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  • Pesquisa mostra que celular impulsiona a leitura digital no Brasil

    Pesquisa mostra que celular impulsiona a leitura digital no Brasil

    O Brasil tem cerca de 94 milhões de leitores digitais. Consumidores que, nos últimos 12 meses, usaram algum dispositivo eletrônico, como celular, notebook ou aparelho de leitura, para acessar notícias, livros, audiolivros, pdfs, textos informativos, quadrinhos e mangás.

    A constatação é de um levantamento que busca traçar o perfil e os hábitos dos leitores, identificando o tipo de conteúdo que consomem, como o acessam, com que frequência, por quais motivos, como se inteiram das novidades, entre outras informações relevantes para o aprimoramento de políticas públicas e de estratégias de mercado.

    Realizada pela Nielsen BookData, multinacional especializada em pesquisas sobre o mercado editorial, a pesquisa Perfil e Hábito do Leitor Digital Brasileiro aponta que o universo de leitores digitais é composto por perfis como o da técnica de enfermagem e cuidadora Maria das Neves de Araújo Alves, de 60 anos.

    Moradora de Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, e empregada em Brasília, Nevinha passa ao menos três horas diárias dentro de ônibus, se deslocando entre sua casa e o trabalho. Parte do tempo, ela dedica à leitura de romances e livros de ação.

    “Prefiro ler no telefone porque ele está sempre comigo e posso ler no ônibus, no posto de saúde, em quase todo lugar”, contou Nevinha à Agência Brasil.

    Nevinha explica que mantém o hábito há pelo menos quatro anos, já tendo perdido a conta de quantos livros e textos leu.

    “Termino um livro, começo outro. Não sou boa para guardar nomes, então, não sei citar nenhum, mas gosto de livros com romance e ação que escolho na própria plataforma. Leio o resumo e pego os que acho curiosos. Alguns eu leio até o fim, mesmo não gostando da história. Outros me emocionam, eu pareço viver a trama. Parece que conheci as personagens de verdade”, acrescentou Nevinha.

    Ao escolher a plataforma gratuita que utiliza, a leitora levou em conta o fato de dispensar downloads – o que a ajuda a economizar dados móveis e espaço de armazenamento no aparelho.

    Para a cuidadora, o suporte eletrônico eliminou barreiras práticas, substituindo as publicações em papel.

    “O livro se torna mais difícil para mim, porque é mais um peso para eu carregar na bolsa, no ônibus. E eu teria que ou comprá-lo ou ir a uma biblioteca – e não há nenhuma perto de onde eu moro”, refletiu Nevinha.

    Dados

    Divulgada nesta quarta-feira (2), a pesquisa da Nielsen BookData aponta que os conteúdos digitais que os entrevistados mais acessaram nos 12 meses que antecederam a pesquisa, feita entre 1º e 11 de junho deste ano, foram notícias e livros digitais, seguidos por artigos em blogs ou sites especializados e audiolivros.

    O levantamento também revela uma dinâmica muito específica sobre o consumo cultural no país. Sessenta e quatro por cento dos leitores digitais integram as classes C (46%), D e E (18%). Os que pertencem à classe B são 29%, enquanto os da classe A são 7%.

    A partir das 3 mil entrevistas feitas com pessoas de todas as classes e regiões do país, os pesquisadores concluem que o telefone celular é o principal dispositivo de acesso aos diferentes formatos de conteúdo digital: 72% dos que leem livros eletrônicos ou ouvem audiolivros o fazem por smartphone. O telefone celular também teve a preferência de 85% dos que leram outros tipos de textos que não os livros.

    Os leitores digitais brasileiros são predominantemente jovens adultos (18 a 44 anos), com maior presença (56%) feminina. Metade dos leitores digitais se declara branca. Pardos (37%) e pretos (11%) respondem por quase toda a outra metade (48%), enquanto amarelos são 2% e os indígenas 0,2%.

    Seis em cada dez (61%) leitores de livros afirmam ter optado pela versão digital pela facilidade de acesso. Outros 48% disseram preferir os aparelhos digitais pela possibilidade de carregar consigo, para qualquer lugar, vários livros em um só dispositivo. O preço mais barato do que o de um título similar em papel foi o terceiro motivo mais citado pelos entrevistados.

    Além disso, 48,8% contaram ter consumido livros e audiolivros que obtiveram gratuitamente em sites, aplicativos ou links não oficiais, enquanto 46,4% disseram ter recorrido a sites institucionais, como a plataforma MEC Livros, do Ministério da Educação, e a obras em domínio público. Quarenta e seis por cento dos entrevistados sinalizaram que nem sempre sabem se um livro digital gratuito é legal ou autorizado. E 43% dos entrevistados afirmaram que leem “muito mais”, graças às oportunidades digitais

    Plataformas digitais como aliadas

    Para Rodrigo Meinberg, executivo-chefe da plataforma digital de leitura Skeelo, que ajudou a viabilizar a pesquisa, as telas, longe de concorrerem com os livros físicos, tornaram-se uma importante aliada na formação de leitores, proporcionando superar desafios históricos da divulgação à distribuição.


    Brasília (DF) 02/09/2026 - O CEO do Skeelo, Rodrigo Meinberg e o presidente do Instituto para a Democratização da Leitura Digital, 
Rafael Lunes, durante divulgação de  pesquisa que divulga dados inéditos sobre o comportamento do leitor no ecossistema digital. O evento aconteceu na Bibilioteca Nacional de Brasília  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
    Brasília (DF) 02/09/2026 - O CEO do Skeelo, Rodrigo Meinberg e o presidente do Instituto para a Democratização da Leitura Digital, 
Rafael Lunes, durante divulgação de  pesquisa que divulga dados inéditos sobre o comportamento do leitor no ecossistema digital. O evento aconteceu na Bibilioteca Nacional de Brasília  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
    Rodrigo Meinberg aponta plataformas digitais como aliadas na formação de leitoras- Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    “Talvez nunca antes na História tantas pessoas tenham falado sobre livros como agora, com as redes sociais, que são fontes geradoras de descoberta de novos autores”, comentou Meinberg. 

    O executivo pondera que as pesquisas de mercado até então feitas no Brasil e no mundo não captavam fielmente os impactos das mudanças tecnológicas para o mercado editorial.

    “Hoje, o livro está presente [nos telefones celulares de] quase todos os brasileiros”, acrescentou o executivo. Ele destaca o fato de as principais operadoras de telefonia celular terem parcerias comerciais com aplicativos e ecossistemas de leitura digital, chegando a disponibilizar uma gama de livros gratuitos para seus clientes.

    “Segundo o IBGE, em 2018, apenas 18% dos [5.570] municípios brasileiros possuíam uma livraria. O que restringe o acesso da população a novos livros, à cultura, informação e desenvolvimento social. Já a rede móvel [de telefonia] chega onde as livrarias não chegam. Ou seja, estamos diante de uma grande oportunidade”, disse Meinberg. 

    De acordo com o executivo, a pesquisa mostra que só nos últimos 12 meses, 47 milhões de brasileiros tiveram contato e leram um livro digital ou um pdf ou ouviram um audiolivro.

    Rompimento de barreiras

    Para o presidente do Instituto para a Democratização da Leitura Digital, Rafael Lunes, a tecnologia tornou-se “o canal por onde a cultura e a educação finalmente romperam as barreiras da exclusão física”.

    “O cenário da leitura em um país continental, gigantesco, como o Brasil, apresenta um paradoxo persistente: avançamos significativamente na alfabetização, mas temos ainda milhares de municípios brasileiros sem uma única livraria ou biblioteca operacional. Ensinamos a ler, mas há uma flagrante escassez de oferta de leitura”, comentou Lunes.

    Para Lunes, o país ainda enfrenta o desafio de superar “a alfabetização funcional” e passar a formar “leitores habituais”, promovendo o acesso a “bons livros”.

    “A tecnologia nos permite transformar as telas digitais de inimigas em aliadas deste processo”, concluiu Lunes, elogiando a plataforma MEC Livros por, em menos de seis meses, ter superado as marcas de 1,1 milhão usuários e de mais 750 mil downloads, ajudando a “derrubar o estigma de que o brasileiro não gosta de ler” e servindo de “exemplo prático de como a tecnologia pode oferecer acesso aos livros.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Competitividade do mercado de carbono moderniza conservação florestal

    Competitividade do mercado de carbono moderniza conservação florestal

    No município de Caracaraí, em Roraima, um modelo de conservação aliou inovação tecnológica e ações socioambientais para garantir longevidade e competitividade no mercado de carbono em uma área de 14 mil hectares.

    A iniciativa, promovida pela empresa paulista de soluções para descarbonização ZEG (Zero Emission Goal), é uma alternativa produtiva para áreas florestais que ainda mantém vegetação nativa e que estão sob pressão do desmatamento legal, a principal fonte de emissão de gases do efeito estufa no Brasil.

    O acúmulo desses gases na atmosfera é apontado como a causa para o aquecimento global, as mudanças climáticas e o aumento da recorrência de eventos climáticos extremos.

    Segundo o diretor-presidente da ZEG, Carlos Jacob, a área pertence a um produtor rural de soja de Goiás que havia solicitado ao Estado a autorização para desmate legal.

    “O proprietário comprou essa área logo depois que Roraima passou por uma redução da reserva legal”, diz.

     


    Brasília (DF), 02/09/2026 – Carlos Jacob, diretor presidente da ZEG - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Brasília (DF), 02/09/2026 – Carlos Jacob, diretor presidente da ZEG - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Carlos Jacob, diretor presidente da ZEG – Floresta Amazônica conservada em Caracaraí Foto: Fabíola Sinimbú /Agência Brasil

    O Código Florestal (Lei 12.651/2012) prevê que estados como Roraima, onde mais de 65% do território é formado por unidades de conservação, podem reduzir a reserva legal do bioma para 50% nas propriedades privadas, desde que haja um zoneamento ecológico econômico.

    Na área onde o modelo de conservação foi implementado o bioma é amazônico e, portanto, a reserva legal seria de 80% dos 14 mil hectares. Mas, como o estado de Roraima concluiu o zoneamento ecológico-econômico em 2022, o proprietário passou a ter direito de desmatar metade da área para plantar soja.

    “A gente ficou sabendo que ele estava com esse pedido de supressão da área. Então, a gente contatou o produtor e no começo ele ficou bastante com dúvidas se esse era o caminho a seguir, mas ele acreditou no nosso projeto e decidiu embarcar”, conta Jacob.

    Modelo

    A proposta apresentada pela empresa ao produtor rural previa um modelo inovador com investimentos em tecnologia de monitoramento e prevenção de incêndio, programa socioambiental voltado às comunidades coletoras de castanha-do-Pará do entorno e todo o processo de certificação dos estoques de carbono existentes.

    Com a aprovação do proprietário, foi realizado um trabalho de segurança jurídica com a remontagem da cadeia dominial da propriedade, para evitar problemas sobre direito de posse. O proprietário também fez a cessão do direito real da superfície da área por 40 anos, o tempo de duração do contrato para comercialização dos estoques de carbono.

    Segundo Carlos Jacob, essa iniciativa é decisiva para dar credibilidade aos investidores após o colapso do mercado de conservação, entre 2021 e 2023, causado por números de mitigação superestimados e comercialização de estoques em áreas sobrepostas a terras públicas.

    “Foi quando a gente entendeu que tinha que entrar no mercado de conservação para fazer diferente”, diz Jacob.

    Prevenção de incêndio

    A área de conservação também recebeu uma torre de 60 metros, com um sistema de monitoramento capaz de identificar focos de incêndio e alertar a equipe em campo. O sistema conta com uma câmera associada a um programa de inteligência artificial. 

    “A gente consegue saber em tempo recorde, dentro dos três minutos que a câmera leva para dar um giro de 360 graus. Chega para a gente um relatório, que mostra exatamente onde está acontecendo o foco de incêndio, e a gente coloca a equipe de campo para ir até o local”, explica Cineone Silva, coordenador de operações de campo da ZEG.

    Toda a equipe local, composta por 20 pessoas, passou por treinamento da brigada de incêndio interna. E como a capacidade de alcance da câmera vai além da área de conservação, duas áreas de assentamento vizinhas ao local também passaram por atualização de treinamento em suas brigadas comunitárias.

    “O principal risco, que a gente tem mais dificuldade de mitigar, é o incêndio. Então, a gente investiu bastante na infraestrutura de combate a incêndio”, reforça Carlos Jacob.

     


    Brasília (DF), 02/09/2026 – Cineone Silva, coordenador de operação da ZEG - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Brasília (DF), 02/09/2026 – Cineone Silva, coordenador de operação da ZEG - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Cineone Silva, coordenador de operação da ZEG – Floresta Amazônica conservada em Caracaraí Foto: Fabíola Sinimbú /Agência Brasil

    Floresta em pé

    Cerca de 36 famílias que vivem nos assentamentos vizinhos e que têm como fonte de renda a coleta da castanha-do-Pará puderam manter o extrativismo de subsistência.

    Um desses moradores é João Inácio Neto, que aprendeu a coletar a castanha desde criança, com o pai, que também era extrativista.

    “Eu nasci e me criei nesse estado e, nos últimos 15 anos, eu vi a transformação com a entrada do agronegócio aqui na região, com o plantio de soja e mais veneno que a gente não tinha. Quando venderam esse lugar, a gente imaginou também que não ia mais poder coletar”, conta.

     


    Brasília (DF), 02/09/2026 – João Inácio Neto, extrativista de castanha - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Brasília (DF), 02/09/2026 – João Inácio Neto, extrativista de castanha - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    João Inácio Neto, extrativista de castanha Foto: Fabíola Sinimbú /Agência Brasil

    A conservação da área e a parceria com a comunidade local resultaram também no fortalecimento da atividade por meio de capacitação e apoio para a constituição da Associação Agroextrativista do Município de Caracaraí (Agrocar).

    Em vez de trabalharem de forma isolada, as famílias produziram juntas na última safra, para obterem preços mais vantajosos com a pesagem e a venda coletiva.

    “Este ano, eu achei que melhorou bastante, na comparação com os outros anos. Eu achei mais organizado porque, antes, a gente vendia direto para o atravessador. Trabalhando junto, a gente já pode pensar em fazer uma venda melhor”, diz a extrativista e secretária da Agrocar, Eliane de Sena.

     


    Brasília (DF), 02/09/2026 – Eliane de Sena, extrativista e secretária da Agrocar, extrativista de castanha - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Brasília (DF), 02/09/2026 – Eliane de Sena, extrativista e secretária da Agrocar, extrativista de castanha - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Eliane de Sena, extrativista e secretária da Agrocar, extrativista de castanha Foto: Fabíola Sinimbú /Agência Brasil

    Segundo Carlos Jacob, alcançando preços melhores, os extrativistas podem também melhorar a logística e o transporte da castanha-do-Pará, o que também permite o aproveitamento do ouriço.

    “Quando a gente tira o caminho tradicional de desenvolvimento, a gente precisa dar uma alternativa que, nesse caso, é a economia da floresta em pé, que passa por valorizar os bioativos e todos os produtos da floresta”, diz o executivo.

    Competitividade

    Em todo o empreendimento, foram investidos um total de R$ 20 milhões, incluindo o processo de certificação dos estoques de carbono.

    “A gente usa a certificação da Verra, passa pela auditoria da Earthwood, que é uma empresa indiana, e, além dessas duas salvaguardas, a gente ainda tomou cuidado de pegar uma agência que vai certificar a qualidade”, afirma Jacob.

     


    Brasília (DF), 02/09/2026 – Castanha-do-pará coletada na área de conservação em Caracaraí (RR) - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Brasília (DF), 02/09/2026 – Castanha-do-pará coletada na área de conservação em Caracaraí (RR) - Floresta Amazônica conservada em Caracaraí
Foto: Fabíola Sinimbú/Agência Brasil
    Castanha-do-pará coletada na área de conservação em Caracaraí (RR) Foto: Fabíola Sinimbú /Agência Brasil

    O estoque de carbono ainda não foi comercializado, mas a iniciativa já garantiu uma classificação AA pela agência BeZero.

    “É a primeira nota duplo A de um projeto de carbono na Amazônia, e a primeira do mundo também para um projeto de desmatamento evitado”, conclui Jacob.

    *A repórter viajou a convite da empresa ZEG.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TSE manda Eduardo Bolsonaro retirar posts de desinformação sobre urnas

    TSE manda Eduardo Bolsonaro retirar posts de desinformação sobre urnas

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro retire de suas redes sociais postagens com desinformação sobre as urnas eletrônicas. A decisão foi assinada na última segunda-feira (31) e divulgada nesta quarta-feira (2). 

    O ministro atendeu ao pedido de retirada feito pela Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, após perfis de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro replicarem uma postagem que relaciona indevidamente a empresa venezuelana Starmatic com as urnas eletrônicas brasileiras.

    A desinformação circula desde 2020 e já foi diversas vezes desmentida pela Justiça Eleitoral. A Starmatic não forneceu urnas para o Brasil.

    Na decisão, Kassio deu prazo de 24 horas para Eduardo retirar os posts e proibiu o ex-deputado de fazer novas postagens de desinformação contra as urnas eletrônicas.

    “A permanência do conteúdo impugnado, às vésperas do início da propaganda eleitoral, é apta a consolidar no eleitorado percepção de insegurança quanto ao sistema eletrônico de votação, fundada em alegação já conclusivamente afastada por esta Justiça Especializada, o que recomenda a atuação cautelar imediata”, decidiu o ministro.

    Em junho deste ano, o STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo, na ação sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras.

    No ano passado, ele deixou o Brasil, foi morar nos Estados Unidos e perdeu o mandato de deputado por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • SUS amplia oferta de trombolíticos para infarto e AVC isquêmico

    SUS amplia oferta de trombolíticos para infarto e AVC isquêmico

    O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar a oferta de medicamentos trombolíticos na rede de urgência e emergência, incluindo as unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).

    O maior acesso ao tratamento pelas pessoas com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico está previsto na Lei nº 5.972/2023, sancionada na manhã desta quarta-feira (2) pelo presidente da República.

    Os trombolíticos são usados, conforme avaliação clínica, para dissolver os coágulos sanguíneos que bloqueiam os vasos do coração ou do cérebro e, dessa forma, restabelecer a circulação do sangue. O bloqueio pode causar as duas graves condições médicas de emergência, o IAM e o AVC isquêmico.

    A rapidez no diagnóstico e no início da terapia aumenta as chances de sobrevivência e reduz o risco de sequelas nos pacientes, ressalta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    Com a sanção da lei, a terapia estará mais disponível em todo o país. 

    “Em caso de infarto, acidente vascular cerebral, tempo é vida! É o que pode reduzir o risco de óbito ou de impactos maiores físicos para aquela pessoa”, disse em suas redes sociais. 

    Nos casos de infarto, o uso do trombolítico pode ser indicado, principalmente, quando os procedimentos de maior complexidade, como a angioplastia (procedimento médico para desobstruir artérias), não estão disponíveis no tempo recomendado. Assim, o paciente pode receber o medicamento enquanto a continuidade do atendimento é providenciada na rede de saúde.

    Comitê

    Atualmente, já existem protocolos do SUS para diagnóstico e tratamento para o IAM e para o AVC que preveem o uso de trombolíticos nos serviços de urgência e emergência, incluindo as UPA e o Samu 192. No entanto, a aquisição desses medicamentos é feita pelos gestores de saúde locais.

    Para ampliar a disponibilidade desses medicamentos e aprimorar a oferta dos trombolíticos na rede pública de saúde de todo país, o ministro da Saúde assinou a portaria que instituiu o Comitê de Acompanhamento da Implementação das Linhas de Cuidado dos Agravos Cerebrovasculares e Cardiovasculares Tempo-Dependentes: Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).

    De acordo com a pasta, esse grupo será responsável por analisar e propor ações para tornar os medicamentos mais acessíveis e qualificar a assistência aos pacientes.

    “O Ministério da Saúde cria hoje um grupo de trabalho, junto com as sociedades de especialidades, para regulamentar, estabelecer diretrizes, implementar e acompanhar a execução em todo o Brasil. Isso é fundamental para mudar a história natural do infarto no nosso país”, explicou o ministro Alexandre Padilha.

    Números

    O Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos de infarto por ano. Em 2025, o SUS contabilizou 292 mil atendimentos por AVC, dos quais 218 mil foram relacionados ao AVC isquêmico, quando um coágulo obstrui uma artéria do cérebro, interrompendo o fluxo sanguíneo e a oxigenação na região.

    Nas UPAs, as equipes podem fazer o diagnóstico, avaliar a indicação clínica e, quando necessário, iniciar o tratamento com trombolíticos tanto para o IAM quanto o AVC isquêmico para dissolução dos trombos.

    O ministro Alexandre Padilha disse que várias experiências com uso de trombolíticos, realizadas junto aos estados e municípios, são acompanhadas pela pasta, com a possibilidade de reduzir em até 50% os óbitos por infarto.

    No Samu 192, após avaliação da equipe de saúde, o medicamento pode ser administrado nas unidades de Suporte Avançado de Vida habilitadas.

    Atualmente, 102 unidades do Samu 192 estão habilitadas para prestar esse tipo de assistência. O Ceará concentra 28 unidades, seguido por Minas Gerais, com 22; Sergipe, com 16; Rio Grande do Norte, com 13; Bahia, com 12; São Paulo, com nove; e Paraíba, com duas.

    Em 2025, foram registradas 861 aplicações de trombolíticos pelo Samu 192 em todo o país.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • TSE e DPU ampliam assistência gratuita remota nas eleições

    TSE e DPU ampliam assistência gratuita remota nas eleições

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Defensoria Pública da União (DPU) assinaram um acordo de cooperação na terça-feira (1º) para fortalecer a assistência jurídica remota a eleitores e candidatos que não têm condições de contratar advogados e vivem em locais onde a defensoria não tem estrutura física. 

    A parceria vai ampliar a atuação do Núcleo Estratégico de Interiorização Eleitoral (Neie) já nas eleições de 2026. A defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado, explicou que o acordo pretende assegurar que a falta de estrutura física do órgão não impeça o acesso à assistência jurídica.

    “Precisamos garantir que ninguém que necessite de assistência jurídica gratuita em matéria eleitoral fique desamparado em nenhum canto do país”, afirmou.

    O objetivo é alcançar especialmente pessoas e grupos que enfrentam maiores obstáculos de acesso à Justiça e à participação política, como povos indígenas, comunidades quilombolas, migrantes, pessoas refugiadas, populações de fronteira, pessoas em situação de rua e mulheres.

    O trabalho permitirá o enfrentamento de temas como fraudes à cota de gênero, violência política contra candidatas e eleitoras e assédio eleitoral nas relações de trabalho, destacam a DPU e o TSE.

    “Não há democracia plena quando o medo ou a violência afasta alguém da vida política”, disse a defensora.

    Entre as medidas previstas no acordo de cooperação técnica estão a inclusão do núcleo estratégico como destinatário formal das intimações dirigidas à DPU nos sistemas processuais eletrônicos utilizados pela Justiça Eleitoral. 

    Também foi pactuado o aperfeiçoamento dos fluxos necessários para que defensoras e defensores públicos possam acompanhar os processos e organizar o atendimento jurídico virtual. 

    O acordo busca ainda ampliar o reconhecimento da atribuição nacional da DPU em matéria eleitoral e do funcionamento do núcleo junto ao TSE e aos 27 tribunais regionais eleitorais. 

    O presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, assinou a parceria com a DPU e destacou a importância do Neie e de sua integração com a Justiça Eleitoral.

    “A criação do Núcleo Estratégico de Interiorização Eleitoral constitui iniciativa de grande relevância para assegurar a presença efetiva da Defensoria Pública da União perante a Justiça Eleitoral em todo o território nacional”.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Comissão aprova MP da taxa das blusinhas: texto segue a plenários

    Comissão aprova MP da taxa das blusinhas: texto segue a plenários

    A Comissão Mista do Congresso Nacional que analisa a medida provisória (MP) da “taxa das blusinhas” aprovou, nesta quarta-feira (2), o texto que zera o imposto de 20% sobre compras internacionais até US$ 50 (cerca de R$ 257) feitas pela internet por meio de remessas postais.

    A medida agora segue para análise dos plenários da Câmara e do Senado. A expectativa é de que a MP 1.357 de 2026, editada pelo Executivo, seja aprovado nas duas Casas nesta semana, pois perde a validade na próxima terça-feira (8).

    Ao defender a aprovação da proposta, a relatora da MP, senadora Leila Barros (PDT-DF), citou a isenção de tributos federais para brasileiros que se deslocam ao exterior e podem adquirir até US$ 1 mil em compras sem impostos.  

    “Há uma clara assimetria entre o tratamento das compras internacionais feitas pelos mais ricos e aquelas realizadas pelas famílias mais carentes. Tributar pesadamente essa remessa, ao mesmo tempo em que se preserva a generosa isenção de bagagem, equivale a proteger o consumo do mais rico e onerar o do mais pobre”, justificou.

    Leila Barros fez alterações na MP que chegou do Executivo, acatando emenda que zera o imposto de importação de medicamentos que não tem versão similar no Brasil.

    A MP aprovada na Comissão ainda prevê uma redução de 60% para 30% da alíquota de importação para compras de até US$ 3 mil por remessas postais vindas do exterior.

    A mudança prevista na MP foi criticada pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que argumentou que a redução das alíquotas deve prejudicar os produtores nacionais:

    “Nós somos favoráveis de não taxar. Agora, temos que ter isonomia. Como é que nós vamos incentivar o trabalhador chinês em detrimento do nosso trabalhador aqui?”

    Mudanças na MP

    A senadora Leila Barros ainda incluiu na MP a previsão de uma avaliação periódica, a ser feita pelo Ministério da Fazenda, para analisar os efeitos econômicos da isenção proposta.

    “A senadora Leila fez a alteração para atender a uma preocupação apresentada pelo setor produtivo e busca garantir dados e transparência para acompanhar os efeitos da política”, informou a assessoria da relatora.

    A Fazenda deverá apresentar um primeiro relatório em novembro deste ano, com novas avaliações a cada seis meses com informações de indicadores como emprego e renda, competitividade nacional e arrecadação.

    A avaliação periódica da política de isenção dessas importações deve ainda ser acompanhada por setores empresariais de têxteis e vestuário; calçados; acessórios; brinquedos e cosméticos.

    O regime de tributação diferenciado para essas compras ainda terão que passar por avaliação anual do Congresso Nacional.

    A MP da taxa das blusinhas sofre oposição de setores empresariais nacionais que alegam “concorrência desleal” por parte de empresas estrangeiras, em especial, da China.

    Já o governo argumenta que a medida favorece o consumo popular e contribui para formalizar essas operações, reduzindo a informalidade e a evasão fiscal.

    Fiscalização

    O relatório da senadora Leila ainda incluiu novas obrigações para plataformas digitais e operadores logísticos dessas importações para identificar e combater fraudes.

    “Elas deverão garantir a rastreabilidade dos vendedores estrangeiros, monitorar padrões anormais de remessas, manter registros eletrônicos das operações e cooperar com a Receita Federal.”

    Caso as empresas descumpram as regras de fiscalização, estão previstas penalidades que vão desde a advertência até multa “proporcional às transações envolvendo produtos ilegais, suspensão temporária das atividades e, nos casos graves ou reiterados, proibição de operar no mercado nacional”.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Casos confirmados de sarampo chegam a 28 em São Paulo

    Casos confirmados de sarampo chegam a 28 em São Paulo

    O estado de São Paulo registrou nesta terça-feira (1) mais dois casos de sarampo, chegando a 28 registrados neste ano. Um bebê e uma mulher de 40 anos foram infectados pelo vírus. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde no último balanço epidemiológico.

    Segundo dados do governo do estado, 25 infecções ocorreram na capital paulista, duas em São Bernardo do Campo e uma em Guarulhos, cidades da região metropolitana da capital paulista.

    Vacinação

    Durante o mês de agosto, o estado aplicou mais de 2,5 milhões de doses da vacina contra o sarampo. Do total, 2,4 milhões de aplicações se concentraram em três municípios: capital (2 milhões), Guarulhos (230,1 mil) e São Bernardo do Campo (169,5 mil).

    A vacinação em massa é resultado da Campanha de Multivacinação que chegou ao fim na terça-feira, dia 1º de setembro. Também terminaram as ações de estratégia ampliada de imunização contra o sarampo nos três municípios.

    A campanha, que teve início no dia 3 de agosto, buscou reforçar a vacinação após o súbito aumento de casos de sarampo na região metropolitana de São Paulo. A cidade concentra 90% dos casos de sarampo. Além disso, a secretaria de saúde informa que 20 dos pacientes confirmados não tinham registro de vacinação contra a doença.

    Vacinação 

    Mesmo com o fim da campanha, os imunizantes continuam à disposição da população nas unidades básicas de saúde (UBSs), de acordo com o calendário vacinal de cada faixa etária. Por conta da situação epidemiológica local, a imunização sem restrições para quem tem entre 6 meses e 59 anos segue mantida nos distritos de Vila Medeiros, Vila Guilherme e Vila Maria, na zona norte de São Paulo.

    Além disso, a chamada “dose zero” contra o sarampo permanece disponível em todas as UBSs para bebês de 6 a 11 meses. A primeira dose não dispensa as doses regulares do Calendário Nacional de Vacinação, aplicadas aos 12 e 15 meses de idade. É preciso guardar um intervalo mínimo de 30 dias entre a “dose zero” e a vacina tríplice viral ou qualquer outro imunizante de vírus vivo atenuado.

    O atendimento nas UBSs ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Nas assistências médicas ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, a vacinação também é feita aos sábados e feriados, no mesmo horário. Para checar o estoque de vacinas em tempo real, pacientes podem acessar a plataforma De Olho na Fila. 

    *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Festival Favela Gourmet promove segunda edição em comunidades do Rio

    Festival Favela Gourmet promove segunda edição em comunidades do Rio

    Começa nesta sexta-feira (4) a segunda edição do Favela Gourmet, que reunirá este ano cerca de 40 bares, restaurantes e lanchonetes das comunidades da Rocinha e Vidigal, ambas na zona sul do Rio de Janeiro. A expectativa dos organizadores é reunir em torno de 5 mil visitantes até o encerramento do festival, no próximo dia 11.

    Na primeira edição, em 2025, participaram 14 bares e restaurantes. O festival integra o projeto Na Favela Turismo, do empreendedor Renan Monteiro, da Rocinha. 

    À Agência Brasil, Monteiro disse que o aumento do número de participantes “é legal, porque a gente está trazendo até negócios menores da favela, para poder incluir mais gente e dar oportunidade para esse pessoal que tem empreendimentos menores, mas com muito potencial também”.

    Este ano, o número de premiações será maior, contemplando sete vencedores, em vez de três, como ocorreu em 2025. Além do melhor prato principal ou petisco, melhor drinque ou café, haverá prêmio para bar ou restaurante revelação e duas premiações para melhores guias. 

    A premiação para guias, segundo Renan Monteiro, é para fomentar cada vez mais o negócio do turismo.

    Receberá prêmio o guia que visitar o maior número de restaurantes durante o evento, além dos locais que já conhece na rota, e o guia que levar mais turistas para os locais.

    Nesta edição do Favela Gourmet, a premiação será distribuída para os mais votados nas categorias Melhor Comida (R$ 2 mil), ⁠Melhor Bebida (R$ 1 mil), ⁠2º Melhor Prato (R$ 500), ⁠2ª Melhor Bebida (R$ 500), ⁠Melhor Revelação (R$ 500), ⁠Guia com mais visitantes (R$ 500) e ⁠Guia que visitou mais estabelecimentos com consumo (R$ 500). 

    No ano passado, os três vencedores receberam R$ 3 mil cada. 

    Renan explicou que a organização do evento optou por reduzir o valor dos prêmios, mas contemplar um número maior de participantes.

    Encontros e negócios

    Mais do que um circuito gastronômico, o evento celebra as pessoas que são empreendedoras, criativas e fazem a economia girar dentro da comunidade.

    A votação para escolha dos melhores será feita por QR Code, com a premiação acontecendo em 11 de setembro.

    Na primeira edição, cerca de 300 profissionais estiveram envolvidos e o público registrou 3,2 mil votos. Os estabelecimentos participantes tiveram aumento de cerca de 35% no movimento durante o evento.

    Também nas redes sociais, o engajamento cresceu em torno de 70%, ampliando a visibilidade dos empreendedores locais e revelando ao público o potencial cultural e econômico das duas comunidades.

    O Favela Gourmet, segundo o organizador, não se limita aos dias programados. Ao aproximar moradores, turistas, guias, agências e empreendedores, o evento cria novas possibilidades de encontro e negócios. 

    Os pequenos empreendedores estão recebendo consultoria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae Rio) para ampliação de sua capacidade.

    Renan Monteiro diz que a proposta é fomentar a rota turística por meio da gastronomia, que apresenta grande potencial nas duas comunidades. 

    “A gente quer mostrar isso para o mundo inteiro”. 

    Ele avalia que quando o turista entra na comunidade para conhecer, provar e conversar, não leva apenas uma experiência, mas acaba enxergando a comunidade de uma nova maneira.

    Flor de baunilha

    Verônica Batista de Oliveira mora no Vidigal e foi premiada na primeira edição do Favela Gourmet por seu cuscuz recheado de carne seca com banana da terra e o bolo de cenoura. Ela concorreu no segmento café da manhã. 

    Este ano, ela apresenta croissants, nas versões salgado e doce, que criou em sua cafeteria Flor de Baunilha. Por causa do nome do empreendimento, Verônica é conhecida também como Flor na comunidade do Vidigal.

    Seu empreendimento começou há dez anos, quando ela foi demitida de uma empresa, onde era gerente administrativa. “Comecei a fazer doces em casa, coloquei no restaurante de uma amiga. O início foi assim, com sobremesas e docinhos para festa”, contou à Agência Brasil.

    O café da manhã entrou na programação há quatro anos, durante a pandemia da covid-19. Com a perda de uma pessoa da família, Verônica herdou muitas louças, e então decidiu oferecer café da manhã à comunidade.

    “Só que com a pegada de tudo ser servido em xícaras com pires”. 

    Com ajuda da irmã, ela alugou um espaço, que é dividido em fisioterapia, manicure e cafeteria, esta situada à frente do local. 

    O nome Flor de Baunilha foi escolhido para batizar a cafeteria pelo fato de Verônica ter começado o negócio pela fabricação de doces. “Eu gosto muito do cheiro de doces e achei que a baunilha tinha tudo a ver”.

    Verônica trabalha sozinha, mas procura apresentar um diferencial em relação às padarias existentes nas comunidades que também oferecem café da manhã. 

    “Eu tento sempre fazer as coisas de modo que as pessoas se sintam aconchegadas. Quero que o espaço seja realmente diferente de uma padaria”. 

    A programação pode ser acessada no site do Favela Gourmet.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Anvisa interdita água mineral da marca Vitoriosa por conter coliformes

    Anvisa interdita água mineral da marca Vitoriosa por conter coliformes

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (2), a interdição cautelar da água mineral sem gás da marca Vitoriosa.

    Laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (CRF/RJ) detectou resultado insatisfatório no ensaio microbiológico, com detecção de coliformes totais em 250ml do produto.

    O produto não deve ser consumido ou comercializado até que seja comprovada a sua segurança.

    O produto é fabricado pela GEPF Agroindústria Ltda, localizada em Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), com o número do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ): 08.144.303/0001-90.

    A Resolução 3.441/2026 que determina a interdição cautelar foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira.

    Proteção da saúde

    A agência reguladora esclarece que a medida preventiva e temporária tem o objetivo de proteger a saúde da população e permanecerá vigente enquanto são realizados novos testes, provas, análises ou outras providências requeridas para a investigação e a conclusão do caso.

    A Agência Brasil entrou em contato com a GEPF Agroindústria Ltda. e aguarda posicionamento da empresa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Anvisa interrompe fabricação de produtos de limpeza da Unilever

    Anvisa interrompe fabricação de produtos de limpeza da Unilever

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, nesta quarta-feira (2), a fabricação de produtos de limpeza na unidade da empresa Unilever, em Vinhedo, São Paulo. 

    De acordo com a agência reguladora, o objetivo é assegurar que futuros lotes dos produtos da empresa disponibilizados à população não ofereçam risco à saúde pública. Na unidade são produzidos sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas, entre outros.

    A determinação está na Resolução 3.443/2026 publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

    A ação é preventiva e foi adotada após inspeção na fábrica de saneantes entre os dias 24 e 28 de agosto em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Sanitária do Município de Vinhedo.

    Foram identificadas falhas nas Boas Práticas de Fabricação (BPF), que são requisitos que as empresas devem cumprir para assegurar que a produção conte com sistemas de controle de qualidade adequados.

    Entre os problemas percebidos na unidade da multinacional, estão falhas nos controles realizados durante a fabricação e antes da liberação dos produtos e deficiências no monitoramento da água usada na produção. Também foram apontadas fragilidades na investigação e correção de problemas identificados pela própria empresa.

    Produtos

    A Anvisa esclarece que até o momento não há indicação de contaminação microbiológica ou outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica, e por esse motivo não determinou a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem seu recolhimento.

    Fabricante

    Em comunicado à população, a Unilever Brasil esclarece que a inspeção resultou “em oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle relacionadas às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas”.

    A empresa informa que todas as ações determinadas pela Anvisa foram prontamente iniciadas, com a suspensão temporária da produção desses itens, que já estão sendo implementadas as correções e que as demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente dos produtos de cuidados com a casa.

    A indústria disse que continua atuando em colaboração com a Anvisa. “[A Unilever] considera os apontamentos parte importante para a evolução contínua de seus processos produtivos e de todo o setor”, conclui a nota institucional.

    Fiscalização

    A agência reguladora esclarece que essa vistoria faz parte de outras ações integradas de fiscalização sanitária de empresas fabricantes de saneantes, categoria que inclui produtos destinados à limpeza, desinfecção e conservação de ambientes.

    Este ano, já foram realizadas sete inspeções em fabricantes, incluindo quatro dos maiores fabricantes do Brasil, conforme contabilizou a Anvisa.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original