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  • São Paulo tem três novos casos de sarampo; total chega a 40 este ano

    São Paulo tem três novos casos de sarampo; total chega a 40 este ano

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou quatro novas ocorrências de sarampo nesta quinta-feira (1º), totalizando assim 40 casos ao longo de 2026.

    O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) aponta que os três pacientes diagnosticados moram na capital paulista: são dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano.

    Os novos registros estão vinculados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho. As cadeias de transmissão do sarampo mostram o caminho que o vírus faz de uma pessoa doente para uma pessoa saudável.

    O monitoramento realizado pelas equipes municipais e estadual, aponta uma tendência de redução da transmissão. Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância também monitora a possibilidade de encerrar a cadeia de transmissão associada aos casos registrados.

    A capital paulista concentra 90% das infecções registradas no estado. O balanço atualizado aponta 36 casos na capital, dois casos em São Bernardo do Campo e um caso em Guarulhos e Santo André.

    A baixa adesão à prevenção entre os infectados traz preocupação às autoridades sanitárias. Dos 40 casos identificados no ano, 30 envolveram pessoas sem histórico vacinal ou com o esquema contra o sarampo incompleto.

    Prevenção gratuita

    A secretaria reforça que a vacinação é a principal e mais segura forma de prevenção contra a doença. O imunizante utilizado é a vacina tríplice viral que, além do sarampo, também garante proteção contra a caxumba e a rubéola.

    A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser encontrada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) distribuídas por todos os 645 municípios do estado de São Paulo.

    Veja quem deve tomar a vacina:

    Crianças

    12 meses: primeira dose

    15 meses: segunda dose

    15 meses a 29 anos

    Devem tomar as duas doses da vacina com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

    30 a 59 anos

    Devem ter pelo menos uma dose da vacina registrada na caderneta.

    Trabalhadores da saúde

    Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.

    Dose zero para bebês

    Aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

    A dose zero pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância.

    A dose zero não substitui as previstas no calendário. Mesmo que seja vacinada antes de completar 1 ano, a criança deverá receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

    Matheus Crobelatti*- É estagiário da Agência Brasil. Sob supervisão de Odair Braz Junior.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • PRF, TREs e forças de segurança atuarão em conjunto nas eleições

    PRF, TREs e forças de segurança atuarão em conjunto nas eleições

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai trabalhar de forma conjunta com os tribunais regionais eleitorais (TREs), forças de segurança e instituições públicas para garantir o livre deslocamento dos eleitores até os pontos de votação, manter a segurança e evitar imprevistos a quem vai votar no próximo domingo (4) no primeiro turno das eleições.

    Segundo a PRF, foi montada uma comissão de eleição para planejar as atuações locais de acordo com as características de cada região. Todas as ocorrências criminais serão monitoradas pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), na sede da PRF em Brasília.

    Orientações 

    A PRF orienta os eleitores a planejaram com antecedência a rota até os locais de votação e pesquisar horários de pico e previsão do tempo.

    Tanto no dia 4 quanto no dia 25, se houver segundo turno, haverá restrições de tráfego para veículos grandes, que tenham largura maior que 2,40 metros, altura maior que 4,40 metros e comprimento total maior que 19,80 metros. A medida tem o intuito de evitar congestionamentos.

    Os bloqueios de rodovias só poderão ocorrer de forma excepcional:

    • com autorização prévia da Justiça Eleitoral;
    • justificativa para a medida e
    • indicação de rotas alternativas. 

    As abordagens de veículos também ficam restritas a situações que representem risco concreto e iminente à vida ou à integridade das pessoas.

    O objetivo é evitar que ocorram bloqueios ilegais como nas eleições de 2022, quando a PRF fez operações para fiscalização de ônibus no Nordeste. 

    Segundo a Procuradoria-Geral da República, as ações foram direcionadas a locais onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva estava na frente nas pesquisas, e tinha a intenção de impedir os eleitores de chegarem aos locais de votação. 

    O diretor-geral da PRF na época, Silvanei Vasques, foi condenado pelo Supremo Tribunal Eleitoral (STF) a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na trama golpista.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Israel promete chegar à “origem” de ataque em voo da Flydubai

    Israel promete chegar à “origem” de ataque em voo da Flydubai

    Os motivos e o histórico do copiloto que esfaqueou o comandante de um avião de passageiros a caminho de Israel, nessa quarta-feira (30), ainda não são conhecidas. Autoridades israelenses descreveram o incidente como uma aparente tentativa de fazer o avião cair com mais de 170 pessoas a bordo.

    O desastre foi evitado no voo FZ1073 da Flydubai, de Dubai para Tel Aviv, depois que o comandante ferido conseguiu destrancar a porta da cabine, permitindo que os passageiros dominassem o agressor e que uma tripulação de reserva que estava a bordo pousasse o avião na Arábia Saudita.

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o agressor está sendo investigado na Arábia Saudita, onde o avião pousou no aeroporto de Tabuk, e que acreditava que ele seria levado para os Emirados Árabes Unidos.

    “Estaremos acompanhando e, possivelmente, também participando dessa investigação”, disse Netanyahu em entrevista ao apresentador da Fox News Sean Hannity.

    Questionado se havia alguma indicação de envolvimento iraniano, Netanyahu disse que era muito cedo para afirmar. “Vamos chegar à origem da questão sobre esse agressor, se ele tinha cúmplices, se o Irã estava por trás disso. Acho que descobriremos muito em breve”, declarou Netanyahu.

    Não houve nenhuma sugestão oficial por parte de Israel de envolvimento iraniano.

    O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse na quarta-feira que as informações preliminares de Israel indicavam que o copiloto tinha a intenção de fazer o avião cair, descrevendo-o como um terrorista, embora Netanyahu tenha se referido ao caso apenas como “um grave incidente de segurança”.

    Os Emirados Árabes Unidos iniciaram investigações que buscam apurar as circunstâncias e os motivos e determinar “se o incidente estava ligado a qualquer atividade ou propósito terrorista, ou envolveu planejamento ou orientação prévia”, informou a agência de notícias estatal dos Emirados Árabes Unidos..

    As autoridades judiciais dos Emirados Árabes Unidos têm jurisdição sobre o incidente porque a aeronave está registrada no país e voa sob sua bandeira, afirmou o comunicado, acrescentando que a legislação dos Emirados Árabes Unidos se aplica a crimes cometidos a bordo, mesmo que ocorram fora do seu território.

    Na quarta-feira, uma autoridade israelense identificou o agressor como um cidadão de Omã. As autoridades de Omã não se pronunciaram sobre a notícia.

    O voo despencou quase 14 mil pés em menos de 30 segundos enquanto sobrevoava a Arábia Saudita, antes que os passageiros e a tripulação conseguissem neutralizar o agressor e pousar o avião.

    A Arábia Saudita não divulgou nenhum comunicado sobre suas investigações.

    * (Reportagem adicional de Jana Choukeir)

    * É proibida a reprodução deste conteúdo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Lei Seca: confira onde haverá restrição a bebidas nas eleições 2026

    Lei Seca: confira onde haverá restrição a bebidas nas eleições 2026

    Pelo menos 12 estados terão restrição de venda de bebida alcoólica no primeiro turno das eleições gerais, que ocorrem neste domingo (4). Alguns também já estenderam a proibição a um possível segundo turno.

    Em sete deles, a decisão vale para todo o território do estado, enquanto em outros cinco, a proibição vale apenas para algumas zonas eleitorais, por decisão dos juízos locais. Confira: 

    COM LEI SECA EM TODO TERRITÓRIO:
    Pará
    Amazonas
    Amapá
    Acre
    Roraima
    Piauí
    Maranhão

    COM LEI SECA EM ZONAS ESPECÍFICAS:
    Bahia
    Tocantins
    Sergipe
    Mato Grosso
    Goiás

    SEM LEI SECA
    Alagoas
    Distrito Federal
    Rio de Janeiro
    Minas Gerais
    Espírito Santo
    Santa Catarina
    Paraíba
    Pernambuco 
    Mato Grosso do Sul
    São Paulo 
    Paraná

    LEI SECA SÓ SE JUÍZES DEFINIREM: 
    Rio Grande do Sul
    Rondônia

    LOCAIS INDEFINIDOS OU SEM RESPOSTA:
    Ceará
    Rio Grande do Norte

    Grande parte dos estados com restrição de venda de bebidas alcoólicas está no Norte do país: Amazonas, Pará, Roraima, Acre e Amapá.

    No Pará, a Polícia Civil decidiu que a partir do primeiro minuto dos dias de votação (primeiro turno e eventual segundo turno) até as 18h do mesmo dia, estão proibidas a venda, distribuição e fornecimento, ainda que gratuito, de bebidas.

    No Amazonas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e a Secretaria de Segurança Pública do estado estabeleceram, de forma conjunta, a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos e locais abertos ao público, das 2h às 17h, nos dias de votação.

    Também por meio de portaria conjunta, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) e a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública decidiram proibir venda, fornecimento, entrega e consumo de bebidas alcoólicas em áreas públicas e estabelecimentos desde as 22h de sábado (3) até as 18h de domingo (4). A restrição se aplica também ao segundo turno, se houver.

    O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) proibiu a venda, fornecimento gratuito e consumo em estabelecimentos ou locais públicos desse tipo de produto, a partir dos primeiros minutos do dia de votação até as 16h do mesmo dia. Entregas de bebidas em domicílio também estão proibidas.

    Em Roraima, a Secretaria de Segurança Pública proibiu venda, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas das 23h de sábado às 17h de domingo.

    No Nordeste, as secretarias de Segurança do Piauí e Maranhão publicaram portarias decretando Lei Seca. No Maranhão, a proibição da venda, fornecimento e consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica ou de substâncias de efeitos semelhantes, em locais públicos ou de acesso público, vale da 0h até as 22h de domingo. No Piauí, a compra e venda de bebidas alcoólicas está proibida das 18h de sábado até as 18h de domingo.

    Já no Mato Grosso, Goiás, Bahia, Sergipe e Tocantins não há uma regra válida para todo o estado. Nesses locais, a proibição ficou a cargo dos juízes de algumas seções eleitorais.

    A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas chegou a proibir a venda de bebidas alcoólicas no dia da votação, em uma portaria do dia 25 de setembro, mas nesta quinta-feira (1º) revogou o documento, suspendendo a Lei Seca no estado.

    Sem Lei Seca ou indefinidos

    Segundo os órgãos competentes, seja Justiça Eleitoral ou Secretaria de Segurança, não haverá Lei Seca no Distrito Federal e nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraíba, Pernambuco e Mato Grosso do Sul.

    Em Rondônia, onde a decisão cabe aos juízes eleitorais, não há nenhuma decisão de proibição até o momento.

    Em São Paulo e no Paraná, as secretarias de Segurança pediram à reportagem para entrar em contato com a Justiça Eleitoral. Já os TREs de ambos estados informaram que a responsabilidade pela restrição de venda de bebidas alcoólicas cabe às secretarias de Segurança.

    O TRE do Rio Grande do Sul informou que não há nenhuma decisão expressa da Justiça Eleitoral para decretar Lei Seca no estado, mas que eventualmente juízes podem definir restrições em suas zonas eleitorais.

    Em resposta ao questionamento da Agência Brasil, o TRE do Ceará informou que a questão seria definida nesta semana. A Secretaria de Segurança do Rio Grande do Norte não respondeu à Agência Brasil.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • EUA destinam US$ 1 milhão para campanha contra STF, diz revista

    EUA destinam US$ 1 milhão para campanha contra STF, diz revista

    A revista inglesa The Guardian publicou reportagem, nessa quarta-feira (30), com a informação de que o governo dos Estados Unidos (EUA) destinou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) para promover campanha contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

    “Um aporte de US$ 1 milhão, intitulado Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil, financiaria grupos da sociedade civil que se opõem ao que o projeto chama de excesso de atuação judicial e censura por parte da Suprema Corte do Brasil”, diz a revista. 

    Os recursos são alocados pelo Congresso para o Fundo de Direitos Humanos e Democracia (HRDF). Não há informação se o dinheiro foi transferido ou apenas empenhado para os projetos no exterior definidos pela Casa Branca.

    A publicação inglesa lembrou ainda que o governo de Donald Trump impôs sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes no ano passado, “após pressão de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente”.

    Durante o julgamento por tentativa de golpe de Estado no Brasil, que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão, o STF virou alvo do governo Trump. 

    Washington também tem criticado as restrições impostas pelo Supremo a plataforma digitais dos EUA com objetivo de inibir crimes praticados no ambiente digital. O governo Trump tem pressionado países a não adotarem qualquer regra em relação as bigtechs. 

    A Agência Brasil procurou a assessoria de imprensa do STF para comentar a reportagem da revista estrangeira, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

    Agenda de Trump no mundo

    O The Guardian afirma que teve acesso a fontes e documentos do Departamento de Estado dos EUA, controlado pelo secretário Marco Rúbio, que detalham o destino de US$ 176,9 milhões (cerca de R$ 918 milhões) para 43 projetos com objetivo de promover a agenda do governo Trump em diversos países. 

    “Houve pressão direta de membros do governo Trump por essas verbas, refletindo interesses que incluem os alertas de James David Vance (JD Vance) [vice-presidente dos EUA] sobre o colapso dos valores ocidentais tradicionais na Europa e a campanha de Stephen Miller [assessor da Casa Branca] contra a imigração e em apoio a minorias brancas em países como a África do Sul”, escreveram os jornalistas Andrew Roth e Joseph Gedeon. 

    Para o Reino Unido, estava previsto um financiamento de US$ 5 milhões (cerca de R$ 25,9 milhões) para apoiar um grupo que faz campanha contra leis de segurança online e de combate ao discurso de ódio, incluindo a Lei de Segurança Online da Grã-Bretanha (Ofcom), aprovada em 2023.

    “Destinada a proteger crianças de conteúdos nocivos e fiscalizada pela Ofcom, a lei inclui regras de verificação de idade — em vigor desde o ano passado — que têm sido alvo de críticas constantes da administração Trump, a qual as classifica como censura”, diz a revista.

    O maior beneficiário das doações do governo Trump seria a Fundação Memorial de Vítimas do Comunismo, que teria como um dos líderes o ex-assessor de política interna da Casa Branca na gestão Trump, Andrew Bremberg. Essa fundação receberia US$ 40 milhões (cerca de R$ 207,6 milhões).

    Em resposta ao próprio The Guardian, o Departamento de Estado dos EUA disse que os projetos na Europa buscariam apoiar “nossos aliados na defesa desses direitos e princípios, bem como de sua autoconfiança civilizacional e soberania, contra aqueles que buscam miná-los”.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Drone russo atinge escola em Kiev; não há feridos, dizem autoridades

    Drone russo atinge escola em Kiev; não há feridos, dizem autoridades

    Um drone russo atingiu uma escola na capital da Ucrânia, informaram as autoridades nesta quinta-feira (1º), o mais recente episódio de uma série de ataques aéreos cada vez mais intensos contra Kiev.

    O prefeito Vitali Klitschko disse que havia crianças no abrigo no momento do ataque, que provocou um incêndio. Ele informou que não houve feridos.

    O Serviço Estatal de Emergências divulgou imagens de equipes de resgate vasculhando os escombros e apagando o incêndio no prédio carbonizado, cujas janelas estavam estilhaçadas.

    O bombardeio matinal ocorreu em meio a ataques cada vez mais intensos, 24 horas por dia, contra Kiev e outras cidades com drones a jato, que as Forças Armadas da Ucrânia têm tido dificuldade em derrubar.

    Uma pessoa ficou ferida na manhã de hoje em um ataque aéreo russo a um centro comercial na cidade portuária de Odessa, no Mar Negro, segundo autoridades regionais.

    O chefe da administração municipal, Serhiy Lysak, disse que a infraestrutura foi danificada, sem dar mais detalhes.

    Odessa e a região próxima têm sido alvos frequentes de ataques que visam, em parte, sufocar as receitas de exportação de Kiev.

    A Rússia, que afirma atacar apenas alvos militares, informou ter atacado um centro de dados em Odessa e um navio de carga no porto vizinho de Chornomorsk.

    * É proibida a reprodução deste conteúdo.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Anvisa aprova regularização de cosméticos artesanais

    Anvisa aprova regularização de cosméticos artesanais

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a regularização de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes produzidos de maneira artesanal no país. Os itens não precisam de regularização junto à Anvisa, mas devem seguir regras e limites específicos.

    A atuação regulatória sobre o tema se fez necessária após a sanção da Lei 15.154, em julho de 2025, que estabelece isenção de registro e observância de regras simplificadas para cosméticos, produtos de higiene pessoal, perfumes e outros produtos de finalidade congênere, quando produzidos de maneira artesanal.

    Em nota, a Anvisa informou que, em agosto do ano passado, deu início à regularização.

    “Todo o processo, que inclui duas consultas públicas com ampla participação de diversos segmentos da sociedade, buscou alinhar a simplificação burocrática à segurança sanitária”, informou a agência.

    Regras para o setor

    A instrução normativa aprovada apresenta um lista de grupos de produtos que podem ser produzidos e comercializados artesanalmente: artigos de perfumaria com base alcoólica, odorizantes de ambiente, produtos sólidos para banho e/ou imersão, sabonetes sólidos para o corpo, xampus e condicionadores sólidos, óleos e manteigas corporais e desodorante axilar em barra.

    A resolução aprovada pela diretoria colegiada da Anvisa regulamenta requisitos técnico-sanitários e procedimentos simplificados para a produção e a comercialização dos produtos.

    Entre outros pontos, a norma define boas práticas de fabricação (BPF) simplificadas por meio de regras básicas de higiene e controle para garantir a segurança, prevê a rotulagem obrigatória e estipula prazo de validade máximo de até 12 meses a partir da fabricação

    A regulação determina ainda que sejam utilizadas alegações simples, puramente sensoriais ou funcionais básicas (limpeza, hidratação e perfumação), sem apelos terapêuticos ou exigência de testes complexos de eficácia.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Livro conta como montadoras ajudaram a manter ditadura no Brasil

    Livro conta como montadoras ajudaram a manter ditadura no Brasil

    Em 2015, com base em depoimentos recolhidos pela Comissão Nacional da Verdade, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) aceitou abrir um procedimento para investigar a cooperação de diversas empresas com a ditadura militar brasileira. Entre elas estava a montadora Volkswagen.

    Seis anos depois, o Ministério Público divulgou um relatório que revelou que a Volkswagen “contribuiu intensamente com o aparato repressivo” e que isso ocorreu com conhecimento da direção da empresa.

    Em 2017, a própria empresa contratou um historiador para investigar o papel da Volkswagen durante a ditadura militar brasileira. Em seu relatório, o alemão Christopher Kopper, da Universidade de Bielefeld, escreveu:

    “A VW do Brasil foi irrestritamente leal ao governo militar e compartilhou os seus objetivos econômicos e de política interna.”

    “Está claro que a Volkswagen estabeleceu por disposição própria uma intensa relação de contribuição com os órgãos da repressão política, muito além dos limites da fábrica. A empresa demonstrou vontade de participar do sistema repressivo, sabendo que submetia seus funcionários a risco de prisões ilegais e tortura”, diz um trecho do relatório elaborado pelo Ministério Público de São Paulo.

    Repressão Sociedade Anônima

    A Volks, no entanto, não foi a única. Um livro lançado esta semana, em São Paulo, revela que diversos bancos, metalúrgicas e fabricantes de veículos contribuíram para a manutenção da ditadura no Brasil.

    Escrito por Eduardo Reina e Maria Angélica Ferrasoli, o livro Repressão Sociedade Anônima apurou como muitos trabalhadores, especialmente da região do Grande ABC Paulista, foram observados, fichados, investigados, perseguidos, demitidos, presos e até torturados como consequência dessa intensa contribuição entre as empresas e o aparelho de repressão.
     


    São Paulo(SP)- 30/09/2026. Lançamento do livro “Repressão Sociedade Anônima” de Eduardo Reina e Maria Angélica Ferrasoli.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
    São Paulo(SP)- 30/09/2026. Lançamento do livro “Repressão Sociedade Anônima” de Eduardo Reina e Maria Angélica Ferrasoli.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
    Eduardo Reina e Maria Angélica Ferrasoli no lançamento do livro Repressão Sociedade Anônima – Paulo Pinto/Agência Brasil

    A obra é resultado de três anos de pesquisas documentais e de coletas de entrevistas.

    “A gente teve informação de muitas empresas, mas focamos em cinco delas: a Mercedes-Benz, a Volkswagen, a General Motors, a Scania e a Ford. Centramos [o trabalho] na região do ABC e nas grandes metalúrgicas”, explicou Reina, em entrevista à Agência Brasil.

    “Elas financiavam com dinheiro a máquina da repressão. E como a coisa foi surgindo? A gente estava analisando os livros de registro de entrada do Dops [Departamento de Ordem Política e Social] aqui no Largo General Osório [na capital paulista] e ali descobrimos uma lista de ramais. Nessa lista tinha um ramal de um estande de tiro. E descobrimos que algumas empresas financiavam equipamentos para esse estande de tiro tais como munições e até compra de protetor auricular. O protetor auricular era a GM quem financiava”, disse Reina.

    Essa cooperação, explicaram os pesquisadores, não se dava apenas pela compra de materiais ou pelo apoio financeiro à ditadura. Ela também ocorria, por exemplo, pela incorporação de militares dentro das fábricas e até de arapongas, explicou Ferrasoli.

    “Os arapongas eram pessoas que se misturavam ali com os trabalhadores e que depois iam dedurar quem estava fazendo reivindicações”, disse ela.

    “Havia um conjunto de ações que as empresas adotavam para reforçar ou firmar essa cumplicidade com a ditadura e ir expulsando os trabalhadores. Por exemplo, se o trabalhador participava de uma greve, ele não precisava nem ser de um partido de oposição ou de combate à ditadura, se ele participava de uma greve, ele já entrava numa lista. Essa lista, que hoje a gente chama de lista suja, era espalhada para várias outras empresas, então ele nunca mais conseguia emprego”, contou a pesquisadora.

    Além desse monitoramento, havia outro aspecto comum que era o descaso das empresas com as condições de trabalho nesse período.

    “A gente tem um capítulo todo dedicado a mostrar essa questão dos acidentes de trabalho. Em 1975, por exemplo, teve dia em que houve mais de cinco mil acidentes de trabalho registrados no Brasil. E olha que, naquela época, o registro de acidentes era extremamente precário, porque a delegacia do trabalho ou qualquer instância da justiça do trabalho estava na mão dos militares”, ressaltou Reina.


    São Paulo(SP)- 30/09/2026. Eduardo Reina posa para foto durante Lançamento do livro “Repressão Sociedade Anônima”.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
    São Paulo(SP)- 30/09/2026. Eduardo Reina posa para foto durante Lançamento do livro “Repressão Sociedade Anônima”.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
    Jornalista Eduardo Reina no Lançamento do livro em São Paulo – Paulo Pinto/Agência Brasil

    Situação das mulheres

    Tratadas aos gritos pelos chefes, assediadas e com tempo controlado até para ir ao banheiro, a situação das mulheres trabalhadoras durante a ditadura militar também não foi nada fácil de ser enfrentada.

    Maria Angélica Ferrasoli conta que entrevistou algumas dessas mulheres que começaram a trabalhar com 12 ou 13 anos. Muitas relataram condições ainda mais degradantes no ambiente de trabalho, que chegava até mesmo ao controle de uso do papel higiênico.

    “Elas precisavam pegar uma chave para usar o banheiro. Se demorassem mais do que 3 ou 4 minutos, já tinha gente batendo na porta. Em outras empresas, o papel higiênico ficava em cima da mesa do chefe. Ela tinha que ir lá e pegar uma cota [de papel]. Então, se acabava o rolinho dali, elas tinham que se virar no banheiro, levar de casa ou fazer o que fosse possível”, relatou.

    Dopinho do ABC

    Em suas pesquisas, os dois jornalistas descobriram também a existência de um braço do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) em São Bernardo do Campo, que era o principal polo metalúrgico do Brasil e que integra a região do Grande ABC.

    Segundo os pesquisadores, esse Dopinho do ABC era formado por empresas da região e continha um sistema de vigilância e de controle dos trabalhadores e dos ativistas sindicais. “Uma espécie de controle industrial sobre a sociedade civil”, contam, no livro.

    “A gente descobriu a existência de uma filial do DOPS no ABC que ficava a três ou quatro quadras distante da sede do sindicato. Lá, as pessoas eram presas e torturadas. Para lá iam presos os trabalhadores, pessoas ligadas aos movimentos eclesiais de base ou de movimentos de melhoria nos bairros. A gente conta a história, inclusive, de um menor de idade que foi preso e torturado ali”, disse Eduardo Reina.

    Essas descobertas, reforçam os pesquisadores, demonstram que ainda há muito a ser pesquisado sobre a cooperação das empresas com a ditadura militar brasileira. Principalmente sobre a participação das empresas públicas, o que ainda não aconteceu.

    “Eu acredito que a ditadura sobreviveria [sem a participação empresarial]. Mas ela sobreviveu de uma forma muito mais escalonada com a participação dessas empresas”, diz Ferrasoli.

    “Acho que o livro contribui bastante para mostrar isso”, disse Reina, em entrevista à Agência Brasil.

    “A história da ditadura no Brasil tem milhares de coisas que precisam ser contadas. Muitas coisas foram enterradas e muita coisa desapareceu. Muitos arquivos militares foram destruídos. Mas a gente precisa ter um outro olhar para toda essa documentação e avançarmos com isso para mostrar todas essas coisas que aconteceram e continuam acontecendo. Se a gente fizer um paralelo, a polícia militar age do mesmo modo hoje como agia na ditadura. Se formos para a periferia, então, os pretos e os pobres são as maiores vítimas dessa ditadura hoje, como eram também na época da ditadura. E isso ninguém contou até hoje”, destacou o pesquisador.

    Montadoras

    A Agência Brasil procurou as cinco montadoras citadas no livro, mas até o momento da publicação elas não se manifestaram sobre o tema. 

    Em nota enviada aos escritores do livro, a Volkswagen informou que assinou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Público e que foi a primeira empresa estrangeira a reavaliar sua história durante o regime militar no Brasil.

    Já a Scania disse que repudia qualquer tipo de violação aos direitos humanos e que não guarda mais documentos sobre aquele período.

    A Mercedes-Benz escreveu aos autores que não identificou, até o momento, evidências de suporte da empresa com a ditadura militar.

    A GM, por sua vez, negou envolvimento com ações repressivas ou de colaboração com a ditadura, e a Ford também não se manifestou aos autores do livro.

    O livro Repressão Sociedade Anônima é uma publicação da Editora Alameda. 

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Anticiclone derruba temperatura no Sul do país

    Anticiclone derruba temperatura no Sul do país

    Ao longo desta quinta-feira (1º), as nuvens que encobrem a Região Sul do país começam a diminuir por causa da atuação de uma frente fria associada a um anticiclone, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    O anticiclone é um sistema de alta pressão que favorece o tempo firme e estável. Ao contrário do ciclone, o ar frio e mais pesado desce e se afasta do centro do fenômeno.

    Ainda há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no noroeste, norte e leste paranaenses. A chuva com trovoada e possibilidade de granizo ainda pode ocorrer no Paraná e em Santa Catarina.

    No Rio Grande do Sul, há possibilidade de chuvas isoladas, mas ao longo do dia o céu vai ficando ada vez mais com menos nuvens e o frio aumenta conforme anoitece. Em Porto Alegre, a mínima será de 13°C e a máxima pode chegar a 23°C.

    No Sudeste, outra frente fria muda rapidamente as condições do tempo, levando chuvas e trovoadas ao oeste e sul de São Paulo. Ao longo do dia, o tempo instável avança sobre o sul de Minas Gerais, ao Rio de Janeiro e ao centro e sul do Espírito Santo. Há chance de granizo nesses locais.

    Um aviso laranja de perigo alerta para tempestades no Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais, centro e sul do Rio de Janeiro, além do noroeste, norte e leste de São Paulo.

    No norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, o calor será intenso e a baixa umidade do ar deixa as regiões noroeste, norte, centro e leste de Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte, sob alerta amarelo de perigo potencial.

    No Centro-Oeste, um aviso laranja alerta para perigo de tempestades entre o sudoeste e sul de Mato Grosso e de Goiás e para o noroeste, norte e nordeste de Mato Grosso do Sul. No noroeste, oeste, centro e leste de Mato Grosso, centro de Goiás, no Distrito Federal e nas demais áreas de Mato Grosso do Sul, o alerta perde a forma, mas ainda é amarelo de perigo potencial.

    No nordeste e leste Goiás e no Distrito Federal, a baixa umidade do ar deixa a região em alerta amarelo de perigo potencial. O calor prevalece na região e, entre as capitais, a temperatura mínima será de 19°C, em Campo Grande, e a máxima de 30°C, em Cuiabá.

    Na Regão Norte do Brasil, o mês de outubro começa com chuva e trovoadas isoladas na faixa leste, que inclui os estados do Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas, onde há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. Pode chover de forma isolada em partes do oeste e noroeste do Pará e no sudoeste do Tocantins.

    No Amapá e demais áreas do Pará e do Tocantins, o dia será de sol e calor, com atenção especial para o sudeste do Tocantins, onde há aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade do ar.

    Nas capitais, a temperatura mínima será de 23°C em Rio Branco e a máxima chega a 39°C em Palmas.

    Na Regão Nordeste, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para baixa umidade do ar no leste do Maranhão, grande parte do Piauí, centro e sul do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas, Sergipe, norte, centro e oeste da Bahia. Na maior parte da região, o dia será de céu com poucas nuvens e muito calor.

    Entre as capitais a temperatura mínima será de 21°C em Maceió e a máxima de 39°C em Teresina.

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original

  • Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (1º)

    Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (1º)

    A agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira inclui debate em televisão e entrevista em podcast. Também estão previstos encontros com apoiadores, panfletagem e visita a instituição de ensino superior em São Paulo.

    Romeu Zema (Novo)
    Participa de debate na Rede Globo, à noite.

    Wilson Grassi
    Reunião com representante da Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Organização dos Estados Americanos (OEA), à tarde.

    Augusto Cury (Avante)
    Participa de debate na Rede Globo, à noite.

    Clariana Barão (DC) 
    À tarde tem agenda online com a Organização dos Estados Americanos (OEA).

    Flávio Bolsonaro (PL) 
    Participa de debate na Rede Globo, à noite.

    Hertz Dias (PSTU)
    Participa de panfletagem no centro da cidade de Guarulhos (SP) à tarde e visita a Unifesp, à noite. 

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    Participa de entrevista no Flow Podcast, à noite.

    Renan Santos (Missão)
    Participa de ato em Niterói, à tarde, e protesto em frente à Rede Globo no Rio, à noite. 

    Ronaldo Caiado (PSD) 
    Participa de debate na Rede Globo, à noite.

    Os candidatos Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP) não divulgaram a agenda pública de campanha até o momento desta publicação. 

    A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

     

    Fonte: Agência Brasil ? Leia a notícia original