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  • Proteção da biodivesidade no mundo demanda mais US$1,3 trilhão por ano

    Proteção da biodivesidade no mundo demanda mais US$1,3 trilhão por ano

    O enfrentamento à crise da biodiversidade, que põe em risco diversas formas de vida no planeta, inclusive a dos seres humanos, é um desafio que exigirá dos países esforços financeiros de US$ 1,317 trilhão ao ano, além do que já é investido atualmente.

    O número é resultado de um estudo realizado pelas organizações sociais The Nature Conservancy (TNC), World Wildlife Fund (WWF) e Paulson Institute, que resulta no relatório Financing Nature 2026: uma atualização de meio de década – do progresso isolado à implementação em escala.

    As organizações acompanham a evolução dos investimentos globais na proteção da natureza desde 2020, quando foi publicado o primeiro relatório. Os pesquisadores comparam essa evolução com a necessidade de recursos para proteger as espécies da fauna e da flora, e a distância, chamada de déficit, só aumentou.

    Nesses seis anos, o déficit de financiamento para conter a crise da biodiversidade quase dobrou, saindo de US$ 711 bilhões para os atuais US$ 1,317 trilhão.

    Na avaliação de Carter Roberts, presidente da WWF nos Estados Unidos, não faltam mecanismos para financiar a natureza. Alguns exemplos são o mercado de carbono e os Acordos de Financiamento de Projetos para Permanência (PFP, na sigla em inglês), que impulsionam a criação de áreas de conservação por meio de um fundo de transição para financiamento da implantação do projeto.

    “Este relatório comprova que essas estratégias funcionam, mas também deixa claro que precisamos implementá-las no ritmo e na escala exigidos pela perda da natureza”, afirma Roberts.

    “Investimento em destruição”

    O estudo também aponta a prática, por muitos países, de políticas prejudiciais que colocam em risco a natureza e as economias. De acordo com o relatório, para cada dólar investido na proteção da natureza, 30 são destinados à sua destruição.

    “Hoje, em um único mês, os governos gastam mais com subsídios prejudiciais à natureza do que investem em sua proteção ao longo de um ano inteiro”, afirma Henry M. Paulson Jr., presidente do Paulson Institute.

    A reforma de subsídios seria capaz de liberar grande parte dos recursos necessários ao financiamento da natureza, afirma Paulson Jr.. “Quando governos acertam os incentivos, o capital tende a acompanhá-los.”

    A partir da análise dos números verificados ao longo dos seis anos, os pesquisadores elaboraram um roteiro que apresenta os caminhos para ação como parte do Financing Nature 2026.

    O que fazer

    Entre as orientações, o relatório destaca a necessidade de:

    • reformar os subsídios prejudiciais;
    • ampliar iniciativas, como estratégias, operações cotidianas, concessões de crédito e investimentos bem-sucedidos;
    • enxergar a natureza como um ativo essencial à economia e não como um recurso gratuito.

    O relatório também indica que governos e órgãos reguladores devem criar condições políticas e de mercado que permitam ampliar o financiamento da natureza. Os Bancos Multilaterais de Desenvolvimento e as Instituições Financeiras de Desenvolvimento devem usar seus balanços e instrumentos para mobilizar investimentos.

    Por fim, a convergência das crises climática e da biodiversidade em um único desafio devem orientar as estratégias de governos, empresas e investidores em seus planos de desenvolvimento e investimentos.

    “Não estamos começando do zero. Partimos de uma década de evidências sobre o que funciona e este relatório é um chamado para avançarmos a partir delas”, conclui Jennifer Morris, CEO da The Nature Conservancy.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Vale é autorizada a retomar operação da Mina de Fábrica em Ouro Preto

    Vale é autorizada a retomar operação da Mina de Fábrica em Ouro Preto

    A mineradora Vale anunciou que recebeu autorização do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) para retomar parcialmente as operações da Mina de Fábrica, produtora de minério de ferro, em Ouro Preto, região metropolitana de Belo Horizonte.   

    As atividades na estrutura estavam suspensas por decisão da Justiça desde o início de fevereiro, após danos ambientais causados por um vazamento de água e rejeitos ocorrido em 25 de janeiro.

    A autorização para retomada faz parte de um termo de compromisso assinado pela Vale com o Ministério Público Estadual e o governo de Minas Gerais.

    De acordo com a mineradora, a reativação “observará as condições de segurança, controle ambiental, licenças, autorizações e condicionantes aplicáveis, bem como a continuidade das ações previstas no termo de compromisso”.

    A companhia informou ainda que a volta da operação não altera as projeções de produção vigentes.

    Relembre

    De acordo com a ação do Ministério Público, o vazamento de janeiro em uma das cavas (área escavada para retirar minério ou outro material) da mina atingiu cursos d’água responsáveis por alimentar o rio Paraopeba, levando ao assoreamento de córregos e danos à vegetação.

    Escaparam quase 263 mil metros cúbicos de água turva. O volume é equivalente a cerca de 105 piscinas olímpicas.

    O Ministério Público sustentou que houve falha no sistema de drenagem do reservatório da mina.

    O material levado pelo vazamento chegou a atingir a área de outra mineradora, a CSN, provocando danos materiais. A lama chegou ainda ao rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana da cidade.

    No fim de janeiro, o governo da Minas Gerais multou a Vale em R$ 1,7 milhão por causa desse e de outro vazamento, em 26 de janeiro, que tinha ocorrido na Mina de Viga, na cidade vizinha de Congonhas.

    À época dos vazamentos, a Vale informou que não houve feridos e que a população e as comunidades do entorno não foram afetadas”. Acrescentou ainda que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).

    De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, os vazamentos não comprometeram as estruturas de barragens. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • STF: defesa de Bolsonaro pede suspensão do cumprimento da pena

    STF: defesa de Bolsonaro pede suspensão do cumprimento da pena

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira (24) ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do cumprimento da pena de 27 anos e três meses a qual foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado. 

    A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro em setembro do ano passado, e o ex-presidente foi preso em novembro. Posteriormente, em março, ele teve concedida a prisão domiciliar humanitária, em razão de problemas de saúde, e cumpre pena em sua casa no bairro do Jardim Botânico, em Brasília. 

    O pedido da defesa foi feito no processo de revisão criminal do caso da trama golpista, aberto em maio e que foi distribuído para a relatoria de Nunes Marques, integrante da Segunda Turma do STF. O processo ainda não foi a julgamento. 

    O principal argumento dos advogados é o de que Bolsonaro não poderia ter sido julgado pela Primeira Turma, colegiado composto por apenas cinco ministros, e sim pelo plenário do STF, que possui 11 ministros. Atualmente, uma cadeira vaga com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. 

    O ponto foi levantado diversas vezes ao longo do julgamento da trama golpista, mas foi sempre rejeitado pela Primeira Turma. Agora, a defesa tenta que o tema seja analisado pelos demais ministros. 

    Para os advogados, os crimes imputados a Bolsonaro teriam sido cometidos durante o exercício da Presidência da República, o que atrairia a competência exclusiva do plenário do Supremo. Eles argumentam que o julgamento por uma das turmas, um colegiado menor, se mostra “inadmissível, ilegal e inconstitucional”. 

    “A continuidade da execução da pena durante a tramitação da revisão criminal pode produzir dano irreparável”, diz a peça protocolada pela defesa.

    “A liberdade indevidamente suprimida não se recompõe. Ainda que a revisão criminal venha a ser julgada procedente, o tempo de encarceramento já cumprido por força de acórdão viciado não poderá ser restituído em sua integralidade”. 

    Os advogados querem que a execução da pena seja suspensa até o julgamento definitivo da revisão criminal. 

    “A competência do Plenário para processar e julgar o presidente da República integra um regime jurídico-constitucional específico, marcado pela centralidade institucional do cargo, pelos efeitos possíveis do recebimento da denúncia e pela excepcionalidade da jurisdição penal originária no ápice do Judiciário”, acrescenta a defesa de Bolsonaro. 

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • BC reduz projeção de crescimento da economia para 1,8%

    BC reduz projeção de crescimento da economia para 1,8%

    O Banco Central (BC) reduziu de 2% para 1,8% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026 e manteve em 5,2% a estimativa de inflação para o fim do ano.

    De acordo com o Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado nesta quinta-feira (24), a inflação tende a ficar acima da meta, apesar da desaceleração observada nos últimos meses.

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, referência oficial da inflação do país) acumulado em 12 meses recuou de 4,72% em maio para 4,22% em agosto, destaca o relatório.

    O documento detalha que a inflação de serviços “segue elevada em cenário de mercado de trabalho aquecido e hiato do produto positivo”. As expectativas de inflação permanecem acima da meta em todo o horizonte de projeção considerado pela instituição.

    No cenário de referência do Comitê de Política Monetária (Copom), a inflação acumulada em quatro trimestres deve recuar para 4,4% no terceiro trimestre deste ano, mas voltar a subir para 5,2% no fim de 2026.

    A projeção de inflação para o primeiro trimestre de 2028 permaneceu em 3,2%. Em relação ao relatório anterior, o BC afirma que essa projeção ficou estável, mas que a trajetória projetada para a inflação se tornou mais elevada de forma geral.

    PIB e mercado de trabalho

    O relatório também aponta desaceleração da atividade econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% no segundo trimestre deste ano, após expansão de 1,1% no trimestre anterior. Os primeiros indicadores do terceiro trimestre, segundo o BC, sugerem continuidade desse movimento.

    Diante da desaceleração da atividade e dos indicadores mais fracos do terceiro trimestre, o BC reduziu de 2% para 1,8% a projeção de crescimento da economia em 2026. Para 2027, a estimativa é de expansão de 1,4%.

    Apesar da atividade mais fraca, o mercado de trabalho segue aquecido. A taxa de desocupação permaneceu em nível historicamente baixo e a geração de empregos com carteira assinada continua positiva, embora em ritmo menor.

    Ambiente externo

    O Banco Central também destaca que o ambiente externo permanece incerto em razão dos conflitos armados ainda não resolvidos no Oriente Médio e das decisões futuras de política monetária em economias avançadas.

    Na reunião de setembro, o Copom reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano. Segundo o relatório, o cenário atual, marcado pelo aumento das incertezas, pela desancoragem das expectativas e pelos riscos para a inflação, exige cautela na condução da política monetária.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Bancos centrais do Brasil e da Europa avaliam interligar Pix com Tips

    Bancos centrais do Brasil e da Europa avaliam interligar Pix com Tips

    O Banco Central do Brasil e o Banco Central Europeu (BCE) iniciam nesta quinta-feira (24) estudo de viabilidade para interligar o Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, com o Target Instant Payment Settlement (Tips), serviço de liquidação de pagamentos instantâneos do Eurosistema.

    Em nota, o Banco Central do Brasil informou que serão avaliados aspectos técnicos, operacionais, jurídicos e de negócio relacionados ao processo.

    “Considerando os significativos fluxos econômicos e financeiros entre o Brasil e a área do euro, a interligação entre Pix e Tips poderá contribuir para pagamentos transfronteiriços mais rápidos, eficientes e de menor custo entre as duas jurisdições.”

    De acordo com o Banco Central do Brasil, a iniciativa integra a “agenda evolutiva do Pix” e os esforços de interligação do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos com infraestruturas similares multilaterais e de outras jurisdições.

    Tais interligações, segundo a nota, poderão permitir transferências de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos.

    “De forma mais ampla, a interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de reduzir custos, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência das transações transfronteiriças, em linha com os objetivos do Plano de Ação do G20 para o Aprimoramento de Pagamentos Transfronteiriços.”

    Tips

    O serviço de liquidação de pagamentos instantâneos do Eurosistema Tips foi criado para ser uma infraestrutura pan-europeia de liquidação instantânea em moeda de banco central, operando atualmente com o euro, sueca e a coroa dinamarquesa, com expansão prevista para outras moedas do Espaço Econômico Europeu.

    “A análise da interligação com o Pix se somará aos trabalhos em curso do Eurosistema para conectar o Tips a outras infraestruturas de pagamentos instantâneos, incluindo o Nexus [iniciativa do Banco de Compensações Internacionais] e os sistemas de pagamentos da Índia e da Suíça”, completou o Banco Central do Brasil na nota.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Produção florestal no país alcança recorde de R$ 47,9 bilhões em 2025

    Produção florestal no país alcança recorde de R$ 47,9 bilhões em 2025

    As florestas brasileiras renderam ao país uma produção econômica avaliada em R$ 47,9 bilhões em 2025. Esse é o maior valor já alcançado no Brasil e representa alta de 6,7% em relação ao ano anterior.

    Os dados se referem a florestas naturais ou plantadas e fazem parte da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O instituto leva em consideração a silvicultura, quando a produção é retirada de áreas plantadas, e do extrativismo, que se refere à área verde originalmente natural.

    As cifras são em valores correntes ao ano da pesquisa, ou seja, não levam em conta a inflação do período até hoje.

    Silvicultura dispara

    A silvicultura saltou 8,6% de 2024 para 2025, atingindo R$ 41 bilhões. A extração vegetal caminhou no sentido contrário e recuou 3,1%, ficando em R$ 6,9 bilhões.

    No fim da década de 1990, a silvicultura e o extrativismo se alternavam como principais motores da produção florestal. Mas, desde então, a produção de áreas plantadas disparou, chegando a 85,6% em 2025, restando apenas 14,4% à extração vegetal.

    O IBGE destaca que, desde 2019, o valor econômico da silvicultura cresceu 165%. A explicação, segundo o instituto, são avanços tecnológicos.

    Em 2025, as florestas plantadas somaram 10,4 milhões de hectares (104 mil km²). Isso equivale praticamente ao tamanho de Pernambuco (98 mil km²).

    Eucalipto e celulose

     


    fábrica, indústria, sede da Suzano Celulose
    fábrica, indústria, sede da Suzano Celulose
    Sede da Suzano Celulose – Amanda Oliveira/GovBA

    Dessa área, 78,6 % são de eucalipto, árvore de crescimento rápido (em torno de sete a oito anos) utilizada principalmente na indústria de celulose, matéria-prima fundamental para a fabricação do papel.

    A produtividade da silvicultura brasileira faz com que o país seja o maior produtor e exportador mundial de celulose, posição ocupada desde 2022, quando superou o Canadá.

    O IBGE informa que o destaque global do país é impulsionado também por condições climáticas e pelo solo favoráveis ao crescimento rápido de florestas, além de “investimentos em práticas sustentáveis, que o tornam altamente competitivo no mercado internacional”.

    Em 2025, o Brasil produziu 22,2 milhões de toneladas de celulose, 12,7% mais que no ano anterior.

    China influencia preço

    Em termos de valores, foram US$ 10,2 bilhões, recuo de 3,9% em um ano. Por ser uma commodity (matéria-prima negociada com preços internacionais), o valor da celulose depende diretamente do mercado mundial.

    O IBGE justifica que os preços caíram por causa do “excesso de oferta global, pela desaceleração do consumo chinês e consequente aumento dos estoques, e por questões cambiais, como a valorização do real”.

    A celulose foi o oitavo produto mais exportado pelo Brasil em 2025. O topo da lista é ocupado, na ordem, pelo petróleo, soja e minério de ferro.

    Três Lagoas

    O levantamento aponta que 4.889 municípios registraram produção florestal no ano passado. O de maior destaque é Três Lagoas, cidade de 145 mil pessoas no leste de Mato Grosso do Sul.

    No ano passado, a produção florestal chegou a R$ 1,8 bilhão, mais que triplicou (+216,3%) em relação a 2024. Na cidade, há fábricas das produtoras de celulose Suzano (maior empresa mundial do setor) e Eldorado.

    Em termos estaduais, Minas Gerais tem o maior protagonismo, com valor da produção da silvicultura chegando a R$ 9,2 bilhões em 2025, ou 22,5% do total nacional. Minas é o maior produtor de carvão vegetal do país, com 84,6% do volume nacional.

    Alimentícios

     


    Salvaterra (PA), 09/10/2025 - Trabalhadores fazem colheita de açaí plantado em sistema de agrofloresta. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Salvaterra (PA), 09/10/2025 - Trabalhadores fazem colheita de açaí plantado em sistema de agrofloresta. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
     Trabalhadores fazem colheita de açaí plantado em sistema de agrofloresta. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura identificou que produtos alimentícios somaram R$ 2,2 bilhões em valor de produção.

    Metade desse montante coube ao açaí (251 mil toneladas), sendo dois terços dessa produção (66,7%) no Pará.

    A erva-mate ostentou a vice-liderança entre os produtos não madeireiros, com R$ 562,3 milhões. De todo o mate extraído no país, 88,4% vieram do Paraná. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Polícia e MP deflagram nova fase da Operação Carbono Oculto em SP

    Polícia e MP deflagram nova fase da Operação Carbono Oculto em SP

    O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público de São Paulo, e a Receita Federal fazem nesta manhã de quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto.

    Os órgãos investigam, com apoio da Polícia Federal e Receita Federal, estrutura complexa de lavagem de dinheiro para viabilizar a compra de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.

    A suspeita é de estrutura criminosa montada busca ocultar o controle de usina sucroalcooleira. Fintechs foram utilizadas para fazer movimentação financeira da organização criminosa.

    As autoridades conseguiram identificar uma operação ligada à usina no valor aproximado de R$ 370 milhões. Toda a movimentação do montante foi feita através da estrutura criada pelos criminosos para conferir uma aparência de legitimidade à operação, dificultando a identificação dos beneficiários finais.

    Entre os alvos estão executivos de um banco e de empresas, como a Entre Investimentos, do empresário Antônio Carlos Freixo Junior (o Mineiro), que tem ligações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master que está preso devido a fraudes no sistema financeiro.

    “A Entre é uma administradora de recursos que funcionou também como instrumento de ocultação e lavagem de dinheiro para que essa usina, que já era de organizações criminosas, pudesse adquirir uma distribuidora de combustível, ocultando a real propriedade de quem, de fato, passou a comprar essas distribuidora de combustível que já está fechada por determinação da Justiça e de órgãos competentes”, disse o ministro da Fazenda Dario Durigan nesta manhã.

    Durigan disse ainda que, após as investigações da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo, foi identificado que a Entre “recebe dinheiro do crime organizado, ajuda na ocultação de patrimônio de forma que, não só uma usina de etanol mas também uma distribuidora de combustível passassem a atuar no mercado numa concorrência bastante desleal com o setor formal”.

    De acordo com o ministro, esta terceira fase da Carbono Oculto identificou uma movimentação de R$ 11 bilhões “por essas várias camadas da ‘lavanderia’ que virou parte do nosso sistema financeiro”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Caso Master: TCDF bloqueia até R$ 2,7 bi de ex-dirigentes do BRB

    Caso Master: TCDF bloqueia até R$ 2,7 bi de ex-dirigentes do BRB

    O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) decidiu, nessa quarta-feira (23), de forma unânime, em sessão fechada, bloquear até R$ 2,7 bilhões em contas e bens de cinco ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB), instituição pública controlada pelo governo do Distrito Federal. 

    A medida foi tomada em face da crise provocada por negócios do BRB com o Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central por indícios de gestão fraudulenta. 

    Segundo o TCDF, os ex-dirigentes do BRB terão 30 dias para se defender. O valor total do bloqueio é de R$ 2.761.749.206,55. 

    “A medida tem por objetivo resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante de indícios apontados em apurações relacionadas a operações conduzidas pela instituição financeira”, informou o tribunal. 

    Ainda segundo o tribunal de contas local, a decisão prevê uma “instrução prioritária” para avaliar a extensão do bloqueio a outras pessoas envolvidas no caso. 

    O TCDF determinou também o envio, em até 24 horas, das informações colhidas por auditoria independente contratada pelo BRB para avaliar os prejuízos decorrentes dos negócios com o Master. 

    Até o momento, o BRB encontra-se em desconformidade regulatória, por não ter cumprido os prazos legais para a apresentação de balanço operacional e patrimonial, que não são publicados desde o ano passado. 

    O caso é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Há suspeita de que ex-dirigentes do banco receberam vantagens indevidas para autorizar a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Master, num valor que pode ultrapassar os R$ 12 bilhões. O tamanho real do rombo ainda não foi revelado. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (24) 

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (24) 

    A agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (24) inclui entrevistas, debates, atos e encontros com apoiadores.

    Também estão previstas visitas a instituições e espaços comerciais, carreata, coletiva de imprensa e panfletagens em diferentes cidades.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Participa do ato Brasil Pronto pra Mais na Praça Marechal Deodoro, no centro de Maceió (AL). 

    Renan Santos (Missão)
    Participa de encontro com apoiadores em cidades de São Paulo: Piracicaba, São Carlos e Ribeirão Preto.

    Romeu Zema (Novo)
    Às 10h30, participa de entrevista ao vivo para a Jovem Pan Campinas, em São Paulo. Às 11h45, caminha pelas ruas Rota dos Imigrantes e Rua Boulevard centro comercial de Holambra (SP). Às 12h50, tem almoço com apoiadores em Holambra, na Casa Bela Café. Às 13h50, encontra-se com empresários na empresa Inbra, em Jaguariúna. Às 14h50, conhece o CAJ – Centro de Referência Autismo de Jaguariúna (SP).

    Ronaldo Caiado  (PSD)
    Às 9h35, participa de entrevista, ao vivo no Programa Primeira Hora, da Rádio Acústica FM 97.7 (RS). Às 10h45, tem caminhada na Av. Mangalô – Região Noroeste de Goiânia (GO). Às 17h, participa de carreata em Senador Canedo (GO). 

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    Às 13h, participa do programa Análise Internacional, transmitido pelo canal do Diário Causa Operária no YouTube. 

    Augusto Cury (Avante)
    Em Cuiabá (MT), visita a Casa Cury e o Shopping Popular. Em Porto Velho (RO), participa de carreata e coletiva de imprensa. À noite, visita a sede do Avante em Manaus (AM). 

    Clariana Barão (DC)
    Concede entrevista ao portal Pleno News.

    Edmilson Costa (PCB)
    Participa de debate sobre o Programa Anticapitalista e Anti-imperialista para o Brasil do Partido Comunista Brasileiro, na Lapa, Rio de Janeiro (RJ). 

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Às 17h, participa Bloquinho do Nikolas Ferreira, na Praça Lions Clube, em Teófilo Otoni (MG).
    Às 19h30, estará no bloquinho do Nikolas Ferreira em Governador Valadares (MG), na Praça do Imigrante.

    Hertz Dias (PSTU)
    Em Belo Horizonte (MG), participa de panfletagem na porta da UFMG e na Praça Sete. Após almoço no Mercado Central, faz panfletagem na fábrica Sumitomo em Juatuba (MG). À noite, participa de debate na sede do SindREDE, em Belo Horizonte.  

    Os candidatos Wilson Grassi (Democrata) e Samara Martins (UP) não têm agenda pública de campanha nesta quarta-feira. 

    O candidato Leonardo Avalanche (PRTB) não divulgou agenda pública de campanha até o momento desta publicação. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Chuvas avançam pelo Norte e Nordeste do país nesta quinta-feira

    Chuvas avançam pelo Norte e Nordeste do país nesta quinta-feira

    Chuvas atingem o oeste e sul da Região Norte e o extremo oeste da Região Nordeste nesta quinta-feira (24), após o avanço das áreas de instabilidade que atuavam no Sudeste do país.

    A região agrícola entre o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba) terá um alívio nos baixos índices de umidade relativa do ar, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    Na Região Norte, a previsão é de chuva com trovoadas no centro e norte de Roraima, no Amazonas, no centro e sul do Pará, no norte de Rondônia e no sul de Tocantins. Podem ocorrer pancadas de chuva também nas demais áreas de Tocantins, Roraima e no Acre.

    Entre as capitais, a temperatura mínima será de 22°C em Rio Branco, e a máxima chega a 38°C em Manaus.

    Nordeste

    Na Região Nordeste, muitas nuvens devem aparecer na maior parte dos estados. Na Bahia, o dia terá chuva com trovoadas, a partir da tarde e durante a noite as chuvas isoladas atingem o sudoeste do Piauí e no sul do Maranhão.

    As temperaturas variam nas capitais entre a mínima de 22°C em Maceió e a máxima de 39°C em Teresina.

    Centro-Oeste

    No Centro-Oeste brasileiro, chuvas com trovoadas são esperadas no leste de Mato Grosso, em Goiás e no Distrito Federal, onde há aviso amarelo de perigo potencial, com previsão de ventos que podem chegar a 60 km/h. Nas demais áreas do Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, na região do Pantanal, pode ocorrer chuva isolada.

    Sudeste

    No Sudeste, há alerta amarelo de perigo potencial para tempestade no noroeste de Minas Gerais. Também é esperada chuva com trovoadas no centro-oeste do estado e no Triângulo Mineiro. No norte de São Paulo, Rio de Janeiro, leste de Minas Gerais e no Espírito Santo ocorrem chuvas isoladas.

    A temperatura nas capitais entra em rápida elevação e atinge 29°C no Rio de Janeiro e a mínima esperada é de 15°C em São Paulo.  

    Sul

    Na Região Sul do país, uma massa de ar frio deixa o tempo estável. Na madrugada e no início da manhã, existe expectativa de geada no oeste, centro e sul do Rio Grande do Sul.

    A temperatura segue amena, com mínima de 10°C nas três capitais e máxima de 22°C em Florianópolis.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original