Autor: admin

  • Prevenção de acidentes de trânsito é tema de seminário internacional 

    Prevenção de acidentes de trânsito é tema de seminário internacional 

    A investigação preventiva de acidentes de trânsito e o compartilhamento de experiências nacionais e internacionais voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de segurança viária foram os temas debatidos nesta quinta-feira (17) durante o 5º Seminário Internacional de Segurança no Trânsito, em Brasília. 

    O evento, promovido pelo Ministério dos Transportes, reúne especialistas brasileiros e estrangeiros para discutir métodos de identificação de fatores de risco, engenharia de tráfego, infraestrutura e estratégias para reduzir a mortalidade no trânsito.

    O seminário marca o início da Semana Nacional de Trânsito 2026, que tem como tema “Desacelere. Seu bem maior é a vida”. A mensagem foi mantida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para reforçar a conscientização sobre os riscos do excesso de velocidade e incentivar comportamentos mais seguros nas vias.

    Educação, fiscalização e investimentos

    Durante a abertura do seminário, o ministro dos Transportes, George Santoro, defendeu a combinação de educação para o trânsito, fiscalização e investimentos em infraestrutura como caminho para ampliar a segurança nas rodovias brasileiras.

    Segundo ele, estudos da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e da área de planejamento do ministério indicam que obras de manutenção, duplicação, ampliação da capacidade das estradas e melhorias na sinalização contribuem diretamente para a redução dos acidentes.

    “Aumentamos os investimentos em todas as rodovias. Fica claro, segundo os estudos, que quanto mais investimentos são feitos na manutenção, na duplicação, no aumento de capacidade e na sinalização, os resultados em acidentes são evidentes: reduz-se o número de acidentes”, afirmou o ministro.

    Melhorias na malha

    Santoro também destacou a evolução das condições da malha rodoviária federal nos últimos anos. Segundo ele, cerca de 75% das rodovias federais estão atualmente classificadas como ótimas ou boas, resultado atribuído aos investimentos realizados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e aos projetos de concessão à iniciativa privada.

    “A gente está com quase 76%, de rodovias classificadas como ótimas e boas. Isso nunca aconteceu na série histórica do Brasil”, disse.

    De acordo com o ministro, a ampliação dos investimentos e a continuidade de obras de recuperação, sinalização e aumento da capacidade das rodovias são fatores considerados estratégicos para a redução dos sinistros e para a melhoria da segurança viária no país.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fundação Pró-Sangue alerta para baixo estoque e faz apelo a doadores

    Fundação Pró-Sangue alerta para baixo estoque e faz apelo a doadores

    A Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo alerta que os estoques de determinados tipos sanguíneos tiveram queda nas últimas semanas e estão em níveis críticos.

    A situação dos estoques dos tipos O positivo, O negativo, A negativo e B negativo causam preocupação entre os especialistas da instituição, porque “os tipos negativos são fundamentais para atendimento de emergência e pacientes em situação crítica”.

    Historicamente, as baixas temperaturas contribuem para a queda nas doações de sangue nos hemocentros. No entanto, esse cenário tem sido agravado por outros fatores que desestimulam ou impedem temporariamente a doação.

    Quem tomou a vacina contra o sarampo precisa aguardar quatro semanas para doar. Da mesma forma, quem recebeu a vacina da gripe tem período de impedimento de 48 horas.

    Para que um paciente consiga receber uma transfusão de sangue corretamente é necessário que o sangue doado seja compatível com seu tipo sanguíneo. A falta de um tipo específico pode causar um efeito dominó de queda nos outros estoques de sangue.

    A falta do tipo O negativo é o mais grave, porque este pode ser doado para todos os outros tipos sanguíneos.

    Diante desse cenário, a Fundação Pró-Sangue reforça a importância de manter os estoques equilibrados e orienta as pessoas que ainda não se vacinaram contra o sarampo e que estejam aptas a doar para priorizar a doação de sangue antes da vacinação.

    Locais de doação:

    • Posto Clínicas – Hospital das Clínicas (próximo às estações Clínicas e Oscar Freire do metrô, na capital paulista);
    • Posto Dante Pazzanese – Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (região do Parque do Ibirapuera, metrô Ana Rosa, na cidade de São Paulo)
    • Posto Mandaqui – Hospital do Mandaqui (Zona Norte da capital)
    • Posto Osasco – Em Osasco
    • Posto Barueri – Em Barueri

    O agendamento não é obrigatório, mas pode ser realizado pelo site da Pró-Sangue para agilizar o atendimento.

    Quem pode doar:

    • Pessoas em boas condições de saúde;
    • Com idade entre 16 e 69 anos;
    • Peso acima de 50 kg;
    • Alimentadas e portando documento oficial com foto.

    Pessoas com gripe ou resfriado precisam aguardar a plena recuperação e cumprir o tempo de espera indicado antes de doar.

    *Estagiário sob supervisão Odair Braz Junior

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fachin desmarca julgamento sobre atuação de Mendonça no caso Master

    Fachin desmarca julgamento sobre atuação de Mendonça no caso Master

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou da pauta da sessão plenária da próxima quarta-feira (23) o julgamento de um pedido de investigação sobre a condução dada pelo ministro André Mendonça como relator do caso Master na Corte, que foi desencadeado pela Operação Compliance Zero. 

    Fachin tomou a decisão depois da sessão extraordinária da última terça (15), quando o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, levantou uma questão de ordem em julgamento sobre a abertura ou não de uma investigação sobre o suposto elo entre o ministro Alexandre de Mores e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. 

    Na Compliance Zero, a Polícia Federal (PF) apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. 

    Para Gilmar Mendes, os dois pedidos de investigação são correlatos e devem ser julgados em conjunto. O plenário começou a votar a proposta, mas o julgamento acabou interrompido por um pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Flávio Dino, quando o placar estava em 4 a 3 para que os processos fossem julgados em separado. 

    Ao desmarcar, nesta quinta, o julgamento sobre a atuação de Mendonça, Fachin escreveu que tomou a medida devido à “direta relação” deste processo com ponto levantado na questão de ordem.

    “A inclusão em pauta será oportunamente redesignada”, afirmou o presidente do Supremo. 

    A iniciativa de marcar o pedido de investigação contra Moraes primeiro, na sessão extraordinária da última terça, partiu de Fachin, que ao mesmo tempo marcou o processo contra Mendonça para o dia 23. 

    Na semana passada, o presidente do STF negou um pedido de Moraes para que os dois casos fossem julgados juntos. O ministro alega que a análise sobre desvios na relatoria de Mendonça tem efeito direto na análise sobre seu caso. 

    Entenda

    O STF entrou em uma crise institucional sem precedentes desde que Mendonça, na condição de relator do caso Master, levantou o sigilo, em 1º de setembro, sobre um relatório da PF com 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes. 

    Nas mensagens, Vorcaro aparenta ter relação próxima com Moraes, a quem diz ter enviado para apreciação a cópia de um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

    Em outro trecho, o ex-banqueiro parece buscar informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. As mensagens foram trocadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, quando Vorcaro foi de fato preso. As respostas do interlocutor não puderam ser recuperadas, informaram os investigadores. 

    Na sessão plenária de terça, Moraes voltou a afirmar que nunca manteve diálogo com Vorcaro e que não há de que as supostas mensagens foram de fato enviadas ou se, por exemplo, não foram apagadas antes da visualização. 

    Durante a sessão, Moraes bateu boca com Mendonça, a quem acusou de ter encomendado a inclusão de seu nome em eventual delação premiada de Vorcaro, por motivações políticas. Mendonça respondeu que a acusação é mentirosa. 

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Libertadores: Rádio Nacional transmite Fla e Independiente del Valle

    Libertadores: Rádio Nacional transmite Fla e Independiente del Valle

    O Flamengo entra em campo nesta quinta-feira (17) para o jogo de volta contra o Independiente del Valle, válido pelas quartas de final da Copa Libertadores da América. O duelo será disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), e a Rádio Nacional transmite todas as emoções ao vivo a partir das 21h15.

    O Flamengo chega à disputa após ter vencido o clube equatoriano por 2 a 0 no jogo de ida, ocorrido na quinta-feira (10), na capital Quito. Bruno Henrique e Léo Pereira marcaram os gols da vitória rubro-negra no segundo tempo.

    A transmissão da Rádio Nacional inicia com a faixa Show de Bola Nacional e contará com uma equipe completa para levar ao público todas as informações do confronto. O jogo terá narração de André Luiz Mendes e comentários de Mário Silva. Mauricio Costa comanda a reportagem e o plantão da rodada.    

    A partida será transmitida para parte da rede em AM e OC, além da FM no Rio de Janeiro, no Alto Solimões e parceiros da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A Nacional FM nas demais praças segue com o conteúdo musical. O ouvinte pode ficar ligado nas produções preferidas pelo dial, no app e no site da emissora. Os áudios ainda estão disponíveis em tempo real por streaming nas duas plataformas.    

    Sobre a Copa Libertadores    

    A Copa Conmebol Libertadores é o principal torneio de clubes da América do Sul, organizado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Disputada anualmente desde 1960, a competição reúne as equipes mais qualificadas de cada país do continente, definidas por seus desempenhos nas ligas nacionais.    

    Considerada o equivalente sul-americano da Liga dos Campeões da Europa, a Libertadores consagra o campeão continental, que passa a representar a região no Mundial de Clubes.    

    Cobertura esportiva da Nacional    

    Esporte que é paixão do povo brasileiro, o futebol é um dos destaques da programação da Rádio Nacional, emissora pública referência em transmissões de partidas no país há décadas. Os jogos das principais competições e as notícias mais importantes têm espaço nas jornadas esportivas diárias.    

    Os torcedores podem ficar ligados pelo rádio, site ou streaming para acompanhar as emoções das disputas entre os maiores clubes brasileiros. Antes e depois dos confrontos, o ouvinte se informa sobre a preparação das equipes e a repercussão do placar nas ondas da Nacional. A análise sobre os resultados da rodada ainda ganha janela diária para um rico debate em produções consagradas no radiojornalismo esportivo.    

    A equipe da Rádio Nacional reúne craques da crônica esportiva. São produtores, jornalistas e apresentadores que buscam o diferencial da notícia. Além de informar o público nas ondas do rádio, o time também faz bonito na telinha da TV Brasil. Os profissionais realizam o programa Stadium, de terça a sexta, às 12h30.

    Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas    

    Ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas. A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026. A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados. Acesse: ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro.    

    Serviço    

    Copa Libertadores 2026 – Flamengo X Ind. Del Valle, quinta-feira (17), a partir das 21h15, na Rádio Nacional RJ, AM, OC e AS + RNCP e Parceiros. Além disso, partida também será transmitida pelo canal da Rádio Nacional no YouTube.         

    Saiba como sintonizar a Rádio Nacional        

    Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz        
    Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz        
    São Paulo: FM 87,1 MHz        
    Recife: FM 87,1 MHz        
    São Luís: FM 93,7 MHz        
    Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC        
    Alto Solimões: FM 96,1 MHz 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PND 2026 tem adesão de 2.007 municípios e 23 estados

    PND 2026 tem adesão de 2.007 municípios e 23 estados

    A edição deste ano da Prova Nacional Docente (PND) tem a adesão de 23 secretarias estaduais de educação e de 2.007 municípios, o que corresponde, respectivamente a 85,19% das 27 unidades da federação e 36,03% entre os 5.571 municípios brasileiros.

    A adesão das redes municipais, em 2026, representa um crescimento percentual de 33,09% em relação à adesão de 1.508 municípios, em 2025. Na primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), o Ministério da Educação (MEC) também anunciou, a adesão de 22 redes de ensino estaduais.

    Vale ressaltar que a adesão dos entes federativos ao chamado CNU dos Professores é voluntária.

    De acordo com a portaria publicada pelo Ministério da Educação (nº 527/2026, em junho, os 23 governos estaduais que aderiram à Prova Nacional Docente são: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

    Somente os estados do Amazonas, Ceará e Goiás, além do Distrito Federal, não têm confirmado o registro na categoria Estadual.

    Adesão de municípios

    Em relação à lista dos municípios, as 2.007 redes municipais de ensino participantes são de 26 estados brasileiros.

    Neste ano, as 25 capitais participantes na esfera municipal são:

    Região Norte: Rio Branco, Manaus, Macapá, Belém, Porto Velho e Boa Vista;

    Região Nordeste: Maceió, Salvador, Fortaleza, São Luís, João Pessoa, Recife, Teresina, Natal e Aracaju;

    Região Centro-Oeste: Goiânia, Cuiabá e Campo Grande;

    Região Sudeste: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória;

    Região Sul: Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.

    Somente a capital Palmas não vai adotar esta edição da PND em seus processos seletivos de professores.

    Secretarias que não aderiram

    O governo do Distrito Federal (GDF) informou à Agência Brasil que não aderiu até o momento à Prova Nacional Docente (PND) porque ainda analisa tecnicamente a compatibilidade da política pública federal com a realidade da rede local de ensino e suas especificidades que demandam perfis e formações profissionais específicas.

    A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) anunciou que prepara novo concurso para a educação, com previsão de edital ainda em 2026, para as carreiras de magistério público (professor e orientador educacional) e de políticas públicas e gestão educacional. “Atualmente, a secretaria trabalha na elaboração final do termo de referência para a contratação da banca organizadora, com previsão de publicação do edital ainda em 2026”, diz o comunicado.

    O Distrito Federal também esclarece que o último concurso, realizado em 2022, já resultou na nomeação de mais de 11,5 mil aprovados, desde 2023, e permanece válido até julho de 2027. A estimativa é preenchimento de 2.650 vagas imediatas e 7.954 para cadastro de reserva.

    Por fim, a rede pública do DF também destacou que há um banco de professores temporários aprovados, válido para chamamento no ano letivo de 2026 e passível de prorrogação para 2027.

    Em nota à Agência Brasil, a Secretaria Municipal da Educação de Palmas declarou que não tem previsão de realizar um novo concurso público para professores efetivos, pois o concurso realizado em 2024 continua vigente.

    Sobre a contratação de docentes temporários, a prefeitura afirmou que realiza anualmente processos seletivos para professores substitutos, de acordo com as necessidades da rede municipal de ensino e dentro das normas legais, com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços educacionais. “Com isso, a pasta busca assegurar a continuidade dos serviços educacionais”, diz a nota.

    A Agência Brasil entrou em contato, ainda, com as Secretarias Estaduais de Educação do Amazonas, Ceará e Goiás para saber o motivo da não adesão à Prova Nacional Docente 2026 e possíveis processos seletivos de docentes nestas localidades. O espaço segue aberto para manifestações.

    PND

    A PND tem o objetivo de promover a realização de concursos públicos ou de outros processos seletivos para a contratação de docentes pelas redes públicas de ensino. Os resultados podem ser usados por estados e municípios que fizeram a adesão formal ao programa.  Os entes podem usar o resultado objetivo pelo candidato como mecanismo único ou complementar de seleção dos profissionais para trabalhar no magistério público.

    A prova ainda tem os objetivos de melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores, e, também, induzir o aumento de professores qualificados no magistério público.

    A iniciativa federal voltada aos licenciados integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Bolsa Família é reajustado em 15%; medida vale a partir de outubro

    Bolsa Família é reajustado em 15%; medida vale a partir de outubro

    O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%. O aumento corresponde à variação inflacionária registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

    Com isso, o valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.

    A atualização dos valores está prevista na legislação do Bolsa Família e busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias, de acordo com o governo.

    O decreto que reajusta os valores foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Ele entra em vigor na data da publicação, mas produzirá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.

    O decreto eleva, de cerca de R$ 600, para R$ 691 o valor mínimo garantido às famílias beneficiárias. Também reajusta para R$ 164 o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família; para R$ 173 o Benefício Primeira Infância; e para R$ 58 o Benefício Variável Familiar.

    Durante a cerimônia de assinatura do decreto, no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, informou que a correção teve como referência a inflação acumulada de 15,04% medida pelo INPC no período.

    Segundo Moretti, a atualização busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias. Pelos cálculos apresentados pelo governo, o benefício médio do programa passará de R$ 675 para R$ 777, uma elevação nominal próxima de R$ 100 por família.

    Renda e segurança alimentar

    Também durante a solenidade, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a reposição dos valores busca evitar perdas provocadas pela inflação e, dessa forma, garantir que as famílias mais vulneráveis não enfrentem insegurança alimentar.

    Durigan também apresentou projeções para 2027. Segundo ele, o programa deverá representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo do patamar de cerca de 1,5% observado na transição entre 2022 e 2023.

     

     

     

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Pesquisa mostra desafio de cineastas indígenas para financiar filmes

    Filmes indígenas estão nas salas de cinema, mostras, festivais e nas plataformas de streaming. Ganham prêmios e reconhecimento. Mas para acessar esses espaços é preciso superar barreiras. Uma delas é a do financiamento.

    Pesquisa da Rede Katahirine com 60 cineastas de 40 povos indígenas mostra que cineastas indígenas têm dificuldade de concorrer a editais de fomento.

    Enquanto 81,7% delas já apresentaram filmes em mostras ou festivais, o que demonstra o reconhecimento de suas obras, 71,7% delas relatam que já desistiram de concorrer a um edital. Os principais motivos são a burocracia (70%), o não atendimento aos requisitos de participação (43%) e a linguagem técnica dos concursos (41%).

    Mari Corrêa, idealizadora da rede Katahirine explica que os editais costumam exigir documentos que as cineastas têm dificuldade para fornecer, especialmente as que moram nos territórios.

    “Alguns editais exigem que o proponente tenha uma empresa, uma produtora, por exemplo. Não pode concorrer como pessoa física. Isso praticamente elimina a possibilidade de concorrerem ao financiamento”.

    É o caso de Larissa Tukano. Ela é cineasta e artista visual, mas diz que não procura editais porque acha a linguagem difícil. “Pedem também uma experiência que não podemos comprovar. E a gente sente que esses concursos não nos contemplam”, diz.

    Um outro olhar

    Larissa defende o modo de fazer cinema indígena. Ela diz que ao filmar a própria comunidade, esses cineastas têm um olhar diferente, um respeito pelo tempo das pessoas que estão sendo filmadas. “Podemos conversas na nossa própria lingua e isso torna a conversa mais íntima. Também sabemos o que pode e o que não pode ser filmado”, explica.

    Mari Corrêa também destaca que o cinema indígena segue a própria lógica de produção.

    “Os roteiros não são feitos da forma ocidental de entender um roteiro. A presença do coletivo é muito forte e as decisões são tomadas de modo menos hierarquizado, dentro da comunidade.”

    Serviço

    O livro Ler o vento, filmar o mundo: pesquisa-mapeamento do cinema das mulheres indígenas no Brasil , idealizado pela Rede Katahirine – Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas – será lançado nesta quinta-feira, 17 de setembro, as 14h no Cine Brasília, em Brasília.

    A entrada é gratuita. No mesmo dia será lançado também o livro Diretrizes para um audiovisual ético com povos indígenas. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ex-procurador do Instituto Rio Metrópole tem prisão decretada

    Ex-procurador do Instituto Rio Metrópole tem prisão decretada

    O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu, nesta quarta-feira (16), nova prisão preventiva contra Marcelo Lopes da Silva, ex-procurador-geral do Instituto Rio Metrópole (IRM), denunciado na Operação Ouroboros.

    Marcelo foi preso na primeira fase da operação, mas teve a prisão preventiva revogada pela Justiça por força de um habeas corpus. A nova ordem foi decretada pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital após a análise do celular apreendido com o acusado revelar novos indícios de corrupção e lavagem de dinheiro.

    De acordo com o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaesf), Marcelo orientou a então companheira, Thays Pinho Carneiro da Silva, a abrir um microempreendimento individual (MEI) para ser contratado pela Engeconsult, empresa que mantinha contratos milionários com o IRM e cujos ajustes dependiam da análise da Procuradoria chefiada por ele. O contrato previa o pagamento de R$ 30 mil, em seis parcelas de R$ 5 mil, por supostos serviços administrativos. O MEI teria sido utilizado para ocultar o pagamento de vantagem indevida ao então agente público.

    As mensagens recuperadas mostram que Marcelo pediu que as tratativas não fossem registradas por escrito. O contrato com a Engeconsult foi firmado no mesmo dia da constituição da empresa e trazia data anterior à própria criação do negócio. Os pagamentos seriam feitos em conta de titularidade de Thays.

    A análise do aparelho também revelou conversas que mostram a atuação de Marcelo para liberar pareceres de interesse do grupo, interferir em documentos inseridos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e evitar que determinadas questões fossem submetidas a órgãos externos de controle. Em uma das mensagens, ao tratar de um caso que poderia ser encaminhado à Procuradoria-Geral do Estado, o acusado afirmou: “Melhor matar aqui no IRM e arquivar logo o caso”.

    Mesmo depois de deixar a Procuradoria do IRM, em 8 de junho deste ano, Marcelo teria continuado à disposição do grupo. Sete dias após o desligamento, ao receber novo pedido para elaborar um parecer, respondeu: “Deixa comigo”. Segundo o MPRJ, o episódio demonstra que sua atuação não dependia da permanência no cargo público.

    Com as novas provas, o Ministério Público aditou a denúncia para acrescentar contra Marcelo seis crimes de corrupção passiva e seis de lavagem de dinheiro. Hélio Augusto Machado Pessôa, representante da Engeconsult, também passou a responder por seis novos crimes de lavagem de dinheiro. A Justiça recebeu o aditamento.

    Operação

    Na primeira fase da Operação Ouroboros, deflagrada em julho, o MPRJ denunciou 11 pessoas por integrar um esquema de desvio de recursos do Instituto Rio Metrópole por meio de contratos que movimentaram R$ 86,28 milhões. Segundo a denúncia, valores pagos pelo IRM à Engeconsult e à R. Peotta Engenharia eram repassados ao Instituto BIO, entidade sem estrutura operacional compatível com os serviços contratados, e posteriormente sacados em espécie.

    A investigação começou após a apreensão, em janeiro deste ano, de R$ 500 mil em espécie transportados sob escolta armada. A apuração identificou 28 transferências das empresas contratadas para o Instituto BIO, no total de R$ 3,29 milhões, além de 13 saques que somaram R$ 3,02 milhões entre maio de 2025 e janeiro de 2026.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Gasto com polícia é 5 mil vezes custo de políticas para egressos

    Gasto com polícia é 5 mil vezes custo de políticas para egressos

    O gasto com polícias nos estados brasileiros corresponde a mais de 5 mil vezes o valor destinado a políticas para pessoas egressas do sistema prisional. Para cada R$ 5.423 gastos com as polícias em 2025, R$ 1.169 foram destinados ao sistema prisional e apenas R$ 1 a políticas exclusivas para egressos.

    É o que aponta a nova edição da pesquisa “O Funil de Investimentos da Segurança Pública nos Estados Brasileiros”, realizada pelo centro de pesquisa Justa e que será apresentada nesta quinta-feira (17) no 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    O estudo analisou como os governos estaduais, de 26 unidades federativas, distribuem os recursos destinados às polícias, ao sistema prisional e às políticas voltadas para egressos. O Acre não forneceu dados para o estudo.

    Na comparação com a edição anterior do estudo, que analisou dados de 2024, a desigualdade dessa distribuição de recursos se intensificou. Na ocasião, para cada R$ 4.877 destinados às polícias, foram R$ 1.221 para o sistema penitenciário e R$ 1 para políticas exclusivas para os egressos.

    O resultado demonstra a concentração dos recursos na porta de entrada do sistema de justiça criminal e uma distribuição de recursos estruturada como um funil de investimentos. Segundo a coordenadora de pesquisas do Justa, Taciana Santos, a priorização orçamentária das polícias não necessariamente resulta em mais segurança para a população.

    “Esse crescimento de gasto com polícias está associado ao crescimento da bancada da bala e do populismo penal na política, como observamos pelo número de candidatos que se elegem instrumentalizando a insegurança como principal bandeira eleitoral”, avaliou Taciana.

    Orçamento das polícias

    Os gastos com as polícias nos estados analisados passaram de R$ 87,5 bilhões, em 2024, para R$ 103,5 bilhões em 2025. Mesmo dentro das corporações, há desproporcionalidade na distribuição dos recursos. As Polícias Militares (PM), responsáveis pelo patrulhamento e policiamento ostensivo, concentraram R$ 60,7 bilhões, o que equivale a 58,6% da verba das polícias.

    Já as Polícias Civis, encarregadas das investigações de crimes em geral, gastaram R$ 22,2 bilhões (21,5%), enquanto as Polícias Técnico-Científicas, que realizam atividades como perícia e produção de provas, receberam R$ 2,8 bilhões (2,7%). Os R$ 17,8 bilhões restantes correspondem a despesas compartilhadas, que não podem ser atribuídas a uma única corporação.

    Os dados apontam que os governos estaduais têm priorizado o policiamento ostensivo, em detrimento de ações de investigação e inteligência.

    “É uma lógica que ajuda a sustentar um modelo de encarceramento em massa, marcado por fragilidades na apuração da autoria e na produção de evidências”, avaliou Luciana Zaffalon, diretora-executiva do JUSTA.

    Orçamento do sistema prisional

    Dos R$ 22,3 bilhões gastos pelos estados com o sistema prisional em 2025, cerca de R$ 13,7 bilhões correspondem ao encarceramento de pessoas negras, o equivalente a R$ 6 de cada R$ 10 investidos na área. Para essa estimativa, o Justa cruzou os gastos estaduais com dados do Sistema Nacional de Informações Penais (Sisdepen) de dezembro de 2025.

    “Os dados evidenciam uma realidade sistêmica: o Brasil prende muito e prende mal. A grande maioria das pessoas presas é pobre e preta, que acabam sendo entregues no sistema prisional às facções. Enquanto isso, os órgãos de segurança pública seguem com baixa capacidade de combater o crime organizado com eficiência”, mencionou Zaffalon.

    Em 2024, o sistema penitenciário teve R$ 21,9 bilhões de gastos. A diretora executiva explica que, embora os gastos com o sistema prisional se mantenham praticamente estáveis, os aumentos identificados pela pesquisa têm se destinado principalmente à expansão da estrutura carcerária.

    “Já as reduções atingem despesas diretamente relacionadas às condições de encarceramento, como alimentação e saúde, contribuindo para um estado de precarização e violação de direitos dos apenados”, acrescentou. 

    Na porta de saída do sistema prisional, o Justa constatou que os investimentos permaneceram praticamente estagnados. Os estados destinaram R$ 19 milhões para políticas exclusivas para egressos em 2025, contra R$ 18 milhões no ano anterior.

    “Como elementos fundamentais da segurança pública, as políticas para egressos permitem apoiar o acesso a documentação, moradia, saúde, educação, trabalho e renda, reduzindo barreiras para a reconstrução da vida após o cumprimento da pena”, enfatizou Zaffalon.

    No entanto, afirma a diretora, quando o estado destina bilhões à entrada e à permanência no sistema prisional, mas reserva valores residuais para a saída, ele limita as possibilidades de reinserção social e mantém condições que podem favorecer a reincidência.

    Políticas para egressos

    Os dados analisados mostram que apenas sete unidades federativas investiram em políticas exclusivas para egressos em 2025, enquanto no ano anterior eram seis.

    Entre os estados que investiram, estão Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que não investiram no ano passado, mas passaram a registrar investimentos exclusivos para egressos em 2025, com R$ 414 mil e R$ 177 mil, respectivamente.

    São Paulo teve a maior parcela dos recursos exclusivos para egressos identificados pelo levantamento, com R$ 13,3 milhões, seguido pelo Ceará, com R$ 3,8 milhões. Mato Grosso investiu R$ 781 mil; Bahia, R$ 482 mil; e Sergipe, R$ 19 mil.

    Já Tocantins, que era um dos estados com investimento na área em 2024, chegou a ter dotação aprovada na Lei Orçamentária Anual, mas não utilizou os recursos nas políticas para egressos.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Fiji declara emergência nacional por HIV com 1 caso a cada 60 pessoas

    Fiji declara emergência nacional por HIV com 1 caso a cada 60 pessoas

    O Ministério da Saúde de Fiji declarou emergência nacional causada pelo aumento de casos de HIV.

    Dados da pasta indicam que uma em cada 60 pessoas que vivem no arquipélago tem a infecção. Há cinco anos, a proporção era de uma pessoa soropositiva a cada 167 habitantes.

    A população da ilha é estimada em menos de 1 milhão de pessoas. Ainda de acordo com a pasta, ao longo de 2025, um total de 2.106 pessoas foram diagnosticadas com HIV em Fiji – 16 vezes mais do que em 2019.

    Outro alerta trata especificamente de mulheres grávidas no país, já que duas em cada 100 gestantes vivem com HIV. Em 2025, pelo menos 59 bebês nasceram com o vírus por conta da transmissão entre mãe e filho, sendo que 18 morreram antes de completar o primeiro ano de vida.

    A pasta informou que ampliou o acesso gratuito a testes para detecção do HIV, a medicamentos de prevenção para pessoas em situação de risco para a infecção, ao tratamento para quem testar positivo e a agulhas para usuários de drogas injetáveis, de forma a não propagar a transmissão.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original