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  • Impacto financeiro de bets no SUS chega a R$ 30,6 bilhões por ano

    Impacto financeiro de bets no SUS chega a R$ 30,6 bilhões por ano

    O impacto financeiro por causa dos danos à saúde provocados pelas apostas online no Sistema Único de Saúde (SUS) é de R$ 30,6 bilhões por ano. O dado consta de estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS).

    Nessa conta, entram as despesas com tratamentos de depressão, ansiedade e impactos causado pelas mortes por suicídio. 

    Apenas 1% do valor arrecadado das operadoras de apostas é destinado ao Ministério da Saúde para minimizar esses danos.

    Nos últimos cinco anos, foi registrado um aumento de 140% na busca por atendimento no SUS por causa da dependência de apostas online e jogos de azar.

    De acordo com o diretor de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, o crescimento foi registrado em toda a Rede de Atenção Psicossocial. Segundo ele, com foco nessa procura, foi lançado o serviço de teleatendimento voltado para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas.


    Brasília (DF), 16/09/2026 - Diretor de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati. Foto: MS/Arquivo/Divulgação
    Brasília (DF), 16/09/2026 - Diretor de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati. Foto: MS/Arquivo/Divulgação
    Diretor de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati – Foto: MS/Arquivo/Divulgação

    “Desde fevereiro deste ano, quando nós criamos uma porta de entrada para atendimentos a jogos e apostas de forma eletrônica, nós tivemos uma procura de 20 mil pessoas que se cadastraram após fazerem um teste.”

    Diante da alta procura, a capacidade foi ampliada recentemente de 600 para até 100 mil teleatendimentos mensais, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

    O diretor diz que outro indicativo do crescimento do problema com jogos e apostas vem da plataforma de autoexclusão, lançada pelo Ministério da Fazenda. Foram bloqueados mais de 5 milhões de CPFs em sites de apostas online autorizados a operar pelo governo federal.

    Além de atingir atendidos pelo Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pessoas em programas de renegociação de dívidas, mais de 1 milhão de usuários pediram autoexclusão. Nesse último caso, quase metade alegou problemas de saúde mental relacionados a apostas.

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    Há cerca de dois meses sem apostar, o vendedor Gustavo Pereira, de 24 anos, utilizou a plataforma de autoexclusão para evitar novas recaídas e se manter longe das bets. Morador de Lages, em Santa Catarina, ele começou a fazer apostas online aos 18 anos. Em um período de seis anos, chegou a perder meio milhão de reais por causa do vício. 

    Gustavo diz que a ferramenta de autoexclusão foi fundamental para que ele pudesse retomar o controle da situação. “Tive várias recaídas nesse processo, até chegar o momento da autoexclusão da plataforma. Pode-se dizer que essa ferramenta salvou minha vida. Eu recuperei minha autoestima, recuperei a coragem de olhar nos olhos das pessoas, eu sou outra pessoa, o vício me transformou em outra coisa”, lembra.

    O jovem começou a vender café nas ruas de Lages para recomeçar a vida após deixar de apostar em bets. Para o vendedor, a luta contra o vício deve ser constante. “Não me orgulho de nada do que eu fiz nessa época, e hoje, graças a Deus, eu consigo, com muita transparência, falar com as pessoas, ajudá-las, ainda faço acompanhamento, é uma luta diária contra o vício.”
     


    Santa Catarina - 17/09/2026 - O jovem Gustavo Pereira começou a vender café nas ruas de Lages, em Santa Catarina, para recomeçar a vida após deixar de apostar em bets - Foto: Gustavo Pereira/Arquivo Pessoal
    Santa Catarina - 17/09/2026 - O jovem Gustavo Pereira começou a vender café nas ruas de Lages, em Santa Catarina, para recomeçar a vida após deixar de apostar em bets - Foto: Gustavo Pereira/Arquivo Pessoal
    Gustavo Pereira começou a vender café nas ruas de Lages, em Santa Catarina, para recomeçar a vida após deixar de apostar em bets – Foto: Gustavo Pereira/Arquivo Pessoal

    Família

    O apoio familiar também é fundamental para quem precisa enfrentar o problema da dependência em jogos e apostas, afirma Carla Xavier*, de 41 anos, jogadora compulsiva. Frequentadora de um grupo de apoio para pessoas com problemas de jogo, a irmandade Jogadores Anônimos, ela está há mais de um ano longe do vício.

    “Eu não tinha mais controle de nada, eu queria sair do meu trabalho para jogar, eu queria ficar em casa para jogar, eu não queria fazer absolutamente mais nada, eu só queria jogar. Nem dormir eu queria, eu só queria jogar”, lembra ela, que destaca o apoio que recebeu dos familiares para largar o vício.

    ”Quando a gente tem uma família que apoia, que entende o que a gente está passando, tudo fica mais fácil”, aponta, ao acrescentar que a parte mais difícil de buscar ajuda é entender que se trata de uma doença.

    “Uma compulsão, uma doença que você não entende que aquilo é uma doença. Você acha que ‘eu jogo, mas eu paro quando eu quero’, mas não é assim. A partir do momento que você desenvolveu a compulsão, você precisa de ajuda para poder parar.”

    A irmandade Jogadores Anônimos também presta apoio a familiares e amigos de jogadores compulsivos, por meio da organização JOG-Anon.

    “Nós temos uma sala, uma irmandade paralela que se chama JOG-Anon, que é para familiares. Eles frequentam junto com a gente, mas na nossa sala só tem jogadores. Na sala de JOG-Anon só tem familiares, amigos, simpatizantes. A pessoa é uma codependente, mas não conhece o assunto, o melhor caminho é o JOG-Anon.”


    Brasília (DF), 14/09/2026 - Bets. Mariana Kehl. Foto: Mariana Kehl/Arquivo Pessoal
    Brasília (DF), 14/09/2026 - Bets. Mariana Kehl. Foto: Mariana Kehl/Arquivo Pessoal
    Psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia – Foto: Mariana Kehl/Arquivo Pessoal

    Para a psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, a família tem que agir no momento em que perceber o problema da dependência em jogos e apostas. Entre os sinais mais frequentes estão isolamento, mudanças de humor e gastos mais elevados.

    “Não se trata de esperar para ver. Trata-se de buscar ajuda qualificada e de buscar essa ajuda sem moralização porque a vergonha é justamente o que mantém esse sofrimento em silêncio”, diz.

    O psiquiatra forense e diretor da Vida Mental Perícias, Hewdy Lobo, destaca a permissividade familiar no controle do tempo de jogo de crianças e adolescentes como um dos fatores que podem levar ao vício em jogos. 

    Para a especialista em direito digital Luana Mendes, conhecida como Dra. Gamer, não é o relógio, mas o comportamento que determina a dependência.

    ”Se a criança deixa de dormir adequadamente, começa a ter prejuízo escolar, abandona outras atividades, abandona os coleguinhas ou apresenta uma sensível perda de controle, de não conseguir ficar sem o jogo, os responsáveis precisam intervir e, quando necessário, procurar um acompanhamento profissional”, alerta a advogada.

    Em alguns casos, além do psicólogo e/ou psiquiatra, o tratamento requer o uso de medicamentos. Para Carla Xavier, muitas vezes é preciso ir “além do fundo do poço” para entender que é preciso pedir ajuda.

    ”Ela [a pessoa com dependência] só vai se dar conta disso a hora que chegar ao fundo do poço, cavar mais um pouquinho, e aí ela vai entender que, sem a ajuda dos seus iguais, não vai conseguir sair dessa situação.”

    Longe do vício, Carla conta que voltou a ser quem era antes de conhecer os jogos. ‘Voltei a ter minha autoconfiança, um trabalho digno, honesto, e a vida só tem me dado surpresas boas.”

    Graças ao grupo Jogadores Anônimos, Luiz Carlos, atualmente com 71 anos de idade, está há 15 sem jogar. Ele diz que, na irmandade, encontrou acolhimento. “Quando você chega, todo mundo te abraça, ninguém aponta um dedo para esses problemas. Porque, quando você chega, você mesmo se acha um inútil. E, quando você chega lá dentro, você vê que todo mundo é igual.”

    Rogério*, de 53 anos, também da irmandade, aconselha quem está no vício de jogo a procurar ajuda o mais rapidamente possível. “É difícil perceber que precisamos de ajuda. Acontece, geralmente, quando já estamos no fundo do poço”, diz ele, que está há mais de um ano sem jogar.

    O apoio gratuito também está disponível no SUS, que oferece teleatendimento psicológico acessível pelo portal Meu SUS Digital, além de atendimento presencial nas unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos centros de Atenção Psicossocial (CAPs). Há atendimento também para familiares. O serviço é sigiloso e permite o acesso à assistência especializada a distância.

    A pessoa com dependência pode buscar grupos de apoio como a irmandade Jogadores Anônimos, em reuniões presenciais ou online, ou o Centro de Valorização da Vida (CVV), com atendimento pela internet ou pelo número 188.

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    *Sobrenome omitido a pedido dos entrevistados.

    Colaborou Luciene Cruz

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Petrobras batiza primeiro navio a navegar com tripulação 100% feminina

    Petrobras batiza primeiro navio a navegar com tripulação 100% feminina

    A Petrobras batizou, no Píer Mauá, a embarcação Starnav Elektra, primeira entrega do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada para renovação e ampliação da frota da companhia.

    A embarcação foi construída no Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), e agora segue para operar nas plataformas das bacias petrolíferas brasileiras. Investimento foi de R$ 450 milhões.

    O Starnav é o primeiro navio afretado pelo Programa Mar Aberto. A embarcação navegou de Santa Catarina ao Rio de Janeiro com uma tripulação 100% feminina, equipe composta por 16 mulheres sob a liderança da comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon.

    A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou nesta quinta-feira (17), que os investimentos feitos pela companhia na indústria naval e offshore impulsionam novo ciclo de negócios e oportunidades para o setor e otimizam o retorno de capital da estatal.

    “São projetos que nos trazem mais eficiência e lucro. Quando utilizamos nossa própria frota estamos economizando recursos e valorizando o portfólio da Petrobras”, disse. Magda destacou, ainda, o compromisso da Petrobras com a renovação da frota, garantindo segurança e continuidade para a indústria nacional. 

    De acordo com Magna, são 48 barcos contratados até o final do ano. Até o ano que vem serão entregues 96 embarcações, incluindo barcaças e empurradores. “As empresas brasileiras estão tendo um desempenho excelente e estão vencendo todas as licitações.”

    Eficiência

    Em linha com as metas de transição energética da companhia, os projetos dos novos PSV (Platform Supply Vessel) incorporam sistemas mais modernos de geração e distribuição de energia, incluindo bancos de baterias, monitoramento de consumo por telemetria e possibilidade futura de operação parcial com combustível renovável.

    As embarcações também contam com novas tecnologias de pintura e sistemas anti-incrustação, que contribuem para reduzir o consumo de combustível e as emissões de gases.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Apostas em bets avançam entre jovens e ampliam risco de dependência

    Apostas em bets avançam entre jovens e ampliam risco de dependência

    Cada vez mais jovens têm buscado ajuda para largar a dependência de bets, avalia Luiz Carlos*, integrante de um grupo de apoio para pessoas com problemas de jogo, a irmandade Jogadores Anônimos. Segundo ele, já é comum encontrar adolescentes na faixa de 14 anos procurando ajuda para conter o vício.

    “Hoje quem chega à irmandade é muito jovem. Já chegou até de 14 anos acompanhado pelo psiquiatra. Mas chegam jovens de 15, 16, 19, 20 anos, até 30, 35 anos”, conta ele.

    O jovem Gustavo Pereira é um dos que enfrentaram graves problemas financeiros e de saúde mental por conta da compulsão por bets. Atualmente com 24 anos de idade, ele começou a fazer apostas online aos 18 anos. Em um período de seis anos, chegou a perder meio milhão de reais por causa do vício.

    “Ganhava muito bem na época, já fiz R$ 10 mil virarem R$ 300 mil, já fiz bancas inimagináveis, fiz R$ 10 mil virarem R$ 200 mil, R$ 240 mil, e perdi tudo. Então o dinheiro começou a perder valor para mim, eu comecei a perder a dimensão do dinheiro, na minha conta não tinha todo aquele valor, mas lá na bet tinha, e o vício faz isso, te enche de ganância”, diz o jovem.
     


    Santa Catarina - 17/09/2026 - O jovem Gustavo Pereira começou a vender café nas ruas de Lages, em Santa Catarina, para recomeçar a vida após deixar de apostar em bets - Foto: Gustavo Pereira/Arquivo Pessoal
    Santa Catarina - 17/09/2026 - O jovem Gustavo Pereira começou a vender café nas ruas de Lages, em Santa Catarina, para recomeçar a vida após deixar de apostar em bets - Foto: Gustavo Pereira/Arquivo Pessoal
    Gustavo Pereira começou a vender café nas ruas de Lages, em Santa Catarina, para recomeçar a vida após deixar de apostar em bets – Foto: Gustavo Pereira/Arquivo Pessoal

    Gustavo conta que está há cerca de dois meses sem apostar e tenta recomeçar a vida vendendo café nas ruas de Lages (SC). Ele mantém um perfil no Instagram onde posta conteúdos sobre seu trabalho e sobre como faz para superar o vício e evitar recaídas.

    “Eu dormia pensando em apostar e acordava pensando em apostar. Nestes seis anos, eu enfrentei muitas coisas, mudei com a depressão, uma síndrome do pânico, e graças a Deus eu me libertei disso. Hoje vendo café na rua e, se estou aqui, foi graças a Deus, à minha fé, me apeguei nas pessoas que amo, consegui superar isso, e hoje meu propósito de vida é ajudar pessoas”, relata Gustavo.

    Especialistas afirmam que a facilidade de acesso às plataformas de jogos pelo celular amplia a exposição de jovens às bets. Dados do Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef) mostram que uma em cada cinco pessoas no mundo começa a apostar em jogos online até os 11 anos de idade. O número chega a 78% a partir de 12 anos. Os dados, de 2021, continuam atuais.

    É o que indica uma pesquisa deste ano feita no Brasil e divulgada pela Frente Parlamentar Mista de Educação. Entre 1.912 estudantes dos ensinos médio e fundamental, 9,5% fizeram a primeira aposta aos 11 anos. Quase metade dos entrevistados no 3º ano do ensino médio fizeram apostas.

    Pesquisa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) mostrou que canais voltados ao público infantil exploram a falta de maturidade financeira de crianças e adolescentes para promover apostas ilegais.


    Brasília (DF), 14/09/2026 - Bets. Mariana Kehl. Foto: Mariana Kehl/Arquivo Pessoal
    Brasília (DF), 14/09/2026 - Bets. Mariana Kehl. Foto: Mariana Kehl/Arquivo Pessoal
    Psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia – Foto: Mariana Kehl/Arquivo Pessoal

    A psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, explica que o jovem é mais vulnerável a apelos desse tipo porque o cérebro dele ainda está em construção. Enquanto o núcleo ligado à sensação de prazer e à dopamina funciona em ritmo acelerado, as regiões que controlam os impulsos e avaliam riscos só terminam de amadurecer aos 20 e poucos anos.

    “O adolescente sente intensamente o prazer de ganhar uma aposta, mas ele, em contrapartida, ainda não dispõe do aparato para frear o impulso da aposta seguinte”, diz.

    Cassino no bolso

    Luiz Carlos tem 71 anos e lembra que, quando começou a jogar, na década de 1980, não existia celular. Na época, o vício eram as máquinas de videopôquer. “Saía do jogo 4h, 5h da manhã, socando o painel do meu carro, me machucando, chorando, prometendo que nunca mais voltaria, e no outro dia eu estava lá, jogando novamente.”

    ”Graças a Deus eu não jogo hoje, porque, se eu jogasse, estava perdido. Na minha época, a gente tinha que sair de casa para jogar. Hoje não precisa mais, você carrega um cassino dentro do seu bolso”, afirma.

    A dependência de Luiz Carlos é a mesma de quem aposta online, como Rogério* (53 anos), Rodrigo* (47) e Carla Xavier* (41), também frequentadores do Jogadores Anônimos.

    Luiz Carlos está há 15 sem jogar. Carla e Rogério estão há mais de um ano longe do vício, enquanto Rodrigo está há seis meses sem apostar. A abstinência foi conquistada graças à irmandade Jogadores Anônimos.

    Segundo Carla, o grupo tem recebido principalmente pessoas que já perderam tudo por causa de apostas. “[Elas] já não tem mais onde pedir ajuda. Então já estão desacreditadas da vida, já estão pensando em suicídio, estão devendo para um monte de gente. Essas são as pessoas que procuram o grupo. E, com as apostas online, isso cresceu demais, porque está tudo na palma da mão hoje.”

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    Compulsão e endividamento

    Relatório do IBICT concluiu que pelo menos 24 milhões de brasileiros apostaram em bets em 2024, sendo que quase metade ficou endividada.

    São muitos os relatos de quem passou pelo problema, como Rogério, que frequenta a irmandade Jogadores Anônimos. Ele diz que no começo as apostas pareciam inofensivas. Percepção que mudou quando elas começaram a controlar a vida dele de forma negativa.

    “Começaram a comprometer o meu orçamento, dificultar o pagamento das minhas contas, comecei a comprometer a minha renda.”

    Segundo o diretor do IBICT, Tiago Braga, as apostas online não são um investimento, mas um gasto. O descontrole aumenta o risco.

    “Quanto mais você aposta ou quanto mais você gasta recursos com a aposta, menos você terá recursos para o seu futuro. E isso a gente está falando de questões do cotidiano como aluguel, comida, vestuário, educação.”

    Ele aponta ainda o risco de “de ideação suicida associada ao endividamento por jogo.”

    Endividamento e ensino superior

    Pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) aponta que 34% dos entrevistados afirmaram que precisariam parar de gastar com apostas para conseguir iniciar uma graduação em 2026.

    Entre aqueles que já estão no ensino superior, 14% relataram ter atrasado as mensalidades ou trancado o curso por causa dos gastos com bets.


    Brasília (DF), 14/09/2026 - Bets. Paulo Chanan. Foto: Paulo Chanan/Arquivo Pessoal
    Brasília (DF), 14/09/2026 - Bets. Paulo Chanan. Foto: Paulo Chanan/Arquivo Pessoal
    Diretor-geral da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Paulo Chanan – Foto: Paulo Chanan/Arquivo Pessoal

    Para o diretor-geral da ABMES, Paulo Chanan, os dados são um alerta importante, mas não se pode generalizar o comportamento dos jovens. O que é possível afirmar, segundo ele, é que, para uma parcela relevante deles, o dinheiro destinado às apostas interfere diretamente em decisões relacionadas à educação, o que cria uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior.

    A pesquisa mostra ainda que 34% afirmaram ter deixado de investir em cursos, idiomas ou outras formas de aprendizado por causa dos gastos com apostas. Outro dado: 33% deixaram de investir em academia ou atividades físicas.

    Segundo Paulo Chanan, as instituições de ensino podem contribuir com informação, prevenção, orientação, acolhimento e encaminhamento adequado quando necessário, já que o tema passou a fazer parte de uma realidade social que também chega ao ambiente acadêmico.

    O diretor-geral frisa que as instituições não podem ser responsabilizadas sozinhas pelo enfrentamento do problema. Para ele, deve haver uma atuação conjunta que envolva educação, saúde, comportamento, regulação e políticas públicas.

    O estudo da ABMES não avaliou indicadores de desempenho acadêmico nem de saúde mental.

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    ECA Digital

    Para aumentar o rigor em relação às plataformas, o governo federal sancionou, em setembro de 2025, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). Conhecido como Lei Felca, o ECA Digital entrou em vigor em março de 2026 e atualizou a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual com novas regras para aplicativos, jogos e redes sociais.

    Para o advogado especialista em direito digital Felipe Moreira, a maior novidade é a responsabilidade compartilhada entre as plataformas, as famílias e o próprio Estado.


    Brasília (DF), 14/09/2026 - Bets. Felipe Moreira. Foto: Felipe Moreira/Arquivo Pessoal
    Brasília (DF), 14/09/2026 - Bets. Felipe Moreira. Foto: Felipe Moreira/Arquivo Pessoal
    Advogado especialista em direito digital Felipe Moreira – Foto: Felipe Moreira/Arquivo Pessoal

    Moreira ressalta ainda a criação de mecanismos de aferição de idade confiáveis, “não mais sendo possível aquela utilização de sou maior de 18 anos com um simples clique, a criação de verificação de padrões de segurança maiores também nesses jogos e, em especial, a criação de mecanismos de fiscalização por parte dos pais das atividades que vêm sendo desenvolvidas por seus filhos.”

    Antes, para entrar em sites restritos, bastava digitar uma data de nascimento, que podia ser falsa, para atestar a idade. Agora, quem tem menos de 18 anos não pode apostar online, e menores de 16 anos só podem usar redes sociais vinculados a responsáveis.

    O ECA Digital proíbe também o acesso às loot boxes, caixas com itens aleatórios pagos, que se assemelham a jogos de azar.

    A advogada Luana Mendes diz que o controle parental não significa apenas um não, mas educação digital. Ela destaca a importância de ensinar a criança a identificar situações perigosas, a não fornecer informações pessoais, não conversar com desconhecidos e denunciar comportamentos abusivos.

    Luana ressalta que estabelecer uma relação de confiança com a criança é fundamental para que ela possa “se sentir segura a ponto de procurar um adulto quando alguma situação dentro do jogo, dentro do ambiente digital, gerar medo e desconforto.”

    O estatuto também amplia a responsabilidade das instituições de ensino, que devem reforçar a cidadania digital e podem ser responsabilizadas em caso de omissão diante de cyberbullying. Influenciadores mirins não podem fazer publicidade velada.

    A psicóloga Mariana Kehl avalia que a publicidade feita por influencers é um risco, sobretudo para crianças e jovens.

    “Quando o anúncio vem na voz de um influenciador que esse jovem acompanha diariamente, ele não é processado como publicidade. Ele é processado como uma recomendação de alguém de confiança, o que rebaixa as defesas críticas que qualquer consumidor adulto poderia mobilizar diante de um comercial tradicional.”


    Brasília (DF), 14/09/2026 - Bets. Tiago Braga. Foto: Tiago Braga/Arquivo Pessoal
    Brasília (DF), 14/09/2026 - Bets. Tiago Braga. Foto: Tiago Braga/Arquivo Pessoal
    Diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Tiago Braga – Foto: Tiago Braga/Arquivo Pessoal

    Tiago Braga, do IBICT, destaca estudo realizado pelo instituto que mostra como influenciadores estavam utilizando o Facebook, o X (antigo Twitter), o TikTok e principalmente o YouTube para estimular jovens e crianças a apostar online.

    Para o advogado Felipe Moreira, a legislação é suficiente, mas a regulamentação da lei precisa ser cumprida e observada tanto pelo Poder Público, no âmbito fiscalizatório, quanto pelas empresas que atuam no setor. 

    *Sobrenome omitido a pedido dos entrevistados.

    Colaborou Luciene Cruz

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 28 milhões neste domingo

    Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 28 milhões neste domingo

    A Mega-Sena sorteia neste domingo (20) prêmio estimado em R$ 28 milhões. As seis dezenas do concurso 3.060 serão sorteadas a partir das 11h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) de sábado (19) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

    No último concurso, foram sorteados os números   01 – 02 – 07 – 18 – 33 – 35 e um bolão feito em Presidente Venceslau (SP) levou o prêmio de R$ 101.970.706,13..

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Apostas online podem levar ao endividamento rápido, diz pesquisa

    Apostas online podem levar ao endividamento rápido, diz pesquisa

    As apostas online têm gastos anuais de R$ 2,2 bilhões e equivalem a mais de três vezes a movimentação financeira estimada para as compras de Natal. A falsa impressão de ganho rápido de dinheiro pode causar efeitos colaterais aos apostadore, como é o caso do endividamento.

    O hábito pode acarretar perda de controle, conflitos pessoais e impacto sobre a saúde mental. É o que indica pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), feita nos dias 22 a 25 de junho, com 1.024 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. 

    Entre os entrevistados, 22,8% afirmaram já ter participado de apostas online. Desses, 33% disseram que apostam por causa da chance de ganhar dinheiro rápido, enquanto 25,4% veem no jogo uma oportunidade de fazer renda extra.

    Dificuldade de parar

    O levantamento aponta que 22,3% dos apostadores disseram ter dificuldade de parar com as apostas. Outros 29,1% afirmaram já ter sentido culpa por apostar, enquanto 34,8% disseram ter sido criticados por causa do hábito. A pesquisa mostra ainda que 6,9% afirmaram já ter se prejudicado ou afetar outra pessoa em razão das apostas. Entre esses, 68% relataram ter perdido dinheiro.

    O gasto médio mensal declarado pelos apostadores foi de R$ 96,30, e o instituto estima que 1,9 milhão de pessoas na Região Metropolitana do Rio já tenham participado de apostas online. Com base nos valores, a estimativa é de R$ 182 milhões movimentados mensalmente em apostas online.

    Entre os que já apostaram, 5,1% afirmaram ter se endividado por causa das apostas. O percentual pode parecer pequeno, mas ganha outra dimensão quando observado em conjunto com outros indicadores. Ao menos 42,9% disseram possuir alguma dívida, e, entre aqueles com dívidas, 45,9% afirmaram que não estão com os pagamentos em dia. Além disso, 42% admitiram que, depois de perder dinheiro, voltaram a apostar para tentar recuperar o prejuízo.

    Renda

    Dos que já participaram de apostas online, 36% têm renda mensal entre um e dois salários mínimos, enquanto 19,7% recebem de dois a três salários mínimos e 19,4% têm renda de até um salário mínimo.

    Em relação à frequência com que apostam, 21,9% disseram jogar diariamente e 27,9% fazem de uma a duas vezes por semana. De acordo com a sondagem, 60,9% já participaram de apostas em bets. O Tigrinho aparece em seguida, com 49,4%.

    Para o diretor-executivo do IFec-RJ, João Gomes, “existe uma falsa percepção dos apostadores de que o jogo representa uma forma de ganhar dinheiro rápido, complementar a renda ou até mesmo funcionar como investimento”.

    Os dados mostram, porém, que esse comportamento alavanca o endividamento e compromete o orçamento das famílias.

    Do ponto de vista econômico, os recursos destinados às apostas também deixam de circular em outras atividades de consumo e investimento, reduzindo o potencial de movimentação da economia fluminense.

    “É um problema que ultrapassa a esfera individual e produz impactos socioeconômicos mais amplos”, avalia Jóão Gomes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cargos de liderança são só 1,5% das vagas para pessoas com deficiência

    Cargos de liderança são só 1,5% das vagas para pessoas com deficiência

    Apenas 1,5% das vagas destinadas a pessoas com deficiência (PcDs) ofertam posições técnicas e gerenciais, aponta levantamento inédito da startup Egalite. O levantamento considera dados de 116 mil profissionais cadastrados e mais de 19 mil vagas ativas no portal Inclui PcD, da própria startup, especializada em projetos para empregabilidade de pessoas com deficiência.

    As empresas destinam grande parte das vagas para posições operacionais, que representam 98,5% dos postos de trabalho. Por outro lado, o levantamento aponta que 31% de todas as candidaturas espontâneas desses profissionais são direcionadas para posições gerenciais e técnicas.

    Embora esses dados apontem para um cenário desafiador, a pesquisa destaca um avanço nas organizações empenhadas na inclusão e no crescimento efetivo desses profissionais.

    Metade das organizações analisadas no portal Inclui PcD já disponibiliza todas as suas vagas, desde posições de entrada até cargos de liderança e especialistas, para pessoas com deficiência, superando a exigência legal de cotas.

    Um dos fundadores da Egalite e embaixador e CEO da Rede Empresarial de Inclusão Social, Djalma Scartezini aponta que a maioria das vagas de trabalho é para cargos operacionais, pois o varejo é a base da pirâmide e, por isso, disponibiliza maior quantidade de postos de trabalho.

    “Não existem cargos de liderança na mesma proporção que cargos de entrada”, diz Djalma Scartezini.

    Contudo, o diretor executivo reconhece que existe uma falta de vagas de gerência destinada à população PcD. “Eu sendo um executivo com deficiência também não estou contente de ver poucos pares com deficiência em cargos de direção. O que eu acho que é positivo é que tem avançado esse número.”

    Ele cita a última feira Inclui PcD, uma iniciativa da Egalite, que abriu 19 mil vagas para pessoas com deficiência, das quais quase 4 mil eram cargos para especialistas, coordenadores e primeiros estágios de liderança.

    Outro dado relevante da pesquisa demonstra que a pretensão salarial mediana de candidatos PcD é de R$ 1.450, valor abaixo do salário mínimo em vigor (R$ 1.621). O dado revela que os trabalhadores muitas vezes chegam aos processos seletivos cobrando menos do que o que é de direito.

    Muitas vezes esse cenário se dá por um viés de mercado que utiliza marcadores identitários – como deficiência, gênero, raça e orientação sexual – para desqualificar as pessoas. Como aponta Scartezini, frequentemente, as próprias vagas oferecidas a PcDs já são disponibilizadas com valores de remuneração reduzidos em relação aos parâmetros de mercado.

    Uma outra barreira enfrentada por trabalhadores com deficiência é o recuo de postos de trabalho no modelo home office. De acordo com dados da Inclui PcD, o percentual de vagas remotas e híbridas sofreu queda de 28,4% em 2024 para somente 0,8% em 2026.

    “O modelo de trabalho remoto remove barreiras cruciais de mobilidade urbana e transporte público inacessível para pessoas com deficiência física”, explica o CEO da Egilate, Guilherme Braga.

    Além disso, para profissionais neurodivergentes, o ambiente de casa atua como um regulador sensorial, possibilitando a gestão de estímulos do ambiente, a adaptação do espaço de trabalho e a diminuição da sobrecarga social.

    *Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (19 e 20)

    Confira a agenda dos presidenciáveis neste fim de semana (19 e 20)

    A agenda dos candidatos à Presidência neste fim de semana inclui sabatinas, atos políticos, caminhadas e panfletagens. Também estão previstas visitas a municípios, participação em eventos e manifestações culturais, além de encontros com empresários e apoiadores e atividades de campanha em diferentes cidades.

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de sabatina do Jornal da Record, em São Paulo (SP), sábado. 

    Flávio Bolsonaro (PL)
    No sábado, faz comícios em Joinville (SC) e Chapecó (SC).

    Hertz Dias (PSTU)
    No Rio de Janeiro, faz panfletagem no calçadão de Madureira e participa de festa da campanha na Portelinha. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Participa de ato no Centro de Florianópolis (SC), no sábado pela manhã. 

    Renan Santos (Missão) 
    No sábado, visita os municípios de Capão da Canoa (RS), Criciúma (SC) e Florianópolis (SC). Domingo, visita Balneário Camboriú (SC), 13h Blumenau (SC) e Curitiba (PR). 

    Romeu Zema (Novo)
    Participa de caminhada na feira Eldorado, em Contagem, no sábado. Também almoça com empresários e apoiadores na cidade.  

    Ronaldo Caiado  (PSD)
    No sábado, visita o comércio do Centro de Osasco (SP) e participa de sabatina no SBT.  

    Samara Martins (UP)
    No Rio de Janeiro, faz caminhada em Madureira e panfletagem faz panfletagem em frente à Império Serrano, no sábado. À noite, participa de voo noturno nos Arcos da Lapa.

    Wilson Grassi (Democrata) 
    Participa do Rocky Mountain Games, em São Paulo, no sábado. 

    A candidata Clariana Barão (DC) não tem agenda pública de campanha.

    Os candidatos Edmilson Costa (PCB), Leonardo Avalanche (PRTB), e Rui Costa Pimenta (PCO) não divulgaram a agenda pública de campanha até o momento desta publicação. 

    A ordem de apresentação da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Condenados por violência doméstica terão de passar por reabilitação

    Condenados por violência doméstica terão de passar por reabilitação

    O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), decisão favorável que restabelece a obrigatoriedade de participação de condenados por violência doméstica em grupos reflexivos de reeducação.

    A decisão da 6ª Turma do STJ consolida o entendimento de que a resposta penal nos crimes de violência de gênero deve contemplar não apenas o aspecto punitivo, mas também medidas educativas e preventivas. 

    “A medida visa transcender o caráter meramente retributivo da sanção e promover espaços de diálogo e reflexão que conduzam à responsabilização do agressor e à efetiva readequação comportamental, com o escopo precípuo de coibir a reiteração delitiva”, avaliou o ministro relator Rogério Schietti Cruz.

    De acordo com o MPRJ, a participação obrigatória de agressores em grupos reflexivos e programas de reeducação, prevista na Lei Maria da Penha, tem como objetivo reduzir a reincidência da violência doméstica e fortalecer a proteção às vítimas.

     A medida tem a finalidade de romper o ciclo da violência por meio de ações pedagógicas voltadas aos autores das agressões, incentivando a reflexão sobre seus comportamentos.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Gabi Terra é destaque do reality Duelo de Guitarras na TV Brasil

    Gabi Terra é destaque do reality Duelo de Guitarras na TV Brasil

    A TV Brasil exibe neste sábado (19), às 13h30, episódio inédito do reality musical Duelo de Guitarras, que apresenta o perfil da guitarrista capixaba Gabi Terra e acompanha sua participação nas disputas do programa.

    Considerada um dos maiores nomes do indie psicodélico no país, a musicista revela criatividade e mostra seu talento ao misturar ritmos e efeitos para expressar o que sente em contato com o som. O projeto autoral My Magical Glowing Lens une psicodelia, rock progressivo e doses de pop-lisérgico.

    “É uma magia. As pessoas se entregam muito na performance. É uma catarse junto com a banda”, conta a guitarrista. Para desvendar o trabalho desenvolvido por ela, a produção exibida pelo canal público traz um pouco da trajetória de Gabi Terra, destaca sua obra e acompanha sua participação no reality.

    Gabi Terra toca guitarra há 20 anos. Segundo a artista, o interesse pelo instrumento surgiu após ouvir o álbum Nevermind, da banda Nirvana, lançado em 1991. Ela também cita como referências grupos como Charlie Brown Jr. e Red Hot Chili Peppers.

    Disputas

    No Duelo de Guitarras, Gabi Terra participou de disputas em dois ritmos. Na primeira prova, enfrentou André Sampaio em uma apresentação de blues. Depois, desafiou Lucas Moscardini em uma disputa de heavy metal, na última prova da fase classificatória.

    Durante o programa, a guitarrista também fala sobre a experiência de participar de um reality musical e sobre a exposição diante das câmeras.

    “O desafio não é só técnico nem criativo, mas, principalmente, conseguir ficar confortável na frente das câmeras”, afirma.

    Gabi Terra também comenta a relação com os demais participantes e a competição dentro do programa.

    “Sou competitiva, mas considero isso uma qualidade. Para acrescentar, crescer e me desafiar. A única competição é comigo mesma”, diz.

    Sobre o programa

    Com 16 episódios, o reality Duelo de Guitarras reúne seis artistas que tocam diferentes estilos musicais em disputas pela premiação na guitarra elétrica.

    O formato foi criado pelo produtor Julio Carvana, com direção e roteiro de Marcio Vianna. O programa é apresentado por Dimi, guitarrista e entusiasta do instrumento.

    Os jurados são Navalha Carrera e João Gaspar, que também atuam como mentores dos participantes. As apresentações são avaliadas pela técnica, precisão, emoção e criatividade.

    Concorrentes

    Pedro Hills – Roqueiro clássico, fã de grupos das décadas de 1960 e 1970, participa de uma banda com o irmão.

    Roger Oliveira – Carioca do subúrbio, começou a tocar na igreja e apresenta repertório variado de ritmos.

    Gabi Terra – Capixaba, desenvolve trabalho autoral com sonoridades experimentais.

    André Sampaio – Ex-guitarrista da banda Ponto de Equilíbrio, tem experiência com ritmos africanos e outros estilos.

    Lui Rabello – Baiana, integrou por 16 anos a banda Altas Horas, do programa homônimo.

    Lucas Moscardini – Guitarrista de heavy metal, participa das disputas da temporada.

    Dinâmica da atração

    Os seis participantes convivem em uma casa equipada com estúdio de gravação e espaços para ensaios, criação e convivência. Durante a temporada, também participam de workshops ministrados por profissionais da música.

    Os participantes eliminados permanecem na casa e continuam envolvidos nas atividades, apoiando os finalistas e participando de jams e ensaios.

    Durante as gravações, os competidores também participaram de atividades como a reforma de uma guitarra antiga que fazia parte do cenário. Em outro momento, cada participante tocou com o guitarrista Victor Biglione, que visitou o reality.

    A atração também promove desafios em que os participantes precisam improvisar em situações diferentes das habituais, como tocar sem palheta ou com parte das cordas da guitarra.

    Valorização do conteúdo independente

    O reality Duelo de Guitarras tem exibição semanal na programação da TV Brasil desde julho. O programa foi realizado por meio do Prodav.

    A TV Brasil exibe produções independentes nacionais e apoia iniciativas do mercado audiovisual brasileiro.

    Serviço

    Duelo de Guitarras – 12º programa
    Sábado (19), às 13h30, na TV Brasil.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Praias de cinco estados vão receber mutirões de limpeza em setembro

    Praias de cinco estados vão receber mutirões de limpeza em setembro

    Mutirões de limpeza de praias em diferentes pontos do litoral brasileiro estão programados para este mês de setembro. A população poderá participar das ações, que contam com a colaboração de escolas, comunidades, organizações locais, gestores públicos e voluntários. 

    Na manhã deste sábado (19), há ações planejadas em Porto Seguro, Arraial d’Ajuda, Cumuruxatiba e Prado – todos na Bahia –, além de Macaé (RJ) e Maceió. A Praia de Copacabana, no Rio, também vai receber um mutirão. 

    A iniciativa é da Rede de Conservação da Biodiversidade Marinha (Biomar) em apoio ao World Cleanup Day, o Dia Mundial da Limpeza. As ações são articuladas pelos projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador e Meros do Brasil, patrocinados pelo Programa Petrobras Socioambiental, sob a liderança do Projeto Coral Vivo.

    Realizado anualmente, o World Cleanup Day é uma mobilização global voltada ao combate do lixo descartado de forma incorreta no meio ambiente. Nas ações organizadas pela Rede Biomar, os resíduos retirados passam por triagem, são pesados e registrados, em um trabalho que também inclui atividades de educação ambiental.

    Assim, a iniciativa não termina com a limpeza da faixa de areia: os dados coletados ajudam a qualificar diagnósticos ambientais, abastecer bases nacionais e internacionais e subsidiar pesquisas, campanhas educativas e políticas públicas para a proteção do oceano.

    Flavia Guebert, diretora do projeto Coral Vivo, conta que essa ação é uma forma de a sociedade acompanhar a quantidade de lixo que está chegando nas praias, de que tipo e onde se concentra.

    “A reflexão que queremos que as pessoas tenham é delas se movimentarem, aproveitarem a oportunidade e fazer algo em prol do meio ambiente. Principalmente de criarem essa consciência de que as pessoas tem o papel principal nesse movimento, como levar sua sacola retornável para fazer compras, levar sua garrafa de água. [É sobre] a reciclagem do lixo que eu produzo”, disse Flavia.

    A mobilização também pretende fazer um alerta para os impactos da poluição sobre a biodiversidade marinha.

    “Resíduos plásticos, em especial fragmentos e microplásticos, permanecem por longos períodos no ambiente, podem ser ingeridos por animais e afetam ecossistemas sensíveis, como os recifes de coral. Ao envolver a população na coleta e na classificação dos materiais, os mutirões transformam a participação comunitária em ciência cidadã e tornam visível a relação entre hábitos de consumo, descarte e poluição das praias”, diz a Biomar.

    Ação em números

    Desde 2018, as ações integradas da Rede Biomar já mobilizaram mais de 4,4 mil voluntários e retiraram cerca de 17 toneladas de lixo do litoral brasileiro.

    Somente em 2025, 1.813 pessoas participaram dos mutirões em cinco estados. As equipes percorreram 28 quilômetros de faixa litorânea, encheram 557 sacos e removeram 4,7 toneladas de resíduos, com 32.013 itens registrados. A triagem somou 127 horas e analisou o conteúdo de 194 sacos.

    Segundo a Biomar, o plástico voltou a ser o resíduo predominante em 2025. Representou 36,6% do peso coletado, o equivalente a 1,7 tonelada, e 51% dos itens registrados. Nas amostras submetidas à triagem detalhada, sua participação chegou a 85%.

    Na primeira limpeza deste ano, realizada em Prado (BA) no último domingo (13), o mutirão contou com a colaboração de 87 voluntários, que em 1 hora de coleta e 2 quilômetros percorrido, retiraram 59 sacos de resíduos das praias, totalizando 418 quilos e 3337 itens.

    O material mais expressivo foi o plástico com 2.536 itens, com destaque especial para as garrafas PETs com 516 itens, seguida pelas embalagens de alimento (485 itens) e plástico descartáveis (467 itens). A quantidade de garrafas de long neck também chamou atenção, um total de 314 garrafas.

    Achados inusitados

    Entre os achados que mais chamaram atenção estavam dois fardos de borracha da Segunda Guerra Mundial, localizados em Arraial d’Ajuda (BA) e em Barreiros (PE). Associados a cargas de navios alemães afundados no Atlântico em 1944, os blocos reapareceram nas praias mais de 80 anos depois.

    As equipes também recolheram garrafas PET com rótulos em chinês em Prado (BA) e Barreiros (PE), além de um assento sanitário, um garrafão plástico com validade de 1997, um botijão de gás e bonecas danificadas. Os itens evidenciam a persistência dos resíduos no ambiente e sua dispersão por correntes, ventos e pelo descarte local.

    Confira a programação: 

    • 19 de setembro, às 8h | Porto Seguro (BA): Em frente ao Quiosque Axé Moi, Avenida Beira-Mar, 6500, Praia de Taperapuan. Parceiros: Plogging Porto Seguro, Secretaria de Meio Ambiente e Causa Animal e Prefeitura de Porto Seguro.

    • 19 de setembro, às 9h | Arraial d’Ajuda, Porto Seguro (BA): Em frente ao quiosque Canto d’Alvorada, Praia de Araçaípe, Estrada do Arraial d’Ajuda, 1993. Parceiros: Arraial Quadri, Associação Filhos do Céu, Associação Gota do Óleo, Canto d’Alvorada, CEAD, COOEPS, Coletivo Jovem Muká Mukaú, Eco Parque Arraial d’Ajuda, Hina Va’a, Verdejar d’Ajuda, Secretaria de Meio Ambiente e Causa Animal, Prefeitura de Porto Seguro e Profit Academia.

    • 19 de setembro, a partir das 8h30 | Macaé (RJ): Praia dos Cavaleiros. Parceiros: Projeto Maré, Instituto BW, Projeto Corais do Saber, Projeto Pegada Positiva, SOS Praia do Pecado e Secretaria de Ambiente, Sustentabilidade e Clima da Prefeitura de Macaé.

    • 19 de setembro | Cumuruxatiba, Prado (BA) às 07h: Escola Algeziro Moura e APEC. Parceiros: Associação de Pescadores de Cumuruxatiba, Escola Algeziro Moura, Barraca Tradicional Pé Rachado, Associação de Moradores de Cumuruxatiba e RESEX Corumbau. Horário a confirmar.

    • 19 de setembro | Maceió (AL) às 8h: Praia do Trapiche da Barra. Realização do Coletivo Praia Limpa, com o Projeto Coral Vivo e outros parceiros. Horário a confirmar.

    • 25 de setembro | Mucuri (BA): Local: Eu amo Mucuri às 07h. Parceiros: Eu Amo Mucuri, ASACAM, Secretaria de Meio Ambiente de Mucuri, Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte de Mucuri e Mercado da Praça.

    •26 de setembro | Barreiros (PE) às 7h30: Praia do Porto de Nassau – Praça do Rosário . Realização da Secretaria de Meio Ambiente de Barreiros e do Instituto EcoEducar, com o Projeto Coral Vivo e outros parceiros.

    • 28 de setembro, às 8h30 | São Sebastião (SP): Praia da Barra do Sahy. Parceiros: Instituto Verde Escola, Instituto Baleia Jubarte, Cavalos-Marinhos, Amo Vila e Amigos do Sahy.

    Rio de Janeiro

    No Rio de Janeiro, a ação também ocorre neste sábado, a partir das 8h, na praia de Copacabana, na nona Sul. O Instituto Limpa Brasil lidera a mobilização por meio da campanha Seja os 5% que Vão Transformar o Mundo, com o patrocínio da Transpetro e da Solar Coca-Cola.

    A ação incentiva cidadãos, escolas, empresas, governos e organizações a deixarem de ser espectadores e se tornarem protagonistas da transformação ambiental.

    Para Edilainne Muniz, diretora executiva do Instituto Limpa Brasil, a ideia é deixar um legado permanente de participação cidadã:

    “Acreditamos que não é preciso esperar que 100% da população mude para transformar o planeta. Quando 5% das pessoas decidem agir, elas influenciam famílias, escolas, empresas, comunidades e governos. O Dia Mundial da Limpeza mostra que a transformação ambiental já começou e qualquer pessoa pode fazer parte dela.”

    Considerado o maior movimento cívico global em defesa do meio ambiente, o Dia Mundial da Limpeza mobiliza milhões de pessoas em mais de 212 países e territórios.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original