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  • Entidades pedem apoio de candidatos em defesa da agroecologia

    Entidades pedem apoio de candidatos em defesa da agroecologia

    A Articulação Paulista de Agroecologia, o Movimento Urbano de Agroecologia (Muda), a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e o Coletivo Banquetaço elaboraram uma carta de compromissos para colher as assinaturas dos candidatos à eleição deste ano, incluindo cargos do executivo e do legislativo. 

    A iniciativa faz parte da “Campanha Agroecologia nas Eleições em SP”, que defende a agroecologia e a democracia para superar a fome, a sede e a destruição ambiental.

    Mais de 20 organizações da sociedade civil também subscreveram a carta, como a Associação Brasileira de Reforma Agrária, o Fórum Paulista de Soberania e Segurança Alimentar e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra SP.

    Uma das demandas é a garantia de incentivo técnico, econômico e administrativo para agricultores familiares, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária, democratizando o acesso à terra e aos recursos necessários para o cultivo de alimentos saudáveis.

    Outra solicitação é a capilarização da execução, em todo o estado, da Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana (PNAUP). A carta cita a criação e apoio às hortas urbanas comunitárias que fazem cultivo agroecológico e compostagem de resíduos, inclusive em escolas e demais serviços públicos.

    Em relação aos agrotóxicos, o documento defende o combate à pulverização aérea de agrotóxicos no estado, com sua proibição imediata no entorno de escolas, mananciais e comunidades.

    A estruturação de laboratórios públicos estaduais para monitorar resíduos de agrotóxicos na água e nos alimentos é mais uma medida considerada importante pelas entidades, além da promoção de debates no legislativo e executivo e campanhas nas comunidades sobre os impactos nocivos dos agrotóxicos.

    Núcleos de estudos de universidades ligados à agroecologia também subscreveram o documento. Esses núcleos são vinculados à Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Federal do ABC (UFABC) e o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em São Roque.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Justiça Eleitoral se aproxima de indígenas na Raposa Serra do Sol

    Justiça Eleitoral se aproxima de indígenas na Raposa Serra do Sol

    A Raposa Serra do Sol, terra indígena em Roraima, no extremo norte do país, perto da fronteira com a Venezuela e com a Guiana, recebeu na sexta-feira (11) a visita de uma comitiva da Justiça Eleitoral, que busca aproximação com eleitores indígenas.

    Os presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, e do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), desembargador Mozarildo Cavalcanti, participaram de uma série de atividades na comunidade indígena Maturuca.

    Nunes Marques acompanhou ações da Ouvidoria dos Povos Indígenas, iniciativa do TRE-RR que funciona como um canal de diálogo entre a Justiça Eleitoral e os povos indígenas.

    Além de ouvir a comunidade para identificar necessidades e aproximar os serviços eleitorais da realidade das aldeias, a comitiva realizou ações como a capacitação de mulheres indígenas sobre como votar. O treinamento era uma demanda da própria comunidade.

    Encontro no malocão

    As atividades ocorreram no malocão principal, espaço comunitário tradicional utilizado para reuniões.

    Também foram realizadas ações para jovens e entregues computadores para a escola de informática da comunidade, doados pelo TRE-RR. 

    Os indígenas receberam também uma cartilha com informações sobre direitos, serviços e etapas da votação. O material foi produzido em Macuxi, uma língua indígena.

    De acordo com Nunes Marques, o TSE tem uma missão “que vai muito além de organizar a votação”.

    “Nosso dever é garantir que cada cidadão e cada cidadã possa exercer o seu direito de escolha com liberdade, segurança e dignidade”, declarou.

    Para ele, isso significa reconhecer que “o Brasil é formado por muitos”.


    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, acompanhou o lançamento de ações da Ouvidoria dos Povos Indígenas, iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).   Foto: Rafael Machado/Secom/TSE
    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, acompanhou o lançamento de ações da Ouvidoria dos Povos Indígenas, iniciativa do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).   Foto: Rafael Machado/Secom/TSE
     Presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, acompanha lançamento de ações da Ouvidoria dos Povos Indígenas.Foto: Rafael Machado/Secom/TSE –

    “Um país democrático não pode ser construído a partir de uma única perspectiva, de uma única cultura ou de uma única forma de ver o mundo”, complementou.

    Um levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) indica que as eleições deste ano têm o maior número de candidaturas indígenas já registradas no Brasil.

    >> Leia aqui: Eleições de 2026 registram recorde de candidaturas indígenas 

    Estado mais indígena

    Roraima pode ser considerado o estado mais indígena do Brasil. Cerca de 15% da população pertence a alguma etnia. São 97,7 mil indígenas em um estado com população total de quase 640 mil pessoas, de acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    No país como um todo, os indígenas são 0,8% da população.

    Na Raposa Serra do Sol vivem os povos Macuxi, Wapichana, Ingarikó, Taurepang e Patamona. 

    Levar a colinha

    No fim da agenda, já na Praça das Águas, na capital, Boa Vista, os presidentes dos tribunais eleitorais participaram de uma ação de votação simulada na urna eletrônica. Nunes Marques incentivou eleitores a levarem a “colinha” no dia da eleição.

    Dona Vicentina, de 71 anos, uma das participantes, concordou.

    “A colinha ajudou muito na hora de votar”, disse.

    Dia da eleição

    O primeiro turno será no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais (no caso do Distrito Federal), governadores, dois senadores por unidade da federação e o presidente da República.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Capital paulista já acumula quase 200 mm de chuvas em setembro

    Capital paulista já acumula quase 200 mm de chuvas em setembro

    A cidade de São Paulo registra alto volume de chuvas neste mês de setembro. Em apenas 12 dias, a chuva acumulada na estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no Mirante de Santana chegou a 198,2 milímetros (mm) até as 9h de hoje.

    O total é o segundo maior acumulado mensal registrado na cidade em 2026, atrás apenas dos 256,4 mm de janeiro.

    Na série histórica de medição do Mirante de Santana, iniciada em 1943, o volume já coloca setembro de 2026 na quarta posição entre os meses de setembro mais chuvosos já registrados, atrás de 1983 (243,1 mm), 1993 (206,7 mm) e 2015 (201,7 mm).

    Segundo a Defesa Civil estadual, como ainda há previsão de novas chuvas até o fim do mês, essa posição no ranking pode mudar.

    Além disso, o Mirante de Santana registrou 75,4 mm de chuva entre 9h de sexta-feira (11) e 9h deste sábado (12). Segundo o Inmet, esse foi o maior volume acumulado em 24 horas de todo o Brasil no período.

    “Números como esses mostram por que o monitoramento não pode parar. A informação e a percepção de risco são o que permite à população se proteger neste período”, afirmou, em nota, o coronel Araújo Monteiro, coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil de São Paulo. 

    Segundo o órgão, a população pode receber gratuitamente alertas diretamente no celular por meio do serviço de SMS da Defesa Civil. Para se cadastrar, é preciso enviar o CEP da localidade para o número 40199.

    Orientações da Defesa Civil do Estado de São Paulo:

    • evitar áreas alagadas ou com correnteza; 

    • não atravessar vias inundadas; 

    • ficar atento a sinais de risco em encostas e em áreas próximas a córregos; 

    • procurar local seguro em caso de temporais; 

    • acompanhar os boletins e alertas oficiais da Defesa Civil. 

    Em caso de emergência, a população pode acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo telefone 199.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • SUS vacina mais de 1 milhão de crianças com Pneumo 20

    SUS vacina mais de 1 milhão de crianças com Pneumo 20

    Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde junho deste ano, quando se iniciou a estratégia nacional de vacinação. A vacinação é a principal forma de prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas.

    O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros (MG). 

    Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a proteção contra doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite.

    O Ministério da Saúde informou que, com a incorporação da Pneumo 20 pelo SUS, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil.

    “Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas”, explicou a pasta.

    A ampliação da cobertura contribui para reduzir internações, complicações e mortes, especialmente na primeira infância, período em que as crianças estão entre os grupos mais vulneráveis.

    Segundo o Ministério da Saúde, entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença, com taxa de letalidade de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram registrados 589 casos e 187 óbitos no período.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil vence 4º jogo e encara Argentina por vaga olímpica no domingo

    Brasil vence 4º jogo e encara Argentina por vaga olímpica no domingo

    A seleção brasileira feminina de vôlei derrotou o Chile por 3 sets a 0 (25/13, 30/28 e 25/11) neste sábado (12) no Pré-Olímpico Sul-Americano e ficou a uma vitória de garantir presença nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A Amarelinha decide a vaga olímpica contra a Argentina às 12h (horário de Brasília) deste domingo (13), no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

    Ambas as equipes estão invictas na competição de pontos corridos, embora o Brasil leve vantagem por não ter perdido nenhum set em quatro jogos. Já a Argentina tem um ponto a menos por ter superado a Colômbia no tie-break (3 a 2) na segunda partida do torneio. A seleção brasileira é a maior campeã sul-americana com 23 títulos, os últimos 15 consecutivos.

    Nesta tarde, a maior pontuador foi a ponteira Julia Bergmann, que anotou 12 ataques e um bloqueio. As brasileiras, comandadas pelo técnico José Roberto Guimarães, ditaram o ritmo de jogo no primeiro set, mas oscilaram na segunda parcial, permitindo que as chilenas liderassem o placar por 23 a 19. Mas as brasileiras reagiram a tempo: salvaram quatro set points e fecharam em 30 a 28. Na parcial seguinte, a Amarelinha sobrou em quadra com ótimas atuações de Gabi e Tainara.

    A vitória deste sábado (12) deixou o Brasil a liderança do Sul-Americano, com 12 pontos, seguido pela Argentina (11) e pela Colômbia (4). As três primeiras equipes do torneio já asseguram vaga no Pan-Americano e no Mundial, ambos em 2027.

    Campanha do Brasil 

    8 de setembro: Brasil 3 x 0 Venezuela – 25/14, 25/13 e 25/19

    9 de setembro: Brasil 3 x 0 Peru – 25/16, 25/16 e 25/15

    10 de setembro: Brasil 3 x 0 Colômbia – 25/19, 25/18 e 36/34

    12 de setembro: Brasil 3 x 0 Chile – 25/13, 30/25 e 25/11

    Campanha da Argentina

    8 de setembro: Argentina 3 x 1 Peru – 20/25, 25/15, 25/28 e 27/25

    9 de setembro: Argentina 3 x 2 Colômbia – 27/29, 25/11, 21/25, 25/23 e 15/8

    10 de setembro: Argentina 3 x 0 Chile – 25/21, 25/18 e 25/17

    12 de setembro: Argentina 3 x 0 Venezuela – 25/23, 25/20 e 25/21

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Álcool e cigarro podem causar cegueira, alertam especialistas

    Álcool e cigarro podem causar cegueira, alertam especialistas

    O consumo crônico de álcool e de tabaco pode causar colapso na produção de energia das células responsáveis pela visão, causando danos graves e até mesmo cegueira. A informação integra panorama inédito sobre a neuro-oftalmologia, uma subespecialidade médica que une a oftalmologia e a neurologia com o objetivo de diagnosticar e tratar problemas visuais causados por doenças no sistema nervoso.
     
    A publicação Neuro-Oftalmologia, lançada durante a 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Salvador, trata desde a base anatômica até as doenças mais complexas da neuro-oftalmologia, além de avanços tecnológicos para diagnóstico e tratamento. O trabalho foi organizado pelos oftalmologistas Eric Pinheiro de Andrade, Leonardo Provetti Cunha e Mário Luiz Monteiro.

    Entenda 

    De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o olho é a única parte do corpo humano que permite ao médico enxergar, sem instrumentos ou procedimentos invasivos, o que se passa no sistema nervoso central. O canal que torna isso possível é o nervo óptico, uma espécie de extensão direta do cérebro. 

    A neuro-oftalmologia é classificada pela entidade como área fundamental na investigação de alterações visuais que podem ter origem no cérebro, nos nervos ópticos ou em outras estruturas do sistema nervoso. Muitas vezes, uma queixa visual pode ser o primeiro sinal de doenças neurológicas importantes e potencialmente tratáveis. 

    Entre as condições a serem diagnosticadas pela neuro-oftalmologia estão:

    • neurites ópticas, associadas à esclerose múltipla;
    • infarto do nervo óptico;
    • compressões causadas por tumores de hipófise e aneurismas;
    • papiledema (inchaço provocado pela pressão alta dentro do crânio);
    • paralisias que causam visão dupla. 

    A subespecialidade detecta ainda as chamadas neuropatias tóxicas, carenciais e hereditárias, grupo em que se enquadram os efeitos causados pelo consumo abusivo do álcool e do tabaco e de intoxicações por metanol. 

    No caso do metanol, especificamente, segundo o CBO em nota, a ingestão, normalmente por meio de bebidas adulteradas, causa diversos problemas – no trajeto que liga a retina ao córtex cerebral, a substância provoca consequências por onde passa, levando ao adoecimento e à perda de visão. 

    “O conhecimento dessa dinâmica permite ao médico especialista em neuro-oftalmologia, localizar uma lesão antes mesmo de pedir exames como a ressonância.”

    Sinais de alerta 

    Nas neuropatias ópticas tóxicas e carenciais, como no uso crônico do álcool e do tabaco, a perda visual é lenta, indolor e atinge os dois olhos, simultaneamente, o que retarda a percepção do paciente. 

    Pessoas acometidas relatam o surgimento de um borrão no campo central da visão, enquanto a visão periférica permanece preservada. Outra alteração é que as cores desbotam, e o vermelho assume um aspecto de rosa lavado. 

    Quando a origem do problema é o metanol, a CBO explica que os sintomas costumam se manifestar entre seis e 24 horas após o consumo e incluem visão turva, fotofobia, pupilas dilatadas e perda de visão de cores. O comprometimento pode evoluir para cegueira irreversível, convulsões e coma.

    “Esses casos requerem avaliação médica especializada rápida após a perda de qualidade da visão de forma súbita, visão dupla que desaparece ao se cobrir apenas um dos olhos, pálpebra caída que piora ao longo do dia, dores ao movimentar o globo ocular e dores de cabeça persistentes com escurecimentos da visão ao levantar-se.”

    Diagnóstico 

    De acordo com a entidade, o exame “mais poderoso e subestimado” da neuro-oftalmologia é a anamnese – uma conversa simples entre médico e paciente que, se bem conduzida, leva ao diagnóstico correto do problema em 90% dos casos. 

    Restrições alimentares, cirurgia bariátrica prévia, uso de medicamentos tóxicos, histórico familiar e padrão de consumo de álcool e tabaco entram nessa investigação.

    Na sequência, vêm exames clínicos (pupilas, visão das cores, campo visual, movimentos oculares e fundo do olho) e exames complementares, como a tomografia de coerência óptica (OCT), que mede a espessura das fibras nervosas em micrômetros e detecta a perda antes que o paciente a perceba; a ressonância magnética; a dosagem de vitamina B12; e os testes eletrofisiológicos da visão.

    Nas neuropatias tóxicas, a conduta é a suspensão imediata do agente, seja medicamento, álcool ou tabaco. Nas carenciais, a recomendação consiste na reposição rápida de vitaminas. Em caso específico de intoxicação aguda por metanol, o tratamento é de emergência e envolve antídotos, correção da acidose e até diálise que, se iniciada a tempo, pode preservar a visão. 

    “Para o restante do espectro de doenças neurológicas que afetam a visão, os tratamentos vão desde a administração de corticoide em altas doses e plasmaférese nas neurites, até realização de radioterapia, cirurgia e terapias-alvo nas compressões tumorais”, completou o CBO. 
     
    *A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)
     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Arábia Saudita paralisa oleoduto, e houthis controlam Mar Vermelho

    Arábia Saudita paralisa oleoduto, e houthis controlam Mar Vermelho

    A Arábia Saudita fechou seu oleoduto Leste-Oeste, depois que a via de transporte de petróleo sofreu ataque aéreo no contexto da guerra no Oriente Médio, que vem se intensificando, ameaçando elevar ainda mais os preços da energia.

    O maior exportador mundial de petróleo bruto informou que fechou temporariamente o oleoduto por precaução, após ataque com drones que, segundo o Iraque e a Arábia Saudita, teria se originado no Iraque, onde atuam milícias apoiadas pelo Irã. O Iraque destituiu um comandante militar neste sábado em resposta ao ataque.

    O oleoduto de 1,2 mil km, que atravessa a Península Arábica, tem servido como principal rota de saída para os suprimentos globais de petróleo do Oriente Médio nos últimos seis meses, enquanto o Estreito de Ormuz permaneceu praticamente fechado devido à guerra.

    O oleoduto tem transportado de 4 a 5 milhões de barris por dia, o que representa de 4% a 5% do abastecimento global, poupando a Arábia Saudita do impacto mais severo da interrupção que paralisou outros exportadores de petróleo e gás do Golfo Pérsico.

    Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelos ataques. Imagens de satélite mostraram fumaça preta subindo de uma área do oleoduto ao sul de Medina. O ataque resultou em alguns feridos e danos que estão sendo avaliados, informou o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita, sem detalhar o impacto sobre as exportações.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em visita à Irlanda para participar de um torneio de golfe em um de seus resorts, disse que o Irã provavelmente é o responsável.

    Ajuda militar

    Os preços do petróleo dispararam na última semana, e o preço de varejo do diesel nos Estados Unidos ultrapassou a marca recorde de US$ 6 por galão, à medida que tanto os Estados Unidos quanto o Irã atacaram petroleiros. O houthis, aliados do Irã, no Iêmen avançaram ao longo do Mar Vermelho, o que poderia estender a interrupção a outra importante rota de petróleo.

    Washington agora enfrenta um dilema sobre se deve ajudar os sauditas a combater os houthis, arriscando uma expansão ainda maior da guerra.

    O governante de fato da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, ligou para Trump na quinta-feira e pediu ajuda militar dos EUA no combate aos houthis, segundo três fontes disseram à Reuters. Elas afirmaram que o príncipe foi informado de que Washington não interviria diretamente por enquanto, mas ajudaria com informações de inteligência.

    Trump confirmou neste sábado que havia conversado com o príncipe herdeiro e disse que os houthis também haviam ligado para seu governo e pedido que Washington não se envolvesse diretamente no conflito.

    Quatro fontes do governo iemenita informaram à Reuters que os houthis haviam tomado a ilha estratégica de Perim na sexta-feira, no meio do Estreito de Bab el-Mandeb, na foz do Mar Vermelho.

    *É proibida a reprodução deste material.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brics expressa preocupação com tensões no Oriente Médio

    Brics expressa preocupação com tensões no Oriente Médio

    Os participantes da reunião de Cúpula do Brics, neste fim de semana em Nova Delhi, capital da Índia, manifestaram “profunda preocupação” com tensões no Oriente Médio, criticaram a imposição de tarifas unilaterais no comércio internacional e defenderam que o Brasil tenha papel maior no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

    O posicionamento está na declaração do encontro, chamada “Construindo para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade” e divulgada neste sábado (12).

    O Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global.

    Em 2025, o grupo foi presidido pelo Brasil, e a reunião anual ocoreu em julho, no Rio de Janeiro.  

    Irã x EUA

    Uma das expectativas para a reunião em Nova Delhi era como o Brics se comportaria em relação à guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro deste ano, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra os iranianos, sob o argumento de que o país desenvolvia armas nucleares. O Irã nega a acusação.

    Em retaliação à agressão, o Irã fez ataques aos Emirados Árabes e à Arábia Saudita, países alinhados aos EUA e integrantes do Brics. 

    Com 35 páginas e 140 parágrafos, a declaração do encontro manifesta preocupação com a situação, mas não se direciona exclusivamente à região do Golfo Pérsico. O Parágrafo 28 não cita diretamente os países envolvidos nem usa a palavra guerra.

    “Expressamos profunda preocupação com a contínua escalada das tensões no Oriente Médio/Ásia Ocidental e, recordando nossas respectivas posições nacionais, conclamamos ao exercício da máxima contenção, bem como à abstenção de ações que possam agravar ainda mais a situação.”

    Em documentos diplomáticos, é comum a prática de não citar nomes e países em pontos específicos, facilitando a chegada de consenso para redação de declarações.

    A reunião de Nova Delhi contou com a presença de líderes de relevância no cenário internacional e regional, como o anfitrião e primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e os presidentes Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Masoud Pezeshkian (Irã).

    Os Emirados Árabes Unidos enviaram o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

    Reforma da ONU

    Em outro ponto da declaração, o Brics defende a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), “com o objetivo de torná-lo mais democrático, representativo, eficaz e eficiente, e de ampliar a representação dos países em desenvolvimento”.

    O conselho é o principal órgão da organização encarregado de zelar pela manutenção da paz e da segurança no planeta. É formado por 15 países, dos quais apenas cinco têm status de permanentes e com poder de veto: EUA, China, Rússia, Reino Unido e França.

    Há décadas o Brasil pleiteia assento permanente. Na declaração, os países enfatizam a posição de China e Rússia.

    “China e Rússia, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, reiteram seu apoio às aspirações do Brasil e da Índia de desempenhar um papel maior na ONU, incluindo seu Conselho de Segurança.”

    O texto não cita especificamente a entrada do Brasil como membro permanente.

    Tarifaço

    Os signatários do texto expressaram críticas a barreiras no comércio internacional, como a imposição de tarifas unilaterais.

    “Manifestamos sérias preocupações com o aumento de medidas tarifárias e não tarifárias unilaterais que distorcem o comércio e são incompatíveis com as regras da Organização Mundial do Comércio.”

    O documento não menciona nominalmente os Estados Unidos, país que tem aplicado tarifas a parceiros comerciais desde que Donald Trump assumiu a Presidência, em 2025. O nome de Trump não aparece no texto.

    Assim como o Brasil, China e Índia estão entre os principais alvos do tarifaço americano.

    Moedas locais

    A declaração aponta que os países caminham para soluções práticas de mecanismos eficientes de pagamentos transfronteiriços, em moedas locais, mas não faz nenhuma menção à criação de uma moeda específica do Brics nem de proposta de substituição do dólar.

    Combate à desigualdade

    No 15º parágrafo, os signatários assinalam que erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a forma extrema, “é o maior desafio global e requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável”.

    O documento registra a proposta do Brasil e da África do Sul para estabelecer um painel internacional sobre desigualdade.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fachin marca sessão sobre Mendonça para dia 23

    Fachin marca sessão sobre Mendonça para dia 23

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou neste sábado (12) o pedido de Alexandre de Moraes para que os casos envolvendo os dois ministros fossem analisados em conjunto na sessão extraordinária marcada para terça-feira (15). Fachin manteve a pauta da próxima semana dedicada exclusivamente ao processo que trata das mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes.

    No mesmo despacho, o presidente do STF marcou para 23 de setembro a sessão que deverá analisar o pedido de investigação contra André Mendonça. Segundo Fachin, o procedimento envolvendo o ministro ainda está em fase de instrução e não reúne, neste momento, todos os elementos necessários para ser levado ao plenário.

    Processos separados

    Moraes havia pedido a análise conjunta sob o argumento de que a separação poderia provocar um “risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual”.

    Segundo o ministro, a inclusão apenas do processo relacionado a ele prejudicaria uma avaliação completa dos fatos pelos integrantes da Corte.

    Fachin, porém, considerou que os procedimentos têm objetos distintos e estão em momentos processuais diferentes.

    A Petição 16.662, que reúne o relatório da Polícia Federal sobre as mensagens de Vorcaro, havia sido liberada para julgamento por Mendonça em 6 de setembro. A Petição 16.704, que trata das acusações contra Mendonça, ainda aguarda manifestações e informações pedidas pela Presidência do STF.

    “A manutenção em pauta tão somente da Pet 16.662 assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste tribunal”, escreveu Fachin.

    Caso de Moraes

    A sessão extraordinária de terça-feira, a partir das 10h, analisará o relatório da Polícia Federal que identificou mais de 50 mensagens enviadas por Vorcaro a um número de telefone que, segundo a investigação, seria utilizado por Moraes.

    O material foi produzido no contexto das apurações relacionadas ao Banco Master e se tornou público após ter sido elaborado a pedido de Mendonça.

    O caso gerou uma crise interna no STF. Moraes questionou a forma como documentos da investigação foram tornados públicos e acusou Mendonça de ter feito uma “escolha seletiva” na divulgação do material.

    Segundo Moraes, cerca de 180 peças e arquivos permaneceram sob sigilo. Ele pediu o levantamento integral da confidencialidade dos procedimentos relacionados ao caso.

    Acusações contra Mendonça

    A Petição 16.704 reúne questionamentos apresentados por Moraes sobre a atuação de Mendonça nas investigações envolvendo o Banco Master e o INSS.

    Entre os pontos levantados estão suspeitas de:

    • usurpação da direção das investigações;

    • condução irregular de tratativas relacionadas a delação premiada;

    • suposto direcionamento de apurações contra Moraes;

    • possível atuação seletiva na condução dos procedimentos.

    Fachin destacou que parte das informações solicitadas ainda deve ser apresentada. O prazo para algumas manifestações termina na segunda-feira (14), véspera da sessão que tratará do caso de Moraes, enquanto outros prazos se estendem para além da data.

    Por isso, segundo o presidente do STF, levar o processo contra Mendonça ao plenário na terça-feira significaria submeter aos ministros uma matéria cuja instrução preliminar ainda não foi concluída.

    Pedido de Moraes

    Além do julgamento conjunto, Moraes fez outros pedidos a Fachin. O ministro pediu o levantamento de “todo e qualquer sigilo, sem exceção” dos procedimentos relacionados à Petição 15.556.

    Também pediu que todos os integrantes da magistratura citados nos procedimentos fossem intimados para prestar informações e adotar medidas destinadas à defesa das prerrogativas do Judiciário.

    Sobre os sigilos, Fachin informou que pedido semelhante já havia sido apresentado pelo ministro Cristiano Zanin e que as providências correspondentes haviam sido tomadas. O pedido para ouvir os magistrados será analisado posteriormente.

    Banco Master

    A disputa entre Moraes e Mendonça ocorre em meio às investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e possíveis ramificações políticas.

    Uma das frentes da apuração também envolve o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    O caso provocou divergências no STF sobre a definição do ministro responsável por centralizar procedimentos relacionados às diferentes frentes da investigação.

    Com a decisão de Fachin, a Corte terá duas sessões separadas: a primeira, na terça-feira (15), sobre o caso envolvendo Moraes; e a segunda, em 23 de setembro, para analisar as questões relacionadas a Mendonça.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • São Paulo está em estado de atenção devido às chuvas persistentes

    São Paulo está em estado de atenção devido às chuvas persistentes

    São Paulo está em estado de atenção por causa das chuvas persistentes e duradouras que atingem o território paulista. Segundo a Defesa Civil estadual, essa condição favorece deslizamentos de terra e sobrecarregam rios e córregos. O órgão descartou, neste momento, o risco de tempestade severa e tornado.

    Nas últimas 48 horas, foram registradas 26 ocorrências no estado, incluindo destelhamento, desabamento, deslizamento de terra e vendavais. Os ventos chegaram a 92km/h no interior do estado. Foram 100 milímetros de chuva em apenas um dia, segundo o órgão paulista.

    Em caso de enchentes e enxurradas, a Defesa Civil orienta que a população nunca atravesse áreas alagadas, seja a pé ou de carro, e evite ficar próximo a rios, córregos e áreas sujeitas a alagamentos.

    Nas áreas de risco de deslizamento, o órgão diz para observar sinais como rachaduras, inclinação de árvores ou postes e movimentação do solo. Se perceber algum risco, a orientação é sair imediatamente do local e procurar uma área segura.

    Em caso de emergência, a população pode acionar, por telefone, a Defesa Civil pelo número 199 e o Corpo de Bombeiros, no 193.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original