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  • São Paulo está em estado de atenção devido às chuvas persistentes

    São Paulo está em estado de atenção devido às chuvas persistentes

    São Paulo está em estado de atenção por causa das chuvas persistentes e duradouras que atingem o território paulista. Segundo a Defesa Civil estadual, essa condição favorece deslizamentos de terra e sobrecarregam rios e córregos. O órgão descartou, neste momento, o risco de tempestade severa e tornado.

    Nas últimas 48 horas, foram registradas 26 ocorrências no estado, incluindo destelhamento, desabamento, deslizamento de terra e vendavais. Os ventos chegaram a 92km/h no interior do estado. Foram 100 milímetros de chuva em apenas um dia, segundo o órgão paulista.

    Em caso de enchentes e enxurradas, a Defesa Civil orienta que a população nunca atravesse áreas alagadas, seja a pé ou de carro, e evite ficar próximo a rios, córregos e áreas sujeitas a alagamentos.

    Nas áreas de risco de deslizamento, o órgão diz para observar sinais como rachaduras, inclinação de árvores ou postes e movimentação do solo. Se perceber algum risco, a orientação é sair imediatamente do local e procurar uma área segura.

    Em caso de emergência, a população pode acionar, por telefone, a Defesa Civil pelo número 199 e o Corpo de Bombeiros, no 193.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Defesa de Flávio Bolsonaro tentou levar caso Dark Horse a Mendonça

    Defesa de Flávio Bolsonaro tentou levar caso Dark Horse a Mendonça

    A defesa do senador Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes transferir do ministro Flávio Dino para André Mendonça a investigação sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Após a queda do sigilo das ações relacionadas ao Banco Master, foi revelado que Flávio é investigado em supostos crimes no financiamento ao filme Dark Horse. Entre as suspeitas de atos ilícitos, estão evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

    Os pedidos foram apresentados entre 3 e 29 de julho deste ano. Duas solicitações foram encaminhadas ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e outras duas ao próprio Dino, segundo documentos.

    Os advogados sustentaram que Mendonça deveria concentrar as investigações relacionadas ao filme por já ser relator de outros procedimentos envolvendo a produção e o financiamento obtido junto ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro André Mendonça foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Disputa pela relatoria

    Em um dos documentos, a defesa acusou a distribuição do caso a Dino de criar uma “prevenção artificial” para definir a relatoria.

    “Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos”, afirmaram os advogados.

    Em outro pedido, a defesa argumentou que cinco de seis procedimentos relacionados à investigação já estavam sob a relatoria de Mendonça e que apenas um havia sido distribuído a Dino.

    “Resta evidente que, dos seis processos autuados perante esse Supremo Tribunal Federal para requerer a instauração de investigações acerca do filme Dark Horse, apenas um deles, a Petição nº 16.070, não está sob a relatoria do Exmo. Min. André Mendonça”, diz o documento.

    A defesa também afirmou que a investigação relacionada às emendas não deveria estar vinculada à ADPF 854, processo relatado por Dino no STF.

    “A ADPF nº 854 é a ação do orçamento secreto. Trata-se de processo objetivo de controle concentrado de constitucionalidade, de relatoria do Exmo. Min. Flávio Dino, sem qualquer relação com apuração criminal de financiamento de obra audiovisual”, sustentaram os advogados.

    Investigação sobre o filme

    As apurações envolvendo o filme Dark Horse abrangem diferentes frentes. Entre elas, estão repasses de R$ 62,8 milhões atribuídos a Vorcaro para o financiamento do filme, a eventual utilização de parte dos recursos para bancar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a possível destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora da cinebiografia.

    Flávio tem afirmado publicamente que não houve dinheiro público no financiamento do filme.

    A investigação sobre as emendas, porém, ganhou força após denúncias de possível desvio de finalidade e falta de transparência na aplicação dos recursos.

    Operação da PF

    Na quinta-feira (10), a Polícia Federal deflagrou uma operação relacionada à apuração e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estavam o ex-secretário especial da Cultura Mario Frias e Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up, produtora de Dark Horse.

    A operação foi autorizada por Flávio Dino, justamente no procedimento que a defesa de Flávio Bolsonaro tentou transferir para Mendonça.

    Segundo a PF, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e identificou movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao suposto esquema.

    Entre os crimes investigados estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

    Relação com Vorcaro

    A investigação também está relacionada às apurações conduzidas por Mendonça sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master.

    Documentos cujo sigilo foi levantado pelo STF mostram mensagens e outros elementos sobre o financiamento de Dark Horse. A PF investiga a origem dos recursos destinados à produção e o caminho percorrido pelo dinheiro.

    Entre os documentos estão contratos firmados pela Go Up com profissionais que trabalharam no filme. Os acordos incluem cláusulas de confidencialidade com previsão de multa de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.

    A defesa de Flávio sustenta que Mendonça deve concentrar os procedimentos para evitar decisões conflitantes e por já conduzir outras investigações relacionadas ao caso.

    A operação autorizada por Dino, entretanto, mantém sob responsabilidade do ministro a apuração específica sobre o possível uso irregular de emendas parlamentares no financiamento da produção.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TH Joias, ex-deputado estadual no Rio vira réu por envolvimento com CV

    TH Joias, ex-deputado estadual no Rio vira réu por envolvimento com CV

    O ex-deputado estadual no Rio de Janeiro Thiago Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, virou réu na Justiça Federal por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho (CV), maior facção criminosa do estado.

    Ele foi preso de setembro de 2025 pela Operação Zargun, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas, além de corrupção.

    À época, TH Joias ocupava mandato como suplente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Após a prisão, o titular voltou à Alerj, e TH deixou de ter mandato.

    Após investigações, ele foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF). Além de TH Joias, foram tornados réus:

    – Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio”, apontado como integrante de uma organização criminosa que atua no conjunto de favelas Complexo do Alemão;

    – Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”, apontado como liderança do mesmo complexo;

    – Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o “Dudu”, identificado na denúncia como empresário;

    – Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes e ocupante de cargos comissionados na Alerj;

    – Gustavo Stteel, delegado de Polícia Federal.

    O relator do caso no TRF foi o desembargador federal Flávio Oliveira Lucas. A decisão do tribunal manteve a prisão preventiva dos réus, com exceção do delegado federal Gustavo Stteel, que passará para a detenção domiciliar, com restrição de atividades e monitoramento eletrônico. Ele fica também afastado do cargo na Polícia Federal (PF).

    No caso de TH Joias, o TRF ordenou a transferência para penitenciária federal. Já Pezão está foragido.

    Os réus serão julgados por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, tráfico internacional e comércio ilegal de armas de fogo, associação para o tráfico, posse ou porte de arma de fogo de uso restrito e corrupção ativa e passiva.

    Articulação política

    Segundo a acusação, TH Joias teria exercido papel de articulação entre integrantes da quadrilha e agentes públicos, além de participar de negociações envolvendo drogas, armas e equipamentos antidrones. Ele usava o gabinete para acomodar indicações da facção.

    O MPF sustenta que o grupo mantinha conexões com o CV e teria participado da compra e distribuição de armamentos provenientes do Paraguai.

    A investigação aponta que o ex-secretário Carracena vazava dados policiais em troca de vantagens indevidas.

    Já o delegado Gustavo Stteel, repassaria informações privilegiadas e tentava intervir em favor dos líderes do grupo em troca de cargos públicos para a companheira dele, entre outras contrapartidas.

    Bacellar alvo

    A operação que prendeu TH Joias deve desdobramentos na cúpula da política fluminense. Exatamente três meses após a prisão, uma outra operação, a Unha e Carne, prendeu o então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União). 

    Bacellar foi acusado de passar informações da Zargun para TH Joias. Ele chegou a ficar cinco dias presos por ordem do Supremo Tribunal Federal, tendo sido libertado após uma decisão da Alerj que revogou a prisão, amparada pela Constituição. No dia seguinte à soltura, ele pediu licença do cargo.

    Bacellar, que tinha chegado a assumir interinamente o governo do estado, era cotado para disputar e eleição para governador em outubro de 2026.

    A saída dele da presidência da Alerj é um dos motivos que fazem com que o estado esteja sendo governador, de forma interina, pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (12 e 13)

    Confira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (12 e 13)

    A agenda dos candidatos à presidência da República neste fim de semana inclui atos e mobilizações políticas, congressos e encontros com diferentes segmentos da sociedade.

    Também estão previstos panfletagens, encontros com agricultores familiares, caravana com candidaturas partidárias, roda de conversa e visitas a hospital e evento voltado à prevenção do câncer de mama.

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de congresso para a classe médica em Barueri (SP) e de evento do Grupo Nós, no sábado. 

    Clariana Barão (DC)
    No sábado, às 19h, participa da Arena Enersim, na região da Ponte Nova, em Várzea Grande, Mato Grosso.

    Edmilson Costa (PCB)
    No sábado, participa do grito dos Excluídos em Guarulhos (SP). No domingo, participa de caravana em Caraguatatuba e São Sebastião com as candidaturas do PCB.

    Flávio Bolsonaro (PL)
    No sábado, às 8h30, participa de encontro com correligionários na Praça do Forte, em Cabo Frio. Às 11h30, faz carreata em Macaé. Às 14h30, tem carreata em Campos dos Goytacazes. Às 18h, faz comício em Itaperuna. No domingo, às 10h, participa do Grande Encontro da Direita, no Jardim Paulista, em Presidente Prudente (SP). Às 14h30, estará no Encontro das Mulheres, também em Presidente Prudente (SP).

    Hertz Dias (PSTU)
    Em Ipojuca (PE), faz panfletagem na feira da cidade e se reúne com agricultores familiares, no sábado. À noite, participa de roda de conversa no Terreiro de São Sebastião, no bairro Jiquiá, em Recife. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 
    No sábado, participa de ato na Boca Maldita, em Curitiba (PR). No domingo, participa de mobilização nacional em defesa de seu projeto político. A iniciativa prevê atividades em todo o país. 

    Renan Santos (Missão)
    No sábado, participa do 1° Congresso da Missão em Santa Catarina, em Joinville (SC) 

    Romeu Zema (Novo)
    Em Sete Lagoas (MG), encontra mulheres amazonas que participam da cavalgada “As Independentes” em prol da prevenção do câncer de mama. Também visita o Hospital Regional da cidade. 

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    No sábado, às 14h, faz análise política da semana, no Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), em São Paulo. No domingo, às 12h, participa de sessão de autógrafos do livro Quem somos e por que lutamos, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

    Samara Martins (UP)
    Em Belo Horizonte (MG), faz panfletagem na região do Aglomerado da Serra, no sábado. 

    O candidato Ronaldo Caiado  (PSD) está internado no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, tratando quadro de pneumonia. 

    O candidato Wilson Grassi (Democrata) não tem agenda pública de campanha. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    *Colaborou Paula Laboissière.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Desabamento de prédio em construção deixa dois mortos em São Paulo

    Desabamento de prédio em construção deixa dois mortos em São Paulo

    Um prédio em construção desabou em cima de uma casa na madrugada deste sábado (12) na Rua Tequici, bairro da Penha, na capital paulista. Até o momento, o Corpo de Bombeiros confirmou duas pessoas mortas na ocorrência.

    Outras duas vítimas foram resgatadas e encaminhadas para um pronto-socorro no Tatuapé, sendo um adulto e uma criança. As equipes continuam buscando vítimas entre os escombros. 

    A corporação informou que, por volta das 10h, 59 bombeiros e 21 viaturas estavam no local em atendimento à ocorrência.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Retinopatia diabética: entenda condição ocular causada pelo diabetes

    Retinopatia diabética: entenda condição ocular causada pelo diabetes

    Já se sabe que o diabetes causa alterações nos vasos sanguíneos que podem resultar em problemas de circulação. O que poucos sabem é que, quando essa situação acomete especificamente a retina, o quadro, se não for diagnosticado e controlado precocemente, pode levar a complicações oculares importantes e até mesmo à cegueira. 

    Apesar de pouco conhecida pela população em geral, a retinopatia diabética é uma das complicações mais comuns associadas ao diabetes. Por esse motivo, além do controle dos índice de glicemia, a orientação do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é que pacientes diabéticos consultem regularmente um oftalmologista – preferencialmente uma vez ao ano. 

    “O diabetes é uma doença que agride os vasos sanguíneos. E, assim como ele agride os vasos do organismo em geral, também agride os vasos que estão na retina. Por esse motivo, o controle do diabetes é extremamente importante para os olhos”, explicou a presidente do CBO, Maria Auxiliadora Frazão. 

    Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do departamento de Saúde Ocular da Sociedade Brasileira de Diabetes, Fernando Malerbi, lembrou que o Siabetes é uma doença crônica que afeta praticamente o organismo inteiro. “Alguns órgãos são mais afetados que outros. E essa parte do olho, a retina, é um desses órgãos mais sensíveis a esse tipo de alteração”. 

    Malerbi reforçou que a preocupação com danos à visão ou mesmo com a cegueira, como consequência da retinopatia diabética, só valem para quadros de diabetes que não estão sendo controlados e não para todos os pacientes diagnosticados com diabetes.

    “A perda da visão não é uma sentença pra quem tem diabetes. O paciente pode sim ter uma vida saudável”. 

    “O problema acontece quando a pessoa não sabe que tem ou não sabe se cuidar. É quando as complicações podem acontecer. E a retinopatia diabética é uma das alterações mais temidas porque mexe com a nossa visão”, explicou o médico. 

    O exame que detecta a retinopatia diabética é conhecido como exame de fundo de olho e exige a dilatação da pupila. “A retina é um tecido muito frágil e bastante vascularizado. O diabetes também causa danos na parte neural da retina, algo que que a gente consegue detectar com exames específicos. Se o quadro estiver presente e não for tratado adequadamente, a pessoa pode ter prejuízo da visão. Mas, na fase inicial, a gente consegue reverter”. 

    As orientações para pacientes diabéticos, como forma de prevenir a retinopatia diabética, incluem manter um peso adequado, alimentar-se corretamente, praticar atividade física e fazer a prevenção primária. A depender do caso, as consultas com oftalmologista podem ser ainda menos espaçadas – gestantes que já eram diabéticas antes da gravidez, por exemplo, devem ser examinadas a cada três meses.

    *A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse

    PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse

    Relatórios da Polícia Federal (PF) sobre o financiamento para o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, detalham mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    Os documentos também apontam possíveis encontros presenciais entre os dois e investigam a participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na articulação dos recursos.

    Segundo a PF, Flávio pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção do filme, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos. Em agosto de 2025, o publicitário Thiago Miranda, apontado como intermediário dos repasses, cobrou o banqueiro sobre parcelas atrasadas.

    Possíveis encontros

    Os primeiros registros de mensagens diretas entre Flávio e Vorcaro aparecem, segundo a PF, em 20 de agosto de 2025. Vorcaro escreveu “21 pode ser”, e Flávio respondeu “Blz”, seguido de uma figurinha com a imagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Depois, o banqueiro escreveu “Kkk” e “Boa”, enquanto o senador respondeu: “A caminho”.

    Para a PF, a conversa indica a possibilidade de um encontro presencial. “Isso indica que pode ter ocorrido uma reunião presencial entre os dois no dia 20/08/2025”, afirma o relatório.

    A investigação aponta ainda outras possíveis reuniões. Em setembro, Miranda teria informado a Vorcaro que Flávio queria conversar pessoalmente sobre o filme. Em outubro, o senador convidou o banqueiro para um jantar com a equipe da produção, marcado para 6 de novembro.

    ‘Imagina um calote’

    Em 8 de setembro de 2025, Flávio voltou a procurar Vorcaro por causa de parcelas atrasadas. Em áudio, demonstrou preocupação com os efeitos do atraso sobre a produção.

    “É porque tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e fico preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou pro filme, né? Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus, os caras renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim, né?”, disse o senador, segundo o relatório.

    Em 16 de novembro do ano passado, um dia antes da deflagração da Operação Compliance Zero, Flávio tentou ligar para Vorcaro. O banqueiro respondeu: “Fala irmãozão” e disse estar na igreja. Na sequência, o senador escreveu: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

    Recursos nos EUA

    A PF também investiga as transações ocorridas com o dinheiro. Dados de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) apontaram pelo menos sete remessas da Entre Investimentos para o Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, que somaram US$ 12,33 milhões.

    “O fundo permaneceu juridicamente ativo, mas operacionalmente inerte por quase quatro anos, sem qualquer atividade pública registrada — até receber, em 13/02/2025, a primeira remessa de US$ 2 milhões proveniente da Entre Investimentos para o financiamento do filme”, diz a PF.

    O Havengate é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, apontado como aliado de Eduardo Bolsonaro. A PF apura se os recursos enviados aos Estados Unidos também poderiam ter financiado a permanência de Eduardo no país.

    Mensagem de Eduardo

    Em março de 2025, Thiago Miranda enviou a Vorcaro uma captura de tela de conversa com Eduardo. Na mensagem, o ex-deputado tratava da transferência dos recursos para os Estados Unidos.

    “O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos.”

    A Procuradoria-Geral da República também citou o diálogo ao analisar a movimentação financeira.

    Documentos sob disputa

    A PF pediu documentos societários, contábeis, fiscais, bancários e contratuais da Go Up Entertainment LLC, produtora ligada ao filme. Michael Davis, que se identifica como sócio majoritário da empresa, respondeu que os documentos mantidos nos Estados Unidos não deveriam ser enviados diretamente às autoridades brasileiras sem o cumprimento dos mecanismos de cooperação jurídica internacional.

    Segundo a PF, esses documentos são importantes para esclarecer a origem dos recursos, o trânsito dos valores e os beneficiários finais.

    Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades relacionadas ao financiamento de Dark Horse. A investigação integra o conjunto de apurações relacionadas ao caso Banco Master.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Reconhecimento da culpa do Estado na morte de Marighella faz 30 anos

    Reconhecimento da culpa do Estado na morte de Marighella faz 30 anos

    Quando tinha 20 anos de idade, o estudante Carlos Augusto foi chamado por jornalistas da Tribuna da Bahia para reconhecer uma imagem. Viu chegar pelo telex foto do corpo do pai, também chamado Carlos, crivado de balas. Foi assim que descobriu o assassinato ocorrido em 4 de novembro de 1969. Logo depois, foi também perseguido de diferentes formas por causa do sobrenome. 

    Foi somente 27 anos depois, no dia 11 de setembro de 1996, há 30 anos, que ele recebeu o atestado de óbito em que o Estado assumia, pela primeira vez, a responsabilidade pela morte do pai, o ex-deputado federal e guerrilheiro Carlos Marighella “nos termos da Lei 9.140 (sancionada em 1995)”. 

    Essa legislação criou a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Para o filho dele, foi o primeiro passo de reparação da imagem do pai.

    O pai guerrilheiro foi vítima de uma emboscada em São Paulo (SP) feita por agentes da ditadura. 

    Mais do que a dor pessoal, Carlinhos, como costuma ser chamado o advogado hoje com 78 anos de idade, reconhece que aquele momento foi muito importante porque muitas vítimas do período militar não podiam ter acesso a bens por causa de que vítimas estavam desaparecidas. 

    No caso de Marighella, ele foi inicialmente sepultado como indigente. Apenas em 1979, após a Lei de Anistia, os restos mortais puderam ser transportados para Salvador (BA), cidade natal do guerrilheiro. 

    “Muitos dos companheiros que lutaram ao lado de meu pai não tiveram a dignidade de um sepultamento.”

    Comissão

    No ano passado, a família recebeu um novo documento, retificado, com mais informações do que apenas com a citação da lei, como explica a atual presidente da comissão, Eugênia Gonzaga.  

    O primeiro presidente da comissão, o jurista Miguel Reale Júnior, recorda que, em 1996, a admissão de culpa pelo Estado foi um dos momentos mais importantes do grupo ao considerar a importância do momento histórico. 

    Ele pondera que, no caso de Marighella, foi possível desmistificar as cenas montadas pela polícia como confronto, quando houve, na verdade, fuzilamento.

    “Havendo assassinato de pessoa sob controle [policial], configura responsabilidade do Estado.”

    Resistência

    O então presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Nilmário Miranda, recordou que houve resistência na época em relação à reparação a Marighella. “O objetivo não era punir pessoas, mas reconhecer que o Estado foi responsável”. 

    Na mesma decisão sobre Marighella, foi feita a certidão de óbito para Carlos Lamarca, capitão desertor do Exército e que atuou na guerrilha. 

    Nilmário Miranda lembrou que Carlinhos e Clara Charf (a esposa) atuaram para pedir justiça à memória de Marighella. “Lutavam dia e noite, dia após dia, para que houvesse reconhecimento.”

    As ações da comissão foram detalhadas no livro Dos Filhos deste Solo, escrito por Miranda. 

    Reconhecimento

    Eugênia Gonzaga ressalta que os documentos foram retificados em função de que, inicialmente, informações ficaram omitidas. No caso de Marighella, por exemplo, ele foi casado na clandestinidade com a ativista Clara Charf, que morreu em 2025. 


    São Paulo - Clara Charf, companheira de Carlos Marighella, durante ato na Alameda Casa Branca, local onde o guerrilheiro foi assassinado (Rovena Rosa/Agência Brasil)
    São Paulo - Clara Charf, companheira de Carlos Marighella, durante ato na Alameda Casa Branca, local onde o guerrilheiro foi assassinado (Rovena Rosa/Agência Brasil)
    Clara Charf (de vermelho), companheira de Carlos Marighella, morreu em 205 aos 100 anos  – Rovena Rosa/Agência Brasil

     

    Eles nunca puderam ter um papel admitindo esse casamento, inclusive o atestado não trazia essa informação. 

    “Quando fizemos a retificação, conseguimos fazer a retificação para contar que a viúva, a companheira dele, era a Clara.”

    Quando a família de Marighella recebeu o documento, outros 62 documentos foram entregues.  

    “A alternativa que a Comissão Nacional da Verdade encontrou foi padronizar esses dizeres como morte não natural, violenta, decorrente da perseguição política do Estado brasileiro”, afirma Eugênia Gonzaga. 

    Reparação

    Para Carlinhos, a reparação não se sustenta tão somente com ações que resolvam esses problemas legais, mas precisa, de fato, servir como uma lição para a sociedade para não aceitar nunca golpes e prezar pela democracia.

    “A gente ainda tem um longo caminho a percorrer. E o modo correto disso é conscientizar, sobretudo, a nossa juventude.”

    O filho deseja que a luta de Marighella pelo país seja mais conhecida pela sociedade brasileira. Eles ficaram especialmente emocionados, no mês passado, quando a Universidade Federal da Bahia (UFBA) fez a outorga simbólica do diploma de engenheiro ao pai. 

    Inspiração

    Marighella não pôde concluir o curso na Escola Politécnica por causa das ações contra a ditadura. Ele estudou por quatro anos na universidade. 

    “Ele foi considerado um dos 10 alunos mais brilhantes. No último ano, ele foi preso e não pôde fazer as provas finais. A preservação da memória é fundamental”. 

    Marighella não deixou bens, e o filho se ressente das incursões à casa da família, de onde tudo foi levado. 

    “Nunca conseguimos recuperar a vasta produção intelectual de meu pai, como música, poesias e discursos. Tudo isso foi recolhido e nunca foi devolvido”. 

    Mesmo assim, o filho sonha com a possibilidade de algum dia haver um memorial que faça justiça à memória do guerrilheiro. Tanto tempo depois, Carlinhos recorda os contatos afetuosos com o pai que precisava sumir de vez em quando.

    Ele recorda que, em maio de 1964, no mês seguinte ao golpe, Marighella ia na escola toda semana. “Ele estava de jeans, uma camisa colorida e de peruca. A gente ia numa padaria próxima para comer sanduíche de mortadela.”

    O filho enfatiza que Marighella, embora tenha lidado com a tensão do período da ditadura, não era uma pessoa deprimida. “Nunca vi nele um olhar de desânimo”.

    Isso o inspirou mesmo diante das dificuldades. “Confesso que, com tudo isso, com meu pai preso e depois assassinado, expulso da escola com 15 anos, impedido de estudar em escolas de Salvador, demitido do meu emprego [na Petrobras], alvo das maledicências, me considero uma pessoa feliz. Aprendi isso com ele. Ser feliz e lutar.”

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional

    Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional

    Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco e decidiram manter a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10). A paralisação segue por tempo indeterminado, enquanto as entidades sindicais buscam retomar as negociações.

    Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11). 

    O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta apresentada pela instituição previa mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação.

    Justiça

    Antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse rejeitada.

    O banco deve avaliar o ingresso de um dissídio coletivo, instrumento utilizado para que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição.

    Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento.

    Origem

    A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

    Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado o texto anterior apresentado pela Caixa.

    Em São Paulo, Paraná e outras regiões, agências amanheceram fechadas no início da greve. Os caixas eletrônicos continuaram disponíveis.

    Proposta rejeitada

    Entre os principais pontos oferecidos pela Caixa estavam:

    • prêmio de R$ 3 mil por empregado;
    • pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio;
    • aumento de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa;
    • antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030;
    • pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027;
    • R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027;
    • criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.

    A proposta tinha validade até ontem (11).

    Saúde Caixa

    As mudanças no plano de saúde concentraram a maior parte das divergências. Entre as regras propostas estavam:

    • contribuição dos empregados de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária;
    • cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, de acordo com a idade;
    • aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar;
    • limite de 9% para o grupo familiar;
    • criação de um piso de R$ 50 por beneficiário;
    • cobrança de 13 mensalidades;
    • aumento de R$ 75 para R$ 150 no valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto;
    • isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina;
    • recadastramento anual obrigatório.

    A proposta também previa uma janela de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estão fora do plano. Após o cancelamento, porém, não seria possível retornar ao Saúde Caixa.

    Atendimento aos clientes

    A Caixa orienta os clientes a priorizar os canais digitais e remotos durante a paralisação. Entre as opções estão:

    • aplicativo Caixa;
    • internet Banking;
    • WhatsApp Caixa;
    • Caixa Tem;
    • aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS;
    • caixas eletrônicos;
    • rede Banco24Horas;
    • lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

    O atendimento telefônico também permanece disponível pelo Alô Caixa, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

    Banco do Brasil

    A situação é diferente no Banco do Brasil. Na maior parte dos sindicatos, a categoria aprovou uma proposta apresentada pela instituição e trabalhou normalmente na sexta-feira (11).

    A paralisação, no entanto, permanece em 18 bases sindicais, onde os trabalhadores não encerraram o movimento.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Gilmar reforça a Fachin pedido de acesso integral a celular de Vorcaro

    Gilmar reforça a Fachin pedido de acesso integral a celular de Vorcaro

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que adote medidas para garantir aos ministros que participarão do julgamento de terça-feira (15) acesso à íntegra dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

    Em ofício encaminhado neste sábado (12), Gilmar reforçou um pedido apresentado pelo ministro Cristiano Zanin e defendeu que, se o relator do caso, André Mendonça, não disponibilizar os arquivos, a própria Polícia Federal seja acionada com urgência para fornecer cópias do material aos gabinetes dos ministros.

    O pedido envolve a mídia extraída do celular de Vorcaro, que permanece sob custódia da Polícia Federal para preservação da cadeia de provas.

    O julgamento está relacionado à análise de um relatório da PF elaborado a partir do conteúdo do aparelho de Vorcaro. O documento identificou mensagens trocadas entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes. A Corte deverá avaliar questões relacionadas à validade do relatório e à possibilidade de investigação envolvendo Moraes no caso Master.

    Acesso aos dados

    Gilmar argumentou que o acesso ao material deve ser assegurado de forma igualitária aos ministros que participarão da análise.

    Segundo o decano, o fato de uma cópia da mídia estar disponível ao gabinete de Mendonça, sem que o mesmo conteúdo seja distribuído aos demais integrantes do colegiado, comprometeria a paridade interna do tribunal.

    “Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento.”

    O ministro afirmou ainda que o compartilhamento integral permitiria que cada integrante do STF formasse sua convicção jurídica com base no conjunto completo das informações, e não em “sínteses parciais” do conteúdo.

    Versão de Mendonça

    Mendonça informou a Zanin que o aparelho físico original não está sob sua posse e permanece armazenado pela PF. O relator afirmou que dispõe de uma cópia de segurança em disco rígido criptografado, enviada pela Polícia Federal em março de 2026, que permanece lacrada.

    O ministro disse ainda que nunca manuseou o material e que a cópia foi preservada como uma espécie de “contraprova” para o caso de perda dos arquivos originais.

    Mendonça também argumentou que a divulgação integral dos dados poderia prejudicar investigações ainda em andamento, com risco de comprometer o sigilo e a eficiência da persecução penal.

    O relator rejeitou a alegação de que haveria desigualdade entre os ministros e afirmou que não detém acesso a elementos de informação que não estejam formalmente incorporados ao processo.

    Segundo Mendonça, a defesa de Vorcaro teve acesso à íntegra dos dados porque o material é devolvido aos advogados depois da extração das informações.

    Moraes critica

    Alexandre de Moraes também se manifestou sobre a condução do caso. O ministro acusou Mendonça de promover um levantamento “seletivo e direcionado” do sigilo e afirmou que a medida protegeria “determinado grupo político”.

    Moraes também sustentou que não cabe ao relator escolher quais documentos devem estar disponíveis aos demais integrantes do colegiado.

    As declarações fazem parte da disputa interna no STF sobre a extensão do acesso às informações obtidas pela PF a partir do celular de Vorcaro.

    Reunião de casos

    Nessa sexta-feira (11), Gilmar Mendes enviou outro ofício para pedir que Fachin assuma a condução dos processos relacionados ao caso e que as questões envolvendo a atuação de Mendonça sejam consideradas no julgamento de terça-feira.

    O decano afirmou ter “sérias dúvidas” sobre se o processo está efetivamente pronto para ser analisado pelo Plenário. Segundo ele, ainda precisam ser esclarecidos pontos como a natureza do procedimento, quem é investigado, qual é o objeto da apuração e qual questão concreta será submetida aos ministros.

    O ministro também defendeu que processos relacionados aos mesmos fatos e provas sejam reunidos sob a condução da Presidência do STF. Na avaliação de Gilmar Mendes, a tramitação separada pode resultar em decisões contraditórias e dificultar a compreensão do caso pelo colegiado.

    Julgamento na terça

    Caso a sessão seja mantida, o decano sugeriu que Fachin apresente inicialmente ao Plenário uma visão geral dos fatos. O ministro também defendeu que sejam analisadas questões preliminares antes da discussão do mérito.

    Entre elas está o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja reconhecida a nulidade do relatório da Polícia Federal produzido a partir do celular de Vorcaro.

    O acesso integral ao conteúdo do aparelho se tornou, assim, um dos principais pontos de disputa antes do julgamento marcado para terça-feira (15), quando o STF deverá analisar as questões relacionadas ao relatório da PF e à eventual investigação envolvendo Alexandre de Moraes no caso Master.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original