Categoria: Política

  • Confira a agenda dos candidatos à Presidência nesta quinta-feira

    Confira a agenda dos candidatos à Presidência nesta quinta-feira

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (20) inclui gravações de conteúdos de campanha, entrevistas à imprensa, reuniões com equipes e apoiadores, além de caminhadas e atos de campanha em diferentes cidades. Também estão previstas participação em sabatina jornalística, lançamento de livro e plenária de mulheres.

    Os presidenciáveis ainda devem participar de encontros com representantes de entidades sindicais, empreendedores e lojistas, comícios e atos políticos, além de atividades de campanha em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL), Natal (RN) e São João del-Rei (MG). 

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (20):

    Augusto Cury (Avante)
    Passa o dia em São Paulo (SP), onde realiza reuniões internas com a equipe e grava conteúdos de campanha.  

    Clariana Barão (DC)
    Concede entrevistas para a TV Cidade Verde Cuiabá – Canal 12 e para a TV Mato Grosso.

    Edmilson Costa (PCB)
    Participa do lançamento do livro Fidel Agora e Sempre, na Livraria Expressão Popular, em São Paulo. 

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Participa de agendas em São Paulo com o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Pela manhã, visita o Armazém Solidário, o Mercado Municipal de São Miguel Paulista e o Clube da Comunidade Waldemar Moreno. À noite, realiza live com transmissão pelo canal oficial. 

    Hertz Dias (PSTU)
    Passa o dia em São João del-Rei (MG), onde participa de entrevistas na imprensa local, de reunião com representantes de entidades sindicais e de reunião com apoiadores no Sindicato dos Metalúrgicos da cidade e região.  

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Participa de ato de campanha em Natal (RN), às 17h, no estacionamento da Arena das Dunas, bairro Lagoa Nova. 

    Pablo Marçal (PRTB)
    Concede entrevistas para TV Atalaia, Metrop News, TV Band (GO), Chupim Metropolitana FM e Podcast Irmãos Dias.

    Renan Santos (Missão)
    Participa de ato no Canal da favela do Mundaú, em Maceió (AL). À noite, concede coletiva de imprensa e participa de comício no Maceió Mar Hotel. 

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Pela manhã, participa de encontro com empreendedores e lojistas da região do Brás, em São Paulo (SP), com visita pelas lojas do shopping. À noite, participa de sabatina para o Jornal do SBT News e para o Jornal SBT Brasil, em Osasco (SP).

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    Participa de programa no canal do Diário Causa Operária (DCO) e se reúne com a coordenação de campanha. À noite, participa da plenária nacional organizada pelo PCO.  

    Samara Martins (UP)
    Participa de caminhadas no Centro de Duque de Caxias (RJ) e na Saara, centro do Rio. À noite, comparece à plenária de Mulheres na Ocupação Almerinda Gama. 

    Wilson Grassi (Democrata)
    Participa de reunião com equipe do Partido Democrata.

    O candidato Romeu Zema (Novo) não divulgou compromissos públicos oficiais até o momento desta publicação.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira como foi a quarta-feira dos candidatos a presidente

    Confira como foi a quarta-feira dos candidatos a presidente

    >> Confira como foi a agenda de campanha dos candidatos à Presidência da República nesta quarta-feira (19): 

    Hertz Dias (PSTU)

    O candidato Hertz Dias esteve em Juiz de Fora (MG), onde participou de reuniões com apoiadores e da assembleia dos trabalhadores da educação municipal.

    Ele defendeu a valorização dos profissionais da educação, ampliação dos investimentos públicos e um sistema educacional que garanta as mesmas oportunidades para ricos e podres.

    “Enquanto uma minoria tem acesso às melhores escolas, laboratórios, bibliotecas e formação completa, milhões de jovens estudam em escolas sem estrutura adequada e enfrentam um processo de empobrecimento do ensino”, declarou.
     

    Renan Santos (Missão)

    O candidato Renan Santos fez campanha em João Pessoa.

    Ele acompanhou a retirada de câmeras instaladas em uma região da capital paraibana por uma facção criminosa.

    O candidato disse que uma de suas prioridades, caso eleito, será o enfrentamento a organizações criminosas, para impedi-las de controlar a circulação de moradores ou manter territórios sob seu domínio.

    “Não haverá bairro tomado pelo crime”, declarou.

     

    Romeu Zema (Novo)

    O candidato Romeu Zema visitou a zona leste de São Paulo, onde conversou com eleitores e visitou a Feira de Guaianases.

    Em conversa rápida com jornalistas, o candidato criticou a inflação sobre o preço dos alimentos e defendeu corte de gastos públicos.

     

    Ronaldo Caiado (PSD)

    O candidato Ronaldo Caiado participou, na manhã desta quarta-feira (19), do 4º Congresso das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília.

    Ele defendeu a criação de um sistema de saúde a partir da inteligência artificial, com prontuários médicos no celular e agendamento virtual de revisões, para agilizar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), reduzir as filas de espera e acelerar os diagnósticos.

    “A saúde depende enormemente dela [inteligência artificial]. Sem isso, não discutiremos mais a evolução do atendimento em saúde”, afirmou.

    À tarde, Caiado foi o entrevistado do 11º Fórum CNT de Debates, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), na capital federal.

    Durante o evento, o candidato disse que as condições das estradas não acompanharam o aumento do volume de cargas transportado, o que tem prejudicado a competitividade do país. Caiado propõe a ampliação da malha ferroviária e de hidrovias.

    Os candidatos Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pablo Marçal (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata) não tiveram agenda pública de campanha nesta quarta-feira. 

    * Colaboraram Pedro Peduzzi (Brasília), Luciano Nascimento (São Luís), Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro) e redação de São Paulo

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Candidaturas LGBT+ têm recorde em 2026 e se espalham por mais partidos

    Candidaturas LGBT+ têm recorde em 2026 e se espalham por mais partidos

    O número de candidaturas LGBT+ registrou um recorde para as eleições gerais de 2026. Até o agora, há 514 nomes confirmados, o que representa um crescimento de 57% na comparação com 2022.

    Os dados fazem parte de um levantamento divulgado nesta terça-feira (18) pelo Instituto Plena Cidadania, organização que desenvolve projetos relacionados à democracia, cidadania e direitos humanos.

    A expansão ocorre em sentido contrário ao universo geral da eleição. Em 2022, o total de candidaturas era de 29.262 e, em 2026, caiu para 20.524. Com isso, proporcionalmente, a participação LGBT+ no universo eleitoral mais que dobrou, saindo de 1,12% para 2,5%.

    Enquanto, em 2022, havia uma candidatura LGBT+ para cada cerca de 90 candidaturas, em 2026, a proporção é de uma para cada 40.

    As candidaturas à Câmara dos Deputados foram 116 na última eleição e, neste ano, são 214, o que significa alta de 84%. Na disputa pelas assembleias estaduais e distrital, o crescimento foi de 36%, passando de 205 para 279.

    Gui Mohallem, da diretoria executiva do Instituto Plena Cidadania, descreveu que a presença de candidaturas LGBT+ também está mais espalhada pelo sistema partidário. Pelos cálculos do levantamento, em 2022, esses postulantes estavam em 23 das 32 legendas. Neste ano, estão em 27 dos 30 partidos em disputa.

    “O que a gente está vendo é que o maior aumento de candidaturas LGBT+ é justamente no Congresso Nacional. A eleição para deputado federal é extremamente importante para os partidos, porque ela determina o quanto de dinheiro ele vai ter. O financiamento do partido é determinado pela quantidade votos a deputados federais que ele consegue”, disse em entrevista à Agência Brasil.

    “Os partidos estão vendo, o que já sabemos há muito tempo, que LGBT entrega mais por real investido. A nossa leitura dessa explosão é que finalmente os partidos estão entendendo que LGBT é uma força eleitoral”.

    O levantamento chama atenção para o nível de investimento dos partidos nessas campanhas, uma vez que a competitividade delas depende dos recursos.

    Conforme o estudo, mais da metade das lideranças LGBT+ eleitas em 2024 vinculadas a partidos de centro e de direita não receberam financiamento partidário. Entre as pessoas LGBT+ eleitas por partidos de esquerda, esse percentual foi de um quinto.

     


    Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2026 – Audiência Pública na Alerj discute o Programa Rio Sem LGBTIfobia.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2026 – Audiência Pública na Alerj discute o Programa Rio Sem LGBTIfobia.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Audiência Pública na Alerj discute o Programa Rio Sem LGBTIfobia. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Regiões

    O aumento de candidaturas LGBT+ foi maior fora do eixo Sul-Sudeste: na Região Norte, subiu 141%; seguida da Centro-Oeste, com 88%; e da Nordeste, com 82%.

    O Sudeste ainda concentra o maior número absoluto de candidaturas, apesar de ter recuado de 37,6% para 31,3% do total.

    Em número de candidaturas, a Região Norte cresceu de 22 para 53 candidaturas; a Centro-Oeste, de 41 para 77; a Nordeste, de 73 para 133; e a Sudeste permanece na frente, com 161.

    “A gente está fazendo muito mais ações e decidiu, há três anos, focar fora do Sudeste, onde já estava mais organizado”, acrescentou Gui, destacando que, na eleição de 2022, os candidatos LGBT+ conseguiram 3,5 milhões de votos no país.

    Outra diferença em 2026 é o espalhamento das candidaturas entre as legendas. Antes, eram mais concentradas no PT e PSOL, que ainda estão na frente, mas já há mais candidatos em outros partidos.

    “A nossa presença na sociedade é inevitável. Está sendo interessante porque o aumento vai até os partidos de extrema direita”, contou, completando que os partidos é que fazem a declaração LGBT.

    Pautas

    O diretor executivo destacou ainda que as atuações de quem alcança uma cadeira nas casas legislativas não defendem apenas bandeiras LGBT+, mas se dedicam a questões sociais.

    “LGBT é um dos grupos a quem são negados a cidadania plena. A gente também é deficiente, mulher, favelado, negro. LGBT está em todos os lugares, então, quando a gente chega no poder, tem uma bagagem muito maior e pronta para responder às demandas da população”, afirmou.

    Metodologia

    Os dados do levantamento são baseados em inscrições registradas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na plataforma do VoteLGBT, “considerando as candidaturas autodeclaradas e com autorização de divulgação”.

    “Por se tratar de dados autodeclaratórios, novos cadastros poderão ser incluídos no site VoteLGBT, e as informações poderão ser atualizadas e complementadas periodicamente. Dados atualizados estarão disponíveis ao longo da campanha no dashboard do projeto”, informou o Instituto Plena Cidadania.

    A iniciativa VoteLGBT foi criada em 2014 “para conectar eleitoras e eleitores brasileiros a lideranças LGBT+ comprometidas com os direitos humanos, a democracia e a representatividade política”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Eleições de 2026 registram recorde de candidaturas indígenas

    Eleições de 2026 registram recorde de candidaturas indígenas

    Um levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) indica que as Eleições 2026 contarão com o maior número de candidaturas indígenas já registradas no Brasil. Segundo a organização, 191 postulantes aos cargos em disputa declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que descendem de povos originários.

    O total representa menos de 1% de todos os 20.506 pedidos de registro de candidaturas contabilizados pelo TSE até esta segunda-feira (17).

    >> Eleição: homem, branco e empresário é perfil majoritário de candidatos

    Ainda assim, segundo a Apib, é um recorde, o maior número desde 2014, quando o tribunal eleitoral passou a exigir dos candidatos dados de cor e raça.

    O total é quase 3% superior às 186 candidaturas indígenas das últimas eleições gerais, realizadas em 2022, e quase 125% maior que as 85 de 2014. A Apib considera que o recorde mostra uma ampliação contínua da participação ativa dos povos originários.

     

    Dados gerais da participação indígena nas eleições 2026 (fonte: Apib)
    Cargo Candidaturas indígenas
    Deputado estadual 99
    Deputado federal 75
    Senador 4
    Governador 3
    Deputado distrital 3
    1º suplente 3
    vice-governador 2
    2º suplente 2

    O levantamento destacou o aumento do número de canditados a deputado federal: de 59, em 2022, para 75, em 2026.

    Onde estão essas candidaturas?

    Os candidatos indígenas vêm de 26 das 27 unidades da federação, representando os seis grandes biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

    A Amazônia Legal concentra 80 (ou 42%) das 191 candidaturas registradas; 36 concorrentes são da Região Sudeste; 34, do Nordeste; 27, do Centro-Oeste; e 14, do Sul.

    Os dados já disponibilizados pelo TSE apontam que os candidatos indígenas pertencem a 64 diferentes etnias. Os Macuxi, de Roraima, respondem por 13 candidaturas. Em seguida aparece o povo Guarani Kaiowá, com 12 candidaturas em Mato Grosso do Sul. A base também registra oito candidaturas Guaraní, sete Munduruku, seis Mura e seis Terena.

     

    Oito povos com maiores números de candidaturas registradas (fonte: Apib)
    Povos registrados no TSE Número de candidaturas
    Macuxi 13
    Guarani Kaiowá 12
    Guaraní 8
    Munduruku 7
    Mura 6
    Terena 6
    Tupinambá 5
    Wapichana 5

    Para a Apib, o aumento do número de candidaturas eleição após eleição é fruto e expressão da “caminhada histórica de resistência e de cobrança” dos povos originários por espaço e respeito.

    “Essa presença nasce dos territórios e amplia, com força política, nossa exigência de participação efetiva nos rumos do Brasil”, avalia, em nota, um dos coordenadores políticos da Campanha Indígena, realizada pela Apib.

    Mulheres

    Embora o número de mulheres indígenas tenha recuado de 85, em 2022, para 84, neste ano, elas representam 44% das candidaturas indígenas — uma proporção significativamente superior à média geral de mulheres entre todos os postulantes (35%). Além disso, segundo a Apib, o número de mulheres indígenas disputando as eleições gerais (29) cresceu cerca de 190% desde 2014.

    “Esse avanço carrega a força das mulheres que organizam as lutas nos territórios e, agora, ampliam sua presença nos espaços de decisão”, afirmou Alana Manchineri, também da coordenação da Campanha Indígena.

    Por meio da mobilização, a Apib e organizações indígenas regionais apoiam 54 das candidaturas que, segundo a entidade, foram construídas a partir da base do movimento, em torno de um projeto político coletivo, cujo slogan é Nosso Território, Nossa Vida.

    “Esta bancada indígena é um recorte político construído a partir das indicações das organizações regionais de base da APIB, fortalecendo uma articulação que parte dos territórios”, afirma Alana, destacando que o projeto “coloca os territórios no centro das decisões sobre o futuro do Brasil”, incentivando os candidatos indígenas a incorporar as propostas do movimento em suas campanhas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Atacada por EUA, regra do TSE evita bigtechs de privilegiar candidatos

    Atacada por EUA, regra do TSE evita bigtechs de privilegiar candidatos

    Os Estados Unidos tacharam de “censura” uma regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbe os algoritmos das redes sociais de recomendar perfis dos candidatos durante o período da campanha eleitoral, com exceção das recomendações por impulsionamento pago.

    Os algoritmos das redes sociais costumam exibir ao internauta contas e conteúdos de acordo com critérios da própria plataforma. Dessa forma, a regra, aprovada em fevereiro de 2024, funciona para evitar que bigtechs possam desequilibrar a disputa eleitoral a favor de determinados candidatos.  

    Antes de as regras da Resolução Nº 23.732 entrarem em vigor, no último domingo (16), a plataforma X, do trilionário Elon Musk, aliado de Donald Trump, comunicou aos usuários sobre a mudança, destacando que a recomendação de contas ocorrerá apenas se a pessoa já seguir o perfil do candidato.

    A postagem da plataforma X sobre o tema foi republicada pela subsecretária de diplomacia pública do Departamento de Estado dos EUA, Sarah B. Rogers, que chamou a medida de “censura imposta pelo Brasil”.

    O TSE afirma que as regras previstas são destinadas à “prevenção e mitigação de riscos à integridade do processo eleitoral”.

    Procurada para comentar o tema, a assessoria do TSE não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

    Crítica infundada

    Especialistas em tecnologia, eleições e direito eleitoral consultados pela Agência Brasil criticaram a acusação da funcionária da Casa Branca como “infundada”, lembrando que a medida não veta a publicação dos candidatos, apenas proíbe a recomendação algorítmica.  

    O doutor em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB) Alexandre Arns Gonzales, membro do Direito à Comunicação e Democracia (DiraCom), explicou que a regra existe para garantir maior igualdade na disputa eleitoral.

    “Esse tipo de regra busca incidir no que seria potencialmente uma espécie de viés ou assimetria, um tratamento não isonômico entre as contas oficiais das candidaturas que estão concorrendo”, explicou o integrante do DiraCom, ligado à Coalização Direitos na Rede.

    Gonzales acrescentou que a regra surge em meio ao debate sobre a desinformação que inunda as plataformas em eleições importantes, como a do Brexit – quando o Reino Unido saiu da União Europeia, e a do plebiscito do Acordo de Paz entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ambos em 2016.

    Ao estudar como a tecnologia e os dados pessoais impactam os processos eleitorais, Alexandre Arns Gonzales identificou que o debate é sobre se os “vieses” dos algoritmos, que tendem a privilegiar determinados conteúdos em detrimentos de outros, são um problema técnico ou decorre de uma orientação comercial das bigtechs.

    “A decisão do TSE encontrou um meio termo entre manter a legalização da propaganda nesses ambientes, ao mesmo tempo que incide sobre a assimetria que o sistema algorítmico de recomendação poderia produzir em relação ao alcance das contas dos candidatos.”

    Constituição

    O advogado especialista em direito eleitoral Alberto Rollo argumentou que a decisão do TSE está amparada pela Constituição, pois busca garantir maior igualdade de condições na disputa eleitoral.

    “Não pode ter essa recomendação artificialmente criada com essas bigtechs. Isso evita qualquer acusação de preferência por este ou por aquele candidato. Porque, afinal, quem faz os algoritmos? A ideia é garantir a igualdade, a lisura e isso é com base na Constituição e na lei eleitoral”, disse Rollo à Agência Brasil.

    Na avaliação de Arns Gonzales, a crítica da Casa Branca contra a regra do TSE é fruto de uma articulação da plataforma X com o governo Trump em mais uma tentativa de interferir nas eleições brasileiras.

    Em 2024, a rede social controlada por Elon Musk entrou em confronto aberto contra o Supremo Tribunal Federal (STF) após a plataforma X não cumprir decisões do Judiciário brasileiro.

    O caso foi, inclusive, usado como argumento para o tarifaço de Trump contra o Brasil.

    Impulsionamento pago

    Por outro lado, as regras eleitorais permitem a recomendação de candidatos nas redes sociais via impulsionamento pago, com regras e limites para os valores usados por cada campanha.

    O especialista da Diracom Alexandre Arns Gonzales ponderou que, como a propaganda eleitoral tem toda uma estrutura legalizada no Brasil, o impulsionamento pago de conteúdo de candidatos nas plataformas acabou sendo permitido.

    “Na medida em que a campanha tá pagando, tem uma suposta razão para a conta e o conteúdo estarem sendo entregues a determinado eleitor conforme os sistemas de recomendação”, comentou.

    Por outro lado, Gonzales alerta que não há garantias de que as plataformas cobrem o mesmo valor de todos os candidatos para impulsionar um conteúdo com o mesmo alcance, o que poderia ferir a regra da isonomia no pleito.

    “O conteúdo pago não necessariamente é entregue para a mesma audiência. Isso fica a critério da plataforma do jeito que está hoje”, acrescentou.

    Regras da IA

    As resoluções do TSE também impõem restrições aos sistemas de Inteligência Artificial (IA) usados pelas bigtechs, os chamados chatbots de IA, que vem avançando nos últimos anos.

    O § 1º-C do Art. 28 da Resolução n° 23610 de 2019 proíbe que sistemas de IA façam ranqueamento, recomendação ou priorização de candidatos, campanhas, partidos ou coligações.

    O mesmo dispositivo proíbe ainda os sistemas de IA de “emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou realizar qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta, inclusive por meio de respostas automatizadas”.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Veja a agenda dos candidatos à Presidência nesta quarta-feira

    Veja a agenda dos candidatos à Presidência nesta quarta-feira

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta quarta-feira (19) inclui gravação de programas de campanha, entrevistas à imprensa e reuniões com apoiadores e equipes. 

    Os concorrentes ao Palácio do Planalto também devem participar de ações contra o tráfico de drogas e debate sobre inflação de alimentos. 

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (19):

    Augusto Cury (Avante)
    Passa o dia em Ribeirão Preto (SP), onde realiza reuniões internas com a equipe e grava conteúdos de campanha. 

    Clariana Barão (DC)
    Gravação de programa na TV Mato Grosso.

    Edmilson Costa (PCB)
    15h – Entrevista para o jornal Folha de S.Paulo 

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Realiza gravações para programa eleitoral. Sem agendas públicas.

    Hertz Dias (PSTU)
    Em Juiz de Fora (MG), participa de entrevistas na imprensa local, de reuniões com apoiadores e da assembleia dos trabalhadores da educação municipal. 

    Pablo Marçal (PRTB)
    Realiza gravações para programa eleitoral. Sem agendas públicas.

    Renan Santos (Missão)
    11h05 – Chegada ao Aeroporto de João Pessoa
    12h10 às 12h30 – Participa de ação para destruir uma barricada atribuída ao tráfico de drogas na região.
    14h30 às 15h – Participa de ação contra câmeras atribuídas ao Comando Vermelho instaladas na região.
    19h – Coletiva de imprensa em João Pessoa
    20h – Evento do Missão/Happy Hour em João Pessoa 

    Romeu Zema (Novo)
    09h30 –  Participa de uma ação na Feira de Guaianases (SP) para falar sobre inflação de alimentos. 

    Ronaldo Caiado (PSD)
    09h – Participa do 34º Congresso das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília (DF)
    14h – Participa do 11º Fórum CNT de Debates – Edição Presidenciáveis, em Brasília (DF)

    Wilson Grassi (Democrata)
    8h – Embarque para Salvador (BA) 
    12h – Entrevista para a Rádio Itapoan FM, de Salvador.
    15h – Entrevista para o portal Agora no Interior, de Marília

    A candidata Samara Martins (UP) e o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não têm agenda pública de campanha nesta quarta-feira. 

    O candidato Rui Costa Pimenta (PCO) não divulgou compromissos públicos de campanha até o momento desta publicação.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Analistas veem risco de ação cibernética de EUA e bigtechs em eleições

    Analistas veem risco de ação cibernética de EUA e bigtechs em eleições

    Especialistas em relações internacionais, geopolítica e tecnologia de informação alertam para o risco de ações cibernéticas dos Estados Unidos (EUA) e de manipulação, por meio das bigtechs, com objetivo de influenciar as eleições gerais de outubro deste ano no Brasil. 

    A escalada de medidas do governo de Donald Trump contra o país, desde o tarifaço de 25% até o cancelamento de vistos de autoridades brasileiras, sugere que novas ações devem ser adotadas, em especial, no campo da cibernética.

    Essa é a avaliação de analistas consultados pela Agência Brasil, como o pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos em Comunicação, Cognição e Computação, Reynaldo Aragon.

    O editor do portal Código Aberto, que reúne artigos sobre política e tecnologia, alertou que memorando assinado por Trump na última quarta-feira (12) tem caráter inédito e autoriza o uso de bigtechs em operações de “vigilância cibernética” e “efeitos cibernéticos”.

    “Os efeitos desse memorando são assustadores. A gente está falando de espionagem e ação de hackeamento de altíssimo nível e muito profundo. Eles podem entrar literalmente no perfil de qualquer pessoa para fazer relatórios e dossiês para favorecer ou prejudicar determinado candidato”, disse.

    Sob o argumento de combater o crime transnacional cibernético, o memorando prevê a parceria da Casa Branca com empresas privadas para ações que envolvem “acesso a tais sistemas de informação sem autorização do proprietário ou operador ou excedendo o acesso autorizado”.

    Outra ação prevista no memorando, a Operação de Efeitos Cibernético, autoriza atividades em redes de telecomunicações, internet, sistemas de informação, de controle industrial, entre outros, que resulte na “manipulação, interrupção, negação, degradação ou destruição de sistemas de informação, redes, infraestrutura física ou virtual”.

    Nesse cenário, o especialista Aragon defendeu que o Brasil desenvolva a própria infraestrutura digital uma vez que “todos os sistemas sensíveis do Estado brasileiro estão na mão de sistemas de empresas dos EUA”.

    Ações subterrâneas 

    Diferentemente de interferências públicas contra o Brasil, as ações cibernéticas podem ser realizadas de forma oculta ou “subterrânea” pelos EUA, alertou o jornalista Reynaldo Aragon, sem deixar pistas da autoria dessas ações.

    “O impulsionamento de perfis nas redes sociais é só uma das ações que já estão ocorrendo, mas pode ir muito além. O risco é sistêmico e estrutural”, completou. 

    Ainda em julho, o governo brasileiro barrou visto de dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA devido a suspeitas de que os assistentes do secretário Marco Rubio pretendiam questionar o sistema eleitoral do Brasil. 

    Desacreditar o resultado eleitoral


    Rio de Janeiro (RJ), 03/08/2026 – O Tribunal Regional Eleitoral apresenta a estrutura e demonstra testes da urna eletrônica para as Eleições de 2026. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 03/08/2026 – O Tribunal Regional Eleitoral apresenta a estrutura e demonstra testes da urna eletrônica para as Eleições de 2026. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro apresenta a estrutura e demonstra testes da urna eletrônica para as Eleições de 2026. – Fernando Frazão/Agência Brasil

    O professor de história e especialista em geopolítica, Euclides Vasconcelos, avaliou que “sem dúvida nenhuma” podemos esperar novas ações dos EUA para interferir nas eleições no Brasil, por exemplo, tentando descredibilizar o sistema eleitoral. 

    “As big techs são muito mais que plataformas ou espaços de discussões. Elas são empresas ligadas a Estados, ligadas a governos, que têm esforços e que conseguem mobilizar, canalizar e influenciar de maneira muito direta certos recortes demográficos da população”, comentou.

    A imigração em massa a Ceuta, enclave espanhol na África, teria mostrado como essa atuação via plataformas digitais é eficaz. As mais de 60 mil pessoas que cruzaram a fronteira foram influenciadas por notícias falsas espalhadas nas redes sociais do Marrocos de que a Espanha teria proibido a deportação de imigrantes, o que não era verdade. 

    Euclides lembrou da participação dos donos das principais bigtechs na posse de Donald Trump como indicativo do interesse dessas empresas em se atrelar ao governo dos EUA para “agir como uma espécie de tentáculo dos interesses dos EUA na nossa região”.

    Em junho de 2025, o Exército dos EUA revelou que executivos de gigantes da tecnologia como Meta, OpenIA e Palantir foram nomeados tenentes-coronéis do Destacamento 201, recém-criado para abrigar líderes da tecnologia. 

    Nova doutrina de segurança dos EUA

    Por trás das ações do governo Trump está a nova doutrina de segurança dos EUA, divulgada no final de 2025, que prevê a “proeminência” do país norte-americano sobre toda América Latina, avalia o mestrando em ciências militares Euclides Vasconcelos. 

    “Os EUA tentam consolidar o continente americano por completo com governos à sua imagem e semelhança. Houve uma intervenção muito forte na eleição colombiana e um esforço parecido em outros países da região nessa lógica de tentar moldar todo o continente”, disse.

    Em junho deste ano, o presidente Donald Trump indicou que a eleição no Brasil é mais um teste para a geopolítica dos EUA na América Latina. Vasconcelos citou ainda o vídeo publicado, na última terça-feira (11), pelo Departamento de Estado dos EUA, afirmando que a “dominação” dos EUA sobre a América Latina não poderá mais ser questionada.

    “E, para isso, o Brasil é uma peça-chave. O Brasil sempre foi visto pelos EUA como o único país que, se quisesse, poderia desafiar a dominação estadunidense nisso que eles chamam de ‘seu hemisfério’ ”, concluiu o especialista.

     

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  • Democrata tem veterinário Wilson Grassi na disputa presidencial

    Democrata tem veterinário Wilson Grassi na disputa presidencial

    Candidato pelo Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB), Wilson Grassi é natural de São Paulo, capital. Tem 56 anos, é empresário e veterinário. A empresária Suêd Haidar é a vice na chapa.

    Grassi atua pela causa animal, incluindo a defesa da instalação de hospitais públicos para o atendimento de cães e gatos. É conselheiro da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo (Anclipeva-SP). 

    O candidato à Presidência nunca ocupou cargo público, mas já disputou aos cargos a vaga de vereador, deputado estadual e federal por São Paulo, pelos partidos PV e PRTB.  
    Fundado em 2015, o Democrata, antes PMB, nunca havia lançado candidato próprio à Presidência da República.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Samara Martins é a candidata do União Popular ao pleito presidencial

    Samara Martins é a candidata do União Popular ao pleito presidencial

    Candidata pelo partido Unidade Popular (UP), Samara Martins Feitosa é natural da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Tem 38 anos e é formada em odontologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Raquel Brício (UP) compõe a chapa como vice.

    Antes mesmo de trabalhar como cirurgiã-dentista no Sistema Único de Saúde (SUS), iniciou a trajetória política pelo movimento estudantil, quando atuou na Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas da Grande Belo Horizonte (AMES-BH) e na União Nacional dos Estudantes (UNE), como diretora de mulheres.

    Na eleição de 2022, compôs como vice na chapa de Leonardo Péricles à Presidência, com quem formou a única candidatura formada exclusivamente por pessoas negras.
    O UP é um partido de extrema-esquerda fundado em 2016, com ideais socialistas. É ligado a movimentos sociais de defesa das causas juventude, das mulheres, da população negra e contra os privilégios das populações mais ricas.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Sindicalista Rui Costa Pimenta concorrerá à Presidência pelo PCO

    Sindicalista Rui Costa Pimenta concorrerá à Presidência pelo PCO

    O jornalista Rui Costa Pimenta, 69 anos, é o candidato do Partido da Causa Operária (PCO) para a Presidência da República em 2026. Natural da cidade de São Paulo, o sindicalista é neto de João Jorge Costa Pimenta, um dos fundadores do Partido Comunista no Brasil. 

    Rui Costa Pimenta é o presidente do PCO desde 1995 e vai concorrer ao pleito junto com o vice professor Antônio Carlos Silva, da mesa sigla. O jornalista começou as atividades políticas na ditadura militar, em 1976, no movimento estudantil. Participou do Congresso de Refundação da UNE em 1980, em Salvador, e foi diretor do Centro Acadêmico de Estudos Literários e Linguísticas da Faculdade de Letras da USP. 

    Foi eleito presidente da Central Única dos Trabalhos em 1985. Atualmente, edita o jornal Causa Operária e apresenta na internet o programa Análise Política Semanal. Rui Costa defende o socialismo e o comunismo. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980. 

    Em 1992, militantes da causa operária romperam com o PT. Em 1995, foi lançado o Partido da Causa Operária, que obteve um registro provisório como legenda. Um ano depois, após campanha nacional de filiações, o partido obteve registro definitivo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original