuniões internas de campanha e de entrevista ao portal Terra.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury participou de uma sabatina no Grupo Thathi/Novabrasil, em que defendeu a adoção do sistema semi-presidencialista no país. 

    “Temos que provocar o Congresso para mudar o regime, para que o presidente fique no estratégico e que o primeiro-ministro possa gerir essa nação com responsabilidade”, disse.

    Após a sabatina, Cury viajou para Minas Gerais, onde participou de evento de lançamento da campanha no estado.

    Clariana Barão (DC)
    A candidata Clariana Barão concedeu entrevistas a portais de notícias em Brasília. Ela defendeu reformas estruturais no país, em especial a previdenciária. 

    Ela disse que, se eleita, criará centros integrados de atendimento à violência doméstica, com o objetivo de incentivar as mulheres a fazerem denúncias contra agressores.

    “Esse centro terá uma delegacia 24 horas de atendimento à mulher; e um posto do IML para poder atendê-la no exame de corpo e delito imediatamente”, afirmou.

    Edmilson Costa (PCB) 
    O candidato não divulgou agenda de campanha.

    Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    * Colaboraram Camila Boehm (São Paulo), Cristina Indio do Brasil (Rio de Janeiro), Luciano Nascimento (São Luís) e Pedro Peduzzi (Brasília)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Presidente do TSE conclama eleitores a comparecerem às urnas

    Presidente do TSE conclama eleitores a comparecerem às urnas

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, conclamou nesta terça-feira (25) os eleitores a comparecem às urnas nas eleições de outubro.

    Durante a abertura da sessão de julgamentos desta noite, Kassio lembrou que faltam menos de 40 dias para o pleito e convidou os eleitores a exercerem “com orgulho” o direito de votar.

    “Conclamo toda sociedade a se preparar para o pleito de outubro. Compareçam às urnas, exerçam com o orgulho o direito de escolher nossos representantes e continuem a ser a força viva da integridade da nossa democracia”, afirmou.

    O presidente também informou que o TSE realizou no último domingo (23) uma eleição simulada no município de Paulino Neves, no Maranhão.

    Para o ministro, a simulação confirmou que o sistema eletrônico de votação é seguro e transparente.

    “O grande protagonista da festa da democracia é o povo, e o motor da nossa atuação é a soberania do voto. Mais do que testar tecnologias e procedimentos operacionais, essa simulação real serviu para reafirmar o compromisso: a Justiça Eleitoral está onde a população está”, completou.

    Eleições

    O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

    De acordo com o TSE, 158 milhões eleitores estarão aptos a exercerem o direito de votar. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sociedade civil propõe 27 pontos para segurança centrada em prevenção

    Sociedade civil propõe 27 pontos para segurança centrada em prevenção

    Movimentos sociais, familiares de vítimas da violência e organizações de 16 estados brasileiros vão apresentar aos candidatos nas eleições gerais de 2026 uma agenda nacional para a segurança pública, uma das principais preocupações dos brasileiros.

    Com 27 pontos, o documento foi elaborado após uma série de encontros que culminaram, no último final de semana, na 1º Conferência Popular de Segurança Pública, em Fortaleza.

    A Carta estabelece a prevenção à violência como uma prioridade e observa que a segurança pública não pode ser tratada apenas como uma questão de policiamento e repressão. Para isso, o documento defende articular políticas públicas que garantam direitos e melhorem a vida das pessoas, enfrentando desigualdades e discriminações.

    Entre as principais propostas estão também o controle da atividade policial, com responsabilização por violações, controle de armas e munições, assim como a redução da letalidade, desmilitarização das polícias e da vida social, além da adoção de medidas de proteção imediata para crianças, adolescentes e pessoas ameaçadas.

    O documento ressalta a necessidade de combater abordagens discriminatórias baseadas no perfilamento racial, ou seja, quando o agente policial escolhe um suspeito somente por causa de traços físicos e cor de pele, geralmente, negra.

    “Trata-se de uma agenda concreta formulada a partir da experiência de quem vive nos territórios, convive com a violência e também com as omissões do Estado”, explica uma das articuladoras do Fórum Popular de Segurança Pública do Nordeste, Edna Jatobá, do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop). 

    Segundo ela, uma parte das propostas pode ser executada de imediato, por decisões administrativas e mudanças nos protocolos, como é caso do uso das câmeras corporais. Outras dependem de atualizações legislativas, além da previsão de recursos, como incentivos para a comunicação popular, educação midiática e ações de cidadania digital.

    A intenção, afirma a assessora das organizações, é transformar a agenda em compromisso político dos concorrentes a cargos públicos. A Carta será apresentada a candidatos à Presidência, ao Congresso Nacional e aos governos estaduais, explicitando qual órgão público que tem competência para colocar em prática cada proposta.

    Confira a entrevista da Agência Brasil com a assessora Edna Jatobá

    Agência Brasil: Quais são as propostas principais da Carta?

    Edna Jatobá: Segurança pública é um assunto complexo e não se responde a um problema complexo de maneira simplória. Por isso, todos os 27 pontos são importantes. Eles são interdependentes. Alguns são mais conhecidos do grande público, como o controle de armas e munições e o investimento em prevenção e políticas públicas nos territórios. Mas há também outros pontos menos conhecidos, mas igualmente importantes, como a proteção imediata para pessoas ameaçadas e a reparação e o cuidado às vítimas da violência do Estado e seus familiares.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 25/08/2026 - Edna Jatobá, do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop). Foto: Gutemberg Santana/Divulgação
    Rio de Janeiro (RJ), 25/08/2026 - Edna Jatobá, do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop). Foto: Gutemberg Santana/Divulgação
    Edna Jatobá, do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop). Foto: Gutemberg Santana/Divulgação

    Agência Brasil: As medidas levam em conta a violência de gênero, como os feminicídios, e o racismo?

    Edna Jatobá: Sim. Levam em conta também outros marcadores sociais, como o território em que vivem. Os dados mostram que determinadas populações e territórios são impactadas pela violência, insegurança e criminalidade de maneira desproporcional. Portanto, é preciso levar os marcadores sociais em consideração, pois são eles que estruturam a forma e o funcionamento da nossa sociedade.

    Agência Brasil: Como enfrentar a alta letalidade de jovens negros?

    Edna Jatobá: Com políticas públicas que dialoguem com a prevenção social da violência, levando em consideração questões como acesso à renda, às oportunidades de trabalho, à moradia digna, lazer e cultura. Tudo isso em paralelo com o controle externo da atividade policial previsto na Constituição, ouvidorias e corregedorias verdadeiramente independentes e tecnologia, como as câmeras corporais.

    Uma das propostas da Conferência é vincular repasses do Fundo Nacional de Segurança Pública ao investimento em ações de prevenção à violência.

    Agência Brasil: Como implementar todas essas medidas?

    Edna Jatobá: A implementação passa, primeiro, por transformar esses pontos em compromissos públicos. Apresentá-los ao Governo Federal, ao Congresso Nacional, aos governos estaduais e municipais e ao Sistema de Justiça, identificando quem tem competência e responsabilidade por cada um. Algumas medidas dependem de mudanças legislativas; outras, de orçamento; outras, de protocolos e práticas institucionais; e muitas podem começar imediatamente, por decisão administrativa.

    Um segundo caminho é fazer com que essa agenda incida sobre os instrumentos concretos de planejamento e financiamento da segurança pública. Os pontos precisam aparecer nos planos de segurança, nos orçamentos, nos programas de formação dos profissionais, nos protocolos de atuação e nos mecanismos de monitoramento e avaliação.

    Agência Brasil: Como a sociedade e os movimentos populares podem acompanhar a adoção dessa agenda?

    Edna Jatobá: Consideramos indispensável fortalecer a participação e o controle social. A Conferência Popular mostrou que a população tem capacidade de formular propostas para a segurança pública. Por isso, queremos acompanhar a implementação, construir indicadores e cobrar periodicamente dos governos respostas sobre o que avançou, o que não avançou e por quê.

    Os 27 pontos são chamados de inegociáveis justamente porque expressam um patamar mínimo de uma política comprometida com a vida, com a redução das violências, com o enfrentamento ao racismo e às desigualdades, com a valorização dos profissionais, com a transparência e o controle da atividade policial e com a participação popular.

    Conheça os 27 Pontos Inegociáveis por uma Segurança Pública que Proteja a Vida:

    1. Prevenção da violência com políticas sociais nos territórios;

    2. Enfrentamento às desigualdades e às discriminações como política de prevenção;

    3. Segurança pública cidadã, comunitária e participativa;

    4. Controle de armas, munições e redução da letalidade;

    5. Mais recursos da segurança pública para prevenção e oportunidades;

    6. Proteção imediata para crianças, adolescentes e pessoas ameaçadas;

    7. Abordagem sem violência, discriminação ou perfilamento racial;

    8. Defensoria Pública presente nos territórios;

    9. Controle da atividade policial e responsabilização por violações;

    10. Revisão permanente das prisões e combate ao encarceramento ilegal;

    11. Superar a guerra às drogas por uma política de cuidado e direitos;

    12. Cuidado integral e redução de danos para pessoas que usam álcool e outras drogas;

    13. Dados, transparência e participação social na política de drogas;

    14. Direito à terra, moradia e permanência nos territórios;

    15. Investimento em prevenção e políticas públicas nos territórios;

    16. Segurança alimentar, agroecologia e proteção dos territórios populares;

    17. Perícia independente para investigar a violência de Estado;

    18. Controle da atividade policial e câmeras corporais obrigatórias;

    19. Desmilitarizar as polícias e a vida;

    20. Redirecionar recursos da repressão para políticas de proteção da vida;

    21. Reparação e cuidado para vítimas e familiares da violência de Estado;

    22. Participação popular permanente na política de segurança pública;

    23. Financiamento público para organizações populares e proteção de lideranças;

    24. Proteção integral aos defensores populares de direitos humanos;

    25. Regulação democrática das plataformas digitais e da inteligência artificial;

    26. Comunicação popular, educação midiática e cidadania digital;

    27. Segurança digital e proteção de crianças, adolescentes e comunidades tradicionais.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Facebook falha em filtrar anúncio com desinformação eleitoral, diz ONG

    Facebook falha em filtrar anúncio com desinformação eleitoral, diz ONG

    Um teste realizado pela Anistia Internacional Brasil apontou falhas do Facebook em filtrar anúncios com desinformação eleitoral. A análise foi divulgada nesta terça-feira (25) pela organização não governamental (ONG), a exatos 40 dias do primeiro turno das eleições gerais, em 4 de outubro.

    De 14 publicações com conteúdo antidemocrático, mais da metade teve a programação aceita pela rede social, de propriedade da empresa americana Meta. Os conteúdos não chegaram a ser publicados.

    A Anistia Internacional detalhou que submeteu ao Facebook 15 anúncios pagos, todos redigidos em português e direcionados exclusivamente à população brasileira em idade de votar, isto é, a partir de 16 anos. Entre eles, 14 continham desinformação eleitoral e apenas um era “neutro”.

    Os ativistas descrevem desinformação como uso de “informação falsa, de caráter deliberado”. Os anúncios com esse tipo de conteúdo seguiram três estratégias:

    • deslegitimação eleitoral: conteúdos que buscam minar a confiança nas eleições, nos sistemas de votação ou nos resultados eleitorais;
    • construção do inimigo: apresentam adversários políticos e tribunais como ameaças à nação ou como atores ilegítimos;
    • autoritarismo com foco na segurança: apresentam o uso da força, a intervenção militar ou o governo de um líder autoritário como respostas necessárias à criminalidade ou à desordem política.

    Um dos anúncios, por exemplo, sustentava: “precisamos de uma revolução militar, não vote nas eleições, e os militares retomarão o poder se menos de 50% votarem!”.

    Em diversas ocasiões, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já esclareceu que essa informação é falsa.

    Oito aprovados

    A ONG assinala que sete dos anúncios elaborados se concentraram em alegações intencionalmente enganosas sobre candidatos e instituições eleitorais, incluindo acusações de que determinados candidatos estariam fraudando a votação, além de questionamentos sobre a integridade do sistema de votação.

    Os outros sete anúncios tinham informações falsas que poderiam interferir na capacidade das pessoas de votar, como dados incorretos sobre quando e como votar ou quais candidatos estavam concorrendo ao pleito.

    De acordo com a ONG, todos os anúncios foram programados para serem veiculados em uma data futura, de forma que pudessem ser cancelados pela Anistia Internacional antes da publicação, evitando que a desinformação se concretizasse.

    O levantamento mostra que oito foram aprovados para publicação. Além disso, os sete rejeitados (incluindo um anúncio neutro) não o foram especificamente por conterem desinformação. Segundo os ativistas, a recusa foi justificada por serem anúncios sobre questões sociais, eleições ou política.

    Nesse caso, a Anistia Internacional recebeu a resposta de que a conta precisaria concluir a verificação de identidade antes que os anúncios pudessem ser publicados.

    “Essas notificações de rejeição não indicavam que os anúncios haviam sido rejeitados por causa de seu conteúdo”, assinala a ONG.

    Sistema de moderação

    Para a diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, “o fato de o sistema de moderação da Meta não ter detectado mais da metade dos anúncios de desinformação eleitoral é profundamente alarmante”.

    “Isso mostra que a Meta não está fazendo o suficiente para impedir que sua plataforma seja um vetor de desinformação, ao mesmo tempo em que continua lucrando com os sistemas de conteúdo e publicidade que possibilitam sua disseminação”, completou.

    De acordo com o balanço financeiro da Meta, que também é dona do Instagram, WhatsApp e Threads, mais de 97% da receita de US$ 60 bilhões da companhia no segundo trimestre de 2026 vieram de publicidade.

    De fora do Brasil

    Além de não ter realizado a verificação de identidade antes de os anúncios terem sido programados, a ONG afirma que os envios foram feitos a partir de Londres, sem a utilização do mecanismo VPN (Rede Privada Virtual, na sigla em inglês), que oculta a localização geográfica real.

    Para a Anistia Internacional, o fato de os anúncios poderem ser enviados de fora do Brasil motiva “sérias preocupações” quanto ao risco de campanhas de desinformação promovidas por atores nacionais ou estrangeiros interferirem nos processos eleitorais.

    Para o pesquisador e consultor em Inteligência Artificial e Direitos Humanos da ONG, Ummar Bashir, a investigação indica que os sistemas de moderação do Facebook “podem não estar detectando de forma confiável” conteúdos de desinformação relacionados às eleições.

    “Isso suscita sérias preocupações sobre se as salvaguardas eleitorais do Facebook estão sendo aplicadas de forma consistente”, emenda.

    O que a Meta diz

    Procurada pela Agência Brasil, a Meta diz que o relatório da Anistia Internacional se baseou em “uma amostra muito pequena de anúncios que nunca foram publicados nem vistos por nenhum usuário” das plataformas da empresa.

    Para a big tech, o estudo não reflete a escala do trabalho da empresa. “Nosso processo de análise de anúncios possui diversas camadas de análise e detecção, antes e depois de eles serem publicados”.

    A companhia americana declarou ainda que investe “recursos significativos para proteger o processo eleitoral de 2026 no Brasil — da transparência em publicidade, líder do setor, à aplicação de protocolos rigorosos para anúncios sobre questões sociais, eleições ou política — e continuaremos a fazê-lo”.

    O que o TSE determina

    A propaganda eleitoral no Brasil é regulada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Resolução 23.610/2019 do tribunal funciona como “norma-mãe” sobre o tema, complementado pelas resoluções 23.732/2024 e 23.755/2026.

    A regulamentação determina que é dever do provedor de aplicação de internet que permita a veiculação de conteúdo político-eleitoral “a adoção e a publicização de medidas para impedir ou diminuir a circulação de fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados” que possam atingir a integridade do processo eleitoral.

    A legislação diz ainda que “informações falsas ou sem comprovação técnica que descredibilizem a integridade do sistema eletrônico de votação” devem ser tornadas indisponíveis, independentemente de determinação judicial. Isto é, a plataforma não precisa receber notificação da Justiça para tirar o conteúdo do ar.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Entidade cobra compromisso de candidatos com direitos da natureza

    Entidade cobra compromisso de candidatos com direitos da natureza

    A proteção dos ecossistemas e a justiça socioambiental são as principais pautas apresentadas pela Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza, a Mãe Terra, em carta-compromisso direcionada aos candidatos às eleições de 2026.

    Segundo Luiz Felipe Lacerda, secretário executivo do Observatório de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (Olma), que integra a entidade, o objetivo é reunir aliados para rever a legislação brasileira tornando a natureza sujeito de direitos fundamentais. A entidade é uma rede nacional de organizações sociais que lutam pelo reconhecimento legal da natureza como sujeito de direitos no Brasil.

    “Porque sem os legisladores e sem os executores a gente não consegue aprovar as leis que favorecem a natureza como sujeito de direitos e nem colocar isso em prática”, diz Lacerda.

    A adesão dos candidatos é voluntária e significa um compromisso público de defender o reconhecimento dos direitos da natureza durante o exercício do mandato, caso seja eleito. “Isso faz com que depois de eleitos, com os mandatos, a gente possa retomar esse contato e fazer alianças necessárias para que as peças legislativas possam avançar.”

    Um exemplo é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que já entrou em debate no Congresso Nacional, mas ainda aguarda novas assinaturas para começar a tramitar no Legislativo.

    “A proposta dá uma revisitada no Artigo 225 da Constituição Federal, que garante um meio ambiente saudável para todos, e em outros artigos também, tirando um pouco o foco antropocêntrico da legislação e ampliando a compreensão de dignidade de direitos para outros seres”, explica Lacerda.

    De acordo com o coletivo, essa visão mais ampla busca preservar a vida como um todo no planeta diante de grandes desafios impostos pela crise climática.

    Segundo Lacerda, por essa razão, o tema está estritamente vinculado aos direitos dos territórios dos povos originários, que trazem o olhar sobre o cuidado do bem comum.

    “Então, a gente não consegue compreender que a defesa da natureza como sujeito de direito esteja dissociada da defesa dos territórios, do debate do marco temporal, da mineração em terras indígenas e da extração de petróleo na Amazônia.”

    Para aderir à carta-compromisso é necessário acessar o formulário na página da articulação.

    Histórico

    Criado em 2020, o coletivo de organizações da sociedade civil Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza – a Mãe Terra já atua na incidência política em defesa da natureza como “sujeito de direitos” há quatro eleições. Segundo Lacerda, o engajamento de candidatos eleitos é significativo.

    “Temos uma métrica bem importante, de mais ou menos uns 35 a 40 mandatos que geralmente assinam a carta. Existem algumas figuras políticas que já acompanham esse tema há bastante tempo e outras que a gente vai cativando e angariando ao longo do caminho”, conclui.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (25)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (25)

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta terça-feira (25) inclui sabatinas, entrevistas à imprensa e participação em fóruns e eventos de campanha. Também estão previstas visitas a entidades e órgãos públicos, além de encontros com empresários e representantes religiosos.

    Os concorrentes ao Palácio do Planalto participam ainda de carreata, panfletagem e caminhadas com trabalhadores e apoiadores.

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de sabatina do Grupo Thathi/Novabrasil FM, em São Paulo (SP). À tarde, visita a Sociedade Rural e a prefeitura de Montes Claros (MG). À noite, participa de evento de lançamento de campanha e jantar na cidade mineira. 

    Clariana Barão (DC) 
    Em Brasília, concede entrevista aos portais Metrópoles, Sputinik e Poder360.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Participa de carreata em Maceió (AL), com saída do aeroporto passando pela BR-104 em direção ao corredor Durval de Góes Monteiro/Fernandes Lima. À tarde, participa de encontro com empresários do setor produtivo e de Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus.

    Hertz Dias (PSTU)
    Concede entrevista ao jornal Monitor Mercantil. À tarde, participa de agitação e panfletagem no Metrô Anhangabaú, em São Paulo (SP). 

    Renan Santos (Missão)
    Participa de sabatina do portal de notícias TMC e do Fórum Abdim Eleições 2026, em São Paulo (SP). À tarde, concede entrevista ao Canal do Bacci (BNTV).

    Romeu Zema (Novo)
    Participa de sabatina dos veículos O Globo, Valor Econômico e CBN, no Rio de Janeiro. 

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Pela manhã, participa do Fórum Abdib Eleições 2026, em São Paulo. Às 21h, participa de sabatina na TV Globo.   

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    Será entrevistado pelo programa Análise da 3ª, veiculado pelo canal no YouTube da Rádio Causa Operária, às 12h30. A partir das 15h, participa de reunião com a executiva nacional do PCO, em Brasília. Às 18h30, participa de plenária nacional do partido e, às 20h, concede entrevista ao Canal do Galo Preto.

    Samara Martins (UP)
    Participa de panfletagem e caminhada com trabalhadores pelo centro de Aracaju (SE). À noite, participa de plenária com apoiadores e filiados da UP na Ocupação João Mulungu.

    Wilson Grassi (Democrata)
    Participa, às 9h, de reunião de alinhamento com o comitê de campanha. Às 14h, concede entrevista ao portal Terra.

    O candidato Edmilson Costa (PCB) não tem agenda pública de campanha nesta terça. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não divulgou a agenda de campanha até o momento desta publicação. 

    Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV. 

    *Colaboraram Paula Laboissière e Pedro Peduzzi, de Brasília.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Eleições 2026: saiba quais são as atribuições de senadores e deputados

    Eleições 2026: saiba quais são as atribuições de senadores e deputados

    Nas eleições de outubro deste ano, além de escolher os chefes do Poder Executivo (presidente da República e governadores), os brasileiros também vão eleger seus representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual.

    Senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais têm como principal responsabilidade elaborar leis e fiscalizar a atuação dos governos.

    Além da elaboração e aprovação de leis, o Poder Legislativo tem outras prerrogativas relevantes. Isso porque, para governar, o chefe do Executivo depende, em muitos aspectos, de uma boa relação com o parlamento.

    No caso da Presidência, essa relação é com o Congresso Nacional, onde deputados federais e senadores cumprem seus mandatos. Já no caso dos governadores, a relação é com as câmaras legislativas estaduais e do Distrito Federal, onde atuam os deputados estaduais e distritais (DF).

    Conhecer a história dos candidatos aos cargos legislativos é também importante para a escolha de alguém com perfil adequado. Seja para o cargo de senador ou deputado federal; seja para os cargos de deputados estaduais ou distritais das 27 unidades federativas do país.

    Senadores

    Em termos gerais, os senadores exercem três funções principais: representar seus estados; elaborar leis; e fiscalizar o Executivo Federal.

    Além de discutir e votar propostas legislativas, os senadores acompanham a execução de políticas públicas e analisam autoridades indicadas pelo presidente da República para diversos cargos públicos.

    Entre as atribuições exclusivas do Senado estão a aprovação de autoridades indicadas pelo presidente como ministros do Supremo Tribunal Federal e dirigentes do Banco Central, além do julgamento de autoridades em processos por crimes de responsabilidade, nos casos previstos pela Constituição.

    Cada unidade da Federação possui três representantes no Senado. Diferentemente dos deputados (que têm mandato de quatro anos), os senadores têm mandato de oito anos.

    Nas eleições de 2026, serão renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado. Isso equivale a dois terços da composição da Casa. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado. Serão eleitos os dois mais votados em cada estado e no DF.

    Deputado federal

    Se, por um lado, os senadores representam as unidades federativas no Congresso Nacional, por outro são os deputados federais que representam a população dos estados e do DF.

    A principal função de um deputado federal é elaborar, discutir e votar leis de interesse nacional. Também cabe aos deputados fiscalizar atos do Poder Executivo federal e participar da análise e aprovação do orçamento da União.

    A eleição dos 513 deputados que integrarão a Câmara Federal pelos próximos quatro anos ocorre pelo sistema proporcional, no qual a distribuição das vagas considera não apenas a votação individual dos candidatos, mas também o desempenho dos partidos e federações partidárias.

    Os deputados federais propõem, discutem e votam projetos de lei, emendas constitucionais e outras proposições, além de participar da elaboração e da aprovação do Orçamento da União em conjunto com o Senado.

    São também responsáveis por fiscalizar a aplicação dos recursos públicos e os atos do Poder Executivo. Nesse sentido, podem solicitar informações a autoridades, convocar ministros para prestar esclarecimentos e participar de comissões parlamentares de inquérito (CPIs).

    A Câmara dos Deputados tem ainda a atribuição exclusiva de autorizar a instauração de processo por crime de responsabilidade contra o presidente, o vice-presidente da República e, também, contra ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas.

    Deputado estadual

    Os deputados estaduais são os representantes da população de seu estado nas assembleias legislativas locais. São eleitos para um mandato de quatro anos.

    Além de legislar sobre temas de competência estadual e fiscalizar a atuação dos governadores, eles também participam da elaboração, análise e aprovação do orçamento estadual.

    Também cabe aos deputados estaduais participar de comissões temáticas ligadas a áreas como saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento econômico.

    Deputado distrital

    No Distrito Federal, devido à organização administrativa própria da capital do país, o cargo equivalente ao de deputado estadual é o de deputado distrital. Como o DF não tem câmara municipal, os deputados distritais acumulam competências equivalentes às dos vereadores.

    Basicamente, os deputados distritais atuam na elaboração, discussão e votação de leis distritais, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Têm também a atribuição de fiscalizar o Poder Executivo local, conforme previsto na Constituição Federal e na Lei Orgânica do DF.

    Cabe aos parlamentares distritais apreciar vetos do governador e aprovar decretos legislativos e resoluções, bem como participar da definição do orçamento do DF. Eles acompanham a aplicação dos recursos públicos e, para tanto, podem solicitar informações e fiscalizar a administração distrital.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja como foi a segunda-feira (24) dos candidatos a presidente

    Veja como foi a segunda-feira (24) dos candidatos a presidente

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta segunda-feira (24) incluiu sabatinas e entrevistas à imprensa, além de atividades de preparação para a campanha. Também estão previstas ações de comunicação e media training.

    >> Veja como foi a agenda dos presidenciáveis hoje (24):

    Edmilson Costa (PCB)
    O candidato Edmilson Costa participou de entrevista para o Monitor Mercantil.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    O candidato Flávio Bolsonaro cumpriu agenda em São Paulo nesta segunda-feira (24). Às 18h, ele participou de reunião da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. 

    Nesta noite, participa do evento Veja Premiação TOP30 – As Melhores Empresas do Brasil, no Palácio Tangará. 

    Hertz Dias (PSTU)
    O candidato Hertz Dias participa, na noite de hoje, da entrevista ao podcast Três Irmãos, em São Paulo.

    Uma das propostas do candidato é o enfrentamento a grandes monopólios, da precarização do trabalho, baixos salários e o fim da escala 6×1. “O Brasil passa por um acelerado processo de recolonização e de retrocesso diante da dominação imperialista das grandes potências capitalistas. Essa condição aprofunda a desindustrialização do país, o empobrecimento da população e a degradação econômica e social”, declarou.

    Renan Santos (Missão)
    O candidato Renan Santos teve encontro com investidores e empresários, na capital paulista.

    Romeu Zema (Novo)
    O candidato Romeu Zema encontrou-se com pastores e vítimas do vício em bets. No encontro, realizado na Igreja Assembleia de Deus Ministério Unção, em Belford Roxo, Zema disse que pretende implantar uma política de combate ao vício em apostas online.  

    “As igrejas têm feito trabalho no sentido de tirar essa desgraça que está tomando conta das famílias brasileiras, que são as bets”, afirmou.

    Às 21h, participa de sabatina na TV Globo.  

    Ronaldo Caiado (PSD)
    O candidato Ronaldo Caiado participou do evento Pacto Brasil de Futuro, na Casa Jereissati, em São Paulo. O documento traz diretrizes para o planejamento governamental. 

    Em entrevista, o candidato disse que uma das prioridades de seu governo, se eleito, será a educação.

    Samara Martins (UP)
    A candidata Samara Martins visitou o acampamento de funcionários da empresa pública Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa) em Teresina, que foram demitidos após a privatização.  Durante a visita, ela defendeu um novo processo de industrialização do país.

    “A gente tem se comportado como mero exportador de matéria-prima e importando as coisas já industrializadas. O Brasil é completamente capaz de ser um país soberano, um país independente que não depende de nenhum país imperialista”, disse.

    Wilson Grassi (Democrata)
    O candidato Wilson Grassi teve reuniões com a equipe de comunicação da campanha. Na parte da tarde, concedeu entrevista à Gazeta de São Paulo.

    Augusto Cury (Avante)
    O candidato Augusto Cury defendeu, em sabatinas da TMC/Transamérica e do Canal Rural, a proposta de dividir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como forma, segundo o candidato, de atender melhor cada tipo de empresa.

    “Vêm aí a IA [inteligência artificial] e a robótica. Precisamos financiar 10 milhões de microempresas nos próximos oito a dez anos. Precisamos dividir o BNDES em dois. Caso contrário, se deixar nas mãos das grandes empresas, vai ter desemprego em massa”, disse o candidato.

    Os candidatos Clariana Barão (DC),  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rui Costa Pimenta (PCO) não tiveram agenda pública.

    Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato Pablo Marçal (PRTB) está proibido de fazer campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral no rádio e na TV. 

    >> Assista na TV Brasil

    * Colaboraram Luciano Nascimento (São Luís), Pedro Peduzzi (Brasília), redação de São Paulo e TV Brasil

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Unicef pede a candidatos mais ações de prevenção à violência infantil

    Unicef pede a candidatos mais ações de prevenção à violência infantil

    O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) cobrou de candidatos à Presidência da República que dediquem maior atenção, em suas propostas eleitorais, a medidas de prevenção à violência infantil. 

    Pesquisadores da entidade avaliaram as propostas de cinco candidaturas. O Unicef defende respostas “mais bem adaptadas às vulnerabilidades de diferentes grupos de crianças e adolescentes”.

    Segundo o fundo, as principais candidaturas têm propostas contra violências, mas a maioria promete políticas de resposta, e não de prevenção.

    A entidade considera que, nas últimas décadas, o Brasil avançou em áreas sociais, mas em relação à violência “a situação segue sendo grave”. 

    “Para proteger crianças e adolescentes, é fundamental também agir antes que a violência aconteça, por meio de políticas de educação e oportunidades para jovens, da assistência social, da saúde, do fortalecimento das famílias e de sistemas que identifiquem e referenciem situações de violência”, afirmou o representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman.

    Soluções

    No estudo, o Unicef defende que os futuros governantes incluam a “parentalidade protetiva” nas políticas já existentes de primeira infância, cuidados, assistência social e enfrentamento às violências. 

    Isso incluiria a formação de agentes públicos que hoje chegam às casas das famílias para que saibam orientar pais, mães e cuidadores a prevenir a violência e adotar práticas parentais não violentas.  

    A entidade ainda defende a criação de uma Política Nacional de Prevenção de Violências contra Adolescentes, que vá além de ações de segurança pública. A ideia é que sejam coordenadas diferentes áreas, como educação, trabalho, emprego e assistência social para reduzir os fatores de risco associados à violência.

    Cenário de violência

    Inclusive, o Unicef contextualiza que, apenas no ano passado, 2.079 crianças e adolescentes foram mortos de forma violenta no Brasil. Seria o equivalente a seis vítimas por dia. A maioria delas é formada por adolescentes homens e negros. 

    Segundo o último Anuário de Segurança Pública, o país registrou em 2025 mais de 38 mil casos de maus tratos de menores no ambiente doméstico. O número é mais que o dobro do registrado no ano anterior. 

    Foram registrados ainda 61 mil estupros ou estupros de vulnerável cometidos por autores conhecidos das vítimas. 

    Desigualdades

    A análise do Unicef observou que as propostas tratam as crianças como um grupo homogêneo “sem considerar recortes de raça, etnia, gênero, deficiência ou território, nem como eles influenciam a vulnerabilidade às violências”. 

    Ainda nesse tema, a entidade criticou a ausência de referências específicas a crianças negras e indígenas, que têm os maiores riscos de exposição à violência em diferentes contextos. 

    “As referências a meninas e a crianças com deficiência estão presentes, mas de forma limitada”, observa o fundo.

    Abordagens

    Quanto à abordagem do tema O Unicef catalogou, nas propostas dos candidatos Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO) e Renan Santos (MISSÃO), as menções a crianças e adolescentes. Foram identificados 178 registros.  

    O Unicef identifica que as plataformas eleitorais dos candidatos Lula, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro abordam o tema de forma explícita. Renan Santos não menciona dessa forma.

    Em geral, no entanto, a entidade considera que há mais ênfase em abordagens de resposta à violência do que em propostas voltadas a uma proteção integral de crianças e adolescentes por meio de políticas sociais.

    O Unicef avalia que os programas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema focam em medidas de punição e resposta às violências contra crianças e adolescentes ou cometidas por eles.

    Já o plano de Ronaldo Caiado dá ênfase na investigação e penalização de autores da violência, mas traz também propostas intersetoriais de prevenção. Por sua vez, o plano de Lula está mais voltado a ações de prevenção da violência infantojuvenil.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original