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  • Agosto terá dois eclipses; saiba como assistir aos fenômenos

    Agosto terá dois eclipses; saiba como assistir aos fenômenos

    O mês de agosto traz dois fenômenos astronômicos que podem ser vistos a olho nu de diversas partes do mundo. Um eclipse solar total no hemisfério norte, e um eclipse lunar quase completo para alguns países das Américas, Europa e África, entre eles, o Brasil. 

    O eclipse lunar está previsto para a madrugada do dia 28 de agosto, com início às 23h30 (horário de Brasília) do dia 27 e com auge previsto para 1h do dia 28. Será possível avistar o fenômeno de todos os estados do país, e a previsão é de que até 95% da lua fique avermelhada. 

    Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, explica que o plano de órbita da Lua em volta da Terra é inclinado a 5 graus, e o eclipse acontece quando esses dois corpos celestes se alinham diretamente com o Sol. 

    “Na Lua cheia você tem, nessa ordem, o Sol, a Terra e a Lua. E aí, o Sol batendo na Terra forma essa sombra no espaço, e quando a Lua entra nessa sombra, é que acontece o eclipse”, explicou. 

    Já o eclipse solar, previsto para o dia 12, poderá ser observado na sua totalidade por países como Espanha, Portugal, Rússia, Islândia e Groenlândia. E parcialmente em outras áreas do hemisfério norte, e também no norte do continente africano. 

    “Já aqui você tem Sol, Lua e Terra, e a sombra da Lua vai fazer um caminho pela Terra. Só quem está neste caminho é que vê o eclipse do Sol. Esse caminho é um caminho de 300 quilômetros de largura”, disse. 

    Como observar

    Para assistir ao eclipse lunar que vai passar pelo Brasil não é preciso nenhum tipo de óculos ou técnica especial. Basta escolher um lugar aberto, com uma visão limpa para a lua e de preferência com pouca interferência de luz artificial. 

    Já para o eclipse solar, só é possível fazer a observação com óculos especiais certificados com a norma ISO 12312-2, ou máscaras com vidro de soldador número 14. Olhar diretamente sem proteção traz riscos sérios à visão e pode causar cegueira. 

    Eclipse solar

    O eclipse solar total é resultado de uma coincidência cósmica, já que embora o Sol seja cerca de 400 vezes maior que a Lua, também está 400 vezes mais distante, o que faz com que o Sol e a Lua pareçam ter praticamente o mesmo tamanho.

    Um eclipse solar acontece sempre na Lua Nova, bloqueando pelo menos parte da luz e criando a projeção de uma sombra. A pesquisadora do Observatório Nacional conta que, diferentemente do eclipse lunar, que fica visível para todos na metade da Terra onde é noite, o solar tem uma distância mais reduzida.

    Fora do ponto que ele abrange, mesmo sendo total, ele se torna um eclipse anular, o que significa que a Lua não cobre o Sol por completo criando um anel de luz em volta. 

    Eclipse lunar

    O eclipse lunar só acontece durante a Lua Cheia, e pode vir de três formas diferentes: total, parcial e penumbral. Quando a luz do Sol bate na Terra, cria dois tipos de sombras, a umbra (sombra mais escura) e a penumbra (uma sombra mais branda). 

    “Quando vai acontecer o eclipse da Lua, às vezes pode ser que ela entre só nessa penumbra. A gente não vê diferença alguma”, conta.

    No eclipse total, a Lua passa pela penumbra, segue até passar completamente pela umbra, e então retorna para a penumbra. 

    “Esse eclipse agora do dia 27, ele é um eclipse parcial. A Lua não vai entrar totalmente na umbra, ela quase vai entrar. Vai funcionar como se fosse um eclipse total porque ela vai começar a ficar vermelha, e essa vermelhidão é o reflexo da luz do Sol batendo na atmosfera da Terra”, finalizou. 

    O Observatório Nacional vai transmitir ambos os eclipses de maneira gratuita através do seu canal no YouTube. 

    *Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Quatro pessoas morrem em queda de helicóptero no Rio de Janeiro

    Quatro pessoas morrem em queda de helicóptero no Rio de Janeiro

    Quatro pessoas morreram na queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, as vítimas são um homem (piloto da aeronave) e três mulheres (passageiras).

    A corporação diz que foi acionada às 11h11 deste sábado (8) para atender à ocorrência e que localizou o helicóptero em uma área de mata fechada e de difícil acesso. Havia registro de fogo no local e equipes especializadas em salvamento, operações aéreas e combate a incêndios florestais atuaram na ocorrência.

    Pouco depois, os focos de incêndio foram extintos. O Corpo de Bombeiros diz que a identificação das vítimas será feita pela perícia da Polícia Civil e que o prefixo da aeronave ainda não foi confirmado.

    Ainda segundo a corporação, a operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais do 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente do Alto da Boa Vista, ⁠do Grupamento Operacional do Comando-Geral do centro, do ⁠Grupamento de Operações Aéreas e ⁠do 11º Grupamento de Bombeiro Militar de Vila Isabel.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Moraes nega pedido para que Bolsonaro receba filhos no Dia dos Pais

    Moraes nega pedido para que Bolsonaro receba filhos no Dia dos Pais

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou neste sábado (8) um pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba os filhos no Dia dos Pais em sua casa, onde ele cumpre a pena de 27 anos e três de reclusão a qual foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

    O ministro citou decisão anterior, em que suspendeu todas as visitas a Bolsonaro, com a exceção da equipe médica e de advogados. A medida foi tomada diante do descumprimento das condições para a prisão domiciliar, afirmou ministro.

    A proibição das visitas ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência nas eleições deste ano, ter publicado nas redes sociais uma carta manuscrita assinada pelo pai.

    Moraes entendeu o ato como uma violação da proibição de acesso às redes sociais por Bolsonaro, seja diretamente ou por meio de terceiros, uma das condições para a concessão da prisão domiciliar ao ex-presidente.

    Moraes declarou “prejudicado” o pedido para que os filhos visitassem Bolsonaro no Dia dos Pais, já que qualquer visita se encontra suspensa.

    Os advogados de Bolsonaro haviam pedido autorização “em caráter excepcional” para que ele recebesse seus filhos Carlos, Flávio e Jair Renan no período da tarde do próximo domingo (9). A defesa afirmou que a medida permitiria “preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Pai de Lionel Messi morre aos 68 anos na Argentina

    Pai de Lionel Messi morre aos 68 anos na Argentina

    O empresário Jorge Horacio Messi morreu aos 68 anos de idade em Rosário, na Argentina. Ele é pai de Lionel Messi, jogador da seleção argentina e do Inter Miami CF. A causa da morte ainda não foi confirmada.

    O jogador ainda não se manifestou publicamente sobre a perda do pai. O clube em que Lionel Messi iniciou a carreira, o Newell’s Old Boys, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmbebol), a Associações de Futebol Argentino (AFA) e outras organizações prestaram homenagens nas redes sociais.

    O Newell’s Old Boys manifestou “dor profunda e pesar” pela morte de Jorge, “reconhecido como torcedor” do clube, empresário e pai do capitão da seleção argentina. A mensagem diz ainda que ele foi o “pilar” que sustentou com “visão, rigor e afeto a carreira do melhor jogador de todos os tempos ao lado da esposa, Celia Cuccittini”.

    Outros clubes argentinos como River Plate, Club Atletico Tigre, Club Atletico Huracan e Rosário Central, também fizeram homenagens.

    A Conmebol disse lamentar profundamente o falecimento e está “acompanhando com respeito e afeto a Lionel, sua família, amigos e seres queridos neste momento de dor profunda”.

    A AFA, representada pelo presidente Claudio Tapa, “lamentou com tristeza” o fato. Disse estar ao lado “de toda a família neste duro momento”, desejou força e enviou “um abraço mais sentido, caloroso e afetuoso”.

    A Real Federação Espanhola de Futebol apreentou “condolências” em seu perfil oficial e desejou “carinho e afeto para Lionel e para entes queridos nestes momentos dor profunda”.

    O escritório argentino do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) destacou Jorge como benfeitor e lamentou a perda de Lionel, embaixador da instituição, descrito como “pessoa comprometida com os direitos das meninas e meninos”.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Festival Rio Cello leva música a vários espaços do Rio de Janeiro

    Festival Rio Cello leva música a vários espaços do Rio de Janeiro

    O Rio Cello, considerado o maior festival de violoncelos do país, vai entregar ao público apresentações em vários espaços urbanos da capital fluminense. Na 32ª edição, que começa neste sábado (8) e segue até domingo (16), a programação gratuita reserva logo na abertura, a apresentação de dança com música brasileira nos jardins do Museu da República, no Catete, zona sul da cidade.

    Chris Cecconelo dançará em homenagem a Tom Jobim e Vinícius de Moraes. A dançarina e coreógrafa terá ao seu lado o cellista Lui Coimbra, que fará a estreia no festival, e os violinistas Karolin Broosch e Thiago Cosmo. O concerto de abertura terá também a participação do grupo Amores do Rio, a Camerata Laranjeiras e os corais Cantos da Urca e Cantos do Largo. A regência será do maestro Jonas Hammar.

    Este ano, além do Museu da República, as apresentações vão ocorrer no Espaço Cenáculo, no Flamengo, na Casa Museu Eva Klabin, na Lagoa, na Igreja de Nossa Senhora da Candelária, na Praça Pio X, e na Sala Cecília Meireles, os dois últimos no centro.

    Festival

    No início, o Rio Cello era um encontro de violoncelistas idealizado pelo cellista inglês David Chew, radicado no Brasil há mais de 40 anos. Ao longo do tempo, se transformou em uma das maiores celebrações de música de concerto do Brasil, com diversos instrumentos e diferentes linguagens artísticas como música, dança, artes visuais e educação.

    Desde a criação, David mantém a intenção de popularizar a música clássica e de fazer homenagem ao maestro Heitor Villa-Lobos, sua maior inspiração.

    “Isso para mim é o grande lance do festival. Democratizar e ser aberto para o público. Qualquer pessoa pode ver e assistir”, disse em entrevista à Agência Brasil.

    O festival já levou a música de concerto a mais de 500 mil pessoas. “É um caminho muito feliz e realizador”, afirmou.

    O fundador contou que o festival começou depois da chacina da Candelária, em que crianças e adolescentes em situação de rua foram mortos por policiais no entorno da igreja, no centro do Rio. Naquele momento, integrava a Sinfônica Brasileira e foi chamado para ajudar uma sobrevivente que tinha cinco ou seis anos e estava muito abalada.

    David tentou amenizar a situação por meio da música, mas a criança chorava muito e ele saiu do encontro com muita dor de cabeça. A partir daí, teve vontade de ajudar crianças em situação de rua e de comunidades. “Nessa ideia do festival chamei meus amigos para me ajudar”, revelou.

    A renovação provocada pelo festival em sua trajetória se traduz, este ano, em novos encontros. Um deles é a estreia do Cello Kids, dedicado às crianças com formação e apresentação especiais. No sábado (15), o auditório do Museu da República receberá, das 11h às 12h, a Escolinha de Música Rio Cello, projeto de formação mantido pelo festival durante o ano. Entre 13h e 16h, haverá a Oficina Cello Kids, no Espaço Educação e nos jardins do museu. Esta atividade será realizada com a participação de cellistas mirins. A programação do dia terá ainda a apresentação do Coral das Marés.

    Cello Dance

    Outra novidade entre as atrações é a comemoração dos 20 anos do Cello Dance, projeto que junta o violoncelo e a dança com apresentações inéditas de bailarinos que marcaram a história do festival. Nesse período, o projeto saiu dos teatros e se espalhou pela cidade, onde ocupou estações de metrô, praças, museus e palcos ao ar livre. Nessa, o público é convidado a fazer parte da cena.

    Volta à dança

    O encerramento no dia 16, às 11h, vai levar aos jardins do Museu da República o retorno à dança da primeira solista do Theatro Municipal nos anos 90 e primeira bailarina a participar do projeto que antecedeu o Cello Dance, Bettina Dalcanale.

    “É um projeto super lindo. Já dancei no Metrô da Pavuna. Inventei de botar uma sola de borracha e colar na sapatilha de ponta porque senão ia de cara no chão. Fiz muita coisa linda com eles, de levar a arte para lugares onde nunca viram”, relatou, acrescentando que se emocionou muito na Pavuna quando viu um menino de 15 anos dançando enquanto se apresentava.

    “Depois desse dia, ele foi fazer balé. Fiquei tão emocionada. Ele começou a seguir a minha carreira. São coisas assim que tocam o coração da gente”.

    Bettina, que mora em Lisboa, Portugal, e vem ao Brasil para interpretar O Canto do Cisne Negro, de Heitor Villa-Lobos, ao som do cello do criador do festival David Chew, vê a apresentação como um desafio.

    “Eu tenho 64 anos e parei de dançar há 15. Encerrei minha carreira e o último foi um balé no Theatro Municipal. Mudei de rumo, fiz um curso de personal trainer e trabalhei fortalecimento muscular com bailarinos do Royal Ballet”, disse em entrevista à Agência Brasil.

    Embora não tenha parado de se exercitar, tem 16 anos que não faz uma aula de balé. O fato de se apresentar nos jardins do Museu da República interpretando Villa-Lobos é uma emoção a mais. “Acho que até topei fazer isso, porque a minha neta tem cinco anos e ela adora balé. Sempre ouviu que a avó foi bailarina e agora ela vai ver a avó dançar em um lugar maravilhoso”, disse, acrescentando que fez ensaios online e, na coreografia assinada por Mônica Barbosa, vai dançar descalça. “Quero me apresentar dignamente e trabalhei muito para isso”.

    “Acho que uma primeira bailarina topar dançar na grama é incrível. É uma coisa que me emociona”, observou David Chew.

    A programação de encerramento tem ainda David Chew acompanhado das pianistas Fernanda Canaud e Claudia Tolipan; o grupo Cello Popular, integrado por Lauro Lira, Dave Haughey, David Chew e Mateus Ceccato; com os bailarinos Danilo D’Alma e Will Freitas, o multi-instrumentista DJ Muralhex e a obra Três Filósofos, composta pelo cellista americano Dave Haughey especialmente para o festival, interpretada por ele, Mateus Ceccato e David Chew ao lado dos bailarinos Felipe Padilha, Inês Carijó e Monica Burity.

    Na véspera do enceramento, haverá o encontro tradicionalmente conhecido como Violonsalada, às 17h, na Sala Cecília Meireles. De acordo com os organizadores, o nome nasceu dentro do próprio festival e traduz seu espírito: um “mix de tudo o que aconteceu na edição, com um ou dois números de cada artista participante, anunciados na hora, no palco”. 

    Dados do festival mostram que, desde a criação, 10 mil artistas participaram das apresentações em mais de 500 locais do Brasil. “Do Theatro Municipal do Rio de Janeiro ao Cristo Redentor, do Palácio Itamaraty às quadras [das escolas de samba] Mangueira e Beija-Flor, de estações do MetrôRio a comunidades como o Complexo da Maré, Pavão-Pavãozinho e Dona Marta, sempre fiel à sua vocação de levar a música de concerto para onde ela nem sempre chega”, informou a organização.

    Apesar de todos esses lugares, o fundador do Rio Cello tem uma vontade especial: “Eu prefiro levar as crianças das comunidades para ver apresentações no Theatro Municipal e em locais como o Museu do Amanhã ou na Candelária. “É muito importante que elas conheçam esses lugares a que normalmente não têm acesso fácil”, afirmou.

    Recursos

    Atualmente, o Rio Cello é patrocinado pela prefeitura do Rio e a Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, a Lei do ISS, mas, segundo o seu fundador, no início era muito difícil conseguir os recursos. “Eu fui batendo nas portas dos consulados e embaixadas pedindo que ajudassem o festival. Ainda tenho contato com patronatos que colaboram com o evento, o Itamaraty já ajudou muito” contou, acrescentando que hoje a produção fica sempre atenta a editais de patrocínio.

    O projeto também estará presente na Semana de Artes do Rio, de 16 a 20 de setembro. Quem quiser conhecer a programação completa deve acessar o perfil do festival: @riocellooficial.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Agência Nacional de Proteção de Dados investiga plataforma Discord

    Agência Nacional de Proteção de Dados investiga plataforma Discord

    A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou, nesta sexta-feira (7), processo de fiscalização contra a plataforma Discord para apurar indícios de falha na proteção a crianças e adolescentes.

    Conforme despacho que instaurou o procedimento, a investigação é motivada pelas notícias de um caso de automutilação e suicídio de uma adolescente de 13 anos, em 22 de julho. O episódio foi transmitido ao vivo pela plataforma.

    O processo vai analisar se o Discord descumpriu deveres previsto no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em especial se a plataforma falhou em adotar medidas para prevenir e mitigar o risco de exposição de menores a conteúdos sobre automutilação e suicídio.

    Outros pontos de atenção são a falta de mecanismos para verificação de idade e falha na remoção de conteúdos irregulares e comunicação às autoridades, obrigações previstas no ECA Digital.

    “O Discord terá cinco dias úteis para apresentar informações sobre mecanismos existentes para prevenir e combater violações graves contra crianças e adolescentes”, informou a ANPD, em nota. A agência alertou que legislação prevê multa de até R$ 50 milhões pelas violações investigadas.

    Também na sexta-feira (7), integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com representantes da Discord para tratar de falhas intensificadas na verificação de idade e proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma. 

    Mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que o órgão deverá mover uma ação pedindo a retirada da plataforma do ar.

    O caso do suicídio induzido da jovem de 13 anos é investigado no âmbito da Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e realizada com o apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP).

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Escritor diz que literatura tem poder de humanizar e levar à reflexão

    Escritor diz que literatura tem poder de humanizar e levar à reflexão

    Com o livro Coração sem Medo, o escritor Itamar Vieira Junior encerra sua trilogia sobre a terra, que teve início com o grande sucesso Torto Arado, e passou por Salvar o Fogo. Neste seu novo livro, o escritor fala sobre os desterrados e também sobre um tema bastante universal na literatura, mas que, no Brasil, atravessa principalmente as populações mais periféricas: o desaparecimento de um filho, possivelmente vítima de violência.

    Coração Sem Medo compõe essa Trilogia da Terra – histórias que se comunicam e que falam desse direito elementar fundamental e que atravessa a vida de todos, mas que ainda é negado para muitos. Conta a história de Rita Preta, uma personagem que vive em Salvador..

    “É a história daqueles que foram desterrados, que não puderam lutar pela terra. Rita é uma mulher feliz, é caixa de supermercado, ela, enfim, toca a vida como pode, tem três filhos e, de repente um dos filhos desaparece. E aí começa a jornada dela para saber o que aconteceu”, contou.

    Embora seja ficcional, o drama vivido por Rita Preta reflete um número cruel da realidade brasileira. Só no primeiro semestre deste ano, o Brasil registrou 43.828 pessoas desaparecidas, uma média de 242 sumiços por dia. Em todo o ano passado, foram 85.232 casos de desaparecimentos, uma média de 234 sumiços a cada dia.

    Os dados fazem parte do Painel Estatístico do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça, e podem não refletir totalmente a realidade, já que muitos casos sequer são notificados. 

    Em entrevista à Agência Brasil, antes de falar do seu novo livro na Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), em um palco ao ar livre, lotado, Itamar Vieira Junior revelou que o drama vivido por Rita atinge todas as classes sociais, embora suas maiores vítimas sejam as mães que vivem nas periferias brasileiras.


    Salvador (BA), 07/08/2026 - O escritor Itamar Vieira Junior lança o livro Coração sem medo durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô, no Largo do Pelourinho, centro histórico da capital baiana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Salvador (BA), 07/08/2026 - O escritor Itamar Vieira Junior lança o livro Coração sem medo durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô, no Largo do Pelourinho, centro histórico da capital baiana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Em seu novo livro Coração sem Medo, Itamar Vieira Junior conta a história de Rita Preta, que enfrentou o desaparecimento do filho, possivelmente pela violência urbana – Foto Rovena Rosa/Agência Brasil

    “Eu sei que o desaparecimento atinge todas as classes, pessoas de todas as origens, mas ele é cruel porque se concentra muitas vezes naqueles que mais precisam e daqueles que mais carecem de políticas públicas do Estado. Esse é um tema que não envelhece e que ainda está à nossa volta”, afirmou.

    No livro, o desaparecimento ocorre após um desentendimento entre mãe e filho. Com o passar dos dias, no entanto, a operadora de caixa vai percebendo que o desaparecimento pode não ter ocorrido por causa disso e ela passa então a dedicar-se à busca pelo paradeiro de filho.

    “A nossa cidade, Salvador, infelizmente está cheia dessas mulheres que precisam enfrentar essa história, essa dor. Vivemos em um estado que tem uma das polícias mais letais do país. Essa é uma realidade. Vivemos em um espaço também onde o crime está conflagrado. E isso atinge as pessoas inocentes, pessoas que, enfim, querem apenas viver. E é importante lembrar de tudo isso. E o que é que resta depois? O que é que sobra para essa mulher, para essa personagem? Ela vai desistir da vida ou vai buscar por justiça?”

    Durante essa busca pelo filho, Rita Preta vai perceber que “a história não começou exatamente agora, mas é algo que vem de muito tempo antes” e que ela vai precisar se conectar com seus antepassados e suas origens.

    “Essas perdas atravessam a história da humanidade. Nós convivemos hoje com mulheres que estão passando por isso e a gente nem se dá conta de que parece que a história humana tem essa capacidade de se repetir em muitos tempos.

    Para o escritor, a literatura também tem uma capacidade grande de humanizar. Essas histórias aparecem muitas vezes na imprensa, mas aparecem de forma superficial.

    Quem trata dos sentimentos e das subjetividades humanas é a arte e a arte tem o poder de devolver a vida, de humanizar aquilo que parece desumanizado”, disse ele.

    Embora seja capaz de humanizar, essa mesma arte ainda não é capaz de fornecer respostas, afirma Itamar. A tarefa da literatura, no entanto, acrescenta, continua sendo a de provocar incômodos ou reflexões sobre o fato. “Acho que sempre há caminhos. Tudo que a arte não faz é dar respostas. Eu acho que ela nos ajuda a refletir sobre o que está acontecendo. Ela nos incomoda, a arte tem essa capacidade de incomodar. E acho que é a partir do incômodo que as mudanças vêm”.

    Do campo para a cidade


    Salvador (BA), 07/08/2026 - O escritor Itamar Vieira Junior lança o livro Coração sem medo durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô, no Largo do Pelourinho, centro histórico da capital baiana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    Salvador (BA), 07/08/2026 - O escritor Itamar Vieira Junior lança o livro Coração sem medo durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho - Flipelô, no Largo do Pelourinho, centro histórico da capital baiana. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
    O escritor Itamar Vieira Junior lança o livro Coração sem medo durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho – Flipelô – Foto Rovena Rosa/Agência Brasil

    Em seu novo romance, Itamar Vieira Junior transporta a ação do campo, como ocorreu em Torto Arado, para a cidade.

    “A gente pensa em Salvador, nessa riqueza cultural, nessas contradições históricas e parece que tudo já nasceu e já aconteceu aqui. Mas essa cidade cresce e acontece a partir de muitas chegadas”, disse ele ao público presente no Largo do Pelourinho durante a Flipelô.

    “Desde os povos originários que aqui estavam, passando pela invasão dos europeus e pela diáspora para Salvador, afluíram tantos povos, tantas etnias. E no século 20, em particular, chega muita gente do interior da Bahia por meio do êxodo rural. Muitos vieram viver na cidade pelo acirramento dos conflitos – seja pelo acirramento dos conflitos fundiários, seja pela esperança que depositaram na vida na cidade”, afirmou.

    No caso da personagem principal de seu novo livro, Rita Preta é uma pessoa que sai do campo para viver na capital baiana e, em Salvador, percebe que há muitos outros conflitos na vida urbana. “Eu sei que muitos chegaram aqui e a história da Rita é semelhante à história de muitos que aportaram em Salvador para viver – e que, às vezes, fugiram de um conflito fundiário, como ela escapa, mas aqui vai descobrir que a cidade é um território desigual, que também vive em disputas. A cidade não pode ser habitada por todos da mesma maneira. Pelo contrário”.

    Ainda há muita desigualdade, ainda há muita diferença e é isso que o romance de alguma maneira vai apresentar para o leitor, destacou Itamar.

    Seja no campo ou na cidade, esse drama sobre o direito à terra, ressaltou o escritor, perpassa toda sua trilogia.

    “Eu digo o seguinte: em Torto Arado, a terra é território e pertencimento. Em Salvar o Fogo, ela se confronta com a violência, a fé e a disputa pelo sagrado. E em Coração sem Medo, essa história chega a uma Salvador urbana, atravessada pelo deslocamento e pela violência contemporânea”, disse ele.

    Essa terra que une os três livros, afirma o escritor, poderia ser entendida como um lugar físico, uma memória ancestral ou até mesmo como aquilo “que um povo carrega consigo mesmo quando já lhe arrancaram a própria terra.

    “Quando um personagem, que é o filho da Rita, desaparece nesse último romance, esse corpo, que é um território, não é muito diferente da terra que está em disputa em Torto Arado, nem é muito diferente da terra que é tida ali como patrimônio de uma igreja em Salvar o Fogo. Esse corpo é um território também. E se tiraram ele de Rita é porque ainda existem corpos e ainda existem territórios que não são cuidados, que não são integrados e que não estão vivos porque essa violência histórica nos atravessa”.

    * A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • “Brasileiro gosta de ler, mas tem dificuldade de acesso”, diz escritor

    “Brasileiro gosta de ler, mas tem dificuldade de acesso”, diz escritor

    Para o escritor Itamar Vieira Junior, “não é verdadeira a afirmação de que brasileiro não gosta de ler”. Ao falar para uma plateia que lotou o Largo do Pelourinho na noite de ontem (7) para vê-lo e escutá-lo na Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), o escritor ressaltou que, em realidade, o “brasileiro gosta de ler, mas encontra dificuldades de acesso para fazê-lo”.

    “Posso dizer para vocês que, em toda parte do Brasil, a quantidade de pessoas interessadas em livros e em leitura é imensa. Isso é um bom retrato para aqueles que dizem: ‘Ah, o brasileiro não gosta de ler’. Isso não é verdade. O que existe é desigualdade de acesso”, disse ele, arrancando aplausos do público presente.

    Autor da Trilogia da Terra, que começou com o sucesso Torto Arado, passou por Salvar o Fogo e agora é concluída com seu atual livro Coração sem Medo, o escritor disse que frequentava muitas bibliotecas públicas de Salvador em sua juventude. E ressaltou que é preciso ampliar o número de bibliotecas no país para aumentar o acesso das pessoas aos livros.

    “É um país profundamente desigual e o livro não é barato. E às vezes não há uma biblioteca pública no bairro onde a gente mora lá na periferia”, criticou. “Se não houvesse essas bibliotecas, certamente eu teria perdido muito das leituras que eu fiz ali na minha adolescência, no começo da vida adulta. Mas o certo, o ideal, era que tivesse uma biblioteca em cada bairro”, ressaltou.

    Em 2024, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro apontou que 47% da população com 5 anos ou mais se declarou leitora no Brasil, o equivalente a cerca de 93,4 milhões de pessoas.

    O levantamento mostrou também que 53% não leram nem parte de um livro nos três meses anteriores e que o país perdeu 6,7 milhões de leitores em quatro anos. 

    Ao mesmo tempo, o mercado editorial têm visto sinais de recuperação. O Panorama do Consumo de Livros no Brasil, da Câmara Brasileira do Livro com a Nielsen BookData, apontou que 18% da população adulta comprou ao menos um livro em 2025, o que representou alta de 2 pontos percentuais em relação a 2024. Isso representou o equivalente a cerca de 3 milhões de novos consumidores.

    Segundo Itamar, para aumentar o número de leitores no país é preciso criar políticas públicas para garantir o acesso das pessoas aos livros. Um desses exemplos, citou, é o MEC Livros, uma plataforma pública digital que reúne e disponibiliza gratuitamente obras literárias em formato digital, por meio de empréstimo. Um de seus livros, Torto Arado, é inclusive o livro mais emprestado dessa plataforma.

    “Esse ano veio um projeto muito bonito que é o MEC Livros. E aí não importa se você está lá numa comunidade isolada no Amazonas ou se você está numa grande cidade como Salvador ou São Paulo, mas você tem o livro ali [ao alcance, de forma gratuita]. Esse é um instrumento que veio para reduzir e mitigar essa desigualdade de acesso que existe. Mas que o brasileiro gosta de história e gosta de ler, nós sabemos. Gosta muito, desde sempre”, afirmou.

    * A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

    Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

    No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado neste sábado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, reforça que investir em prevenção é a melhor forma de evitar complicações cardiovasculares.

    Em entrevista à Agência Brasil, o cardiologista destacou que um estudo publicado em setembro de 2025 recomenda que todas as pessoas façam a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade. “O conselho que eu dou é que todo mundo faça um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose”, afirmou.

    Segundo Alves, também é fundamental adotar hábitos saudáveis para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado e aumentem as chances de infarto. Caso o exame detecte níveis altos de colesterol, a orientação é procurar acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento prescrito.

    “Não vá atrás de médicos que falam na internet para não tomar remédios contra colesterol, porque isso é uma falácia”, alertou. De acordo com ele, interromper o tratamento aumenta o risco de complicações. “Assim como acontece com diabetes e hipertensão, o colesterol volta a subir quando a medicação é suspensa.”

    Dieta carnívora

    A Sociedade Brasileira de Cardiologia também alerta que o colesterol elevado está associado a hábitos de vida que comprometem não apenas a saúde do coração, mas o metabolismo como um todo.

    Para Alves, a chamada dieta carnívora — baseada exclusivamente no consumo de carne e que elimina alimentos de origem vegetal — não é indicada para reduzir o colesterol.

    “Isso é uma invenção”, afirmou.

    Segundo o cardiologista, uma alimentação saudável deve ser equilibrada, com proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas. Segundo o especialista, uma dieta baseada apenas em carne é rica em gordura saturada, que aumenta o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.

    Quem já apresenta colesterol elevado deve evitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois isso pode elevar ainda mais os níveis de LDL. Além disso, esse tipo de alimentação pode aumentar o ácido úrico e favorecer a formação de placas de gordura nas artérias, elevando o risco cardiovascular.

    “Não é uma dieta aconselhável”, resumiu.

    Estilo de vida

    Para reduzir o colesterol, a primeira recomendação é investir em alimentação saudável e atividade física.

    Segundo Alves, deve-se evitar o excesso de gordura saturada, presente principalmente em carne vermelha, chocolates, frios e embutidos, além da gordura trans, encontrada em alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos recheados.

    “A pior gordura que tem é essa”, disse, referindo-se à gordura trans.

    O especialista explicou que mudanças na alimentação costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, porque cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.

    Alves pontuou que quando os níveis ultrapassam 300 miligramas por decilitro (mg/dL), entretanto, há forte indicação de origem genética. Nesses casos, além das mudanças no estilo de vida, é necessário tratamento medicamentoso.

    A prática de atividade física também é essencial. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana.

    O cardiologista ressaltou ainda que a qualidade do sono influencia o metabolismo. Dormir mal pode favorecer o aumento do colesterol e dos triglicérides, gordura associada ao processo inflamatório das artérias.

    “O processo de aterosclerose não acontece apenas pelo acúmulo de gordura, mas também pela inflamação”, explicou.

    O estresse também pode contribuir para elevar a pressão arterial e prejudicar o controle do colesterol.

    Estatinas

    Nos casos de hipercolesterolemia de origem genética, o tratamento inclui o uso de medicamentos, principalmente as estatinas, prescritas por um médico.

    “O paciente não deve interromper esse tratamento”, reforçou.

    Caso a estatina isoladamente não seja suficiente para atingir a meta de colesterol estabelecida pelo médico, outros medicamentos podem ser associados, de acordo com o risco cardiovascular de cada paciente.

    Segundo Alves, atualmente existem versões genéricas das estatinas, que se tornaram mais acessíveis.

    Ele lamentou, porém, a disseminação de informações falsas nas redes sociais sobre esses medicamentos.

    “Vejo muitas pessoas, inclusive médicos, dizendo que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal. Isso não é verdade. Muitas vezes é marketing pessoal.”, avaliou.

    O cardiologista destacou que as evidências científicas sobre os benefícios das estatinas são consistentes há mais de três décadas.

    “O primeiro grande estudo foi publicado em 1994. Desde então, há evidências robustas de redução de infarto, acidente vascular cerebral e morte por doença cardiovascular.”

    Segundo ele, a desinformação sobre o tema preocupa especialmente porque o colesterol elevado permanece entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

    Hipercolesterolemia familiar

    Alves chamou atenção para a hipercolesterolemia familiar, doença genética que pode provocar níveis extremamente elevados de colesterol ainda na infância.

    Existem casos em que crianças apresentam infarto aos 10 anos de idade por causa da doença.

    “Nesses pacientes, o colesterol sobe de tal forma que pode obstruir as coronárias ainda na infância.”

    Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de aumentar a sobrevida desses pacientes.

    Obesidade

    O cardiologista explicou que a obesidade está relacionada principalmente à síndrome metabólica, condição que costuma estar associada a diabetes, hipertensão e aumento da gordura abdominal.

    Essa gordura favorece alterações metabólicas que podem atingir órgãos como fígado, rins e pâncreas.

    No caso da hipercolesterolemia familiar, entretanto, a obesidade normalmente não faz parte do quadro inicial e tende a aparecer apenas mais tarde, quando se somam fatores relacionados ao estilo de vida.

    Fatores de risco

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde, infarto e acidente vascular cerebral (AVC) continuam sendo as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

    Segundo Alves, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e hipertensão formam os principais fatores de risco para essas doenças.

    A obesidade também vem ganhando importância diante do crescimento de sua incidência na população.

    “Eu diria que ela já é o quinto fator de risco”, afirmou.

    O especialista explicou que a obesidade provoca um estado inflamatório crônico que favorece a instabilidade das placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto.

    Além da obesidade, outras doenças inflamatórias crônicas, como lúpus, HIV, artrite reumatoide, fibromialgia e doença inflamatória intestinal, também podem contribuir para alterações nas artérias e aumentar o risco cardiovascular, embora em menor escala devido à menor frequência desses casos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Atraso na ampliação do teste do pezinho dificulta diagnóstico da AME

    Atraso na ampliação do teste do pezinho dificulta diagnóstico da AME

    Agosto é o mês de conscientização sobre a Atrofia Muscular Espinhal (AME). Entidades que representam pacientes alertam que a demora no diagnóstico e no início do tratamento da doença no Brasil pode comprometer a preservação dos movimentos.

    Dados do Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (Iname) mostram que o diagnóstico da AME tipo 1 ocorre, em média, aos 5 meses e 5 dias de vida. Entre a confirmação da doença e o início do tratamento, o tempo médio de espera é de 1,7 ano. Em outros países, esse intervalo pode ser inferior a um mês.

    Segundo o instituto, um dos principais entraves é a implementação da Lei nº 14.154/2021, que ampliou o número de doenças rastreadas pelo teste do pezinho no Sistema Único de Saúde (SUS). Cinco anos após a aprovação da norma, apenas Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul realizam a triagem ampliada. Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul estão em fase de implantação.

    O Ministério da Saúde estabeleceu prazo até 2030 para concluir a ampliação do Programa Nacional de Triagem Neonatal em todo o país. A AME, entretanto, está prevista apenas na última etapa de implementação.

    Para a presidente do Iname, Diovana Loriato, o diagnóstico precoce é determinante para evitar perdas motoras irreversíveis.

    “A perda de neurônios motores na AME tipo 1 é rápida e ocorre principalmente nos primeiros meses de vida. O diagnóstico precoce é a única forma de evitar essa cascata de perdas.”

    Tratamento

    O Cadastro Nacional da AME, que funciona como um censo da doença no Brasil, mostra altos índices de judicialização para garantir o acesso ao tratamento.

    Entre os pacientes com AME tipos 1 e 2, 39% só iniciaram o tratamento após recorrer à Justiça. Na AME tipo 3, que ainda não tem tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), esse percentual chega a 73,9%.

    Um exemplo do impacto do diagnóstico precoce é a história da família de Keila Barbosa Pereira Mendes, de 35 anos. Seus dois filhos, Heitor, de 6 anos, e Heloisa, de 4, têm AME tipo 1, mas tiveram desfechos distintos.

    “O Heitor foi diagnosticado aos três meses, após uma parada respiratória. Foi encaminhado para a UTI, onde foi entubado e passou por traqueostomia. Ele vive em um hospital de Teresina por causa dos cuidados médicos. Ele não anda, não fala”, conta.

    “Quando a Heloisa nasceu, ela fez o teste genético imediatamente. Com 15 dias, tivemos o resultado e, seis dias depois, ela já iniciou o tratamento. Ela não tem nenhum sintoma de AME, caminha, pula, vai à escola. É uma menina muito independente. São realidades totalmente diferentes”, acrescenta.

    O Brasil dispõe de terapias de alta tecnologia para o tratamento da AME, doença que ainda não tem cura. A Zolgensma, por exemplo, é uma terapia gênica de dose única oferecida pelo SUS e tem custo estimado em R$ 7 milhões.

    Apesar disso, muitos pacientes ainda enfrentam dificuldades para obter respiradores e outros equipamentos necessários ao tratamento domiciliar, o que faz com que alguns permaneçam internados por longos períodos.

    *Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original