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  • Mais de 830 mil celulares foram subtraídos em 2025, aponta relatório

    Mais de 830 mil celulares foram subtraídos em 2025, aponta relatório

    O Brasil registrou 830.890 roubos ou furtos de celulares em 2025 – 9% menos que as 909.753 subtrações de aparelhos registradas em 2024.

    De acordo com o 20° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os roubos recuaram 18,6% (de 377.787 para 308.723), enquanto os furtos cresceram 0,9% (de 477.326 para 483.561).

    Na maioria as vezes, o furto acontece sem que a vítima perceba imediatamente, sobretudo em locais movimentados e no transporte público. Essa modalidade já responde por 61% das ocorrências de subtração de celulares. O avanço de 0,9% em um ano, elevou a média para aproximadamente 1.325 registros por dia em 2025.

    O aparelho celular é considerado o principal meio de comunicação do brasileiro – com aplicativos de bancos, pagamentos via pix, agenda de contatos, calendário de eventos e tantas outros aplicativos e funcionalidades. Por isso, quando um aparelho é furtado ou roubado, isso impacta o orçamento da vítima.

    Esse impacto consta na pesquisa Expansão de Seguros Inclusivos em Comunidades Periféricas, realizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e pelo Instituto Locomotiva.

    Entre os entrevistados, 60% disseram já ter o celular levado ou conviver com alguém que passou por essa situação sem conseguir comprar outro imediatamente. Ao mesmo tempo, 53% das famílias não cobrem todas as despesas básicas do mês, 36% pagam as contas sem nenhuma sobra e apenas 11% terminam o mês com algum recurso disponível.

    Nesse cenário, a reposição inesperada de outro aparelho pode exigir endividamento ou o uso de recursos destinados a alimentação, transporte e moradia.

    Para quem depende do telefone para receber pedidos, atender clientes, fazer pagamentos ou acessar plataformas digitais, o prejuízo inclui também dias ou semanas de renda comprometida.

    O equipamento físico é apenas parte do interesse dos criminosos. Aplicativos bancários, carteiras digitais, documentos e dados pessoais podem ser usados para transferências, empréstimos, invasão de redes sociais e golpes contra contatos da vítima.

    Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha, realizada em março de 2026, mostrou que 78,8% da população teme ter o celular roubado ou furtado; o receio de golpes pela internet ou pelo telefone chega a 83,2%.

    A resposta, portanto, exige duas frentes: bloquear o aparelho, a linha, as contas bancárias e os acessos vinculados ao dispositivo; e lidar com o custo de reposição e a eventual interrupção das atividades que dependem dele.

    Para o presidente da Comissão de Seguros Gerais Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Sidemar Sprincigo, a ampliação do risco exige uma visão integrada.

    “Quando o celular é levado, o prejuízo pode ir muito além do valor do equipamento. O seguro para celular e o seguro contra golpes bancários, conhecido como seguro Pix, oferecem camadas complementares de proteção: o primeiro pode amparar a reposição do aparelho; o segundo, prejuízos decorrentes do uso fraudulento de aplicativos bancários ou de transferências sob coação, sempre nas situações previstas na apólice”, afirma.

    No seguro celular, a cobertura pode incluir roubo, furto qualificado e danos acidentais, conforme a contratação. Já o chamado seguro Pix pode prever transferências sob coação, como em situações de ameaça, roubo ou sequestro, além de modalidades específicas de fraude eletrônica. A proteção não é automática para todo tipo de golpe ou transferência voluntária: eventos cobertos, limites e exclusões variam entre as apólices.

    Cuidados

    Antes de contratar, o consumidor deve comparar prêmio, franquia, critérios de indenização, eventual depreciação do aparelho, documentos exigidos e exclusões.

    Furto simples e furto qualificado, por exemplo, podem receber tratamentos diferentes. Também é importante considerar o valor e o tempo de uso do celular e se ele é indispensável ao trabalho ou ao estudo.

    O seguro não impede o crime nem substitui os cuidados de segurança digital, mas pode reduzir o impacto de uma perda repentina e evitar que o consumidor tenha de absorver sozinho um prejuízo capaz de desorganizar o orçamento familiar.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Coronel do Corpo de Bombeiros vira réu em caso de assédio sexual

    Coronel do Corpo de Bombeiros vira réu em caso de assédio sexual

    A 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar denunciou, na terça-feira (4), o coronel do Corpo de Bombeiros Lauro César Botto Maia. Ele teria ameaçado quatro sargentos da corporação que figuram como testemunhas de investigação interna para apura fatos atribuídos ao oficial, relacionados a assédio sexual.

    Na denúncia, o Ministério Público (MP) pede a decretação da prisão preventiva do coronel. O pedido será analisado pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar, que recebeu a denúncia nessa quarta-feira (5).

    Os fatos estão relacionados à denúncia de assédio sexual, oferecida em julho deste ano pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaesp).

    Na ação penal, o coronel é acusado de enviar, entre o fim de 2024 e julho de 2025, mensagens com conteúdo considerado inadequado a uma subordinada, com o objetivo de obter vantagem ou favorecimento sexual.

    A denúncia foi aceita pela Justiça. O juiz Carlos Eduardo Carvalho de Figueiredo se manifestou, afirmando que “ao examinar a denúncia, pode-se concluir que além do fato criminoso, a inicial descreveu todas e as demais circunstâncias necessárias à apreciação da prática delituosa, e, em especial, o lugar do crime; o tempo do fato e a conduta objetiva em que teria incorrido o denunciado”. O pedido de prisão preventiva do militar não foi aceito pela Justiça.

    O magistrado explicou ainda que a acusação veio acompanhada de suporte probatório mínimo, ou seja, da prova mínima exigida para sua instrução, de forma a dar ao julgador condições de proferir um diagnóstico provisório sobre a viabilidade da pretensão punitiva. As questões pertinentes ao mérito da ação serão analisadas oportunamente por ocasião do julgamento, entretanto há indícios de materialidade e autoria suficientes para autorizar o início da ação penal.

     Denúncia

    De acordo com o MPRJ, no dia 29 de junho de 2026, o coronel enviou, por meio do WhatsApp, mensagens às testemunhas utilizando um número registrado em nome de terceiro e apresentando-se como “Marcos João”. Nas mensagens, fez referências ao procedimento investigatório, aos depoimentos já prestados e às circunstâncias dos fatos apurados, demonstrando conhecimento do conteúdo da investigação e buscando influenciar o relato das militares.

    Segundo a denúncia, o oficial superior afirmou que as destinatárias estariam sendo utilizadas por terceiros, sugerindo que reavaliassem suas posições e que ainda haveria tempo para “reparar o dano” causado.

    Também fez referências a familiares das militares, circunstâncias que provocaram temor e intimidação. A acusação ressalta que o potencial intimidatório das mensagens é agravado pela relação hierárquica entre o denunciado, coronel da corporação, e as testemunhas, todas mulheres que ingressaram recentemente na carreira militar.

    A pedido do Ministério Público, a Justiça Militar determinou medidas cautelares, entre elas “a suspensão do porte de arma de fogo do denunciado, a proibição de contato com a vítima e as testemunhas, a proibição de ingresso no quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros e de fazer referências públicas às pessoas envolvidas”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ventos diminuem de intensidade e município do Rio volta ao Estágio 1

    Ventos diminuem de intensidade e município do Rio volta ao Estágio 1

    O município do Rio de Janeiro retornou ao Estágio 1 às 20h dessa quarta-feira, (5), devido à redução da intensidade dos ventos previstos, com rajadas de até 76 quilômetros por hora (km/h).

    O Estágio 1, em uma escala de cinco, significa que não há ocorrências de grande impacto. Nessa fase, podem ocorrer pequenos incidentes, que não interferem de forma significativa na rotina do cidadão.

    Ao longo do dia, o céu esteve claro a parcialmente nublado e não houve registro de chuva. Os ventos ficaram moderados. A temperatura mínima registrada foi de 16°C e a máxima atingiu 34,2°C.

    Para esta quinta-feira (6), o Alerta Rio prevê a atuação de áreas de instabilidade. Os ventos estarão moderados, entre 18,5 km/h e 51,9 km/h, com rajadas isoladas fortes, até 60 km/h de manhã, nas zonas oeste e sudoeste da cidade. O céu estará parcialmente nublado a nublado e há previsão de chuva fraca a moderada no final da tarde. A temperatura máxima pode chegar a 35ºC.

    Amanhã, (7), áreas de instabilidade associadas à aproximação de uma frente fria influenciarão o tempo no Rio. As rajadas de vento podem atingir intensidade forte, entre 52km/h, a muito forte, acima de 76 km/h. Há previsão de céu parcialmente nublado a nublado com pancadas isoladas de chuva no período da tarde. A temperatura entrará em elevação, com a temperatura máxima podendo chegar aos 38ºC.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Busca por profundidade e dinamismo marca 40 anos do Revista Brasil

    Busca por profundidade e dinamismo marca 40 anos do Revista Brasil

    Naquele 6 de agosto, o repórter sergipano Aécio Amado, de 35 anos, acordou pouco depois das 4h da madrugada e chegou às 5h, antes do raiar do dia, à redação da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, pronto para o que viesse. Ele iria estrear em um novo programa jornalístico, o Revista Nacional, e, dessa vez, falaria para o país inteiro. 

    Era normal, em sua rotina, carregar a tiracolo uma montanha de fichas telefônicas, um pesado carregador de fita, bloco de anotações e canetas. Pesquisou o que acontecia no trânsito e nas delegacias. E não faltariam notícias, mesmo sendo em um Rio de Janeiro diferente, naquele “inverno” quente de 1986. 

    Na estreia do novo programa, deixou qualquer nervosismo de lado e ouviu o chamado do apresentador goiano Valter Lima, também de 35 anos, direto de Brasília. Acompanhou o que se passava pelo país na voz dos colegas. O Revista Nacional ganharia o nome depois, em 1998, de Revista Brasil, com a mesma lógica de trazer informações instantâneas, aprofundadas e entrevistas com duas horas de duração. 

    Vida de reportagem

    Quarenta anos depois e aposentado recentemente, Aécio garante que o dia a dia na rádio é sempre recheado de emoções fortes, como a que ocorreu em 1988, na véspera do Ano Novo. Ele foi acionado para cobrir o naufrágio do navio Bateau Mouche IV, que provocou a morte de 55 pessoas na Baía de Guanabara.

    “Foi marcante e também muito triste. Quando cheguei, o portão do Salvamar, da Marinha, estava aberto. E vi os corpos chegando trazidos nas lanchas”. O programa começou às 8h da manhã, mas o repórter já havia passado a noite em claro com as notícias tristes que chegavam. “Faz parte da vida do repórter”, afirma. 

    Duas horas sem parar

    Quem conhece bem essa realidade é Valter Lima, que esteve à frente do programa nas últimas  quatro décadas de forma ininterrupta. Ele, que foi contratado para ajudar na formulação de um “projeto inovador” para um programa que priorizasse informação e dinamismo por duas horas a cada dia, também ficou conhecido entre os colegas por madrugar no estúdio em nome de dar notícia em primeira mão a partir da capital.

    “Nasceu a proposta de utilizar a rádio como veículo de aprofundamento das questões políticas, econômicas, sociais, internacionais e humanísticas”, afirmou Lima.  Por isso, o programa não era transmitido apenas de Brasília, mas também do Rio de Janeiro e até do Amazonas. “Mais de 200 emissoras ao vivo transmitiam desde o começo”.

    Segundo Valter Lima, um dos primeiros grandes desafios do programa foi traduzir ao público as discussões dos parlamentares para a formulação da Constituição de 1988. Ele recorda que tinha acesso a diferentes fontes de informação nessa época, em função de que, nas coberturas, chegou a participar, antes de 1985, do Movimento das Diretas Já.  

    Da Amazônia, outro desafio foi a cobertura da primeira epidemia do cólera no país, em 1991. A equipe se deslocou para diferentes pontos da Amazônia para registrar o problema. No ano seguinte, ele considerou também histórica a cobertura da “Eco 92”, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro de 3 a 14 de junho daquele ano. 

    “A equipe do Revista Brasil sabe da responsabilidade que é veicular conteúdos a partir de uma emissora pública porque esse material é replicado dentro e fora do Brasil graças à credibilidade que todos nós construímos. Não podemos falhar”.  Desde os primeiros programas, o Revista chegava a mais de 30 milhões de pessoas.

    A chacina da Candelária, em julho de 1993, quando oito crianças e adolescentes foram mortos em frente àquela igreja no centro do Rio, também sensibilizou o experiente jornalista. “Essa história tocou no coração da gente”. Ele lembra os detalhes de quando recebeu as primeiras notícias dos jovens.

    Vozeirão

    A juventude, em particular, é um tema que sempre tocava o apresentador. Ele Lembrou de quando saiu de Anápolis (GO) para tentar a vida em Brasília. Alistou-se como soldado da Aeronáutica e fazia bicos de locutor na rodoviária, no centro da capital. Em um desses anúncios, diretores de rádio queriam saber mais daquele vozeirão. 

    “Queria ganhar um dinheirinho para estudar”. De repente, já trabalhava na Rádio Alvorada. Depois, para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), foi um pulo. Finalmente, teve a carteira assinada. Mais do que o sucesso profissional, orgulha-se de ter sido ouvido na rádio de pilha pelo pai, Adão, pedreiro, e pela mãe, Dalva, ambos já falecidos.

    “Fico orgulhoso de ser parte da história da comunicação pública”. 

    Nos bastidores

    Nem todos que se dedicam à rádio foram aos microfones. Entre essas pessoas, a produtora Fátima Araújo chegou à empresa em 1977. Ela começou como auxiliar administrativa da Rádio Nacional da Amazônia. De repente, passou a entrar nos estúdios. Inicialmente, recebia as cartas dos ouvintes para selecionar e serem lidas no programa. 

    Chegava de tudo, inclusive perfumadas com talco ou objetos de recordação – informações, pedidos e sugestões de mais pautas. “O Valter chegava muito cedo. Antes de todos. Acendia e apagava as luzes da rádio à noite”. 

    A internet mudou a forma de interação desde o final dos anos 90. As cartas perfumadas deram lugar a e-mails que lotaram a caixa de entrada e “a mensagens o tempo inteiro”. “Mas a correria nunca mudou”, diz a produtora.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Copa do Brasil pode reunir somente campeões nas quartas de final

    Copa do Brasil pode reunir somente campeões nas quartas de final

    As quartas de final da Copa do Brasil deste ano podem reunir somente times que conquistaram o título da competição. Os últimos classificados serão conhecidos nesta quinta-feira (6). Três dos quatro clubes que vão a campo já foram campeões do torneio.

    A exceção é o Vitória, que recebe o Athletico-PR no Barradão, em Salvador, às 20h (horário de Brasília). O Furacão, campeão em 2019, ganhou a partida de ida na Arena da Baixada, em Curitiba, por 2 a 0 na última segunda-feira (3) e avança mesmo se perder por um gol de diferença.

    Se o Athletico passar, garante as quartas de final com 100% de campeões. Isso porque o outro confronto desta quinta, entre Corinthians e Internacional, já reúne times com títulos de Copa do Brasil no currículo. Os gaúchos ergueram a taça em 1992, enquanto o Timão, atual campeão, tem mais três conquistas (1995, 2002 e 2009 – esta última justamente contra o Colorado).

    O duelo será na Neo Química Arena, em São Paulo. Como venceu no Beira-Rio, em Porto Alegre, no último domingo (2), por 2 a 0, o Inter se classifica mesmo em caso de derrota – desde que por apenas um gol de diferença.

    Verdão e Vasco seguem

    Os times já assegurados na próxima fase acumulam 18 títulos de Copa do Brasil. Maior vencedor, com seis conquistas (1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018), o Cruzeiro se garantiu nessa quarta-feira (5) ao eliminar a Chapecoense. No mesmo dia, o Grêmio, que tem uma taça a menos que os mineiros (1989, 1994, 1997, 2001 e 2016), despachou o Mirassol.

    Os dois jogos que encerraram a noite de Copa do Brasil na quarta decidiram as classificações de Palmeiras e Vasco. O Verdão, tetracampeão (1998, 2012, 2015 e 2020), perdeu por 3 a 2 para o Fortaleza na Arena Pantanal, mas avançou graças à vitória de domingo, no Nubank Parque, por 3 a 0.

    O Leão do Pici, que acertou a venda do mando de campo para Cuiabá antes mesmo do revés em São Paulo, saiu na frente com Juan Miritello, aos 33 do primeiro tempo, em chute no ângulo. Sete minutos depois, o também atacante Flaco López empatou aproveitando cruzamento do meia Felipe Anderson pela direita.

    Aos 43, o lateral Mailton cruzou rasteiro pela direita e o goleiro Carlos Miguel tentou afastar, mas a bola desviou em Murilo e no meia Rodriguinho, do Fortaleza, antes de parar no gol. O zagueiro alviverde se redimiu aos 15 do segundo tempo, após cobrança de escanteio do volante Andreas Pereira.

    Foi também no jogo aéreo que o tricolor cearense chegou ao gol da vitória. Aos 42, Mailton bateu escanteio e o meia Lucas Emanuel, livre, cabeceou para as redes, sacramentando o primeiro triunfo da equipe sob comando de Paulo Autuori. 

    No Maracanã, Fluminense e Vasco se reencontraram após o empate sem gols do último sábado (1). Assim como no confronto pelas semifinais da edição do ano passado, melhor para o Cruzmaltino, que ganhou por 3 a 1. A partida foi transmitida pela Rádio Nacional.

    Campeão em 2011, o Gigante da Colina saiu na frente aos 33 minutos da etapa inicial em um belo chute de Brenner da entrada da área, que encobriu o goleiro Fábio e bateu no travessão antes de entrar. Ele próprio aumentou aos seis do segundo tempo, completando para as redes o cruzamento do também atacante Andrés Gómez pela direita.

    O Fluminense esboçou reação aos 31, com Martinelli. O volante recebeu do atacante Hulk pouco depois da marca do pênalti e chutou com a bola ainda no ar, vencendo o goleiro Léo Jardim, colocando fogo na partida.

    Nos acréscimos, porém, o Vasco saiu em contra-ataque pela esquerda. O meia Adson foi lançado pelo volante Thiago Mendes, entrou na área e rolou na direita para o lateral Puma Rodríguez concluir para o gol vazio e definir o placar no Rio de Janeiro.

    Na última terça-feira (4), os classificados foram Santos e Atlético-MG. O Peixe, que venceu o torneio 2010, superou o Remo, enquanto o Galo, campeão em 2014, passou pelo Juventude.

    Entre os oito melhores

    Os confrontos serão revelados na próxima terça-feira (11), às 11h (horário de Brasília), em sorteio na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Os jogos serão nos dias 26 de agosto e 3 de setembro.

    A única vez que somente campeões da Copa do Brasil chegaram às quartas foi há dez anos. As equipes classificadas foram Cruzeiro, Grêmio, Corinthians, Palmeiras, Inter, Santos, Atlético-MG e Juventude (que venceu a edição de 1999). O Tricolor gaúcho levou a taça.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Flipelô começa em Salvador com música, poesia e grande participação

    Flipelô começa em Salvador com música, poesia e grande participação

    O centro de histórico de Salvador (BA) recebeu a cerimônia de abertura da décima edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), na noite dessa quarta-feira (5), com muita música, poesia e participação.

    A festa contou com show musical da cantora e compositora Belô Velloso, além de uma intervenção teatral que apresentou ao público os versos da poetisa Myriam Fraga (1937-2016), a grande homenageada da Flipelô neste ano.

    Entre o público que compareceu à abertura estava a escritora baiana Maria do Carmo, da cidade de Mutuípe (BA), que veio para a Flipelô pela primeira vez para lançar seu mais novo livro, Trilhas de Alforria, que trata  do combate ao racismo.

    Em entrevista à Agência Brasil, ela celebrou as feiras e festas literárias que se espalham pelo país e que, assim como a Flipelô, se tornam importante espaço de encontro cultural e de resistência.

    “Feira literária, para mim, é espaço de representatividade cultural”, disse.

    “Vejo a Flipelô com muita alegria porque a população tem acesso a ela sem custo nenhum. É também uma mistura de culturas, não só literária, mas de música, dança, representação teatral. Isso engrandece ainda mais a literatura porque a literatura justamente é feita desse misto de vivências”, acrescentou.

    Ao seu lado, também segurando um livro, estava a escritora baiana Magnólia Gomes de Oliveira, autora da obra Destinos Entrelaçados, que será lançado na Casa Motiva, instalada no Vale do Dendê.

    “Meu livro é uma história que se passa em Feira de Santana, onde duas pessoas se encontram ao acaso. Eles se envolvem em uma grande paixão, uma paixão bem aflorada, mas há alguns impedimentos para que eles estejam juntos”, contou à reportagem.

    Magnólia é fundadora do coletivo Autores da Resistência, que pretende difundir a literatura na região do Recôncavo Baiano, e do Passeio Literário, grupo formado nas redes sociais. Para ela, que já acompanha a Flipelô há alguns anos, participar de um evento como este é muito importante para incentivar a leitura.

    “Esse evento é maravilhoso e muito importante, inclusive, para o incentivo à leitura, que é o que nós trabalhamos no nosso grupo dos escritores Autores da Resistência. Queremos transformar o Brasil em um país de leitores.

    Segundo Magnólia, a Flipelô ajuda muito a levar a literatura a todas as pessoas”, disse.

    Outro que também vai lançar seu livro na festa literária do Pelourinho é o escritor Domingos Ailton, secretário de Cultura e Turismo de Jequié (BA). Autor do livro Anésia Cauaçu, que aborda a história da primeira mulher que ingressou no cangaço e viveu no sertão de Jequié, ele também é responsável pela realização da Felisquié, a Festa Literária Internacional do Sertão de Jequié, que neste ano vai completar 10 anos de existência e homenagear o centenário do geógrafo Milton Santos.

    “A literatura é a essência da vida. Cada livro representa um episódio da vida, não é? Sem a literatura, a vida perde o sentido. Desde o tempo das narrativas orais, que depois se tornaram livros, a gente não pode pensar em falar, escrever, pensar ou refletir sem a literatura”, ressaltou.

    A Flipelô

    Maior evento literário da Bahia, a Flipelô é inpirada na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e realizada anualmente pela Fundação Casa de Jorge Amado. Neste ano, o evento ocorre em momento especial: além dos 10 anos de sua existência, a Flipelô também está celebrando os 25 anos da morte de Jorge Amado (1912-2001) e os 40 anos de criação de sua fundação.

    A festa, idealizada pela poeta Myriam Fraga (1937-2016), surgiu com o objetivo de preservar e valorizar a memória do escritor Jorge Amado, a cultura e arte da Bahia, além de estimular a literatura, principalmente entre os jovens.

    O evento acontece até domingo (9) e deverá contar com a presença de mais de 500 escritores brasileiros e nove estrangeiros, entre eles Ana Maria Gonçalves, Itamar Vieira Júnior, Carla Madeira, Milton Hatoum, Tracy Mann e Pablo Fidalgo.

    Mais informações sobre a programação da Flipelô podem ser acessadas no site oficial da festa.

    * A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Maiores campeões, Cruzeiro e Grêmio vão às quartas da Copa do Brasil

    Maiores campeões, Cruzeiro e Grêmio vão às quartas da Copa do Brasil

    Dois dos três maiores vencedores da Copa do Brasil seguem na briga pelo título da edição deste ano. Nesta quarta-feira (5), Cruzeiro e Grêmio se classificaram às quartas de final ao eliminarem Mirassol e Chapecoense, respectivamente.

    Os confrontos da próxima fase serão sorteados na próxima terça-feira (11), às 11h (horário de Brasília), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Os jogos pelas quartas estão previstos para os dias 26 de agosto e 3 de setembro.

    Maior vencedor da Copa do Brasil, com seis conquistas, o Cruzeiro despachou a Chapecoense no Mineirão. A Raposa ganhou por 2 a 0 e chega às quartas de final da Copa do Brasil pela terceira vez desde seu último título, em 2018. Os times não saíram do zero no jogo anterior, domingo passado, na Arena Condá, em Chapecó (SC).

    Em Belo Horizonte, a rede teimou em não balançar até os 45 minutos do primeiro tempo, quando o zagueiro Fabrício Bruno cruzou pela direita, Matheus Henrique cabeceou, o goleiro Anderson defendeu e o próprio volante, no rebote, abriu o placar. Atingido pelo zagueiro Doma na hora da conclusão, o atleta festejou o gol com um rastro de sangue no rosto.

    Aos 40 da etapa final, Kaio Jorge sacramentou a classificação. O atacante sofreu pênalti e ele próprio converteu a cobrança, para alegria dos 32 mil torcedores presentes no Mineirão.

    Imortal volta a vencer

    Dono de cinco títulos, o Grêmio recebeu o Mirassol e venceu por 1 a 0. O Tricolor, segundo maior ganhador do torneio ao lado do Flamengo (que já foi eliminado), não alcançava este estágio da competição desde 2023.

    As equipes vinham de um empate por 1 a 1 no Maião, em Mirassol (SP), no último domingo (2). Aquela foi a primeira vez, na curta história do confronto, que os gaúchos não saíram de campo superados. Antes, eram quatro triunfos do Leão Caipira em quatro jogos.

    Melhor nos 45 minutos iniciais na Arena do Grêmio, o time da casa inaugurou o marcador aos 36, com Cristian Pavón. O ponta argentino, que vinha sendo improvisado como lateral-direito, cobrou falta com precisão, no canto esquerdo do goleiro Alex Muralha.

    Aos 27 do segundo tempo, o Mirassol teve um gol anulado. Após cruzamento na área pela esquerda, André Luís ajeitou e o também atacante Bruno Santos concluiu. A arbitragem, no entanto, viu toque de mão de André Luís, para alívio da torcida da casa em Porto Alegre e ira dos visitantes.

    O Leão Caipira pressionou em busca do empate, sem sucesso. Após seis jogos, o Grêmio voltou a vencer na temporada. O Tricolor não ganhava desde 23 de maio, quando bateu o Santos por 3 a 2, na Arena.

    Alvinegros classificados

    Os dois primeiros classificados foram conhecidos na última terça-feira (4). Campeão em 2010, o Santos eliminou o Remo ao vencer por 1 a 0 no Mangueirão, em Belém. Na ida, sábado passado (1º), as equipes empataram sem gols na Vila Belmiro, em Santos (SP).

    O gol da classificação saiu aos 28 minutos do segundo tempo. Após ganhar uma disputa de bola com o volante Zé Welison pela esquerda, Neymar entrou na área e rolou para o também atacante Rony finalizar. O Remo atuou a maior parte do jogo com um a menos, por conta da expulsão do zagueiro e capitão Marllon aos 27 da etapa inicial.

    O Atlético-MG também se garantiu nas quartas com um triunfo fora de casa por 1 a 0. O Galo, que venceu o torneio em 2014, derrotou o Juventude no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS), com um gol do atacante Alan Minda no último lance da partida, aos 49 do segundo tempo. No sábado, os times não tinham saído do zero na Arena MRV, em Belo Horizonte.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ideb mostra avanço da educação básica no país

    Ideb mostra avanço da educação básica no país

    O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 registrou a maior evolução acumulada em 20 anos. As três etapas do ensino avaliadas (anos iniciais e finais do ensino fundamental e o ensino médio) atingiram em 2025 o maior valor de toda a série histórica, iniciada em 2005.

    Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC).


     Brasília - DF - 05/08/2026 -  Ideb avança em todas as etapas da educação básica // Indicadores de 2025 divulgados nesta quarta-feira crescem nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no
ensino médio. Foto: : Luís Fortes/MEC
     Brasília - DF - 05/08/2026 -  Ideb avança em todas as etapas da educação básica // Indicadores de 2025 divulgados nesta quarta-feira crescem nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no
ensino médio. Foto: : Luís Fortes/MEC
    Brasília – DF – 05/08/2026 – Ideb 2025 é divulgado. Foto: Luís Fortes/MEC

    Para o ministro da Educação, Leonardo Barchini, a melhora dos indicadores é resultado de mais estudantes na escola, menos reprovações e ganhos de aprendizagem dos alunos.

    “Após 20 anos, a escola brasileira conseguiu ao mesmo tempo melhorar o acesso; melhorar a trajetória desses estudantes, melhorando o fluxo desses estudantes; e melhorar a proficiência”, disse.

    O Ideb avalia o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar. Os indicadores são divulgados a cada dois anos.

    Ensino fundamental

    A escala do Ideb varia de 0 a 10.

    >> Veja abaixo os indicadores:

    • De 2023 a 2025, o índice dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) passou de 6 para 6,3, superando a meta (6). Em 2005, era 3,8.
    • Esta foi a etapa da educação básica que registrou o avanço mais expressivo na série histórica de 20 anos.
    • Quando considerados os anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), o desempenho subiu de 5 para 5,3, mas ficou abaixo da meta de 5,5. Em 2005, o Ideb era de 3,5.

    Segundo o MEC, a melhora demonstra o crescimento contínuo das médias de proficiência e a redução das reprovações.

    Ensino médio

    O indicador do ensino médio cresceu de 4,3, em 2023, para 4,5, no ano passado. No entanto, a meta para a etapa é 5,2. Desde 2013, a meta não é atingida.

    A etapa encerrou o ciclo de 20 anos com seu patamar mais elevado, após subir dos 3,4, registrados em 2005.

    “Avançamos, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, afirmou o ministro Barchini.

    Especialistas consideram que a etapa final representa o maior desafio para ganhos no indicador.


    Brasília - DF - 05/08/2026 - Ideb avança em todas as etapas da educação básica. ( Felipe Proto - vice-presidente de Educação da Fundação Lemann). Foto:  Divulgação da Fundação Lemann
    Brasília - DF - 05/08/2026 - Ideb avança em todas as etapas da educação básica. ( Felipe Proto - vice-presidente de Educação da Fundação Lemann). Foto:  Divulgação da Fundação Lemann
    Brasília – DF – 05/08/2026 – Felipe Proto – vice-presidente de Educação da Fundação Lemann- Divulgação da Fundação Lemann

    O vice-presidente de Educação da Fundação Lemann, Felipe Proto, avaliou que os resultados de 2025 são avanços importantes, mas mostram também que o ritmo de avanço foi menor nos anos finais do que nos anos iniciais do ensino fundamental.  

    “Esse fato pode ser explicado por um possível acúmulo da defasagem. Isto é, quando os estudantes não aprendem nos anos iniciais conhecimentos muito básicos, eles poderão ter dificuldades ao longo de toda trajetória escolar. Além disso, o cotidiano escolar muda bastante nos anos finais: os alunos passam a ter mais de um professor por disciplina, por exemplo, o que pode dificultar a criação de vínculos.”

    Para o especialista, além do investimento na etapa de alfabetização, é necessário ter atenção aos anos finais do ensino fundamental, fase em que os alunos, entre 11 e 14 anos, passam por importantes transformações cognitivas, físicas, emocionais, sociais e identitárias.

    “Precisamos superar o estigma cultural que associa essa fase a conflito e desinteresse, e precisamos de escolas mais conectadas com os interesses dos estudantes, aumentando o engajamento dos jovens, e de mais tempo na escola”, afirmou Felipe Proto.

    Escolas públicas

    Nas escolas públicas, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais em 2025.

    O indicador para os anos finais também subiu: de 4,7, em 2023, para 5, em 2025. E no ensino médio, de 4,1 para 4,3, em igual período.

    Estados e DF

    No Ideb, todos os estados e o Distrito Federal tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental em 2025, na comparação com 2023.

    Os destaques foram Paraná, com 6,9; Ceará (6,8); e Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás, empatados com 6,4.

    Nos anos finais do ensino fundamental, 24 unidades da Federação tiveram índices maiores em 2025 quando comparados a 2023.

    Os maiores índices foram atingidos do 6º ao 9 º ano pelos seguintes estados: Paraná (5,9); Ceará (5,7); Goiás (5,7); Minas Gerais (5,5) e Espírito Santo (5,4).

    No ensino médio, 23 estados subiram no indicador em relação à edição anterior. O Distrito Federal é o único que teve queda no Ideb na etapa final da educação básica.

    A maior nota foi novamente do Paraná (5,1), seguido por Piauí (5), Espírito Santo (4,9) e Goiás (4,8).

    Municípios  

    Em relação ao desempenho dos municípios, o Inep divulgou a evolução nos anos iniciais do ensino fundamental.

    Em 2005, a maioria das cidades brasileiras — um total de 4.110 municípios — registrava Ideb de até 4,9.

    Esse número caiu para 1.097 cidades, em 2023, e recuou em 2025 para 442 municípios.

    A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, destacou que apesar de mais de 400 municípios terem desempenho abaixo de 5, eles apresentaram avanços significativos.

    Segundo ela, cerca de 70% desse grupo registraram crescimento, embora em um ritmo inferior ao projetado pelas metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

    Esses municípios terão assistência técnica individualizada.

    “Vamos reunir mais de 9 mil dos nossos articuladores, que já atuam [em regime de colaboração] nestas localidades em todos os nossos programas, para trabalhar junto com estados e municípios para ajudá-los a fazer um autodiagnóstico e estudar detalhadamente cada realidade para saber o porquê de ainda não estarem nesta média”, explicou a secretária.

    Próximo ciclo

    O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo cálculo do indicador, aguardava a sanção do novo Plano Nacional de Educação (2026–2036), em abril deste ano, para planejar as metas para o próximo Ideb, que ocorrerá em 2027.

    Segundo o presidente do Inep, Manuel Palacios, uma proposta sobre o próximo ciclo deve ser apresentada em outubro. O ministro da Educação adiantou que o novo ciclo será focado em aprendizagem e, principalmente, em equidade.

    O Ideb avaliou o desempenho de 14,5 milhões de estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental, 11,2 milhões nos anos finais do ensino fundamental e 7,3 milhões no ensino médio.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Redução da taxa de juros ainda é insuficiente, avaliam entidades

    Redução da taxa de juros ainda é insuficiente, avaliam entidades

    O quarto corte consecutivo na Taxa Selic, definido nesta quarta-feira (5) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), foi bem recebido por agentes econômicos, mas ainda é considerado insuficiente e restritivo para a expansão do setor industrial.

    Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) ressaltou que a continuidade do ciclo de redução da Selic representa um sinal positivo para a atividade econômica, mas que o nível ainda elevado da taxa mantém o crédito caro e atrasa investimentos.

    “O elevado custo de capital posterga investimentos, dificulta a modernização produtiva e limita a capacidade das empresas brasileiras de ganhar produtividade e competir nos mercados interno e externo. Esse quadro se reflete no desempenho da indústria de transformação, que cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre do ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse a entidade.

    Na mesma linha, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lembrou que os juros estão em patamar restritivo há 55 meses, e que Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor, estimada em 10,4%. Esta regra permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia.

    “A taxa de juros real, aproximadamente de 10%, supera com folga a taxa de equilíbrio estimada pelo próprio Banco Central, de 5%, indicando que há espaço para cortes mais expressivos na Selic, sem prejuízos no combate à inflação”.

    Entre as organizações de trabalhadores, a Força Sindical também classificou como insuficiente a redução de 0,25 ponto percentual na Selic. Para a central sindical, juros elevados encarecem o crédito, reduzem investimentos, desestimulam o consumo e comprometem a geração de empregos.

    “Perdemos uma excelente oportunidade de promover uma redução drástica da taxa de juros, dar uma injeção de ânimo no setor produtivo e alavancar mais a economia”, disse a entidade, em nota.

    Copom 

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu nesta quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano.

    Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília.

    Segundo a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período.

    Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Rio Grande do Sul terá chuva intensa e ventos de até 100 km/h

    Rio Grande do Sul terá chuva intensa e ventos de até 100 km/h

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para grande parte do Rio Grande do Sul em razão de tempestades que poderão atingir todo o estado na quinta-feira (6) e sexta-feira (7), com exceção das áreas norte e nordeste.  

    O alerta vermelho é o grau máximo dentre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo.

    Este tipo de alerta abrange previsão de chuva superior a 60 milímetros por hora (mm/h) ou acima de 100 milímetros por dia (mm/dia), ventos com velocidade superior a 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo.

    Nestas situações, há riscos de danos em edificações, interrupção no fornecimento de energia elétrica, prejuízos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.

    Tornado

    Já a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta laranja para todo o estado – com exceção de uma pequena área na região norte do estado, entre os municípios de Erechim, Vacaria e São José dos Ausentes. O aviso é de risco para tornado, tempestades severas com rajadas de vento que podem superar os 100 km/h, acentuada queda de granizo e chuva pontualmente intensa, que poderão ocorrer amanhã e sexta (7).  

    A Defesa Civil do RS utiliza cinco níveis de avisos: verde (normal), amarelo (atenção), laranja (alerta), vermelho (inundação) e roxo (inundação extrema).

    De acordo com o órgão, entre a tarde e a noite de quinta-feira há risco de tempestades severas na maior parte do estado, com rajadas de vento acima de 100 km/h, queda de granizo, chuva intensa e possibilidade de tornado. Os acumulados de chuva podem variar entre 10 mm e 60 mm por dia, com pontos isolados de até 100 mm.

    Ciclone bomba

    A alteração no tempo no RS é causada por uma frente fria vinda do Sul e pela formação de um ciclone bomba sobre o oceano, na altura do Uruguai. O fenômeno é chamado de bomba, ou  ciclogênese explosiva, em razão da queda de pressão muito acentuada e rápida dentro de um período de 24 horas no encontro entre massas de ar frio e quente.

    Segundo o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, a população deverá se atentar aos mecanismos de alertas de emergência da Defesa Civil, nos noticiários na internet, na rádio e na TV.  Para receber os alertas no celular, os moradores podem enviar um SMS com o CEP para 40199 ou mandar um WhatsApp para (61) 2034-4611.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original