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  • Relator da CCJ rejeita emendas da oposição que buscavam manter 6×1

    Relator da CCJ rejeita emendas da oposição que buscavam manter 6×1

    As emendas da oposição para manter a possibilidade da jornada de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6×1) foram rejeitadas pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada 6×1. Ao todo, Aziz rejeitou todas as 36 emendas à proposta.

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) iniciou a análise da PEC 221 de 2019 na manhã desta quarta-feira (2) após quatro meses da chegada da proposta ao Senado. No final de maio, a Câmara aprovou o texto com apenas 22 votos contrários de 513 deputados.

    Entre as emendas rejeitadas que mantinham a escala 6×1, estão as dos senadores Izalci Lucas (PL-DF), Vanderlan Cardoso (PSD – GO),  Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Laércio Oliveira (PP/SE) e as do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

    O relator Omar Aziz argumentou que não poderia acolher essas emendas porque elas permitem jornadas acima das 40 horas semanais.

    “São emendas que, com todo o respeito aos colegas e amigos senadores e senadoras, eu não tenho como acatar porque descaracterizam completamente aquilo que é o objetivo, [reduzir] de 44 para 40 horas, sem perder nenhuma remuneração e mantendo dois dias semanais com a família – vou insistir em ‘com a família’ porque é o objetivo maior”, disse.

    Emendas que aumentavam a regra de transição da PEC, de 14 meses para até quatro anos, também foram rejeitadas pelo relator da proposta. Também foram rejeitadas as sugestões de parlamentares para adiar a implementação da regra para lei complementar posterior e para compensações fiscais às empresas.  

    Além de acabar com a escala 6×1, ao determinar o descanso remunerado de dois dias por semana sem redução salarial, a PEC também reduz a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas com uma regra de transição de 14 meses.  

    Se aprovada na CCJ, a PEC pode seguir para análise do plenário. Lideranças do governo defendem encerrar a análise da proposta no Senado ainda hoje.

    Acordos coletivos

    O senador Izalci Lucas defendeu, em uma das emendas, a previsão de escalas diferenciadas que poderiam ter jornadas acima do previsto na PEC a serem negociadas entre patrões e trabalhadores.

    “A negociação coletiva se apresenta como o instrumento mais adequado para disciplinar a matéria, pois permite que trabalhadores e empregadores discutam soluções ajustadas à realidade concreta de cada categoria”, escreve o senador do Distrito Federal (DF).

    Argumento semelhante foi usado pelo senador Oriovisto Guimarães, que destacou que a “negociação coletiva se apresenta como o instrumento mais adequado para disciplinar a matéria”.

    O senador Rogério Marinho, líder da oposição na Casa, apresentou emenda para permitir jornadas por hora trabalhada, mantendo a possibilidade da escala 6×1.

    “Rigidez da imposição de uma escala única com redução compulsória e linear da duração máxima do trabalho, sem o correspondente aumento da produtividade nacional, representa um risco iminente de desencadear um ciclo persistente de inflação e desemprego”, escreveu Marinho.

    O relator da PEC do fim da 6×1, senador Omar Aziz, destacou que o Brasil não vai “quebrar” com a redução da jornada, como não quebrou em 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para as atuais 44 horas semanais.

    Aziz ainda criticou a proposta de regime por hora trabalhada e destacou que, na relação patrão e trabalhador, os empregados são o lado mais frágil que a PEC pretende proteger.

    “Se propõe alinhar o país ao movimento internacional de convergência ao módulo de 40 horas. Na América Latina, a Colômbia, o Chile e o México adotaram, nos últimos anos, cronogramas de redução da duração semanal do trabalho”, disse.

    O relator lembrou que o Brasil, em 1988, esteve à frente ao reduzir a jornada para 44 horas. “Hoje [o Brasil] figura entre os países que mantêm patamar superior ao padrão consagrado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) há décadas, há mais de 30 anos”, concluiu Omas Aziz.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Ministro André Mendonça admite encontro com Vorcaro “uma única vez”

    Ministro André Mendonça admite encontro com Vorcaro “uma única vez”

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça divulgou nota, na manhã desta quarta-feira (2), na qual se posiciona em relação a notícias divulgadas na imprensa sobre encontro que manteve com o dono do Banco Master Daniel Vorcaro. Em fevereiro deste ano, o ministro assumiu a relatoria do caso Master no Supremo.

    Na nota, Mendonça afirma que recebeu “uma única vez” o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex- presidente do Banco Master, preso por suspeita de fraudes financeiras. 

    De acordo com o ministro, isso ocorreu em março de 2025, “por iniciativa do próprio empresário”, diz a nota. Mendonça afirma ainda que se limitou a ouvi-lo. 

    No mesmo mês, o ministro disse que atendeu também o advogado do empresário, e ainda mantém, nos registros do gabinete, os memoriais escritos recebidos por ocasião do encontro.

    Na nota, Mendonça alega que o assunto tratado no encontro foi a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, que estava sob julgamento do STF e que discutia créditos de precatórios de interesse do Banco Master. 

    O ministro do Supremo enfatiza que foi contrário à posição defendida pelo ex-banqueiro:

    “Registre-se, aliás, que a atuação jurisdicional do ministro foi contrária à posição defendida pelo empresário, em linha com sua posição historicamente defendida em casos semelhantes, conforme se pode verificar nos autos”, diz a nota. 

    Nesta segunda-feira (1º) foram divulgados trechos de conversas extraídas a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro, que é alvo das investigações da Operação Compliance Zero. A apuração investiga fraudes financeiras no Banco Master. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Banco Master: Fachin diz que medidas serão anunciadas no tempo devido

    Banco Master: Fachin diz que medidas serão anunciadas no tempo devido

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse nesta quarta-feira (2) que vai anunciar “medidas cabíveis e necessárias” diante da revelação de mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro da Corte Alexandre de Moraes.

    Ao discursar na abertura das 17ª Jornadas Ítalo-Espanholo-Brasileiras de Direito Constitucional, em Brasília, Fachin destacou que vai adotar as ações “no tempo devido e sem precipitação”.

    “Em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição.”

    Em sua fala, o presidente do STF avaliou que “os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional”, citando que “circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza”.

    “A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal.”

    “Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessária”, concluiu Fachin.

    Entenda

    Investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) encontraram mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

    As citações ao nome de Moraes foram captadas a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro, alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master.

    O sigilo do relatório de investigação foi retirado nessa terça-feira (1°).

    De acordo com a PF, Vorcaro teria conversado diretamente com um contato salvo em nome do ministro. Parte das supostas conversas foi apagada porque o contato usava mensagens de atualização única e as escrevia no bloco de notas, mecanismo que impede a recuperação completa dos dados.

    Em uma das mensagens recuperadas, Vorcaro diz ao contato atribuído a Moraes que “estava tentando antecipar os investigadores”. A conversa teria ocorrido no dia 17 de novembro de 2025.

    PGR

    Na noite de ontem (1º), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a nulidade da investigação da PF.

    Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que o relator do caso, ministro André Mendonça, investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro.

    No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.

    Pra Gonet, eventual investigação contra Moraes deveria ser direcionada ao presidente da Corte, Edson Fachin, que levaria o caso ao plenário, e não diretamente para execução da PF.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Produção industrial interrompe 2 meses de queda e sobe 0,2% em julho

    Produção industrial interrompe 2 meses de queda e sobe 0,2% em julho

    A produção da indústria brasileira cresceu 0,2% na passagem de junho para julho. O resultado interrompe dois meses seguidos de queda. Dessa forma, o setor acumula alta de 1,1% ao longo de 2026 e soma expansão de 0,6% nos últimos 12 meses.

    Na comparação com julho de 2025, a indústria recuou 0,5%. A média móvel trimestral, que ajuda a identificar a trajetória recente do setor, encolheu 0,8%.

    Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    De acordo com o IBGE, a variação positiva acumulada em 12 meses (0,6%) representa “ligeira perda de ritmo” em comparação ao acumulado até junho de 2026 (0,7%).

    Veja o comportamento da indústria brasileira ao longo do ano, na comparação entre meses imediatamente seguidos:

    Janeiro: 2,1%

    Fevereiro: 1,0%

    Março: 0,1%

    Abril: 1,2%

    Maio: -1,0%

    Junho: -1,6%

    Julho: 0,2%

    O desempenho de julho deixa a indústria 2,1% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 15% abaixo do nível mais alto já registrado, alcançado em maio de 2001.

    Influências

    A pesquisa revela que três das quatro grandes categorias econômicas apresentaram avanço de junho para julho:

    bens de consumo duráveis: 3,2%

    bens de capital: 2,4%

    bens de consumo semi e não duráveis: 0,5%

    bens intermediários: -0,2%

    Das atividades monitoradas pelo IBGE, 13 das 25 tiveram alta entre os meses:

    equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: 12,2%

    produtos alimentícios: 1%

    coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: 1,1%

    outros equipamentos de transporte: 11,2%

    produtos do fumo: 11,1%

    máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 2,3%

    confecção de artigos do vestuário e acessórios: 2,6%

    Pelo lado negativo, a maior pressão de baixa veio da indústria extrativa, que recuou 1%.

    O IBGE acrescenta que outras contribuições negativas relevantes ficaram como impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), produtos químicos (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%).

    O índice de difusão mostrou que 69,6% dos 789 produtos pesquisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo na passagem de junho para julho. Esse é o segundo maior indicador do ano, perdendo apenas para março (80,6%). 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • EUA atacam Irã, que revida contra bases estadunidenses

    EUA atacam Irã, que revida contra bases estadunidenses

    O Irã e seus vizinhos árabes voltaram a mergulhar na guerra nesta quarta-feira (2) em meio ao maior confronto armado entre Teerã e Washington desde julho, com as forças norte-americanas atacando a costa sul do Irã e o Irã disparando contra bases estadunidenses em toda a região.

    Os Estados Unidos ameaçaram com ataques ainda mais devastadores. O Irã acusou Washington de atingir uma festa de casamento, matando cinco pessoas e ferindo dezenas.

    As bolsas asiáticas e europeias caíram após os novos ataques aéreos dos EUA, que empurraram os preços do petróleo de volta a níveis não vistos desde julho, agravando o impacto econômico de uma onda global de vendas de títulos, já que o abalo no abastecimento de energia alimenta a inflação em todo o mundo.

    Na terça-feira (1°), o Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou ter atacado as defesas aéreas da Guarda Revolucionária Islâmica, sistemas de radar, recursos marítimos, recursos de colocação de minas e instalações de comunicação.

    A mídia iraniana noticiou ataques a vários alvos próximos ao Estreito de Ormuz — a estreita via navegável onde Teerã tem ameaçado petroleiros que tentam passar sem sua permissão.

    O Irã respondeu atacando o que afirmou serem alvos dos EUA no Barein, Jordânia, Kuwait e Iraque, e declarou que seu objetivo agora é expulsar as forças estadunidenses da vasta rede de bases militares que elas mantêm há décadas em todo o Oriente Médio.

    “A maldade norte-americana na região será recebida com respostas mais pesadas, mais generalizadas e devastadoras, e qualquer país que cooperar com o agressivo exército dos EUA deve aceitar as consequências perigosas”, afirmou o comando militar do Irã.

    As Forças Armadas da Jordânia informaram ter enfrentado 13 mísseis, dos quais 10 foram interceptados e três caíram em áreas remotas. A Guarda Revolucionária disse ter matado um grande número de militares estadunidenses na Jordânia, mas autoridades dos EUA disseram à Reuters que não houve vítimas, de acordo com avaliações iniciais.

    No Kuwait, o Irã afirmou ter realizado um ataque com mísseis e drones contra a vasta Base Aérea Ali Al Salem dos EUA e ter tido como alvo a residência de um comandante dos EUA.

    O corpo de bombeiros do Kuwait informou que as equipes extinguiram, na madrugada desta quarta-feira, um incêndio em um complexo residencial atingido por um drone iraniano, o que causou danos, mas não resultou em vítimas.

    O Catar, que abriga a maior base aérea dos EUA no Golfo, afirmou que “considera a República Islâmica do Irã totalmente responsável, do ponto de vista legal, por esses ataques e suas repercussões e consequências”.

    O Barein, que abriga o quartel-general regional da Marinha dos EUA, declarou que drones iranianos foram interceptados e destruídos.

    A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que suas forças terrestres realizaram ataques combinados com mísseis e drones contra bases estadunidenses em Erbil, no norte do Iraque, alegando ter matado vários militares norte-americanos no local. Nem o Iraque nem os EUA confirmaram o ataque.

    O Irã também disse que dois petroleiros foram atingidos por minas enquanto eram conduzidos pelo Estreito de Ormuz por agentes dos EUA por um canal que Teerã diz ter fechado.

    Festa de casamento

    O Irã registrou pelo menos 12 mortes na noite dos ataques dos EUA, com cinco pessoas — incluindo uma criança de quatro anos — que teriam sido mortas enquanto comemoravam um casamento em uma casa em Sirik, uma cidade na costa do Estreito de Ormuz.

    A mídia iraniana informou que até 68 pessoas ficaram feridas no local e divulgou imagens de várias crianças feridas no hospital. Autoridades iranianas compararam o incidente a um ataque a uma escola para meninas que matou 160 pessoas na primeira noite da guerra.

    A Reuters não conseguiu verificar o incidente de forma independente, e autoridades norte-americanas não se pronunciaram sobre o assunto.

    Um vídeo filmado pela Agência de Notícias da Ásia Ocidental do Irã no suposto local mostrava escombros espalhados pelos cômodos e pelo pátio de uma residência. Um par de sandálias femininas de tiras estava abandonado sobre um tapete encharcado de sangue.

    “Só fico feliz que o número de vítimas não tenha sido ainda maior”, disse Ali Molahi, identificado como o pai da noiva.

    A troca de disparos foi a mais grave desde julho, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, interrompeu abruptamente duas semanas de intensos bombardeios contra o Irã após alertas de seus altos comandantes militares de que estavam esgotando munições e ficando sem alvos significativos.

    *Reportagem adicional de Parisa Hafezi e Jana Choukeir em Dubai, Idrees Ali e Daphne Psaledakis em Washington, e Yasmine Ghania e Muhammad Al Gebaly no Cairo

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  • Livro inspirado na trajetória de Helena Theodoro será lançado no Rio

    Livro inspirado na trajetória de Helena Theodoro será lançado no Rio

    O lançamento da biografia Dona Helena Theodoro — Uma Tia Negra da Filosofia Popular Brasileira, na Biblioteca Parque Estadual (BPE), nesta quarta-feira (2), vai trazer o encontro da professora e da aluna, que têm em comum a admiração pela jornada uma da outra.

    Por meio da trajetória da professora Helena Theodoro, uma liderança na defesa da inclusão dos saberes africanos, afro-brasileiros e indígenas nas universidades, a aluna Carla Rocha apresenta a história das chamadas Tias Negras, mulheres reconhecidas pelas suas atuações de acolhimento da coletividade e de preservação da memória das suas comunidades.

    “No mundo africano é o Bantu [princípio ancestral africano], ‘eu sou, porque nós somos. Eu existo, logo penso, e não penso, logo existo’. Nós temos ancestralidade”, citou a professora, em entrevista à Agência Brasil, para exemplificar o que é o acolhimento da coletividade na comunidade negra.

    “Ela tem um vigor fantástico e não é uma pessoa que busca ser absoluta. Ela quer empoderar todas as pessoas. Quer todo mundo junto com ela, não quer atrás dela. Ela dá a mão para todo mundo”, disse Carla em entrevista à Agência Brasil.

    Para Carla, ser orientada por Helena Theodoro, que está viva, e assistir a aulas dela há mais 30 anos é um diferencial. “Não tenho capacidade de dizer o quanto é grandioso”, completou.

    “Helena está aqui e a possibilidade de estar com ela é gigante. É uma mulher de muita força. Tem 83 anos e sai para dar aula, tem evento quase todo dia. Eu falo ‘dona Helena, às vezes fico cansada só de lhe ver. De manhã, a senhora está no Rio, à tarde em São Paulo e à noite já está em casa de volta’”, disse Carla sorrindo.

    “Ela sempre esteve na luta, atuante junto ao povo negro do Brasil e buscando referência em viagens a países africanos e em outros como convidada, por saberem que aqui tinha essa mulher”, acrescentou a aluna.

    A publicação é resultado de uma tese de mestrado de Carla no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A ideia de escolher Helena Theodoro para contar o que representam essas mulheres fortes foi do professor Rafael Haddock-Lobo, que era o orientador da aluna, junto com o coorientador, Marcelo Derzi Moraes.

    A professora, que sempre teve aproximação muito grande com seus alunos e, com frequência, contava sobre sua participação nesse processo de militância, ao ser convidada por Rafael para participar da banca do mestrado de Carla, não sabia qual era o tema do trabalho.

    “Eu não sabia o que ela estava fazendo como tema da tese, mas sabia que estava trabalhando na linha de filosofia popular brasileira, que é o que eu trato no sentido de filosofias africanas e indígena estarem na universidade na medida em que os povos originários e a comunidade negra são muito anteriores ao pensamento europeu”, relatou.

    “Quando chego à banca e ele me entrega a tese, começo a chorar. ‘Como você faz isso comigo?’. Foi assim encantador. Muita emoção”, confessou a primeira mulher negra a ter uma tese de doutorado em filosofia africana, o que ocorreu em 1985. Em 1975 tinha concluído um mestrado.

    Carla, que agora está fazendo doutorado, conta também com Helena Theodoro como orientadora, o que já tinha ocorrido no mestrado. A professora destacou que o livro trata muito da sua participação efetiva na valorização da comunidade negra e da importância do conhecimento, e não é uma biografia dela.

    “É um estudo de pensamentos filosóficos e de maneira de atuação. Fiquei muito feliz porque não é uma coisa presa à minha vida. É um pensamento que venho buscando desde que fiz doutorado”.

    Naquele momento, a professora estava com um número alto de participação em bancas. Só no ano passado foram 32, porque era a única professora pós-doc em filosofia africana e a única negra do departamento de filosofia da UFRJ.

    “Eu tenho 83 anos de idade e continuo na militância, escrevendo e trabalhando porque os meus pais eram militantes. Os meus pais tinham curso superior e aglutinavam a família. Meu pai dizia que a minha mãe e as irmãs dela formavam a máfia do bem, porque tudo era coletivo”, afirmou.

    Na lembrança estão todos os aniversários da família comemorados na casa da sua Tia Alice, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, chegando a ter 94 pessoas presentes. A exceção era o Natal, que reunia a família na casa da Tia Conceição, quituteira, na Ilha do Governador, também zona norte da cidade.

    “A gente aprendeu a se amar, a se gostar, a se aglutinar. Sempre foi a visão do Buntu ’eu sou porque nós somos’”, disse.

    A vida teve também momentos difíceis como a morte, em 1981, do filho Maurício aos 4 anos que teve com o ex-marido Nei Lopes, escritor, cantor, compositor e pesquisador das culturas africanas. Na época, teve apoio de diversos representantes da comunidade negra e de integrantes de terreiros.

    “Eu fui muito amparada pelo Ilê Axé Opô Afonjá [ terreiro de candomblé], pelo mestre Didi e todo o pessoal. Acho que se não tivesse esse tipo de apoio, não teria conseguido superar. Me fizeram, com 15 dias, voltar para a escola e dar aula”, contou.

    A Biblioteca Parque Estadual (BPE) é um equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ), “dedicado à democratização do acesso ao livro, à leitura e à literatura”.

    O encontro começará às 14h e seguirá até às 17h. Além de Helena Theodoro, terá a participação dos professores Rafael Haddock-Lobo (UFRJ), Marcelo José Derzi Moraes (UERJ) e Mariane Biteti (UERJ).

    Nascida no Rio de Janeiro, Carla Rocha foi criada no conjunto habitacional do Ipase [Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado, extinta autarquia federal] , em Vicente de Carvalho, na zona norte da capital. Além da licenciatura em filosofia, é formada em jornalismo e especializada em assessoria de comunicação e gestão de negócios sustentáveis.

    Mestre e doutoranda em filosofia pelo Laboratório Encruzilhadas Filosóficas, do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio, é autora de ensaios e contos pelo selo da Festa Literária das Periferias (Flup) e integra o coletivo Mulheres Sambistas.

    A biografia Dona Helena Theodoro — Uma Tia Negra da Filosofia Popular Brasileira, de acordo com a Biblioteca Parque Estadual, ‘também reúne textos de Rafael Haddock-Lobo, responsável pela orelha; Mariane Biteti, autora do prefácio; Marcelo José Derzi Moraes, que assina a apresentação; e Helena Theodoro, responsável pelo posfácio’.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Cai número de assassinatos no campo, mas aumenta o de conflitos

    Cai número de assassinatos no campo, mas aumenta o de conflitos

    O Brasil teve mais conflitos agrários no primeiro semestre deste ano, mas o número de pessoas assassinadas no campo diminuiu em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (2) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que aponta o aumento da mercantilização e da financeirização da terra no país.

    Nos primeiros seis meses deste ano, a comissão contabilizou seis assassinatos no campo, enquanto, de janeiro a junho de 2025, foram 27. O número de conflitos, por outro lado, subiu de 798 para 841.

    O Maranhão se manteve como o estado que mais registrou conflitos no campo nos seis primeiros meses de 2026, com 156 casos. Na sequência, estão Pará (90), Bahia (85), Rondônia (63) e Amazonas (63).

    Os dados relativos ao primeiro semestre de 2026 servirão para avaliação das tendências dos conflitos no campo neste ano e vão contribuir para o relatório anual “Conflitos no Campo Brasil”, que será lançado em 2027.

    Os levantamentos são realizados com base nas fontes coletadas pelos agentes da CPT em todo o Brasil, além de notícias veiculadas pela imprensa, divulgações de órgãos públicos, movimentos sociais e organizações parceiras da CPT ao longo do ano.

    “O campo brasileiro está distante do que chamamos de um lugar de paz, onde as pessoas não precisam sempre resistir para a permanência na terra”, definiu a coordenadora nacional da CPT, Cecília Gomes, em entrevista à Agência Brasil.

    Na concepção da comissão, o número de assassinatos foi menor, mas se mantém uma característica do ano passado que são os massacres, quando há o assassinato de mais de uma pessoa. 

    Na avaliação de Cecília Gomes e da CPT, tem se intensificado a mercantilização e a financeirização da terra, com a atuação de fundos de pensão e o interesse nas chamadas terras raras, que, muitas vezes, estão em comunidades tradicionais e camponesas.

    “Toda essa corrida pela terra e pelo que tem na terra acontece cada vez mais no território brasileiro, no sentido da financeirização da terra”, denunciou Cecília.

    Conflitos por terra

    Os casos registrados neste ano são em grande maioria conflitos por terra (711), seguidos por conflitos por água (100) e ocorrências de trabalho escravo rural (30).

    Os 711 conflitos por terra incluem casos de violência e de resistência envolvendo ocupações e acampamentos. Enquanto as violências aumentaram de 584 para 663, as resistências mantiveram a tendência de queda dos últimos 10 anos e caíram de 66 para 48 casos. 

    O Maranhão (153) também concentra a maior parte desses conflitos, seguido pela Bahia (76), Pará (68) e Rondônia (54). Outro destaque foi o estado do Amazonas, onde as ocorrências subiram 140% em comparação ao mesmo período de 2025 ─ de 37 para 52.

    A forma de violência mais frequente nos conflitos por terra foi a contaminação por agrotóxicos, que aumentou de 98 para 169 casos, seguida de invasão aos territórios (de 96 para 109), desmatamento ilegal (de 67 para 107) e ameaça de despejo (de 63 para 70). O CPT atribui essas violências à expansão do agronegócio, destacando o estado do Maranhão.

    Cecília Gomes alertou para a gravidade da violência por agrotóxicos, usados como arma química: 

    “Não vai matar no momento inicial, mas vai matando o sujeito aos poucos”.

    Conflitos pela água

    Os conflitos pela água foram constatados em 20 estados, com significativa expansão em relação ao primeiro semestre do ano passado ─ um aumento de 47 para 100 registros. 

    O Pará teve o maior número de ocorrências (16), seguido por Minas Gerais (11), Amazonas (10) e Mato Grosso (10). 

    No caso do Pará, o CPT informou que os primeiros meses deste ano têm sido marcados pela luta dos povos indígenas contra a privatização dos rios, por parte do governo federal, e contra a ação de garimpeiros. Há também a luta de ribeirinhos e outros povos contra a atuação de mineradoras.

    A Comissão Pastoral lembrou que a luta dos indígenas contra a privatização dos rios resultou na revogação do Decreto nº 12.600/2025, em fevereiro de 2026. A medida incluía hidrovias nos rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização.

     


    Alto Alegre (RR), 10/02/2023 - Vista em sobrevoo do rio Mucajaí, afetado pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Alto Alegre (RR), 10/02/2023 - Vista em sobrevoo do rio Mucajaí, afetado pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
    Vista em sobrevoo do Rio Mucajaí, afetado pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Trabalho escravo

    As ocorrências de trabalho escravo rural caíram no primeiro semestre de 2026, com 30 registros contra 101 no mesmo período de 2025. 

    Do mesmo modo, o número de trabalhadores vitimados passou de 842 para 355. O maior contingente de trabalhadores resgatados ocorreu no primeiro semestre de 2023, quando 1.395 pessoas foram encontradas nessas condições.

    Um dos destaques nesse eixo foi o estado de São Paulo, que apresentou os maiores números de trabalhadores resgatados (148) e de casos registrados (cinco). Em três dessas ocorrências, os trabalhadores foram encontrados em atividades de plantio e corte de cana-de-açúcar. 

    Violência contra a pessoa

    Entre os seis assassinatos registrados até junho em conflitos no campo está incluído o massacre de três posseiras registrado em Lábrea (AM). Houve ainda dois indígenas assassinados, em Roraima e Mato Grosso do Sul, e um trabalhador rural sem-terra. As vítimas tinham entre 14 e 45 anos.

    A CPT informa também que os números de casos e de vítimas da violência aumentaram, passando de 418 para 588 e de 308 para 497, respectivamente.

    A violência com maior incidência foi a contaminação por minérios, com 195 casos. Não houve notícia dessas ocorrências no primeiro semestre de 2025. 

    Todos esses registros foram em Jacareacanga, no Pará. As agressões decorreram do garimpo ilegal de ouro na Bacia do Rio Tapajós e atingiram a Terra Indígena Munduruku.

    A contaminação por agrotóxicos (132 em 2026, contra 10 nos primeiros seis meses do ano passado), a criminalização (51 contra 46) e os ferimentos (42 contra 26) também se destacam entre as formas de violência. 

    As principais vítimas foram os povos indígenas, os trabalhadores e trabalhadoras sem-terra, os posseiros, os seringueiros e os quilombolas.

     


    A comunidade quilombola de Santa Fé, no município de Costa Marques, em Rondônia, teve 74 famílias incluídas no Plano Nacional de Reforma Agrária. Foto: ASCOM/INCRA RO
    A comunidade quilombola de Santa Fé, no município de Costa Marques, em Rondônia, teve 74 famílias incluídas no Plano Nacional de Reforma Agrária. Foto: ASCOM/INCRA RO
    A comunidade quilombola de Santa Fé, no município de Costa Marques, em Rondônia, teve 74 famílias incluídas no Plano Nacional de Reforma Agrária. Foto: ASCOM/INCRA RO

    Manifestações

    Embora não integre o cálculo dos conflitos no campo, as manifestações representam importante estratégia das comunidades para denunciar as violências sofridas e lutar pela garantia de seus direitos, sendo uma forma de resistência contabilizada pela CPT.

    No primeiro semestre de 2026, houve 284 manifestações, um aumento em relação ao primeiro semestre de 2025, que teve 253. A CPT cita como destaques os atos públicos, marchas, protestos, romarias, bloqueios de rodovias, ocupações de prédios públicos e outras mobilizações. 

    As principais reivindicações são pela demarcação de terras indígenas, contra os agrotóxicos, contra a mineração e a privatização das águas e por melhores condições de trabalho.

     


    Brasília (DF), 09/04/2026- Marcha de indígenas de todo país que participam do Acampamento Terra Livre - ATL 2026. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Brasília (DF), 09/04/2026- Marcha de indígenas de todo país que participam do Acampamento Terra Livre - ATL 2026. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
    Marcha de indígenas de todo país que participam do Acampamento Terra Livre – ATL 2026. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    Cecília Gomes afirmou que a CPT entra no campo não somente para denunciar, mas para mostrar como os povos atuam na resistência e no enfrentamento a essas formas de mercantilização e financeirização da terra. 

    “Ela colabora e está junto das comunidades nesses enfrentamentos. A CPT não só documenta. Ela está lá auxiliando nas vivências com esses povos e comunidades na resistência”.

    Além disso, a entidade atua na perspectiva de construção de incidências e políticas públicas voltadas para o campo. A construção de documentos é também nessa perspectiva, indicou Cecília.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (2)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (2)

    A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (2) inclui entrevistas e sabatinas, além de visitas a instituições e mercados. Também estão previstas caminhadas e encontros com diferentes segmentos da população e atividades partidárias.

    Augusto Cury (Avante)
    Visita a Federação Israelita do Estado de São Paulo. À noite, participa do podcast Salada Cast. 

    Clariana Barão (Democracia Cristã) 
    Participa de entrevistas nas plataformas May News Studio e BM&C News e no canal Mathias TV. À tarde, participa de caminhada no Brás, em São Paulo (SP). 

    Edmilson Costa (PCB)
    Cumpre agenda da secretaria-geral do PCB em Lisboa. 

    Romeu Zema (Novo) 
    Participa de encontro com motoristas de aplicativo e concede entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

    Ronaldo Caiado (PSD)
    Pela manhã, concede entrevista ao vivo para a rádio Metropolitana 90.5 FM, em São Paulo (SP) e visita o Mercado Municipal de Pinheiros (SP). À noite, participa de sabatina do Programa ‘WW Especial Eleições’ da CNN Brasil, também em São Paulo. 

    Samara Martins (UP) 
    Participa de confraternização do partido no bar Partisan, na Lapa, no Rio de Janeiro (RJ). 

    Wilson Grassi (Democrata)
    Em Brasília, participa de protesto pacífico contra a suspensão de seus canais digitais de campanha. 

    Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Renan Santos (Missão) não divulgaram a agenda de campanha até o momento desta publicação. 

    Os candidatos Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) não têm agenda pública de campanha nesta quarta-feira. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Tropas militares vão reforçar locais de votação no Rio de Janeiro

    Tropas militares vão reforçar locais de votação no Rio de Janeiro

    O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, afirmou que o emprego de forças federais nas Eleições 2026, autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) representa importante reforço à estratégia de segurança montada para garantir que os eleitores fluminenses possam exercer livremente o direito de voto no dia 4 de outubro.

    “Temos plena confiança na atuação das forças de segurança do estado, mas uma eleição exige mobilização excepcionalmente grande.

    Serão cerca de 5 mil locais de votação funcionando simultaneamente. O reforço federal amplia a capacidade de proteger esses espaços e, principalmente, de assegurar que cada eleitor possa exercer livremente o seu voto.

    O TSE aprovou por unanimidade, em sessão administrativa, o pedido de envio de forças federais ao Rio de Janeiro. A solicitação havia sido aprovada pelo Colegiado do TRE-RJ em julho, após manifestação favorável do governo do estado.

    Para o desembargador Claudio de Mello Tavares, o apoio federal ganha especial importância diante das características do Rio de Janeiro e da existência de áreas submetidas ao controle de organizações criminosas.

    “Não trabalhamos apenas para impedir episódios ostensivos de violência. Nossa preocupação alcança também formas menos visíveis de intimidação e constrangimento”.

    Para ele, onde houver risco de que o controle territorial se transforme em controle sobre a vontade do eleitor, o Estado precisa estar presente. O voto tem que ser livre em cada seção eleitoral do Rio”, acrescentou.

    Entre as medidas a serem adotadas estão a atuação integrada com órgãos de segurança e inteligência, a transferência de locais de votação situados em áreas consideradas de alto risco e o compartilhamento institucional de informações relevantes para a proteção do processo eleitoral.

    “O eleitor precisa chegar ao dia 4 de outubro com uma certeza: haverá uma estrutura robusta trabalhando para que ele possa entrar na seção eleitoral, fazer a sua escolha e sair dela sem qualquer tipo de intimidação ou interferência”, disse Tavares..

    Segundo ele, proteger a eleição é, antes de tudo, proteger o direito de cada cidadão de escolher livremente seus representantes.

    As forças federais empregadas nas eleições 2026 contarão com tropas militares do Exército, da Marinha e Aeronáutica.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Quarta-feira é de chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e sul do Nordeste

    Quarta-feira é de chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e sul do Nordeste

    Uma frente fria associada à passagem de um ciclone extratropical mantém chuvas e trovoadas no Sudeste e sul do Nordeste nesta quarta-feira (2), informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Centro-Oeste também há previsão de chuvas isoladas.

    No Centro-Oeste do país, as áreas de instabilidade levam chuva isolada ao Mato Grosso, centro-norte de Goiás e Distrito Federal. Já no Mato Grosso do Sul, o céu terá muitas nuvens no norte e no restante do estado o dia é de pouca nebulosidade e temperaturas amenas.

    Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 15 graus Celsius (°C), em Campo Grande, e a máxima de 35°C, em Cuiabá.

    Na Região Sudeste são esperadas pancadas de chuva no Rio de Janeiro, nordeste de Minas Gerais e no centro-norte do Espírito Santo. Em São Paulo o dia será ensolarado e com poucas nuvens.

    A região terá mínima de 12°C em São Paulo e a máxima nas capitais será registrada em Belo Horizonte, onde os termômetros devem atingir 27°C.

    No Nordeste brasileiro o dia tem possibilidade de chuva isolada pela manhã no litoral norte de Alagoas, na faixa litorânea de Pernambuco e da Paraíba, no litoral leste do Rio Grande do Norte e no extremo sul da Bahia.

    Pancadas de chuva isoladas ocorrem no oeste e noroeste do Maranhão, e no norte e centro-sul do estado há possibilidade de chuva isolada.

    Na divisa da Bahia com Minas Gerais e Goiás, há possibilidade de chuva isolada durante a tarde e pela noite chove com mais intensidade e trovoadas no sul da Bahia.

    A temperatura mínima entre as capitais será de 22°C em Maceió e Salvador e a máxima prevista é de 40°C, em Teresina.

    No Norte do país, a previsão é de pancadas de chuva e trovoadas isoladas no oeste e norte do Amazonas e no centro-oeste do Acre. Em Rondônia, nas demais áreas do Amazonas, em Roraima, no Amapá e no centro-norte e leste do Pará, também pode haver pancadas de chuva.

    Em Palmas, há possibilidade de chuva isolada após muitos dias de tempo seco. Mas, no leste do Tocantins, não há previsão de chuva.

    A temperatura nas capitais prevista para esta quarta-feira deve atingir mínima de 23°C em Rio Branco e máxima, de 39°C em Palmas.

    Na Região Sul o dia será de muito sol, tempo estável e poucas nuvens em toda região, mas poderá gear nos pontos mais altos das serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

    Entre as capitais, a máxima não passa dos 19°C em Curitiba e a temperatura mínima será de 6°C também na capital paranaense.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original