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  • Fifa sorteia confrontos da repescagem internacional da Copa Feminina

    Fifa sorteia confrontos da repescagem internacional da Copa Feminina

    Além de anunciar o Maracanã, no Rio de Janeiro, como sede da abertura e da grande final da próxima Copa do Mundo Feminina, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) sorteou, nesta quinta-feira (20), os confrontos da fase preliminar da repescagem internacional, torneio que, ao todo, reunirá dez seleções, dos seis continentes, e classificará três delas ao Mundial de 2027.

    Esta fase engloba seis seleções, que disputarão três jogos cada, sorteados nesta quinta. As partidas serão disputadas entre os dias 24 de novembro e 5 de dezembro, em datas, locais e horários que ainda serão definidos.

    Os participantes são Taipé Chinês, Uzbequistão, África do Sul, Papua Nova Guiné, Gana e Equador. Os confrontos ficaram assim:

    1ª rodada

    Uzbequistão x Papua Nova Guiné

    Taipé Chinês x África do Sul

    Gana x Equador

    2ª rodada

    Uzbequistão x Gana

    África do Sul x Equador

    Papua Nova Guiné x Taipé Chinês

    3ª rodada

    África do Sul x Uzbequistão

    Papua Nova Guiné x Gana

    Taipé Chinês x Equador

    Ao final destes confrontos, as duas seleções com mais pontos vão à etapa final da repescagem e se juntam a outras quatro: uma que virá das eliminatórias da Europa, duas da Confederação das Américas do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e a Venezuela, terceira colocada da Liga das Nações, torneio organizado pela Conmebol – entidade responsável pelo futebol sul-americano – para ser um classificatório à Copa.

    Os seis “sobreviventes” serão divididos em três confrontos de jogo único, definidos em novo sorteio, com os jogos previstos para fevereiro do ano que vem. Os vencedores garantem as últimas vagas ao Mundial já saberão, inclusive, quais serão os adversários na primeira fase, pois o sorteio dos grupos será em dezembro deste ano ainda, também na sede da Fifa, em Zurique (Suíça).

    Quem já está na Copa

    Até o momento, 18 países estão confirmados na Copa. Além do Brasil, país-sede, a América do Sul tem Argentina e Colômbia assegurados. Na Europa, quatro seleções já se garantiram: Alemanha, França, Dinamarca e Espanha, atual campeã. Outras serão definidas em confrontos eliminatórios a serem disputados entre outubro e dezembro.

    Na Oceania, a vaga ficou com a Nova Zelândia. A Austrália, apesar de geograficamente ser do mesmo continente que os neozelandeses, joga pela Ásia, mas também se classificou, assim como Filipinas, Japão, China, Coreia do Norte e Coreia do Sul.

    A Copa África de Nações, que terminou no último domingo (16), definiu quatro representantes do continente: Camarões (campeão), Malauí (vice), Argélia e Marrocos – pela primeira vez, a Nigéria está fora de um Mundial Feminino. Já as seleções da Américas do Norte, Central e Caribe serão conhecidas após a realização do Campeonato da Concacaf, de novembro a dezembro, nos Estados Unidos.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Oxfam Brasil: concentração de riqueza amplia desigualdade política

    Oxfam Brasil: concentração de riqueza amplia desigualdade política

    A desigualdade de renda no Brasil é ampliada pela presença proporcionalmente maior de ricos na política. Uma vez no poder, aqueles que acumulam riqueza tendem a criar leis e regulações que não favoreçam a distribuição de recursos.

    A conclusão é do relatório Um Retrato das Desigualdades Brasileiras: Poder, Privilégio e a Captura da Democracia, publicado nesta quarta-feira (19) pela Oxfam Brasil.

    A concentração econômica sufoca a democracia ao conferir às elites o poder de veto sobre políticas públicas, além de influenciar eleições.

    O estudo analisa a situação dos que dispõem de recursos para influenciar e definir as agendas públicas que disputam a destinação dos recursos comuns.

    “Ao examinar a concentração no topo da distribuição, busca-se compreender como determinadas frações sociais monopolizam recursos econômicos, jurídicos e simbólicos que lhes permitem preservar posições de comando”, diz o relatório publicado na quarta-feira (19)

    No caso brasileiro, a engrenagem conta com uma formação histórica marcada pelo legado da escravidão, pela concentração fundiária e a capacidade secular das classes dominantes de reorganizar seus privilégios em diferentes ciclos de modernização, segundo os pesquisadores.

    A investigação das dinâmicas de formação de riqueza e sua relação com o poder político mostra o impacto no sistema eleitoral, que sofre para se manter igualitário, mas falha na tentativa, uma vez que a desigualdade vai além das disparidades monetárias comuns e se consolida como um projeto de poder.

    Fenômeno

    O fenômeno ocorre em todo o mundo. O estudo Resistindo ao Domínio dos Ricos, por exemplo, publicado pela Oxfam internacional, revelou que a riqueza dos bilionários cresceu US$ 2,5 trilhões no ano passado, chegando ao recorde histórico de US$ 18,3 trilhões.

    O cúmulo ameaça as liberdades civis, pois indivíduos super-ricos têm uma probabilidade 4.000 vezes maior de ocupar cargos políticos do que cidadãos comuns, segundo o relatório.

    Estudo semelhante – o World Inequality Report 2026 – mostrou que os 10% mais ricos da população mundial ganham mais do que os outros 90% da população, ao passo que a metade mais pobre da população global detém menos de 10% da renda gerada.

    O Global Wealth Report 2026, estudo elaborado pelo banco suíço UBS, posiciona o Brasil na quarta posição mundial em desigualdade patrimonial, e informa que o país encerrou o ano de 2025 com cerca de 386 mil milionários (em dólar). O relatório, referência também para a Oxfam, aponta ainda que cerca de 69% da população adulta brasileira permanece na base da pirâmide, com patrimônio médio de até R$ 51 mil.

    Pobreza

    O estudo do banco suíço reconhece avanços recentes, com a saída de quase 9 milhões de pessoas da linha da pobreza, mas conclui que avança pouco no combate a dinâmica de desigualdade. Essa persistência seria mantida principalmente pela estrutura tributária, “que penaliza mais a base do que o topo”, e é mantida por uma dupla blindagem, ideológica e jurídica.

    Na visão dos pesquisados, as corporações de alta tecnologia acentuam o cenário, ampliando alcance, dispersão e profundidade do impacto em campos tradicionais.

    Big techs e Bets aproveitam a falta de regulamentação para maximizarem ganhos em mercados que estão em constante reorganização. “Longe de operar como meras plataformas de entretenimento ou tecnologia, essas corporações hoje funcionam como potentes engrenagens de extração econômica e controle social”, conclui o estudo. 

    Limitação

    A Oxfam critica ainda a limitação das políticas de transferência de renda. Embora necessárias no curto prazo, uma sociedade pode, simultaneamente, transferir recursos aos mais vulneráveis e preservar intactos os mecanismos fiscais que protegem e multiplicam os patrimônios dos super-rico. segundo a organização.

    “Sem enfrentar as dimensões patrimoniais, tributárias, raciais, territoriais e de gênero da desigualdade, a melhora dos indicadores médios tende a permanecer limitada e vulnerável.”

    Poderes oligarquizados

    Quem de fato decide sobre essas políticas é um grupo relativamente restrito de pessoas, a direção das burocracias estatais. A investigação da Oxfam encontrou um perfil para a ocupação dos cargos decisórios no país, na verdade, “velho conhecido de todos: branco, masculino e rico”. E isso não se resume apenas ao espaço eleitoral, onde o dinheiro tem desequilibrado as disputas.

    O fato também ocorre em áreas técnicas, como o Judiciário e os postos decisórios do Executivo, que respondem a uma lógica semelhante, embora com mecanismos de origem ligeiramente diferentes.

    “A captura institucional da nossa soberania afeta de maneira desproporcional as populações historicamente vulnerabilizadas. Mulheres negras, povos indígenas, comunidades quilombolas e moradores das periferias urbanas são severamente taxados no consumo essencial para financiar o Estado, enquanto assistem à parlamentarização nebulosa dos recursos públicos”, diz o estudo.

    Sobre o papel do Congresso Nacional, o relatório aponta “relação de nossa democracia com elites locais, no flagrante monopólio demográfico e econômico.” 

    A partir de dados do TSE, os pesquisadores informaram que nas eleições de 2024 apenas 13,2% dos municípios brasileiros elegeram prefeitas. Nas capitais, de 26 pleitos somente dois foram vencidos por mulheres. Considerando as últimas eleições nacionais de 2022, na Câmara dos Deputados, de 513 eleitos, 82,3% eram homens e apenas 17,7% mulheres.

    No Senado Federal a disparidade foi ainda mais acentuada: 23 homens eleitos nas últimas eleições e apenas 4 mulheres. Considerando o perfil do Senado como um todo, ele é composto por 16 senadoras em exercício (menos de 20% do total) e 65 senadores homens, totalizando 81 parlamentares (80%).

    A disparidade de patrimônio também é bastante importante para se entender o Legislativo. Os dados destacados pela Oxfam mostram que os homens eleitos deputados federais possuíam um patrimônio médio significativamente superior ao das mulheres eleitas, e o mesmo perfil se aplica aos demais grupos. 

    As eleições de 2022 revelam que quase 45% de todas as pessoas eleitas era superior a R$ 1 milhão e que há uma clara concentração de milionários entre o grupo de homens eleitos.

    No grupo de concorrentes ao Senado, dos 207 candidatos e candidatas, 15 (apenas 7% do total) declararam patrimônio de até R$ 100 mil e nenhum deles foi eleito. Já no grupo de 93 pessoas candidatas (45% do total) que declararam bens somando entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão, 12 foram eleitos.

    Por fim, entre os declarantes de patrimônio de acima de R$ 1 milhão, 15 foram eleitos, de um conjunto de 79 pessoas. “Embora o total de candidatos e candidatas com patrimônio milionário representasse 38% do total de concorrentes, eles representaram 55% dos eleitos para as 27 vagas disponíveis”, destacaram os pesquisadores.

    “Ao acrescentar dados de montantes de financiamento de campanha, fica explícito que o processo eleitoral atual funciona como uma engrenagem de triagem socioeconômica, onde o patrimônio acumulado na esfera privada se converte em condições muito superiores de acesso aos mandatos públicos.”

    O critério racial é ainda mais acentuado, apontam os pesquisadores. As dimensões de raça e gênero não se perpetuam apenas por imitação das desigualdades de empresas e outras instituições, mas pelo que os pesquisadores resumem como uma hierarquização velada da política institucional.

    Em resumo, quem distribui os recursos de campanha – hoje as lideranças partidárias – mantém nos mesmos grupos os que tinham vantagens de financiamento antes do fundo partidário, e a “cara” dos políticos muda pouco.

    Poder político não se limita ao eleitoral

    O limite participativo não se resume aos cargos eletivos. Também se reflete no acesso aos cargos dos outros poderes, como já apontado, e ainda mais nas instâncias de colegiados técnicos, como conselhos e cargos de orientação, indicados por associações civis.

    Em geral, de acordo com o levantamento, perpetua a lógica de reconhecer um conhecimento que está socialmente restrito e relacionado a cadeias de relações, construídas ao longo de gerações.

    A presença de executivos e conselheiros em múltiplas organizações favorece a difusão de concepções comuns, a coordenação de interesses e a formação de redes de confiança, já que essa presença se soma às demais e se torna problemática à medida que a desigualdade econômica se converte em desigualdade extrema de voz, acesso e capacidade de pautar decisões.

    “O direito formal de participar não produz igualdade substantiva quando poucos atores conseguem financiar equipes, produzir conhecimento especializado, influenciar partidos, acessar meios de comunicação e sustentar interlocução permanente com agentes públicos”, diz o estudo.

    Desigualdade como escolha

    Embora não seja uma relação simples ou uma decisão direta, a constituição das desigualdades é um conjunto de escolhas políticas que podem ser reduzidas ou revertidas por outras escolhas, segundo a Oxfam Brasil. 

    “O problema democrático fundamental está, portanto, na distância entre igualdade formal e desigualdade efetiva de influência. Todos podem, em princípio, dirigir demandas ao poder público, apoiar candidaturas, participar de audiências, produzir argumentos e disputar o debate público.”

    Segundo a organização, poucos conseguem manter organizações permanentes, contratar especialistas, financiar produção técnica, circular entre posições públicas e privadas, controlar meios de comunicação, operar estratégias digitais, acessar parlamentares e condicionar decisões por meio do controle de investimentos e recursos estratégicos.

    A democracia é enfraquecida quando o poder econômico não apenas participa das decisões públicas, mas estabelece as condições materiais sob as quais os demais grupos conseguem participar, de acordo com o estudo.

    As soluções, segundo os pesquisadores, estão em quatro áreas de atuação: a promoção de igualdade e transparência tributária; a defesa da participação política equilibrada e sem contaminação de interesses corporativos sobre os interesses estatais; a busca por representação efetiva da diversidade social do país no Congresso; e o controle social diverso e efetivo dos gastos, ambientes normativos e conselhos.

    Os detalhes destas propostas e dos cenários retratados no estudo podem ser consultados na edição integral do relatório, publicada no site da Oxfam Brasil.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Safra de cana-de-açúcar deve crescer 4,7% em relação ao ano de 2025

    Safra de cana-de-açúcar deve crescer 4,7% em relação ao ano de 2025

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (20), o 2º Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar 2026/2027. A estimativa indica uma produção de 705,2 milhões de toneladas e um crescimento de 4,7% em relação à safra anterior.

    Nesta temporada devem ser colhidos 9,1 milhões de hectares, com uma produtividade média de 77,9 quilos de cana-de-açúcar por hectare, o que significa um crescimento de 1,1% sobre a área colhida na safra 2025/26 e um aumento de 3,6% na produtividade.

    De acordo com a Conab essa projeção se deve ao conjunto de condições climáticas favoráveis somadas à expectativa de aumento da área colhida.

    “Diferente da safra anterior, os índices pluviométricos dessa safra estiveram mais próximos do normal”, destaca Fabiano Vasconcellos, gerente de Acompanhamento de Safras da Conab.

    Da produção total, 451,4 milhões de toneladas serão colhidas na Região Sudeste, o Centro-Oeste deve colher 157 milhões de toneladas e o Nordeste brasileiro entregará 55,5 milhões de toneladas. Na Região Sul, a safra prevista é 37,3 milhões de toneladas, e há outras 4,1 milhões de toneladas em produção na Região Norte do país.  

    A Companhia estima que essa safra deve destinar menos matéria prima para produção de açúcar, com uma redução de 2,9% na produção estimada de 42,89 milhões de toneladas. “Ainda assim, isso mantém o Brasil na sua posição de relevância na produção de açúcar, destaca Fabiano Vasconcellos.

    Etanol

    Já a produção de etanol deve bater recorde nesta safra com 41,88 bilhões de litros produzidos, dos quais 29,98 bilhões de litros produzidos de cana-de-açúcar, representando um aumento de 9,7%. A estimativa de produção de etanol de milho deve continuar crescendo, com estimativa de produção de 4,86 bilhões de litros, com crescimento de 22,4%.

    O total da produção deve resultar em 15,24 bilhões de litros de etanol anidro e 26,64 bilhões de litros de etanol hidratado.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Para 81% dos brasileiros, é fundamental que candidato acredite em Deus

    Para 81% dos brasileiros, é fundamental que candidato acredite em Deus

    Oito em cada dez brasileiros e brasileiras (81%) afirmam ser fundamental que seus (suas) candidatos (as) nas eleições acreditem em Deus. Essa percepção é mais aguçada entre classes mais pobres (89% das pessoas cujos rendimentos não passam de um salário mínimo)  do que entre os mais ricos (57%, entre aqueles que ganham de 10 a 20 salários mínimos mensais).

    Os dados integram levantamento inédito do Laboratório de Estudos Socioantropológicos em Política, Arte e Religião (LePar), da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresentado nessa quarta-feira (19) na abertura do 1º Congresso Internacional e Multidisciplinar sobre Sociedade: religião, política e valores, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    A análise mostra a figura do Deus cristão, sobretudo nos estratos mais pobres. Sete em cada dez pessoas ouvidas (74%) concordam que Deus faz as pessoas serem melhores (entre os que ganham até um salário mínimo, a taxa é de 86%). Já 82% defendem que as escolas devem ensinar crianças e adolescentes a acreditar em Deus.

    “Mas, curiosamente, essa valorização significativa de Deus não se traduz em mais confiança nas instituições religiosas, sobretudo igrejas, que costuram o cotidiano religioso”, afirmou a socióloga Christina Vital, do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFF.

    No estudo, 56% das pessoas disseram que confiam na Igreja Católica – a instituição com mais credibilidade no Brasil. Depois, apareceram as igrejas protestantes (51%) e os centros kardecistas (19%).

    Christina avaliou que isso atinge a própria ideia de Estado: metade (54%) da amostra da pesquisa defende que o Estado não seja laico. “Existe confusão sobre o que é laicidade. Quando perguntadas sobre isso, ouvimos muitas coisas diferentes e que não se relacionam com a separação entre religião e Estado”, disse.

    Para Michel Gherman, que lidera o Observatório das Crises das Democracias das Américas (UNLP) da UFRJ, esses números apontam como as extremas direitas instrumentalizaram as religiões a partir do desejo de retorno a uma espécie de tempo sagrado.

    “Isso significa dizer que não foi a ascensão desse cristianismo protestante no Brasil que fortaleceu a extrema direita, mas, antes, foi ela quem conseguiu instrumentalizar alguns valores dessa percepção religiosa do mundo para o seu ‘projeto de passado’”, avaliou.

    Ele citou como exemplo o fato de sete em cada dez candidatos a cargos políticos no Rio de Janeiro acreditarem (ou dizerem que acreditam) que existe uma espécie de conspiração progressista para degeneração moral das pessoas por meio da escola.

    “Como essas práticas religiosas têm certo desejo de ordem, elas produzem essas teorias de que ‘existe algo que não vemos’, mas que governa as coisas. E, daí, as extremas direitas se valem disso para se fortalecer”.

    Christina Vital, da UFF, disse que existe uma retórica universal da perda de algo, no presente, que havia no passado. “E ela atravessa a cor da pele, as classes sociais, o gênero, etc.”. Esse medo não tem uma conformação política única, mas tem contornos mais à esquerda e outros mais à direita. “No campo do gênero, por exemplo, é de onde surge a ideia de que as mulheres adquiriram espaços sociais que não deviam”.

    “Mas é um fato que existe regularidade estatística entre ser evangélico e votar na extrema direita. Isso significa uma relação de identidade: os brasileiros votam em quem julgam que se parecem com eles”, disse Lucio Rennó, cientista político da Universidade de Brasília (UnB).

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil abre Copa do Mundo Feminina no Maracanã, palco também da final

    Brasil abre Copa do Mundo Feminina no Maracanã, palco também da final

    A seleção feminina do Brasil abrirá a Copa do Mundo do ano que vem no dia 24 de junho, no Maracanã. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (20) em evento na sede da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em Zurique (Suíça). O estádio do Rio de Janeiro também será sede da grande final, marcada para 25 de julho.

    Por ser o país-sede, o Brasil já está garantido no Grupo A do Mundial. Após a estreia, as brasileiras voltam a campo no dia 29 de junho, desta vez na Neo Química Arena, em São Paulo. A campanha na primeira fase termina em 4 de julho, no Mané Garrincha, em Brasília. Os demais jogos da chave serão na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador (dois) e na Arena Pernambuco, em Recife.

    Caso avance na liderança do grupo, a jornada rumo à final no Maracanã prevê jogos na Arena Castelão, em Fortaleza (oitavas de final), Mineirão, em Belo Horizonte (quartas) e novamente em São Paulo (semifinal). Se passar em segundo lugar, a caminhada do Brasil terá, na ordem: Mineirão (oitavas), Arena Castelão (quartas) e Maracanã (semi).

    A Copa Feminina terá 64 jogos em oito cidades. A que terá mais partidas é São Paulo: dez, seguida por Rio e Fortaleza (nove), Belo Horizonte (oito), Brasília, Salvador, Porto Alegre – que tem como estádio o Beira-Rio – e Recife (sete). O sorteio dos grupos será em dezembro deste ano, novamente na sede da Fifa.

    A última vez que a seleção feminina do Brasil atuou no Maracanã foi pelas semifinais da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, contra a Suécia. Após um empate sem gols no tempo normal, as escandinavas ganharam nos pênaltis por 4 a 3. O time europeu era dirigido pela sueca Pia Sundhage, que, três anos depois, assumiu a Amarelinha.

    A estreia das brasileiras no Maracanã ocorreu em 20 de julho de 2007, na fase de grupos dos Jogos Pan-Americanos do Rio, com goleada por 7 a 0 sobre o Canadá. Seis dias depois, o estádio presenciou a conquista da medalha de ouro pela seleção de Marta, Cristiane e Formiga em outra grande vitória: 6 a 0 sobre os Estados Unidos.

    Nos bastidores, o Maracanã disputava com a Neo Química Arena o posto de sede da abertura. A casa do Corinthians, clube mais vitorioso da modalidade no país, recebeu sete jogos da seleção feminina desde a inauguração, em 2016. O último no último dia 6 de julho, quando o Brasil venceu o Estados Unidos por 2 a 1 em amistoso. O retrospecto no estádio é de seis triunfos (consecutivos) e uma derrota.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Proliferação de satélites põe em risco observações astronômicas

    Proliferação de satélites põe em risco observações astronômicas

    À medida que milhares de novos satélites entram em órbita, os astrônomos podem enfrentar dificuldades crescentes para observar o cosmos, de acordo com estudo do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que opera telescópios no norte do Chile.

    O estudo constatou que as propostas atuais para lançar mais de 1,7 milhão de satélites em órbita, incluindo alguns muito brilhantes, prejudicariam substancialmente as falas astronômicas. Atualmente, há cerca de 15 mil satélites em órbita.

    Rastros brilhantes de luz deixados pelos satélites podem interferir no funcionamento dos observatórios e na qualidade das fotografias do céu noturno.

    “Cada um desses satélites, ao cruzar o campo de visão de um telescópio, deixa uma linha brilhante”, disse o astrônomo do ESO Olivier Hainaut, autor do estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics.

    Um único rastro de luz pode ser um incômodo menor, mas quando o número se multiplica, podem surgir problemas graves. Cada rastro obscurece uma pequena parte da visão do espaço pelo telescópio, disse Hainaut.

    A indústria global de satélites cresceu dramaticamente desde 2019, impulsionada por serviços de internet como o Starlink, da SpaceX de Elon Musk, e o Leo, da Amazon.

    As conclusões do estudo basearam-se em simulações realizadas no Observatório de Paranal, no Deserto de Atacama, no Chile. Um modelo examinou uma constelação de até 1 milhão de satélites, com milhares de objetos iluminados visíveis acima do Very Large Telescope (VLT) do ESO no Atacama logo após o pôr do Sol.

    Hainaut disse que o impacto dependeria tanto do número quanto do brilho dos satélites em órbita.

    “Se houver 100 mil, esse é um nível de impacto suportável”, disse Hainaut.

    Se houver 300 mil, alguns telescópios poderiam ficar privados da maior parte de seus dados, acrescentou.

    Apesar das preocupações, os pesquisadores afirmaram que os benefícios dos serviços de internet via satélite não devem ser minimizados e que o desafio está em equilibrar os avanços tecnológicos com as descobertas científicas.

    “O problema é que esse tipo de pesquisa leva tempo, mas os satélites já estão sendo lançados”, afirmou.

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    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos candidatos à Presidência nesta quinta-feira

    Confira a agenda dos candidatos à Presidência nesta quinta-feira

    A agenda dos candidatos à Presidência da República nesta quinta-feira (20) inclui gravações de conteúdos de campanha, entrevistas à imprensa, reuniões com equipes e apoiadores, além de caminhadas e atos de campanha em diferentes cidades. Também estão previstas participação em sabatina jornalística, lançamento de livro e plenária de mulheres.

    Os presidenciáveis ainda devem participar de encontros com representantes de entidades sindicais, empreendedores e lojistas, comícios e atos políticos, além de atividades de campanha em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL), Natal (RN) e São João del-Rei (MG). 

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (20):

    Augusto Cury (Avante)
    Passa o dia em São Paulo (SP), onde realiza reuniões internas com a equipe e grava conteúdos de campanha.  

    Clariana Barão (DC)
    Concede entrevistas para a TV Cidade Verde Cuiabá – Canal 12 e para a TV Mato Grosso.

    Edmilson Costa (PCB)
    Participa do lançamento do livro Fidel Agora e Sempre, na Livraria Expressão Popular, em São Paulo. 

    Flávio Bolsonaro (PL)
    Participa de agendas em São Paulo com o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Pela manhã, visita o Armazém Solidário, o Mercado Municipal de São Miguel Paulista e o Clube da Comunidade Waldemar Moreno. À noite, realiza live com transmissão pelo canal oficial. 

    Hertz Dias (PSTU)
    Passa o dia em São João del-Rei (MG), onde participa de entrevistas na imprensa local, de reunião com representantes de entidades sindicais e de reunião com apoiadores no Sindicato dos Metalúrgicos da cidade e região.  

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Participa de ato de campanha em Natal (RN), às 17h, no estacionamento da Arena das Dunas, bairro Lagoa Nova. 

    Pablo Marçal (PRTB)
    Concede entrevistas para TV Atalaia, Metrop News, TV Band (GO), Chupim Metropolitana FM e Podcast Irmãos Dias.

    Renan Santos (Missão)
    Participa de ato no Canal da favela do Mundaú, em Maceió (AL). À noite, concede coletiva de imprensa e participa de comício no Maceió Mar Hotel. 

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Pela manhã, participa de encontro com empreendedores e lojistas da região do Brás, em São Paulo (SP), com visita pelas lojas do shopping. À noite, participa de sabatina para o Jornal do SBT News e para o Jornal SBT Brasil, em Osasco (SP).

    Rui Costa Pimenta (PCO)
    Participa de programa no canal do Diário Causa Operária (DCO) e se reúne com a coordenação de campanha. À noite, participa da plenária nacional organizada pelo PCO.  

    Samara Martins (UP)
    Participa de caminhadas no Centro de Duque de Caxias (RJ) e na Saara, centro do Rio. À noite, comparece à plenária de Mulheres na Ocupação Almerinda Gama. 

    Wilson Grassi (Democrata)
    Participa de reunião com equipe do Partido Democrata.

    O candidato Romeu Zema (Novo) não divulgou compromissos públicos oficiais até o momento desta publicação.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Frente fria associada a ciclone baixa temperatura no Sul do país

    Frente fria associada a ciclone baixa temperatura no Sul do país

    Uma frente fria avança pela Região Sul do país nesta quinta-feira (20) e provoca queda de temperatura no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, até o sudoeste de Mato Grosso do Sul, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    O ciclone extratropical, que se formou na costa do Rio Grande do Sul e provoca chuva, trovoadas e rajadas de vento no estado, começa a se deslocar para o oeste e sul do Paraná e de Santa Catarina.  

     Com isso, as temperaturas mínimas podem ficar hoje abaixo de 10°C no sul do Paraná, oeste de Santa Catarina e em grande parte do interior do Rio Grande do Sul. Já em Curitiba, a máxima chega a 27°C.

    Na Região Norte, áreas de instabilidade continuam atuando no Acre e no oeste e noroeste do Amazonas, ocasionando pancadas de chuva e trovoadas. No norte do Pará, no Amapá, em Roraima, no norte e centro do Amazonas e em Rondônia, há possibilidade de chuva isolada.

    No sudeste do Amazonas, sul do Pará e em Tocantins o tempo seco traz um alerta laranja de perigo para baixa umidade relativa do ar com variação de 20% a 12%.

     Na maior parte da região, o calor intenso pode registrar temperaturas máximas próximas a 40°C. A máxima prevista nas capitais é de 38°C, em Palmas e a mínima de 23 °C em Rio Branco e Porto Velho.

    No Centro-Oeste, o aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar permanece sobre grande parte de Mato Grosso, norte e leste de Mato Grosso do Sul, oeste e sul de Goiás e no Distrito Federal. No noroeste de Mato Grosso, sudeste de Mato Grosso do Sul, demais áreas de Goiás, o alerta perde força, com aviso de perigo potencial para baixa umidade entre 30% e 20%.

    Os termômetros registram máxima em torno de 32°C em Cuiabá e mínima de 15°C em Brasília.

    Na Região Nordeste, no sul do Maranhão, do Piauí e no oeste da Bahia, o céu permanece com poucas nuvens, com aviso de perigo potencial, para baixa umidade relativa do ar de até 20%.

    As chuvas isoladas continuam ocorrendo entre o centro-norte do Maranhão, do Piauí e do Ceará e ao longo da faixa leste e litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e litoral norte da Bahia.

    Temperaturas mais amenas são esperadas na faixa leste da região, devido às condições de chuva. Em Salvador e Aracaju, a mínima será de 23°C e máxima de 36°C em Teresina.

    No Sudeste, haverá nebulosidade apenas no norte e leste de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral sul de São Paulo. No restante da região, a quinta-feira é de poucas nuvens, baixa umidade e muito calor.

    A temperatura máxima chega a 32°C na capital do Rio de Janeiro. Nas regiões serranas em Minas Gerais, no Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo, a mínima pode ficar em torno de 9°C.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Justiça do Rio torna réu falso médico que realizava consultas

    O juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) contra Diogo dos Santos Serpa, acusado de exercer ilegalmente a medicina e de utilizar identidade e documentos profissionais de terceiros para fazer atendimentos médicos, apesar de não ter habilitação legal para o exercício da profissão.

    De acordo com a denúncia, o acusado teria se apresentado como o médico Jeferson Targino Sampaio e, utilizando seu nome e registro profissional, realizado consultas, prescrito medicamentos, solicitado exames e acompanhado uma paciente de 10 anos de idade, diagnosticada com meduloblastoma grau IV, entre outubro de 2025 a agosto de 2026.

    Durante a investigação, foram apreendidos, entre outros itens, carimbo e blocos de receituário em nome de Jeferson Targino Sampaio, além de receituários de controle especial em nome de outro profissional. Laudo pericial juntado aos autos concluiu que o material estava em condições de uso e poderia ser utilizado para que alguém se apresentasse como médico.

    Também foram incorporados aos autos elementos relativos à possível atuação do acusado em outros atendimentos. Entre eles, há registro de ocorrência no qual representante de uma clínica informou que Diogo teria se apresentado como Jeferson Targino Sampaio e realizado aproximadamente 230 exames admissionais. Esses fatos ainda serão objeto de apuração no curso do processo.

    Ao receber a denúncia, o juiz Guilherme Grandmasson Ferreira Chaves considerou presentes os requisitos legais para a instauração da ação penal.

    “A denúncia contém a exposição dos fatos criminosos com suas circunstâncias, a qualificação do acusado, a classificação jurídica das condutas e o rol de testemunhas, estando acompanhada de elementos que fornecem a necessária justa causa para a deflagração da ação penal.”

    O magistrado também indeferiu o pedido de revogação da prisão preventiva e o pedido subsidiário de substituição por medidas cautelares diversas.

    Na decisão, o juízo destacou que a manutenção da prisão não decorre da gravidade abstrata das acusações, mas das circunstâncias concretas descritas nos autos, especialmente da duração e da forma de atuação atribuída ao acusado e do risco de reiteração.

    “Mantenho, portanto, a prisão preventiva de Diogo dos Santos Serpa, para garantia da ordem pública, diante do concreto e contemporâneo risco de reiteração delitiva, por permanecerem presentes os pressupostos e requisitos previstos nos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal.”

    A decisão também determinou a realização de diligências destinadas ao aprofundamento da apuração, entre elas o fornecimento do prontuário médico integral da paciente pelas instituições envolvidas e a realização de avaliação médico-pericial, para análise das condutas atribuídas ao acusado à luz do quadro clínico da criança.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Brasil enfrenta Argentina por vaga no Pré-Olímpico de basquete

    Brasil enfrenta Argentina por vaga no Pré-Olímpico de basquete

    A seleção feminina de basquete decide nesta quinta-feira (20) o futuro no torneio classificatório para o Pré-Olímpico da modalidade. A partir das 15h (horário de Brasília), as brasileiras disputam o clássico contra a Argentina pela terceira e última rodada do Grupo A da competição, realizada em Guadalajara, no México.

    Após estrear com derrota por 63 a 61 para o Sudão do Sul, na segunda-feira (17), o Brasil se reabilitou na noite da última terça-feira (18), ao superar a Nova Zelândia, por 56 e 53.

    Assim como no primeiro jogo, o destaque foi a armadora Aaliyah Guyton, filha da ex-jogadora Adrianinha, medalhista de bronze na Olimpíada de Sydney (Austrália), em 2020. Ela fez 18 pontos, deu quatro assistências e conseguir três roubadas de bola.

     


     Brasil mira semifinais do classificatório ao Pré-Olímpico de basquete. Foto:  Fiba/Divulgação
     Brasil mira semifinais do classificatório ao Pré-Olímpico de basquete. Foto:  Fiba/Divulgação
    Brasil mira semifinais do classificatório ao Pré-Olímpico de basquete. Foto: Fiba/Divulgação

    Diferentemente da estreia, em que ficaram atrás no placar durante praticamente toda a partida, as brasileiras controlaram o placar na maior parte do tempo. Foram cerca de 37 minutos a frente, contra somente um minuto e 18 segundos com as rivais em vantagem.

    As quatro seleções do grupo estão empatadas com uma vitória e uma derrota cada. O Brasil aparece na segunda posição, com saldo positivo de um ponto (117 feitos e 116 sofridos), atrás da Nova Zelândia (saldo de 19) e a frente de Sudão do Sul (-1) e da Argentina (-19).

    Os dois primeiros avançam às semifinais, para enfrentar as seleções que passarem no Grupo B, que reúne Canadá, México, Filipinas e Senegal.

    O campeão se classifica ao Pré-Olímpico, que definirá dez dos 12 participantes da modalidade nos Jogos de Los Angeles, nos Estados Unidos. O torneio está marcado para fevereiro de 2028.

    As seleções que não obtiverem vaga por meio deste classificatório terão de buscá-la nos torneios continentais. No caso do Brasil, a oportunidade será a Copa América do ano que vem, entre os dias 3 e 11 de julho, em El Salvador. Os quatro primeiros vão ao Pré-Olímpico.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original