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  • Navio-plataforma da Petrobras atinge produção máxima no pré-sal

    Navio-plataforma da Petrobras atinge produção máxima no pré-sal

    O navio-plataforma Alexandre de Gusmão, instalado no Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu seu patamar máximo de produção, com a extração de 180 mil barris de óleo por dia (bpd).

    O Campo de Mero, a 180 km da costa do estado do Rio de Janeiro, é o terceiro maior produtor do Brasil, depois de Búzios e Tupi, que também ficam na Bacia de Santos. O campo de produção de óleo e gás é considerado de águas ultraprofundas, com profundidade de 2,1 mil metros. 

    Também chamados de FPSO, os navios-plataformas são usados em alto-mar para extrair, processar, guardar e escoar a produção de petróleo e gás de um poço. 

    Em texto divulgado pela Petrobras, a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, destaca que “cada unidade que atinge o patamar máximo de produção previsto em projeto, além de contribuir para o resultado da empresa, confirma a superação de grandes desafios técnicos e o acerto das estratégias adotadas”.
      
    Além do Alexandre de Gusmão, operam no campo de Mero os navios-plataforma Pioneiro de Libra, Guanabara, Sepetiba e Marechal Duque de Caxias.
     
    A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, descreve que o ativo de Mero teve uma produção média de cerca de 740 mil barris de petróleo por dia (mbpd) no segundo trimestre de 2026, ainda sem o topo do Alexandre de Gusmão.

    “O topo da unidade mostra que seguimos uma trajetória firme de aumento da eficiência operacional dos nossos ativos”, analisa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • SP: Enel apresenta alegações finais contra caducidade da concessão

    SP: Enel apresenta alegações finais contra caducidade da concessão

    A Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo (Enel SP), concessionária de distribuição de energia elétrica de São Paulo, apresentou as alegações finais no processo de recomendação de caducidade (extinção) do contrato de concessão. O processo foi iniciado, em abril, pela Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel.

    Segundo o órgão regulador, a Enel SP não regularizou em definitivo as falhas e transgressões referentes ao restabelecimento do fornecimento de energia elétrica após interrupções de 2023 a 2025. Segundo a Aneel, a distribuidora apresentou desempenho insatisfatório e abaixo da média de outras distribuidoras durante eventos climáticos extremos.

    Nesses períodos, milhões de consumidores em 24 municípios na região metropolitana de São Paulo foram afetados por interrupções prolongadas de energia elétrica.

    Enel

    Nas alegações finais apresentadas nesta quarta-feira (19), a Enel sustenta que outras distribuidoras, de 2023 a 2025, também falharam no restabelecimento de energia após eventos climáticos, mas não foram submetidas a processo de caducidade.

    A concessionária diz ainda que, em dados atualizados até junho de 2026, houve melhora de 90% no indicador de interrupções superiores a 24 horas. A Enel também alega que aumentou em 73% os investimentos e em 31% pessoal, mão de obra e serviços alocados à distribuição.

    A empresa alega que houve cerceamento de defesa. Segundo a Enel, a Aneel abriu a etapa de alegações finais antes de julgar o recurso relacionado ao pedido de perícia técnica independente.

    “O conjunto dos elementos constantes dos autos não autoriza a conclusão de que a recomendação de caducidade seja medida necessária para assegurar a adequada prestação do serviço público de distribuição de energia elétrica na área de concessão da Enel SP”, diz a empresa no texto.

    “Restou demonstrada a evolução material da capacidade operacional da Enel SP, refletida na redução do TMAE, do TMP [que medem o tempo de atendimento das ocorrências] e das interrupções superiores a 24 horas, no aumento dos recursos mobilizados em situações de emergência e na implementação de medidas estruturais de recuperação e resiliência”, acrescentou a concessionária.

    Após a apresentação das alegações finais pela empresa, a diretoria da Aneel irá deliberar sobre a recomendação de caducidade da concessão. A decisão final sobre a caducidade do contrato compete ao Ministério de Minas e Energia.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Frente fria leva chuva e ventania à capital paulista e áreas do estado

    Frente fria leva chuva e ventania à capital paulista e áreas do estado

    Uma frente fria que avança sobre o Sudeste vai provocar queda na temperatura já nesta noite de quinta-feira (20) e também na sexta na capital paulista e em parte do estado.

    Segundo a Defesa Civil de São Paulo, na sexta-feira haverá o aumento da presença de nuvens, o que evitará o aumento da temperatura. A mínima na capital deve ser de 14ºC, com a máxima chegando a 24ºC no início da tarde.

    Entre sexta e domingo, São Paulo, sua região metropolitana, a baixada santista, Litoral Norte e partes do interior podem ser atingidos por pancadas de chuva e rajadas de vento moderadas a forte. De acordo com a previsão, os ventos podem superar a velocidade de 75 km/h.

    Essa ventania também deve atingir cidades do interior como Registro, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Marília, Presidente Prudente, Bauru e Araraquara. Pode haver queda de árvores, destelhamentos, interrupção do fornecimento de energia elétrica e danos a estruturas mais vulneráveis.

    No interior, a ausência prolongada de chuvas e o solo seco favorecem a formação de tempestades de poeira.

    No sábado, a previsão para a capital paulista é de céu nublado e mínima de 12ºC durante a madrugada. A máxima deve ser de 23ºC. Não há previsão de chuva. Em algumas regiões do interior do estão, a temperatura mínima pode chegar a 10ºC.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • ANS suspende preventivamente reajustes e cancelamentos da Hapvida

    ANS suspende preventivamente reajustes e cancelamentos da Hapvida

    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) adotou uma medida cautelar para impedir, de forma preventiva, a aplicação de reajustes e rescisões contratuais anunciados pela operadora Hapvida Assistência Médica S.A.

    A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (20) pelo diretor-presidente da ANS, Wadih Damous. Segundo a agência, a operadora foi notificada a prestar esclarecimentos sobre o anúncio de reajustes de dois dígitos ou do cancelamento unilateral de cerca de 12% de sua carteira, o equivalente a aproximadamente 950 mil contratos.

    A ANS também deverá se reunir com representantes da empresa para discutir as medidas anunciadas.

    Segundo Damous, a atuação da agência busca garantir o cumprimento das normas que regulam o setor e proteger os beneficiários dos planos de saúde diante das medidas anunciadas.

    “Em vista do grande número de contratos e de vidas envolvidas, essa medida tem uma aparência muito forte de seleção de risco, o que é proibido e que será apurado pela ANS. Assinamos uma medida cautelar para frear qualquer medida de rescisão ou reajuste até que os esclarecimentos sejam prestados”, afirmou.

    De acordo com a ANS, a medida cautelar foi adotada de ofício, ou seja, por iniciativa da própria agência, antes da conclusão da apuração sobre o caso.

    A agência informou que vai analisar os esclarecimentos apresentados pela Hapvida para verificar se as medidas anunciadas estão de acordo com as normas da saúde suplementar.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Terremoto de magnitude 7,2 atinge sul do Peru

    Terremoto de magnitude 7,2 atinge sul do Peru

    Um forte terremoto de magnitude 7,2 foi registrado na tarde desta quinta-feira (20), na região de Ayacucho, no sul do Peru, segundo relatórios oficiais do Instituto Geofísico do Peru (IGP).

    Até o momento, os órgãos de resposta e as instituições de gestão de risco não relataram mortos, feridos ou danos materiais significativos.

    O evento sísmico ocorreu às 13h (horário local), com epicentro localizado a 35 quilômetros ao norte do distrito de Coracora, na província de Parinacochas.

    O tremor durou cerca de um minuto e foi sentido em diversas regiões, inclusive em Lima. O relatório técnico do IGP detalha que o tremor teve uma profundidade de 108 quilômetros, sendo classificado como um evento de foco intermediário.

    Devido a essa profundidade, as ondas sísmicas se propagaram por várias regiões do país. A ocorrência de tsunami foi descartada.

    Na localidade de Coracora, a intensidade do sismo atingiu os níveis III-IV na escala de Mercalli, sendo claramente sentido pela população no interior das residências.

    Equipes do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci) e autoridades locais continuam fazendo avaliações de campo nas comunidades rurais próximas ao epicentro para descartar danos a infraestruturas vulneráveis.

    O Indeci reiterou as medidas de prevenção para a população diante da possibilidade de réplicas, recomendando manter a calma, identificar as áreas de segurança interna nas residências e manter preparadas as mochilas de emergência.

    As autoridades lembraram que o Peru está situado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta, devido à interação contínua das placas continentais.

    As equipes do IGP e do sistema de gestão de desastres continuam monitorando a região andina em tempo real para atualizar os relatórios à medida que avançam as inspeções na província de Parinacochas e nas áreas adjacentes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TSE divulga tempo dos candidatos à Presidência no horário eleitoral

    TSE divulga tempo dos candidatos à Presidência no horário eleitoral

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quinta-feira (20) o tempo que os candidatos à Presidência da República terão no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que será exibido entre 28 de agosto e 1° de outubro. 

    Confira abaixo o tempo de cada candidato:

    • Coligação Brasil Pronto para Mais – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) : 5 minutos e 31 segundos diários.

    A chapa é formada pelo PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV) e a Federação PSOL/Rede.

    • PL – Flávio Bolsonaro: 4 minutos e 20 segundos diários.

    A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.

    • PSD – Ronaldo Caiado:  2 minutos e 2 segundos diários.

    A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.

    • Avante – Augusto Cury: 35 segundos  diários.

    A chapa do candidato não formou coligação com outros partidos.

    Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá forma de rodízio. 

    Inserções

    O tribunal também divulgou o tempo dos candidatos nas inserções que deverão ser veiculadas na programação diária das emissoras.

    A coligação do PT terá 433 inserções, seguida pelo PL (339); PSD (159) e Avante (47).

    Conforme sorteio realizado, o Avante será o primeiro a exibir sua propaganda no início do horário eleitoral. Em seguida, serão apresentadas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. Nos dias seguintes, a exibição seguirá a forma de rodízio. 

    Como é calculado o tempo de propaganda eleitoral 

    O acesso ao horário eleitoral gratuito é calculado conforme a representatividade dos partidos na Câmara dos Deputados.

    A campanha Lula terá o maior tempo por ter formado a maior aliança com outros partidos. 

    A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) tem 81 parlamentares. Por estar coligado com a Federação PSOL/Rede, o PDT e o PSB, a representatividade subiu para 127 deputados. 

    O PL, de Flávio Bolsonaro, tem 98 deputados, mas concorre isolado. O PSD tem 42 e também não se coligou, assim como o Avante, que possui 7 parlamentares. 

    Os demais candidatos não alcançaram as cláusulas de desempenho para terem acesso ao horário eleitoral. Suas legendas não possuem o mínimo de 13 deputados nem obtiveram pelo menos 2,5% dos votos válidos nacionais para a Câmara ou 1,5% de votos válidos nos estados.

    Eleições 2026

    O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

    O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Mais 19 cidades aderem ao acordo de reparação do desastre de Mariana

    Mais 19 cidades aderem ao acordo de reparação do desastre de Mariana

    Mais 19 municípios aderiram ao Novo Acordo do Rio Doce, que busca a reparação do desastre causado pelo rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, na zona rural de Mariana, em Minas Gerais, há quase 11 anos.

    O anúncio das novas adesões foi feito nesta quinta-feira (20) pela mineradora. Dessa forma, 45 das 49 cidades elegíveis fazem parte do pacto de reparação.

    Os novos integrantes são 15 cidades de Minas Gerais:

    • Aimorés;
    • Alpercata;
    • Belo Oriente;
    • Bom Jesus do Galho;
    • Conselheiro Pena;
    • Coronel Fabriciano;
    • Galileia;
    • Ipaba;
    • Itueta;
    • Mariana;
    • Naque;
    • Periquito;
    • São Domingos do Prata;
    • São José do Goiabal e Tumiritinga;

    E quatro do Espírito Santo:

    • Aracruz;
    • Baixo Guandu;
    • Marilândia;
    • Sooretama.

    A adesão ocorre no âmbito da mediação conduzida pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6).

    Essas prefeituras terão acesso a cerca de R$ 2,6 bilhões destinados a políticas públicas de reparação e compensação. Esse valor corresponde às três primeiras parcelas pagas aos municípios que já tinham aderido anteriormente.

    O primeiro pagamento será em até 30 dias depois da decisão judicial e do cumprimento das condições previstas no Termo de Adesão e Compromisso. As demais parcelas seguirão o cronograma previsto no acordo.

    Desastre de Mariana

    O rompimento da barragem ocorreu no dia 5 de novembro de 2015. Cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos – volume suficiente para encher 15,6 mil piscinas olímpicas ─ escoaram por 663 quilômetros pela Bacia do Rio Doce até encontrar o mar, no Espírito Santo.

    A tragédia deixou 19 mortos. Os distritos mineiros de Bento Rodrigues e Paracatu foram destruídos pela enxurrada. Houve impactos ambientais, e as populações de dezenas de municípios de Minas e do Espírito Santo foram afetadas.

    A barragem pertencia à mineradora Samarco, uma joint venture (parceria empresarial) entre a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton.

     


    Mariana/MG - Ruínas de casas do distrito de Bento Rodrigues, que foi destruído pela lama da Barragem do Fundão (Léo Rodrigues/Agência Brasil)
    Mariana/MG - Ruínas de casas do distrito de Bento Rodrigues, que foi destruído pela lama da Barragem do Fundão (Léo Rodrigues/Agência Brasil)
    Ruínas de casas do distrito de Bento Rodrigues, que foi destruído pela lama da Barragem do Fundão Léo Rodrigues/Agência Brasil

    Novo acordo

    O acordo de reparação foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 6 de novembro de 2024. Participaram das negociações a Samarco, Vale, BHP Brasil, União, governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e demais instituições de Justiça.

    O novo acordo é uma repactuação da política de reparação anterior, que tinha criado a Fundação Renova para executar as ações. Uma das mudanças foi a extinção da fundação e a disponibilização de recursos diretamente às prefeituras.

    A repactuação determina que serão destinados R$ 170 bilhões para ações de reparação e compensação de danos causados pelo desastre. O valor é dividido da seguinte forma:

    • R$ 100 bilhões serão repassados aos entes públicos (União, estados de Minas Gerais e Espírito Santo e municípios que aderirem);
    • R$ 32 bilhões serão direcionados para a recuperação de áreas degradadas, remoção de sedimentos, reassentamento de comunidades e pagamento de indenizações a pessoas atingidas;
    • R$ 38 milhões foram gastos antes do acordo em ações de reparação dos danos.

     


    Mais 19 cidades aderem ao acordo de reparação do desastre de Mariana. Foto: Samarco / Divulgação
    Mais 19 cidades aderem ao acordo de reparação do desastre de Mariana. Foto: Samarco / Divulgação
    Mais 19 cidades aderem ao acordo de reparação do desastre de Mariana. Foto: Samarco / Divulgação

    Primeiras cidades

    Os 26 municípios que já tinham aderido ao acordo são:

    • Minas Gerais (20 municípios): Bugre, Caratinga, Ponte Nova, Iapu, Santana do Paraíso, Marliéria, Córrego Novo, Sobrália, Pingo D’Água, Santa Cruz do Escalvado, Rio Doce, Rio Casca, Dionísio, São Pedro dos Ferros, Raul Soares, Barra Longa, Ipatinga, Timóteo, Fernandes Tourinho e Sem Peixe.
    • Espírito Santo (seis municípios): Anchieta, Fundão, Serra, Linhares, Conceição da Barra e São Mateus.

    Rejeitaram o acordo Colatina (ES) e os mineiros Governador Valadares, Resplendor e Ouro Preto.

    Uma das condicionantes para a adesão de municípios é a desistência da ação de reparação de danos na Justiça britânica, iniciativa buscada por algumas prefeituras.

    Para o presidente da Samarco, a “ampla adesão” pelos municípios mostra que o acordo é o caminho para a reparação.

    “Esse movimento reafirma a soberania da Justiça brasileira e fortalece a construção de soluções consensuais e duradouras para a reparação, o presente e o futuro da Bacia do Rio Doce”, diz.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Saúde mental ganha destaque em seminário sobre riscos no trabalho

    Saúde mental ganha destaque em seminário sobre riscos no trabalho

    As empresas brasileiras passarão a ser obrigadas a identificar e tomar medidas para garantir a saúde mental e a segurança dos trabalhadores. É o que estabelece a Norma Regulamentadora 1 (NR-1) que, após adiamento e suspensão começa a vigorar este mês.

    A aplicação da NR-1 foi um dos assuntos tratados no seminário Entre a norma e o real: desafios e perspectivas do mundo do trabalho, que ocorre nesta quinta-feira (20) e sexta-feira (21), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.

    A NR-1 entrou em vigor em 26 de maio deste ano e passou a abranger os fatores de riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais.

    “A norma obriga as empresas a identificar quais são os riscos para a saúde e a segurança dos trabalhadores e a tomar medidas de controle”, disse à Agência Brasil o auditor-fiscal do Trabalho Airton Marinho, representante da DS-MG/SINAIT, que mediou o debate sobre o assunto.

    A NR-1 é uma norma de 2022, que teve a aplicação adiada em 2024 e 2025 e entrou em vigor em maio de 2026. Em junho, entretanto, uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu por 90 dias o efeito da norma na parte relacionada aos riscos psicossociais.

    O período de suspensão, que termina no final deste mês, seria destinado à negociação tripartite entre governo, empresas e trabalhadores.

    Saúde mental

    Dados da Previdência Social mostram que foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade temporária por transtornos mentais e comportamentais em 2025, aumento de 15,66% em relação ao ano anterior.

    Os grupos de diagnósticos mais frequentes em 2025 foram os transtornos ansiosos e os episódios depressivos.

    Os números não significam, entretanto, que todos os afastamentos tenham sido causados pelo trabalho. Eles ajudam a dimensionar o crescimento do adoecimento mental e reforçam a importância de discutir os fatores presentes na organização e nas condições de trabalho.

    Airton Marinho informou que, na Europa, onde, teoricamente, as condições de trabalho são melhores do que as brasileiras, 19% dos afastamentos por doença mental são relacionados ao trabalho.

    “Se a gente colocar esse item aqui, você vai ter uma ideia da dimensão disso no Brasil que, provavelmente, é até maior”, afirmou.

    Redução de riscos

    Segundo Marinho, excesso de trabalho, horas extras, trabalho noturno, violência no trabalho, bullying e assédio são alguns exemplos de fatores presentes no trabalho que podem afetar a saúde mental das pessoas.

    “A NR-1 exige das empresas que elas tenham programas de redução desses riscos”, explicou o auditor.

    Uma empresa de telemarketing, por exemplo, deverá adotar medidas para evitar a sobrecarga dos trabalhadores e possíveis problemas mentais decorrentes dela. Os bancos também deverão rever normas que estabelecem metas muito altas para gerentes e funcionários, com o objetivo de evitar o estresse.

    Segundo Airton Marinho, a mesma preocupação se aplica aos trabalhadores de sistemas de produção submetidos a metas muito elevadas.

    “Aumenta o risco de acidentes, aumenta o risco de outras doenças que a gente chama de psicossomáticas, como úlcera no estômago, pressão alta, problema de coração. Tudo isso tem um aumento nas empresas que demonstram excesso de riscos psicossociais.”

    Alívio da tensão

    Segundo o auditor-fiscal, as empresas já deveriam desenvolver por conta própria programas voltados ao alívio da tensão e da pressão no trabalho e ao controle da violência contra os trabalhadores.

    Agora, por obrigação legal, com a vigência da NR-1, o Ministério do Trabalho passa a ter uma ferramenta para multar as empresas que não tenham programas nessa área. 

    Uma empresa onde tenha ocorrido um suicídio que pudesse estar relacionado ao trabalho, por exemplo, deverá ter algum programa específico para tentar identificar a origem do problema e as medidas que poderiam ter evitado o episódio.

    “Em alguns casos, recebem uma notificação para dar um prazo de pagamento. Pode também haver negociação de alguma situação que está sendo resolvida. Às vezes, a negociação é com o sindicato; às vezes, é uma negociação coletiva. Mas a obrigação do fiscal é verificar o cumprimento da lei. Se não estiver sendo cumprida, ele deve atuar com o poder de polícia, no caso a fiscalização”, explica Marinho.

    Não há um valor específico para o descumprimento das normas relacionadas à saúde mental e aos fatores de risco psicossociais. A penalidade integra o rol geral de multas do Ministério do Trabalho, com valores definidos de acordo com o tamanho da empresa, a gravidade da situação e o número de empregados.

    Marinho reconhece que são multas relativamente baixas, mas afirma que o valor pode aumentar caso a empresa receba várias penalidades.

    Entrada em vigor

    Por enquanto, a fiscalização deveria priorizar orientação, instrução e notificação das organizações sobre a necessidade de adequação. Com a entrada em vigor da norma, constatado o descumprimento das obrigações, poderão ser adotadas as medidas administrativas cabíveis.

    De acordo com as orientações do Ministério do Trabalho e Emprego, não existe um único questionário ou metodologia obrigatória para todas as organizações. A avaliação deve considerar a realidade de cada ambiente e estar integrada ao processo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, observando também as demais normas vigentes.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • STJ restabelece sanções a cursos de medicina com nota baixa no Enamed

    STJ restabelece sanções a cursos de medicina com nota baixa no Enamed

    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu liminarmente a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e restabeleceu as medidas cautelares impostas pelo Ministério da Educação (MEC), em março deste ano, a 107 instituições de ensino superior com baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

    Entre as medidas previstas para essas instituições estão a suspensão da oferta de vagas vinculadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni), assim como de novos processos seletivos e vestibulares, e a redução do número de vagas autorizadas.

    De acordo com o MEC, as medidas cautelares e as ações de supervisão impostas pela pasta têm como objetivo promover a melhoria da qualidade dos cursos de medicina e assegurar à população a excelência da formação dos futuros médicos.

    “O MEC seguirá defendendo uma abordagem que valorize a formação de qualidade, a responsabilidade das instituições de ensino e o papel do Estado na indução de melhorias, assegurando o direito da população a serviços prestados por profissionais bem formados”, diz o comunicado publicado pelo ministério.

    Instituições privadas de educação superior

    Em nota à imprensa, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) – entidade que representa instituições e mantenedoras da educação superior privada em todo o país – diz ter tomado conhecimento da decisão proferida nesta quarta-feira (19) pelo STJ e que seguirá acompanhando o tema com serenidade e responsabilidade institucional. “A entidade informa que sua assessoria jurídica está analisando o teor da decisão e avaliará as medidas cabíveis.”

    Enamed

    Criado pelo MEC, o Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.

    O exame tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).

    Em junho deste ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou que o Enamed passa a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.

    A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória n° 1370/2026. Com isso, os formados nesse curso somente vão poder realizar sua inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.

    O Enamed também substituirá integralmente a primeira fase (teórica) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

    O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-lo em edições seguintes do exame, realizadas a cada seis meses, conforme a nova política integrada para formação médica.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Após 2 anos, Rebeca Andrade volta a disputar etapa da Copa do Mundo

    Após 2 anos, Rebeca Andrade volta a disputar etapa da Copa do Mundo

    Maior medalhista olímpica do Brasil, a ginasta Rebeca Andrade voltará a representar o país na etapa da Copa do Mundo de Szombathely (Hungria), junto com Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira. A atleta retorna à competição após pausa de dois anos para descansar corpo e mente. Na disputa mascullina, foram relacionados Arthur Nory, Caio Souza e Lucas Bittencourt.

    As convocações foram anunciadas na noite de quarta-feira (20) pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), que também escalou atletas (homens e mulheres) para os Jogos Sul-Americanos em Santa Fé (Argentina). As duas competições em setembro servem de preparação para o Campeonato Mundial em outubro, em Roterdã (Holanda).  

    A competição na Hungria ocorrerá de 14 a 21 de setembro. Rebeca disputará as provas de salto e trave. Na última vez que se se apresentou em uma etapa da Copa do Mundo, em março de 2024, a brasileira faturou prata nas barras assimétricas. Meses depois, na Olimpíada de Paris, ela se tornaria a maior medalhista brasileira de todos os tempos ao subir quatro vezes ao pódio, com ouro no solo, duas pratas (salto e individual geral) e bronze por equipes. Na edição de Tóquio 2020, a ginasta já conquistara ouro no salto e prata no individual geral. Após Paris 2024, em setembro, a ginasta decidiu pelo período de descanso físico e mental.

    Campeão mundial no salto (2021 e 2023) e no individual geral (2022), Rebeca iniciou o retorno gradual às competições em junho, pelo Campeonato Pan-Americano de Ginástica no Rio de Janeiro. De cara, ela arrematou o ouro no salto e sua presença foi crucial para a seleção brasileira levar prata por equipes.

    Neste mês, a paulista de Guarulhos brilhou em uma apresentação única na prova de salto durante o Campeonato Brasileiro, no Distrito Federal. Rebeca cravou 14.800, a maior nota do mundo neste ano no aparelho, ao executar com perfeição um Yurchenko com dupla pirueta. Apesar do bom desempenho, ela preferiu não disputar a final, que exigiria um segundo salto.

    Para a disputa masculina na Hungria a CBG convocou os atletas Arthur Nory, Caio Souza e Lucas Bittencourt. Outros integrantes da seleção brasileira de ginástica foram relacionados para os Jogos Sul-Americanos, em Santa Fé (Argentina) , de 11 a 17 de setembro.  A equipe feminina contará com Carolyne Pedro, Gabriela Barbosa, Gabriela Bouças, Júlia Coutinho, Duda Monteiro e Thaís Fidélis. Na disputa masculina, o Brasil terá cmo representantes Bernardo Miranda, Diogo Soares, Johnny Oshiro, Patrick Corrêa, Vitaliy Guimarães e Yuri Guimarães.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original