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  • Bets: quatro em cada dez mulheres apostam ou já apostaram online

    Bets: quatro em cada dez mulheres apostam ou já apostaram online

    Quatro em cada dez mulheres brasileiras (42%) já jogaram ou continuam jogando em plataformas de apostas online, sendo que 20% apostam atualmente (com frequências variadas) e outras 22% já apostaram, mas não apostam mais.

    Dentre 58% das mulheres que nunca apostaram, 12% são afetadas por parentes ou amigos que apostam. Somadas, mais da metade das mulheres no Brasil (54%) sente o efeito direto das bets, sendo apostadoras ou não.

    Os dados são da pesquisa Mulheres e Bets: o Custo das Apostas Online para as Brasileiras e suas Famílias, conduzida pelo estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia e divulgada nesta segunda-feira (17).

    A fundadora e diretora do estúdio Clarice, Beatriz Della Costa, explica que essa é a primeira pesquisa sobre o impacto das bets que traz a perspectiva não somente da apostadora, mas de quem é afetado por quem aposta.

    Ela enfatiza que as experiências colocadas lado a lado conseguem dar uma visão mais completa da crise:

    “O impacto das bets vai muito além da crise financeira e afeta as estruturas familiares. Essa análise mostra que é possível pensar não apenas na contenção da crise, mas na prevenção da mesma.”

    Perfil de apostadores

    O levantamento inédito mostra também que as mulheres com filhos apostam cerca de 1,6 vez mais do que mulheres sem filhos (72% das apostadoras têm filhos).

    No recorte racial, 45% das mulheres autodeclaradas pardas afirmaram que apostam ou já apostaram; 39% são brancas e 37%, mulheres pretas.

    Um dos achados da pesquisa é sobre as diferenças de gênero dos apostadores: para o apostador homem, ter filhos atenua o julgamento. Já para a apostadora, é o contrário: com filhos, ela é mais culpada e mais questionada como provedora.

    Para a cientista social Beatriz Della Costa, esse é um sintoma dos papéis sociais historicamente atribuídos a homens e mulheres. 

    “O homem é visto como alguém que está tentando sustentar a família – esse é um papel honrável que, em alguma medida, o redime. A mulher, por outro lado, sofre uma cobrança social muito maior enquanto gestora do lar: o papel fundamental atribuído a ela pela sociedade é o do cuidado, e por isso ela sofre um julgamento muito maior quando não cumpre a função designada.”

    Os relatos das apostadoras confirmam a dinâmica para jogar: elas apostam sozinhas e escondem o jogo dos parentes por vergonha.

    O segredo gera culpa ao mesmo tempo em que coloca em risco as relações mais fundamentais. Entre as apostadoras, 30% delas costumam jogar mais à noite ou de madrugada do que em qualquer outro momento do dia, contra 20% homens.

    Entre os entrevistados, 15% dos brasileiros acreditam que alguém que mora com eles faz apostas online, mas não conta a ninguém e faz dívidas escondidas. 

    Motivação

    A pesquisa revela que, para a mulher, a aposta nasce menos como lazer ou entretenimento e mais como uma estratégia de administração financeira e sobrevivência doméstica para cobrir despesas essenciais, por exemplo pagar boletos, comprar comida ou itens para os filhos.

    A especialista em mulheres e poder explica que as apostadoras não estão correndo atrás de uma vida luxuosa.

    “Elas querem viver com um pouco mais de dignidade: para além das necessidades imediatas, querem levar os filhos ao cinema, pedir um delivery e pagar o material escolar sem se preocupar com a conta de luz no final do mês.”

    As apostas online se infiltraram nos lares brasileiros com a fama de renda fácil. Segundo Della Costa, as plataformas atuam em duas frentes. Primeiramente, tentam seduzir pela promessa de vida digna – a conta paga, a mesa farta, o presente para os  filhos. Ao mesmo tempo que as apostas se associam ao dever do cuidado, papel historicamente atribuído às mulheres.

    “O desejo de cuidar da família e prover para os filhos é o mais explorado pelas [casas de] apostas.” 


     Beatriz Della Costa, fundadora e diretora da CLARICE, cientista social e especialista em mulheres e poder. Foto:  Mariana Leitão
     Beatriz Della Costa, fundadora e diretora da CLARICE, cientista social e especialista em mulheres e poder. Foto:  Mariana Leitão
    Cientista social Beatriz Della Costa é especialista em mulheres e poder e fundadora do estúdio Clarice – Mariana Leitão/divulgação/proibida reprodução

    Crianças e adolescentes

    Por lei, as apostas são proibidas para menores de 18 anos no Brasil. Mas, as apostas chegam a crianças e adolescentes por influência de fora de casa — amigos, escola, redes sociais — ou, em alguns casos, pelas próprias mães, para quem jogar junto pode ser vivido como companhia e vigilância.

    Os dados da pesquisa identificaram que burlar a regra dos 18 anos passa, quase sempre, pelo uso do Cadastro de Pessoa Física (CPF) de um adulto da casa, com ou sem consentimento.

    Ilusão 

    O jogo é encarado pela apostadora como estratégia de investimento. Em alguns casos, o envolvimento é tão intenso que a aposta passa a ser encarada como trabalho. 

    O estudo descobriu que as casas de apostas online conseguiram incutir a ideia de que existem macetes e estratégias para vencer jogos de azar, inclusive em cassinos online.

    Essa ideia falsa influencia a percepção das apostadoras, pois 25% das mulheres (e cerca de 40% das apostadoras frequentes) acreditam que é preciso “habilidade ou expertise” para vencer as apostas. Por esse motivo, elas buscam se especializar. 

    A diretora do estúdio Clarice defende que, para desmistificar essa ilusão é preciso restringir a publicidade sobre as apostas online.

    “Cursos, coaches e conteúdos com dicas e macetes precisam ser veementemente banidos. As restrições aos jogos de cassino online, que ainda são permeados pela ilusão da ‘habilidade’ e que concentram a maior parte das apostadoras, também devem ser consideradas”, diz Della Costa.

    Impacto social

    Para 67% das entrevistadas, as apostas estão acabando com as famílias brasileiras (ante 59% dos homens). 

    Além da perda financeira, eles percebem que os jogos levam para dentro de casa brigas, agressões, mentiras e o adoecimento mental: 23% dos brasileiros presenciaram ou conhecem alguma situação em que as apostas contribuíram para casos de violência dentro das famílias.  

    Nas entrevistas, as mulheres impactadas por um familiar apostador são as que mais percebem a violência. Falam de comportamentos agressivos, xingamentos e perda de controle quando os companheiros perdem.

    Outra parte diz ter filhos endividados com agiotas e a sensação de insegurança que passa a acompanhar a família. Entre os efeitos declarados pelas impactadas na própria vida ou na família:

    • 24% relatam conflitos familiares;
    • 24% perda de confiança;
    • 21% desgaste emocional;
    • 12% mudança na qualidade de vida.

    Entre os impactados, 40% acreditam que as apostas online afetam a capacidade da pessoa viciada em relação a trabalhar ou gerar renda (36% entre as mulheres e 45% entre os homens).

    Empréstimo 

    Quando questionadas se alguma vez pegou dinheiro emprestado para fazer apostas online, 7% das mulheres apostadoras declaram ter pegado dinheiro emprestado com agiotas.

    E 8% das mulheres impactadas declaram que elas próprias ou alguém próximo precisou fazer empréstimo com agiotas, como os filhos endividados, o que aumentou a sensação de insegurança nos lares das brasileiras.  

    Perfil dos jogos 

    Entre as apostadoras, cerca de metade (49%) jogam em cassinos online (como roleta, Tigrinho e caça-níquel) e 29% em jogos de sorte instantânea (crash games como Aviator ou raspadinhas), 26% em bets de futebol, com atrativos pelo resultado e ciclo imediatos de ganho ou perda.

    Apresentação das apostas

    O estudo identifica que as plataformas capturam o imaginário feminino por três meios:

    1. redes de confiança como canal de vendas – a porta de entrada costuma ser o vínculo de confiança, como um amigo ou familiar que mandou o link de apostas, divulgam cadastros e sites de apostas em seu círculo pessoal em troca de bônus nas plataformas. Estas recompensam quem indica não apenas pelo cadastro, mas também com comissões sobre as perdas de quem entra pelo link enviado.
    2. influenciadores locais em quem se confia, como pessoas do bairro, da igreja ou da cidade, com número menor de seguidores, mas credibilidade alta, atribuída pela proximidade e pela identificação.
    3. grandes influenciadores e publicidade massiva;

    A pesquisa apurou que 72% das mulheres acreditam que a publicidade das apostas contribui para que as pessoas apostem mais do que deveriam.

    Entre as entrevistadas, 79% das mulheres afirmam que as redes sociais passaram a mostrar mais conteúdos de apostas depois de seu primeiro acesso às plataformas. Quem aposta com mais frequência percebe mais (82,2%) do que quem aposta raramente (73,2%).

    A percepção das entrevistadas é de que quanto mais alta é a classe social, maior a percepção do aumento de conteúdo de apostas.

    Conter o avanço

    O Brasil tem forte apoio à proibição das apostas. As mulheres são as que mais cobram uma solução para o problema: 62% defendem a proibição dos jogos online no país ante 50% dos homens. A posição que se mantém majoritária independente do viés político.

    “Isso sinaliza aos políticos que existe apetite na opinião pública por medidas de combate às bets”, diz a coordenadora do estudo

    A conclusão da pesquisa traz diretrizes em três eixos de combate às bets: 

    • fortalecer mecanismos da saúde pública que cuidam de pessoas que apostam e de familiares impactados;
    • prevenir que mais pessoas comecem a apostar, investindo em medidas de restrições à publicidade;
    • e gradualmente, restringir as modalidades de aposta, começando com os cassinos online.

    Na opinião dos entrevistados, 45% aprovam o bloqueio do Pix em apostas para quem recebe benefícios sociais e 32% teriam interesse em um canal anônimo de apoio. Esse índice sobe para 57% entre quem aposta com frequência.

    Em relação à publicidade, 41% das mulheres concordam que  as casas de apostas online podem continuar operando no Brasil, mas devem ser proibidas de fazer propaganda. Entre os homens, o percentual é maior (47%).

    Pesquisa

    O relatório foi feito a partir de estudos qualitativos e quantitativos (para mensurar o tamanho do fenômeno em números nacionais) realizados em junho e agosto de 2026.

    As entrevistas qualitativas ouviram 60 pessoas, sobretudo mulheres de 18 a 58 anos, das classes C, D e E, residentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Sergipe.

    Na enquete quantitativa, foram ouvidos 2.008 homens e mulheres em todo o país, de acordo com a distribuição da população contada no Censo demográfico de 2022 e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2025, ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

    Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

    Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

    Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

    “[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

    A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica. 

    Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

    Medidas fiscais

    Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

    “Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

    Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

    A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Dino determina afastamento do presidente do TCE do Maranhão

    Dino determina afastamento do presidente do TCE do Maranhão

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão, pelo prazo de 180 dias.

    Pela decisão, Brandão também está proibido de ter acesso às dependências físicas e aos sistemas eletrônicos do órgão, frequentar eventos públicos ou privados em razão do cargo, usar bens do tribunal e de ter contato com o governador do estado, Carlos Brandão, de quem é sobrinho, e com o ex-secretário estadual Raimundo Cutrim.

    O afastamento foi determinado no âmbito da investigação que apura o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, em 2022, que teria ocorrido pelo suposto descordo na distribuição de propina em contratos do governo estadual. 

    Segundo as investigações, Daniel Brandão teria participado de uma reunião que culminou no assassinato do empresário, mas teve o nome ocultado da apuração realizada preliminarmente pela Polícia Civil. 

    No entendimento de Flávio Dino, o afastamento do presidente do cargo é necessário para preservar as investigações.

    “As investigações trazem sérios elementos de prova de que, desde o momento do crime até os dias atuais, o grupo investigado tem lançado mão de todas as ações ao seu alcance para blindar a identificação de Daniel Brandão em tal investigação”, justificou o ministro.

     


    Daniel Brandão, presidente afastado do Tribunal de Contas do Maranhão — Foto: Divulgação/TCE-MA
    Daniel Brandão, presidente afastado do Tribunal de Contas do Maranhão — Foto: Divulgação/TCE-MA
    Daniel Brandão, presidente afastado do Tribunal de Contas do Maranhão — Foto: Divulgação/TCE-MA

    Defesa

    Em nota, Daniel Brandão disse que recebeu “com profunda perplexidade” a notícia sobre seu afastamento. Ele também afirmou que vai demonstrar a “verdade dos fatos”.

    “Desde o início, sempre estive e continuo inteiramente à disposição das autoridades e do Poder Judiciário para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, tendo, inclusive, peticionado espontaneamente nos autos, colocando-me à disposição para ser ouvido”, afirmou.

    A defesa do governador do Maranhão, Carlos Brandão, disse que Flávio Dino não tem competência legal para julgar o caso, atribuição que seria do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

    Além disso, os advogados afirmaram que não tiveram acesso à investigação.

    “A defesa, que há mais de um ano tenta sem êxito acesso às investigações sigilosas, examinará oportunamente os atos praticados e adotará todas as medidas constitucionais e legais cabíveis para restaurar as garantias do juiz natural, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e do sistema acusatório”, disse a defesa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil é campeão geral do Grand Prix de judô no Peru com 11 medalhas

    Brasil é campeão geral do Grand Prix de judô no Peru com 11 medalhas

    O judô brasileiro faturou o título de campeão geral do Grand Prix Lima 2026, no Peru, no encerramento da competição no domingo (16), ao liderar o quadro de medalhas. O país subiu ao pódio 11 vezes, com cinco ouros, duas pratas e quatro bronzes), registrando o melhor desempenho do ano. Em segundo lugar ficou a Itália (dois ouros, duas pratas e quatro bronzes), seguida pela Moldávia (dois ouros, duas pratas e um bronze).

    Os dois últimos ouros da Amarelinha saíram no domingo (16), dia em que o país mais subiu ao pódio – também levou três bronzes. Rafael Macedo foi campeão na categoria até 90 quilos ao derrotar o moldavo Mihail Latisev com dois waza-aris. Foi uma conquista com gosto de revanche: em maio o brasileiro fora superado pelo moldavo na disputa pelo bronze no Grand Slam de Astana (Cazaquistão).

    Quem também comemorou no topo do pódio em Lima foi a campeã olímpica Beatriz Souza. A brasileira venceu a italiana Asya Tavano na final dos 78 kg ao encaixar um ippon. O encontro foi o quinto na carreira das judocas. Bia coleciona quatro vitórias sobre a adversária, incluindo o triunfo na disputa por equipes em Paris 2024.

    “Isso é um resultado do que a gente vem construindo no dia a dia. Tem uma equipe junto comigo, não estou fazendo isso sozinha. A Haz é uma grande adversária, nosso último confronto foi na olimpíada, evoluímos bastante, então precisei mudar minha estratégia”, revelou Beatriz Souza em depoimento ao site da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

    Os primeiros ouros do Brasil saíram logo na sexta-feira (14), dia de abertura do Grand Prix de Lima. Michel Augusto foi campeão na categoria abaixo dos 60 kg e Rafaela Rodrigues, nos 52 kg – este foi o primeiro ouro da judoca de 19 anos em etapas de Grand Prix. No dia seguinte, foi a vez de David Lima subir o topo do pódio dos 81 kg. Na decisão, o brasileiro derrotou com um yuko o canadense Françoise Drapeau, atual vice-líder do ranking mundial.

    A única prata no Grand Prix de Lima ficou com Nauana Silva, nos 70 kg. No sábado (15), a paulita perdeu a final para a alemã Dena Pohl.

    O Brasil levou ainda cinco bronzes, três deles no domingo (16). Guilherme Schimidt superou o canadense Keagan Young na categoria até 90 kg. Também teve duelo 100% nacional na briga pelo terceiro lugar nos 100 kg, com vitória de Leonardo Gonçalves sobre Giovani Ferreira. O último bronze ficou com Thauana Silva, nos 78 kg. Irmã mais velha de Nauana, a paulista levou a melhor sobre a venezuelana Karen Leon na disputa pelo terceiro lugar.

    Na véspera, em outro dutelo entre brasileiros, Guilherme de Oliveira já faturara o bronze nos 73 kg ao vencer o medalhista olímpico Daniel Cargnin, com um ippon no goldes score (tempo extra).

    Na sexta (14), Jéssica Lima caiu para a disputa do bronze após revés para a espanhola Adriana Rodríguez Salvador na semifinal dos 57 kg . Na luta pelo terceiro lugar, a brasileira derrotou a britânica Acelya Toprak e garantiu presença no pódio.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Moraes autoriza Bolsonaro a sair da prisão domiciliar para dentista

    Moraes autoriza Bolsonaro a sair da prisão domiciliar para dentista

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a deixar a prisão domiciliar para ir ao dentista.

    De acordo com a decisão, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a defesa de Bolsonaro deverão combinar o procedimento de deslocamento para realização do procedimento clínico.

    O ministro determinou que, por motivos de segurança, o local e a data do atendimento deverão ser mantidos em sigilo. Se houver vazamento da informação, o deslocamento deverá ser cancelado.

    Na semana passada, os advogados de Bolsonaro pediram que ele seja atendido pela dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, sua nora, casada com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Na decisão, Moraes citou na decisão que Polícia Militar sugeriu que o procedimento seja realizado no centro médico da corporação. A decisão não especifica se Fernanda poderá fazer o atendimento.

    Bolsonaro está proibido de receber visitas após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita por ele, que está em prisão domiciliar e proibido de fazer postagens nas redes sociais, inclusive por meio de terceiros.

    No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele teve a prisão domiciliar autorizada.

    O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana. Durante o cumprimento da pena, as visitas devem ser autorizadas previamente por Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Presidente do TSE defende urna eletrônica em reunião com embaixadores

    Presidente do TSE defende urna eletrônica em reunião com embaixadores

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, disse nesta segunda-feira (17) que o Brasil é referência internacional na realização de eleições.

    Durante reunião com 86 embaixadores para demonstrar o funcionamento do sistema brasileiro de votação, o ministro defendeu a urna eletrônica e afirmou que o sistema garante a transparência do pleito. 

    “O Brasil tornou-se, ao longo das últimas décadas, uma referência mundial na realização de eleições. A vanguarda entre as democracias representativas contemporâneas é resultado da contínua e paulatina construção de um processo eleitoral eficiente.” 

    Inteligência Artificial (IA)

    Nunes Marques também destacou que o TSE aprovou neste ano regras para o combate ao uso ilegal da inteligência artificial (IA) na campanha eleitoral. 

    “Agigantam-se as possibilidades de mau uso da inteligência artificial nas disputas eleitorais. A produção de vídeos e áudios que visam manipular e disseminar conteúdos capazes de enganar o eleitorado, distorcer o debate público ou comprometer a livre formação da vontade política”, completou. 

    Regras

    Em março deste ano, o TSE aprovou regras sobre utilização de inteligência artificial durante as eleições gerais de outubro. 

    As normas valem para candidatos e partidos. Os ministros proibiram que provedores de IA permitam, ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar.

    O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores. Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com nudez e pornografia.

    A Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.

    Eleições

    O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TRE-RJ pede que eleitores confiram se locais de votação se mantêm

    TRE-RJ pede que eleitores confiram se locais de votação se mantêm

    O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) alerta que os eleitores fluminenses devem conferir o local de votação antes do primeiro turno das eleições, marcado para dia 4 de outubro.

    Chega a 268 o número de locais de votação que foram alterados para as eleições de 2026, e a medida impacta cerca de 610 mil eleitores do estado.

    Em 4 de agosto, o TRE-RJ havia anunciado a troca de 66 locais de votação por motivos de segurança, para evitar a influência do crime organizado e das milícias no processo eleitoral.

    As últimas alterações, anunciadas na semana passada, são por razões diversas, como questões de acessibilidade, mudança ou fechamento de estabelecimento e razões estruturais.

    Como consultar o local de votação

    A busca pode ser feita pelo site oficial do TRE-RJ, com o número do CPF ou do Título de Eleitor, a data de nascimento e o nome da mãe.

    Também é possível fazer a consulta por meio do aplicativo e-Título, ou pelo Disque TRE-RJ, no telefone (21) 3436-9000.

    O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 11h às 19h. No mesmo número, pelo WhatsApp do TRE-RJ, é possível obter a informação no serviço de autoatendimento, que funciona 24 horas.

    O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, reforça a importância da consulta e destaca que, além de confirmar o local de votação, o eleitor deve saber o número exato de sua seção eleitoral.

    “Consultar o local de votação é essencial para que o eleitor possa se planejar para exercer da melhor maneira o direito ao voto. Essa verificação pode ser feita de modo muito simples e rápido”, disse. 

    “E o eleitor deve anotar também o número de sua seção eleitoral, para garantir uma experiência mais tranquila, porque não precisará percorrer o interior do local de votação. Não terá que andar de sala em sala à procura de sua urna: será logo encaminhado para o destino correto”, explica o magistrado.

    Eleições 2026

    O eleitor terá seis votos a fazer no primeiro turno: deputado(a) federal, deputado(a) estadual, primeira vaga de senador(a), segunda vaga de senador(a), governador e presidente.

    Com tantos cargos em disputa, a recomendação do presidente do TRE-RJ é que todos saiam de casa com os números anotados em papel.

    Embora seja permitido o uso do celular para a identificação do eleitor biometrizado, por meio do e-Título, não é possível entrar com o aparelho na cabine de votação e ele deve ser deixado com o mesário durante a votação.

    “Portanto, nossa recomendação é que cada um leve uma cola, um lembrete com os números de seus candidatos anotados. Assim, ninguém terá dificuldade para votar e evitaremos a formação de filas nos locais de votação”, explica o desembargador Claudio Mello.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Uso de medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil

    Uso de medicamento oferecido no SUS reduz casos de malária no Brasil

    O Brasil registrou queda de 30% nas mortes por malária em 2025. Os óbitos passaram de 56 em 2024 para 39 no ano passado. Além disso, os casos da forma mais grave da doença caíram 30,7%. 

    Os 118.037 registros da doença contraídos no território nacional no mesmo período representam um recuo de 15% em relação a 2024 e são o menor número desde 1978.

    “Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira (17), após participar do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília.

    Os números resultam do início da oferta da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS), usado em dose única desde 2024 para prevenir novas manifestações da malária, como também, com a ampliação do diagnóstico, além da oferta de testes e tratamento adequado.

    A tafenoquina, considerada pelo ministério como um dos principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS, foi incorporada em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais. O medicamento usado em dose única tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar. 

    Até junho de 2026, a tafenoquina foi incluída no tratamento de mais de 33,7 mil pessoas. Entre os pacientes, 3.920 dos tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

    “[Em 2025] tivemos redução de mais de 40% de redução em terra indígena, mais de 40% de malária em áreas de assentamento rural e em assentamentos na região amazônica brasileira, que é uma das maiores em incidência de casos de malária. O Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina, que é uma nova medicação para o tratamento da malária”, informou o ministro.

    Indígenas

    Conforme os dados do Ministério da Saúde, no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami 1.515 pessoas receberam tratamento com o medicamento. Segundo o Ministério da Saúde, entre março e junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. 

    Entre janeiro e julho, os casos da doença diminuíram 55%, passando de 17 mil para 7,6 mil, na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

    Segundo o ministro, o território Yanomami foi a primeira área indígena em que foi aplicado o medicamento no tratamento contra a malária. 

    “Conseguimos felizmente interromper o verdadeiro genocídio que acontecia no povo Yanomami. Tivemos redução de mais de 50% nos casos de malária no território Yanomami e mais de 70% nos óbitos por malária. Isso não só com as ações combinadas contra a malária, mas com a recuperação nutricional daquele povo”, disse Padilha.

    A tafenoquina também está disponível em uma formulação destinada a crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos, desde março de 2026. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes receberam este tratamento no país.  

    Sarampo

    Padilha disse ainda que também está havendo um reforço de vacinação contra o sarampo em todo o Brasil após o registro de 38 casos importados da doença identificados em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. “Nesse momento temos reforçado a vacinação de sarampo em todo o Brasil”, comentou.

    “Não à toa em 2024, o Brasil recuperou o certificado de país livre de sarampo. Em 2025, mesmo com os 38 casos importados, por causa da vacinação não perdemos o certificado [o certificado de país livre de sarampo]”, relatou.

    Conforme o ministro, em 2019 o Brasil perdeu o certificado por falta de ações de controle da doença que resultaram em casos de sarampo em Guarulhos, São Bernardo e São Paulo. A capital, segundo ele, chegou a ter 20 mil registros naquele momento. Nessas cidades, a faixa vacinal foi ampliada. 

    “Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo estamos vacinando todos a partir de 6 meses a 59 anos independente se foram vacinados ou não ou de checar a carteira de vacinação. Já ultrapassamos 70 mil pessoas vacinadas na cidade de São Paulo”, afirmou.

    Padilha informou que os casos importados de sarampo nas três cidades tinham cepas que circularam nos Estados Unidos e no Canadá. “O continente americano desde 2025 vem tendo uma explosão de casos na América do Norte. Os Estados Unidos, Canadá e México são responsáveis por mais de 75% dos casos no continente americano”, concluiu.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TSE lança campanha para estimular participação nas eleições 2026

    TSE lança campanha para estimular participação nas eleições 2026

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta segunda-feira (17) a campanha Eleições 2026 – Coisa de Pele para estimular a participação do eleitor no pleito de outubro.

    Durante o lançamento, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a campanha pretende mostrar que o eleitor é quem deve ser o protagonista das eleições: 

    “A ideia central é mostrar que a democracia não é um conceito abstrato. Quando uma pessoa participa, se informa, quando respeita as diferencias e, sobretudo, quando exerce livremente o direito de eleger seus representantes, temos a democracia em movimento, viva e concreta.” 

    O nome da campanha faz uma alusão ao clássico musical Coisa de Pele, do cantor Jorge Aragão. A campanha apresenta uma série de vídeos e spots de áudio que apostam na diversidade racial e cultural do país para conscientizar o eleitor de que votar é importante.  

    Além disso, a campanha apresenta vídeos para esclarecer o eleitor sobre a ordem de votação, justificativa de voto e outras informações importantes sobre o processo eleitoral.

    “A música tem a capacidade extraordinária de aproximar as pessoas e nós queremos, com essa campanha, fazer o mesmo. Uma campanha próxima do eleitor, inclusiva e, acima de tudo, brasileira”, completou o ministro. 

    A série de vídeos já está disponível nos perfis do TSE nas redes sociais. 

    Eleições

    O primeiro turno das eleições gerais será realizado no dia 4 de outubro, quando serão escolhidos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente.

    Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno. 

     

     

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  • Riotur abre inscrições em 24 de agosto para desfile de blocos em 2027

    Riotur abre inscrições em 24 de agosto para desfile de blocos em 2027

    A Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) vai abrir, no próximo dia 24, as inscrições para os blocos de rua interessados em desfilar no Carnaval 2027. O cadastramento se estenderá até o dia 24 de setembro e poderá ser feito exclusivamente pelo site riotur.prefeitura.rio.

    Primeira etapa oficial para a autorização dos desfiles, o registro permite que a Riotur e os demais órgãos públicos envolvidos planejem com antecedência toda a logística, segurança e infraestrutura necessárias para receber os cortejos por toda a cidade.

    O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, lembrou que o carnaval de rua é uma das maiores expressões da cultura carioca, e que os blocos são parte fundamental dessa história.

    “A cada ano, novas iniciativas se somam a uma tradição que se reinventa sem perder sua essência. Nosso objetivo é contribuir para que essa festa seja, a cada ano, mais organizada e estruturada, preservando a espontaneidade, a diversidade e a identidade que fazem do carnaval do Rio uma referência para o mundo”, disse Fellows.

    Em 2026, mais de 400 desfiles foram autorizados. No ano que vem, o carnaval de rua carioca deverá começar no dia 16 de janeiro.

    Cronograma

    • 24 de agosto a 24 de setembro: período de inscrições;
    • 25 de setembro a 15 de outubro: inscrições efetuadas serão objeto de análise dos órgãos municipais;
    • 16 e 22 de outubro: liberação, no site, do Documento de Cadastro Preliminar ou Documento de Cadastro Não Efetivado, para download, e período de solicitação de revisão de parecer;
    • 23 a 31 de outubro: respostas aos pedidos de revisão de parecer e liberação do Documento de Cadastro Preliminar ou Documento de Cadastro Não Efetivado;
    • 1º de novembro e 11 de janeiro de 2027: o representante legal do bloco deverá dirigir-se aos órgãos públicos competentes (Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro) para a obtenção da documentação complementar obrigatória.
    • 12 e 14 de janeiro de 2027: upload dos documentos complementares obrigatórios no site e liberação após conferência dos documentos de cadastro efetivado;
    • 15 de janeiro: o processo será finalizado, com o envio do documento de cadastro efetivado do processo.

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