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  • PF e CGU apuram fraudes em contratações e desvios de recursos federais

    PF e CGU apuram fraudes em contratações e desvios de recursos federais

    A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (24) a Operação Legado. O objetivo é apurar suspeitas de fraudes em licitações e contratações diretas, sobretudo na área da saúde, feitas por municípios na Bahia, no Piauí e Espírito Santo.

    Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos 44 mandados de busca e apreensão em 22 municípios de seis unidades da Federação:

    1. Bahia;
    2. Piauí;
    3. Espírito Santo;
    4. Minas Gerais;
    5. Sergipe;
    6. Distrito Federal.

    As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que autorizou ainda 13 medidas patrimoniais e o bloqueio de bens até o limite de R$ 3,4 milhões.

    Segundo a PF, as investigações apontam indícios de atuação coordenada de empresas, simulação de concorrência, direcionamento de contratações, sobrepreço, faturamento de produtos não entregues e fornecimento de equipamentos usados como se fossem novos.

    “Também foram identificadas movimentações financeiras suspeitas e possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos”, informou o comunicado.

    De acordo com a corporação, a investigação alcançou 56 procedimentos de contratação em 31 municípios, envolvendo cerca de R$ 17 milhões.

    “Entre os investigados estão empresários e atuais e antigos ocupantes de cargos públicos municipais.”

    Os fatos podem caracterizar os crimes de organização criminosa, fraude em licitação e contrato público, falsidade documental, peculato e corrupção ativa e passiva.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • ONU lança propostas para proteção das mulheres

    ONU lança propostas para proteção das mulheres

    A poucos dias das eleições, a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres lançou um documento com propostas voltadas para a proteção e maior protagonismo das mulheres. O objetivo é incentivar partidos e candidatos a se comprometerem com temas importantes para a população feminina.

    O documento traz dez propostas que incluem paridade entre homens e mulheres nos espaços de poder, fim da violência política de gênero e raça, combate ao machismo e a violência contra mulheres, políticas de cuidados e renda e justiça climática.

    Todas elas têm sugestões concretas para serem implementadas pelo Estado e agentes públicos. A representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, diz que as promessas dos candidatos precisam ser concretas.

    “Palavras bonitas sobre mulheres já existem em quantidade suficiente no Brasil. O que esperamos é compromisso que caiba em três critérios: sua sugestão tem meta? Tem orçamento? Tem prazo? Um compromisso que não responde a essas três perguntas não muda a vida de nenhuma mulher”.

    Propostas

    1 – Assumir a paridade como meta. Definir prazos e metas numéricas para ampliar a presença de mulheres, em toda a sua diversidade, nos cargos eletivos, cargos de nomeação, lideranças do Legislativo e na direção dos partidos.

    2 – Fazer valer as cotas eleitorais

    3 – Fazer a Lei 14.192/2021 funcionar na prática e no ambiente digital.

    4 – Definir metas e orçamento próprio para evitar a violência antes que ela aconteça, com educação para a igualdade, e responder, quando ela ocorre, com serviços especializados em todo o país, medidas protetivas cada vez mais eficazes, investigação e respostas rápidas.

    5 – Tratar o machismo como problema público, com uma estratégia permanente e financiada para mudar as normas que naturalizam a violência e limitam os direitos das mulheres. Envolver homens e meninos, responsabilizar agentes públicos e empresas que reproduzem estereótipos

    6 – Garantir formação, contrato formal, salário digno e proteção social às trabalhadoras do cuidado

    7 – Garantir às mulheres salário igual, trabalho formal e proteção social

    8 – Fazer o financiamento climático chegar a quem protege o território

    9 – Garantir a participação paritária e efetiva de mulheres, especialmente indígenas, negras, quilombolas e de povos e comunidades tradicionais, em órgãos de governança climática e na formulação e implementação de políticas

    10 – Garantir que toda política climática questione a quem ela alcança e quem ela deixa de fora. Isso significa gênero e raça como critério obrigatório.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Conheça os candidatos a governador do Tocantins nas eleições deste ano

    Conheça os candidatos a governador do Tocantins nas eleições deste ano

    Sete candidatos concorrem ao governo de Tocantins nas eleições de 2026. No estado, 1.182.307 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 51% são mulheres e 49%, homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 64,96% são pessoas pardas; 17,79%, brancas; 14,87%, pretas; 1,63%, indígenas; e 0,75%, amarelas.

    O primeiro turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro. Em eventual segundo turno, os eleitores voltam às urnas em 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Ataídes de Oliveira – Ataídes de Oliveira (Novo)

    Du Pereira – Ivaildo Pereira da Cruz (DC)

    Laurez Moreira – Laurez da Rocha Moreira (Pra Frente Tocantins)

    Professor Witer Naves – Witer Fonseca Naves (Federação PSOL Rede)

    Professora Dorinha – Maria Auxiliadora Seabra Rezende (União Pelo Tocantins)

    Siqueira Campos Jr – José Wilson Siqueira Campos Júnior (Democrata)

    Vicentinho Júnior – Vicente Alves de Oliveira Júnior (Pra Cima Tocantins)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Conheça os recursos de acessibilidade que ampliam autonomia na votação

    Conheça os recursos de acessibilidade que ampliam autonomia na votação

    Cerca de 1,97 milhão de eleitoras e eleitores com deficiência estão aptos a votar nas eleições de outubro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa crescimento de 42% em relação às eleições gerais de 2022, quando 1,38 milhão de pessoas com deficiência estavam inscritas para votar.

    Entre esse eleitorado, 319.489 pessoas declararam ter deficiência visual. Em 2022, eram 214.088, aumento de aproximadamente 49%.

    Para acompanhar o crescimento do eleitorado com deficiência, a Justiça Eleitoral ampliou o número de seções eleitorais principais com acessibilidade. Em 2022, eram 156.296. Para as eleições deste ano, são 220.577, alta de cerca de 41%.

    A ampliação da estrutura é acompanhada de recursos que buscam garantir maior autonomia no momento da votação.

    A aposentada Regina Célia Santos tem deficiência visual e nunca deixa de votar. Mesmo após perder a visão, há 14 anos, registrar o voto a cada eleição é, para ela, um compromisso com a cidadania.

    “A obrigação do brasileiro é exercer essa cidadania. Eu sempre alerto a todos que devem votar. Se a gente quer um país melhor, temos que tentar mudar as cadeiras”, disse Regina.

    Recursos de acessibilidade

    Para eleitoras e eleitores com deficiência visual, a urna eletrônica oferece sistema de áudio, que pode ser utilizado com fone de ouvido descartável fornecido pela Justiça Eleitoral. O equipamento permite ouvir as informações apresentadas pela urna e acompanhar a votação. Também há identificação tátil da tecla 5, que serve como referência para a localização das demais teclas.

    As urnas contam ainda com teclado numérico com identificação em Braille e recursos de áudio para a leitura das teclas digitadas e dos nomes das candidaturas. Há também intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na tela para auxiliar eleitoras e eleitores surdos.

    Durante uma visita ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Regina conheceu os recursos disponíveis na urna e recebeu orientações sobre o funcionamento do sistema de áudio, inclusive sobre os comandos para aumentar e diminuir o volume.

    O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs, explicou que eleitoras e eleitores com deficiência visual podem utilizar os recursos de áudio mesmo que não tenham informado previamente essa condição à Justiça Eleitoral.

    “Se a pessoa já estiver cadastrada, o áudio é habilitado automaticamente. O mesário nem precisa fazer nada, já fica registrado na urna e o áudio funciona automaticamente. Mas, se a pessoa não estiver cadastrada, basta informar ao mesário que o áudio será habilitado e o fone fornecido”, disse.

    Direito a acompanhante

    Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm preferência para votar. A prioridade também se estende à pessoa acompanhante ou ao atendente pessoal, mesmo que essa pessoa esteja inscrita para votar em outra seção eleitoral.

    Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem escolher uma pessoa de confiança para auxiliar durante a votação, mesmo que não tenham feito uma solicitação antecipada à Justiça Eleitoral. A assistência deve ser registrada na ata da mesa receptora de votos.

    No caso de pessoas com deficiência visual, é permitido utilizar o alfabeto comum ou o sistema Braille para assinar o caderno de votação. Também é possível utilizar instrumento mecânico próprio ou fornecido pela mesa receptora.

    A Justiça Eleitoral assegurao ingresso e a permanência na seção eleitoral de pessoas acompanhadas por cão-guia.

    A ampliação das seções acessíveis e dos recursos tecnológicos faz parte das medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para garantir que pessoas com deficiência possam exercer o direito ao voto com mais autonomia e segurança.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Saiba quais são os candidatos na disputa ao governo de Roraima

    Saiba quais são os candidatos na disputa ao governo de Roraima

    Cinco candidatos concorrem ao governo de Roraima nas eleições de 2026. No estado, 401.496 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 51% são mulheres e 49%, homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 62,91% são pessoas pardas; 15,71%, indígenas; 14,67%, brancas; 6,27%, pretas; e 0,43%, amarelas.

    O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, será no dia 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Arthur Henrique – Arthur Henrique Brandao Machado (Unidos por Roraima) 

    Clébio Genuíno – José Clébio Genuíno do Nascimento (PCO)

    Farah Mesquita – Farah Mesquita (Federação Renovação Solidária – PRD/Solidariedade)

    Rosi Aires – Rosimayre Patrícia Aires da Silva (Roraima da Esperança)

    Soldado Sampaio – Francisco dos Santos Sampaio (Roraima Segue em Frente)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Eleições 2026: veja quem são os candidatos ao governo de Rondônia

    Eleições 2026: veja quem são os candidatos ao governo de Rondônia

    Seis candidatos concorrem ao governo de Rondônia nas eleições de 2026. No estado, 1.267.105 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 52% são mulheres e 48%, homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 65,3% são pessoas pardas; 23,79%, brancas; 8,44%, pretas; 1,85%, indígenas; e 0,62%, amarelas.

    O primeiro turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro. Em eventual segundo turno, os eleitores voltam às urnas em 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Adailton Furia – Adailton Antunes Ferreira (Gente que Gosta de Gente) 

    Expedito Netto – Expedito Goncalves Ferreira Netto (Fé Rondônia) 

    Hildon Chaves – Hildon de Lima Chaves (Rondônia com a Força do Trabalho e da União)

    Marcos Rogério – Marcos Rogerio da Silva Brito (Juntos por Rondônia)

    Pedro Abib – Pedro Abib Hecktheuer (Experiência Fé e Autoridade Rondônia Forte de Verdade – PDT/MDB)

    Samuel Costa – Samuel Costa Menezes (PSB)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Conheça os candidatos a governador do Pará nas eleições de 2026

    Conheça os candidatos a governador do Pará nas eleições de 2026

    Seis candidatos concorrem ao governo do Pará nas eleições de 2026. No estado, 6.265.355 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 51% são mulheres e 49%, homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 76,59% são pessoas pardas; 12,79%, brancas; 9,29%, pretas; 0,89%, indígenas; e 0,44%, amarelas.

    O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro. Se houver segundo turno, será em 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Araceli – Araceli Maria Pereira Lemos (Federação PSOL Rede) 

    Dr. Daniel – Daniel Barbosa Santos (O Pará é do Povo!)

    Gal Leite – Gualdina Maria Menezes Leite (UP) 

    Hana Ghassan – Hana Ghassan Tuma (O Pará Tá Junto) 

    Ruth Reis – Ruth Helena Ferreira Reis (Democrata)

    Well Macedo – Wellingta Josyane Siqueira Macedo (PSTU) 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Pais veem palmada como disciplina e não como violência, alerta Unicef

    Pais veem palmada como disciplina e não como violência, alerta Unicef

    Enquanto espera o ônibus em uma avenida no centro de Brasília, Andrea*, de 32 anos, segura firme a mão do filho, de 6, que está com os olhos vermelhos de chorar. “Ele queria ter ficado mais tempo com os amiguinhos para brincar e eu não deixei. Ainda vamos para Samambaia (a 30 minutos de distância, na periferia do Distrito Federal)”. Mãe solo, ela diz que conta “até mil” para ter paciência diante das birras. “Já conversei. Não vou bater nunca. Ele tem que me respeitar”.

    Andrea*, que trabalha como autônoma, recorda que, na infância, chegou a levar tapas, desde criança até a adolescência em casa (principalmente do pai). “Eu não vou fazer igual”, garante.  

    Mas não são todos os responsáveis que veem a palmada como violência, alguns consideram uma ação de educação. Esse é um dos resultados de um levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado na manhã desta quinta-feira (24). Pesquisadores ouviram respostas como de um pai no Rio de Janeiro: “Existe uma forma de bater educando, que foi a que eu fui criado. E existe o espancamento mesmo.” 

    Olhar distorcido

    O diagnóstico teve como propósito identificar o que leva pais, mães e cuidadores a baterem em seus filhos com enfoque maior na primeira infância, faixa etária até os 6 anos de idade. A alegação dos pais é que a palmada serve para “disciplinar” as crianças. 

    “As famílias sequer consideram o tapa ou a chinelada como violência. Pelo contrário, elas distinguem a palmada do espancamento que elas acham, de fato, errado”, afirma a pesquisadora Luiza Teixeira, especialista de Proteção à Criança do Unicef no Brasil.

    Ela considera que o Brasil tem regramento e iniciativas adequadas para receber denúncias de violências contra crianças e adolescentes. Para a pesquisadora, é necessário trabalhar de forma preventiva com as famílias e reunir alternativas para capacitar os profissionais que lidam com crianças. 

    “Legislação é avançada”

    A lei Menino Bernardo (conhecida como Lei da Palmada), por exemplo, tem 12 anos de existência. “O que o estudo mostra é que essa lei é pouco conhecida pelas famílias e é interpretada a partir de normas sociais que ainda legitimam a violência como forma de educar”. A legislação integra o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que existe desde 1990. Para a pesquisadora, é necessário comunicar de forma mais eficiente com os pais. 

    O levantamento dos pesquisadores do Unicef ouviu 214 pessoas em regiões de vulnerabilidade, de violência, incluindo pais, cuidadores e lideranças comunitárias. Foram 123 no Rio de Janeiro (na Grande Pavuna e Grande Jacarepaguá), 37 no Recife (no bairro do Ibura) e 54 em Manaus (na Colônia Antônio Aleixo e na comunidade Parque das Tribos).

    “Quando se trata de violência contra crianças e adolescentes, acontece em todas as esferas e em todas as classes sociais. A violência ainda é naturalizada. As crianças não são vistas como pessoas, mas como objeto e propriedade dos pais”, diz a pesquisadora.

    Nessas comunidades, segundo ela, uma situação que os pesquisadores identificaram é que muitas famílias usam a violência, equivocadamente, para “colocar a criança na linha”.

    Silenciamento

    Uma das conclusões da pesquisa é que faltaria repertório aos pais para disciplinar sem violência, há ações tomadas na emoção em meio às birras, e isso é seguido de arrependimento. De acordo com o Unicef, a criação no Brasil ainda é vista como assunto privado, e isso costuma silenciar a comunidade.   

    A instituição identificou falta de capacitação dos profissionais da rede de proteção sobre como orientar as famílias a educar sem violência e também dificuldade para que os serviços públicos cheguem às famílias.

    “Se quisermos reduzir a violência contra crianças e adolescentes, precisamos enfrentar as normas sociais enraizadas que ainda veem a prática como natural e necessária, além de garantir serviços públicos que apoiem as famílias e possam prevenir a violência antes que ela aconteça”, afirma Luiza Teixeira.

    Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no ano passado mais de 60 mil casos de maus-tratos ou de lesão corporal em contexto de violência doméstica contra crianças e adolescentes foram registrados no Brasil (106% a mais do que em 2024).

    O que fazer

    Entre as recomendações do estudo, a entidade pede aos governantes que fortaleçam a prevenção da violência, com apoio a profissionais da rede de proteção, para que saiam da mera reação aos casos para a prevenção. Além disso, destaca a necessidade de campanhas que ensinem a estabelecer limites sem violência. “É preciso ainda garantir que essas campanhas dialoguem com as realidades dos territórios mais vulneráveis”.

    Para a psicóloga infantil Mara Gomes, que atua em Brasília, na primeira infância a criança está passando por um período intenso de desenvolvimento cognitivo, emocional, social e neuropsicológico. “O cérebro ainda está amadurecendo, principalmente os sistemas envolvidos em inibição de impulsos, planejamento, flexibilidade cognitiva e autorregulação emocional”, destaca.

    Isso significa que a criança sente emoções muito intensas, mas ainda não tem recursos suficientes para  administrar  sozinha as situações. Ela identifica que, quando os pais batem na criança, ela vai apresentar sinais de submissão ou até de agressividade. “Eu sempre digo aos pais de meninas: ‘você admitiria que a sua filha, na vida adulta, tenha um namorado que a agrida?’ Eu explico que ela pode achar natural a relação de amor e violência”, exemplifica.  

    A psicóloga indica que é necessário trabalhar essa autorregulação emocional com as crianças porque elas não têm ainda maturidade para isso. “É importante acolher e colocar limites. Ter uma conversa honesta com a criança desde pequenininha é sempre importante”, lembra.

    Mais do que uma birra

    No campo educacional, a pedagoga Marília Paiva, que atua em São Paulo na área da neurociência aplicada à educação, explica que procura orientar os professores a olharem as situações de conflito de forma sensível. “Onde o adulto enxerga uma birra, essa criança está assumindo esse comportamento, mas ela também está tentando se comunicar. E a criança precisa do adulto para ajudá-la a se regular”. 

    A especialista, que trabalha na Rede Fadelito de educação infantil, diz que a criança ainda está desenvolvendo controle inibitório, tolerância à frustração e flexibilidade cognitiva. Nas situações de birra e de desregulação infantil, o adulto precisa seguir quatro passos, segundo a pedagoga.  O primeiro passo é se regular e assumir a postura de estar com as suas emoções também sob controle. A segunda fase seria acolher e validar o sentimento dessa criança. 

    Na sua opinião, o terceiro passo é o de limitar. Reconhecer o sentimento, mas indicar que ela não pode fazer tudo. Por fim, quando a criança está mais disponível para ouvir, é necessário ensinar, afirma a educadora. Isso porque muitas vezes há uma falha do adulto que quer conduzir o comportamento da criança no momento em que ela não está disponível para ouvir. “A palmada não educa a criança e constrange, além de gerar medo”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Beneficiários com NIS de final 6 recebem Bolsa Família de setembro

    A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (24) a parcela de setembro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 6. 

    Neste mês, 19,29 milhões de famílias serão beneficiadas, com o valor médio de R$ 678,18.

    Os moradores de 179 municípios de sete estados receberam o crédito na quinta-feira (17), independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Acre (todos os 22 municípios), Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Rio Grande do Norte (113), Roraima (seis), São Paulo (um) e Sergipe (três).

    O valor mínimo do benefício corresponde a R$ 600 e terá reajuste em outubro. Além dele, há o pagamento de três adicionais: 

    • o Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança;
    • o Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos;
    • e R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos.

    No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês.

    O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem (PlayStore ou App Store), usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Confira o calendário de pagamentos de setembro

     


    Brasília (DF), 21/09/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Setembro. Foto: Arte/Agência Brasil
    Brasília (DF), 21/09/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Setembro. Foto: Arte/Agência Brasil

    Regra de proteção

    Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

    Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

    Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sete candidatos concorrem ao governo do Amazonas; veja quem são

    Sete candidatos concorrem ao governo do Amazonas; veja quem são

    Sete candidatos concorrem ao governo do Amazonas nas eleições de 2026. No estado, 2.801.182 eleitores estão aptos a votar.

    Desse total, 51% são mulheres e 49% homens. Entre os eleitores que declararam cor/raça, 75,93% são pessoas pardas; 10,53%, brancas; 9,27%, indígenas; 3,81%, pretas; e 0,46%, amarelas. 

    O primeiro turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro. Em eventual segundo turno, os eleitores voltam às urnas em 25 de outubro.

    Serão escolhidos os chefes do Poder Executivo – presidente da República e governadores – e seu vices, além dos representantes para compor o Legislativo, tanto no âmbito federal como no estadual e distrital – senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais. 

    Conheça os candidatos ao governo do Acre, em ordem alfabética de acordo com o nome que aparece na urna eletrônica:

    Cabo Daciolo – Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos (Mobiliza)

    David Almeida – David Antônio Abisai Pereira de Almeida (Pra Cima Amazonas)

    Gilberto Vasconcelos – Gilberto Vasconcelos da Silva (PSTU)

    Isael Munduruku – Isael Franklin Gonçalves (Federação PSOL Rede)

    Omar Aziz – Omar Jose Abdelaziz (Força Amazonas)

    Professora Maria do Carmo – Maria do Carmo Seffair Lins de Albuquerque (Mudar É Urgente)

    Roberto Cidade – Roberto Maia Cidade Filho (União Pelo Amazonas)

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original